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Tomar

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Listartour Viagens e Turismo, Lda.

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No Coração de Portugal

A partir de quatro itinerários, descobrimos o “coração de Portugal”, o lugar onde se formou a identidade portuguesa, cenário de factos históricos marcantes e ponto de encontro de culturas ao longo dos tempos.

Propomos quatro percursos que incluem três dos mais importantes monumentos portugueses, classificados como Património Mundial pela UNESCO – Mosteiro de Alcobaça, Convento de Cristo e Mosteiro da Batalha.

Ligados a episódios fundamentais da nossa História, são também edifícios belíssimos, em que se conjugam vários estilos arquitetónicos. O mais antigo, o Mosteiro de Alcobaça foi fundado pelo 1º Rei de Portugal e pertencia à Ordem de Cister, que teve uma intervenção essencial no desenvolvimento agrícola e cultural do nosso país. O Convento de Cristo, onde ainda se sente a mística templária, situa-se junto ao castelo construído em 1160 por aquela Ordem Militar, que elegeu Tomar como seu bastião para a defesa e expansão do território conquistado aos mouros. Já o Mosteiro da Batalha, obra-prima do gótico tardio, é um testemunho da afirmação da independência portuguesa face ao poderoso reino de Castela. Partindo destes três monumentos, muito se pode ficar a conhecer nesta região.



O “Tesouro dos Templários” é um roteiro ideal para quem gosta de romances de cavalaria. Com início em Tomar, centro da geografia sagrada para os Templários, leva-nos a descobrir os seus símbolos – na Igreja de Santa Maria do Olival, palco das cerimónias iniciáticas, ou na Charola do Convento de Cristo onde os cavaleiros ouviam missa. Numa incursão pelo território, podemos visitar o misterioso Castelo de Almourol erigido numa ilha a meio do Rio Tejo, ou a Torre de Dornes, outrora um ponto de vigia sobre uma paisagem ainda hoje deslumbrante.



Seguindo os “Caminhos da Fé”, somos seduzidos por lendas, mitos e mistérios. Levam-nos a Fátima, um dos principais Santuários marianos do mundo, erguido junto ao local onde os pastorinhos viram Nossa Senhora. E a locais onde se registaram outras aparições da Virgem – na Nazaré, em Póvoa de Cós ou na Ortiga. Levam-nos também ao cenário da Idade Média na vila de Óbidos e a Ourém, onde ficamos a conhecer a lenda da princesa moura que se apaixonou por um cavaleiro cristão e mudou o seu nome de Fátima para Oureana.



Os “4 Elementos” são o mote para outro percurso, desta vez entre o mar e o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Água, Ar, Fogo e Terra deram origem a paisagens fascinantes onde também se encontram pegadas dos dinossáurios, os primeiros seres que habitaram o planeta. 



Desafiando a imaginação, “A Demanda do Graal” inspira-se nas narrativas da busca do cálice sagrado pelos Cavaleiros da Távola Redonda. Propomos projetar o mapa dessa busca no coração de Portugal transformando Tomar no ponto de encontro dos heróis da demanda, o seu castelo na Nova Jerusalém e a Charola no Templo de Salomão.


Tomar, cidade templária

Não deixe de…
  • visitar o Convento de Cristo
  • fazer um passeio pela Mata dos Sete Montes
  • visitar a antiga sinagoga
  • deliciar-se com umas “Fatias de Tomar”
  • visitar a cidade no ano em que se realizar a Festa dos Tabuleiros
  • ir ao Castelo de Almourol

Antiga sede da Ordem dos Templários, Tomar é uma cidade de grande encanto, pela sua riqueza artística e cultural. O expoente máximo está no Convento de Cristo, um das mais importantes obras do Renascimento em Portugal.

Qualquer que seja o motivo para visitar a cidade, subir ao castelo templário e descobrir a obra monumental do Convento de Cristo é imprescindível. A Charola é a parte mais antiga. Este oratório templário foi construído no séc. XII, assim como o castelo, que na época era o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, inspirado nas fortificações da Terra Santa. Foi transformada em Capela-Mor aquando da reconstrução ordenada por D. Manuel I, no séc. XVI, altura em que o conjunto ganhou o esplendor arquitetónico que ainda hoje se preserva e que lhe justificou a classificação como Património da Humanidade. 

Vale a pena ver o Convento com atenção para ir descobrindo algumas preciosidades, como as representações no portal renascentista, a particular simbologia da Janela Manuelina da Sala do Capítulo, os pormenores de arquitetura do Claustro Principal e as dependências ligadas aos rituais templários. Para melhor perceber a sua história, é importante saber como a Ordem dos Cavaleiros do Templo se transformou em Ordem de Cristo, salvaguardando o poder, o conhecimento e a riqueza que tinham em Portugal. O célebre Infante D. Henrique, mentor da epopeia dos Descobrimentos, foi um dos seus governadores e protetores mais importantes. 

A partir do Convento, podemos descer a pé pela Mata dos Sete Montes até ao centro histórico. Indo pela estrada, vemos a meio do percurso a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, uma pequena joia renascentista, obra do português João de Castilho que também trabalhou no Convento. 

A seguir, há que visitar Tomar. A área urbana mais antiga, medieval, organiza-se em cruz, orientada pelos pontos cardeais e tendo um convento em cada extremo. A Praça da República, com a Igreja Matriz dedicada a São João Baptista marca o centro, tendo a oeste a colina do Castelo e do Convento de Cristo. Nas ruas em redor podemos encontrar lojas de comércio tradicional e o café mais antigo onde se podem apreciar as delícias da pastelaria local: queijadas de amêndoa e de chila e as tradicionais Fatias de Tomar, confecionadas apenas com gemas de ovos e cozidas em banho-maria numa panela muito especial, inventada por um latoeiro da cidade em meados do século passado.

A sul, o Convento de São Francisco, onde se pode visitar atualmente o curioso Museu dos Fósforos e, a norte, o antigo Convento da Anunciada. A este, no local do atual Museu da Levada, vemos as antigas moagens e moinhos que trabalhavam com a força do rio Nabão que atravessa a cidade. Numa das margens, fica o Convento de Santa Iria e nessa direção, um pouco mais longe, a Igreja de Santa Maria do Olival, onde se encontram os túmulos de vários templários, entre os quais o de Gualdim Pais, o primeiro mestre, morto em 1195. 

Toda a cidade se organizou a partir deste núcleo, também palco de um dos maiores eventos tradicionais, a Festa dos Tabuleiros. 

Para além de ter testemunhado as lutas da Reconquista Cristã, no séc. XII, Tomar preserva um interessante testemunho da religião hebraica, a antiga Sinagoga do séc. XV, hoje Museu Luso-Hebraico de Abraão Zacuto, dedicado ao distinto astrónomo e matemático quatrocentista. Situado na antiga Rua da Judiaria tem uma valiosa coleção documental e epigráfica. De notar os buracos que se veem em cada canto e que indicam a colocação de bilhas de barro na parede para aumentar as condições acústicas do espaço. 

Aos pontos de interesse já referidos, acrescenta-se o Núcleo de Arte Contemporânea, onde se guarda a coleção de um dos mais importantes historiadores de arte portugueses do séc. XX, o Professor José-Augusto França. 

Para descansar do passeio cultural, nada como uma pausa no Parque do Mouchão. É um lugar fresco, onde se pode ver a Roda do Mouchão, uma roda hidráulica em madeira. É um ex-libris da cidade e evoca os tempos em que os moinhos, os lagares e as áreas de cultivo ao longo do rio contribuíam para a prosperidade económica de Tomar. 

Mas há ainda motivos de passeio nas proximidades, como Castelo de Bode, uma das maiores albufeiras do país, onde se pode fazer um tranquilo cruzeiro com almoço a bordo ou optar por uma diversidade de desportos aquáticos. Também como a pequena ilhota do Rio Tejo onde se situa o Castelo de Almourol ou a localidade ribeirinha de Dornes, para quem quiser aprofundar a visita aos lugares templários da região. Para um itinerário mais completo, sugerimos os Roteiros do Património Mundial - “No Coração de Portugal”.


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