Partindo de A Sagração da Primavera, de Vaslav Nijinski, a coreógrafa Sandra Ramy cria um solo para um bailarino cuja imagem se multiplica em nove espelhos, explorando o diálogo entre o individual e o coletivo. Com música de Igor Stravinski, na sua transcrição para piano a quatro mãos, interpretada ao vivo por Marcos Madrigal e Alessandro Stella, a obra funde concerto e encenação, intensificando a experiência cénica.
O programa inclui ainda a projeção da curta-metragem La Valse, de João Botelho, com coreografia de Paulo Ribeiro, produção da Companhia Nacional de Bailado, celebrando os 150 anos do nascimento de Maurice Ravel.
Neste concerto, a banda revisita grandes clássicos das décadas de 60, 70, 80 e 90 do século XX, temas imortais de artistas e grupos que marcaram gerações. Mais do que simples interpretações, as canções ganham uma nova vida através de uma identidade sonora própria, resultando em versões singulares que ultrapassam a mera recriação. É uma celebração da música que resistiu ao tempo, das vozes que permanecem na memória e das melodias que continuam a inspirar.
Entre o passado e o intemporal, o palco transforma-se numa verdadeira máquina do tempo, onde cada nota revive a energia, a paixão e o legado de uma era dourada da música.