Silves
Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Museus e Palácios
Museu Municipal de Arqueologia de Silves
O Museu Municipal de Arqueologia de Silves foi criado, em 1990 por iniciativa da Câmara Municipal, em torno do Poço-Cisterna Almóada dos séculos XII-XIII, ex-libris de toda a coleção e joia do património islâmico em Portugal.
Completamente entulhado no séc. XVI, o espaço viria a servir de chão a uma casa de habitação no século XIX. Trazido à luz do dia através das escavações arqueológicas da década de 80 do século XX, o poço-cisterna, em ótimo estado de conservação, é uma construção do período almóada, com cerca de 18 metros de profundidade e 2,5 m de diâmetro. A presença da escadaria em espiral, na qual se abrem três janelas, a alturas distintas, que permitiam o acesso à água de acordo com os níveis de enchimento do poço, conferem-lhe a condição de obra rara na arquitetura islâmica e exemplar único em Portugal, bem como a classificação como monumento nacional.
As coleções do Museu, provenientes de achados arqueológicos encontrados na região, estão organizadas em vários núcleos cronológicos: pré-história, período romano, período muçulmano e período moderno.
Merecem, ainda, destaque as estrelas funerárias da Idade do Ferro com registos da escrita do Sudoeste Peninsular, que apesar de se encontrar por decifrar, é considerada a primeira escrita desta região.
Torreão das Portas da Cidade
Monumentos
Castelo e Cerca Urbana de Silves
Monumentos
Castelo e Cerca Urbana de Silves
Um passeio por Silves não fica completo sem uma visita ao seu castelo, considerado uma das principais e mais belas fortificações muçulmanas em Portugal e a maior do Algarve.
Classificado como monumento nacional, em 1910, a história do castelo remonta ao período em que Silves é transformada numa forte base de ocupação e centro comercial de grande prosperidade do domínio romano.
Por volta de 716 a conquista dos Mouros trouxe gigantescas alterações à fortaleza que os romanos tinham erguido sobre a urbe. Situada no ponto mais elevado da colina onde assenta a cidade, a fortaleza é reforçada com uma nova cerca amuralhada com torres e couraças, que se estendiam ao longo da margem direita da ribeira.
Fortemente danificado pelo terramoto de 1755 e absorvido pelo crescimento da cidade, deste sólido sistema defensivo de taipa militar - feita de uma mistura de argila, cascalho, areia e cal e com arenito vermelho da região (grés de Silves) que lhe confere a tonalidade avermelhada -, subsistem duas grandes áreas, a Alcáçova e a Medina.
A Alcáçova, erguida no alto do cerro e protegida por 11 torres quadrangulares (quatro delas apresentam alterações datadas dos séculos XIV e XV, nomeadamente salas abobadadas e portas góticas de arco quebrado), guarda duas cisternas a da Moura e a dos Cães.
Sobre estes dois poços recaem duas lendas. Quanto à Cisterna da Moura, que forneceu água à população de Silves até aos anos 90, do século XX, reza a lenda que nas noites de S. João uma princesa moura lamenta a sua morte, vagueando num barco de prata com remos de ouro, à espera de que um príncipe pronuncie as palavras mágicas para o seu desencantamento. Sobre a Cisterna dos Cães, conta-se que caçadores de tesouros terão lançado os cães para ir buscar grandes tesouros deixados pelos muçulmanos nos subterrâneos do castelo, mas os cães jamais regressaram.
Por sua vez, a Medina ligava-se à alcáçova por uma porta protegida por duas torres.
À entrada do Castelo, encontra-se uma estátua em homenagem ao rei português D. Sancho I que, em 1189, conquistou pela primeira vez Silves aos muçulmanos, ainda que a cidade apenas tenha sido definitivamente conquistada pelos cristãos em 1242.
Castelo de Silves
8300-117 Silves
Igreja da Misericórdia de Silves
Monumentos
O interior é muito simples, de uma só nave, onde se destaca um curioso retábulo maneirista na capela mor. Foi bastante modificado no séc. XVIII e posteriormente, como se pode ver por alguns elementos florais e sanefas em estilo rocaille e pelo brasão de armas do rei D. João V. A tela central, representando a Visitação, data de 1727/28, segundo os registos encontrados nos cadernos de despesa da Santa Casa.
Sé Catedral de Silves
Monumentos
A mais importante construção gótica no Algarve.
Silves foi nomeada sede de bispado logo no seguimento da primeira conquista da cidade aos árabes, em 1189, mas a Sé só seria construída a partir de 1268, após a sua conquista definitiva durante o reinado de D. Afonso III. Conservou o título de catedral até ao século XVI, quando a sede da diocese foi transferida para Faro, numa época em que a cidade entrou em decadência devido ao assoreamento do rio Arade e à crescente importância do litoral algarvio. Durante esse período, 26 bispos ocuparam a cadeira episcopal.
É um templo em estilo gótico, muito influenciado pela estética do Mosteiro da Batalha, com alterações e restauros feitos posteriormente, em que se destaca a abside, composta por três capelas, e o pórtico da fachada principal inserido num alfiz (uma moldura que enquadra o conjunto escultórico). A entrada na igreja é feita por um portal lateral do lado Sul, em estilo rococó, construído em finais do século XVIII, que é conhecido por Porta do Sol.
No interior, cruzam-se os vários estilos arquitetónicos. A abside e o transepto têm abóbadas góticas ogivais e os altares laterais apresentam decoração de talha em estilo barroco. Podem ainda admirar-se os túmulos de Gastão da Ilha e João do Rego, altos funcionários da administração da cidade durante o século XV, bem como os de alguns bispos de Silves. No centro do altar-mor, encontra-se a pedra tumular do rei D. João II, aqui sepultado em 1495 e cujos restos mortais foram depois trasladados para o Mosteiro da Batalha em 1499.
A igreja foi desde o início dedicada a Santa Maria e, posteriormente, a Nossa Senhora da Conceição, que está representada na capela-mor por uma imagem gótica.
Tal como grande parte dos edifícios em Silves, a Sé é construída em arenito vermelho, o Grés de Silves, que caracteriza a cidade com a sua tonalidade e predominância.
8300-140 Silves
Silves
Localidades
Silves
Situada numa colina da Serra de Monchique, Silves deve a sua fundação e desenvolvimento ao Rio Arade, importante via de comunicação que atraiu o estabelecimento de povos desde a Idade do Ferro, 3.000 anos antes de Cristo.
O Arade foi também porta de entrada para os romanos que aqui exploraram o cobre e comercializaram outros produtos, tais como o azeite, o vinho, os frutos secos e o sal.
No séc. V chegaram os visigodos que permaneceram apenas até ao séc. VIII quando o território a Sul foi ocupado pelo domínio muçulmano. Data dessa época a grande prosperidade de Silves. Foi então uma cidade importante, polo comercial e cultural, capital regional de um dos reinos Taifa.
Dos vários povos que passaram pela urbe, foram os muçulmanos aqueles que deixaram uma marca mais profunda, sendo desta época a definição do atual traçado urbano.
Atento o grande protagonismo que granjeou como polo cultural e político do Garb Al Andaluz (nome dado ao Sudoeste peninsular do Al Andaluz, atual Algarve), vários autores, poetas e geógrafos se referem à Xelb islâmica como a cidade muçulmana mais importante do Garb, conhecida como a “Bagdad do Ocidente”.
Após uma investida fracassada dos cristãos liderados por D. Sancho I, em 1189, Silves é conquistada definitivamente por D. Afonso III, em 1242, com a ajuda das tropas de D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago.
Silves torna-se sede de bispado, constrói a sua Sé sobre as ruínas da antiga mesquita e torna-se a capital de todo o Algarve.
Mantendo a importância económica, no séc. XV Silves assiste ao impulsionamento ativo das suas gentes, por parte do Infante D. Henrique, na participação das viagens marítimas além-fronteiras portuguesas.
O declínio desta localidade teve início com o impedimento da navegabilidade devido ao assoreamento do rio e à mudança da sede de bispado para Faro em meados do séc. XVI.
Muito destruída com o terramoto de 1755, apenas a revolução industrial, durante o séc. XIX, sobretudo com a exploração da cortiça e a comercialização da fruta seca lhe viria a dar novo fôlego. Marcam presença na paisagem urbana de Silves um conjunto de casas, dessa época, pertencentes à burguesia emergente.
No séc. XX, a construção da Barragem do Arade, acompanhada de importantes infraestruturas de irrigação, elevam este concelho ao mais importante centro produtor nacional de Laranja.
Oceânico Faldo Course
Campos
O Oceânico Faldo Golf Course, em terreno acidentado, liga os dois extremos mais elevados da imensa propriedade da Amendoeira. A estratégia é um factor que deve sempre ser tido em conta e os jogadores têm que se posicionar bem em cada shot para conseguirem um bom resultado. Desde o primeiro buraco, um desafiante par 4 em ascensão, até ao último, um magnífico par 5, as colinas e o terreno ondulado potenciam um jogo estimulante, tanto em concentração como em perícia.
Morgado da Lameira
8365-023 Alcantarilha
Oceânico O'Connor Jnr.
Campos
O Oceânico O’Connor Júnior Golf Course complementa na perfeição o campo Faldo, no novo Oceânico Amendoeira Golf Resort. Os desafios deste campo luxuriante, que se estende através de um vale fértil, são os lagos e os bunkers estrategicamente localizados. Lagos e ribeiros imperam em 9 dos 18 buracos, incluindo o 3º, onde se encontra uma relíquia mourisca localizada numa ilha. A multiplicidade de tees está disponível para os jogadores de todos os níveis.
Morgado da Lameira
8365-023 Alcantarilha
Pestana Silves Golf
Campos
Silves Golf apresenta um enorme desafio e um elevado «slope rating» de 121. O campo par 70 é dotado de uma excelente colecção de buracos par 3 e extraordinários par 5.
Um «drive» no primeiro buraco terá que afastar-se de dois lagos laterais. O design estratégico é caracterizado por uma beleza natural e elegante.
Os golfistas desfrutam de uma vista deslumbrante para a Serra de Monchique e o vale de Vila Fria, repleto de palmeiras e oliveiras.
Na memória do golfista permanece uma gigantesca oliveira antiga na encosta do primeiro buraco.
8300 Silves
Oceânico Academy Course
Academias
O Academy Course, um campo de 9 buracos Par 3, com iluminação, localizado entre os campos Oceânico Faldo Course e Oceânico O´Connor Jnr. Course, é ideal para principiantes e para aqueles que desejam melhorar o seu jogo curto. A sua construção obedeceu aos mesmos critérios rigorosos de qualidade dos campos Oceânico Faldo e O´Connor Jnr. As três opções de tees em cada buraco permitem variações na linha de jogo e a maximização de cada obstáculo introduzido no green.
O 7º buraco é o exlibris do campo, onde, em duas das opções de tees, se joga sobre a água. Este campo de 9 buracos depressa se tornará num dos favoritos no portfólio da Oceânico Golf, rivalizando entre os seus “irmãos maiores”.

Mapa
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