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Alentejo

A norte pastam cavalos na lezíria; no vasto interior, a planura imensa, searas louras ondulando ao vento; no litoral praias selvagens, duma beleza agreste e inexplorada.

A amplitude da paisagem é entrecortada por sobreiros ou oliveiras que resistem ao tempo. Santarém é um miradouro natural sobre a imensidão do Tejo. Aqui e ali ergue-se um recinto muralhado, como Marvão ou Monsaraz, ou a antiguidade duma anta a lembrar a magia do lugar. Nos montes, casas térreas e brancas coroam pequenas elevações, os castelos evocam lutas e conquistas, e os pátios e jardins atestam influências árabes, que moldaram povo e natureza.

No Alentejo, a força da terra marca o tempo e cidades como Elvas, classificada Património Mundial pela Unesco, mostram a tenacidade das gentes.

Talvez por isso a cultura e a espiritualidade ganhem aqui um caráter particular. Basta conhecer Évora para perceber por que razão foi há muito classificada Património Mundial. Admiramos o templo de Diana e algumas das suas igrejas, como a de S. Francisco com a célebre Capela dos Ossos. Ou a catedral que marca a memória e identidade como todas as outras do Alentejo, em Santarém, Portalegre, Elvas e Beja. Memórias do passado são também o que perdura nas antigas judiarias, especialmente em Castelo de Vide.

A planura facilita os passeios a pé ou de bicicleta, mas os cavalos também fazem parte do lugar. No Campo Branco de Castro Verde podemos combinar esses passeios com a observação de aves e, em barragens como no Alqueva, a serenidade das águas ou a contemplação do manto de estrelas da Rota Dark Sky contaminam a placidez do local.

Mas não podemos passar para norte ou para sul sem explorar o litoral. Aí, a paisagem é alta e escarpada, com pequenas praias abrigadas entre arribas, e muitas que são ideais para o surf. E também aqui há aromas de campo, as ervas de cheiro temperam peixes, mariscos e outros pratos regionais, que se acompanham com excelentes vinhos da região. Porque todo o Alentejo vive ao ritmo da terra.

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N1004

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Muralhas do castelo

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Marvão

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Alentejo

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38.60

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Rota dos Vinhos do Tejo

A região onde se produzem os “Vinhos do Tejo” é uma vasta área atravessada pelo rio que lhe dá o nome. Muitos tons de verde marcam a paisagem e refletem-se no grande lençol de água que ciclicamente se expande para lá das margens, tornando mais férteis os campos em redor.

Ao percorrer o território, o Rio Tejo influencia o clima e os terrenos agrícolas, criando condições para o crescimento das vinhas em três terroirs distintos. A noroeste, entre o Vale do Tejo e os contrafortes das serras de Candeeiros e Montejunto, o “bairro” é uma área ideal para cultivar as castas tintas. Nas extensas planícies junto ao rio, sujeitas a inundações periódicas, o “campo” é a zona de excelência para a produção de vinhos brancos. Mais a sul, na margem esquerda, a “charneca” possui solos arenosos onde se produzem tanto vinhos tintos como brancos. A variedade de néctares da região é ainda completada pelos rosés, espumantes, frisantes e vinhos licorosos, em que são utilizadas castas como Fernão Pires, Arinto, Chardonnay e Sauvignon.

Vinhos do Tejo
Vinhos do Tejo @ Gonçalo Villaverde 

Pensa-se que a produção vinícola no Ribatejo remonte a épocas muito antigas, talvez a 2.000 a.C. Certo é que a região já era referida como produtora de vinhos no foral concedido a Santarém, em 1170, por D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal (algumas décadas depois da fundação de Portugal, em 1143). Datam do séc. XII alguns dos monumentos mais importantes da região como o castelo e convento de Cristo de Tomar e os castelos de Santarém, Abrantes ou Torres Novas, os quais tiveram um papel preponderante na formação de Portugal e da nacionalidade. A riqueza do património histórico atravessa vários séculos e estilos com destaque para o gótico em Santarém.

Convento de Cristo
Convento de Cristo © Shutterstok_kelifamily

A produção de vinhos nem sempre foi constante, tendo tido um grande impulso nas últimas décadas do século XX com o reconhecimento oficial que permitiu que as garrafas ostentassem as designações DOC (denominação de Origem controlada) ou IGP (indicação geográfica de proveniência).

Vinhos do Tejo
Vinhos do Tejo @ Gonçalo Villaverde 

Para conhecer a essência da região e os seus vinhos sugere-se um passeio pela Estrada Nacional 118, designada por Tejo Wine Route 118. Ao longo de cerca de 150 km na margem esquerda do rio Tejo, atravessa 7 concelhos: Abrantes, Constância, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos e Benavente. Podem-se visitar diversos produtores para provar e comprar vinhos ou conhecer vinhas e adegas. Nalguns casos, proporcionam refeições e alojamento, que convém reservar antecipadamente, de forma a garantir disponibilidade ao melhor preço.

Vinhos do Tejo
Vinhos do Tejo @ Gonçalo Villaverde 

Neste território de fortes tradições agrícolas e pecuárias, uma das atividades com maior destaque é a criação de cavalos e touros, celebrada em eventos como a Feira do Cavalo, na Golegã, ou a Feira da Agricultura, em Santarém. A Arte Equestre tem tradições enraizadas e a equitação ou os passeios a cavalo são atividades que se podem experimentar. Os passeios de barco são outra sugestão, para observação de aves ou simplesmente para apreciar as vistas deslumbrantes sobre o rio e conhecer as aldeias piscatórias “avieiras”, como Escaroupim ou Palhota.

Vinhos do Tejo
Rio Tejo @ Gonçalo Villaverde | Vinhos do Tejo

Nenhuma visita fica completa sem experimentar a saborosa gastronomia, em que se destacam pratos de carne e de peixe de rio. São acompanhados na perfeição pelos Vinhos do Tejo e complementados por doces deliciosos, como as Fatias de Tomar ou as Tigeladas de Abrantes.


Observar as estrelas

Os espaços naturais intocados pela mão humana já são um cartão de visita de Portugal, o que se estende ao céu que os envolve. Estes destinos convidam a olhar para cima e a apreciar a beleza das estrelas, dos planetas e de outros astros visíveis a olho nu.

O Astroturismo tem ganho cada vez mais interesse e Portugal é um destino de eleição nesta prática. O elevado número de destinos turísticos de natureza no país oferece excelentes condições de observação dos astros graças aos baixos ou quase inexistentes níveis de poluição luminosa e pouca influência humana nos espaços.

O selo de qualidade Starlight Tourism Destination Certification, atribuído pela fundação Starlight com apoio da UNESCO, da Organização Mundial do Turismo e do Instituto Astrofísico das Canárias (IAC), pretende dar o reconhecimento a estes espaços que oferecem a oportunidade de observar o céu limpo e intocado. O que distingue as regiões já certificadas e lhes confere esta distinção é que unem as condições de observação celeste a atrativos turísticos que os diferenciam.


Cromeleque do Xerez - Via Láctea ©Miguel Claro - Dark Sky® Alqueva

Dark Sky® Alqueva
Portugal foi o primeiro país a ser reconhecido com este selo de qualidade, mais especificamente a zona do Alqueva na região do Alentejo. O Dark Sky® Alqueva foi certificado em 2011, tendo a sua sede na aldeia de Cumeada, perto de Monsaraz. Lá pode visitar o Observatório Dark Sky® onde, além da observação do céu estrelado com equipamento especializado, há igualmente sessões de observação do Sol durante o dia em segurança.

O Alqueva encontra-se nas imediações do Grande Lago e da Barragem com o mesmo nome podendo aproveitá-lo durante as horas de Sol enquanto espera que caia a noite para ver as estrelas. Durante o tempo quente, pode dar um mergulho nas várias praias fluviais nas proximidades, como a de Amieira ou de Monsaraz. Se quiser conhecer melhor o lago, há várias opções de passeios de barco e de canoagem.

O próprio Dark Sky® Alqueva tem atividades que juntam a observação astronómica com aquilo que o Alentejo tem para oferecer. Pode experimentar um cocktail ou fazer uma prova de vinhos enquanto olha o céu ou fazer visitas guiadas pelas paisagens alentejanas.


Aldeias do Xisto Starlight Destination, Pampilhosa da Serra ©Miguel Claro 

Aldeias do Xisto Starlight Destination
A região das Aldeias do Xisto recebeu a certificação em 2019, sendo elas próprias um ponto de interesse merecedor de visita, devido à excelente preservação destas povoações típicas. A distância dos grandes centros de desenvolvimento tornou aquilo que poderia ser uma debilidade numa vantagem para estas Aldeias cujos céus estão tão intocados e limpos como as áreas que as envolvem.

A região das Aldeias do Xisto estende-se por 5000 km2, inclui 27 aldeias espalhadas por 19 municípios dos distritos de Castelo Branco, Coimbra e Leiria. Nas Aldeias pode conhecer mais sobre os saberes e artes tradicionais da região centro, além da gastronomia e produtos regionais deliciosos. Os mais aventureiros podem percorrer os muitos percursos pedestres preparados para caminhantes de todos os níveis.

E quando a noite chega, são várias as opções de paisagem para apreciar as estrelas, visto que a região se divide em quatro áreas dependendo da origem morfológica do terreno - Serra da Lousã, Serra do Açor, Zêzere e Tejo-Ocreza. É esta variedade que torna as Aldeias do Xisto uma zona única de observação celeste, pois a concentração de serras cria uma barreira aos centros urbanos mais próximos e à poluição luminosa.


Castelo de Ansiães ©Miguel Claro - Dark Sky® Vale do Tua

Dark Sky® Vale do Tua
O Parque Natural Regional do Vale do Tua tornou-se em 2020 a primeira área protegida em Portugal com a certificação de Destino Turístico Starlight. O Parque localizado no nordeste português inclui cinco concelhos do Porto e Norte: Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

O Vale do Tua é por si só um cartão de visita com as suas paisagens deslumbrantes e infraestruturas para atividades no meio da Natureza. Em tempos um dos percursos de comboio mais belos de Portugal, parte da Linha do Tua, é hoje um belíssimo percurso pedestre. O património cultural e os monumentos megalíticos existentes na região outro ponto atrativo deste Dark Sky®.

Outros territórios oferecem igualmente boas condições de observação celeste. Sempre que passar à noite por uma área protegida como o Geoparque da Estrela ou o Parque Nacional da Peneda-Gerês, pare, olhe para cima e surpreenda-se com o céu estrelado!


Rota do Pão-de-Ló

Portugal é um país rico em gastronomia e doçaria; uma caraterística muito lusitana, de servir e deliciar quem está à mesa. Mas entre tantos bolos e doces tradicionais daqui e dali, prontos a meter o ponto final numa farta refeição ou a trazer cor a uma pausa a meio do dia, há uma iguaria que une os portugueses: o Pão-de-Ló.

Mais cremoso ou mais seco, mas sempre fofo, é um bolo que remonta pelo menos ao séc. XVIII. Acredita-se que a versão original portuguesa derivou da genovesa, o Génoise, criado por Giovan Battista Cabona; ou de criações ibéricas da época renascentista, que eram apelidadas de "Pão de Espanha". O que é certo é que esta delícia esponjosa até hoje maravilha pessoas de todas as culturas e gerações.

A receita, na variedade mais básica, é muito simples. São três os ingredientes essenciais: ovos, açúcar e farinha de trigo. Não leva fermento nesta versão; bate-se o açúcar com os ovos, acrescenta-se a farinha e vai ao forno. Mas eis a riqueza do Pão-de-Ló: há tantas variantes, do norte ao centro do país, famosas em todo o território e cada português tem a sua preferida.

Comece-se por Guimarães, bem a norte do país, que se destaca por contar com raspas de limão neste doce. Uns 25 quilómetros a sul, chega-se à freguesia de Margaride, em Felgueiras, onde o pão-de-ló se carateriza pela confeção com batedores de madeira e uma ida a um forno de abóbada de barro, em forma de barro também. Perto, a oeste, na cidade de Vizela, encontra-se o Pão-de-Ló mais distinto, o Bolinhol; este destaca-se por ter forma retangular e ser coberto de calda de açúcar.


©Emanuele Siracusa / Centro Portugal

Mais a sul, no cruzamento entre o Douro e o Tâmega, há uma tradição mais manual no que toca à confeção: os elementos são batidos durante dez minutos com as mãos, seguindo depois para forno de barro. Em Arouca, o Pão-de-Ló serve-se com uma particularidade: para além da calda de açúcar de Vizela, o doce é preparado em fatias e embalado, vendendo-se assim ao público. E para uma textura extra fofa e cremosa, nada como rumar até ao litoral; lá, o pão-de-ló de Ovar (que conquistou denominação de origem protegida em 2016) conta com um interior húmido, cujo ponto de cozedura vai depender inteiramente da destreza e discernimento do pasteleiro.

Já nas imediações de Ílhavo, o pão-de-ló de Vagos não é habitualmente comercializado, apesar de se distinguir dos demais com um travo de laranja e um gostinho de sal. Em Figueiró dos Vinhos, o aspeto do bolo não se fica por menos: é cozinhado numa forma tipo bundt, e adquire um aspeto de anel raiado. Perto de Peniche, em Alfeizerão, o Pão-de-Ló tem direito a álcool, na forma de aguardente vínica; é côncavo ao centro, o seu exterior crocante e é mais baixo do que a generalidade dos pães-de-ló.

Também temos o pão-de-ló de Rio Maior, com um diâmetro de 20 a 25 centímetros e uma cor mais torrada do que a dos demais. O de Alpiarça, nas imediações de Santarém, é o mais mole do país; ao trilhar uma fatia, o creme escorre, vistoso e instagramável. Ainda podemos encontrar em Portugal o não-oficial "pão-de-ló à Brasileira", com uma textura ímpar por serem usados menos ovos.

Fora de Portugal, o japonês "Kasutera", especialidade de Nagasáqui, compara-se bem ao luso, que foi para lá importado há séculos por mercadores portugueses e, nos países anglófonos, são típicos os "sponge cakes", de aspeto relativamente semelhante ao Pão-de-Ló.

É um percurso de norte ao centro, de sabores variados com uma receita em comum, mas uma coisa é certa: onde quer que se coma um pão-de-ló português, fica o travo de terras singulares, a história e evoluções na confeção e um prazer sem comparação. Deixe-se deliciar!


Solares de Portugal - Casas de Romaria

Solares de Portugal - Casas de Romaria

Turismo no Espaço Rural

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Os Urban Sketchers nos Trilhos do Alentejo e do Algarve

A Sketch Tour Portugal convidou dois sketchers apreciadores de passeios a pé, para dar a conhecer os trilhos do Alentejo e do Algarve. A holandesa Linda Toolsema foi recebida pelo português Pedro Cabral e juntos descobriram os caminhos menos percorridos das duas regiões.

No Alentejo, a rede de percursos pedestres da Rota Vicentina permite escolher entre vários troços e tipos de paisagem, o que se torna muito desafiante para os sketchers. Linda e Pedro experimentaram o Caminho Histórico, que vai de Santiago do Cacém até ao Cabo de São Vicente, e o Trilho dos Pescadores, que liga Porto Covo a Odeceixe.

Chegando ao extremo sul, seguiram a Via Algarviana até Alcoutim, considerado o km 0 desta grande rota pelo Algarve. A partir daí continuaram a seguir o Rio Guadiana até Beja, no regresso a Lisboa.

Deixaram-se encantar pelas aldeias e pequenas vilas de casas brancas que iam atravessando. Nestes locais onde ainda se preservam ofícios e costumes mais tradicionais encontraram um acolhimento generoso e a oportunidade para provar a saborosa gastronomia regional, preciosidades de uma viagem por um Portugal genuíno e autêntico.

ROTA VICENTINA
Pego das Pias © Pedro Cabral

Rio Mira © Linda Toolsema


Zambujeira do Mar © Linda Toolsema


Azenha do Mar © Pedro Cabral

Odeceixe © Linda Toolsema


VIA ALGARVIANA
Casas Baixas © Pedro Cabral


São Bartolomeu de Messines © Linda Toolsema


Alte © Pedro Cabral


Alcoutim © Linda Toolsema


Mértola © Pedro Cabral


© Linda Toolsema


© Pedro Cabral


© Linda Toolsema


Trilhos do Alentejo e Algarve - Linda Toolsema

Linda Toolsema esteve em Portugal por duas vezes, uma na Madeira, onde gostou de percorrer as Levadas, e outra vez no Porto, onde passeou pela cidade e ficou a conhecer as caves do vinho do Porto.

Para Linda, o Alentejo tem tudo o que o que se pode desejar para fazer caminhadas: a paisagem, campos de pequenas flores selvagens, pequenos ribeiros, cenários tranquilos, praias com falésias impressionantes e nalguns trilhos, uma vista constante sobre o mar. Gostou de visitar as aldeias e vilas de casas brancas e ruas estreitas, com castelos antigos e igrejas, que abriam de propósito para poderem desenhar. Conheceram restaurantes, modestos e simples, mas onde puderam apreciar a saborosa gastronomia regional. Ficou com uma boa recordação dos portugueses, surpreendida pelos locais que visitou e pela simpatia e disponibilidade das pessoas.


ROTA VICENTINA












VIA ALGARVIANA

























Linda Toolsema
Linda Toolsema nasceu em 1975. É economista e artista gráfica e vive perto de Groningen, na Holanda. Desenha e pinta em diversos materiais e estilos mas quase exclusivamente em cadernos, o que inclui diários artísticos em que mistura várias técnicas assim como pequenos cadernos para desenhar nos sítios, com materiais mais “limpos”, como as canetas de tinta permanente e as aguarelas. Linda é membro ativo do grupo de Urban Sktechers da Holanda e coorganizadora do núcleo de Groningen.


Sketch Tour Portugal no Alentejo

Há muitas coisas no Alentejo que nos conseguem surpreender sempre: as planícies a perder de vista, os sobreiros e as oliveiras que passam pelo tempo, a beleza de vilas e aldeias como Marvão, Monsaraz e os lugares históricos como Évora ou Elvas.

Os sketchers Marion Rivolier e João Moreno viajaram pelo Alentejo explorando os principais pontos de interesse de um itinerário que passou por Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Monsaraz, Elvas, Campo Maior, Marvão e Castelo de Vide. A Marion descobriu uma região e o João ganhou um novo olhar sobre as paisagens que já conhecia.

Ficaram impressionados com o contraste harmonioso entre a arquitetura e a natureza, pela forma como as aldeias aparecem na paisagem, entre os pequenos montes. Casas brancas, planícies douradas e céu azul. Perfeito para ser desenhado, o Alentejo tornou-se uma experiência inesquecível.

Évora © Marion Rivolier


Estremoz © João Moreno


Vila Viçosa © João Moreno


Monsaraz © João Moreno


Monsaraz © Marion Rivolier



Elvas © Marion Rivolier


Campo Maior © João Moreno


Marvão © Marion Rivolier


Castelo de Vide © João Moreno


Urban Sketchers – 6 dias de surf

O Surf foi o tema que inspirou mais uma viagem da Sketch Tour Portugal ao longo da costa, aproveitando a oportunidade da realização do Rip Curl Pro, uma das provas mais importantes no calendário internacional da modalidade. Muitas praias, ondas diferentes, vilas e aldeias piscatórias foram uma grande inspiração para o sketcher português João Catarino e para a americana Suhita Shirodkar.

Começaram em Carcavelos, um dos lugares mais emblemáticos na história do surf em Portugal, seguiram para a Ericeira, Peniche, onde se realizou o campeonato, e Nazaré, a norte de Lisboa. Continuaram pela costa alentejana, passando pela Comporta, Praia de São TorpesPorto CovoVila Nova de Milfontes. Para terminar, regressaram a Lisboa, onde ainda houve tempo para conhecer a cidade.

Aos desafios dos surfistas, juntou-se o desafio dos sketchers em conseguir desenhar o mar e captar a adrenalina que se vive no surf.

Forte de São Julião da Barra, Praia de Carcavelos
Suhita Shirodkar - Carcavelos

© Suhita Shirodkar

Ericeira
A norte de Lisboa, o percurso ao longo da costa é um dos passeios mais apreciados para quem visita Portugal, com paragem obrigatória na Ericeira, uma vila de pescadores que é também um dos principais spots de surf. Esta parte da costa, que inclui 8 km de praias e uma grande diversidade de ondas foi já considerada a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo.

João Catarino - Praia dos Coxos
Praia dos Coxos, Ericeira © João Catarino

Suhita Shirodkar - Ericeira
Praia do Sul, Ericeira © Suhita Shirodkar

Peniche
As ondas desta costa oeste são muito procuradas por surfistas e bodyboarders de todo o mundo, com especial destaque para a conhecida praia Supertubos, devido às suas grandes ondas de forma tubular. Juntamente com a Praia do Lagido, é palco do grande campeonato mundial de surf Rip Curl Pro Portugal, uma prova que integra o World Surf League Tour.

João Catarino - Praia do Baleal, Peniche
Praia do Baleal, Peniche © João Catarino

João Catarino - Praia Supertubos, Peniche
Praia Supertubos, Peniche © João Catarino

Suhita Shirodkar - Peniche
Barcos, Peniche © Suhita Shirodkar

Nazaré
O areal da praia da Nazaré, que é igualmente a frente de mar da cidade, é conhecido pela sua extensão e por ser um dos locais onde os tradicionais ofícios da pesca ainda persistem. Ganhou recentemente projeção internacional com o Canhão da Nazaré, um fenómeno geológico da costa que provoca ondas de grande dimensão. Foi onde Garrett McNamara bateu o record de ondas gigantes ao surfar uma onda de 30 metros, que todos os anos muitos surfistas tentam ultrapassar.

Suhita Shirodkar - Nazaré
Nazaré © Suhita Shirodkar

Suhita Shirodkar - Nazaré
Pescadores, Nazaré © Suhita Shirodkar

João Catarino - Nazaré
Nazaré © João Catarino

Ao longo da Costa Alentejana
O litoral do Alentejo surpreende por ser uma área de natureza preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia, a que se junta uma grande variedade de praias com condições de excelência para fazer surf. É, por isso, uma opção muito apreciada para férias ativas.

João Catarino - Alcácer do Sal
Alcácer do Sal © João Catarino

Suhita Shirodkar - Alcácer do Sal
Alcácer do Sal © Suhita Shirodkar

João Catarino - Praia do Carvalhal
Praia do Carvalhal, Cataventos © João Catarino

Suhita Shirodkar - Praia de São Torpes
Praia de São Torpes, Sines © Suhita Shirodkar

Suhita Shirodkar - Vila Nova de Milfontes
Vila Nova de Milfontes © Suhita Shirodkar

Praia da Costa de Caparica
Suhita Shirodkar - Praia da Costa de Caparica
© Suhita Shirodkar

João Catarino - Costa da Caparica
© João Catarino

Lisboa
No final, ainda houve tempo para fazer uma visita de cidade.
Suhita Shirodkar - Lisboa
© Suhita Shirodkar 


Jogar Golfe, entre o Rio Sado e o Rio Tejo

Situado entre o Estuário do Sado e a bela Serra da Arrábida, o Troia Golf é um campo de 18 buracos, que se estende ao longo da praia, com magníficas vistas para o mar.

É um dos argumentos fortes que convidam golfistas de todo o mundo a visitar esta região cheia de tradições onde existem mais três campos de golfe, um de 18 buracos, Santo Estevão Golf, e dois de 27, os campos Ribagolfe I e Ribagolfe II

Um ótimo pretexto para visitar esta região, apreciar o seu património e desfrutar dos belíssimos cenários da Reserva Natural do Estuário do Tejo. Com uma gastronomia muito própria, feita de simplicidade e aromas irresistíveis que acompanham os excelentes vinhos que aqui se produzem, uma paisagem única, de grandes planícies sob um céu imenso, e um património rico, com destaque para a histórica cidade de Évora, não falta o que fazer antes ou após uma boa partida de golfe.

Photo: Ribagolfe II

E quem gosta de praia não pode deixar de experimentar um mergulho numa das muitas praias da costa alentejana, considerada por muitos como a mais bela, e inexplorada, linha de costa da Europa.


O Fabrico de Chocalhos, no Alentejo

O Fabrico de Chocalhos, considerado Património Cultural Imaterial, é uma arte singular que existe na região do Alentejo há mais de dois mil anos.

Ofício importante na identidade da região, esta arte preserva-se ainda sobretudo nos concelhos de Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, tendo sido passada de geração em geração, O centro de fabrico principal fica na freguesia de Alcáçovas, onde também se pode visitar o Museu do Chocalho, uma coleção particular com mais de 3.000 peças recolhida ao longo de 60 anos.

O chocalho português é um instrumento de percussão tradicional, com um som inconfundível e um papel fundamental na paisagem sonora das áreas rurais, sobretudo onde ainda se pratica o pastoreio. A prática é transmitida de pais para filhos e requer um processo de fabrico manual muito próprio, antes das peças serem polidas e aperfeiçoadas.



Em vias de desaparecimento, devido às técnicas industriais e por se fazer cada vez menos o pastoreio tradicional, o facto de ter sido classificado Património Intangível da Humanidade é também uma forma de salvaguardar este ofício tão antigo.

Em Portugal existem apenas 13 mestres no fabrico do chocalho, localizados no Alentejo, onde está a maioria, e nos concelhos de Bragança, Tomar, Cartaxo e Angra do Heroísmo.


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