Fim-de-semana
Torre de Moncorvo
Explore o encanto de Torre de Moncorvo. Conheça os Lagos do Sabor, ideais para momentos de tranquilidade e aventuras na natureza, e deixe-se inspirar pelas paisagens. Delicie-se com as iguarias locais e desfrute dos programas de enoturismo da região.
Torre de Moncorvo deve a sua origem a um nobre chamado Mendo Curvus, senhor destas terras e participante na Reconquista Cristã da Península Ibérica, mas foi com o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que teve a primeira carta de foral, em 1128. Localidade estratégica na defesa do território, foi no séc. XIII que o Castelo foi reedificado, por ordem do rei D. Dinis. Para conhecer melhor a história da cidade, visite o Museu do Castelo, do qual ainda permanecem as ruínas e parte das muralhas.

Basilica Menor ©C. M. Torre de Moncorvo
No centro histórico, visite a imponente Basílica Menor, facilmente identificada pela torre, e a Igreja da Misericórdia, onde se encontra instalado o Museu de Arte Sacra. Ambas foram construídas no séc. XVI, durante o reinado de D. Manuel. Nos séculos XVI e XVII, Torre de Moncorvo foi uma das maiores comarcas do país devido à sua importância no comércio da região, tendo sido um centro de produção têxtil, de linho e de seda. Visite ainda o Museu do Ferro, que preserva a memória da exploração mineira de um dos maiores jazigos nacionais de ferro, desenvolvida durante o séc. XIX.

Miradouro de Fraga do Cão ©C. M. Torre de Moncorvo
Quem visita Torre de Moncorvo e gosta de atividades ao ar livre, não pode deixar de visitar os Lagos do Sabor, usufruir do espaço de lazer da Praia Fluvial da Foz do Sabor e fazer um passeio a pé numa das rotas temáticas da região. Para apreciar a paisagem sobre os lagos, existem vários miradouros em Torre de Moncorvo com uma boa vista, como por exemplo o Miradouro da Fraga do Cão.

Foz do Sabor ©C. M. Torre de Moncorvo
O passado da cidade é recordado na Feira Medieval que se realiza em abril. Outro bom momento para visitar Torre de Moncorvo é a iniciativa “Amendoeiras em Flor”, que se realiza na Primavera, que dá a conhecer uma das culturas locais mais importantes, facto óbvio quando se refere uma das iguarias regionais, as amêndoas cobertas de Moncorvo.

©C. M. Torre de Moncorvo
Não deixe de conhecer a tradição vinícola e a produção de vinhos de excelência que são evidenciadas no Festival Vinho Sabor Douro ou nos vários programas de enoturismo que tornarão a visita à região mais interessante.
Explore Torre de Moncorvo, descubra a história, o Douro e o Sabor, a vinha e a serra. Crie experiências únicas e memoráveis.
Ponte de Sor
Na margem direita da Ribeira de Sor, Ponte de Sor é um destino para atividades ao ar livre, em que se destaca a área da Barragem de Montargil muito apreciada para desportos náuticos, e para descobrir o Roteiro Literário, em Galveias, dedicado ao autor português José Luís Peixoto.
As origens da cidade remontam à época romana, quando se situava na via que ligava Mérida (Emerita Augusta) a Lisboa (Olissipo), lugar de passagem mantida ao longo dos séculos. Esta localização continua a ser importante como ponto de paragem para quem atravessa o país de norte a sul, uma vez que se situa no km 435 da Estrada Nacional 2, entre Chaves e Faro, um itinerário ideal para conhecer a diversidade de Portugal.

Centro de Artes e Cultura ©C.M. Ponte de Sor
Visite o Centro de Artes e Cultura, um espaço multidisciplinar dedicado às artes plásticas e a artes performativas, onde se pode apreciar o maior mosaico do mundo de cortiça. Referenciado no Guinness Book of Records em 2014, é da autoria do artista albanês Saimir Strati que assim promove, de forma artística, uma das indústrias mais importantes do concelho, a cortiça. O Centro integra igualmente um Núcleo de Arqueologia Industrial, onde se guardou a memória do edifício, uma antiga fábrica de moagem de cereais e de descasque de arroz.

Parque da Frente Ribeirinha ©C.M. Ponte de Sor
Esteja atento às obras do Roteiro de Arte Urbana que o irão surpreender e passeie-se pelo Parque da frente ribeirinha, onde também encontra um campo de ténis, piscinas e uma pista de skate.
Ao longo da Ribeira de Sor, existiam vários moinhos de rodízio que trabalhavam com a força da água, complementados pelo Moinho de Vento da freguesia de Foros de Arrão, que se pode visitar. Ainda de referir, nas proximidades, a Ermida da Nossa Senhora dos Prazeres, enquadrada por uma paisagem de sobreiros e azinheiras muito agradável e característica da região.

Centro de Interpretação José Luís Peixoto ©C.M. Ponte de Sor
Galveias
Na margem esquerda da Ribeira de Sor, situa-se a vila de Galveias, onde merece referência o conjunto da Igreja da Misericórdia, do século XVIII, classificado como Imóvel de Interesse Público, e o Centro de Interpretação José Luís Peixoto, dedicado ao escritor português, instalado numa antiga casa senhorial. Será o ponto de partida ou de chegada da Rota Literária José Luís Peixoto, com 22 pontos de interesse que o acompanharão na descoberta da escrita do autor e da região.

Balonismo na Barragem de Montargil ©Flydreams
Montargil
A grande atração do concelho é a Barragem de Montargil, integrada numa paisagem de montado, e o seu Centro Náutico. Neste grande espaço de lazer, com praia fluvial, área de piquenique e um miradouro sobre a albufeira, pode-se praticar vela, wakeboard, canoagem, jet ski, passeios pedestres e observação de aves. E para apreciar a tranquilidade alentejana e a beleza da paisagem, nada melhor do que um passeio de balão de ar quente ao sabor do vento.
Na pequena vila com o mesmo nome, de referir o património cultural, em que se destaca a Igreja Matriz, dos séc. XVI e XVIII, a Necrópole romana de Santo André, do séc. I-II, e o Núcleo Megalítico de Montargil, em que se identificaram cerca de 40 antas.

©C.M. Ponte de Sor
As Festas da Cidade de Ponte de Sor acontecem no início do mês de julho, oportunidade para apreciar as especialidades gastronómicas com produtos locais, como as Migas de Espargos, a Sopa de Cação, o Cozido, o Ensopado de Cabrito ou Borrego estufado e a Sopa de Cachola.
Castro Marim
De Castro Marim, de um lado, vê-se o Sapal, o Rio Guadiana e o mar e, de outro, os montes que se estendem até ao horizonte. É esta paisagem que desafia os que apreciam os grandes espaços, se interessam por identificar aves e plantas, gostam de passeios a pé ou de bicicleta ou de atividades na Natureza.
No alto, o Castelo de Castro Marim está estrategicamente alinhado com o Forte de São Sebastião e com o Revelim de Santo António. Entre eles estendem-se as casas brancas da cidade, com platibandas coloridas, açoteias e chaminés rendilhadas. Na sua simplicidade, as refletem a característica arquitetura algarvia em que o branco predominante é quebrado por barras ocres e azuis, que também decoram as platibandas com formas geométricas e motivos florais.
O Castelo medieval lembra o tempo em que Castro Marim foi conquistado, em 1242, pelos cristãos comandados por D. Paio Peres Correia, integrando-o no território português. Ainda no séc. XIII, durante o reinado de D. Dinis (1261-1325), tornou-se a sede da Ordem de Cristo, criada para substituir a Ordem dos Templários, antes de esta ser transferida para Tomar. A importância militar na defesa da fronteira foi reforçada no séc. XVII com a construção do Forte de São Sebastião e do Revelim de Santo António.

Na cidade, a Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora dos Mártires foi construída no séc. XVIII sobre uma antiga ermida em honra dos “Mártires”, os cristãos que se estabeleceram na localidade durante a época da Reconquista.
Na colina do Revelim de Santo António está instalado o Centro de Interpretação do Território, onde pode saber mais sobre a história da região. A vista é deslumbrante sobre a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António e sobre a Foz do Rio Guadiana e é um bom ponto de partida para os itinerários que pode fazer..

Cerca de 30% da área do Sapal é ocupados por salinas, umas das riquezas deste território, onde ainda se faz a exploração artesanal do sal. Não deixe de as visitar e participar em degustações ou em visitas guiadas. Na Casa do Sal, situado na vila, irá perceber a importância do sal na economia local e na história da região.
O Sapal é também um local de excelência para conhecer a fauna e flora e para observar as aves aquáticas que aqui têm o seu local de repouso, alimentação e nidificação.

Os passeios a pé e de bicicleta são uma das atividades mais apreciadas. A Grande Rota do Guadiana, com passagem obrigatória por Castro Marim, tem em Vila Real de Santo o ponto de partida ou de chegada. Para passear no rio, também pode optar por um passeio organizado numas das embarcações locais, muitos deles com almoço a bordo, uma oportunidade para conhecer a gastronomia regional.
Perto do mar, os pratos tradicionais são naturalmente de peixe. Recomenda-se o arroz de lingueirão, os carapaus alimados, a caldeirada de peixe ou o bife de atum em cebolada. Na doçaria, destacam-se os Figos cheios, o Bolo de amêndoa e o Bolo de mel.
Estando no Algarve, as praias mais próximas são uma das atrações durante todo o ano, seja para banhos de mar no verão ou longos passeios nos areais de Vila Real de Santo António e no Parque Natural da Ria Formosa.

A festa da cidade dedicada a Nossa Senhora dos Mártires realiza-se a 15 de agosto, mês que termina com muita animação com os Dias Medievais, um evento de cariz histórico que irá certamente apreciar. O castelo de Castro Marim volta a receber reis e rainhas, cavaleiros, bobos, jograis, nobres e damas. A magia de outros tempos é recriada em torneios a pé e a cavalo, espetáculos de teatro de rua, banquetes animados por música da época e uma feira de mercadorias e artesanato.
Descubra as cidades do interior
Prepare-se para uma viagem fascinante pelas cidades do interior de Portugal, onde a autenticidade se encontra em cada esquina e a história ganha vida em cada monumento. Deixamos-lhe dez convites para explorar, descobrir e apaixonar-se ainda mais pelo país.
Viaje até à região Porto e Norte
Miranda do Douro
Na margem do majestoso Rio Douro, Miranda do Douro encanta com a sua herança cultural e as suas inspiradoras paisagens. Não deixe de explorar o Parque Natural do Douro Internacional, onde poderá desfrutar de vistas de cortar a respiração e observar a vida selvagem única da região. Descubra também a gastronomia local, onde os sabores tradicionais se revelam em pratos singulares que irão satisfazer os seus sentidos.

Chaves
Conhecida pelas águas termais e pela sua história milenar, Chaves convida a visitar o castelo, uma impressionante fortaleza que oferece vistas panorâmicas sobre a cidade e os arredores. E, durante esta viagem, não se esqueça de provar os famosos pastéis de Chaves, uma iguaria que não pode perder.
Aventure-se no Centro de Portugal
Castelo Branco
Castelo Branco integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria artesanato e artes populares, com o bordado das colchas. Com um castelo como símbolo icónico, a cidade convida a mergulhar na história e na cultura da região, a conhecer o Jardim do Paço Episcopal, um oásis de tranquilidade no coração da cidade, e a saber mais sobre o artesanato local. Visite o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, que abriga uma coleção de arte portuguesa, de pintura, escultura, arqueologia e arte popular, e o Centro de Cultura Contemporânea. Já a gastronomia de Castelo Branco reflete a riqueza dos sabores regionais, por isso delicie-se com pratos tradicionais como o maranho e o bucho recheado.
Idanha-a-Nova
Além de preservar as suas tradições ancestrais, como o artesanato e a gastronomia típica da região, Idanha-a-Nova destaca-se como um importante centro cultural, sendo palco de eventos de música de renome internacional. Esta vila preserva e celebra a sua herança musical, com o adufe a fazer-se ouvir nas ruas. Explore também a natureza intocada da região, através de trilhos, rios e montanhas que maravilham os sentidos.
Covilhã
Nas encostas da Serra da Estrela, a Covilhã tem uma vasta tradição na indústria de lanifícios, além de combinar história e cultura graças à vibrante vida académica da Universidade da Beira Interior. Explore o centro histórico, onde poderá admirar a arquitetura tradicional, e suba ao ponto mais alto da Serra da Estrela, para desfrutar de vistas inspiradoras sobre a região e experimentar atividades ao ar livre, como esqui, snowboard e caminhadas. Anote ainda na sua rota: deleitar-se com as iguarias locais, como o queijo da Serra da Estrela, os enchidos e o borrego e cabrito assados.
Explore a serenidade do Alentejo

Arraiolos
Conhecida pela geometria dos padrões de tapetes bordados à mão, pelas oliveiras centenárias e pelas paisagens, Arraiolos é uma vila com um centro histórico bem preservado e tradições enraizadas. Dominando o horizonte da vila, encontra-se um dos poucos castelos circulares em Portugal, o Castelo de Arraiolos, uma fortaleza circular construída no século XIII, que recebe eventos culturais e festivais ao longo do ano. Além do castelo, esta localidade alentejana é também conhecida pelas suas muralhas históricas e pelo aqueduto que as rodeia. Se procura perder-se na paz e na serenidade do sul do país, em família, aqui a simplicidade da vida rural funde-se com a natureza.
Marvão
Localizada no topo de uma colina, Marvão é uma vila medieval que desafia a passagem do tempo e que parece recortada das páginas de um conto de fadas. O castelo destaca-se na paisagem, uma fortaleza que serviu como uma importante linha de defesa ao longo dos séculos e que permite ter uma visão panorâmica sobre a planície e o pôr do sol desta zona alentejana. Deambule pelas ruas estreitas de Marvão, onde as casas caiadas de branco e as flores coloridas criam um cenário pitoresco, ou opte por um passeio de bicicleta pelos trilhos no meio da natureza. Das praças tranquilas às igrejas antigas, motivos não faltarão para colocar este destino no seu mapa.
Évora
Como Capital Europeia da Cultura 2027 e Património da UNESCO, Évora é uma cidade que respira património e cultura. Explore alguns dos monumentos mais imponentes, como o Templo Romano que remonta ao século I, a Sé Catedral de Évora de estilo gótico e a lúgubre Igreja de São Francisco/Capela dos Ossos, que são testemunhos significativos do passado. Passeie pelas ruas, onde poderá descobrir lojas de artesanato local e experimentar a gastronomia e os vinhos alentejanos, conheça o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida e reserve algumas horas para explorar os recantos da Universidade de Évora e da Biblioteca Pública de Évora. Nas redondezas, caminhe pelo Parque Natural da Serra de São Mamede, desfrute da beleza natural da região e observe a vida selvagem única que aqui prospera.
Pelo sul do país, no Algarve
Alcoutim
Situada nas margens do Rio Guadiana, Alcoutim encerra em si mesma um segredo histórico: o legado de contrabando, que, durante vários séculos, levou os habitantes locais a desafiar as fronteiras políticas e económicas como meio de subsistência na região. Também o Prémio Nobel da Literatura nacional José Saramago manifestou a sua curiosidade pelos tempos antigos desta zona ribeirinha algarvia no livro Viagem a Portugal – uma nota revisitada pelo escritor José Luís Peixoto no projeto Viagem a Portugal Revisited, que destaca as atividades contrabandistas e a história dos pescadores entre duas margens. Entre tranquilos passeios de barco até Sanlúcar, visitas ao castelo amuralhado e às praias fluviais, como a do Pego Fundo, explore as paisagens verdejantes e deguste os produtos agrícolas locais e o peixe fresco pescado no rio.

Castro Marim
Conhecida pelas salinas de qualidade, pelo castelo medieval e pelas praias intocadas, Castro Marim é um convite para conhecer o coração do Algarve e evadir-se do bulício das grandes cidades. Explore a imponente fortaleza desta vila raiana, que oferece vistas deslumbrantes sobre a região, e descubra os segredos da sua história através de uma visita ao Museu Arqueológico Regional. Passeie pelos campos salgados, com um ecossistema único, e demore-se neste refúgio costeiro, para relaxar e desfrutar do sol e do mar.
Planeie a sua escapadela e embarque numa viagem inesquecível pelas cidades do interior de Portugal, para descansar, em família, do burburinho e azáfama dos grandes centros urbanos.
Fundão
Em Portugal, o Fundão é conhecido pela qualidade das cerejas produzidas na região, um produto de excelência, mas há outras maravilhas e muitas histórias por descobrir.
No centro histórico, visite o Museu Arqueológico, instalado num antigo solar do séc. XVI, para desvendar a ocupação deste território desde há milhares de anos. Já na Igreja Matriz de São Martinho, vale a pena entrar para admirar o trabalho barroco de talha dourada. Saiba que foi nesta igreja que a fadista Amália Rodrigues foi batizada. Passeie-se pelas ruas apreciando a Arte Urbana e descanse numa das agradáveis esplanadas da Praça do Município, à sombra das árvores, ou descontraia no Parque Verde, um espaço de lazer da cidade.

Casa do Bombo de Lavacolhos ©C. M. Fundão
O Fundão integra a Rede Global de Cidades de Aprendizagem da UNESCO. O reconhecimento internacional pela preservação de ofícios locais e pela vontade de aprender ao longo da vida da população é visível na rede de “Casas e Lugares do Sentir”. A Casa do Barro do Telhado, a Casa das Tecedeiras de Janeiro de Cima ou a Casa do Bombo de Lavacolhos mostram as várias dimensões da arte popular de forma singular e enriquecem a experiência da visita à região.

Caas da Memória ©C.M. Fundão
Se gosta de visitar os lugares onde os escritores se inspiraram, no Fundão, estará numa das paragens na Viagem do Elefante, de José Saramago, Rota que pode ir seguindo, recriando o percurso do elefante Salomão. Também no Fundão, nasceu o escritor Eugénio de Almeida, que dá o nome à biblioteca municipal, assim como o político e governante António Guterres, cujo espólio doado à cidade pode ser visitado na Casa da Memória. Uma bandeira portuguesa oferecida por Xanana Gusmão e um presépio oferecido por Yasser Arafat são peças que se destacam entre as que fazem parte da coleção. Na aldeia de Póvoa da Atalaia, terra do poeta Eugénio de Andrade, não deixe de conhecer a Casa da Poesia, dedicada à sua vida e obra.

Chocalho - Festival da Transumância ©C.M. Fundão
No concelho, visite as Aldeias do Xisto da Barroca, de Janeiro de Cima e de Janeiro de Baixo, conhecidas pelos ofícios tradicionais e pelas praias fluviais, e a Aldeia Histórica de Castelo Novo, onde se realiza um festival de música antiga que procura recriar as sonoridades de peças dos períodos medieval, renascentista e barroco a partir de instrumentos originais.
Na aldeia de Alpedrinha, de referir o Chocalhos - Festival da Transumância, que se realiza no outono, em que se celebra a tradição do pastoreio, acompanhando os pastores que trazem os rebanhos das pastagens de montanha para os vales e planícies, para passar o inverno.

Parque Fluvial de Janeiro de Cima ©C. M. Fundão
Situada entre a Serra da Estrela e a Serra da Gardunha, o Fundão tem uma diversidade de paisagens, que podem ser apreciadas no Miradouro da Pedra d’Hera ou no Miradouro da Torre de Vigia de Alcongosta, e que convidam à prática de atividades ao ar livre, como os passeios pedestres, os trilhos de BTT ou o arvorismo. O Rio Zêzere dá a frescura aos dias mais quentes, assim como as praias fluviais – de Castelo Novo, Barroca, Janeiro de Cima e Lavacolhos - onde se pode praticar canoagem paddle ou simplesmente dar um bom mergulho.

©C.M. Fundão
Na gastronomia regional, as cerejas têm naturalmente um lugar especial. Na Casa da Cereja, instalada na antiga escola primária de Alcongosta, descobrem-se os mais variados aspetos e características deste fruto tão apreciado, que é usado em muitos pratos e doces da região. As cerejeiras em flor são um espetáculo da natureza a não perder na primavera, assim como a Festa da Cereja, que se realiza em junho.
Numa região de pastores, provar o queijo feito de forma tradicional é obrigatório. A Casa do Queijo da Orca faz-lhe a justa homenagem. Outros sabores regionais, como os pratos de cabrito e borrego, enriquecem a visita ao Fundão, aproveitando os produtos de qualidade oferecidos pela terra, como a castanha, o mel, a noz, o milho, o marmelo, os cogumelos e o azeite.
Viajar com calma em Portugal
Vá, vagueie, perca-se
Portugal é um destino perfeito durante todo o ano. Mas para experienciar verdadeiramente a alma de Portugal, é essencial abrandar e "perder" tempo a explorar os tesouros ocultos e as regiões menos conhecidas do país.
Deixe-se levar e saboreie tudo que temos para oferecer: as diferentes paisagens, os aromas e sabores da nossa gastronomia, as tradições culturais únicas, os sons da natureza, do Fado e da guitarra ou explore o interior de Portugal pela Estrada Nacional 2 que cruza o país de uma ponta à outra e interaja com as comunidades locais, ao seu próprio ritmo e com a liberdade de poder escolher o que quer ver ou o que quer fazer.
Em Portugal, viajar lentamente é especialmente gratificante. O país conta com uma abundância de pequenas aldeias, como as Aldeias do Xisto ou as Aldeias Históricas no Centro de Portugal, onde o tempo passa mais lentamente e as pessoas têm sempre tempo para dar as boas-vindas aos visitantes e partilhar as suas tradições.
Os Parques e Reservas Naturais, Geoparques e Reservas da Biosfera reconhecidos pela UNESCO asseguram que Portugal é também um destino de preferência para atividades ao ar livre, quer sejam mais contemplativas, como observação de aves ou observação de estrelas, ou mais ativas, como canoagem, rafting ou passeios por trilhos de natureza a pé ou em bicicleta. Pode seguir o seu próprio ritmo, sentindo os aromas e os sons que, de outro modo, passariam despercebidos. Quer escolha ter o mar como companhia, tal como na Rota Vicentina que atravessa a Costa Alentejana e Vicentina, ou subir e descer montanhas, como nos Arquipélagos dos Açores ou da Madeira, as opções de trilhos são infinitas e são uma ótima escolha se preferir combinar exercício físico com o contacto com a população local.
Para muitos viajantes que optam por viajar lentamente, não pode faltar uma visita à região do Alentejo. O ritmo sem pressas da região encoraja-o a abrandar e a apreciar as coisas simples da vida, como o sol quente na sua pele, as suas colinas onduladas, as vinhas e olivais, almoços demorados com amigos, e, claro, Évora, a cidade histórica do Alentejo, que será a Capital Europeia da Cultura em 2027, com um conceito baseado no “Vagar", a filosofia de apreciar a vida com uma abordagem de vida “lenta”.

Durante a sua visita, saboreie a nossa Dieta Mediterrânica, classificada como Património Mundial pela UNESCO e parte da identidade da gastronomia portuguesa. Está baseada em produtos frescos, naturais e maioritariamente de origem local, na utilização de azeite, na presença constante de peixe fresco e no consumo limitado de carne vermelha, no papel da fruta, leguminosas e legumes – tudo nesta dieta forma parte de um estilo de vida saudável. Apoie também a economia local, ao preferir o consumo de alimentos da época, ao ser mais sustentável e ao optar por comprar em lojas e mercados locais.
Lembre-se: estas experiências não devem ser apressadas, portanto leve o seu tempo a mergulhar profundamente em tudo que Portugal tem para oferecer e será recompensado com memórias para a vida.
Portugal de comboio
Apanhe o comboio e descubra Portugal ao seu ritmo. Embalado pelo andamento admire paisagens de sonho da sua janela, em família, a dois ou sozinho. Além das viagens regulares, existem diversos programas para conhecer Portugal de comboio e, entre tantas propostas, decerto vai encontrar alguma que lhe agrade.
Já se imaginou a passear num comboio a vapor com mais de um século de existência? E se lhe acrescentar uma paisagem tão bela como a do vale do Rio Douro? Tudo isto é possível no Comboio Histórico do Douro, que durante os meses de junho a outubro, o leva numa verdadeira viagem no tempo à beira do rio, entre a Régua e o Tua, marcada pela beleza da paisagem classificada pela UNESCO como Património Mundial. Se gostou desta sugestão, pode fazer outra viagem, mas desta vez a bordo do Comboio Histórico do Vouga, que o leva de Aveiro a Macinhata do Vouga. Depois de visitar o Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, na viagem de regresso poderá visitar o centro histórico de Águeda.
Em todas as épocas do ano há sempre alguma festa a acontecer em Portugal. Sabia que pode ir de comboio a algumas delas? Existem diversos programas que o levam aos locais onde as festas se realizam, preparados com todos os detalhes para que possa participar e aproveitar ao máximo estas experiências. Por exemplo, a Rota das Amendoeiras, que se realiza em fevereiro/março, época em que as amendoeiras estão em flor e cobrem os campos de branco. O passeio leva-o às paisagens deslumbrantes do Alto Douro, com visita ao Museu do Côa, articulando com percursos de autocarro para que não perca nada deste espetáculo deslumbrante.
Durante as Festas da Cereja em maio/junho, embarque na Rota das Cerejas do Fundão e vá de comboio até ao sopé da Serra da Gardunha no centro de Portugal, para descobrir os encantos da Linha da Beira Baixa e participar na apanha deste fruto, saborear a gastronomia local ou visitar localidades históricas.
Já em setembro, são as vindimas que marcam o calendário no Douro Vinhateiro. O comboio leva-o à Régua e depois espera-o um programa que inclui visitas às adegas e quintas onde se produz o vinho, degustações e até a participação nas “lagaradas” – a pisa das uvas no Douro Vinhateiro, onde não faltará convívio e festa enquanto participa na vindima.
Mas as sugestões não ficam por aqui... também há programas especiais para festivais de música, para os Santos Populares em Lisboa e no Porto, para a Romaria da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, ou para a Rota da Bairrada no Centro de Portugal, entre tantos outros.
Para jovens entre os 12 e os 30 anos inclusive, existe o cartão Intra_Rail, para conhecer Portugal, com alojamento garantido nas Pousadas de Juventude; ou o Portugal Rail Pass, uma forma fácil de conhecer o país de norte a sul de comboio, durante 3 ou 7 dias, para não residentes em Portugal.

Já imaginou até onde o comboio o pode levar? Faça a sua escolha e reserve com antecedência o programa que mais lhe interessar em www.cp.pt. Boa viagem!
Serra da Malcata
Próximo de Penamacor e do Sabugal, a Reserva Natural da Serra da Malcata surpreende e convida a descobrir o património cultural e natural desta região.
O símbolo da Reserva Natural é o lince-ibérico uma espécie originária da Península Ibérica, mais pequeno do que outros linces que facilmente se identifica pelo tufo de pelos negros, em formato de pincel, no topo das orelhas em triângulo. O facto de ser uma espécie em vias de extinção foi o principal motivo que levou à criação da Reserva Natural, de forma a preservar a biodiversidade e o ecossistema desta região fronteiriça. Existem, no entanto, outras espécies que chamam a atenção, como a cegonha preta, o grifo e o abutre-negro, cujas asas abertas chegam a atingir mais de 3 metros. Nas encostas da Serra, espécies vegetais como a giesta, a urze, a esteva e o rosmaninho enchem os bosques de aromas inconfundíveis.
Meimão e Barragem de Meimoa ©C. M. Penamacor
O Miradouro dos Sete Concelhos é o ponto privilegiado para observação da paisagem natural da serra. Do alto é possível avistar os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Fundão, Covilhã, Guarda e Sabugal. A norte, fica a Serra da Malcata, a ocidente a Serra d’ Opa, a Serra de Santa Marta, a sul, os relevos de Penamacor, Monsanto e Penha Garcia, e a oriente, o prolongamento da Malcata para a espanhola Serra da Gata. Dentro da Reserva Natural, encontra-se ainda a Serra das Mesas. É conhecida como “berço do Côa” pois é aí que nasce este rio, a 1.200m de altitude.
Penamacor ©Turismo Centro de Portugal
O Posto de Vigia da Machoca marca o ponto mais alto da Serra da Malcata. Junto ao posto encontra-se um baloiço, perfeito para fotos com a vista desafogada da Reserva Natural como pano de fundo.
Ao longo dos cursos de água do Rio Coa, do Rio Bazágueda e da Ribeira da Meimoa existem diversas praias fluviais como as de Meimão, Meimoa, Benquerença, no concelho de Penamacor, e Foios e Quadrazais, no concelho de Sabugal, ideais para uns momentos de lazer. Quem procurar atividades na natureza, tem vários trilhos para fazer a pé ou de bicicleta ou dedicar-se à prática de desportos náuticos como a canoagem.
Zona de Lazer da Meimoa ©C. M. Penamacor
Muita é a riqueza do artesanato e dos artesãos locais. Em Sabugal e Penamacor, ainda se encontra quem trabalhe a madeira, especialmente de castanheiro, o ferro forjado, a pedra, a tecelagem, o linho, os bordados e as rendas de cinco agulhas, as mantas de farrapos e as cadeiras de verga, entre outros ofícios.
A especialidades gastronómicas da Serra da Malcata evidenciam os produtos da terra e as atividades dedicadas à agricultura de subsistência, como as sopas caseiras à base de batata, couve, feijão e grão-de-bico. O arroz de carnes é a não perder e os pratos de carne, maioritariamente de aves, cabra ou cabrito, ovelha ou borrego são especialidades muito saborosas e apreciadas. Assadas no forno a lenha, estufadas ou guisadas em panelas de ferro ao lume têm um sabor inconfundível. Ainda a referir os queijos e os enchidos, assim como os pratos regionais de coelho bravo e javali ou a truta do Rio Côa.
Na doçaria, destacam-se os doces feitos com leite, como o arroz-doce, os bolos de leite e as papas de milho. As filhós, as farófias, o bolo saloio, os biscoitos a que chamam “Esquecidos”, a tapioca e o mel completam a oferta.
Alcoutim
Alcoutim já não tem as muralhas que durante séculos defenderam a fronteira, mas mantém a atmosfera tranquila de uma vila algarvia serrana.
À beira do Rio Guadiana, a história da vila de Alcoutim está muito associada ao facto de se situar no local até onde se fazem sentir as marés, o que obrigava os barcos, que faziam o tráfego dos produtos da região, a aguardar durante horas pelas condições propícias à navegação. No entanto, desde tempos remotos, a sua posição estratégica, de fronteira com a vizinha localidade espanhola de Sanlúcar del Guadiana, exigiu a construção de estruturas de apoio e defesa, das quais permanecem alguns vestígios que se tornaram pontos de interesse a visitar.
Um passeio de alguns minutos leva à descoberta de casas centenárias e de alguns monumentos como a Igreja da Misericórdia e o Castelo, onde está instalado o Núcleo Museológico de Arqueologia, onde se pode ver o maior conjunto de jogos de tabuleiro da época islâmica provenientes de um único sítio arqueológico.
Em Alcoutim, é obrigatório descer até à beira-rio, marcada pela sóbria ermida de Santo António e pela antiga Casa dos Condes de Alcoutim, para saborear uns momentos tranquilos, na companhia de uma bebida fresca numa esplanada, enquanto se aprecia os barcos de pesca que regressam ou os veleiros ancorados na pequena marina.

Sendo uma localidade de fronteira, há muitas histórias de contrabandistas e antigos caminhos percorridos secretamente que ganham outra vida como trilhos de observação da natureza, da paisagem e dos costumes locais. O Festival do Contrabando, em março, e os encontros de Caminheiros que acontecem ao longo do ano são momentos especiais para ficar a conhecer os segredos e mistérios de Alcoutim. Quem gostar de grandes caminhadas, poderá escolher Alcoutim para iniciar a Rota do Guadiana, que acompanha o curso do rio, e a Via Algarviana, que atravessa o interior do Algarve de leste a oeste.
O contrabando foi o sustento de muitas famílias durante uma boa parte do século XX, em especial na altura da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e nos anos seguintes. Os produtos iam variando ao longo do tempo e das necessidades. Dizem que de Portugal saía café, açucar, ovos, arroz, sabão, farinha pão, figos, lã e tabaco e do país vizinho chegavam tecidos, sabonetes, perfumes, conhaque e miolo de amêndoa.
Ao longo do ano, há outros momentos em que vale a pena visitar Alcoutim e viver de perto algumas das festividades mais importantes para a cultura e identidade locais, como as Festas de Alcoutim, que se realizam no início de setembro, ou o programa “Alcoutim Com Vida”, com concertos e animação todas as quartas-feiras, nos meses de verão. Quem passar pela Vila no dia 15 de agosto, poderá acompanhar a Procissão fluvial da Nossa Senhora do Carmo, em que os barcos de portugueses, espanhóis e estrangeiros se decoram para acompanhar a imagem nas águas do Guadiana.
Um dos encantos de Alcoutim é o rio, onde é possível fazer passeios de barco, praticar atividades náuticas e até chegar à outra margem num célebre slide transfronteiriço, voando sobre o Guadiana.
No interior do Algarve, e havendo rio, não podiam faltar uns momentos de lazer na Praia Fluvial do Pego Fundo, em plena paisagem rural do nordeste algarvio.
Quanto a especialidades gastronómicas, recomenda-se as especialidades de porco preto (criado na região), os pratos de peixe do rio e os pratos de caça. O pão tradicional, cozido em forno de lenha, é a base das iguarias regionais como as migas, o gaspacho e a açorda. Como sobremesa, é de experimentar o nógado. É um doce de origem árabe, feito tradicionalmente com frutos secos mergulhados em mel a ferver, depois de pisados num almofariz. Também os fazem de massa de farinha de trigo.
Nas proximidades, vale a pena visitar os Menires do Lavajo e as Ruínas do Montinho das Laranjeiras, assim como o Museu do Rio, que fica na aldeia de Guerreiros do Rio. É um bom local para se ficarem a conhecer as tradições, técnicas, artefactos e memórias ligadas ao rio Guadiana e às populações ribeirinhas. Perto da aldeia do Pereiro, no Monte Zambujo, merece atenção o Núcleo Museológico de Santa Justa que recria uma escola primária de finais da década de 1950, uma homenagem a todos os professores do concelho.
Alandroal
Junto ao rio Guadiana e perto da fronteira, no Alandroal sente-se a tranquilidade e desfruta-se de dias calmos junto ao Lago do Alqueva.
Diz-se que o nome teve origem numa planta conhecida por “alandro” ou “aloendro”, uma espécie de arbustos que abundava por estas terras. A localidade foi fundada em 1298, durante o reinado de D. Dinis, pela ordem militar de Avis, certamente pela sua importância estratégica na defesa do território.
O Castelo do Alandroal, o Castelo de Terena e a Fortaleza de Juromenha faziam um triângulo defensivo que teve importância ao longo dos séculos, em particular durante as Guerras da Restauração da independência de Portugal, no séc. XVII. Era uma região muito apreciada pela família real, que tinha o palácio ducal em Vila Viçosa. Sabe-se que o rei D. Carlos gostava de fazer caçadas por esta zona, escolhendo o Alandroal para descansar.

Estação Náutica do Alandroal
A Estação Náutica do Alandroal integra a Praia Fluvial Azenhas d’El Rei, onde se pode relaxar numa original paisagem ribeirinha de azinheiras e sobreiros e saborear os melhores pratos alentejanos, feitos com produtos regionais, no restaurante local. Pode-se aproveitar o rio para fazer passeios de barco, pequenos cruzeiros, vela, stand up paddle, pesca e até atravessar o rio de caiaque até Cheles, a praia fluvial espanhola na outra margem (a 50 metros de rio). Além de passear no rio, há sessões de ioga ou de tai chi. O Parque de merendas é um excelente sítio para piqueniques e tardes de relax à beira do Guadiana. É ainda um local para observação de estrelas, uma vez que se integra na reserva de Céu Dark Sky®, considerada uma Starlight Destination pela UNESCO.

Percursos pedestres do Alandroal
Sendo uma zona de fronteira, no Alandroal também há histórias de contrabandistas para contar, antes de haver a livre circulação de bens que a União Europeia proporcionou. Diz-se que o café, o tabaco, as peças de automóvel e perfumes eram os artigos que mais se trocavam clandestinamente. Além dos caminhos usados pelos contrabandistas, existem vários passeios que se podem fazer a pé no Alandroal, seja na vila, em Terena, na aldeia de Ferreira ou para ver a Pedra Alçada, um dos pontos de interesse no património local. A Pedra Alçada é um imponente monumento megalítico com 10 metros de altura e 6 de diâmetro, um dos maiores do concelho. Ao longo do percurso encontram-se outros testemunhos do modo de viver, os usos e os costumes locais, como os tradicionais fornos de carvão, obtido a partir de lenha de azinho ou sobro. O cheiro não engana.

Terena e Juromenha
Nas proximidades vale a pena visitar a Fortaleza de Juromenha. Com uma vista espetacular sobre o rio, é uma sentinela do Guadiana, uma fortaleza do séc. XVI.
Em Terena, pensa-se que o Castelo poderá ter sido construído no séc. XIII, após a atribuição do foral da povoação a Gil Martins e a sua mulher D. Maria João. No entanto, as fontes oficiais atribuem a sua construção a D. Dinis e a D. João I, quando este integrou a povoação na Ordem de Avis. Durante o período manuelino teve obras, como se percebe pelo portal da entrada principal, tendo sido afetado pelo terremoto de 1755. Ainda em Terena, há uma curiosa capela fortaleza, com ameias e campanário, a Capela da Boa-Nova ou Santuário de Nossa Senhora da Assunção da Boa Nova.

A 4 km de Terena, o sítio arqueológico do Endovélico revela um antigo santuário pagão conhecido como rocha da Mina, povoado mais tarde pelos romanos, durante o séc. I. Ainda se consegue ver o local dos sacrifícios e algumas sepulturas medievais escavada na rocha. Fica no topo da colina de São Miguel, perto da ribeira de Lucefécit.
Para melhor perceber a importância do local, é possível fazer uma visita guiada. Para sentir o ambiente sagrado do local, a Barragem de Lucefécit, é um ponto de paragem obrigatório. Dizem que o nome Lucefécit terá tido origem no culto pagão de Lúcifer, mais tarde associado ao demónio pelo cristianismo. No séc. V, o templo pagão foi cristianizado com a construção da capela de São Miguel nas proximidades. Na barragem, pode-se tomar banho, praticar canoagem, fazer piqueniques e pequenos passeios pedestres por uma paisagem tipicamente alentejana. É ainda possível fazer voos de balão para apreciar a paisagem sobre a albufeira da barragem e o montado, avistando ao longe o Lago do Alqueva.

Em qualquer localidade alentejana, a gastronomia também é um ponto de interesse. De referir os pratos de peixe do rio, o caldo de grão com carne de porco preto, uma especialidade local, assim como os grelhados das várias carnes de montado, que certamente lhes dá um sabor diferente (bovinos de raça Mertolenga, porcos de bolota Pata Negra, cabras e ovelhas Merino). Além da carne e enchidos de porco preto, merece referência o ensopado de borrego. Nas sobremesas, há que provar o bolo rançoso, o pão de rala, a encharcada, o bolo podre e as popias alentejanas.
Em Julho, realiza-se o Festival Fora da Casca, dedicado ao caracol, caracoleta e ao lagostim, petiscos muito apreciados nas tardes de verão. A Festa de Setembro, no 1º fim de semana do mês, em honra de Nossa Senhora da Conceição, traz muita gente à vila. O programa inclui música, tourada, arruadas, largadas de touros e garraiadas, além da tradicional procissão e missa em honra da padroeira. A esta festa está associado o Festival da Juventude, que decorre no primeiro dia do evento.
Em qualquer altura do ano, o Alandroal pode ser pode ser um ponto de descanso entre Elvas, Vila Viçosa, Reguengos de Monsaraz e Redondo e ponto de partida para visitar o património arquitetónico e cultural da região.

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