As mesmas lajes irregulares que marcavam uma das grandes estradas romanas do Oeste peninsular dão acesso àquela que foi uma requintada cidade do Império Romano.
Construída sobre um planalto soalheiro, as construções já a descoberto revelam casas nobres de patrícios romanos, que evocam uma civilização com brilho e requinte. Como a casa de Cantaber, residência rica do séc. III e uma das mais amplas em todo o mundo romano ocidental, ou a dos Repuxos. Os jardins enquadrados por colunas, refrescados por jogos de água e o pavimento ornamentado com vistosos quadros de temas mitológicos fazem deste espaço um dos mais exemplares testemunhos do passado romano na Península Ibérica.
Ocupada pelos romanos a partir de 139 a.C. e a sua população totalmente romanizada, foi sob o imperador Augusto, no séc. II d.C., que a cidade conheceu o seu esplendor, tendo sido construídas então termas públicas e um Fórum, cuja reconstituição pode ver no museu. Ao passear por este espaço vai ver ainda um complexo conjunto de edifícios, incluindo um aqueduto que percorre mais de 3.400 metros desde a fonte e restos de uma basílica cristã, provavelmente do séc. VI.
Com o declínio do Império nos finais do séc. IV, foi elevada uma monumental muralha defensiva, o que não impediu o assalto da cidade pelos Suevos, em 468 e o consequente declínio de Conímbriga.