Visita de Cidade
Um dia em Faro
- descobrir os vestígios muçulmanos em “vila-adentro”
- visitar a Sé e subir à torre sineira para uma perspetiva sobre a cidade e a ria
- descansar no Arco do Repouso, como fez D. Afonso III
- descontrair, caminhando no passeio ribeirinho
- deslumbrar-se com o pôr do sol nas Ilhas de Faro ou da Culatra
- subir ao Farol do Cabo de Santa Maria, o ponto mais a sul de Portugal continental e admirar a paisagem
- durante o verão, fazer um dia de praia na Ilha Deserta para usufruir de um espaço sem intervenção humana
Capital do Algarve desde 1756, Faro é também a porta de entrada para quem chega de avião e recebe-nos na sua sala de visitas, o Jardim Manuel Bívar, o lugar onde tudo acontece com vista para o porto de recreio, a Ria Formosa e o mar.
O Arco da Vila dá acesso à parte velha da cidade, conhecida como “vila adentro”. No seu interior encontra-se a Porta árabe do século XI, o arco em ferradura mais antigo do país, que era a entrada nas muralhas para quem chegava por mar. Daqui parte um emaranhado de ruas que vale a pena percorrer e descobrir os seus cantos e recantos. Muitos dos achados arqueológicos que testemunham a história da cidade estão no Museu Municipal instalado no Convento de Nossa Senhora da Assunção do século XVI.
No Largo da Sé dominado pelos edifícios do Paço episcopal, destaca-se a Catedral erguida em 1251, após a reconquista cristã, no local anteriormente ocupado pela mesquita. No seu interior, um dos mais notáveis conjuntos dos séculos XVII e XVIII do Algarve, uma época que está também bem representada na Igreja de São Francisco com belíssima talha dourada e azulejos. Perto, ficam as duas torres albarrãs que protegiam o Arco do Repouso, assim chamado, pois segundo reza a história foi aqui que descansou o Rei D. Afonso III durante a conquista de Faro.
Fora do perímetro das muralhas, há uma cidade diferente, renovada depois do terramoto de 1755 por uma nobreza e burguesia ricas, que se revê em casas abastadas e palácios ou no romântico Teatro Lethes. Destacam-se ainda a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Igreja de São Pedro, com decoração ao gosto barroco e rocócó.
A Rua de Santo António, pavimentada com calçada portuguesa é exclusiva para peões e o eixo da zona mais movimentada com muitas lojas e restaurantes. Foi aqui que no século XIX se estabeleceu uma influente comunidade de judeus, cuja presença se testemunha na Sinagoga e no Museu existentes no Cemitério Histórico Judaico.
De volta ao Jardim Manuel Bívar, nada como nos refrescarmos com uma bebida enquanto descansamos numa das esplanadas junto à ria. E se for horas da refeição há que procurar um restaurante para saborear as delícias gastronómicas, em que se destacam o peixe e marisco cozinhados na cataplana, um utensílio de cobre típico do Algarve, que se crê também ter origem árabe.
E já que estamos frente à Ria Formosa, não devemos perder a oportunidade de a conhecer melhor. Classificado como Parque Natural, este sistema lagunar possui uma vasta área de sapal, canais e ilhotas onde se podem observar diversas espécies de aves migratórias. No longo cordão de areia que separa a ria do mar encontram-se praias tranquilas como as ilhas de Faro, do Farol, da Culatra e Deserta. Do Cais da Porta Nova partem carreiras regulares e outros barcos que fazem passeios na ria, e nos levam a estes lugares onde relaxar é obrigatório.
Um passeio por Tavira
- apreciar a vista panorâmica da torre do castelo
- percorrer a pé as ruas antigas e descobrir restos da muralha islâmica
- visitar a Câmara Obscura (Torre de Tavira) no antigo depósito da água para ver todo o esplendor da cidade
- visitar algumas das 37 igrejas de Tavira
- experimentar as especialidades regionais como as saladas de polvo ou de atum e os folhados de Tavira
- saborear um gelado no Jardim do Coreto
- levar flor de sal extraída das salinas da região
- fazer uma caminhada à beira-mar no longo areal da Ilha de Tavira
- ser surpreendido pelo “cemitério” de âncoras na Praia do Barril
- conhecer as cascatas dos Moinhos da Rocha ou Pego do Inferno a 8 kms de Tavira
Das ruas junto ao Rio Gilão às muralhas do castelo de onde se tem a melhor vista sobre a cidade, Tavira seduz e faz-nos querer descobrir os seus recantos e desvendar os seus segredos.
Há um certo encanto oriental nesta cidade, nos seus telhados de “tesoura” ou de quatro águas, que se recortam no céu de uma forma peculiar e nas portas de reixa feitas de madeira entrelaçada que resguardam as casas deixando entrar o ar e o som, herança dos árabes que habitaram a região.
Tavira distribui-se pelas duas margens do rio, num intrincado de ruas estreitas e casas brancas que apetece percorrer sem pressas. O Jardim do Coreto é a zona mais animada, onde muitas pessoas se passeiam saboreando um gelado ou a frescura do ar, sobretudo à noite quando espetáculos ou outros eventos dão ainda mais vida a esta área. É aqui que se situa o Mercado da Ribeira, que depois de abandonar as suas funções originais é agora um espaço de animação e lazer.
A ponte mais antiga, que segundo se crê era de origem romana, é uma estrutura do século XVII com parapeitos murados de onde apreciamos uma bela vista sobre o casario. Não tanto como a que podemos contemplar subindo à Torre do castelo, sem dúvida o melhor miradouro da cidade, abrangendo os telhados ondulantes, as cúpulas das igrejas, o rio e as salinas, até à linha azul do mar que é o seu limite no horizonte.
Para além do panorama, o esforço da subida é compensado por tudo o que podemos admirar pelo caminho. Por exemplo, quando atravessamos a porta da muralha e somos surpreendidos pelo belo portal renascentista da Misericórdia, uma das 37 igrejas de Tavira. Também podemos visitar o Núcleo islâmico para saber mais sobre a história da cidade ou o Museu Municipal, instalado no Palácio da Galeria, o seu edifício mais notável. Um pouco mais acima, fica o castelo e a Igreja de Santa Maria, que ocupa o lugar da antiga mesquita maior; aqui descansa D. Paio Peres Correia e os sete cavaleiros da Ordem de Santiago dos trabalhos que tiveram para conquistar Tavira aos Mouros em 1242. Bem perto, a Igreja de Santiago, também ela foi erguida sobre uma antiga mesquita, a menor.
Do outro lado do rio, no morro fronteiro, há mais igrejas para visitar como a Ermida de São Brás de origem medieval, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, um dos mais sumptuosos templos do Algarve com exuberante decoração barroca, ou a Igreja de São Paulo, mais simples e austera.
Para compensar os gastos de energia em tantos passeios, nada como experimentar as especialidades gastronómicas, sobretudo o peixe fresco e o marisco, como o polvo cozinhado de diversas formas ou o arroz de lingueirão. O atum, em bifes ou estopeta também se destaca nas ementas, já que a sua pesca era uma das atividades mais tradicionais desta zona. Podemos conhecer melhor esta arte no Núcleo Museológico no Arraial Ferreira Neto, junto à foz do rio Gilão, erguido para albergar os pescadores e as suas famílias e hoje convertido em hotel.
Os encantos da cidade continuam até à Ria Formosa que alcançamos seguindo a estrada paralela ao Rio Gilão e ladeada por salinas brancas onde se avistam aves como o pernalonga, o flamingo ou o alfaiate. No seu final, em Quatro Águas, podemos apanhar o barco que a atravessa e nos leva à praia na língua de areia que separa a ria do mar. São 11 quilómetros de areal, que integra as praias da Ilha de Tavira, Terra Estreita, Barril e Homem Nu, e onde podemos descansar deste passeio bem recheado.
Visita a Aveiro
- Fazer um passeio de moliceiro nos canais da Ria
- Percorrer a cidade de “buga”
- Experimentar os deliciosos ovos moles
- Seguir o Roteiro Arte Nova
- Admirar a talha dourada da Igreja do Convento de Jesus
Ao visitar Aveiro descobrimos uma paisagem com marca de água.
Junto ao mar e à ria, Aveiro é atravessada por uma rede de canais por onde passeiam barcos moliceiros. Estas embarcações, esguias e coloridas, serviam para recolher algas e sargaço, e hoje em dia são usadas em passeios turísticos. Fazer a visita a pé também não implica demasiado esforço já que a cidade é plana, e quem gosta de pedalar pode optar pelas ”bugas” - as bicicletas de utilização gratuita disponibilizadas pela Câmara Municipal de Aveiro.
Aveiro possui um conjunto de edifícios em estilo “Arte Nova” que vale a pena apreciar. Grande parte está situada junto ao canal principal, mas existem alguns fora das rotas tradicionais e até noutras localidades. A localização dos edifícios está indicada no roteiro disponível no Posto de Turismo e podemos ficar a conhecer ainda melhor este estilo no Museu que lhe é dedicado.
Outro local a visitar obrigatoriamente é o Museu de Aveiro instalado no Convento de Jesus, onde podemos admirar o Mausoléu da Princesa Santa Joana e a talha dourada que decora o interior da igreja. Também a vamos encontrar em profusão no interior da Capela do Senhor das Barrocas e com menos exuberância na Igreja da Misericórdia, cujo portal maneirista merece destaque. Já aqueles que apreciam arquitetura contemporânea portuguesa não devem perder os edifícios da Universidade.
Emblemático da cidade é o doce confecionado com ovos e açúcar – os “ovos moles” que são vendidos em barricas de madeira ou envoltos numa crosta de massa de hóstia com diversos formatos. Mas antes da gulodice, podemos confortar o estômago com as delícias que o mar oferece como o marisco, o peixe fresco grelhado ou em caldeiradas e as enguias características desta região, que são servidas em caldeirada ou escabeche.
Nas proximidades
Nas redondezas há vários lugares que vale a pena conhecer. Podemos atravessar a Ria de barco, passando por entre as salinas e admirar a brancura do sal, que na época de verão forma pirâmides a secar ao sol. Do outro lado, a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto fica a cerca de 15 minutos e possui praias quase selvagens.
Aqueles que preferem mais animação podem tomar a direção Sul até à Praia da Barra, onde se encontra o mais alto farol do país, ou à Costa Nova, conhecida pelos palheiros às riscas. Bem perto fica Ílhavo, cidade de fortes tradições pesqueiras bem documentadas no seu Museu Marítimo.
Portimão
Situada no estuário do Rio Arade, Portimão é conhecida pelas excelentes praias de areais imensos com águas quentes e calmas, que a tornam um destino de férias muito sedutor.
Portimão possui uma longa tradição piscatória que se desenvolveu especialmente entre os séculos XIX e XX, com o advento da indústria conserveira e do turismo. São desta época grande parte dos edifícios que podemos ver percorrendo ruas e praças do seu centro histórico, bem como a estrutura que alberga o Museu de Portimão, excelente recuperação de uma antiga fábrica de conservas que recebeu o prémio Museu do Ano do Conselho da Europa em 2010. Aqui se homenageia o povo e a cidade que durante séculos viveu exclusivamente virada para o mar.
Também não devemos deixar de conhecer a Capela de São José de Alcalar de estilo simples e a imponente Igreja de Nossa Senhora da Conceição edificada no século XV no alto de uma colina, destacando-se no perfil da cidade; foi muito destruída pelo terramoto de 1755 mas mantém o seu belo portal gótico original. Para uma pausa nos passeios, o melhor será descansar à sombra das árvores do Jardim Manuel Bívar a ver passar os barcos de pesca e de recreio. Ou no passeio marítimo junto à Marina, um dos pontos mais animados da cidade tanto de dia como à noite.
É na zona ribeirinha, junto à doca que se encontram grande parte dos restaurantes onde podemos saborear a sardinha assada, o prato que mais se destaca na gastronomia local. Apesar de consumida por toda a região e em todo o país, é famosa em Portimão e tem honras de festival em Agosto. Mas há muitas outras especialidades de peixe e marisco a experimentar, como as amêijoas, as feijoadas de búzios, as cataplanas ou as caldeiradas. Favas ou papas de milho e os doces tradicionais da região à base de amêndoa e figo, são mais alguns ingredientes desta oferta que não fica por aqui.
A cerca de três quilómetros do centro, a Praia da Rocha é talvez a mais conhecida das praias algarvias, sendo a imagem do seu areal enorme um cartaz turístico largamente difundido internacionalmente. Concorrida estância balnear desde o início do século XX, possui um casino e oferece um sem número de atividades de lazer. No século XV tinha também grande importância estratégica. Por isso foi aqui construída a Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar, que assegurava a defesa do porto e da população dos ataques dos piratas, fazendo fogo cruzado com o Forte de São João do Arade, mesmo em frente, em Ferragudo, junto a outro extenso areal justamente chamado de Praia Grande.
A Fortaleza da Praia da Rocha é hoje um excelente miradouro sobre a cidade, o rio e o mar, que adquire um encanto especial ao fim da tarde com a luz do pôr-do-sol. Daqui podemos avistar também algumas das praias que se lhe sucedem para oeste, a começar na Praia dos Três Castelos. Umas mais pequenas, outras maiores, mas sempre enquadradas por rochedos recortados que embelezam a paisagem, seguem-se a Praia dos Careanos, do Vau, do Barranco das Canas, João d’Arens, Prainha e Três Irmãos. Esta sequência termina no longo areal da Praia do Alvor e na sua Ria, zona lagunar importante para observação de aves aquáticas.
Mas para ficarmos com uma ideia completa da zona de Portimão, há que apreciá-la de todas as perspetivas. Por exemplo, num passeio de barco ao longo da costa para conhecer praias inacessíveis por terra e admirar as formações rochosas. E aqueles que são adeptos da pesca grossa encontram aqui o destino ideal, pois neste mar fértil abundam espécies de grande porte, como os espadartes. Para apreciarmos outras paisagens, podemos subir o estuário do Rio Arade até Silves, passando entre colinas verdejantes. Numa curta distância encontramos uma panóplia diversificada de imagens que vão ficar gravadas na nossa memória.
Évora, Património da Humanidade
- tirar uma fotografia no Templo Romano
- andar ao acaso e ir descobrindo a cidade
- comer um gelado na praça do Giraldo
- comprar uma peça de artesanato
- visitar a Capela dos Ossos
Évora, é uma cidade que é um livro de história de arte portuguesa.
Para a visitar, a melhor forma de o fazer é a pé, percorrendo as ruas estreitas, de casas brancas, para se ir descobrindo os monumentos e os pormenores que revelam a história de Évora e a riqueza do seu património.
Pelo seu ambiente tranquilo e acolhedor, vai ser fácil perceber porque é que esta cidade, que teve origem na época romana, foi escolhida pelos reis de Portugal no séc. XV para viver, facto que contribuiu para o desenvolvimento e importância cultural que teve nos séculos seguintes. Na verdade, foi a sua longa história, e o facto de se ter preservado um conjunto urbano representativo dos séculos XVI a XVIII até aos dias de hoje, que levou a UNESCO a classificar Évora como Património Mundial.
Para começar, a Praça do Giraldo...
É o coração da cidade e um ponto de encontro por excelência, com cafés, esplanadas, lojas e o posto de turismo. Num dos extremos, fica a Igreja de Santo Antão e o Chafariz de mármore com 8 bicas, representando as 8 ruas que aí vão dar.
Uma sugestão de itinerário
Partindo das arcadas na Praça do Giraldo, faça um primeiro percurso pelos principais pontos de interesse: o Templo e as termas romanas, as muralhas medievais, a Sé, a Igreja da Graça e a Igreja de São Francisco, com a sua curiosa Capela dos Ossos.
Se houver tempo, não deixe de incluir o Museu de Évora, a Fundação Eugénio de Almeida, e a antiga Universidade, fundada no séc. XVI, uma das razões para o espírito jovem e descontraído que encontramos em Évora. Vale ainda a pena passear pelo romântico Jardim onde se encontra o Palácio de D. Manuel e visitar a Ermida de São Brás, já fora de muralhas.
Seja por motivos culturais ou para passar um fim de semana calmo, Évora é uma cidade inspiradora e com muito a conhecer. Fora da cidade, o melhor é seguir as estradas secundárias para apreciar a paisagem alentejana. Se gosta de arqueologia, tome a EN114, em direção a Guadalupe e descubra, a 3 km, o Cromeleque dos Almendres, o maior da Península Ibérica. São 95 monólitos, com milhares de anos e com um propósito ainda por desvendar.
A torre da Sé e o Templo
São verdadeiros ex-libris da cidade e farão parte, com certeza, do álbum fotográfico. A Torre da Sé é facilmente reconhecida pela sua forma particular, numa combinação de torres cónicas pouco habituais na arquitetura portuguesa. No meio da cidade, pode ser um bom guia para ver onde se encontra. Saiba ainda que a Sé de Évora é a maior catedral medieval do país.
Muito perto, no largo Conde Vila Flor, destaca-se o grande Templo de origem romana, símbolo do culto imperial, que durante séculos se pensou ser dedicado à Deusa Diana.
Bragança
- fazer percursos a pé ou de BTT nos trilhos assinalados no Parque Natural de Montesinho, ou o percurso de automóvel também assinalado
- visitar a região por ocasião da Feira de Fumeiro de Vinhais, que se realiza no segundo fim-de-semana do mês de Fevereiro
Situada no extremo nordeste de Portugal, Bragança é uma antiga cidade cujo castelo mantém ainda um núcleo urbano medieval dentro das muralhas.
Entrando na cidadela ou praça de armas pela Porta da Vila, logo encontramos o Pelourinho, assente num berrão lusitano que lembra as origens celtas da região. Na gigantesca Torre de Menagem, que na Idade Média vigiava as fronteiras, o museu militar conta também a história do castelo, mandado construir por D. João I sobre fundações do anterior que o 1º rei de Portugal, Afonso Henriques, edificara. Do último piso desfruta-se de excelente a vista sobre a cidade e a vastidão do horizonte de montanhas que a envolvem. Na cidadela encontramos ainda a Igreja de Santa Maria e a Domus Municipalis, exemplar único de arquitetura civil românica existente em Portugal, onde se reuniria o senado da cidade.
Fora das muralhas, a cidade expandiu-se para Oeste, conservando casas nobres e monumentos como a Sé Catedral, a Igreja de São Vicente, a Capela da Misericórdia ou a Igreja de Santa Clara. No antigo paço episcopal, está instalado o Museu Abade de Baçal com um valioso acervo, enquanto o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais apresenta obras desta conceituada pintora contemporânea e outras coleções de artes plásticas.
Nos arredores de Bragança fica a igreja de Castro de Avelãs, que recebia os peregrinos de Santiago durante a Idade Média, e aldeias antigas que ainda hoje mantêm tradições comunitárias, como no lagar de azeite e do vinho ou no forno do pão. Encontram-se sobretudo dentro do Parque Natural de Montesinho, uma zona de natureza preservada que vale a pena visitar. Na aldeia que dá nome ao Parque fica um núcleo de interpretação, enquanto em algumas aldeias existem museus rurais sobre as práticas comunitárias da região. As aldeias de Guadramil e Rio de Onor são duas das mais bem preservadas. A fronteira entre Portugal e Espanha atravessa a aldeia de Rio de Onor, que se situa assim em ambos os países.
Passeio pela Guarda
- percorrer as ruas da Judiaria e descobrir os símbolos hebraicos gravados na pedra
- visitar a catedral
- descansar numa esplanada sob as arcadas quinhentistas da Praça Velha
- subir à Torre de Menagem do castelo para apreciar a vista sobre a cidade e a serra
Na cidade mais alta de Portugal um ar de montanha, leve e saudável, corre por entre as ruas medievais a que o granito dá nobreza e uma cor morena.
É essa a cor da Sé Catedral. Alta, imensa e imponente, tem aspeto de fortaleza com as possantes torres erguendo-se como símbolo de defesa da fé e do território. E se o exterior nos impressiona pela inspiração do desenho e da decoração gótica, lá dentro surpreende pela esmagadora altura das naves e um enorme retábulo todo esculpido em pedra.
Cá fora, na praça, as arcadas quinhentistas albergam cafés onde podemos descansar e ver como pulsa o coração da cidade. Daqui partem ruas estreitas de palácios em granito e casas antigas com janelas góticas e gárgulas nos beirais. Todo o centro histórico está protegido por muralhas, portas e torres medievais que chegaram até aos nossos dias quase intactas.
Junto às muralhas situa-se a Judiaria. A maioria das construções remonta à Idade Média, conservando símbolos gravados na pedra e a arquitetura original com duas portas – uma estreita para acesso ao piso superior residência da família, e outra mais larga para a loja no piso térreo, já que a maioria dos judeus se dedicava ao comércio.
A visita não ficará completa sem uma passagem pelo Museu da Guarda instalado no antigo Paço Episcopal, pela Igreja da Misericórdia de interior barroco e pela Igreja de São Vicente com notáveis painéis de azulejos. Fora do centro urbano, a Capela de Nossa Senhora do Mileu, em estilo românico, é um dos monumentos mais antigos, anterior ao século XII.
Passeio em Castelo Branco
- passear nos Jardins do Paço episcopal
- admirar as colchas de Castelo Branco
- subir ao castelo e admirar a vista
Nem demasiado grande, nem muito pequena, Castelo Branco é uma cidade à medida humana que vale a pena conhecer. Damos algumas sugestões, mas a descoberta deve ser feita ao ritmo de cada um, espreitando cantos e recantos, nem sempre conhecidos dos turistas.
A visita tem início na Sé (ou Igreja de São Miguel) e prossegue no Museu Francisco Tavares Proença Júnior. É aqui que podemos admirar as colchas de Castelo Branco em linho bordado à mão a fio de seda de várias cores que provam a habilidade das artesãs da região.
O Museu está instalado no edifício do antigo Paço Episcopal cujos Jardins são o ex-libris da cidade. De traçado barroco, combinam fontes, lagos e cascatas, mas são sobretudo conhecidos pelas estátuas dos reis de Portugal que ornamentam as escadarias. E ao olharmos com mais atenção reparamos que três têm dimensões menores que as restantes… são as que representam os reis espanhóis que governaram o país entre 1580 e 1640. Uma forma irónica de afirmar a nossa independência!
Do outro lado da rua, a antiga horta do Palácio deu origem ao Parque da Cidade, espaço de lazer que para além de fontes e espelhos de água, conserva canteiros de produtos hortícolas e ervas aromáticas a lembrar a sua antiga função. Bem perto fica o Museu de Arte Sacra instalado no Convento da Graça, outra visita a não perder.
A Praça de Camões ou Praça Velha é o centro da cidade antiga. As fachadas de alguns edifícios têm marcas gravadas na pedra como a esfera armilar nos Paços do Concelho ou a Cruz de Cristo no antigo Celeiro da Ordem de Cristo. E nas casas das ruas adjacentes, como a Rua Nova ou a dos Peleteiros descobrimos mais traços medievais. Este caminho, subindo a encosta leva-nos ao castelo, o melhor miradouro da cidade.
As atrações mais recentes da cidade não podem ficar esquecidas: arquitetura moderna do Centro Cívico, ou o Museu Cargaleiro com um grande acervo da obra deste pintor. Para relaxar um passeio de barco na Lagoa do Parque Urbano ou um mergulho na Piscina-praia, se for verão, proporcionam momentos muito agradáveis.
Nas proximidades, vale a pena conhecer o Geoparque Naturtejo, um território preservado onde se conservam diversas espécies de fauna e flora. Aqui ainda se encontra um modo de vida tradicional ligado à agricultura e ao meio rural; a oportunidade de experimentar os produtos da região como o mel, os enchidos e o queijo de cheiro intenso, justamente designado como de Castelo Branco.
Visitar Elvas
- Visitar Elvas durante a Feira de São Mateus, em Setembro
- Provar sericaia com ameixas de Elvas
Perto da linha de fronteira, Elvas lutou para manter a independência de Portugal e a sua história. E assim se tornou um exemplo para toda a humanidade.
Somos recebidos na cidade por um grandioso Aqueduto com 7 km e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. O tamanho e os números impressionam tanto como o que vamos descobrir mais à frente. Afinal de contas, entramos na maior fortificação abaluartada do mundo, cujas estruturas defensivas em forma de estrela e com um perímetro de cerca de 10 km são um testemunho único da evolução da estratégia militar até ao século XIX. Foram muito importantes nas lutas com Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII, e serviram de base ao General Wellington, durante as Guerras Napoleónicas, no início do séc. XIX.
As fortificações de Elvas são hoje Património Mundial. O preservado conjunto militar é formado pelas muralhas islâmicas e medievais e pela cintura de muralhas do séc. XVII influenciada pelo estilo holandês de Cosmander, para além do Forte de Santa Luzia (séc. XVII), do Forte da Graça (séc. XVIII) e de 3 fortins do séc. XIX – São Mamede, São Pedro e São Domingos. Se fossemos pássaros, veríamos o surpreendente desenho destas estruturas no terreno que agora apenas nos é possível entender nas fotografias aéreas ou adivinhar quando visitamos os monumentos e apreciamos a paisagem em redor.
No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, onde fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas.
Podemos ainda visitar outros monumentos importantes, como a Igreja de São Domingos, o Museu Militar ou a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, e dois museus a não perder: o moderno Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Fotografia João Carpinteiro, onde viajamos até aos primórdios desta arte em que se destaca uma máquina fotográfica de 1898 ou as provas datadas de 1860.
Com histórias de batalhas e valentia, Elvas é atualmente uma cidade tranquila, onde somos bem recebidos e presenteados com uma gastronomia regional que inclui iguarias como as migas com entrecosto, o ensopado de borrego ou a carne de porco à alentejana. Nos doces, não resistimos às célebres ameixas de Elvas, que acompanham a sericaia na perfeição, ou pelas azevias, nogados, enxovalhadas e filhós.
Conhecer Lisboa
Lisboa é uma cidade que dá vontade de ir descobrindo, vendo o que aparece em cada bairro, em cada rua. É uma cidade simpática e segura. Com muita coisa para ver, mas relativamente pequena. É ideal para passar vários dias ou um ponto de partida para passear pelo país. É antiga. É moderna. É, sem dúvida, sempre surpreendente.
Podemos escolher um tópico ou um tema para a explorar. A oferta é vasta: Lisboa romana, manuelina, barroca, romântica, literária, boémia, noturna, a cidade do Fado. E as formas, também as há muito diferentes: a pé, de elétrico, de segway, em autocarro hop-on-hop-off, num tuk tuk, vista do rio num passeio de barco ou na outra margem, depois de atravessar o Tejo num cacilheiro... as sugestões são infindáveis.
No entanto, há locais obrigatórios, que não se podem perder e fazem sempre parte da lista. Como o bairro histórico de Alfama e do Castelo, com uma das vistas mais fabulosas sobre a cidade e o rio.
Temos de passar pela Baixa, em direção a Belém, o bairro dos Descobrimentos, com a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, ambos Património Mundial. Mas também com o original Museu dos Coches ou o moderno Centro Cultural de Belém. Ah, e não nos podemos esquecer de provar os deliciosos pastéis de nata!
Guardamos o fim da tarde e a noite para conhecer o Chiado e o Bairro Alto, polos de animação garantida. Assim como o Cais do Sodré, mais próximo do rio.
Mas a parte nova da cidade também não pode ser esquecida. Seja para visitar alguns museus de referência como o Museu Calouste Gulbenkian, na zona norte, ou continuando pelo rio, o Museu Nacional do Azulejo. Fica a caminho do Parque das Nações, a zona portuária que foi completamente reconstruída para a Exposição Universal de 1998. É hoje um espaço de lazer importante, com uma nova paisagem urbana.
Aqui destacamos os diferentes bairros da cidade. Com “10 coisas para ver e fazer em Lisboa” e o itinerário “Lisboa num dia”, o plano de visita ficará mais completo.
Para além de todos os locais para visitar, ao longo de todo o ano Lisboa é palco de muitos eventos que animam a cidade e se anunciam na nossa agenda. Uma coisa é certa, Lisboa é uma cidade inesquecível!



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