Évora
Palácio de D. Manuel
Museus e Palácios
O Paço Real de S. Francisco (também conhecido por Paços de D. Manuel), situa-se no Jardim Municipal, que foi noutros tempos o horto do convento de S. Francisco.
Densamente arborizado com plátanos, ciprestes, amoreiras, decorado com canteiros coloridos e oferecendo uma esplanada para descanso, o jardim proporciona um passeio muito agradável onde sugerimos também a visita às Ruínas Góticas Fingidas. Construídas em 1863, muito ao gosto romântico da época, foi seu arquiteto o italiano Giuseppe Cinatti, que nela utilizou materiais que se encontravam no palácio dos Inquisidores, em frente da Sé.
No Paço Real de S. Francisco, Vasco da Gama terá sido investido por D. Manuel I do cargo de Comandante da Esquadra da Índia. Da construção original sobressaem os arcos mouriscos em ferradura do alpendre e as janelas geminadas do primeiro andar.
7000 Évora
Ermida de São Brás
Monumentos
A Ermida de São Brás, situada fora das muralhas de Évora, foi mandada construir por D. João II, em 1480, no local de uma pequena gafaria onde se tratavam os doentes afetados pela peste. O povo de Évora e a coroa e o executor da obra D. Garcia de Meneses, Bispo de Évora, mostravam assim a sua devoção a São Brás, protetor das vítimas de epidemias. De mestre desconhecido, é um dos monumentos mais importantes da cidade de Évora.
É um dos primeiros exemplos edificados do estilo manuelino-mudéjar, muito difundido em todo o Alentejo, caracterizado pela utilização de contrafortes cilíndricos com coruchéus cónicos. O templo marca a introdução do tardo-gótico em Évora, juntamente com as Igrejas dos Loios e de São Francisco.
Entre os elementos arquitectónicos, são de salientar as gárgulas de granito ao longo do edifício, de temática zoomórfica.
No interior, destacam-se os painéis de azulejo do séc. XVI, com influências mudéjares, com padrão geométrico a verde e branco, e os altares de talha dourada do séc. XIX dedicados a São Romão e a Nossa Senhora das Candeias. No altar-mor pode ver-se uma imagem do santo padroeiro.
No séc. XVI, a Igreja foi enriquecida pelo Cardeal Infante D. Henrique.
Chafariz das Portas de Moura
Monumentos
Convento de Nossa Senhora do Espinheiro
Monumentos
Um convento reconvertido em unidade hoteleira.
Segundo a lenda que envolve a criação deste convento, Nossa Senhora terá aparecido a um pastor sobre um espinheiro em chamas. Em 1412, foi construída uma ermida no local, um pequeno oratório erguido por um cónego da Sé de Évora que entretanto passou a atrair as atenções de romeiros e peregrinos. Em 1458, dada a importância que o local entretanto adquirira, foi fundada uma igreja e, posteriormente, um convento, devido à ação mecenática de um casal eborense, João Afonso e Leonor Rodrigues.
Um ano mais tarde, o convento foi entregue aos monges de São Jerónimo e no século seguinte continuou a beneficiar de um atento patrocínio da casa real, cujos membros eram visitas frequentes. D. Afonso V formulou uma promessa à Senhora do Espinheiro antes de se lançar na conquista de Arzila em 1471. O seu filho e herdeiro, D. João II, fez reunir ali as Cortes de Évora em 1481 e pernoitava muitas vezes no convento, tendo mandado erguer uma hospedaria junto à igreja. Também o rei D. Manuel I foi presença frequente no Mosteiro do Espinheiro, ao qual fez valiosas ofertas. A princesa D. Maria, sua filha, está ali sepultada. Mais tarde, o rei D. Sebastião mandou erguer junto da capela-mor uma ermida, onde se recolhia em oração. Entre os muitos nomes ilustres que passaram por este local, destaca-se ainda o cronista Garcia de Resende, autor do «Cancioneiro Geral», a primeira coletânea de poesia impressa em Portugal, que ali foi sepultado.
Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o complexo foi desocupado e as estruturas entraram em grandes dificuldades de conservação. No final do século XX, o convento foi reconvertido em unidade hoteleira, com projeto do arquiteto João Lucas Dias.
7002-502 Évora
Igreja de Santo Antão - Évora
Monumentos
Situada na praça principal de Évora, a Praça do Giraldo e integrada no centro histórico da cidade, a Igreja de Santo Antão foi construída no séc. XVI segundo o traçado dos arquitetos régios Miguel de Arruda, Manuel Pires e Afonso Álvares.
No interior deste templo de caráter renascentista destaca-se o painel das "Almas", uma pintura atribuída a Jerónimo Corte Real, artista eborense do séc. XVI.
Igreja da Cartuxa - Évora
Monumentos
A elegância das proporções revela o carácter de obra régia que foi. Vale a pena visitar o interior, onde se encontra uma dos maiores retábulos de talha no país.
Chafariz da Praça do Giraldo
Monumentos
Aqueduto da Prata
Monumentos
Igreja da Misericórdia
Monumentos
No interior encontra-se uma exuberante decoração barroca, onde se pode apreciar uma obra notável de talha dourada, combinada com telas pintadas e os painéis de azulejo pintados pela oficina lisboeta de António de Oliveira Bernardes em 1715. Representando as Obras da Misericórdia, é um dos seus conjuntos azulejares mais importantes e representativo. As telas barrocas são da autoria do pintor eborense Francisco Xavier de Castro.
De salientar ainda o retábulo do altar-mor em estilo barroco nacional, do séc. XVIII, atribuída à Oficina de Évora.
Igreja da Graça - Évora
Monumentos
A Igreja da Graça foi construída no séc. XVI, durante o reinado de D. João III, segundo o traço de Miguel de Arruda
Monumento singular, de influência palladiana, evidencia um carácter robusto na sua fachada maneirista, onde um pesado pórtico termina num duplo frontão sobreposto por anjos. Aos cantos, sentam-se quatro robustos atlantes, sombolizando quatro rios (a que o povo chama, com alguma ironia, os "Meninos da Graça").
No interior, destacam-se na zona do altar-mor janelas lavradas em mármore de Estremoz, um trabalho do escultor renascentista Nicolau de Chanterenne.

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