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Portugal visto por...

Os Urban Sketchers nos Açores

Jenny Adam, da Alemanha, foi à descoberta dos Açores acompanhada pela portuguesa Alexandra Batista e juntas desenharam os encantos das Ilhas Terceira, de São Miguel e do Pico. A beleza natural, os lugares mais emblemáticos e a hospitalidade dos açorianos são bem visíveis nos desenhos destas duas sketchers.

A viagem começou em São Miguel, a maior ilha do arquipélago e onde vive mais de metade da população açoriana.  A beleza das Lagoas das Sete Cidades e do Fogo impressiona, assim como sentir a força da terra nos geiseres, nas águas termais quentes e nos lagos vulcânicos. Tomaram banho nas águas quentes da Caldeira Velha e ficaram a saber que a ilha é o único local da Europa onde se planta chá. Fizeram o pequeno cruzeiro até ao imperdível Ilhéu de Vila Franca do Campo e, em Ponta Delgada, tiveram tempo para desenhar o Mercado da Graça e as Portas do Mar.

Lagoa do Fogo, Ilha de São Miguel
Lagoa do Fogo © Jenny Adam



Caldeira Velha © Alexandra Baptista

Parque Terra Nostra
Parque Terra Nostra © Jenny Adam

Ilhéu de Vila Franca do Campo
Ilhéu de Vila Franca do Campo © Alexandra Baptista

Ponta Delgada
Ponta Delgada © Jenny Adam

Ilha de São Miguel, Ponta Delgada, Mercado da Graça
Mercado da Graça © Alexandra Baptista

Mas a sul do arquipélago, nos 3 dias que estiveram no Pico, usufruíram de vários momentos para desenhar tranquilamente. Na ilha onde se situa a montanha mais alta de Portugal, fizeram o percurso das lagoas, visitaram o Museu dos Baleeiros, o Museu do Vinho e passearam entre as Vinhas separadas por muros de pedra de basalto, uma paisagem única classificada Património Mundial. 

Ilha do Pico
Ilha do Pico © Jenny Adam

Museu dos Baleeiros
Museu dos Baleeiros © Jenny Adam

Rota da Faina Baleeira
Rota da Faina Baleeira © Alexandra Baptista

Ilha do Pico - Museu do Vinho
Vinha da Ilha do Pico © Jenny Adam

Vinhas da Ilha do Pico
Vinha da Ilha do Pico © Alexandra Baptista

O dia que dedicaram à Ilha Terceira foi muito bem passado, com uma série de atividades que revelaram a autenticidade dos Açores. Visitaram a cidade património mundial de Angra do Heroísmo a pé, descobriram algumas lojas tradicionais, provaram as delícias gastronómicas e, à noite, ainda foram às Festas Sanjoaninas

Na volta à ilha, passaram pela vila de Biscoitos, no litoral, onde se produz o vinho verdelho. Também tiveram a oportunidade de descer ao Algar do Carvão, a quase 100 metros de profundidade. É um monumento natural impressionante, onde se podem ver estalactites, estalagmites e uma lagoa interior.


Angra do Heroísmo © Alexandra Baptista

Angra do Heroísmo
Loja em Angra do Heroísmo © Alexandra Baptista

Angra do Heroísmo - Festas Sanjoaninas
Festas Sanjoaninas © Jenny Adam

Biscoitos
Biscoitos © Jenny Adam

Algar do Carvão
Algar do Carvão © Jenny Adam

E ainda tiveram tempo para provar as especialidades locais da gastronomia dos Açores.
Delicias dos Açores
Delícias dos Açores © Alexandra Baptista

Ancoradouro
Madalena, Ilha do Pico © Alexandra Baptista

São Roque do Pico
São Roque do Pico, Ilha do Pico © Alexandra Baptista


Urban Sketchers em Fátima

Em Fátima, santuário muito importante do culto mariano a nível mundial, viveram-se momentos muitos especiais em 2017, durante a celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora do Rosário aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco. 

Desafiaram-se 4 sketchers a captar em desenho os momentos mais importantes das celebrações, acompanhando milhares de peregrinos vindos de todo o mundo.  A sketcher Fernanda Lamelas foi a guia portuguesa de Kasia Szybka, vinda da Polónia, de Rob Sketcherman, de Hong Kong, e de Eduardo Bajzek, do Brasil, numa experiência única, tocada pela fé, pela esperança e pelo espírito universal de união que se sente em Fátima.

No Recinto das Orações, vemos a Capela das Aparições ao centro, no local onde Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que se construísse uma capela. Ver os peregrinos na sua chegada a Fátima, cumprindo promessas, colocando as suas velas e manifestando a sua fé com alegria foram os primeiros momentos captados pelos sketchers. 

Rob Sketcherman / Fátima
 © Rob Sketcherman

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek
Kasia Szybka / Fátima
© Kasia Szybka

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek

Rob Sketcherman / Fátima

© Rob Sketcherman

Num dos extremos do recinto do Santuário, vê-se a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, com a sua torre de 65 metros de altura. Com medo da chuva, as arcadas foram o abrigo ideal para os sketchers se protegerem e desenharem uma outra perspetiva do templo mariano.

Fernanda Lamelas / Fátima
© Fernanda Lamelas


Rob Sketcherman / Fátima

© Rob Sketcherman

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek

No segundo dia de viagem, depois de mais uma visita à Basílica e à Igreja da Santíssima Trindade, aguardaram a chegada do Papa Francisco, entre a multidão.

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek

Kasia Szybka / Fátima
© Kasia Szybka 

Fernanda Lamelas / Fátima
© Fernanda Lamelas

Rob Sketcherman / Fátima
© Rob Sketcherman
Kasia Szybka / Fátima
© Kasia Szybka

Na noite do dia 12 de maio, a Procissão das Velas é habitualmente um dos pontos altos das celebrações de Fátima. As velas que os peregrinos têm consigo, iluminando todo o santuário com milhares de luzinhas, proporcionam um momento de grande intensidade visual e espiritual.

Rob Sketcherman / Fátima
© Rob Sketcherman

Fernanda Lamelas / Fátima
© Fernanda Lamelas

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek

No dia 13 de maio, teve lugar a missa principal e a cerimónia em que foram canonizados os pastorinhos Jacinta e Francisco, na presença de sua Santidade, o Papa Francisco.

Depois de visitar o Santuário, os sketchers fizeram o Caminho dos Pastorinhos, acompanhando os peregrinos que iam rezando nas diversas estações sacras ao longo do percurso, até chegarem a Valinhos, ao local onde apareceu o Anjo, e à aldeia de Aljustrel, para conhecer a casa onde os Pastorinhos viveram.

Rob Sketcherman / Fátima
© Rob Sketcherman

Fernanda Lamelas / Fátima
© Fernanda Lamelas

Eduardo Bajzek / Fátima
© Eduardo Bajzek

Rob Sketcherman / Fátima
© Rob Sketcherman

Fernanda Lamelas / Fátima
© Fernanda Lamelas

Desenhar em conjunto foi uma forma de conhecer melhor Fátima e a sua história e de se deixarem tocar pela amabilidade com que os portugueses recebem pessoas de todo o mundo. Os quatro, com desenhos e perspetivas diferentes, partilharam momentos de grande intensidade e testemunharam a devoção e a fé que levam milhares de peregrinos a Fátima todos os anos.


Sketch Tour Portugal

Uma viagem por Portugal com cadernos, lápis, grafite, tinta da china e aguarelas.

22 urban sketchers de várias nacionalidades foram convidados a visitar Portugal e a partilhar os seus desenhos e o seu talento, dando a conhecer o país de uma perspetiva diferente. A preto e branco ou a cores, terão à disposição muitos temas a explorar: as paisagens, a natureza, o património, a gastronomia as pessoas, os recantos e pormenores que habitualmente passam despercebidos.

Surpreenda-se com estes momentos de arte e inspire-se para a sua próxima viagem a Portugal.

Veja o vídeo sobre o que irá acontecer nos próximos meses e fique atento!  Aqui e nas redes sociais, iremos divulgar os diferentes desafios e os diários gráficos com um novo olhar sobre Portugal. 

 

Sketch Tour Portugal - Fátima
Fátima
é um dos santuários mais importantes do culto mariano, acarinhado pelo Vaticano, construído no local onde Nossa Senhora apareceu a 3 pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco, em 1917. A celebração do Centenário, em 2017, é, por isso, uma data especial. Quando se entra no recinto, sente-se um ambiente de silêncio, tranquilidade e de grande espiritualidade. Entre os vários momentos religiosos ao longo do ano, o dia 13 de maio é a data mais importante e a Procissão das Velas, na noite do dia 12, uma das cerimónias mais impressionantes.

Esses momentos tão especiais foram captados em desenho por Kasia, da Polónia, Rob Sketcherman, de Hong Kong, e Eduardo Bajzek, do Brasil, acompanhados pela sketcher portuguesa Fernanda Lamelas. Desenhar entre os milhares de peregrinos vindos de todo o mundo que circulavam no Santuário foi uma experiência única para os sketchers, que se deixaram tocar pela energia e por um espírito de união universal.

Descubra Fátima através dos desenhos destes 4 sketchers.

 

Sketch Tour Portugal – Açores
A Sketch Tour Portugal esteve no Arquipélago dos Açores. Durante o passeio, a açoriana Alexandra Baptista acompanhou a artista alemã Jenny Adam e juntas desenharam a natureza e o ambiente mágico dos principais locais das ilhas de São Miguel, Terceira e Pico.

Descubra os Açores nos desenhos da Alexandra Batista e da Jeny Adam


Portugal a verde

Portugal por... Condé Nast Traveler

Selvagem, como era nos primórdios. As reservas naturais lusas podem congratular-se por conservar intacta nos seus domínios a essência da península ibérica e das ilhas vulcânicas do Atlântico. Uma viagem no tempo que nos transporta para um mundo onde o homem convivia com a natureza de igual para igual. Das serras ao litoral marítimo, passando por vulcões, picos e jardins, dez paraísos onde a verdura está no ar.


Parque Natural do Alvão
Trata-se de um pequeno jardim comparado com outras reservas do país, mas os 70 quilómetros quadrados do parque natural do Alvão oferecem postais exclusivos, o que por si só justifica a sua criação em 1983. Dois perfis muito marcados dividem o parque em dois, com uma zona montanhosa, repleta de barrancos e desfiladeiros, e outra de vales recortados com bosques de bétulas, azinheiras e urzes. O rio Olo desenha a sua artéria principal enquanto alimenta à sua passagem riachos e rápidos. Entre os seus inquilinos: lobos, gatos monteses e falcões peregrinos, que são apenas um aperitivo para os apaixonados pela fauna ibérica, podem também observar no seu habitat natural as águias-reais, em perigo de extinção. O outro ponto forte do parque são as cascatas, e as das Fisgas do Ermelo são as mais conhecidas, com lagunas cristalinas na sua nascente e um percurso tão comprido que são consideradas das mais extensas da Europa. Prepare a sua visita ao parque em Vila Real onde pode encontrar um dos centros de informação e interpretação do parque.

Parque Natural do Douro Internacional
Partilhado com Espanha, o rio Douro marca com o seu percurso a fronteira que divide a Península Ibérica. As suas águas esculpiram durante milhares de anos o perfil que agora forma o Parque natural do Douro, com ribeiras que se estendem entre Miranda do Douro e Barca d´Alva na parte lusa. A soma dos dois parques ibéricos dedicados ao Douro constitui um dos mais extensos da Europa. Florestas endémicas de zimbros, sobrais, carvalhais e azinheiras crescem ao longo de um percurso onde as videiras são a espécie dominante. Berço de alguns dos melhores vinhos portugueses dispõe de muitos circuitos vinícolas à sua escolha. No seu interior, o parque arqueológico do Côa regista a presença humana na zona desde há milhares de anos, com as suas excecionais gravuras paleolíticas. As origens de uma terra com história.

Parque Natural da Serra da Estrela
A carta de apresentação do Parque natural da Serra da Estrela está pejada de recordes. A maior reserva do país delimita a serra mais alta de Portugal continental, com o pico da Torre como protagonista da paisagem com os seus 1993 metros; conta com a maior percentagem de precipitação da zona e não é raro ver neve nas suas cotas mais elevadas em pleno verão. Este clima extremo, herdado de um passado glaciar, faz com que o seu perfil esteja repleto de vida vegetal e animal, com espécies endémicas que o tornam uma raridade natural encantadora. Foram traçadas várias rotas para descobrir os seus segredos naturais, entre estes não pode perder as Penhas da Saúde nem o Poço do Inferno. No interior dos seus domínios, existem algumas cidades cuja visita é obrigatória, é o caso da Guarda, da Covilhã e de Linhares.

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
Parece que esta zona já era um parque há milhões de anos, facto comprovado pelas pegadas de dinossauros que é possível ver e tocar nos limites da Serra de Aire, uma centena de pegadas que foram descobertas em 1994 e que já se encontram nesse local há 175 milhões de anos. Provavelmente as mais bem conservadas no mundo. Atualmente, a Jazida Paleontológica da Pedreira do Galinha é um monumento nacional, e uma das grandes atrações do Parque natural das Serras de Aire e Candeeiros. Este parque conta com mais prodígios naturais, com centenas de grutas na superfície e outras tantas no subsolo formadas pela acção das correntes subterrâneas, provavelmente a maior reserva de água salgada do país, na pedra calcária e todas elas pejadas de estalactites e estalagmites. Cerca de vinte e cinco espécies de orquídeas decoram o perfil do parque, percorrido por todo o tipo de répteis, aves, mamíferos e invertebrados.

Parque Natural de Sintra-Cascais
Um litoral selvagem e uma serra extensa são as duas faces do Parque natural de Sintra-Cascais, tão próximo de Lisboa que é difícil acreditar que a natureza continue intacta neste ponto do mapa luso. Bosques de carvalhos-cerquinhos, de álamos ou acácias, uma paisagem coberta por um tapete verde. Em plena serra ergue-se Sintra, a qual Lord Byron garantiu ser o local mais bonito do mundo. Palácios e jardins misturados entre a vegetação e a névoa, uma paisagem quase mágica com muitos miradouros: o palácio da Pena ou o castelo dos Mouros, local declarado paisagem cultural pela UNESCO. Em dias límpidos, é possível avistar o litoral, onde os cabos Raso e da Roca delimitam os lindes do parque. Praias com quilómetros de extensão como a do Guincho, meca dos windsurfistas, e falésias onde o vento e as ondas impõem a sua lei, criando lendas como as da Boca do Inferno ou da praia da Ursa, são apenas alguns dos encantos desta terra que convida a percorrer o parque sem pressas, num circuito em que o Atlântico é o único guia.

Jardins do Palácio Nacional de Queluz, Sintra
Exemplo a seguir na altura da sua criação, o jardim do Palácio Nacional de Queluz fez-se valer da sofisticação francesa e da teatralidade italiana para criar aquele que pode muito bem ser um dos jardins mais bonitos do país. Duas monumentais fontes, uma dedicada a Tétis e outra a Posídon, são os elementos centrais da decoração estatuária do complexo, adornada com dezenas de figuras de mármore, um exército de deuses e esfinges, localizados em canteiros e sebes. A particularidade de Queluz reside na combinação de estilos, num traçado que lembra a mão de Le Nôtre, artífice dos jardins de Versalhes, e a simetria do Renascimento italiano. A marca portuguesa inconfundível está patente nos azulejos que decoram o tanque grande e alguns dos muros que limitam este paraíso verde. Plantas exóticas trazidas das colónias, louros e limoeiros dão as notas olfativas a este jardim repleto de jogos de água artificiosos nos locais mais inesperados. Fica muito próximo de Lisboa pelo que se pode visitar numa excursão de ida e volta, o antídoto perfeito para a confusão da cidade.

Jardins da Estrela, Lisboa
Uma amostra dos trópicos no coração de Lisboa. Os jardins da Estrela, mesmo em frente à basílica com o mesmo nome, contam com uma grande variedade de plantas tropicais, maravilhas naturais trazidas dos quatro pontos cardeais do globo. No século XIX, tendo acabado de ser criado, diz-se que havia no caminho das estrelas um pavilhão chinês, estufas e até uma jaula com um leão. Nos meses de verão, a música preenche os seus quatro hectares, com grupos musicais no seu enorme coreto de ferro forjado. Os lisboetas escolhem os seus trilhos para se desligarem da confusão da cidade e beber um delicioso café num dos seus pitorescos cafés nas margens do lago ou desfrutar de um picnic à sombra das suas árvores centenares.

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Basta ouvir o seu nome para deixar a fantasia à solta. Povoações pesqueiras, uma gastronomia à base de produtos locais (quilómetro zero) e uma paisagem arrebatadora, o Alentejo transforma-se no paraíso natural no sudoeste quando abraça a Costa Vicentina numa combinação que oferece uma das melhores paisagens do litoral luso. O cabo de São Vicente domina este circuito que une a ribeira de São Torpes à praia de Burgau. São cerca de 110 quilómetros de horizontes marítimos praticamente selvagens, dunas, praias com quilómetros de extensão e pequenas angras - para além de uma ilha, a ilha do Pessegueiro, e um recife de coral na Carrapateira - que roubam o coração com todo o mérito. A fauna e a flora acompanham este despertar atlântico num dos pontos mais ocidentais do continente europeu. Perca-se nos mercados das povoações costeiras, e se visitar este paraíso em julho, não se esqueça de visitar Sines para desfrutar do seu Festival Músicas do Mundo.

Parque Natural da Madeira
As florestas de Laurissilva com as suas formas serpenteantes e rugosas fazem com que se sinta no período Terciário. Neste sentido, o parque natural da Madeira é um verdadeiro túnel do tempo. Mas esta ilha não conta apenas com a Laurissilva, designada justamente como o jardim flutuante do Atlântico, o parque engloba sete reservas naturais que ocupam dois terços da ilha e grande parte do restante arquipélago. Rocha do Navio, a paisagem de Porto Santo, a Ponta de São Lourenço, o Pico Ruivo ou as ilhas desertas, povoadas apenas por répteis, ou ainda as selvagens estão à mercê dos amantes da natureza que procuram na Madeira a natureza no seu estado puro. E é precisamente isso que encontram.

Vinhas da ilha do Pico, Açores
Durante séculos, o homem alterou a paisagem que da ilha do Pico, um dos paraísos insulares dos Açores. Retirando a pedra vulcânica e lavrando o terreno até o transformar num campo cultivável, onde as videiras cresceram fortes para se transformarem no vinho Verdelho. Os monges franciscanos e as carmelitas construíram com vista para o mar, e sob o olhar atento do vulcão do Pico, o teto de Portugal com 2.351 metros de altura, um labirinto desconexo de muros onde as videiras se encontram protegidas do vento e crescem doces ao calor do sol. Uma paisagem caótica, mas inusitadamente bela, declarada Património da Humanidade pela UNESCO. Um ambiente único no mundo que convida a um brinde ao pôr-do-sol.



Uma Beach Trip lusa ao longo de 10 praias

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

Num litoral interminável como este, é a cultura do sol que dita as regras. Cada praia é um microcosmos com uma legião de seguidores, que chegam a percorrer grandes distâncias apenas para dar um mergulho.


As nossas eleitas para o estrelato têm as suas léguas espalhadas pelo continente, Açores e Madeira, num desfile de atrações aquáticas que seduzem todos aqueles que as pisam. Horizontes atlânticos de arquitetura natural e perfil solitário que esperam ser conquistados. Inicie a sua própria Road Trip pelas costas portuguesas e descubra estes paraísos à beira da água e da areia.

Praia da Marinha
Os seus atributos são famosos: a areia branca e escarpas rochosas, que decoram o lado esquerdo e direito da praia da Marinha, uma das preferidas dos que partem à descoberta do Algarve. Ocres, brancos e amarelos unem-se ao azul esverdeado da água, numa explosão de cor. O acesso à praia faz-se através de uma escadaria que conduz à entrada panorâmica de uma fortaleza de pedra que entra no mar e que deixa entrever apenas parte da beleza que guarda no seu interior. Como nos troncos das árvores, contar os séculos nas curvas de sedimentos que a rodeiam é um desafio obrigatório, antes de mergulhar no Atlântico. E não deixe de fazer um passeio de barco e observar os arcos e riscos que salpicam as imediações deste pequeno paraíso a partir do mar.

Comporta
Com quilómetros de areia em frente ao mar, o único dilema será qual o local onde montar o seu acampamento. A apenas uma hora de Lisboa e em plena costa alentejana, aqui a natureza permanece intacta, o que não é de estranhar se tivermos em conta que faz parte do parque natural da Costa Vicentina, o que fez deste local o último paraíso VIP. Ricos e famosos colonizam os seus cafés na primeira linha da praia, os seus hotéis de design e as villas exclusivas que se estendem pelo litoral. Andrea Casiraghi, Carla Bruni e Nicolas Sarkozy ou Kristin Scott-Thomas são algumas das estrelas que iluminam as praias deste local, que começa a ser conhecido como os Hamptons de Portugal.

Praia do Camilo
Cerca de 200 escadas, qual escadaria de Jacob, levam-nos diretos ao paraíso. A Praia do Camilo é uma sucessão de enseadas e areais, que comunicam através dos arcos abertos pelo mar nas ladeiras rochosas que protegem esta praia da civilização. Por estas bandas, o Algarve apresenta-se com as cores que o tornaram célebre, os azuis e verdes impossíveis e os tons dourados da sua topografia escarpada. Aproveite as águas cristalinas desta zona para investigar o fundo marinho com a ajuda de uma boa máscara de mergulho e snorkel. E após um "cansativo" dia de praia, visite Lagos para desfrutar da gastronomia do Atlântico num dos seus restaurantes.

Praia do Guincho
Aqui quem manda é o vento e é ele que oferece aos surfistas, windsurfistas, kitesurfers, bodyboarders e restante fauna entusiasta das emoções fortes no mar as condições perfeitas para ser feliz em cima de uma prancha. A paisagem não é para menos, uma enorme passadeira liga a praia do Guincho a um bar de madeira com uma vista privilegiada e uns mojitos prodigiosos, perfeito para mostrar o bronzeado e o fato de banho. Este horizonte selvagem permanece ainda poupado pela civilização, e pode deslocar-se de carro, autocarro ou mesmo até bicicleta - uma ciclovia percorre os cinco quilómetros que separam a praia de Cascais - por uma estrada coberta de areia branca, uma amostra daquilo que o espera ao chegar ao destino.

Praia Formosa, ilha de Santa Maria, Açores
Em Santa Maria, ilha dourada dos Açores, encontra-se uma das praias mais bonitas do arquipélago, a praia Formosa, de areia branca luminosa. Esta foi a primeira ilha dos Açores a ser descoberta em 1427, e é sem dúvida a primeira que deve conhecer, se visitar este paraíso atlântico. Localizada numa reserva natural, a praia Formosa é célebre pelas suas águas cristalinas e pelas suas ótimas condições para os desportos aquáticos. Não pode perder as ruínas da fortaleza defensiva construída há séculos para combater os piratas, o forte de São João Baptista ou simplesmente o “castelo da areia”. Prepare-se porque chegar lá é fácil, o mais difícil é mesmo ir embora; por isso mesmo recomendamos que prepare uma jornada completa, com picnic incluído. E quem quiser passar a noite, está com sorte, uma vez que existe uma zona preparada para o receber.

Praia de Vila Baleira, Porto Santo, arquipélago da Madeira
Na ilha selvagem de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, desfrute de um horizonte atlântico de 360 graus, onde a praia que se estende aos pés de Vila Baleira até Ponta de Calheta é uma das praias mais bonitas de Portugal. Enquadrada entre os picos de Ana Ferreira e do Castelo, esta língua de areia fina de nove quilómetros confronta o seu perfil paradisíaco com o Atlântico, que emerge em mil tons de azul em frente à ilhota onírica de Fora. Daí sai uma ponte que é atravessada todas as tardes por miúdos e graúdos que aproveitam para se atirarem ao mar em piruetas impossíveis, um pequeno espetáculo desta ilha tranquila tocada pela beleza do mar.

Praia de Santa Cruz
Esta praia é caracterizada por um perfil vertiginoso de dimensões e atrativos mastodônticos. A praia de Santa Cruz é uma autêntica instituição em Torres Vedras, a cerca de 15 quilómetros deste paraíso, uma língua de areia que parece ter sido criada para viver o Atlântico sem pressas e protegida por desfiladeiros impressionantes. Algo que é especialmente apreciado pelos surfistas, que escolhem estas praias para as suas manobras na água. Entre os seus penhascos banhados pelo mar, não perca o famoso Penedo do Guincho, com 30 metros de altura e um arco interior. O cenário perfeito para desfrutar dos entardeceres da zona.

Praia das Azenhas do Mar, Sintra
No coração de Azenhas do Mar, que tem a sua origem nos moinhos de água árabes, e protegida por muros naturais altos, abre-se ao Atlântico uma das praias mais pitorescas e fotografadas de Portugal. Esta pequena angra faz as delícias dos mais urbanistas, que se instalam nas suas toalhas com vista para o mar e para a arquitetura que pende dos seus desfiladeiros. O melhor desta praia é o facto de dispor de uma povoação repleta de encantos para descobrir depois dos banhos de sol. Ou de forma inversa, terminar o dia num cenário digno de um filme depois de percorrer as suas ruas inclinadas.

Foz do Arelho, Óbidos
Como se de um anfiteatro se tratasse, as encostas que circundam a praia da Foz do Arelho, pejadas de villas e lindas casas, assistem todos os dias às investidas do mar, mar este que criou um espectáculo natural único na lagoa salgada de Óbidos. A força do Atlântico empurra as suas ondas terra adentro nesta maravilhosa porção de areia dourada, até se fundirem com as da lagoa. Os amantes dos desportos aquáticos aproveitam este ímpeto para cavalgar o mar, enquanto outros vêm até aqui pura e simplesmente para desfrutar da beleza da paisagem costeira lusa. Se vier de carro, não deixe de percorrer a estrada que une a Foz do Arelho a São Martinho do Porto, um percurso com uma vista espetacular para os desfiladeiros.

Praia do Castelejo, Sagres
O Algarve, próximo de Sagres, mostra uma face menos conhecida mas igualmente arrebatadora. Na Praia do Castelejo mistura-se a fina areia dourada com as tonalidades ocres dos seus cantos arredondados e a pedra quase vermelha dos seus desfiladeiros, numa sucessão de angras banhadas pelo azul intenso do Atlântico. O seu acesso é um pouco acidentado, mas a recompensa é o retiro tão procurado, apenas com algumas dezenas de pessoas, num litoral praticamente selvagem e centenas de metros para escolher o local. É uma das mecas dos surfistas por estas paragens. Uma visita pode muito bem representar um batismo coroado a ouro, para iniciar uma carreira amadora nos desportos do mar. Se não for o caso os entardeceres já valem bem a viagem.


Rota dos festivais de Portugal 2014

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

Com tanta variedade musical no país luso, o difícil é escolher: do Festival de Paredes de Coura ao Sagres Surf Fest, passando pelo Milhões de Festa, o Optimus Primavera Sound, o Optimus Alive, o Festival de Sintra e o evento mais animado da tranquila localidade de pescadores na Zambujeira do Mar, o carismático Festival do Sudoeste.
Mas não só. Uma rota vibrante que percorre a geografia portuguesa de norte a sul seguindo a pista dos melhores cenários.

Festival de Paredes de Coura
www.paredesdecoura.com
A nossa viagem tem início no Norte, praticamente na fronteira com a Galiza. A vila portuguesa de Paredes de Coura – a 50 km de Vigo – acolhe o decano da cena lusa. Um verdadeiro clássico. Durante mais de vinte anos, foi possível ouvir boa música no anfiteatro natural da praia fluvial de Taboão. O cartaz dá pouca margem à música mainstream. Uma aposta clara na música alternativa nacional e internacional. Pixies, P.J. Harvey, Morrisey, Arcade Fire, Calexico, Bombino, Hot Chip, Belle and Sebastian, Alabama Shakes, Delorean e John Talabot animam as últimas edições.

Milhões de Festa
www.milhoesdefesta.com
Ainda no norte do país, perto de Barcelos, entre a cidade de Braga e a Costa Verde, a costa litoral que liga a fronteira galega e o Porto. O festival Milhões de Festa não pára de crescer e tem vindo a ganhar um lugar de destaque entre a difícil concorrência dos festivais de verão de Portugal. O seu último cartaz conta com mais de 50 bandas e a sua proposta é o risco: novas sonoridades e novas bandas, tanto portuguesas como do resto do mundo. Revelam-se bandas como Austra, Orange Goblin, Adorno, Killing Frost e The Partisan Seed. Um festival de frescura.

Optimus Primavera Sound
www.optimusprimaverasound.com
A partir de Braga, rumamos em direcção ao Sul e chegamos ao Porto. Cidade de encostas e calçadas, com bons vinhos, vista para o Douro em todo o seu esplendor e boa música underground. O Porto acolhe a edição lusa do festival Primavera Sound, que se realiza em Barcelona há doze anos. Suede, Wilco, Yann Tiersen, The XX, Nick Cave, Blur, Dinosaur Jr., Explosions in the Sky, The Breeders, Do Make Say Think e Los Planetas abrilhantaram o cartaz.

Diversidade de estilos, a aposta em novos valores e o carisma de artistas com carreiras reconhecidas transformaram o Optimus Primavera Sound num festival obrigatório no circuito de festivais que se realizam no sul da Europa. Três dias de verdadeira primavera no Parque da Cidade, junto ao mar, bem enquadrado na cidade e de fácil acesso. Um local ideal que chega a acolher cerca de 75 000 pessoas de 40 nacionalidades diferentes. Waine Coyne, vocalista dos Flaming Lips, foi contundente: "Este é o festival mais bonito de todo o verão". Apesar de o evento ter lugar na primavera.

Se visitar o Porto noutra estação do ano que não seja a primavera, dê uma vista de olhos ao cartaz da Casa da Música (www.casadamusica.com). Este edifício original e vanguardista inaugurado em 2005, obra do arquitecto holandês Rem Koolhaas, oferece à cidade a melhor música internacional durante todo o ano.

Optimus Alive
www.optimusalive.com
 A rota continua até à capital lusa e depara-se com um festival que transforma o lisboeta Passeio Marítimo de Algés na Califórnia: o Optimus Alive não inveja em nada o mítico festival de Coachella, o evento que reúne tantas celebridades de Hollywood nas suas imediações com boas bandas de música indie a completar o cenário. Desde 2007, passaram pelo Optimus Alive talentos como Bob Dylan, Neil Young, Green Day, Depeche Mode, The Cure, Radiohead, The Stone Roses, Pearl Jam, LCD Soundsystem, Alt-J, Kings of Leon, Phoenix ou Tame Impala. O festival tem uma vasta oferta, durante três dias de julho por lá desfilam quase uma centena de bandas. E o seu lema é digno da Champions League: 'O melhor cartaz. Sempre!'

Festival de Sintra
www.festivaldesintra.pt
Prefere a música clássica e a dança? Em Lisboa, apanhe o comboio na estação do Rossio e em menos de uma hora chegará a Sintra, à 'Vila Velha', a cidade dos palácios e dos bosques encantados que Lord Byron descreveu como um dos locais mais encantadores da Europa. Este cenário alberga o Festival de Sintra, que cada verão aposta nos jovens intérpretes com grande talento artístico para homenagear os grandes compositores da história, génios como Giuseppe Verdi, Richard Wagner e Charles-Valentin Alkan.

Super Bock Super Rock
www.superbocksuperrock.pt
Na Praia do Meco, em Sesimbra, a uns 40 km a sul de Lisboa, realiza-se em julho um outro festival veterano. O Super Bock Super Rock assume a sua condição de festival do rock. Grupos que movem multidões, uma grande representação portuguesa e muitos decibéis. Falamos de bandas como Muse, Metallica, The Strokes, Arctic Monkeys, The Killers, Kaiser Chiefs, Queens of the Stone Age e Manuel Fúria E Os Náufragos, para referir apenas alguns. O festival põe à disposição dos roqueiros autocarros gratuitos que os levam às preciosas praias da zona, uma das suas principais atrações.

Festival Músicas do Mundo de Sines
www.fmm.com.pt
A nossa vibrante rota festivaleira rumo ao Sul leva-nos até Sines, localidade do Alentejo Litoral que todos os anos acolhe o maior festival de músicas do mundo de Portugal e um dos mais importantes da Europa. Após quinze edições, transformou-se num festival de verão imperdível para os amantes da música tradicional, folclórica, popular, étnica e de raízes. Trata-se de um festival marcado pela diversidade. Do seu cartaz constam nomes como Rokia Traore, Femi Kuti, Hermeto Pascoal, Trilok Gurtu e Rachid Taha.

Festival do Sudoeste
www.sudoeste.meo.pt
Saímos de Sines e continuamos até à tranquila povoação de pescadores da Zambujeira do Mar, no litoral do Alentejo. Tranquila até começar o Festival do Sudoeste. A primeira edição foi realizada em 1997 e desde então revoluciona a vila todos os meses de Agosto. Cinco dias e vários cenários disponíveis neste macro festival que evoluiu para a música mais comercial e apresenta um cartaz ecléctico com a presença de Pitbull e Fatboy Slim, David Guetta e Eddy Veder, Luciano e Calle 13. Muita praia, muitas horas de sol e estilos de música para todos os gostos.

Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo
www.angrajazz.com
Deixamos a Península Ibérica e partimos em direcção ao oceano Atlântico, até às esplendorosas Ilhas dos Açores aproximadamente 1 500 quilómetros a oeste de Lisboa. E chegamos ao jazz. Todos os outonos se celebra em Angra do Heroísmo – capital da Ilha Terceira – o interessante festival AngraJazz, por cujos cenários passaram mais de 400 músicos. A vila transforma-se num clube de jazz sob o calor do swing de formações como Dave Holland Quintet, Dave Douglas Brass Ecstasy ou o piano de Chano Domínguez.


Surf em Portugal: Deixe-se levar pela corrente

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

Como um quadro cheio de pioneses. Cada uma a assinalar um spot de sonho.
É isto o mapa de Portugal para um surfista que encontra nos seus 800 quilómetros de costa (incluindo as ilhas) um autêntico parque de diversões cheio de loops, montanhas russas e carroceis vertiginosos que dão a volta ao estômago. De norte a sul. Seleccionamos os melhores lugares. Para que possa escolher qual o que mais lhe agrada ou simplesmente deixar-se levar pela corrente (marítima).

1- Ericeira
Encontra-se no nariz de Portugal. A dois passos de Sintra e Lisboa. É uma freguesia do município de Mafra. Para além de ser uma povoação de pescadores bastante encantadora, daquelas com igrejas em volta de uma amálgama de ruas desordenadas e casas caiadas, a Ericeira foi declarada reserva mundial de surf, com três spots de surf que se escrevem em maiúsculas: o da Praia dos Coxos, uma angra pequena e recolhida onde só se atrevem a ir os mais corajosos, que vão ao amanhecer para conseguir as ondas maiores (podem chegar até aos 5 metros); o de Ribeira d’Ilhas, uma praia ambidestra (tem boas ondas esquerdas e direitas) protegida por falésias e que acolhe o Campeonato Mundial de Surf; e o de Reef, enclave de fundos rochosos, com boas ondas durante todo o ano.

Para explorar a zona, recomendamos que fique hospedado no Ericeira Sound resort (www.ericeiraecosound.com). Trata-se de um complexo ecológico de bungalows onde poderá cozinhar com os vegetais da sua própria horta e passar umas férias praticamente sem causar nenhum impacto no planeta. Para uma refeição mais informal, enquanto seca depois do surf, nada melhor do que os bares da praia da Ribeira d’Ilhas.

2. Peniche
Uma muralha medieval maciça, remodelada no século XVII, e que foi utilizada como prisão no século XX, é o monumento mais importante da povoação pesqueira de Peniche. Num anel de poucos quilómetros pode escolher onde praticar o seu surf, num universo de mais de uma dezena de locais, independentemente da sua destreza em cima da prancha. A Consolação, por exemplo, com ondas muito fortes provocadas pelos seus fundos rochosos, é perfeita para os surfistas de nível intermédio. Já meter-se na água no spot dos Super Tubos requer um pouco mais de técnica. Ganhou o nome a pulso graças às suas famosas ondas esquerdas que roçam a perfeição. Provavelmente as melhores de Portugal, e é por isso que se realiza aqui uma etapa do campeonato mundial de surf - WTC.

Entre ondas e surfadas, e para recuperar a energia, vá até ao porto para ver os barcos a descarregarem o peixe (é o segundo maior porto pesqueiro de Portugal), e prove as suas sardinhas, o atum ou as suas lagostas no restaurante Nau dos Corvos, um local com vista privilegiada para o mar. Em Peniche também não pode perder as festas nocturnas nem os concertos dos bares de praia. Faça uma excursão ao pequeno arquipélago das Berlengas, em especial se for um adepto do mergulho. Um passeio de barco leva-o até ao Furado Grande, um túnel marítimo que desemboca numa maravilhosa enseada (Cova do Sonho) rodeada por paredes de granito vermelho e que tem uma gruta (a Gruta Azul). Não vai acreditar na cor da sua água.

3. Nazaré
Foi aqui, na Praia do Norte, e em mais nenhum lugar do mundo que o havaiano Macnamara há alguns meses surfou a onda mais alta alguma vez cavalgada: 30 metros. Tratou-se de uma onda especialmente gigante (o próprio definiu-a como “avassaladora”), mas não é uma exceção. Durante todo o ano (e em especial no inverno), convergem as condições perfeitas para os big riders, que já transformaram este spot na sua meca pessoal. É normal que as ondas atinjam os 10 metros, mas se não tem coragem para tanto, pode apanhar sol na Praia do Salgado, vários quilómetros de dunas e falésias onde se pratica nudismo.

4. Costa Vicentina (Algarve)
Para além de se tratar de um dos litorais mais bem conservados da Europa, é a zona mais surfada de Portugal, com mais de 20 spots de primeira e praias selvagens e pouco concorridas, com uma dose generosa de diversão nocturna e um ambiente relaxado e informal. Existem opções para todos: a espectacular Arrifana, onde se chega depois de descer umas escadas bastante íngremes, e a Carrapateira são as suas escolhas, se procura melhorar a sua técnica. Para os principiantes, o ideal é optar por uma das escolas existentes na tranquila Praia do Amado para dar os seus “primeiros passos”.

Em questões de aprés surf, não resta qualquer dúvida, a cidade mais animada da zona é Sagres, com alguns bares bem frequentados como o Pau de Pita, com música ao vivo, ou o bar de surf Warung, onde pode tomar uma cerveja com a malta que passa o dia de fato de neopreno. Não perca as promoções de yoga e surf do hotel Memmo Baleeira.

5. Madeira e Açores
 Mas o surf em Portugal não tem lugar apenas na costa peninsular. Na Madeira é bem conhecida a onda do Jardim do Mar, gigante, poderosa, apta apenas para os pros. As ondas dos Açores, concretamente nas ilhas de São Jorge e São Miguel, são vastas ondas esquerdas que quebram sobre um fundo de cantos arredondados, o que lhes dá uma força especial e, talvez seja o segredo mais bem guardado dos surfistas portugueses.


Hotéis Rurais de Charme em Portugal

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

A razão pela qual existem tantos hotéis tão bem idealizados no campo em Portugal é um mistério. Ou não. Em qualquer caso não existe qualquer explicação científica que justifique a elevada oferta dentro do estilo rural chic dos nossos estimados vizinhos (portugueses). Trata-se de uma tendência que deixou de o ser há algum tempo, para se transformar numa forma de compreender o ócio. E a vida. Porque quem sabe desfrutar do seu tempo livre, sabe do que estamos a falar.

Podemos tentar averiguar quais os fatores que contribuíram para que o país surja salpicado deste tipo de hotéis tão atrevidos, tão atrativos e tão bem idealizados. Vejamos: trata-se de espaços de ambição comedida. Nenhum deles procura conquistar o mundo, nem pretende transformar-se numa referência planetária. São locais de dimensões reduzidas, de tratamento de proximidade e sem presunções. Um aspeto muito português. Outro fator é a reivindicação das suas raízes. São espaços 100% locais, projetados por pessoas da zona no entanto, isso sim, com vocação internacional. Conhecem bem a palavra “glocal”. Como são espaços pequenos e costumam ser geridos de forma independente ou familiar, não têm nada a perder. Isto é, podem arriscar apenas na medida dos seus objetivos. Assim, tanto encontramos hotéis de cortiça como hotéis que resgatam o sonho do pé na areia. Não há mesmo nada a perder.

Eis alguns exemplos, espalhados um pouco por todo o país, com o seu estilo especial. Nenhum deles se encontra numa cidade grande. Olhamos para todos com alguma inveja. Uma inveja saudável. A inveja clássica do vizinho que admira o que o outro tem.

PORTO E NORTE
Carmo´s Boutique Hotel, Ponte de Lima
Situado no Norte do país, quase na fronteira com Espanha, este hotel reúne todas as virtudes da nova hotelaria portuguesa. Tem apenas três suites e doze quartos prestige, todos com uma decoração imprevisível, aliando harmoniosamente o passado e o presente. O seu spa recupera tratamentos milenares, como por exemplo os banhos em leite 100% de cabra.
www.carmosboutiquehotel.com

Pedras Salgadas
Não é um hotel são ecocasas, o que não é o mesmo nem sequer parecido. São sete e estão semiescondidas numa zona termal e de vegetação densa. Foram projetadas pelo arquiteto Luís Rebelo de Andrade com o objetivo de se destacarem do que existe nas redondezas. O exterior é mimetizado com as árvores, o interior, em contraste, é branco e linear. Todas as casas têm acesso ao Pedras Salgadas Spa & Nature Park, um parque termal desenhado por Siza Vieira. Apaixonados pela arquitetura contemporânea e pelo termalismo, isto é para vós.
www.pedrassalgadaspark.com

Design Wine Hotel
O vinho faz parte da identidade dos nossos estimados vizinhos portugueses. Assim, os eno-hotéis fazem todo o sentido. São poucos os que existem mas são excelentes, que em Portugal não estão com meias medidas. Não se situa bem no campo, mas sim numa pequena povoação. Não se deixe iludir pela fachada da casa, uma casa que se destaca pelas paredes caiadas e arquitetura vernácula. O interior é de loucos. Os seus 23 quartos temáticos são todos diferentes e têm um design inesperado. A cave conta com uma seleção de vinhos de todo o país, dando destaque aos vinhos do Douro e aos vinhos verdes de Alvarinho e Loureiro. Também alberga a Whitebox: um fantástico espaço reservado à arte. E tudo isto numa pequena povoação.
www.designwinehotel.com

CENTRO
Casas do Coro, Marialva
Um local insólito. É uma aldeia ou um hotel? As Casas do Coro são um conjunto de casas situadas na aldeia medieval de Marialva, classificada como uma das 10 aldeias históricas de Portugal. Marialva são as Casas e vice-versa. Há casas de todos os tamanhos: para famílias ou para os apaixonados que não se querem cruzar com ninguém senão consigo próprios. Há dez casas e suites, todas elas requintadas e apenas com o imprescindível para o conforto ou a contemplação. O spa e a obsessão pelo bom vinho estão incluídos. Um refúgio perfeito em dias frios ou quentes, de dia ou de noite.
www.casasdocoro.pt

Casa da Ínsua, Penalva do Castelo
Este é provavelmente o hotel mais clássico da nossa seleção. E atualmente não há nada tão moderno como ser um clássico seguro de si próprio, exatamente como esta mansão barroca solarenga. Foi construída no século XVIII por Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, Governador de Cuiba e Matto Grosso, atualmente é um hotel de cinco estrelas. Mantém a sua história, cada quarto tem a sua própria história, literalmente. Para além disso adaptou-se perfeitamente à era do Twitter com a sua cozinha local reinterpretada e o seu conforto do século XXI. A Casa da Ínsua conta com vinhos próprios e, claro está, é impossível ficar aqui e não provar pelo menos um deles. Impossível e pouco recomendável, aliás.
www.casadainsua.pt

Areias do Seixo, Póvoa de Penafirme
Tudo o que se espera de um autêntico hotel-eco está presente neste local: forte consciência ambiental, gastronomia regional, produtos biológicos, apoio no seio da comunidade …. O design é um extra. Esta é a resposta à tendência de hotel rural minimal: aqui pode encontrar curvas, texturas e recordações da China, Índia e Marrocos. Dispõe de catorze quartos e quatro vilas que acolhem entre duas a sete pessoas. Encontra-se em frente à praia e apenas a meia hora de Lisboa. E, claro está, precisamos dele com urgência.
www.areiasdoseixo.com

ALENTEJO
Ecorkhotel, Évora Suites & SPA, Évora
Um hotel de cortiça. Basta este título para captar a sua atenção. A cortiça faz todo o sentido: faz parte da Natureza e da cultura vinícola da zona. Para além disso, trata-se de um material natural, local e sustentável. Para além disso, é um isolante natural magnífico. Sim, também é aplicada na arquitetura vanguardista, o projeto não podia ser mais contemporâneo. Este hotel dispõe de 56 suites em pleno campo alentejano, com tudo o que é salvagem e árido característico do local. Para compensar: existem sombras e uma piscina espetacular. Acaba de ser inaugurado e vai dar muito que falar.
www.ecorkhotel.com

Villa Extramuros, Arraiolos
Não é necessário atravessar o mundo para se sentir aventureiro. O Alentejo está pejado de aventuras. Esta terra é árida, elegante e a sua cultura é muito rica. Os locais que encontramos não têm receio de confrontar a arquitetura de vanguarda com a paisagem. Villa Extramuros é uma remodelação da casa de campo tradicional. Está decorada com móveis clássicos do século XX e tem apenas cinco quartos. A piscina, com vista para o olival é, como o resto da vila tão fotogénica como a Kate Moss, ou como o Chrysler Building. Mas talvez o melhor seja mesmo as vizinhas: umas belíssimas ovelhas.
http://villaextramuros.com

Casa da Ermida, Elvas
A localização só por si já é bastante insólita. Esta casa de hóspedes está muito próxima da fronteira com Espanha, numa península sobre o rio Tejo, na reserva de Caia. Vale a pena cruzar a fronteira invisível que une Espanha e Portugal para descobrir este lugar tão imaculado. Os quartos têm vista para o estranho lago que se forma à volta da casa. A casa é atrativa e o trato é familiar. Transmite uma serenidade que nos é completamente desconhecida. Não há televisão, esse objeto tão habitual e tão desnecessário.
www.casadaermidadesantacatarina.com

L´AND Vineyards Luxury Wine Resort, Montemor-o-Novo
Se for possível ficar na cama a olhar para as estrelas, porque não fazê-lo? Dizem que o céu do Alentejo é um dos mais límpidos da Europa. Para aproveitar este facto, os quartos foram projetados para que o teto possa ser deslocado, literalmente, como o de um carro descapotável. Este hotel é um projeto do arquiteto brasileiro Márcio Kogan, uma verdadeira interpretação da expressão “dormir a céu aberto”. Para além disso, este hotel tem um forte vínculo com o mundo do vinho. Imagine-se numa suite do L´And, debaixo das estrelas e com uma garrafa de bom vinho a seu lado, só a ideia causa-nos arrepios de prazer.
www.l-andvineyards.com

Malhadinha Nova, Beja
Este lugar cumpre todos os requisitos de um hotel rural contemporâneo português. Trata-se de um projeto de uma família empenhada em recuperar e ressuscitar as suas terras e a sua herdade do Baixo Alentejo. Tudo em Malhadinha é uma celebração das raízes. Os protagonistas, para além dos hóspedes, são os vinhos locais, a vaca, o porco da zona e o seu olival. Não se deixe enganar pelo aspeto tradicional da casa: este hotel é todo ele atual: a sua piscina, a suas cadeiras, e acima de tudo, o seu espírito.
www.malhadinhanova.pt

Casas na Areia, Comporta
O sonho boémio-chic de muitos: uma cabana na Comporta. Madeira à sua volta areia debaixo dos pés (descalços) e o Atlântico ao fundo. É isto que os que conhecem este paraíso secreto procuram, mas cada vez menos. Estas quatro casas levam este conceito ao extremo: o solo é de areia. É uma ideia do gabinete de arquitetura Aires Mateus e é absolutamente desaconselhada para quem procurar uma escapadela de saltos altos ou mocassins.
http://casasnaareia.com

ALGARVE
Fazenda Nova, Tavira
Tavira é popular porque é encantadora e vice-versa. Essa fama de local amável, de evocação inglesa e praias infinitas não a impede de ter lugares tranquilos como este. Fazenda Nova é uma quinta antiga reabilitada com um bom gosto inquestionável; são dez suites com vista e acesso ao jardim. E que jardim! É um daqueles jardins que anseia por um livro e um cálice de vinho do Porto.
www.fazendanova.eu

Villa Vidro, Vilamoura
Há pessoas que quando estão de férias gostam de viver como os habitantes locais. São os que preferem alugar uma villa. Não os censuramos. Principalmente se se trata de um lugar como Villa Vidro. Situa-se em pleno Algarve, a um passo da praia, próxima dos campos de golf (que os golfistas precisam de estar próximos do green) e é perfeita tanto para uma família numerosa, como para um grupo de amigos. Tem tudo o que precisa para as noites de primavera/verão: bicicletas, piscina, churrasqueira. E sempre num ambiente muito chique.
www.thehideawaysclub.com

Vila Valverde Design & Country, Praia da Luz
Uma quinta do século XIX transformada num espaço moderno, no melhor sentido da palavra. Situada na Praia da Luz com apenas quinze quartos. O segredo deste local é a utilização do espaço, as dimensões e a luz de que pode desfrutar. E não se pode deixar de mencionar o diálogo estético que estabelece com o seu ambiente. Oferece diversas opções para desfrutar: a sua espetacular piscina exterior no verão e interior no inverno, passeios de bicicleta, provas de vinho na sua adega, ou, simplesmente, um passeio pelos jardins.
www.vilavalverde.com

Martinhal Beach Resort & Hotel, Sagres
É preciso perder o medo à palavra resort, quando se aplica a lugares como este. Este hotel de cinco estrelas e as suas villas familiares situam-se entre um parque natural e a praia. É austero mas não impessoal, contemporâneo mas user-friendly, discreto mas nada aborrecido. A Martinhal também pensou nas crianças com a sua oferta aquática e de lazer para os mais velhos, porque fará com que se sintam muito adultos. Uma oferta completa para todos, porque é um excelente hotel voltado para um dos melhores mares da Europa. Uma receita que nunca falha.
www.martinhal.com

Quinta da Amendoeira, Amendoeira
Quatro hectares para doze pessoas. É a densidade desta quinta que combina perfeitamente isolamento e boa localização. Isto é, quem quiser perder-se, este é o lugar certo, mas quem procura vida social, pode encontrá-la nas praias próximas do Algarve e em cidades como Loulé. Dispõe de uma magnífica piscina de água salgada bem como esplanadas e locais onde pode dedicar-se à leitura ou simplesmente ver passar a vida. O encanto deste local reside na sua serenidade. A paz não pode se imposta: ou se tem ou não se tem e neste local, esse milagre existe mesmo. A villa aluga-se na sua totalidade.
www.quintaamendoeira.com


Miradouros: as vistas mais belas de Portugal

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

Portugal brinda-nos com inúmeras paisagens e miradouros. Desde os tranquilos miradouros de Lisboa aos horizontes selvagens da costa lusa, paisagens que apaixonam à primeira vista. Portugal deixa-se ver do alto dos castelos, das montanhas, das falésias e das pequenas povoações, não deixe de observar, olhe atentamente e desfrute dos seus traços sublimes.

Santuário de Santa Luzia Viana do Castelo
No cimo do monte de Santa Luzia, inspirado no Sacré-Coeur de Paris, ergue-se um templo neo-bizantino, dedicado à santa com o mesmo nome, que é o local perfeito para desfrutar de um pôr-do-sol único sobre o estuário do rio Lima. Lá do alto pode deleitar-se com as suas praias e com a belíssima cidade de Viana do Castelo. Suba à sua cúpula para desfrutar da vista, como se fosse um pássaro. E se o que procura é registar esse momento com o templo no lugar de protagonista do postal, deverá subir ainda um pouco mais, para conseguir a fotografia perfeita. Enquanto espera pela luz adequada, prove um dos diversos bons vinhos disponíveis na Pousada, onde também pode desfrutar da vista. É impossível terminar um dia com uma perspetiva melhor.

O Porto visto do convento da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia
A vista panorâmica mais reconhecida e encantadora do Porto é a que se vê a partir de Vila Nova de Gaia, de qualquer uma das diversas caves e esplanadas. É deste lado do Douro que se obtém a melhor vista sobre a cidade, com todas as suas belezas a descoberto. Precisamente no miradouro do convento da Serra do Pilar, a uma altura considerável, a paisagem é dominada pela esplendorosa ponte de ferro, a ponte D. Luis I, símbolo da cidade e pela cidade velha do Porto, com a sua catedral e a Torre dos Clérigos a recortar o céu. Leve o seu tempo, e desfrute desta panorâmica, enquanto o rio segue o seu curso em direção ao Atlântico.

Castelo de Monsanto
Monsanto é uma pequena povoação do interior de Portugal, com um castelo que respira história e uma localização privilegiada a 758 metros de altitude, no designado Cabeço de Monsanto. A vista que se alcança do ponto mais elevado da fortaleza de Monsanto e o seu miradouro sobre as pedras da ladeira transpira o espírito rural luso, razão pela qual esta é conhecida como ‘a aldeia mais portuguesa de Portugal’.

Miradouro São Pedro de Alcântara, Lisboa
O miradouro de São Pedro de Alcântara é uma varanda com vista para a Baixa, o centro de Lisboa, e a encosta que sustenta o castelo de São Jorge. Para lá chegar, apanhe o funicular da Glória que encurta a distância entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto. Foi o rei D. Pedro V que transformou os terrenos destinados à ampliação do Aqueduto das Águas Livres neste jardim a duas alturas, salpicado por esculturas e monumentos dedicados a numerosas figuras notáveis lusas. Um painel de azulejos no miradouro superior indica exatamente quais os locais que deve procurar na observação panorâmica.

Castelo de São Jorge, Lisboa
O castelo de Lisboa foi batizado pelo rei D. João I, que após o casamento com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre, decidiu colocar o castelo sob a proteção do santo padroeiro de Inglaterra. Muitos visitam o castelo para percorrer o seu labiríntico complexo, inicialmente visigótico, depois árabe e por fim cristão. As suas muralhas e torres são as responsáveis por tornarem o castelo célebre entre os que procuram "boas vistas". Assim, este miradouro fortificado alia-se com mérito à Baixa, ao Bairro Alto e ao rio Tejo, revelando uma das melhores panorâmicas da cidade.

Miradouro de Santa Luzia, Lisboa
Os telhados de Alfama e o estuário do Tejo definem a vista a partir do miradouro lisboeta de Santa Luzia. Próximo de uma igreja dedicada à ordem de Malta, a partir do seu jardim descuidado, este miradouro abre-se perante a cidade, por cima do que outrora foi parte da muralha árabe. Centenas de azulejos revestem os seus muros e varandas, e apesar de serem eclipsados pela panorâmica incrível da cidade, revelam igualmente uma vista deslumbrante. Precisamente os dois painéis que se situam à saída do jardim mostram o panorama da cidade dominado pelo Castelo de São Jorge e pela Praça do Comércio antes do terremoto de 1755, quando era conhecida como Terreiro do Paço. Observe-os quando estiver perante o horizonte panorâmico de Lisboa neste miradouro.

Castelo dos Mouros, Sintra
Os muros desgastados do Castelo dos Mouros serpenteiam pelo alto do parque da Pena. Por estreitos vertiginosos, os torreões e atalaias sucedem-se num caminho que culmina na torre de menagem após 500 degraus. Da Serra de Sintra é possível ver a cidade e as casas que salpicam a paisagem que rodeia a fortificação, e nos dias mais claros, o azul do Atlântico. Graças a esta panorâmica, a escalada ao longo dos muros do castelo, que conta já com mais de mil anos, é recompensada à medida que se vai subindo. Leve o seu tempo e pense na sua grande frase, foram muitas as celebridades que se sentiram de tal forma gratificadas com o perfil desta fortaleza muçulmana e com a cidade que a mesma espia, que chegaram a oferecer frases de agradecimento ao vento.

Palácio da Pena, Sintra
Era esta a vista que tinham os reis nos seus dias de descanso. No passado, os monarcas e nobres lusos passavam o verão nestas paragens, com um clima mais fresco do que em Lisboa e uma vista muito mais idílica e misteriosa. O palácio da Pena eleva-se num promontório sobre a Serra de Sintra, assombrada por bosques frondosos e vilas senhoriais é uma espécie de farol com milhares de cores que se destacam do verde. Toda ela uma preciosidade arquitetónica, com extravagâncias em pedra e azulejos e todo o tipo de caprichos, como o pórtico do Tritão lavrado em pedra em forma de conchas, corais e videiras simbolizando a união entre a terra e o mar. Uma série de miradouros rodeiam os seus muros e torreões, de onde se pode desfrutar de uma espetacular vista sobre a cidade e a paisagem envolvente, chegando a ver-se o mar em dias límpidos. O encanto deste local resulta de cada uma destas panorâmicas e do sentimento que desperta o perfil do castelo, que muda a cada passo. Sem dúvida, uma atração portuguesa imperdível.

Cabo da Roca, Sintra
Este promontório, onde o Atlântico embate com todas as suas forças é, entre muitas outras coisas, um miradouro natural aberto para um vasto mar impressionante, 140 metros de altura e uma panorâmica de 360º sobre a paisagem do Parque natural de Sintra-Cascais. É o ponto mais ocidental do continente Europeu e um marco assinala na rocha o local exato, pelo que, para além da beleza do seu ambiente, o local está envolvido por um halo quase mágico pelo seu significado. O posto de Turismo situado no belo farol emite certificados que comprovam a chegada a estas coordenadas, um fim do mundo relativo onde a beleza da paisagem celebra o local.

Varandas de Marvão, Alentejo
Como outras cidades fortificadas do Alentejo, como Monsaraz ou Mértola, a linha panorâmica de Marvão descola do chão para se erguer nas alturas. Sobre um promontório de 900 metros de altura ergue-se o seu castelo, conhecido por estas terras como o "ninho de águias", a partir do qual se desfruta de uma panorâmica inigualável que contempla na mesma perspetiva a própria vila de Marvão, com as suas casas caiadas e as suas ruas labirínticas; o Parque natural da Serra de São Mamede, prodígio natural; os bosques da serra da Estrela e até Valencia de Alcântara, já em terras de Cáceres, do outro lado da fronteira. Assim, o local que outrora serviu como baluarte defensivo, actualmente mostra-nos a beleza do interior de Portugal da perspectiva de um pássaro, ou melhor dizendo, de uma águia.


Menu à portuguesa: peixe, coentros e fantasia

Portugal visto por... Condé Nast Traveler

Portugal está voltado para o Atlântico, exala Atlântico, respira Atlântico, tem alma atlântica… mas a sua gastronomia é mais mediterrânica do que parece, paradoxos! Os três produtos essenciais da dieta portuguesa são o trigo (um pão delicioso), o vinho (tintos e brancos maravilhosos) e o azeite (muito aromático), é a designada “tríade mediterrânica”, o que denota uma forte ligação com os seus vizinhos a este.


Os portugueses adoram azeitonas; comem bastante queijo e utilizam o refogado de cebola e alho como base de quase todos os seus pratos. Costumes todos eles muito mediterrâneos. No entanto, os coentros são a erva aromática nacional. O gengibre e as malaguetas dão um toque exótico a alguns dos pratos, como é o caso do popular frango “piri-piri”, guarnecido com este molho feito com malaguetas que também combina perfeitamente com peixe assado na brasa. Em todo o país, é conhecido como “frango da Guia” e, tradicionalmente, a sua fama está associada a um restaurante do Algarve.

Se tivermos de definir um menu português – não é tarefa fácil porque existem demasiadas especialidades à escolha -estes pratos não podem ficar de fora. E não se surpreenda ao encomendar as iguarias no restaurante porque as doses são tamanho XXL.

Entradas, para aguçar o apetite
Queijo, azeitonas, manteiga e azeite
O queijo pode ser da serra da Estrela, um queijo cremoso de ovelha moldado e envolvido num pano enquanto está ainda fresco. O resultado é um queijo saboroso com um ligeiro travo ácido-amargo no final. Mas pode escolher também o famoso queijo de São Jorge produzido nas ilhas dos Açores com leite de vaca, com um aroma forte e sabor ligeiramente picante, ou de Castelo Branco, um queijo suave de leite de vaca, gordo e intenso. Os três estão protegidos por D.O., mas existem outros igualmente interessantes e deliciosos.
As azeitonas, verdes ou pretas, são servidas quase sempre temperadas e é habitual utilizá-las na cozinha, como mais um ingrediente.
As manteigas portuguesas são de grande qualidade, como são de forma geral todos os produtos lácteos que se produzem no país. Barrada no pão, magnífico principalmente nas regiões do norte, é uma verdadeira perdição.
O mesmo acontece com o azeite, um dos produtos – juntamente com os vinhos – exportado por Portugal. Existem 7 regiões com D.O.: “Azeite de Moura”, “Azeite de Trás-os-Montes”, “Azeite do Ribatejo”, “Azeite do Norte Alentejano”, “Azeite da Beira Alta”, “Azeite da Beira Baixa” e “Interior do Alentejo”.

Prato principal, para começar
Na mesa portuguesa nunca falta a sopa. A mais conhecida de todas é provavelmente o “caldo verde”, considerado o prato nacional português, mais habitual nas casas do que o próprio bacalhau. É cozinhado com batatas, cebola, alho, azeite, chouriço e couve, a “couve-galega”. Outra excelente escolha é a sopa de peixe. Em cada localidade costeira é preparada de forma diferente, e é aqui que reside o seu encanto.

Peixe
Os portugueses são grandes ictiófagos, adoram peixe. Na costa são capturadas mais de 80 variedades diferentes, incluindo mariscos e moluscos, mas a estrela é o bacalhau, que, apesar de não ser pescado no litoral, chega até nós do Atlântico Norte. Pode ser cozinhado de cem formas diferentes. As receitas mais populares são: Bacalhau à Brás ou dourado (com batatas fritas e ovos), Bacalhau à Gomes de Sá (no forno, com batatas e ovo cozido), com natas (cozinhado em natas) e as pataniscas.
As sardinhas e os salmonetes são os favoritos dos lisboetas, enquanto o polvo é a fraqueza do país inteiro. No Sul triunfam as espetadas de peixe, cortado aos pedaços para assar nas brasas.

Carne
O porco é o totem da cozinha do interior. É utilizado de Norte a Sul do país. São aproveitadas todas as partes do porco, do focinho ao rabo, seja fresco, curado ou em enchidos.
Os melhores porcos de raça ibérica são criados nos montados do Alentejo, alimentados com bolotas. É por isso que o prato mais popular é a carne de porco à alentejana, guisada com amêijoas e batatas, um petisco do “mar e da montanha” que manifesta claramente a afeição dos portugueses pelo marisco. Outro prato muito popular, principalmente no centro do país, é o leitão da Bairrada assado no forno.

Sobremesa, uma pitada e gulodice
É neste capítulo que a escolha se complica. Os portugueses são muito gulosos e a pastelaria do país é variada e excelente.
Sem dúvida que os mais populares são os pastéis de nata de Belém: pequenos pastéis com recheio de creme de ovo gratinado. Não menos deliciosas são as queijadas de Sintra, com uma pitadinha de sal; os ovos-moles de Aveiro; o pudim do Abade de Priscos, típico de Braga, ou o queijo de figo, um doce de figos e nozes que apesar do nome não tem qualquer vestígio de queijo.

Se preferir um prato exclusivo…
As caldeiradas do Norte e as cataplanas do Sul são ensopados de peixe e verduras, substanciais e saudáveis

A hora da cozinha contemporânea
Em parceria com a cozinha popular ligada à história e ao território, um grupo de jovens chefs tratam de colocar Portugal no mapa da cozinha contemporânea. Entre estes, os mais conhecidos são José Avillez, provavelmente o melhor cozinheiro português do momento, e Leonel Pereira.
Apesar dos guias internacionais darem destaque à cozinha dos hotéis, principalmente do Algarve, é em Lisboa e no Porto que se está a travar a batalha da modernidade. Nomes como Enrique Mouro (Assinatura), Luis Americo (Mesa), Ricardo Costa (Yeatman), Rui Paula (DOC) ou Victor Sobral (Tasca da Esquina) são responsáveis por revitalizar a cozinha portuguesa.
Estas são as moradas dos locais onde é possível provar a melhor cozinha portuguesa contemporânea, confecionada pelos grandes chefs da actualidade:

Belcanto
Largo de São Carlos, 10. Lisboa. Tel.: 21 342 06 07. belcanto.pt
Preço médio: 60€. Cozinha moderna, atrevida e com carisma com a assinatura de Jose Avillez, num local emblemático do bairro do Chiado que foi completamente renovado. Um local onde partilhar ilusões e inquietudes culinárias.

Cantinho do Avillez
Rua dos Duques de Bragança, 7. Lisboa. 21 199 2369. Preço médio: 30€
Espaço informal do chef José Avillez. Pratos da cozinha tradicional portuguesa. Perfeito para conhecer a cozinha portuguesa de sempre bem confecionada.

Assinatura
Rua Vale Pereiro, Nº 19. Lisboa. 213867696. www.assinatura.com.pt . Preço médio: 45€.
Cozinha moderna a cargo do chef Enrique Mouro. A carta contempla escolhas clássicas e actuais e aposta na integração.

Tasca da Esquina
Rua Domingos Sequeira, 41 C, Campo de Ourique. Lisboa. 210 993 939. www.tascadaesquina.com. Preço médio: 30€.
Encantadora casa de gastronomia contemporânea onde pode desfrutar de deliciosos pratos da cozinha tradicional com a assinatura do chef Víctor Sobral.

The Yeatman
Rua do Choupelo (Sta. Marinha). Vila Nova de Gaia. Tel: +351 22 013 3100. www.the-yeatman-hotel.com Preço médio: 80 €. Menu express 38€ (apenas à hora do almoço)
Cozinha criativa assinada por Ricardo Costa inspirada nas receitas regionais portuguesas e interpretando-as de forma original.

Doc
Estrada Nacional, 222, Folgosa- Armamar. Régua. Tel.: 254 858 123. http://ruipaula.com/ Preço médio 50€.
O chef Rui Paula aplica técnicas da cozinha moderna aos produtos da região renovando as receitas locais. O menu oscila entre a tradição e a modernidade.

Alma
Calçada Marquês de Abrantes, 92/94. Lisboa. 213 963 527. www.alma.co.pt. Preço médio: 35€.
Henrique Sá Pessoa revê a cozinha tradicional neste local sublime.


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