Castelo de Vide
Quinta Serra de São Mamede
Turismo no Espaço Rural
Hotel Sol e Serra
Hotelaria
Hotel Castelo de Vide
Hotelaria
Hotel Casa do Parque
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INATEL Castelo de Vide Jardim Hotel
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Caraterizada, pela alvura das fachadas, Castelo de Vide é uma das regiões mais bonitas do Alentejo, situada no Parque Natural da Serra de São Mamede. O burgo medieval, o castelo, o forte de S. Roque, a judiaria, a sinagoga medieval, as portas e janelas ogivais, as muralhas que envolvem a vila e dentro do perímetro destas, em pleno centro urbano, o INATEL Castelo de Vide Jardim Hotel ***.
Nesta Vila do Alto Alentejo, descubra em ruas e ruelas, a judiaria, fontes, igrejas, portais góticos, casas nobres, deguste a rica gastronomia alentejana, conheça a historia e produtos regionais, observe a vasta fauna e flora.
Dispõe de 21 quartos, bar, restaurante e wi-fi gratuito.
7320-138 Castelo de Vide
Festival Terras sem Sombra
Eventos em Destaque
Aprecie o melhor da música sacra em alguns dos mais belos monumentos do Alentejo, numa visita às tradições e às raízes históricas da região.
Para além de divulgar o talento de compositores, intérpretes e artistas de reconhecimento internacional, o Festival Terras sem Sombra, este importante festival de música sacra em Portugal é também uma oportunidade para conhecer algumas das igrejas que fazem parte do património monumental do Alentejo.
Tendo a música como tema central, o festival integra também conferências temáticas, visitas guiadas, ações direcionadas para as artes e para a cultura, bem como um espaço de atividades paralelas onde se destaca a conservação da natureza e a salvaguarda da biodiversidade.
Datas e Locais:
28 fevereiro e 1 março - Arronches
28 março - Santiago do Cacém
18 e 19 abril - Ferreira do Alentejo
2 e 3 maio - Grândola
16 e 17 maio - Mértola
13 e 14 junho - Viana do Alentejo
27 e 28 junho - Gavião
11 e 12 julho - Coruche
12 setembro - Vila Nova de Milfontes (Odemira)
26 e 27 setembro - Vidigueira
24 e 25 outubro - Sousel
7 e 8 novembro - Castelo de Vide
21 e 22 novembro - Beja
5 e 6 dezembro - Alcácer do Sal
Posto de Turismo - Castelo de Vide
Postos de Turismo
A Páscoa em Castelo de Vide
Outros
A Páscoa em Castelo de Vide é um dos maiores eventos locais e torna-se particularmente interessante pela forma como se associaram às práticas católicas elementos da cultura judaica, testemunhos do passado histórico. As celebrações dividem-se em dois momentos: desde o Domingo de Ramos até à 6ª Feira Santa e desde a noite de 6ª Feira até à 2ª Feira de Páscoa, quando a festa revela as influências judaicas. Os rituais ainda se mantêm, embora para muitos praticantes já tenham perdido o sentido religioso inicial.
No Domingo de Ramos celebra-se a Bênção dos Ramos e a Procissão dos Passos do Senhor. Na 5ª Feira Santa, há a Missa da Ceia do Senhor com o Ofertório Solene do Vinho, da Cera e do Trigo para a celebração da Santa Missa durante todo o ano. À noite fica em exposição e adoração o Santíssimo Sacramento. 6ª Feira Santa é o dia da celebração da Paixão do Senhor, com a Adoração da Santa Cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão e ao fim da tarde a Procissão do Enterro do Senhor.
Na manhã do Sábado de Aleluia há a habitual Benção dos Cordeiros, em que os pastores invadem o centro da vila com os seus rebanhos, para serem benzidos e depois vendidos. Os animais comprados são mortos nesse dia segundo as práticas judaicas, embora muitas pessoas o façam na véspera, antes do pôr do sol como vem nas Escrituras. Os animais ficam expostos à porta de casa e as peles são limpas e vendidas aos artesãos locais. Farão ainda parte da rica ementa pascal, terminando o jejum da Quaresma.
À noite, celebra-se a Vigília Pascal com a Bênção do Lume Novo e da Água Batismal , Eucaristia e anúncio da Ressureição do Senhor. À saída da igreja, assiste-se a um ritual interessante. Algumas pessoas aproximam-se e pedem perdão em segredo, numa reminiscência da festa judaica do Grande Perdão designada por Kippour. No fim da missa, o Cortejo da Aleluia começa dentro da Igreja Matriz e sai a percorrer as ruas principais, acompanhado pela banda filarmónica e pela música dos carrilhões da igreja. É um dos momentos mais impressionantes de toda a festa pascal pois todos os presentes levam chocalhos e campainhas que tocam a acompanhar a cerimónia e depois o cortejo.
O Domingo de Páscoa começa com a Procissão da Ressureição, com um percurso e hierarquia pré-estabelecidos. Conta com a presença das várias associações e instituições locais e com a representação das atividades comerciais mais antigas (carpinteiros, sapateiros, ferreiros, pedreiros, etc.) e mais recentes. A Missa Solene na Igreja Matriz encerra as celebrações. Neste dia a população faz as suas ofertas para ajudar a cobrir as despesas da Semana Santa.
Na 2ª Feira de Páscoa é feriado municipal em Castelo de Vide pois comemora-se a Festa de Nossa Senhora da Luz. De manhã há missa na Igreja da Senhora da Luz e à tarde a Banda percorre a vila convidando a população para o lugar da festa onde se faz a venda de Ramos, a quermesse e o bar.
Durante toda a Semana Santa a Câmara Municipal promove várias atividades culturais.
A Judiaria de Castelo de Vide
Outros
A melhor forma de conhecer a Judiaria de Castelo de Vide é fazer um passeio a pé.
A partir da praça principal D. Pedro V, siga pela Rua de Santa Maria até ao Castelo, que poderá aproveitar para visitar. Desça depois pela encosta Norte (lado esquerdo) e descubra as marcas de um tempo passado mas que aqui permaneceram de forma subtil.
As ruas, de traçado medieval, revelam na toponímia a presença judaica: a Rua da Judiaria, a Rua Nova, onde viviam os judeus convertidos designados por cristãos-novos, a Rua do Arçário, o tesoureiro da comunidade, e a Rua das Espinosas, em honra do filósofo do séc. XVII Spinoza, filho de um habitante de Castelo de Vide.
Na Judiaria, repare nas casas. No piso térreo, duas portas comunicam com o exterior. Normalmente de granito, uma dá para a loja onde se desenvolvia a atividade comercial e outra para umas escadas que dão acesso aos dois pisos superiores, de habitação. Nas portas que ainda conservam a estrutura gótica ogival, podemos ver símbolos esculpidos e, na ombreira do lado direito, pequenas fendas escavadas com cerca de 10 cm. São as "mezuzot" (plural de "Mezuzah"), sinais evidentes do culto hebraico, onde os judeus punham um pequeno pergaminho afirmando a profissão de fé, com o nome de Deus escrito num dos lados e no outro o Shemah, nome dado à primeira frase do Livro do Deuterónimo que significa "escuta".
No cruzamento da Rua da Judiaria com a Rua da Fonte fica a antiga Sinagoga, local de reunião da comunidade e também escola judaica. Ao que se sabe, era uma simples casa no séc. XII, tendo sido transformada em templo no séc. XIV. No século XVI, com o Édito de expulsão dos judeus, voltou a ser uma casa de habitação. Dentro de uma parede foram encontrados um tabernáculo e uma pianha, confirmando a sua antiga função. O tabernáculo, dividido em dois espaços, servia para guardar os manuscritos sagrados e os santos óleos utilizados nas práticas religiosas. A pianha, do lado esquerdo, era utilizada para pousar as Sagradas Escrituras.
Ainda na Judiaria, a primeira casa da Rua do Arcário conta mais uma história. Aí morava a parteira ou "abafadeira", assim chamada pelo seu poder de dar ou tirar a vida. Na janela mais alta, ainda se veem os apoios de granito de um estendal onde se punham os panos do parto, dando assim conta do que se ia passando a quem esperava cá fora.
Ao descer pela encosta Norte, o passeio terminará inevitavelmente no agradável largo onde fica na Fonte da Vila, um dos limites da judiaria.
Fonte da Vila
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