Palmela
Palmela
Localidades
Segundo se crê deve o seu nome aos Romanos, mais concretamente a um pretor de apelido Palma, e aos Árabes deve a construção do castelo no seu ponto mais alto, de onde se domina toda a região que se estende entre os Rios Sado e Tejo, avistando-se ainda a Serra de Sintra.
Por este aspecto compreende-se a sua importância naquela época, por razões de estratégia militar, bem como nos dias de hoje em que é um dos melhores miradouros de toda a região.
Palmela foi reconquistada aos Mouros pelo 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques (séc. XII) com a ajuda dos Cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada, que recompensou doando-lhe estas terras para povoamento e defesa. No séc. XV foi fundado um Convento no interior do Castelo, que serviu de Sede a esta Ordem Religiosa e Militar, e que actualmente alberga uma Pousada.
Palmela é também uma importante região vitivinícola, onde se produzem vinhos de mesa de excelente qualidade, bem como um vinho generoso conhecido como Moscatel de Setúbal. É esta actividade que dá origem às mais importantes festividades da vila, as Festas das Vindimas que se realizam no início de Setembro, e incluem no seu programa cortejos, espectáculos e largadas de touros.
Campo de Golfe do Montado
Campos
Em funcionamento desde 1992, o Campo de Golf do Montado necessitava de um impulso que o colocasse de novo no lugar de destaque que lhe pertence. Foi então iniciada uma obra de remodelação em 2005, da autoria do já sobejamente conhecido Arq. Jorge Santana da Silva, em que todo o Layout foi redesenhado criando-se novos Tees e Greens que exigem alguma ponderação na hora de escolher o taco certo antes da próxima pancada...de realçar o buraco 18 onde se joga para um green situado numa Ilha.
Castelos e miradouros a sul
- provar o choco frito, uma das especialidades de Setúbal
- levar uma garrafa de Moscatel de Setúbal
- apreciar a vista da Serra da Arrábida
- dar um mergulho em Sesimbra
- apreciar a vista do Cabo Espichel
- fazer um passeio de barcos para ver os golfinhos
Bem perto de Lisboa, a Península de Setúbal oferece recantos de incomparável beleza, ideais para passeios em família, mas igualmente para corações enamorados.
Passamos a ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, mas a meio tomamos a estrada para o Cabo Espichel. Ao chegar ao promontório, ficamos impressionados com o isolado Santuário da Nossa Senhora do Cabo. É um local que nos inspira a contemplar o mar e a longa Arriba Fóssil da Costa da Caparica que se vê do lado direito, na costa oeste.
Seguimos para o castelo de Sesimbra. Antes de descer à praia, apreciamos a vista sobre a baía deste miradouro virado a sul, com os coloridos barcos dos pescadores no horizonte.
Estando bom dia para banhos de mar ou não, vale a pena fazer um passeio pelas praias, passeando pelo Portinho da Arrábida, por Galapos e pela Figueirinha, já em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida.
Muito perto, Vila Nogueira de Azeitão é conhecida pela produção vinícola. Uma prova de vinho Moscatel numa das famosas adegas é obrigatória, acompanhado por um típico queijo amanteigado.
Em Palmela, aguarda-nos novo miradouro no castelo, atualmente transformado em Pousada, para um esplendoroso fim de tarde a ver o por do sol.
Por fim, chegamos a Setúbal. Do castelo, hoje Pousada de São Filipe, temos uma excelente vista sobre a área da Reserva Natural do Estuário do Sado. Por estar perto do mar, a cidade desenvolveu-se particularmente durante os Descobrimentos, época de grande riqueza que se reflete na Igreja de São Julião e no Convento de Jesus / Museu de Setúbal, que podemos conhecer passeando pela parte mais antiga da cidade. Há ainda que visitar o Museu do Trabalho Michel Giacometti e o Parque Urbano de Albarquel, um espaço de lazer virado para o rio. Daqui vê-se o estuário e, na outra margem, o complexo de Troia.
Neste dia, não podemos deixar de saborear as especialidades gastronómicas da região de Setúbal, como o choco frito, o peixe grelhado e o marisco, de provar o Moscatel e assim terminar da melhor forma o nosso passeio.
A Serra da Arrábida e Estuário do Sado
- passear de barco no Estuário
- descobrir as praias da Arrábida
- percorrer um dos trilhos da Serra da Arrábida
- deliciar-se com um peixe grelhado acabadinho de pescar
Entre o azul do mar e o verde da serra, o Parque Natural da Serra da Arrábida é um excelente lugar para por à prova a nossa preparação física.
Situado junto ao mar, o parque oferece uma das paisagens mais deslumbrantes da costa perto de Lisboa. O ponto mais alto encontra-se na Serra do Risco, uma magnífica arriba com 380 m de altura. Os passeios de orientação ou de bicicleta são uma boa sugestão para conhecer este lugar exemplar, de pura vegetação mediterrânica do país. Podemos escolher o nível de dificuldade mais adequado e até se podem fazer percursos noturnos.
Como uma muralha verde a pique sobre o Atlântico, a serra abriga pequenas enseadas de areia branca e, apesar de estar à porta do Oceano, o mar aqui quase não tem ondas.
O Portinho da Arrábida é uma das praias mais bonitas e um bom spot de mergulho, com fauna e flora, únicas, por descobrir nas águas límpidas da pedra da Anixa, uma ilhota em frente ao areal. Tudo se poderá ficar a saber no Museu Ocenográfico, instalado na Fortaleza de Santa Maria da Arrábida. Galapos, Galapinhos e a escondida Praia dos Coelhos são outras praias nesta paisagem protegida, que vale a pena explorar. Já a praia da Figueirinha é uma das mais frequentadas.
A Reserva Natural do Estuário do Sado tem outros atrativos. Sejam os golfinhos que nos acompanham nos passeios de barco ou pelo facto de ser um local de observação de aves especial, com mais de 250 espécies que se podem avistar. O Moinho de Maré da Mourisca é um dos melhores sítios para o fazer.
Para melhor desvendar os segredos do Sado, sugerimos um passeio à vela nos galeões do sal, embarcações tradicionais que percorrem o rio até à Arrábida, ou mesmo numa traineira. O contraste entre o branco das salinas, o azul do rio, o verde dos pinhais e o dourado da areia são a garantia de um tempo bem passado.
No outono e no inverno, os flamingos cobrem o estuário de um manto cor-de-rosa e na primavera e no verão os quilómetros de praias da península de Troia são um refúgio à rotina. As cegonhas-brancas que constroem os ninhos nas torres das igrejas e nas chaminés mais altas, são uma presença familiar e habitual para a população local.
Nesta região, os homens sempre seguiram o curso do Rio Sado, que corre de sul para norte, ao contrário do que é habitual em Portugal, para aproveitar as dádivas da natureza, desenvolvendo atividades como a pesca, a exploração de sal ou a cultura do arroz.
Com sorte, o passeio será alegrado pelo símbolo do estuário - os golfinhos, que nos acompanham com magníficos mergulhos. Para um ponto de vista diferente, um voo de balão é uma ótima sugestão e uma experiência que não se esquece.

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