www.visitportugal.com

Gastronomia e Vinhos

É o mar que imprime a característica mais marcante à culinária portuguesa. Saboreamos um simples peixe grelhado, sempre fresquíssimo, tal como o marisco que abunda em todo o litoral, e temos a certeza de que estamos em Portugal. Porque é aqui que se encontra o melhor peixe do mundo! Mas cataplanas, caldeiradas ou outras formas de cozinhar o nosso peixe e marisco também são escolhas acertadas.

Em pratos de carne, uma sugestão de todo o país: o cozido à portuguesa mistura carnes, legumes e enchidos variados, cozidos de forma suculenta. Temos excelentes carnes DOP de norte a sul de Portugal, seja de vitela, de porco ou de cabrito. E ainda legumes e frutas que conservam o gosto de antigamente, alguns também com origens DOP, até porque muitos provêm de produções de tipo biológico.

O azeite português, de grande qualidade, está sempre presente e integra todos os pratos incluindo as receitas de bacalhau (dizem que há 1001!), em que somos exímios na forma de o preparar e apreciar.

Cada prato tem um vinho certo para companhia. É que temos vinhos em todo o país, e se o Porto tem fama, os tintos de mesa do Douro, do Alentejo e tantos outros não têm menos distinção.

E os queijos! Basta referirmos o Serra, mas todos os do Centro de Portugal, do Alentejo ou dos Açores são deliciosos.

Os doces, com raízes nos muitos conventos onde eram preparados, fazem-nos ainda hoje ""dar graças aos céus"". E não podemos deixar de provar um pastel de nata. Vai sempre bem com o café, que tomamos expresso.

No fim brindamos com um Porto ou um Madeira, os vinhos generosos que há séculos nos representam em longínquas paragens. Ou então brindamos com um excelente espumante produzido em Portugal, assinalando assim uma refeição memorável que chefs talentosos nos proporcionam um pouco por todo o país.

Codigo Interno: 

N1014

Galeria Videos: 

Imagem Detalhe: 

Prato de bacalhau

Imagem de pesquisa: 

Polvo

Adicionar a novidades: 

0

Tab Genérica: 

Detalhes de Experiência: 

Gastronomia e Vinhos

Rota do Vinho do Porto e Douro

Não deixe de…
  • participar nas vindimas, entre setembro e outubro, na maioria das quintas do Douro, especialmente nas vocacionadas para o enoturismo
  • participar em provas nas quintas produtoras de vinho
  • visitar as Caves de Gaia, onde o vinho do Porto envelhece
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

Nos anfiteatros grandiosos do vale do Douro, classificados Património Mundial, o homem fez nascer o vinho do Porto e vinhos de mesa de grande qualidade.

O vinho do Porto é o mais antigo embaixador de Portugal. Cultivado nos socalcos do Douro, tem a honra de pertencer a uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo, desde que em 1756 foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A sua missão era delimitar a região, registar as vinhas e classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade.

Aqui nascem também os vinhos de mesa do Douro, que nas últimas décadas têm adquirido grande notoriedade e projeção além-fronteiras graças à sua qualidade, tanto nos tintos como nos brancos e até nos rosés.

Inseparável do rio Douro que a percorre em vales profundos desde a fronteira com Espanha até perto do Porto, esta região de montanhas de xisto, com solos pobres e agrestes, foi transformada por ação do homem que plantou a vinha degrau a degrau. Verde no verão, cor de fogo no outono, a vinha deu lugar a uma paisagem única classificada pela Unesco.

Deixemo-nos pois encantar com a paisagem do Douro: os vales, a fita azul do rio serpenteando ao fundo, as vinhas em socalcos, o ar puro... Embora hoje já não se vejam os barcos rabelos transportarem o vinho rio abaixo, ele continua a descer o rio até ao Porto, onde envelhece nas vizinhas Caves de Gaia, e por isso herdou do local de partida para o resto do mundo o nome com que ficou famoso.

A região produtora está dividida em três áreas. A oeste, no Baixo Corgo, fica a capital do vinho do Porto, a cidade do Peso da Régua, onde devemos fazer uma visita ao Museu do Douro e ao Solar do Vinho do Porto, para provar e aprender mais sobre este néctar. O Pinhão já fica na sub-região do Cima Corgo, que concentra os mais afamados vinhos do Porto. Perto do Peso da Régua, fica o miradouro de São Leonardo de Galafura. Mas não menos empolgante é a paisagem que se pode admirar do miradouro de São Salvador do Mundo, já na margem sul e na sub-região do Douro Superior, junto a São João da Pesqueira.

A Rota do Vinho do Porto tem ainda a particularidade de se poder fazer de carro, comboio ou barco, uma vez que o rio é navegável do Porto a Barca de Alva, na fronteira com Espanha. Em jeito de passeio, podemos embarcar no cais de Gaia e seguir até à Régua, a mais importante estação ferroviária do percurso, onde se pode apanhar o antigo comboio a vapor e fazer uma viagem histórica. No Pinhão é forçoso conhecer os azulejos da estação, relacionados com a atividade vinícola, atravessar a ponte e percorrer as estradas ondulantes que bordejam o rio do lado sul.

E não podemos deixar de aproveitar para visitar algumas das muitas quintas produtoras de vinho do Douro e do Porto, algumas preparadas para o enoturismo. Onde haveria afinal melhor lugar para provar um cálice de Porto ou saborear um bom vinho do Douro à refeição? É que quase trezentos anos depois de o Marquês de Pombal decretar a demarcação desta zona vinhateira, para além do Porto também os vinhos do Douro sobem ao primeiro lugar em concursos internacionais. E sabem ainda melhor na terra que os produz.


A cidade do Porto, de onde se exportam os vinhos do Douro e do Porto, é Património Mundial e a mais comum porta de entrada para esta rota e vale do Douro.

Na margem norte do rio e com ligação direta à Régua, também a cidade de Vila Real merece uma visita, assim como o Palácio de Mateus, que fica nas imediações. A visitar ainda Lamego, também com ligação à Régua, mas já na margem sul. Fica aos pés do concorrido santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Também a sul, fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma enorme galeria de arte rupestre ao ar livre, classificada Património Mundial.


Rota dos Vinhos do Alentejo

Região vitivinícola de grande tradição, o Alentejo possui vinhos que nos surpreendem pela excelência, pelos aromas e pelas cores, tão singulares como a paisagem e a própria gastronomia.

Esta região de vastos horizontes, a que os sobreiros conferem uma sensação de força e perenidade, foi em tempos um extenso campo de trigo. Atualmente, as searas dão lugar a enormes vinhas, cujos vinhos recebem a força da paisagem e do calor ambiente, estando entre os mais reconhecidos de Portugal.

Para além do Vinho Regional Alentejano, que se encontra por toda a região, os produtores de vinho distribuem-se por 8 áreas de Denominação de Origem Controlada - Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Évora, Granja/Amareleja e Moura, o que permite uma variedade de escolha em qualquer ponto do Alentejo.

As caraterísticas distintas dos solos consoante a área (graníticos, calcários, mediterrânicos ou xistosos), as inúmeras horas de exposição solar e um conjunto de castas selecionadas permite uma produção de grande qualidade, aliada à capacidade de manter a tradição do sabor mas inovando na arte de fazer o vinho.

Quanto ao que os distingue, os vinhos brancos são aromáticos, frescos e harmoniosos, enquanto os tintos, de cor rubi ou granada, se revelam mais intensos, encorpados e ao mesmo tempo macios e ligeiramente adstringentes.

Para fazermos a escolha certa e saber qual o melhor para acompanhar uma refeição, nada como visitar uma adega, onde somos bem recebidos por enólogos mais entendidos e prontos a tirar todas as dúvidas. Também podemos começar pela Sala de Provas da Rota dos Vinhos do Alentejo, em Évora, onde poderão igualmente sugerir vários percursos pela região. E é sempre uma oportunidade para visitar esta cidade que é Património da Humanidade.

Para conhecer os segredos do vinho, sugerimos outras formas de o fazer, como visitar a Enoteca e o Museu do Vinho do Redondo ou participar nas festas das vindimas no final do verão, em que Borba é um bom exemplo com a sua Festa da Vinha e do Vinho.

E se aos vinhos juntarmos os deliciosos queijos alentejanos e os sabores aromáticos da gastronomia alentejana, então a visita ficará sem dúvida mais rica e completa.


Enoturismo

Não deixe de…
  • durante os meses de setembro e outubro, participar nas vindimas, fator de grande atração turística das unidades de enoturismo
  • visitar as aldeias vinhateiras na região do Porto e Douro
  • provar o vinho e adquirir uma garrafa no Solar do Alvarinho, em Melgaço, na região dos Vinhos Verdes
  • descobrir os diversos museus dedicados ao vinho que existem de norte a sul de Portugal

Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, e a excelente qualidade dos seus vinhos tem reconhecimento em todo o mundo, sendo numerosos os prémios e distinções conquistados em concursos internacionais. E para os apreciar e conhecer, nada como visitar as regiões onde se produzem, sendo o enoturismo um excelente pretexto para descobrir também as paisagens, o património, a cultura e as gentes que aqui vivem.

O Douro e o Alentejo são as regiões onde se concentra o maior número de espaços dedicados ao enoturismo, mas um pouco por todo o país, incluindo o Algarve, há unidades de produção vinícola que recebem visitantes, seja para conhecer as vinhas, a adega, provar os vinhos e, porque não, pernoitar e conhecer a região em redor?

É na região do Alto Douro Vinhateiro, criada em 1756, que se produz o vinho do Porto, desde sempre destinado à exportação. Não admira pois que aqui haja uma tradição secular de receber visitantes e de com eles partilhar o melhor da região. Desde logo a soberba paisagem do vale do Douro, onde o homem construiu socalcos para plantar vinha nas encostas duma região de solos agrestes. Deu lugar a uma paisagem classificada pela Unesco como Património Mundial, povoada de quintas tradicionalmente ligadas ao vinho. Com possível entrada pelo Porto, onde ficam as Caves do Vinho do Porto, uma boa maneira de descobrir a região é a bordo dum cruzeiro, que permitirá visitar alguns dos locais mais emblemáticos ligados á produção dos excelentes vinhos do Douro e do Porto.


A fundação de Portugal começou pelo norte, berço das mais antigas famílias nobres que ajudaram os nossos reis na conquista do território. Por este motivo, no norte, onde se produzem os vinhos verdes, encontramos inúmeros solares e casas senhoriais que, junto com os seus brasões, ostentam a mais aristocrática hospitalidade. Podemos instalar-nos em casas e quintas onde nos esperam provas de vinhos e outras experiências, como a visita a outros elementos do seu património. Nesta região ficam cidades históricas como Braga, Guimarães, Viana do Castelo e muitas outras, no litoral ou no interior, algumas delas à beira de rios que lhes acrescentam frescura e fascínio.

Na região Centro encontramos cidades patrimoniais como Viseu, Coimbra - recentemente incluída na lista do Património Mundial - Aveiro na costa, e ainda outros locais de charme como o Buçaco e termas centenárias. Também encontramos excelentes unidades de Enoturismo, algumas propriedade de antigas caves portuguesas, embora todas elas tenham acompanhado as atuais tendências de produção vínica e disfrutem dos mais modernos métodos de produção. São casas bem apetrechadas, que tiram partido da antiguidade do seu legado histórico, por vezes até com núcleos museológicos.

O Alentejo é uma região fértil em unidades de enoturismo, não fosse esta uma região onde se encontram vários dos principais produtores nacionais e a sua qualidade é apreciada em todo o mundo, tendo sido considerada como a melhor região vinícola do mundo para visitar em 2014 pelos leitores do conceituado jornal americano USA Today.  A vinha corre ao longo de extensas planícies e acompanha olivais e florestas de montado. É nesta paisagem de vastos horizontes que se inserem quintas e herdades produtoras de vinho com créditos firmados também na hospitalidade e na gastronomia por que são conhecidas. Com centro em Évora, outra cidade do Património Mundial que nos deixa encantados pela beleza e placidez do seu casco histórico, também nestas herdades podemos participar nas vindimas e observar as diferentes etapas de elaboração de um vinho. Também destaque especial merece Reguengos de Monsaraz, que em 2015 foi a cidade europeia do vinho e propõe muitas iniciativas a não perder como observações astronómicas com provas de vinhos, colheita de uvas para a criação de um vinho comemorativo, provas temáticas e jantares enogastronómicos.

Do outro lado do Atlântico destaca-se o Vinho Madeira que nos mais variados pontos do globo ganhou fama e prestígio, um verdadeiro “tesouro” que já no século XVIII era apreciado por reis, príncipes, generais e exploradores. Entre as castas utilizadas para o Vinho Madeira são de salientar as Sercial,  Boal, Verdelho, Tinta Negra e Malvasia, esta última representando o vinho doce, encorpado, de perfume intenso e cor vermelha. As vinhas, dispostas em socalcos sustentados por paredes de pedra, fazem lembrar escadarias, que nalgumas partes da ilha ligam o mar à serra em paisagens deslumbrantes.

Em suma, existe em Portugal, uma oferta muito qualificada de enoturismo, frequentemente associado ao turismo rural e a hotéis de charme em localizações privilegiadas. Além dos vinhos, podemos desfrutar de outros produtos de produção própria, como os frutos e compotas, queijos, azeites, doçaria artesanal e a própria gastronomia local. Muitas vezes de aspeto tradicional, não nos deixemos enganar pois trata-se de hotéis contemporâneos e de adegas e caves que investiram em avançada tecnologia, algumas com assinatura de reputados arquitetos nacionais.

Saiba mais em Enoturismo em Portugal - Portuguese Wine Tourism


Vinha da Ilha do Pico, Património da Humanidade

Não deixe de…
  • tirar uma fotografia junto de um dos típicos Moinhos de cúpula vermelha

E que tal provarmos um vinho que cresce na rocha basáltica? Parece estranho que tais condições produzam um néctar delicioso, mas a verdade é que em tempos recuados, este vinho ia diretamente à mesa dos czares da Rússia.

A cultura da vinha na Ilha do Pico começou no final do séc. XV, quando se iniciou o povoamento da ilha. Graças ao solo vulcânico, rico em nutrientes, ao micro clima seco e quente das encostas protegidas do vento por muros de pedra áspera e escura e aquecidas pelos raios do sol, as vinhas, da casta verdelho, conseguiram aqui condições excecionais de maturação. Mais tarde, foi exportado para muitos países da Europa e América, e chegou até a mesa da corte russa. As vinhas, que marcam a paisagem da ilha, produzem ainda um fresco vinho frutado, seco e leve, que é o companheiro ideal de um prato de marisco ou peixe e também o vinho de cheiro, cuja presença é obrigatória nas mesas em dias de festa.

Estes terrenos, Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, misto de natureza lávica e práticas culturais ancestrais foram em 2004 classificados como Património da Humanidade pela UNESCO. Os sítios do Lajido da Criação Velha e do Lajido de Santa Luzia são os maiores exemplos desta arte de parcelar a terra que esta distinção veio reconhecer. Estas vinhas plantadas em chão de lava são enquadradas por apertadas paredes de pedra solta, chamadas de “currais” ou “curraletas”, que as protegem do vento marítimo mas deixam entrar o sol necessário à sua maturação.

Inúmeras são as espécies de flora e fauna que fazem parte deste habitat natural, com uma rica presença de espécies endémicas das florestas da Laurissilva características da Macaronésia.

Outros testemunhos da atividade vinícola são as “Rilheiras”, sulcos deixados pelas rodas dos carros de bois que transportavam uvas e barris, e nos portos e portinhos junto à beira-mar a “rola-pipas”, rampa escavada junto ao mar, através da qual se rolavam as barricas de vinho que eram, posteriormente transportadas em barcos para o Faial. Também associado à cultura da vinha, foi construído um património edificado como solares, adegas, armazéns, poços de maré, conventos e ermidas, merecedores de uma visita durante a estadia nesta ilha.

Depois de apreciarmos o desenho deste gigantesco labirinto de pedra à beira mar é altura de provar o vinho. Seco ou doce e reconfortante, sabe ainda melhor numa pitoresca adega. Nas Adegas do Pico, por vezes adaptadas ao turismo rural, as paredes de pedra vulcânica entrelaçam-se com o mar e a vegetação. A memória viva do ciclo do verdelho tem novo capítulo no Museu do Vinho. Instalado na Madalena, num antigo convento carmelita, tem coleção de alfaias, alambiques e pipas. A sua frondosa mata de dragoeiros dá um remate cénico ao lagar que resistiu à passagem do tempo.

Continuando ao longo dos tempos a produzir vinhos de excecional qualidade, recentemente a Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico tem lançado novos vinhos, nomeadamente o "Lajido", legítimo herdeiro do velho "verdelho", e distintos vinhos de mesa, branco e tinto.

Os vinhos do Pico têm tradição. O VLQPRD, aperitivo, os vinhos de mesa, brancos, tintos, o vinho de cheiro, a angélica e as aguardentes do Pico, podem ser encontrados em qualquer restaurante ou supermercado, tornando-se fácil prová-los e trazê-los connosco.


Gastronomia da Madeira

A simplicidade gastronómica do Arquipélago da Madeira retrata a alma de um povo simples mas generoso.

Na Madeira, a gastronomia prima pelo tradicional e pelo contemporâneo, numa subtileza construtiva entre os diversos produtos regionais, de grande qualidade, que permitem a elaboração de um variado menu de especialidades gastronómicas que vão desde a cozinha regional até à cozinha internacional, passando ainda pelo gourmet.

Em pleno Atlântico, os peixes e mariscos do arquipélago são saborosos e cozinhados com tradição, como os filetes de peixe-espada preto ou bifes de atum, acompanhados com o estaladiço milho frito. Ou o polvo e mariscos deliciosos, a começar nas lapas, caramujos e muitos outros.

Nas carnes, o prato mais tradicional é a famosa espetada de vaca em pau de loureiro, que lhe dá um sabor inconfundível. Muito procurados são também o cuscuz de fabrico caseiro, a sopa de trigo, e a carne de vinha-d’alhos.

Lugar de clima excecional, na Madeira existe grande variedade de culturas, com lugar para a cana-de-açúcar e frutos tropicais, (da apreciada banana, ao ananás, a pera abacate, a anona, a manga e o maracujá), presentes em bebidas e delicadas sobremesas.

O famoso vinho Madeira, cujas castas mais conhecidas são Sercial, Boal, Verdelho, Malvasia, Terrantez e Tinta Negra, pode ser apreciado como aperitivo ou digestivo, bem como com outros iguarias, com destaque para o tradicional bolo de mel (de mel de cana). É também com a cana-de-açúcar que se faz o Rum da Madeira, conhecido também como aguardente de cana, da célebre poncha, confecionada ainda com mel e limão, a provar quando subir ao Pico do Areeiro.



O bolo do caco não pode faltar. Só que este não é um bolo, mas um pão cozido sobre um bocado de telha, que acompanha normalmente a espetada com manteiga d’alho. Também com batata-doce se faz pão na Madeira: as apetitosas rosquilhas de batata-doce. As Queijadas e os rebuçados de funcho são igualmente muito apreciados.

Venha deliciar-se com as iguarias madeirenses que, com certeza, irão ajudar a tornar a sua estadia inesquecível. Alie o prazer do convívio ao prazer de degustar!


Rotas dos Vinhos

Não deixe de…
  • visitar as caves de Vila Nova de Gaia onde o vinho do Porto envelhece, na Rota do Vinho do Porto
  • brindar também com os recentes mas excelentes espumantes de vinho verde
  • degustar alguns vinhos portugueses nas Salas de Provas Vinhos de Portugal, de Lisboa ou do Porto. Ficam ambas em imóveis e locais que só por si merecem visita
  • fazer um passeio de barco com os golfinhos do Sado, na rota dos Vinhos de Setúbal
  • na mesma rota, conhecer a Península de Troia onde fica a maior extensão de praias da Europa
  • conhecer no Alentejo o maior lago artificial da Europa, o Alqueva, onde pode fazer-se um cruzeiro ou alugar um barco-casa e passar uns dias de puro relaxamento

Através das rotas dos vinhos de Portugal podemos fazer excelentes passeios e conhecer um prazer aperfeiçoado ao longo dos tempos.

Com efeito, sabe-se que pelo menos à época do Império Romano o vinho já era amplamente cultivado em Portugal. A sua produção passou muitas fases ao longo do tempo, mas vale a pena destacar a data de 1756, em que o Marquês de Pombal criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com a função de delimitar a 1ª região demarcada do mundo, registar as vinhas e classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade.

Rota dos Vinhos Verdes
Começando pelo norte, temos a Rota dos Vinhos Verdes desde o Minho até ao Douro. O verde, que dá o nome ao vinho, é a cor que predomina na região, pontuada, contudo, por cidades históricas, como Braga ou Guimarães e outras mais pequenas mas cheias de encanto junto aos rios que as bordam. É o caso de Amarante, Viana do Castelo, Barcelos, Ponte de Lima e outras ainda. É uma zona de turismo rural, com solares e casas senhoriais cujas vinhas vale a pena visitar para conhecer como cresce a vinha em latada, os espigueiros e uma paisagem surpreendente que dá origem a vinhos leves, jovens e frescos.

Rota do Vinho Verde Alvarinho
A sub-região de Monção e Melgaço, junto ao rio Minho, integra a rota dos Vinhos Verdes, mas é berço da reputada casta Alvarinho, a mais apreciada casta de vinho verde. Por essa razão o vinho Alvarinho tem rota própria, com estas cidades como capitais. No Solar do Alvarinho, em Melgaço ou no Paço do Alvarinho, em Monção, podem fazer-se provas do vinho e degustar ou comprar outros produtos da região.

Rota do Vinho do Porto
A Rota do Vinho do Porto desenrola-se por encostas de grande beleza paisagística com o rio Douro a correr ao fundo entre montanhas. Tal beleza e singularidade conquistaram para a região do Alto Douro Vinhateiro o título de Património Mundial. A Rota abrange ainda a região do Parque Arqueológico de Foz Coa, outro núcleo do Património Mundial. Engloba cidades cheias de património e tradição, como Vila Real e Lamego, mas o que mais distingue o vale do Douro é a imensidão de quintas produtoras de vinho, muitas delas dedicadas ao enoturismo. Pode-se portanto pernoitar nestas unidades turísticas, fazer provas de vinho e participar nos trabalhos vinícolas, com especial destaque para as vindimas. Na mesma rota produzem-se hoje excelentes vinhos de mesa, os vinhos brancos, tintos e rosés do Douro, nas mesmas vinhas produtoras de Porto.

Rota da Bairrada
Em pleno Centro de Portugal, a Rota da Bairrada situa-se numa faixa junto ao litoral onde ficam Aveiro ou a praia da Figueira da Foz, mas abrange também a área de Coimbra, cidade classificada Património Mundial pela Unesco. Nesta região existem algumas das mais antigas e reputadas termas nacionais, com spas e programas de saúde. O leitão da Bairrada, um ex-libris da gastronomia nacional, é particularmente apreciado na companhia dos bons vinhos da região, nomeadamente dos espumantes de que a Bairrada foi uma das primeiras regiões produtoras em Portugal.

Rota dos Vinhos do Tejo
Os Vinhos do Tejo são produzidos numa região de horizontes vastos, atravessada pelo rio que lhe dá nome. Para conhecer a sua essência, nada como seguir a Tejo Wine Route 118, que ao longo de cerca de 150 km na margem esquerda do rio, atravessa uma paisagem pintada de tons de verde que se refletem no grande lençol de água. Pelo caminho, sugerem-se paragens nas quintas e adegas onde se pode experimentar a grande variedade de vinhos e também alguns desvios para conhecer as aldeias piscatórias “avieiras” ou visitar monumentos como o Convento de Cristo e os castelos de Almourol ou Santarém. Os passeios de barco são outra forma de apreciar as visitas deslumbrantes observando a natureza e neste território, em que a criação de cavalos e touros é uma atividade importante, vale ainda a pena conhecer melhor a arte equestre portuguesa.


Rota dos Vinhos da Península de Setúbal
É mais uma região de grande beleza, já a sul do Tejo, onde se perfila a Serra da Arrábida com o seu Parque Natural e a Reserva Natural do Estuário do Sado, conhecida pelos simpáticos golfinhos. Às bonitas praias de Sesimbra ou do Portinho da Arrábida, a norte do Sado, contrapõem-se os enormes areais da Península de Tróia, já do lado sul. Se Setúbal é a principal cidade com um centro histórico que merece visita a pé, Palmela e Vila Nogueira de Azeitão são as capitais da Rota, com adegas e quintas para visitar. Nesta região nasce o vinho Moscatel de Setúbal, um dos mais reputados de Portugal.

Vinhos do Alentejo
Photo: © Turismo do Alentejo

Rota do Vinho do Alentejo
A Rota do Vinho do Alentejo estende-se pelas planícies da região, marcadas pelo calor, exceto no extremo norte junto à Serra de S. Mamede. Aqui fica uma das mais bonitas aldeias do Alentejo, Marvão, entre muralhas, tal como outra mais a sul, Monsaraz, esta à beira do Alqueva. Borba, Redondo, Reguengos ou Vidigueira são nomes de terras e de vinhos com longa tradição. A capital da região, Évora, deve a sua classificação de Património Mundial à variedade e beleza do seu património, mas toda a região merece visita para desfrutar duma paisagem singular, feita de campos ondulantes, sobreiros e lagos que espelham o azul do céu e a alma duma região onde a força da terra nos conquista.


Gastronomia do Porto e Norte

Não deixe de…
  • provar a tradicional bola de Lamego
  • provar os folares que se produzem na Páscoa, com destaque para o folar de Chaves
  • provar o Pão-de-Ló de Margaride, em Felgueiras
  • provar a broa, um tipo de pão feito com milho e centeio, que é companhia obrigatória do caldo verde. É especialmente conhecida a de Avintes
  • saborear a posta mirandesa, típica da região de Miranda do Douro
  • deliciar-se com um prato de cabrito no forno com arroz de forno, presente em todo o norte de Portugal

O Porto e Norte de Portugal, onde se iniciou a fundação do país, é conhecido pelo caráter genuíno e franco das suas gentes e pela tradição de bem receber. Entre os seus atributos está uma gastronomia rica, acompanhada pelos excelentes vinhos da região.

A gastronomia regional lança mão dos seus recursos naturais, por isso o caldo verde, apreciado em todo o país, é uma sopa de couve que aqui teve raiz, graças aos férteis campos verdes da região. Na parte oeste, delimitada pelo mar, a frescura e qualidade do peixe tem lugar de destaque, como em toda a gastronomia portuguesa, que se orgulha de ter o melhor peixe do mundo, na opinião de conceituados chefs e gastrónomos internacionais. Mas no Porto e Norte, também nos rios, rápidos e abundantes, se pescam a truta, a lampreia e o sável que fazem as delícias dos apreciadores.

É uma região de boas pastagens pelo que aqui se criam bovinos cujas raças autóctones têm Denominação de Origem Protegida (DOP), como é o caso das raças Barrosã, Mirandesa, Maronesa e Arouquesa. Tal como o borrego Terrincho Transmontano ou os cabritos do Barroso. E também o porco marca presença com variedades regionais, não só nos enchidos de qualidade, como em pratos de rojões, sarrabulho ou nas tripas à moda do Porto, talvez o prato mais célebre da capital do norte. Onde há outro prato feito à base duma sanduíche de pão que é uma verdadeira instituição: a francesinha. Voltando ao porco é forçoso referir que nesta região de montanhas, sobretudo a noroeste, se situa a maior área de criação do porco bísaro. E os enchidos de Chaves ou de Mirandela têm fama por usar métodos tradicionais de fabrico. A alheira de Mirandela e Miranda do Douro é muito apreciada mas tem a particularidade de não ser feita com porco, já que se destinava à população judaica que aqui habitava na Idade Média. Na Feira do Fumeiro de Vinhais podemos adquiri-los todos.

Há ainda a caça e os pratos de cabidela. E há os pratos de bacalhau, presentes por todo o território nacional, mas que têm receitas nascidas a norte. É o caso do bacalhau à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, das receitas de bacalhau à minhota, à Margarida da Praça (Viana do Castelo), à Narcisa (Braga) e muitas outras. Em todas entra o azeite português, que em Trás-os-Montes tem uma zona de produção de grande qualidade.

Em termos vinícolas a região não podia ser mais abençoada: é percorrida pelo rio Douro, cuja paisagem de cultura da vinha é Património Mundial; a sua capital, o Porto - também património Mundial - deu nome ao vinho que daqui parte para todo o mundo; também aqui fica a região dos Vinhos Verdes e ainda a do Távora e Varosa. Com tão ilustre elenco, é claro que no Porto e Norte encontramos um vinho perfeito para harmonizar com cada prato. Para aperitivo, refeições leves, saladas, peixes e mariscos ou carnes brancas temos os vinhos verdes e os espumantes, também leves e frescos. Para outras carnes e pratos de sabores mais fortes, temos a vastíssima gama de vinhos robustos do Douro, originários sobretudo do Douro Superior.

E das outras sub-regiões do Douro temos as variedades Tawny, Colheita ou Vintage dos vinhos do Porto, que fazem de cada momento uma festa. Não esquecendo que em cada ocasião especial também podemos brindar com espumantes de grande qualidade, onde a região de Távora-Varosa tem longa tradição e fama.

Não podemos abandonar o Porto e Norte sem provar a doçaria. Em Braga tem destaque o Pudim Abade de Priscos, e em toda a região o leite-creme queimado, o toucinho do céu ou o arroz e a aletria doces. Em alguns doces regionais, sobretudo em Trás-os-Montes, entra o azeite ou o mel, que aqui têm títulos DOP.

Com paisagens de grande diversidade, seja integrados na história, na natureza verde ou sobre o azul do mar, a escolha é vasta mas sempre acertada.


Gastronomia dos Açores

Não deixe de…
  • visitar o Museu do Vinho dos Biscoitos na ilha Terceira
  • conhecer uma das fábricas-museu de chá e as plantações de ananases na ilha de São Miguel
  • ver como é feito o queijo da Ilha em São Jorge
  • fazer um piquenique num dos diversos miradouros existentes em todas as ilhas

As muitas receitas tradicionais da cozinha açoriana fazem as delícias dos apreciadores de boa comida. Aqui, o peixe e o marisco são abundantes e por isso para aqueles que gostam de saborear um delicioso peixe acabado de pescar, nos Açores encontram o paraíso.

Grelhados
, em caldeiradas ou em sopas – os peixes apresentam-se de variadíssimas formas. Mas não deixe de provar o atum, que nestas águas é cor-de-rosa, de sabor e texturas suaves, levemente salgado, e ainda capturado com linha e anzol. Ou o polvo, que aqui se aprecia sobretudo guisado em vinho de cheiro. Os Açores têm mariscos que em mais nenhum lugar encontra, como as lapas, cracas ou o cavaco, espécie de lagosta tenra e saborosa, que é quase pecado não provar. 

Nas carnes, há pratos típicos açorianos: o cozido das Furnas é único por ser cozinhado debaixo do solo, com o calor que a terra mantém naquele lugar da Ilha de S. Miguel. À hora certa podemos assistir à preparação da refeição junto à lagoa. Na ilha da Terceira o destaque vai para a alcatra, bem apaladada como manda a tradição e ainda nas restantes ilhas as diversas variações da receita de inhames com linguiça. 

O bolo lêvedo, originário das Furnas, é também bastante popular, podendo surgir a qualquer refeição, comendo-se simples ou com manteiga ou doce. Ou com mel dos Açores, cuja diversidade e riqueza da flora contribuem para a obtenção de um produto de alta qualidade e de Denominação de Origem Protegida. 


Gastronomia do Centro de Portugal

No Centro de Portugal deliciamo-nos com os sabores do mar e da montanha e com doces de comer e chorar por mais, tudo condimentado pelo caloroso acolhimento das populações que gostam de receber com mesa farta quem os visita. 

A costa oferece mariscos e peixes frescos que se saboreiam em ensopados e caldeiradas, destacando-se as enguias na região de Aveiro. No interior, os muitos rios e lagos fornecem outros tipos de peixe, como as trutas, que simplesmente grelhadas, são um manjar delicioso. 

Já o bacalhau, imprescindível na mesa de todos os portugueses, tem lugar de honra em Ílhavo. Diz-se que há mil e uma receitas para o confecionar, pelo que não devemos deixar de apreciar algumas. E entretanto aproveitar também para visitar o Museu Marítimo de Ílhavo e ver os navios antigamente usados na sua pesca - o Santo André e o Santa Maria Manuela -, já que assim ficamos a saber mais sobre esta dura faina que levava os corajosos marinheiros até aos mares distantes e gélidos da Terra Nova e Gronelândia, para pescar e salgar este pitéu.

Nos pratos de carne, salienta-se o leitão assado no forno, que atrai gentes de todo o país aos restaurantes da Bairrada. Mais a norte em Viseu, é a vitela assada à moda de Lafões que se evidencia nas ementas, e na região de Castelo Branco o destaque vai para o porco preparado de diversas formas - bucho recheado, maranhos e uma variedade de enchidos, cada um com sua distinção. O cabrito assado no forno apresenta-se por toda a região e nas zonas serranas podemo-nos deliciar com a chanfana de cabra, cozinhada lentamente em vinho tinto. 

Os queijos têm um lugar importante na gastronomia da região. O ex-libris é sem dúvida o famoso Queijo da Serra, produzido na área da Serra da Estrela. De pasta semi-mole e amanteigado encontra-se ao longo de todo ano, mas para termos uma escolha mais diversificada e provar todas as variantes, nada como visitar as feiras que lhe são dedicadas nos meses de fevereiro e março. Mas há outros queijos a não perder como o Rabaçal da zona de Ansião e Penela, o de Castelo Branco, ou o picante da Beira Baixa de aroma intenso. Como a oferta é diversificada, não há que escolher, o melhor será trazer um de cada.

Quanto aos doces, em Aveiro é obrigatório comprar os ovos-moles embalados nas barricas de madeira ou envolvidos em massa de hóstia, para saborear durante um passeio na cidade ou trazer como oferta. Os ovos e o açúcar são também os ingredientes principais do pão-de-ló de Ovar e das castanhas de ovos de Viseu, outras delícias a não perder. E não devemos esquecer os pastéis – de Tentúgal, de Vouzela ou de Santa Clara em Coimbra, são nomes a fixar para pedirmos nas pastelarias.

Todas estas especialidades têm por base produtos regionais de excelente qualidade. Alguns deles, podemos experimentar e trazer connosco, como o Azeite da Beira Baixa que tem denominação de origem protegida, ou o mel que se produz na área da Naturtejo, na Serra da Lousã e em muitas outras serras. E no tempo das cerejas todos os caminhos vão dar à Cova da Beira, uma das principais áreas produtoras deste delicioso fruto. São apenas alguns exemplos do muito que podemos experimentar, mas há sempre outros aromas e sabores à nossa espera.


Gastronomia do Algarve

Do mar vêm peixes e mariscos fresquíssimos, os principais ingredientes na cozinha algarvia. Juntam-se-lhes legumes e frutos a que o sol sublimou os sabores, e estão reunidos os elementos para uma experiência gastronómica que não vamos esquecer. 

E podemos começar por aquilo que o oceano fornece. Pelo marisco: amêijoas, ostras, conquilhas e berbigões que cozinhados na chapa ou na frigideira são deliciosos. Uns perceves ao natural numa praia da costa vicentina, o arroz de lingueirão, a feijoada de búzios, o xerém de conquilhas e a açorda de marisco são outros exemplos de fazer crescer água na boca. Muito procurada é a famosa receita de amêijoas na cataplana, um dos pratos tradicionais mais apreciados, cujo segredo está na utilização deste recipiente de cobre, de origem árabe, que retém todo o sabor e aroma dos alimentos nele cozinhados. Para acentuar os paladares, não há melhor do que um pouco de sal das salinas da região, sobretudo a sua “nata” – a flor de sal. Para além dos muitos restaurantes onde se podem provar estas especialidades, no verão há festivais de marisco em Olhão e Faro, bem perto da Ria Formosa, onde ele é mais abundante. 

Mas qualquer peixe fresco, grelhado lentamente no carvão à maneira dos pescadores pode ser um autêntico manjar dos deuses. E há outros pratos, como os carapaus alimados e a sardinha assada que se come em todo o lado, mas tem fama em Portimão. É deliciosa a pingar no pão ou acompanhada com uma salada montanheira, feita com tomate a que os orégãos acrescentam um gosto especial. Do bife ou da estupeta de atum de Tavira, ao polvo, que em Santa Luzia se aprecia de diversas formas - estufado em vinho, panado, grelhado, com arroz ou simplesmente assado no forno -, passando pelas deliciosas lulinhas e choquinhos, o Algarve é exímio nestes cardápios. 

No barrocal, zona de transição entre a serra e a costa, a alimentação é diferente consumindo-se mais carnes, como a galinha cerejada, o cozido de grão, ou os enchidos que em São Brás de Alportel e em Querença têm honras de feira e festa. Aqui a agricultura é uma das atividades principais, e as árvores, que dão os frutos indispensáveis no fabrico de licores e doces tradicionais, acrescentam uma beleza singular aos campos quando estão em flor, sendo a amendoeira em fevereiro uma das imagens emblemáticas do Algarve. 

Se a laranja se consome ao natural ou em sumo, as amêndoas, os figos e a alfarroba são usados na confeção dos doces tão apreciados. Como o dom rodrigo que se apresenta embrulhado em folhas de estanho coloridas, ou o morgado, usualmente enfeitado com motivos regionais e flor de amendoeira, e o maçapão, os bolinhos de massa dura de amêndoa que reproduzem os mais diversos frutos e legumes. E há outras especialidades a não perder como os figos cheios, ou os queijos e trufas de figo. Já a aguardente de medronho ou de figo e o licor de amêndoa amarga são excelentes digestivos no final de uma boa refeição. 

De facto o melhor do Algarve serve-se à mesa. Numa simples esplanada de praia ou nos restaurantes mais requintados liderados por Chefs de gabarito mundial, é uma experiência a não perder, e a repetir muitas vezes!


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais