www.visitportugal.com

Porto e Norte

O Porto, cidade Património Mundial, é a grande porta de entrada e pode ser ponto de partida para uma viagem pela diversidade natural e cultural da região. É conhecido pelo vinho que daqui parte para todo o mundo, mas também pela Escola de Arquitetura, donde saíram os nomes de Álvaro Siza Vieira e Souto de Moura, ambos Prémios Pritzker. E ainda por um património que sabe combinar a antiguidade de igrejas e monumentos, como a Sé ou a Igreja de S. Francisco, com a contemporaneidade de edifícios marcantes como a Casa da Música, o Museu de Serralves e outros.

O rio Douro atravessa a região. Entra em Portugal apertado entre as ravinas e montanhas do interior para percorrer toda a paisagem do Património Mundial onde se cultivam os vinhos do Porto e do Douro. Ali se cruza o vinho que segue até às Caves de Gaia e os cruzeiros que visitam a região.

Nesta zona de montanhas e Parques Naturais, o património espalha-se por castelos, como o de Guimarães, ou por santuários e igrejas que no verão são palco de romarias. Ao lado de ermidas rurais encontramos o barroco do Norte de Portugal feito de granito e talha dourada. Em cidades que souberam preservar a escala humana, como Viana do Castelo, Braga, Lamego, Chaves ou Vila Real, ou em solares e casas senhoriais, encontramos o português mais autêntico, aquele que gosta genuinamente de receber, de partilhar a sua mesa e as tradições. No Porto e Norte de Portugal vive-se de forma natural a alegria e a gratidão por tudo o que temos e somos.

Galeria Videos: 

Codigo Interno: 

N1001

Imagem destaque: 

Casa da Música

Imagem pesquisa: 

Porto

Tab Genérica: 

Nome da Tab: 

Saiba mais

Descrição do Conteúdo: 

Detalhes de Região / Localidade: 

Porto e Norte

Coordenada X: 

-7.65

Coordenada Y: 

41.49

Zoom Mapa: 

6

Caminho Português de Santiago - Caminho Central

O mais percorrido Caminho Português de Santiago é o Caminho Central, que passa por Lisboa, Coimbra e o Porto. Está totalmente assinalado desde Lisboa com as inconfundíveis setas amarelas que marcam os Caminhos de Santiago e, por vezes, com uma vieira amarela sobre fundo azul, o símbolo oficial.

Mas em Portugal existem vários Caminhos de Santiago, sempre de sul para norte, já que Santiago de Compostela fica na Galiza, a 120 km da fronteira de Valença, ao norte de Portugal.

A sul de Lisboa o Caminho não está ainda sistematicamente assinalado, mas sabe-se que também era percorrido na Idade Média pelos peregrinos, nomeadamente desde o Cabo de S. Vicente até Santiago do Cacém, num troço que hoje é conhecido como o Caminho Histórico da Rota Vicentina. A Rota Vicentina faz parte da Grande Rota GR11/E9 que passa por Lisboa.

O Caminho Central passa pelas seguintes localidades (distâncias aproximadas):

DE LISBOA A SANTARÉM

1. Lisboa > Alhandra, 33km
Lisboa > Sacavém > Alpriate>Póvoa de Santa Iria > Alverca > Alhandra  

2. Alhandra > Azambuja, 24km
Alhandra > Vila Franca de Xira > Carregado > Vila Nova da Rainha > Azambuja 

3. Azambuja > Santarém, 32km
Azambuja > Aeródromo > Reguengo > Valada > Porto de Muge > Omnias > Santarém 


DE SANTARÉM A TOMAR

4. Santarém > Golegã, 30,5 Km
Santarém > Vale Figueira > Pombalinho > Azinhaga (terra natal de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998) > Golegã

5. Golegã > Tomar, 22km
Golegã > S. Caetano (Quinta da Cardiga) > Vila Nova da Barquinha > Atalaia  > Grou > Asseiceira > Santa Cita > Tomar

DE TOMAR A COIMBRA

6. Tomar > Alvaiázere, 32 km
Tomar > Ponte de Peniche > Casais > Soianda > Calvinos > Ponte de Ceras > Tojal > Cortiça > Feteiras > Alvaiázere

7. Alvaiázere > Rabaçal, 33km
Alvaiázere > Laranjeiras > Venda do Negro > Casal Soeiro > Ansião > Netos > Venda do Brasil > Santiago da Guarda > Alvorge > Ribeira Alcalamouque > Rabaçal

8. Rabaçal > Coimbra, 32km
Rabaçal > Zambujal > Fonte Coberta > Poço > Conímbriga > Orelhudo > Cernache >Palheira > Cruz de Marouços > Coimbra 


DE COIMBRA AO PORTO

9. Coimbra > Mealhada, 23km
Coimbra > Adémia de Baixo > Trouxemil >  Adões> Sargento Mor > Santa Luzia > Lendiosa > Mealhada 

10. Mealhada > Águeda, 31km 
Mealhada > Sernadelo > Alpalhão > Aguim > Anadia > Arcos > Avelãs de Caminho > Aguada de Baixo > Águeda

11. Águeda > Albergaria-a-Velha, 19,5km
Águeda > Mourisca do Vouga > Serém de Cima > Albergaria-a-Velha 

12. Albergaria-a-Velha > Oliveira de Azeméis, 23km
Albergaria-a-Velha >  Albergaria-a-Nova > Pinheiro da Bemposta > Bemposta > Oliveira de Azeméis 

13. Oliveira de Azeméis > Grijó, 33,5 Km
Oliveira de Azeméis > Santiago de Riba-Ul > Cucujães > S. João da Madeira > Malaposta > Lourosa > Moselos > Grijó 

14. Grijó > Porto 23,5km
Grijó > Perosinho > Vila Nova de Gaia > Porto


DO PORTO A VALENÇA

15. Porto > São Pedro de Rates, 37 km 
Porto > Araújo > Maia > Vilar do Pinheiro > Mosteiró > Vilarinho > Ponte de Ave > São Miguel dos Arcos > São Pedro de Rates 

16. São Pedro de Rates > Barcelos, 17km
São Pedro de Rates > Pedra Furada/Goios > Pereira > Barcelinhos > Barcelos 

17. Barcelos > Ponte de Lima, 34km 
Barcelos > Vila Boa > São Pedro de Fins/Tamel > Ponte das Táboas > Outeiro > Grajal > Reborido > Vitorino dos Piães > Anta > Pedrosa > Ponte da Senhora das Neves > Ponte de Lima 

18. Ponte de Lima > Rubiães, 22Km 
Ponte de Lima > Arcozelo > Ponte da Geira > Ponte do Arco > Alto da Portela/Labruja > São Roque > Rubiães 

19. Rubiães > Valença, 17km 
Rubiães > São Bento da Porta Aberta > Gontomil > Fontoura > Paços > Pedreira > Tuído > Arão > Valença  

 


Parque Biológico de Vinhais

Parque Biológico de Vinhais

Zoos e Aquários

O Parque Biológico de Vinhais é um equipamento público instalado pela Câmara Municipal de Vinhais, em pleno Parque Natural de Montesinho.

Tem como finalidade a interpretação da paisagem da região nas suas componentes naturais (fauna, flora e geologia), culturais e históricas; a conservação da natureza, a promoção da biodiversidade e o ecoturismo.

Contactos

Morada:
Rua das Freiras, nº 13
5320 Vinhais
Telefone:
+351 273 771 040 / 933 260 304
Fax:
+351 273 771 040


Calcular
É necessário seleccionar um ponto de partida.

Termas no Porto e Norte de Portugal

Não deixe de…
  • visitar as cidades de Monção e Melgaço e provar o vinho alvarinho
  • visitar outras cidades à beira do rio Minho: Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha
  • visitar, à beira do rio Lima, as cidades de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Ponte da Barca
  • visitar Arcos de Valdevez, à beira do rio Vez, ou Barcelos à beira do Cávado
  • visitar Braga, cidade de rico património
  • visitar localidades emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, como Lindoso, Soajo, Castro Laboreiro, e as suas barragens
  • fazer um passeio pelo Douro para conhecer cenários de grande beleza paisagística

A região do Porto e Norte é particularmente rica em Termas, com águas que brotam da terra por vezes a alta temperatura, cujos efeitos terapêuticos são bem reconhecidos.

Nalguns casos os seus benefícios são conhecidos desde a Antiguidade, como nas Termas de Caldelas, São Vicente, das Taipas ou em Chaves, assim designada graças ao nome do Imperador romano Flávio Vespasiano e suas legiões, que já utilizavam estas fontes naturais de bem-estar há 2000 anos. Outras águas são conhecidas desde a Idade Média, como as das Caldas da Saúde e das Caldas de Aregos.

Se as estâncias termais baseiam ainda hoje os seus programas nas propriedades mineromedicinais das águas, é bem verdade que hoje oferecem também programas complementares de saúde e bem-estar que se destinam aos mais diversos fins. Através de duches, banhos, massagens e muitas outras técnicas atuais, encontramos nestes modernos equipamentos programas de relaxamento, tratamentos revitalizantes, de estética e muitos outros, de curta ou mais prolongada duração, com o objetivo de reequilibrar o corpo e a mente. Com bom clima todo o ano, são locais de repouso e bem-estar que promovem a saúde, contribuindo para descontrair e melhorar a qualidade de vida.

Além disso, estas unidades situam-se todas em ambientes naturais de grande inspiração e beleza, que só por si induzem paz e tranquilidade. Basta referir as várias termas existentes no verde Minho, nomeadamente no Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde flora e fauna contribuem para nos inebriar de frescura e beleza. Aqui podemos observar cavalos selvagens e costumes tradicionais que nos fazem regredir no tempo e mergulhar na natureza.

Muitos destes balneários termais ficam no interior de reputados complexos hoteleiros, alguns centenários mas exemplarmente remodelados, outros com modernos spas, havendo nomes maiores da arquitetura mundial que lhe estão associados, como é o caso de Siza Vieira nas Termas de Pedras Salgadas e no Spa de Vidago. Outros possuem parques naturais com rica vegetação e integram no cenário envolvente motivos vários que enriquecem a estadia, desde percursos pedestres a monumentos ou mesmo um campo de golfe de 18 buracos, como também acontece em Vidago.

Uma grande parte fica junto a rios que lhes acrescentam pitoresco e complementam os momentos de fruição. Desde logo o Douro, cenário duma paisagem classificada Património Mundial pela Unesco. Ou ficam perto de cidades cujos centros históricos merecem visita, entre eles Guimarães ou o Porto, também classificados Património Mundial.

No total, nesta região encontramos quase duas dezenas de resorts termais à espera de ser fruídos por quem quiser um programa holístico ou um programa específico de acordo com as caraterísticas minero naturais das águas de cada nascente. Enquadrados e complementados por aromas e sabores de campo, aqui mergulhamos em ambientes naturais em estado puro, verdadeiros refúgios que nos ajudam a recuperar a harmonia e a vitalidade.


Albufeira do Azibo

São muitas as aves migratórias que rumam em direção à Albufeira do Azibo no Nordeste de Portugal. O que será que tanto as atrai?

Será a tranquilidade desta Paisagem Protegida? Ou a transparência das águas da albufeira onde convivem várias espécies de peixes e anfíbios? Talvez seja a exuberância da vegetação em que se destacam orquídeas silvestres de todas as cores.

Este é um lugar de eleição para os observadores de aves, pois podem avistar uma grande diversidade de espécies, que encontra aqui o habitat ideal para uma época ou para o ano inteiro. Os locais mais altos são os preferidos das temidas águias ou das simpáticas cegonhas-brancas, algumas delas residentes. Já o tartaranhão-caçador, que chega em março para ficar até setembro, nidifica no solo e é conhecido pelos seus voos rasantes com manobras acrobáticas. A animação está a cargo dos irrequietos maçaricos-das-rochas e dos ruidosos mergulhões-de-crista, que na companhia de outras aves como os patos-reais, as garças, ou os corvos-marinhos-de-faces-brancas no inverno e os borrelhos-pequenos-de-coleira no verão, fazem das margens da lagoa a zona mais concorrida.

Também são muitos os mamíferos que escolhem esta área protegida para viver. Talvez não seja possível avistá-los todos, já que lontras, raposas e texugos têm hábitos noturnos, mas nem que seja por breves instantes talvez consigamos avistar alguns corços, esquilos ou lebres.

Para explorar esta zona podemos percorrer os Trilhos do Azibo, uma rede de caminhos pedestres e ciclovias sinalizados, onde não faltam mesas de leitura e interpretação que nos ajudam a identificar a fauna e a flora. Também podemos apreciar os vestígios arqueológicos da pré-história à época romana, e admirar o colorido do folclore e artesanato, cujo expoente são os “Caretos”, curiosos disfarces com que os habitantes de Podence festejam o Carnaval.

Para aproveitar em pleno do microclima agradável que aqui se vive podemos experimentar remo, windsurf, canoagem ou simplesmente uns banhos na Praia fluvial da Fraga da Pegada, de qualidade reconhecida pela bandeira azul da Europa. Esta é também uma “Praia acessível”, designação que confirma a existência de equipamentos de apoio para pessoas de mobilidade reduzida, e que faz da Albufeira do Azibo uma área de lazer para todos e por todos muito apreciada.


Porto e Norte: A essência de Portugal

Porto e Norte: A essência de Portugal

Vídeos



Os Caretos de Podence

Os Caretos de Podence

Outros

Na aldeia de Podence, perto de Macedo de Cavaleiros e a 40 km de Bragança, o Carnaval é um dos eventos mais importantes do calendário anual. É quando aparecem os famosos Caretos de Podence, figuras diabólicas que nesta altura do ano têm autorização para se exibirem.

No Domingo Gordo e na 3ª Feira de Carnaval, os rapazes da aldeia encarnam misteriosas personagens vestindo trajes coloridos, feitos com colchas de franjas, e tapando a cara com máscaras de lata, madeira ou couro, de nariz pontiagudo. Prendem chocalhos e campainhas à cintura e cheios de energia percorrem a aldeia aos saltos e gritos, perturbando a calma diária. Um dos principais motivos das correrias é encontrar raparigas para dançar com elas e as "chocalhar". Assim se divertem, protegidos pelo anonimato. Os rapazes mais novos que seguem e imitam os caretos são chamados facanitos e asseguram a continuidade da tradição.

Na noite de Domingo Gordo realizam-se casamentos fictícios entre os rapazes e raparigas solteiros, numa cerimónia trocista. É um momento de humor, sem hipótese de reclamação por parte dos escolhidos. Na manhã do dia seguinte, a tradição manda que o rapaz vá visitar a rapariga que lhe calhou por sorteio, recebendo doces e vinho fino em gesto de agradecimento.

Em 1985, os Caretos de Podence organizaram-se e transformaram o grupo numa associação cultural, com o objetivo principal de preservar estes eventos tradicionais. Como símbolo da cultura do nordeste transmontano estes mascarados têm sido convidados a participar em vários acontecimentos culturais e recreativos ao longo do país, sobretudo quando é possível integrar a animação de rua.

Mais informação em www.caretosdepodence.pt. 



Visitar Braga

Não deixe de…
  • assistir à Procissão noturna do Senhor Ecce Homo nas Solenidades da Semana Santa
  • visitar o evento Bracara Augusta
  • visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês
  • visitar o Santuário de S. Bento da Porta Aberta ou o Santuário de Nossa Senhora da Abadia.

Sendo uma das mais antigas cidades do país, Braga é uma cidade vibrante, cheia de jovens que estudam nas suas universidades.

Construída há mais de 2000 anos, “Bracara Augusta” foi justamente fundada por Augusto, ficando numa das principais vias romanas da Península Ibérica, pois era sede administrativa do Império. A Diocese de Braga, província romana da Galécia, atual Galiza, é a mais antiga de Portugal e, na Idade Média, chegou a rivalizar com Santiago de Compostela em poder e importância. Aqui passava um dos Caminhos de Santiago, quando este culto começou a ter maior expressão, com a reconquista cristã e a fundação de Portugal.

A Sé Catedral é também a mais antiga do país e foi mandada construir no séc. XII pelos pais do primeiro rei de Portugal, D. Henrique e D. Teresa, que ali têm os seus túmulos. Braga continua a ser hoje um dos principais centros religiosos do país, onde as Festas da Semana Santa e do São João são ponto alto no calendário litúrgico e turístico.

Além do Tesouro-Museu da Sé, vale a pena visitar o Museu dos Biscainhos, instalado num palácio barroco, o período mais marcante no património de Braga, ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa, já que a cidade é rica também em vestígios da época romana. Propomos um passeio sem pressas pelo centro histórico para visitar algumas das muitas igrejas, apreciar o casario e edifícios históricos, como o Palácio do Raio, o Theatro Circo, o Arco da Porta Nova, ou tomar um café na emblemática Brasileira com vista para a azáfama da Avenida Central. Mas esta é considerada a cidade mais jovem de Portugal e entre as suas marcas contemporâneas destaca-se o Estádio Municipal de Braga, traçado por Souto Moura, um dos mais notáveis arquitetos portugueses, galardoado com o Prémio Pritzker. A fixação da Universidade e a qualidade da arquitetura contemporânea conferiram a esta cidade milenar uma imprevista modernidade.

Quem visita Braga não pode deixar de subir ao Santuário do Bom Jesus, um ícone da cidade, com o seu monumental escadório. No meio de espaços verdes, oferece uma excelente panorâmica sobre a cidade, tal como duas outras igrejas dos arredores: O Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, importante local de culto mariano do país, e ainda a Igreja de Santa Maria da Falperra. Fora do centro histórico, são também dignos de visita, pela sua beleza e importância histórica, o Mosteiro de São Martinho de Tibães e a Capela de S. Frutuoso de Montélios. No Parque Nacional da Peneda-Gerês, existem desportos náuticos na marina de Rio Caldo, um caminho romano marcado por marcos miliários designado Geira Romana, cavalos selvagens e um sem número de espécies botânicas que o tornam um local de natureza privilegiada.

Entre as especialidades gastronómicas de Braga é forço referir o Bacalhau à Braga, à Narcisa ou à minhota, o cabrito assado e o Pudim Abade de Priscos. No último fim-de-semana de maio, Bracara Augusta é um evento que recria a época romana com um mercado de época, acampamento militar, cortejos e gastronomia tradicional.


Vila Real

Não deixe de…
  • visitar a Feira dos Pucarinhos que se realiza pelo S. Pedro (29 Junho)

Situada no alto dum promontório, Vila Real conserva um casario aristocrático com casas armoriadas, janelas manuelinas e varandas tradicionais em ferro forjado.

É uma cidade antiga, situada junto à confluência dos rios Corgo e Cabril, enquadrada pelas Serras do Alvão e do Marão a oeste, e pela Serra de Montemuro, a sul. Cidade interior, tem uma avenida marginal sobre uma profunda ravina onde corre o rio Corgo. 

A Av. Carvalho Araújo, debruada por passeios de calçada portuguesa, atravessa a cidade e é rematada num dos topos pelo edifício dos Paços do Concelho, do séc. XIX. Mais à frente fica a Sé, gótica, e em frente, numa casa quinhentista com janelas manuelinas, está hoje instalado o Posto de Turismo.

Prosseguindo o passeio entre a avenida Carvalho Araújo e a avenida Marginal por entre casas senhoriais e ruas comerciais, encontra-se a parte mais viva e característica de Vila Real. Aqui ficam a Igreja da Misericórdia e a Igreja dos Clérigos, esta uma obra-prima do arquiteto italiano Nicolau Nasoni. No passeio vale a pena observar as varandas decoradas com grades de ferro e janelas emolduradas de granito, que formam uma galeria de arquitetura civil genuinamente portuguesa.


Rota do Vinho do Porto e Douro

Não deixe de…
  • participar nas vindimas, entre setembro e outubro, na maioria das quintas do Douro, especialmente nas vocacionadas para o enoturismo
  • participar em provas nas quintas produtoras de vinho
  • visitar as Caves de Gaia, onde o vinho do Porto envelhece
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

Nos anfiteatros grandiosos do vale do Douro, classificados Património Mundial, o homem fez nascer o vinho do Porto e vinhos de mesa de grande qualidade.

O vinho do Porto é o mais antigo embaixador de Portugal. Cultivado nos socalcos do Douro, tem a honra de pertencer a uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo, desde que em 1756 foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A sua missão era delimitar a região, registar as vinhas e classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade.

Aqui nascem também os vinhos de mesa do Douro, que nas últimas décadas têm adquirido grande notoriedade e projeção além-fronteiras graças à sua qualidade, tanto nos tintos como nos brancos e até nos rosés.

Inseparável do rio Douro que a percorre em vales profundos desde a fronteira com Espanha até perto do Porto, esta região de montanhas de xisto, com solos pobres e agrestes, foi transformada por ação do homem que plantou a vinha degrau a degrau. Verde no verão, cor de fogo no outono, a vinha deu lugar a uma paisagem única classificada pela Unesco.

Deixemo-nos pois encantar com a paisagem do Douro: os vales, a fita azul do rio serpenteando ao fundo, as vinhas em socalcos, o ar puro... Embora hoje já não se vejam os barcos rabelos transportarem o vinho rio abaixo, ele continua a descer o rio até ao Porto, onde envelhece nas vizinhas Caves de Gaia, e por isso herdou do local de partida para o resto do mundo o nome com que ficou famoso.

A região produtora está dividida em três áreas. A oeste, no Baixo Corgo, fica a capital do vinho do Porto, a cidade do Peso da Régua, onde devemos fazer uma visita ao Museu do Douro e ao Solar do Vinho do Porto, para provar e aprender mais sobre este néctar. O Pinhão já fica na sub-região do Cima Corgo, que concentra os mais afamados vinhos do Porto. Perto do Peso da Régua, fica o miradouro de São Leonardo de Galafura. Mas não menos empolgante é a paisagem que se pode admirar do miradouro de São Salvador do Mundo, já na margem sul e na sub-região do Douro Superior, junto a São João da Pesqueira.

A Rota do Vinho do Porto tem ainda a particularidade de se poder fazer de carro, comboio ou barco, uma vez que o rio é navegável do Porto a Barca de Alva, na fronteira com Espanha. Em jeito de passeio, podemos embarcar no cais de Gaia e seguir até à Régua, a mais importante estação ferroviária do percurso, onde se pode apanhar o antigo comboio a vapor e fazer uma viagem histórica. No Pinhão é forçoso conhecer os azulejos da estação, relacionados com a atividade vinícola, atravessar a ponte e percorrer as estradas ondulantes que bordejam o rio do lado sul.

E não podemos deixar de aproveitar para visitar algumas das muitas quintas produtoras de vinho do Douro e do Porto, algumas preparadas para o enoturismo. Onde haveria afinal melhor lugar para provar um cálice de Porto ou saborear um bom vinho do Douro à refeição? É que quase trezentos anos depois de o Marquês de Pombal decretar a demarcação desta zona vinhateira, para além do Porto também os vinhos do Douro sobem ao primeiro lugar em concursos internacionais. E sabem ainda melhor na terra que os produz.


A cidade do Porto, de onde se exportam os vinhos do Douro e do Porto, é Património Mundial e a mais comum porta de entrada para esta rota e vale do Douro.

Na margem norte do rio e com ligação direta à Régua, também a cidade de Vila Real merece uma visita, assim como o Palácio de Mateus, que fica nas imediações. A visitar ainda Lamego, também com ligação à Régua, mas já na margem sul. Fica aos pés do concorrido santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Também a sul, fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma enorme galeria de arte rupestre ao ar livre, classificada Património Mundial.


Rota do Românico

Não deixe de…
  • visitar Amarante, uma bonita cidade atravessada pelo rio Tâmega, onde se destaca a Igreja de S. Gonçalo e o Museu Amadeo de Sousa-Cardoso
  • desfrutar das esplanadas à beira do rio, onde pode provar os doces conventuais de Amarante
  • Em Felgueiras, provar o célebre pão-de-ló de Margaride

A Rota do Românico é um percurso por 58 monumentos localizados no norte de Portugal, junto aos rios Sousa, Douro e Tâmega.

Inclui mosteiros, igrejas e memoriais, pontes, castelos e torres que têm em comum a arquitetura românica caraterística desta região. No seu conjunto, situam-se afinal no centro dum triângulo cujos vértices são Património da Humanidade: o Porto, Guimarães e o Vale do Douro.

A Rota do Românico divide-se na realidade em 3 rotas que se ligam entre si por estrada, seguindo os vales dos rios: Rota do Vale do Sousa com 19 monumentos; Rota do Vale do Tâmega com 25 monumentos; e Rota do Vale do Douro, sensivelmente entre Castelo de Paiva e Resende, com 14 monumentos.

Esta região e o seu património arquitetónico estão indelevelmente associados ao início da nacionalidade portuguesa, já que aqui residiam famílias nobres que ajudaram os primeiros reis na Reconquista cristã do território que é hoje Portugal. Por outro lado, o clero e as ordens religiosas ajudavam a fixar as populações, razão por que num reduzido espaço se concentram igrejas, mosteiros e outros monumentos com caraterísticas arquitetónicas singulares, tendo muitas vezes assumido funções defensivas, marcadas por torres ameadas e contrafortes.

Igreja de São Vicente de Sousa - Felgueiras
Igreja de São Vicente de Sousa,  Felgueiras © Rota do Românico

O caráter peculiar deste legado histórico e artístico baseia-se entre outros motivos na decoração evidenciada por exemplo em portais de igrejas e conjuntos monásticos, onde o recurso a temas animalistas, vegetalistas ou geométricos, aliado a uma patente qualidade escultórica, confere uma visão de conjunto às edificações reunidas neste roteiro, tipificando-os no contexto do românico português. Por outro lado, embora datáveis na sua maioria entre os séc. XI e XIII, verifica-se que estas técnicas construtivas prolongaram-se no tempo, quando soluções góticas já predominavam noutras paragens, o que é mais uma particularidade da presente Rota do Românico.

Rota do Românico - Igreja de Tarouquela
Igreja de Tarouquela © Rota do Românico

Numa viagem pela história, a rota do Românico constitui um excelente ponto de partida para desfrutar de uma visita em pleno à região e a outras marcas de identidade regional como a gastronomia tradicional, os vinhos, as festas, os mercados onde se encontra o artesanato local ou o próprio contacto com as gentes. Sempre em comunhão com a natureza encontramos ainda trilhos e caminhos para passeios a pé ou de bicicleta. Para os mais afoitos o rio Paiva desafia-nos para experiências únicas, com descidas de rafting inesquecíveis.


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais