Peniche
Núcleo Museográfico da Santa Casa da Misericórdia de Peniche
Museus e Palácios
Na Igreja podem encontrar-se interessantes obras de arte sacra do património da Irmandade, bem como peças do seu mobiliário mais antigo. Forrada de azulejos policromos do séc. XVII, destaca-se no interior o tecto de caixotões com cenas do Novo Testamento, Livro dos Actos dos Apóstolos e Apocalipse. Algumas das pinturas estão atribuídas a Baltazar Gomes Figueira e a Josefa de Óbidos.
A tribuna do séc. XVIII, a pia de água-benta em estilo manuelino, o púlpito do séc. XVII e as imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores, que tradicionalmente integram as procissões da Semana Santa, são apenas algumas das obras que merecem a atenção dos visitantes.
O Retábulo da Paixão merece também uma referência especial, constituído por cinco grupos esculpidos em madeira policromada, "Calvário", ao centro, "Flagelação" e "Encontro com Verónica", à esquerda, e "Descida da Cruz" e "Deposição", do lado direito. Trata-se de uma trabalho flamengo da Escola de Bruxelas do séc. XV e é considerado um exemplar único em Portugal.
Igreja de São Sebastião - Serra d' El-Rei
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Forte da Praia da Consolação
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Igreja da Misericórdia de Peniche
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Esta igreja, anexa ao antigo hospital da referida instituição, ostenta no seu interior uma rara beleza decorativa, visível nos painéis azulejares seiscentistas, nas pinturas a óleo, algumas de grande dimensão, que decoram as paredes com cenas alusivas a acontecimentos evangélicos, e no tecto decorado com caixotões, ilustrando cenas da Vida e Paixão de Cristo.
Podem aqui apreciar-se cinco telas da conhecida pintora Josefa de Óbidos.
Igreja de São Pedro - Peniche
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Esta igreja, datada do final do séc. XVI, apresenta-se dividida em três grandes naves. Nas naves laterais pontificam vários altares consagrados a divindades como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim, ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central destaca-se a magnificência barroca da capela-mor consagrada a São Pedro, decorada com talha dourada e ostentando belíssimas colunas, para além de várias pinturas setecentistas representando cenas da vida do santo padroeiro.
Trata-se, sem dúvida, da mais imponente igreja do concelho.
Capela de Nossa Senhora dos Remédios - Peniche
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Segundo a lenda a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios. A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida igreja e por uma praça fronteiriça orlada de casas nas quais residiam o ermitão e os mordomos, se abrigavam os romeiros e se implantavam as cavalariças.
Neste templo é de salientar a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos seiscentistas evocando episódios da Paixão de Cristo e a chamada capelinha do Senhor Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada de Senhor dos Remédios.
Fortaleza de Peniche
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Forte de São João Baptista - Berlengas
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Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história. Nessa data, o Forte de São João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas em cerca de quinhentos mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de São João Baptista.
Monumento Nacional, o Forte funciona actualmente como casa-abrigo (gerida pela Associação dos Amigos das Berlengas), brindando os hóspedes com uma oportunidade única de repouso, tendo por companhia o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas e o cantar das pardelas ao final da tarde.
Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, Matriz de Peniche
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Localizada a Norte da península de Peniche data do início do séc. XVI, tendo sido, segundo a tradição, edificada sob as ruínas de uma outra igreja consagrada a São Vicente.
Também a origem deste culto local parece assumir contornos lendários. Conta a lenda que a imagem da Virgem terá sido encontrada numa pequena gruta, situada na península da Papoa, passando a ser cultuada na antiga igreja de São Vicente, até à edificação do seu próprio santuário no séc. XVI.
Neste templo salienta-se, entre outros aspectos, a capela-mor, consagrada a Nossa Senhora (dita da Ajuda), os santos São Pedro Gonçalves Telmo e São Vicente e um retábulo de talha dourada do final do séc. XVII. Por outro lado, também o tecto de caixotões pintados e os painéis de azulejos setecentistas, evocando passos da vida da Virgem e temas profanos, merecem nota de destaque neste monumento.
Igreja de São Leonardo, matriz de Atouguia da Baleia
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Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal em ogiva rematado por capitéis onde figuram representações estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas, e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque de merlões.
O interior da igreja é dividido em três naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas, para além do túmulo de D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia. De referir o soberbo frontal de altar constituído por um baixo-relevo em calcário branco representando a "Natividade".

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