Arqueologia
Necrópole e Castro de São Paulo
Arqueologia
A Necrópole e o Castro de São Paulo, em Freixo de Espada à Cinta, são locais de grande interesse arqueológico e histórico, localizados na rota pedestre da Calçada de Alpajares.
O Castro, de forma arredondada e com cerca de 60 metros, é um exemplo das estruturas defensivas características dos antigos povos celtas que habitaram a Península Ibérica a partir do séc. VI a.c. em que ainda é possível ver alguns lanços da antiga muralha.
Mesmo ao lado, encontramos a Necrópole, datada de entre os séculos VIII e XI. Este pequeno conjunto de sepulturas escavadas na rocha, seladas com tampa ou cobertas com pedras e terra, oferece um importante testemunho arqueológico da época.
Villa Romana de Rio Maior
Arqueologia
Construída e expandida desde o séc. I d.C. até ao séc. III/IV., foi alicerçada à beira do rio Maior, tendo resultado no núcleo a partir do qual se estruturou a localidade de Rio Maior.
Apenas está a descoberto parte da Pars Urbana da Villa, 772 metros quadrados, a área onde o proprietário vivia com a sua família -- quatro corredores, seis salas e duas absides. No futuro, espera-se poder revelar outras zonas e ainda localizar o templo, assim como as termas.
O espólio recolhido até à data é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza da Villa. Recuperaram-se também fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas e ainda uma peça quase intacta – a Ninfa Fontenária de Rio Maior.
Descoberta em 1983 pelo Sector de Museus, Património Histórico, Arqueológico e Cultural da Câmara Municipal de Rio Maior, entre 1992 e 1993, foi aberta uma vala de sondagem abrangendo todo o terreno da Villa, para avaliar vestígios arqueológicos. Em 1995, iniciaram-se as escavações, numa primeira fase que durou até 1999.
2040 Rio Maior
Villa Romana de Sendim
Arqueologia
Começada a sua construção na segunda metade do século I d.C., a Villa foi profundamente remodelada a partir de finais do século IV, tendo resistido aos domínios suevo e visigótico nos séculos V e VI, respetivamente. Acredita-se que em meados do século VI tenha sofrido um grande incêndio, altura em que foi deixada ao abandono, tendo algumas das ruínas sido recuperadas pontualmente a partir daí.
Originalmente estabelecida num planalto acima de um pequeno vale, junto à bacia do rio Vizela, a Villa estava integrada num complexo agrícola e era constituída por diversos compartimentos habitacionais, alguns dos quais com pisos em cerâmica partida misturada com argamasssa (opus signinum) e mosaicos polícromos, de motivos geométricos. Em tempos estruturada à volta de um pátio interior (peristilo), ao longo das remodelações iniciadas no século IV foram-lhe acrescentadas termas maiores.
Foi descoberta em 1992, durante a escavação dos alicerces para a construção de uma moradia. A câmara municipal de Felgueiras adquiriu os terrenos, tendo em vista a ampliação da área de escavação. Em dezembro de 1997, foi classificada como Imóvel de Interesse Público, ano em que os trabalhos de arqueologia se iniciaram.
O espólio, constituído por milhares de fragmentos, está exposto no Centro de Interpretação que dá apoio às ruínas. É muito variado, contando com milhares de fragmentos de cerâmicas comuns, cerâmicas de luxo importadas, vidros, objetos em metal e moedas de bronze.
4610-748 Sendim, Felgueiras
Gravuras rupestres do Mazouco
Arqueologia
As Gravuras Rupestres de Mazouco, descobertas em 1981, representam a primeira estação de arte rupestre paleolítica ao ar livre descoberta em Portugal.
A poucos quilómetros de Mazouco, pode observar o Cavalo de Mazouco, uma figura rupestre gravada em rocha de xisto a poucos metros do rio Douro, usando técnicas de picotagem e abrasão. O acesso é feito através de um pequeno trilho de descida acentuada, que leva até à margem do rio Douro, onde se encontra a gravura.Este local, juntamente com a Zona de Domingo Garcia (Segóvia, Espanha), a Zona Arqueológica de Siega Verde (Salamanca, Espanha) e a Zona Arqueológica do Côa (Vila Nova de Foz Côa, Portugal), assinala um conjunto de descobertas arqueológicas importantes para a região.
Menir do Patalou – Nisa
Arqueologia
O Menir do Patalou é uma peça granítica com cerca de 7 toneladas e 4 metros de altura.
Este monumento megalítico foi recuperado e reerguido em 2016 e é um dos menires mais volumosos da Península Ibérica.
Estrada romana em Alqueidão da Serra - Porto de Mós
Arqueologia
A Estrada Romana do Alqueidão da Serra foi construída entre os séculos I a.C. e I d.C., período esse em que a região já se estava pacificada. Crê-se que o seu objetivo era auxiliar o escoamento de ferro extraído nos lugares de Figueirinha e Zambujal. Era um caminho de carácter secundário, que ligava o Médio Tejo ao litoral estremenho através das Serras de Aire e Candeeiros.
A via tem 4 m de largura e uma extensão de 370 m, apresentando-se bem conservada nos primeiros 150 m do seu percurso. O traçado é o da estrada romana da Carreirancha, o caminho que o cavaleiro D. Nuno Álvares Pereira levou até ao campo militar onde iria decorrer a Batalha de Aljubarrota, em 1385, em que se lutou pela independência de Portugal face a Castela.
Parque Arqueológico de Tresminas
Arqueologia
No Parque Arqueológico de Tresminas, o visitante encontra uma das maiores explorações mineiras de ouro do mundo romano, com registos de actividade desde o reinado do Imperador Augusto (27 a.C - 14 d.C.) até à época de Sétimo Severo (193 - 211 d.C.).
As minas são constituídas por um sistema a céu aberto, originando crateras de grandes dimensões que testemunham o esforço humano ali empreendido, e por um complexo de galerias para transporte, escoamento e tratamento dos minérios. O abastecimento de água era feito por aquedutos desde o Rio Tinhela e da Ribeira da Fraga.
A antiguidade da presença humana na região é evidente pela existência de muitos vestígios arqueológicos, como pontes e estradas romanas ou o Castro da Cidadelha de Jales.
Ainda de destacar a importância do património natural envolvente, de características únicas, cuja vegetação espontânea é composta por mato (giestas, urzes, torga, tojo, carqueja, sargoaço) e por uma floresta de carvalhos. É ainda possível observar várias espécies de aves de rapina que aqui nidificam e os morcegos que habitam as galerias.
Largo do Cruzeiro s/n
5450-296 Tresminas (Vila Pouca de Aguiar)
Villa Romana de Milreu
Arqueologia
Opulenta villa do Império Romano que continuou ocupada durante a Antiguidade tardia e os primeiros tempos de domínio do Islão.
É ainda possível perceber o aspecto arquitectónico que a villa tinha nos inícios do século IV, com a luxuosa residência senhorial, termas, lagares de azeite e de vinho e instalações agrícolas, revelador do estilo de vida de uma família de elevado estatuto social e político. Integra este conjunto um templo de inícios do século IV, cristianizado no século VI e usado como cemitério no período islâmico até ao século X, que se mantém conservado até ao arranque das abóbadas e onde se destaca um conjunto de mosaicos do revestimento mural do pódio.
Nas ruínas fizeram-se importantes achados arqueológicos: mosaicos de temática predominantemente marinha, mármores e cerâmicas diversas, estuques pintados e esculturas que decoravam os interiores e os jardins.
Coiro da Burra, Estoi
8000-443 Faro
Anta 1 de São Gens – Nisa
Arqueologia
Localizada na estrada que liga Alpalhão às Termas da Fadagosa de Nisa, a Anta 1 de São Gens é um monumento megalítico de planta simples circular, composto por 5 esteios retangulares cravados no solo, inclinados para o interior, e com cobertura em chapéu, formada por uma laje única. Possui um corredor curto, separado da câmara por uma porta, conservando ainda algumas pedras no corredor.
Enquadrado no final do Neolítico (3500 - 2000 a. C), este monumento, também conhecido como Anta da Vila de Nisa, faz parte do grupo de antas de São Gens, composto por quatro antas, sendo esta a mais bem conservada e a mais conhecida.
Museu e Estação Arqueológica Cerro da Vila
Arqueologia
Uma visita ao sítio arqueológico e ao Museu do Cerro da Vila é uma viagem de 5000 anos pela história da humanidade.
O percurso pelas ruínas proporciona uma experiência imersiva de uma típica villa maritima romana (séc. I – V d.C.), constituída por edifícios residenciais com mosaicos e luxuosos fontanários (domus), balneários públicos e privados (piscinas de água fria e quente, sauna, ginásio, etc.), fábricas de produção de preparados de peixe (garum, liquamen, hallec, muria) e monumentos funerários (columbaria, sepulturas de inumação).
Realça-se a existência de um porto que serviu de entreposto comercial para a importação e exportação de produtos através das embarcações que navegavam entre os principais centros urbanos localizados na costa ocidental atlântica e mediterrânica.
No museu, a incursão temporal começa com a apreciação in loco das sepulturas exumadas no cemitério da Vinha do Casão, Vilamoura, Algarve (séc. XII – X a.C.), num período em que as comunidades humanas do sul peninsular centravam a sua economia na exploração e produção de utensílios de bronze.
Nesta viagem histórica, o foco vai naturalmente para os artefactos arqueológicos romanos (séc. I – V d.C.), e islâmicos (séc. VIII – XII d.C.), relacionados com a arquitetura, escultura, comércio e morte, sendo, muitas destas, peças únicas em Portugal.
8125-403 Vilamoura

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