O convento foi cabeça da Ordem de Avis desde o séc. XII, sendo o conjunto monumental formado pela igreja, sacristia, sala do capítulo, refeitório, claustro e torre sineira. A entrada no templo faz-se por um majestoso portal em mármore, que tem ao centro o escudo real datado de 1717, mas não deixe de observar também a insígnia da Ordem - cruz com os braços rematados em flor de lis - gravada em pedra numa das paredes exteriores.
No interior, de nave única, a capela do lado direito é inteiramente revestida de azulejos amarelos e azuis. A igreja guarda, entre outros, o belo túmulo em mármore de Fernão Rodrigues de Sequeira, último dos mestres de Avis. Na capela-mor destaca-se um excelente exemplar de retábulo de talha barroca, e vale a pena subir ao coro superior para ver os cadeirais de final do séc. XVII, considerados uma das obras maiores do rocaille português. A sacristia é do período do Renascimento e mostra uma bela abóbada com os arranques suportados por mísulas em pedra graciosamente lavrada.
No antigo dormitório situado no piso térreo funciona o Museu Municipal de Avis que conta a história da região através de achados arqueológicos, sobretudo romanos, peças de artesanato e réplicas de monumentos.
Da pimitiva construção do Castelo de Avis, subsistem três das suas seis torres, a Torre da Rainha ou do Convento (junto às portas do Anjo e do Arco), a Torre de Santo António (a Ocidente) e a Torre de S. Roque (a nordeste), para laém de alguns panos de muralha integrados no casario.
Esta pitoresca vila do Alentejo, feita de ruas estreitas e casas caiadas, guarda a memória da antiga e poderosa Ordem Militar de Avis. Após ter sido conquistada aos Mouros em 1211, D. Afonso II doou a terra a Fernando Anes, Mestre dos Freires de Évora, futura Ordem de Avis, com o propósito de a povoar e erguer o castelo, o que foi feito entre 1214 e 1223. Ao fazer o circuito da vila encontrará três das suas seis torres originais: da Rainha, de Santo António e de S. Roque, bem como alguns panos de muralha medieval que se fundem com as casas da vila. No alto do morro de granito, rodeado pelas águas de uma ribeira, nascia assim Avis sob a sombra protectora do Convento da Ordem que lhe deu o nome.
Entre no Largo do Convento pela Porta da Vila, junto à Torre da Rainha, que enquadra uma bonita panorâmica da planície que se estende a perder de vista.
Neste centro histórico visite a igreja e a parte das dependências do antigo convento da Ordem Militar de S. Bento de Avis que se encontra restaurada. O edifício ao lado, hoje ocupado pelos Paços do Concelho, fez parte outrora da residência dos Mestres da Ordem. Caminhando para a esquerda encontrará em frente das escadas do jardim Municipal, o original pelourinho, decorado com máscaras e carrancas. Coroa o conjunto uma águia com as asas estendidas, símbolo da vila. Nesta área merece também visita a igreja matriz (séc. XV), forrada no interior com azulejos polícromos do séc. XVII.
Deixe-se levar pelo encanto das ruas estreitas de sabor medieval e pela brancura das paredes das pequenas casas de arquitectura alentejana e descanse no pequeno mas encantador Jardim do Mestre de Avis, passeando os olhos sobre a vila a seus pés e a imensa planície.
Nos arredores, não deixe de visitar a barragem do Maranhão, obra dos anos 50 destinada a rega, onde pode praticar vários desportos. O miradouro permite desfrutar de uma magnífica vista sobre as águas deste lago artificial e sobre as pastagens e searas envolventes.