www.visitportugal.com

Porto e Norte

O Porto, cidade Património Mundial, é a grande porta de entrada e pode ser ponto de partida para uma viagem pela diversidade natural e cultural da região. É conhecido pelo vinho que daqui parte para todo o mundo, mas também pela Escola de Arquitetura, donde saíram os nomes de Álvaro Siza Vieira e Souto de Moura, ambos Prémios Pritzker. E ainda por um património que sabe combinar a antiguidade de igrejas e monumentos, como a Sé ou a Igreja de S. Francisco, com a contemporaneidade de edifícios marcantes como a Casa da Música, o Museu de Serralves e outros.

O rio Douro atravessa a região. Entra em Portugal apertado entre as ravinas e montanhas do interior para percorrer toda a paisagem do Património Mundial onde se cultivam os vinhos do Porto e do Douro. Ali se cruza o vinho que segue até às Caves de Gaia e os cruzeiros que visitam a região.

Nesta zona de montanhas e Parques Naturais, o património espalha-se por castelos, como o de Guimarães, ou por santuários e igrejas que no verão são palco de romarias. Ao lado de ermidas rurais encontramos o barroco do Norte de Portugal feito de granito e talha dourada. Em cidades que souberam preservar a escala humana, como Viana do Castelo, Braga, Lamego, Chaves ou Vila Real, ou em solares e casas senhoriais, encontramos o português mais autêntico, aquele que gosta genuinamente de receber, de partilhar a sua mesa e as tradições. No Porto e Norte de Portugal vive-se de forma natural a alegria e a gratidão por tudo o que temos e somos.

Galeria Videos: 

Codigo Interno: 

N1001

Imagem destaque: 

Casa da Música

Imagem pesquisa: 

Porto

Tab Genérica: 

Nome da Tab: 

Saiba mais

Descrição do Conteúdo: 

Detalhes de Região / Localidade: 

Porto e Norte

Coordenada X: 

-7.65

Coordenada Y: 

41.49

Zoom Mapa: 

6

Visitar Viana do Castelo

Não deixe de…
  • conhecer o Porto de Pesca, assistindo à partida dos barcos para a faina

Viana do Castelo é uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal. A sua participação nos Descobrimentos portugueses e, mais tarde, na pesca do bacalhau mostram a sua tradicional ligação ao mar.

A Viana do Castelo depressa se acede a partir do Porto, ou de Valença para quem vem de Espanha. Do monte de Santa Luzia pode observar-se a situação geográfica privilegiada da cidade, junto ao mar e à foz do rio Lima. Esta vista deslumbrante e o Templo do Sagrado Coração de Jesus, edifício revivalista de Ventura Terra, de 1898, podem ser o ponto de partida para visitar a cidade.

Viana enriqueceu-se com palácios brasonados, igrejas e conventos, chafarizes e fontanários que constituem uma herança patrimonial digna de visita. No Posto de Turismo pode-se pedir uma brochura e fazer percursos de inspiração manuelina, renascença, barroca, art deco ou do azulejo. Percorrendo algumas das ruas do centro histórico sempre se chega à Praça da República, o coração da cidade. É onde ficam o edifício da Misericórdia e o chafariz, quinhentistas, assim como os antigos Paços do Concelho. Não longe fica a românica Sé ou Igreja Matriz.

Virada para o mar que fez a história de Viana, uma igreja barroca guarda a imagem da Senhora da Agonia, da devoção dos pescadores. Sai todos os anos a 20 de agosto para abençoar o mar numa das festas mais coloridas de Portugal, onde são de referir a beleza e riqueza dos trajes típicos que desfilam nas festas.

É que Viana - conhecida também pela filigrana em ouro - tem sabido manter as suas tradições, como se pode ver no Museu do Traje (traje e ouro), no Museu Municipal (especial relevo para a típica louça de Viana que aqui se expõe) ou no navio Gil Eanes. Construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoiar a pesca do bacalhau, o navio aqui está de novo ancorado para memória das tradições marítima e de construção naval da cidade.

Mas Viana do Castelo é também considerada uma “Meca da Arquitetura” graças aos muitos e importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea que assinam equipamentos e espaços da cidade. É o caso da Praça da Liberdade de Fernando Távora, da Biblioteca de Álvaro Siza Vieira, da Pousada da Juventude de Carrilho da Graça, do Hotel Axis de Jorge Albuquerque ou ainda do Centro Cultural de Viana do Castelo, de Souto Moura, entre muitos outros.

Nas redondezas da cidade podemos fazer um passeio pela ciclovia litoral ou fluvial ou por um dos muitos trilhos assinalados, assim como praticar surf, windsurf ou kitesurf e bodyboard em praias de areia fina e dourada. E ainda fazer jet-ski, vela, remo ou canoagem no rio Lima


O Porto à noite

Não deixe de…
  • provar um cálice de Porto quando sair à noite
  • experimentar um Porto Tonic se preferir uma forma mais refrescante de conhecer este vinho licoroso

O Porto é uma cidade cheia de animação, cujas noites têm fama além-fronteiras.  

Nesta cidade cosmopolita encontramos restaurantes de todos os géneros para jantar, da cozinha tradicional à mais moderna cozinha de fusão a cargo de conceituados chefs. É um dado assente que se come muito bem no norte de Portugal e o Porto não é exceção. Desde a tasca mais simples ao restaurante mais sofisticado, tudo vai depender do nosso critério de escolha. Uma das especialidades do Porto é a célebre francesinha, uma sanduíche com vários recheios, coberta de molho, que não se encontra com facilidade no resto do país. Mas também são abundantes e recomendáveis os pratos de peixe e marisco frescos, assim como os de bacalhau, ou pratos de carne com destaque para “as tripas à moda do Porto” e o cabrito. Para entrada, é sempre apreciado um caldo verde, típico na região.

Depois de jantar há bares e discotecas com música para todos os gostos. Porém, se quisermos assistir a um concerto num ambiente irrepetível, não nos podemos esquecer da Casa da Música, cuja oferta variada atinge todos os públicos.

E há paisagens noturnas que não se podem perder. Claro que uma delas é a vista sobre o rio com as luzes da Ribeira e das Caves de Gaia refletidas na água, quer esteja num ou no outro lado do rio. É uma vista quase mágica, pelo que uma boa opção é jantar numa das margens, com vista para o outro lado e a ponte Luís I ao fundo. A Ribeira à noite fervilha de animação, sobretudo no bom tempo, com esplanadas e bares para todos os gostos.

Entre os locais especialmente conhecidos pela animação noturna, sobressaem, além da Ribeira, a Foz, alguns bares e locais carismáticos da Baixa portuense e, para estudantes e públicos mais jovens, a zona em volta dos Clérigos e da livraria Lello. Aqui, as Ruas da Galeria de Paris ou Cândido dos Reis são conhecidas pela sua oferta de bares e restaurantes, assim como a Praça Filipa de Lencastre, também na Baixa.

Na vida noturna do Porto reina a boa disposição e a animação prolonga-se até ao amanhecer, especialmente aos fins de semana.


Vale do Douro

Não deixe de…
  • visitar algumas das quintas produtoras de vinho que se dedicam ao enoturismo
  • pernoitar nos hotéis de inspiração vínica que existem no Porto e Vale do Douro
  • participar nas vindimas
  • fazer um cruzeiro ambiental no rio junto a Miranda do Douro
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

O Vale do Douro também podia ser chamado de vale encantado tal a beleza e encantamento que as suas paisagens oferecem.

Com partida do Porto, onde o rio desagua e onde desaguam também os vinhos do Douro (de mesa) e do Porto (vinho generoso) produzidos nas suas encostas, podemos conhecer de várias maneiras esta Paisagem Cultural, classificada Património Mundial: por estrada, de comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero. Nenhuma delas nos vai deixar indiferentes. 

Num percurso pelos Miradouros que oferecem as melhores vistas, teremos que cruzar o rio de norte para sul e vice-versa. Mas no caminho podemos admirar paisagens deslumbrantes sobre o rio e visitar vinhas, vilas e aldeias até chegar a Miranda do Douro, onde o rio entra em Portugal.

Começamos por visitar em Vila Nova de Gaia as caves onde o vinho do Porto envelhece. Ficamos a conhecer um pouco melhor este vinho aproveitando, como não poderia deixar de ser, para provar o precioso néctar. E no rio ainda hoje podemos apreciar antigos barcos rabelo, os únicos que transportavam o vinho das quintas produtoras até à foz antes da construção das várias barragens que tornaram o rio navegável.

No Peso da Régua, o Museu do Douro dá-nos a conhecer outra perspetiva da cultura do vinho e da região. Não longe, mas na margem sul, fica Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal, situada na base duma imensa escadaria de azulejos azuis e brancos que leva ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. No Pinhão, mesmo à beira do rio, a estação de caminhos de ferro é de visita obrigatória para ver os seus antigos azulejos dedicados à cultura da vinha.

Antes de chegar ao Pocinho, podemos fazer um desvio na margem sul para conhecer o castelo de Numão e apreciar a vista sobre o horizonte. Pouco mais a leste fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre classificada Património da Humanidade, assim como o respetivo Museu em Vila Nova de Foz Coa.

Chegando a Barca de Alva entramos no Parque Natural do Douro Internacional já que o rio daqui até Miranda do Douro faz fronteira entre Portugal e Espanha. Neste percurso o rio corre apertado entre altas escarpas até chegar à pequena cidade raiana onde entra em Portugal.

Até Barca de Alva, o Alto Douro Vinhateiro é também a mais antiga região vinícola demarcada do Mundo. O rio fez a primeira obra cavando na terra os vales profundos, enquanto o Homem transformou as montanhas de xisto em terra e muros e nela plantou a vinha, verde no verão, cor de fogo no outono. Com uma sabedoria herdada de gerações, inclinou os terraços para que os raios de sol abracem as videiras e deem às uvas o calor de que o vinho precisa. Por isso dos frutos da terra e do trabalho do Homem se fez este vinho e esta paisagem únicos.


Um passeio pelo Gerês

Não deixe de…
  • visitar o Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro e recolher informação nas Portas do Parque
  • fazer algum dos percursos pedestres de pequena rota, que têm sinalização convencional no terreno
  • observar o pôr-do-sol sobre a barragem a partir da Pousada da Caniçada

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, no extremo noroeste de Portugal, entre o Alto Minho e Trás-os-Montes, é a única área protegida portuguesa classificada como Parque Nacional.

É um mundo à parte em que a atividade humana se integra de forma harmoniosa na Natureza, preservando valores e tradições muito antigos, bem patentes nas aldeias comunitárias de Pitões das Júnias e Tourém.

Em todos os tons de verde, a vegetação exuberante inclui uma floresta de azevinho, única a nível nacional, e espécies endémicas como o lírio do Gerês, que alegra os campos com os seus tons de azul-violeta. Nas Serras da Peneda, Soajo, Amarela e Gerês, que integram o Parque, correm rios e ribeiras que se precipitam em cascatas e espraiam depois em albufeiras. As paisagens são deslumbrantes.

Por vezes consegue avistar-se um corço (símbolo do Parque) ou o seu predador, o lobo ibérico. Mais comuns, são os garranos, pequenos cavalos selvagens que correm livremente pelos montes. Também podem encontrar-se bovinos de raça barrosã e os cães de Castro Laboreiro, de pelo escuro, guardando os rebanhos que ao ritmo das estações se deslocam entre as brandas e as inverneiras. Trata-se de aldeias e zonas da serra relacionadas com a antiga transumância, para onde as populações hoje apenas deslocam o gado: vales e altitudes baixas no inverno, lugares mais altos no verão, de acordo com o pasto existente.

Num itinerário pelo Parque, o Soajo, com o seu antigo conjunto de espigueiros de pedra para guardar os cereais, pode ser o ponto de partida a oeste. Também podemos ver espigueiros no Lindoso, onde vale a pena subir ao castelo debruçado sobre o vale do Rio Lima. Um pouco mais a norte, podemos dar um pulo à aldeia de Castro Laboreiro, onde se criam os cães pastores da região.

A serra mais a sul é a do Gerês, cuja porta do Parque, em Campo do Gerês, é a que fica mais perto de Braga. Nesta serra ficam as albufeiras das Barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas, locais de grande beleza, tendo esta última submergido a povoação que lhe deu o nome, e cujo espólio está hoje em exposição no Museu Etnográfico de Terras de Bouro. Nas redondezas desta localidade, os Santuários de São Bento da Porta Aberta e da Senhora da Abadia são centros de grandes romarias e peregrinações.

Partindo do Campo do Gerês a pé, pode deixar-se o carro à entrada da Mata da Albergaria e seguir o Rio até à Portela do Homem. No regresso, podemos descansar nas termas de Caldas do Gerês. Outra aposta certa é seguir o traçado bem conservado da geira romana, com marcos miliários que têm quase dois mil anos.

O Rio Cávado, que delimita o Parque a leste, indica o caminho até à Barragem da Paradela. Um passeio a cavalo ou um banho no rio são um convite à descontração. Para quem gosta mesmo de passeios pedestres, é a não perder a visita a Pitões das Júnias, uma aldeia onde se guardam antigos costumes comunitários. Fica no fim da estrada e daqui para a frente só a pé. Mas o passeio vale a pena, pelas cascatas e pequenos ribeiros que se cruzam pelo caminho ou pela surpresa das ruínas dum antigo Mosteiro a aparecer no meio da paisagem.

Em suma, para gastar energias não faltam no Parque oportunidades, pois também há condições para atividades como o canyonning ou a canoagem. Mas não só. A diversidade e abundância de flora e fauna locais proporcionam um contacto com a natureza único e qualquer que seja a opção é provável que castelos medievais, mosteiros e aldeias tradicionais façam parte da paisagem, sempre de uma beleza natural ímpar.


Bragança

Não deixe de…
  • fazer percursos a pé ou de BTT nos trilhos assinalados no Parque Natural de Montesinho, ou o percurso de automóvel também assinalado
  • visitar a região por ocasião da Feira de Fumeiro de Vinhais, que se realiza no segundo fim-de-semana do mês de Fevereiro

Situada no extremo nordeste de Portugal, Bragança é uma antiga cidade cujo castelo mantém ainda um núcleo urbano medieval dentro das muralhas.

Entrando na cidadela ou praça de armas pela Porta da Vila, logo encontramos o Pelourinho, assente num berrão lusitano que lembra as origens celtas da região. Na gigantesca Torre de Menagem, que na Idade Média vigiava as fronteiras, o museu militar conta também a história do castelo, mandado construir por D. João I sobre fundações do anterior que o 1º rei de Portugal, Afonso Henriques, edificara. Do último piso desfruta-se de excelente a vista sobre a cidade e a vastidão do horizonte de montanhas que a envolvem. Na cidadela encontramos ainda a Igreja de Santa Maria e a Domus Municipalis, exemplar único de arquitetura civil românica existente em Portugal, onde se reuniria o senado da cidade.

Fora das muralhas, a cidade expandiu-se para Oeste, conservando casas nobres e monumentos como a Sé Catedral, a Igreja de São Vicente, a Capela da Misericórdia ou a Igreja de Santa Clara. No antigo paço episcopal, está instalado o Museu Abade de Baçal com um valioso acervo, enquanto o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais apresenta obras desta conceituada pintora contemporânea e outras coleções de artes plásticas.

Nos arredores de Bragança fica a igreja de Castro de Avelãs, que recebia os peregrinos de Santiago durante a Idade Média, e aldeias antigas que ainda hoje mantêm tradições comunitárias, como no lagar de azeite e do vinho ou no forno do pão. Encontram-se sobretudo dentro do Parque Natural de Montesinho, uma zona de natureza preservada que vale a pena visitar. Na aldeia que dá nome ao Parque fica um núcleo de interpretação, enquanto em algumas aldeias existem museus rurais sobre as práticas comunitárias da região. As aldeias de Guadramil e Rio de Onor são duas das mais bem preservadas. A fronteira entre Portugal e Espanha atravessa a aldeia de Rio de Onor, que se situa assim em ambos os países.


Gastronomia do Porto e Norte

Não deixe de…
  • provar a tradicional bola de Lamego
  • provar os folares que se produzem na Páscoa, com destaque para o folar de Chaves
  • provar o Pão-de-Ló de Margaride, em Felgueiras
  • provar a broa, um tipo de pão feito com milho e centeio, que é companhia obrigatória do caldo verde. É especialmente conhecida a de Avintes
  • saborear a posta mirandesa, típica da região de Miranda do Douro
  • deliciar-se com um prato de cabrito no forno com arroz de forno, presente em todo o norte de Portugal

O Porto e Norte de Portugal, onde se iniciou a fundação do país, é conhecido pelo caráter genuíno e franco das suas gentes e pela tradição de bem receber. Entre os seus atributos está uma gastronomia rica, acompanhada pelos excelentes vinhos da região.

A gastronomia regional lança mão dos seus recursos naturais, por isso o caldo verde, apreciado em todo o país, é uma sopa de couve que aqui teve raiz, graças aos férteis campos verdes da região. Na parte oeste, delimitada pelo mar, a frescura e qualidade do peixe tem lugar de destaque, como em toda a gastronomia portuguesa, que se orgulha de ter o melhor peixe do mundo, na opinião de conceituados chefs e gastrónomos internacionais. Mas no Porto e Norte, também nos rios, rápidos e abundantes, se pescam a truta, a lampreia e o sável que fazem as delícias dos apreciadores.

É uma região de boas pastagens pelo que aqui se criam bovinos cujas raças autóctones têm Denominação de Origem Protegida (DOP), como é o caso das raças Barrosã, Mirandesa, Maronesa e Arouquesa. Tal como o borrego Terrincho Transmontano ou os cabritos do Barroso. E também o porco marca presença com variedades regionais, não só nos enchidos de qualidade, como em pratos de rojões, sarrabulho ou nas tripas à moda do Porto, talvez o prato mais célebre da capital do norte. Onde há outro prato feito à base duma sanduíche de pão que é uma verdadeira instituição: a francesinha. Voltando ao porco é forçoso referir que nesta região de montanhas, sobretudo a noroeste, se situa a maior área de criação do porco bísaro. E os enchidos de Chaves ou de Mirandela têm fama por usar métodos tradicionais de fabrico. A alheira de Mirandela e Miranda do Douro é muito apreciada mas tem a particularidade de não ser feita com porco, já que se destinava à população judaica que aqui habitava na Idade Média. Na Feira do Fumeiro de Vinhais podemos adquiri-los todos.

Há ainda a caça e os pratos de cabidela. E há os pratos de bacalhau, presentes por todo o território nacional, mas que têm receitas nascidas a norte. É o caso do bacalhau à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, das receitas de bacalhau à minhota, à Margarida da Praça (Viana do Castelo), à Narcisa (Braga) e muitas outras. Em todas entra o azeite português, que em Trás-os-Montes tem uma zona de produção de grande qualidade.

Em termos vinícolas a região não podia ser mais abençoada: é percorrida pelo rio Douro, cuja paisagem de cultura da vinha é Património Mundial; a sua capital, o Porto - também património Mundial - deu nome ao vinho que daqui parte para todo o mundo; também aqui fica a região dos Vinhos Verdes e ainda a do Távora e Varosa. Com tão ilustre elenco, é claro que no Porto e Norte encontramos um vinho perfeito para harmonizar com cada prato. Para aperitivo, refeições leves, saladas, peixes e mariscos ou carnes brancas temos os vinhos verdes e os espumantes, também leves e frescos. Para outras carnes e pratos de sabores mais fortes, temos a vastíssima gama de vinhos robustos do Douro, originários sobretudo do Douro Superior.

E das outras sub-regiões do Douro temos as variedades Tawny, Colheita ou Vintage dos vinhos do Porto, que fazem de cada momento uma festa. Não esquecendo que em cada ocasião especial também podemos brindar com espumantes de grande qualidade, onde a região de Távora-Varosa tem longa tradição e fama.

Não podemos abandonar o Porto e Norte sem provar a doçaria. Em Braga tem destaque o Pudim Abade de Priscos, e em toda a região o leite-creme queimado, o toucinho do céu ou o arroz e a aletria doces. Em alguns doces regionais, sobretudo em Trás-os-Montes, entra o azeite ou o mel, que aqui têm títulos DOP.

Com paisagens de grande diversidade, seja integrados na história, na natureza verde ou sobre o azul do mar, a escolha é vasta mas sempre acertada.


Porto Top 10

Cidade de espírito cosmopolita, o Porto tem sido reconhecido internacionalmente como um destino a descobrir e é uma escolha preferencial para muitos turistas e viajantes. Em 2017, foi eleito Melhor Destino Europeu por turistas de todo o mundo.

Numa visita à cidade, há muitos motivos que estão no topo de todas as preferências. Por isso, num top 10 do Porto indicamos os principais pontos de interesse, na sua maioria situados no centro histórico, classificado Património Mundial pela Unesco.

1. Av. dos Aliados
É o eixo principal do centro histórico do Porto, coroado pelo edifício da Câmara Municipal e enquadrado pela zona comercial mais tradicional da cidade. Nas redondezas o Café Majestic é de visita obrigatória.

2. Sé Catedral
Além da igreja começada no séc. XII, vale a pena visitar os claustros, cobertos de azulejos. Do terreiro, onde fica o pelourinho e outros monumentos, é soberba a vista sobre o Douro e o casario das duas margens.

3. Ribeira
É um do mais atrativos bairros do Porto, onde se sente um ambiente castiço e popular. Aqui pode iniciar-se um cruzeiro pelo Douro.

4. Igreja de S. Francisco
Principal templo de construção gótica da cidade, o Interior barroco é totalmente revestido a talha dourada.

5. Palácio da Bolsa
Bonito edifício do séc. XIX onde se destaca, para além do famoso Salão Árabe, o Pátio das Nações e a cenográfica escadaria nobre.

6. Torre dos Clérigos
É um dos monumentos emblemáticos do Porto, da autoria de Nicolau Nasoni, o mais conceituado arquiteto do período barroco do norte de Portugal. Do alto, a vista sobre a cidade e o rio merecem a subida.

7. Livraria Lello
Conhecida pelas suas escadas inspiradoras, entre outras razões, é considerada uma das melhores e mais bonitas livrarias do mundo.

8. Casa da Música
A sua arrojada arquitetura assinada por Rem Koolhaas e a diversificada agenda musical fazem dela um ícone do Porto.

9. Serralves
Lugar dum extenso parque muito bem cuidado e agradável, um Museu de Arte Contemporânea riscado por Álvaro Siza Vieira e uma casa em estilo art deco que deu nome à Fundação.

10. Foz
Além das praias, é um local de lazer e esplanadas à beira-mar, com uma pérgola que lhe dá um encanto especial nas fotografias.

 


Rota dos Vinhos Verdes

Não deixe de…
  • fazer uma prova de vinho, visitar as vinhas e a adega nas quintas que o permitem
  • provar o vinho e adquirir uma garrafa no Solar do Alvarinho, em Melgaço

No extremo noroeste de Portugal, a Rota dos Vinhos Verdes conduz-nos por uma paisagem também ela de cor verde, dividida em pequenas parcelas que ocupam toda a região do Minho e se prolongam a sul até ao rio Vouga.

O vinho verde, único no mundo, é um excelente motivo para descobrir a região. O seu nome estará ligado à cor predominante da região em que se produz ou à acidez que lhe é peculiar, como se as uvas fossem colhidas verdes. Porém, branco ou tinto, é um vinho leve que se bebe fresco e acompanha bem peixes e mariscos, abundantes no litoral. O branco, o mais apreciado e conhecido, é especialmente aromático e refrescante, bebe-se com agrado como aperitivo, com saladas, petiscos ou numa simples pausa num dia de calor.

As vinhas, que se concentram sobretudo ao longo dos rios, sofrem a influência do Atlântico e, na sua procura do sol, as videiras entrelaçam-se nas árvores, trepam em latadas e bordam campos pontuados por típicos espigueiros. Distribuem-se por nove sub-regiões (de norte para sul): Monção e Melgaço; Lima; Basto; Cávado; Ave; Amarante; Baião; Sousa e Paiva.


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais