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Gastronomia e Vinhos

É o mar que imprime a característica mais marcante à culinária portuguesa. Saboreamos um simples peixe grelhado, sempre fresquíssimo, tal como o marisco que abunda em todo o litoral, e temos a certeza de que estamos em Portugal. Porque é aqui que se encontra o melhor peixe do mundo! Mas cataplanas, caldeiradas ou outras formas de cozinhar o nosso peixe e marisco também são escolhas acertadas.

Em pratos de carne, uma sugestão de todo o país: o cozido à portuguesa mistura carnes, legumes e enchidos variados, cozidos de forma suculenta. Temos excelentes carnes DOP de norte a sul de Portugal, seja de vitela, de porco ou de cabrito. E ainda legumes e frutas que conservam o gosto de antigamente, alguns também com origens DOP, até porque muitos provêm de produções de tipo biológico.

O azeite português, de grande qualidade, está sempre presente e integra todos os pratos incluindo as receitas de bacalhau (dizem que há 1001!), em que somos exímios na forma de o preparar e apreciar.

Cada prato tem um vinho certo para companhia. É que temos vinhos em todo o país, e se o Porto tem fama, os tintos de mesa do Douro, do Alentejo e tantos outros não têm menos distinção.

E os queijos! Basta referirmos o Serra, mas todos os do Centro de Portugal, do Alentejo ou dos Açores são deliciosos.

Os doces, com raízes nos muitos conventos onde eram preparados, fazem-nos ainda hoje ""dar graças aos céus"". E não podemos deixar de provar um pastel de nata. Vai sempre bem com o café, que tomamos expresso.

No fim brindamos com um Porto ou um Madeira, os vinhos generosos que há séculos nos representam em longínquas paragens. Ou então brindamos com um excelente espumante produzido em Portugal, assinalando assim uma refeição memorável que chefs talentosos nos proporcionam um pouco por todo o país.

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N1014

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Prato de bacalhau

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Gastronomia e Vinhos

Gastronomia do Alentejo

Não deixe de…
  • saborear um gaspacho
  • provar os vários pratos de migas e as açordas
  • acompanhar a refeição com um bom vinho da região
  • deliciar-se com um queijinho regional

A criatividade e a imaginação na utilização de ingredientes muito simples fizeram da gastronomia alentejana uma surpresa de sabores e uma prova da hospitalidade dos alentejanos.

Em tempos, foi uma região de trigo e de grandes planícies onde as varas de porcos pastavam livremente nos montados e olivais. Por isso, o pão, o porco e o azeite tornaram-se a base de uma das mais gostosas cozinhas de Portugal, numa suave combinação com ervas aromáticas como os coentros, a salsa, o rosmaninho, os orégãos, o poejo ou a hortelã.

Uma das delícias regionais são os pequenos pratos de petisco. Seja como entrada ou para uma degustação de especialidades, os ovos mexidos com espargos selvagens, os pimentos assados, os torresmos ou as migas de vários sabores e combinações são uma tentação.

A sopa, que pode ser o prato principal, é obrigatória. Pode ser um gaspacho, servido frio, ou uma sopa de cação, de bacalhau ou de tomate com linguiça, feitas com pão. A que não se pode mesmo deixar de provar é a mais simples de todas: a açorda alentejana, que se faz com água, azeite, alho, ovo escalfado, pão e coentros. Também de pão, são feitas as migas que acompanham as carnes de porco fritas ou o bacalhau desfiado, por exemplo.

No litoral, vale a pena experimentar o peixe fresco da costa ou outras especialidades como os percebes ou os pratos com amêijoa, como a carne de porco à alentejana.


Rota dos Vinhos Verdes

Não deixe de…
  • fazer uma prova de vinho, visitar as vinhas e a adega nas quintas que o permitem
  • provar o vinho e adquirir uma garrafa no Solar do Alvarinho, em Melgaço

No extremo noroeste de Portugal, a Rota dos Vinhos Verdes conduz-nos por uma paisagem também ela de cor verde, dividida em pequenas parcelas que ocupam toda a região do Minho e se prolongam a sul até ao rio Vouga.

O vinho verde, único no mundo, é um excelente motivo para descobrir a região. O seu nome estará ligado à cor predominante da região em que se produz ou à acidez que lhe é peculiar, como se as uvas fossem colhidas verdes. Porém, branco ou tinto, é um vinho leve que se bebe fresco e acompanha bem peixes e mariscos, abundantes no litoral. O branco, o mais apreciado e conhecido, é especialmente aromático e refrescante, bebe-se com agrado como aperitivo, com saladas, petiscos ou numa simples pausa num dia de calor.

As vinhas, que se concentram sobretudo ao longo dos rios, sofrem a influência do Atlântico e, na sua procura do sol, as videiras entrelaçam-se nas árvores, trepam em latadas e bordam campos pontuados por típicos espigueiros. Distribuem-se por nove sub-regiões (de norte para sul): Monção e Melgaço; Lima; Basto; Cávado; Ave; Amarante; Baião; Sousa e Paiva.


Vinhos do Centro de Portugal

Com uma grande diversidade de paisagens e de condições climáticas, o Centro de Portugal produz vinhos de excelente qualidade que vão bem com a gastronomia da região. 

Vinhos da Bairrada
Situada na faixa litoral entre o Oceano e a Serra do Buçaco, a região da Bairrada sofre a influência do Atlântico com chuvas abundantes e temperaturas suaves. Este clima fresco e húmido dá origem a uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica, ideais para a produção de vinhos espumantes. Foi nesta região que em 1890 se produziu este tipo de vinho pela primeira vez em Portugal, que sobretudo na variedade “Bruto” acompanha na perfeição o leitão assado, que é a especialidade gastronómica regional.

Na Bairrada produzem-se ainda vinhos brancos, de cor citrina e aroma frutado, tintos, de cor granada a rubi, que toma reflexos acastanhados com o envelhecimento, e aguardentes bagaceiras. Podemos ficar a conhecer melhor a história destes néctares no Museu do Vinho da Bairrada na Anadia, ou visitando as quintas e adegas onde eles são produzidos, em ambientes tradicionais, ou espaços contemporâneos desenhados por arquitetos de renome. 

Vinhos do Dão
No interior, o Rio Dão dá nome a uma região vinícola que foi a segunda a ser demarcada em Portugal em 1908. Estes vinhos já eram no entanto reconhecidos pela sua excelência desde a fundação do reino no século XII, quando a agricultura era dinamizada pelo clero, sobretudo pelos monges de Cister. Cultivadas em solos xistosos ou graníticos, as vinhas do Dão estão dispersas nesta área montanhosa sendo protegidas dos ventos atlânticos pelas serras do Buçaco, Caramulo, Montemuro e Estrela. 

Os vinhos têm um teor alcoólico de 12º e envelhecem bem, até mesmo em garrafa. Os brancos têm uma cor citrina e aroma frutado e os tintos de cor rubi, são encorpados com uma consistência aveludada, e com o tempo adquirem um bouquet acentuado. Para apreciarmos melhor estas características nada como visitar o Solar do Vinho do Dão em Viseu, instalado no antigo Paço episcopal do Fontelo, ou as adegas produtoras, que se espalham pelos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas, Tondela, Sátão, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão e Carregal do Sal. 

Vinhos da Beira interior
Encontramos ainda outra região vinícola com denominação de origem controlada: a Beira interior que integra as sub-regiões de Castelo Rodrigo, Cova da Beira e Pinhel. Aqui, as vinhas são cultivadas nas montanhas entre os 400 e os 700 metros, num clima agreste em que as temperaturas atingem valores negativos no inverno em contraste com os verões quentes e secos. A combinação destes fatores dá origem a vinhos com muita frescura, em que são utilizadas uma grande variedade de castas permitindo a descoberta constante de novos aromas e sabores.

Esta descoberta, como vimos, pode aliás ser um bom pretexto para conhecer melhor toda a região conjugando os verbos provar, saborear e brindar! 


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