Évora
Igreja dos Lóios - Évora
Monumentos
No interior vale a pena observar os painéis de azulejo historiados, com episódios da vida de São Lourenço Justiniano. Com grande qualidade expressiva e estilística, foram pintados em 1711 pelo artista de Lisboa, António de Oliveira Bernardes.
Convento de Santa Clara em Évora
Monumentos
Igreja do Espírito Santo - Évora
Monumentos
Patrocinada pelo Cardeal D. Henrique, futuro rei de Portugal, a Igreja do Espírito Santo foi concluída em 1574. É uma das primeiras igrejas jesuítas do mundo e um marco fundamental na corrente da arquitetura portuguesa designada de "estilo chão".
No interior, a amplitude e a luminosidade do espaço são potenciadas pela excelência do conjunto artístico e devocional, bem visível nos altares em talha dourada da cabeceira da igreja e nas dez capelas da nave.
Destaca-se a utilização de uma decoração com enorme valor iconográfico e simbólico, em articulação com o efeito dos embrechados de mármore e com a pintura mural quinhentista. Vale ainda a pena referir em particular toda a composição do teto da sacristia-nova, enquadrando episódios da vida de Santo Inácio de Loiola e de tantos outros mostrando a vocação daqueles padres para o ensino e para a pregação.
7000-803 ÉVORA
Igreja de São Francisco / Capela dos Ossos - Évora
Monumentos
Na frontaria sobressai uma galilé com arcos de estilos diferentes, um exemplo típico do "casamento" entre os estilos gótico e mourisco que se encontra em tantos monumentos desta região de Portugal. Sobre o portal manuelino repare nas divisas dos reis que a mandaram construir, D. João II e D. Manuel I, respectivamente o pelicano e a esfera armilar.
A igreja tem a particularidade de ter uma nave única, que termina numa abóboda nervurada, a de maior vão no gótico português. Nos lados, encontram-se doze capelas, todas revestidas de talha barroca. A capela-mor, datada do início do séc.XVI, mantém ainda relevantes elementos renascentistas como as tribunas. Não deixe de observar na capela da Ordem Terceira, num dos braços do transepto, a harmoniosa decoração de pedra, talha e azulejo.
No interior, pode-se ainda visitar a curiosa Capela dos Ossos, construída durante o período filipino (séc. XVII), com os pilares e as paredes completamente revestidos por ossadas. De notar ainda o portal renascentista tardio com os capitéis das colunas decorados de forma diferente consoante a face que se vê (do exterior ou do interior).
7000-650 Évora
Sé Catedral de Évora
Monumentos
A maior catedral medieval de Portugal.
Igreja fortificada de traça gótica, a Sé de Évora é a maior catedral de Portugal. Iniciada em 1186, consagrada em 1204, e desde logo usada como um dos grandes templos do culto mariano, só ficou pronta em 1250. É um monumento que exibe a transição do estilo românico para o gótico, com posteriores adições renascentistas e barrocas.
A fachada é flanqueada por duas torres, ambas do período medieval, estando os sinos colocados na torre sul. Na torre norte, encontra-se parte do valioso tesouro pertencente ao Museu de Arte Sacra, com peças únicas de valor incalculável – como a imagem da Virgem do Paraíso, figura da Virgem com o Menino que se abre a partir do colo e exibe um retábulo historiado com várias cenas do Nascimento e da Paixão. O notável zimbório central, construído no final do século XIII durante o reinado de D. Dinis, é o seu autêntico ex-libris. O pórtico principal constitui um dos mais impressionantes portais góticos portugueses, com as esculturas de vulto dos Apóstolos feitas no século XIV por Mestre Pêro, o principal nome da escultura gótica do país. Além do pórtico principal existem duas outras entradas: a Porta do Sol, virada a sul, com arcos góticos; e a Porta Norte, reedificada no período barroco.
O interior está distribuído por três naves com cerca de 80 metros de comprimento. Na nave central pode ver-se o altar de Nossa Senhora do Anjo (conhecida localmente como Nossa Senhora do Ó), com imagens em mármore policromado da Virgem e do Anjo Gabriel. O altar do século XVIII e a capela-mor em mármores de Estremoz são obras barrocas de J. F. Ludwig, conhecido como Ludovice, que foi o arquiteto do Palácio de Mafra ao serviço do rei D. João V (1706-1750). Na capela, está exposto por cima da pintura de Nossa Senhora da Assunção um belo crucifixo conhecido como “Pai dos Cristos”.
No transepto, acede-se às antiquíssimas Capelas de São Lourenço e do Santo Cristo e às Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, decoradas com adornos de talha dourada. No topo norte, encontra-se o espetacular portal renascentista da Capela dos Morgados do Esporão. E no coro-alto destaca-se um valiosíssimo cadeiral renascentista esculpido em madeira de carvalho e um órgão de grandes proporções, também do século XVIII.
Pode ainda visitar-se o claustro gótico de 1325 e subir ao terraço, de onde se avista um belo panorama sobre toda a cidade de Évora, uma vez que a Sé está implantada no seu ponto mais elevado.
7000-809 Évora
Igreja de São Manços
Monumentos
Évora
Localidades
Coroada pela sua imponente catedral, Évora recorta-se sobre uma suave colina no vasto horizonte da planície alentejana, e guarda o seu centro histórico, rodeado de uma vasta cintura de muralhas, uma valiosa herança cultural que a UNESCO classificou de Património da Humanidade. A cidade, onde as ruas estreitas de evocação mourisca contrastam com praças inundadas de luz, assenta sobre dois milénios de história.
Conquistada em 59 a.C. pelos Romanos, que lhe deram o nome de "Liberalitas Julia", Évora adquiriu grande importância como atestam os vestígios ainda hoje visíveis e de que são exemplos as ruínas de um gracioso templo dos finais do séc. II, vários troços de muralha e a porta chamada de Dona Isabel, bem como as ruínas das termas da cidade sob o edifício da Câmara Municipal.
Do período visigodo (sécs.V-VIII) pouco resta para ver. Seguiu-se o domínio muçulmano, iniciado com a conquista da cidade por Tárique, que iria perdurar até à Reconquista cristã, no séc.XII. Yeborah, como passou a chamar-se, fixou na sua toponímia traços indeléveis de influência mourisca, que sobressaem no bairro da Mouraria.
Após a Reconquista, delineou-se, para além da cerca velha, nova malha urbana irradiando das portas da muralha. A cidade, eleita por vários reis de Portugal da primeira e segunda dinastias para sede da corte, foi então enriquecida com palácios e monumentos, sobretudo nos reinados de D. João II e D. Manuel (sécs. XV e XVI).
Caminhe a seu gosto pelas ruas, absorvendo a alma secreta que a diversidade de culturas seculares sedimentou nesta cidade do Mundo. Excelentes restaurantes, bares, esplanadas, boas lojas de arte popular, gente jovem que frequenta a sua Universidade são a expressão da dinâmica de um presente que se afirma nas raízes do passado.
Discoteca Praxis Clube
Bares e Discotecas
Anta do Barrocal
Arqueologia
Anta Grande do Zambujeiro de Valverde
Arqueologia

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