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Há inúmeras atividades especialmente pensadas para os mais pequenos, tanto ao ar livre como dentro de portas, em castelos, museus, jardins zoológicos, parques temáticos ou em parques aquáticos. Seguir as pegadas de dinossauros, ver golfinhos e baleias no mar ou ficar a saber tudo sobre estrelas são apenas algumas ideias do que se pode fazer. Os passeios de bicicleta ou até de burro, em parques e reservas naturais, também são muito apreciados e é uma forma descontraída de aprender a observar a natureza.

Nas praias de areia fina, com águas calmas e boa temperatura, as crianças podem correr e brincar à vontade, dar mergulhos e fazer esculturas na areia. Mas mais divertido é aproveitar as ondas e iniciar toda a família no surf.

Para descansar, é fácil encontrar um hotel tranquilo onde pais e crianças se sintam confortáveis e recuperar a energia para o dia seguinte.

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O Porto em poucos dias

Não deixe de…
  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar o casario antigo de Miragaia, bem perto do cais da Ribeira
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos
  • dar um pulo à Rua Miguel Bombarda para uma lufada de design e arte contemporânea
  • passear no Parque da Cidade, com frente marítima
  • desfrutar das boas praias e esplanadas junto à Foz
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco do litoral a norte ou a sul do Porto
  • sair à noite no Porto
  • conhecer as Festas de São João

Nuns breves dias de visita ao Porto, há locais que não podemos deixar de conhecer. No dizer de muitos visitantes, esta cidade tem algo de místico que dificilmente se consegue descrever e que varia conforme o local, a hora e a luz do dia.

Mas que passa seguramente pelas pessoas, conhecidas por serem liberais e afáveis no trato, assim como pelo Douro e o património das duas margens, com as suas pontes e monumentos, azulejos, varandas floridas e ruas de comércio. O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as caves do vinho do Porto, estão classificados Património Mundial.

A Estação de S. Bento, com o átrio forrado a azulejos, é ideal para iniciar um percurso. Pouco mais à frente fica a Sé, a não perder, de cujo terreiro se oferece a primeira vista sobre o rio, o casario e a outra margem. Dali podemos descer por escadinhas e ruas medievais até à Ribeira, com esplanadas e recantos pitorescos. Vale a pena ficar um pouco para sentir o ambiente e absorver o rio com a ponte D. Luís e a margem em frente, antes de entrar num cruzeiro sob as seis pontes do Porto. Depois de se ver do rio a silhueta do casario e das torres das igrejas, espera-nos o interior dourado da Igreja de S. Francisco. Bem próximo podem espreitar-se mais igrejas e monumentos, azulejos nas fachadas e visitar o Palácio da Bolsa. O elétrico parte junto ao rio para um percurso que segue até à Foz, onde se pode passear a pé e encher os pulmões de ar do mar. Ali começa a Av. da Boavista. Não longe fica Serralves, com jardins para passear ou descansar e exposições de arte contemporânea. O museu é obra de Álvaro Siza Vieira, um dos mais destacados arquitetos da Escola de Arquitetura do Porto, galardoado com o prémio Pritzker.

Junto à Rotunda da Boavista fica a Casa da Música, que se impõe pela sua forma arquitetónica e cartaz cultural. Nesta zona encontram-se boas lojas para compras. Mas também se encontram junto à Av. dos Aliados. No caminho ficam os jardins do Palácio de Cristal, com outra panorâmica sobre o rio, e o Museu Soares dos Reis. Outro jardim, cheio de esculturas, é o da Cordoaria, envolvido por igrejas e outros monumentos. Vale a pena subir à Torre dos Clérigos para nova vista sobre o Porto. Logo ali, a livraria Lello que inspirou histórias de Harry Potter. Continuamos a pé até aos Aliados, passando por lojas e prédios arte-nova. Após conhecer esta vasta avenida, vale a pena seguir até à Rua de Santa Catarina, só para peões, para fazer compras à vontade. O Café Majestic é ideal para uma pausa.

Ainda falta ir à margem sul do rio para visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio.

Em termos gastronómicos, este lado do cais é uma boa opção, mas a Ribeira também fervilha de restaurantes e esplanadas, tal como a Foz, com belas vistas sobre o mar. Portugal conquista os turistas pela sua gastronomia, mas isso ainda é mais verdade no Porto e na região norte. Em qualquer restaurante, mais requintado ou mais popular, há a certeza duma boa refeição acompanhada pelos excelentes vinhos do Douro, ou pelo fresco vinho verde, característico da região.


Viagem pelo litoral Alentejano

Não deixe de…
  • Jantar a ver o por do sol
  • Comer peixe fresco
  • Fazer um dos trilhos dos pescadores assinalados pela Rota Vicentina
  • Ir a Sines durante o festival de Músicas do Mundo
  • Aproveitar o Festival do Sudoeste para conhecer o litoral

Entre a foz do Rio Sado e a Zambujeira do Mar, o litoral alentejano surpreende por ser uma área de costa tão bem preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia.


De Troia a Sines
Podemos chegar a Troia por Alcácer do Sal ou de ferry a partir de Setúbal, atravessando o estuário do Rio Sado. À chegada, a península de Troia tem muito a descobrir. Podemos jogar golfe, ter aulas de surf, fazer caminhadas ao longo da praia ou observar golfinhos. Assim como dar uns passeios para conhecer o património cultural da região, como a aldeia palafita da Carrasqueira e as Ruínas Romanas de Troia que nos revelam, aliás, como já era uma área muito rica em recursos naturais há dois mil anos atrás.

A seguir a Troia, a Comporta é um local muito apreciado para ir à praia com a família e com bons restaurantes. Estamos numa região de arrozais e por isso os pratos confecionados com arroz são uma especialidade a não perder.

Até Sines, a costa é uma extensão de areia contínua, com praias tão agradáveis como as do Pinheirinho e da Galé, por exemplo. Em Melides e em Santo André, consoante a vontade e a preferência pelas atividades, podemos escolher entre as praias de mar e as lagoas. São bons locais para andar de canoa ou fazer windsurf.

Sines é uma das cidades mais importantes do litoral alentejano e é também um porto industrial e um cabo de mar, tornando-se um ponto de paragem natural para quem visita a região. Porto pesqueiro de tradição, foi aqui que nasceu Vasco da Gama, o grande navegador. Quem sabe as suas viagens não terão inspirado o Festival de Músicas do Mundo que aqui se realiza todos os anos no início do verão.

De Sines à Zambujeira do Mar
A partir do porto de Sines este paraíso natural de areia transforma-se e as suaves baías passam a alternar com praias mais cénicas, com formações rochosas. Entre todas, as praias de São Torpes, Morgável e Vale Figueiros merecem uma paragem demorada com toda a família. A grande riqueza da paisagem subaquática desta zona também é muito apreciada para fazer mergulho.


Ilha do Pessegueiro, Porto Covo © Rota Vicentina

Nos caminhos para a praia podemos encontrar pequenos refúgios para comer peixe, em vilas que se debruçam sobre o mar. Como Porto Covo, pitoresca aldeia de pescadores, que nos recebe numa bonita praça rodeada de casas baixinhas. A praia é muito acolhedora e do seu portinho, de barcos coloridos, podemos chegar à ilha do Pessegueiro, que se vê no mar, em frente.

Seguimos até Vila Nova de Milfontes, na foz do rio Mira. Entre a praia oceânica e o rio, os passeios de barco ou de canoa são sugestões para momentos bem passados com os amigos. Pode-se até subir o rio e chegar a Odemira.

Almograve, entre arribas e dunas avermelhadas, é um refúgio e uma das praias mais apreciadas para o surf e bodyboard. A partir da vila pode-se fazer um percurso pelo campo até à praia, passando por dunas e formações rochosas com milhões de anos. 

Mais a sul, o Cabo Sardão é um lugar agreste mas também um miradouro deslumbrante sobre a costa recortada. Em pleno parque natural, é um lugar único no mundo onde a cegonha branca nidifica nas falésias.


Zambujeira do Mar © Shutterstock - Francisco Caravana

Esta viagem inspiradora segue para a Zambujeira do Mar, com outras praias a descobrir. Aqui, como ao longo de toda a costa, os surfistas encontram ondas perfeitas para aperfeiçoarem o estilo e se divertirem. 

Mas nem só de praia vive o litoral alentejano. A sul de Sines, entramos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, com muitas opções de percursos pedestres e de bicicleta. Os diversos trilhos assinalados ao longo dos 450 km que integram a Rota Vicentina, entre o Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, são uma boa forma de conhecer a região, entrar no quotidiano de quem aqui vive e ter outras experiências mais próximas dos costumes e das tradições do lugar.


Praias em Lisboa

Não deixe de…
  • passear ao longo da praia
  • dar um mergulho no Oceano Atlântico
  • jantar ao pôr-do-sol, vista mar
  • provar o marisco

Situada no encontro da foz do Rio Tejo com o Oceano, Lisboa é uma cidade com uma forte ligação ao mar, a única capital europeia com praias atlânticas.

Por isso, é imprescindível dar um passeio ao longo da costa ou até fazer uns dias de praia.

Com mais de duas dezenas de praias com Bandeira Azul, a costa tem ótimas condições para a prática de desportos náuticos e atrai surfistas e bodyboarders de todo o mundo, com todos os níveis de experiência.

Dizem os entendidos que aqui se encontram as melhores ondas da Europa, com grande diversidade de tipos de onda e de fundo, de areia ou de laje.

 


Visitar Viana do Castelo

Não deixe de…
  • conhecer o Porto de Pesca, assistindo à partida dos barcos para a faina

Viana do Castelo é uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal. A sua participação nos Descobrimentos portugueses e, mais tarde, na pesca do bacalhau mostram a sua tradicional ligação ao mar.

A Viana do Castelo depressa se acede a partir do Porto, ou de Valença para quem vem de Espanha. Do monte de Santa Luzia pode observar-se a situação geográfica privilegiada da cidade, junto ao mar e à foz do rio Lima. Esta vista deslumbrante e o Templo do Sagrado Coração de Jesus, edifício revivalista de Ventura Terra, de 1898, podem ser o ponto de partida para visitar a cidade.

Viana enriqueceu-se com palácios brasonados, igrejas e conventos, chafarizes e fontanários que constituem uma herança patrimonial digna de visita. No Posto de Turismo pode-se pedir uma brochura e fazer percursos de inspiração manuelina, renascença, barroca, art deco ou do azulejo. Percorrendo algumas das ruas do centro histórico sempre se chega à Praça da República, o coração da cidade. É onde ficam o edifício da Misericórdia e o chafariz, quinhentistas, assim como os antigos Paços do Concelho. Não longe fica a românica Sé ou Igreja Matriz.

Virada para o mar que fez a história de Viana, uma igreja barroca guarda a imagem da Senhora da Agonia, da devoção dos pescadores. Sai todos os anos a 20 de agosto para abençoar o mar numa das festas mais coloridas de Portugal, onde são de referir a beleza e riqueza dos trajes típicos que desfilam nas festas.

É que Viana - conhecida também pela filigrana em ouro - tem sabido manter as suas tradições, como se pode ver no Museu do Traje (traje e ouro), no Museu Municipal (especial relevo para a típica louça de Viana que aqui se expõe) ou no navio Gil Eanes. Construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoiar a pesca do bacalhau, o navio aqui está de novo ancorado para memória das tradições marítima e de construção naval da cidade.

Mas Viana do Castelo é também considerada uma “Meca da Arquitetura” graças aos muitos e importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea que assinam equipamentos e espaços da cidade. É o caso da Praça da Liberdade de Fernando Távora, da Biblioteca de Álvaro Siza Vieira, da Pousada da Juventude de Carrilho da Graça, do Hotel Axis de Jorge Albuquerque ou ainda do Centro Cultural de Viana do Castelo, de Souto Moura, entre muitos outros.

Nas redondezas da cidade podemos fazer um passeio pela ciclovia litoral ou fluvial ou por um dos muitos trilhos assinalados, assim como praticar surf, windsurf ou kitesurf e bodyboard em praias de areia fina e dourada. E ainda fazer jet-ski, vela, remo ou canoagem no rio Lima


Relaxar no Alqueva, o Grande Lago

Não deixe de…
  • dormir sob as estrelas do Alqueva num barco casa
  • provar o vinho da região
  • deliciar-se com a gastronomia tradicional
  • subir ao castelo de Monsaraz

Para passar uns dias descontraídos e em boa companhia, o Grande Lago em que se transformou a albufeira do Alqueva é o pretexto perfeito para relaxar.

Falamos de um dos maiores lagos artificiais da Europa, construído sobre o Rio Guadiana. Tem uma albufeira de 250 km2 e abrange cinco concelhos do Alentejo, com muitos pontos de interesse. Na margem direita, recebem-nos os castelos de Juromenha, Alandroal, Terena, Monsaraz e Portel e, na margem esquerda, Mourão e Moura são miradouros privilegiados sobre este espelho de água. 

O lago veio dar uma atmosfera surpreendente a esta região. Onde antes havia campo, com oliveiras, sobreiros e azinheiras, hoje vemos água e vida renovada, com ótimas condições para atividades ao ar livre e para a prática de desportos náuticos como a vela, o ski e wakeboard ou para passeios em canoa e kayak, sempre tão revigorantes. Para os amantes das caminhadas e da bicicleta, há percursos cursos sinalizados que se podem fazer. São uma boa forma de descobrir costumes e tradições e nos integrarmos com as populações locais.

É um bom sítio para fazer uma surpresa à família, para a levar num passeio pelas estradas panorâmicas em redor do Alqueva ou, melhor ainda, alugar um barco-casa e dormir debaixo de estrelas. O que também é uma ideia a considerar para um fim-de-semana romântico. Não podemos esquecer que estamos numa região onde o céu foi considerado pela UNESCO uma reserva para observação de estrelas. À noite, as luzes públicas são reduzidas ao mínimo, para possibilitar as condições perfeitas para ver o céu, mesmo para os mais astrónomos mais principiantes.

Não podemos deixar de ir à nova Aldeia da Luz, a única povoação submersa pelas águas da barragem que teve de ser literalmente mudada de sítio. A propósito, foi criado um Museu, em que grande parte do espólio é constituída por objetos dos habitantes e onde todas as memórias da antiga aldeia ficaram registadas.

Também a localidade de Monsaraz é incontornável. Uma vila-museu medieval preservada, com muralhas e ruas de xisto que encanta e surpreende. Muito próximo, na área do Convento da Orada, o Cromeleque do Xerez, de forma quadrada, é uma visita obrigatória.

Naturalmente, no Alqueva, como por todo o país, não é possível resistirmos aos sabores da comida regional. Neste caso, destacam-se as açordas, as migas, os pratos de carne de porco, os enchidos e os vinhos do Alentejo.

No Grande lago, é fácil deixarmo-nos cativar pelo turismo rural enquanto apreciamos os prazeres da vida simples do campo e contemplamos a natureza em redor.


Fim de semana em Troia

Não deixe de…
  • Passear na praia
  • Andar de bicicleta na ciclovia que atravessa a península de Troia
  • Fazer um passeio de barco para ver os golfinhos

Passeios de barco à procura de golfinhos, praias a perder de vista, restaurantes com peixe fresquinho e esplanadas em cima da areia... é a mais simples descrição de umas férias em Troia, ideal para viajar em família.

A cerca de uma hora de Lisboa, em Setúbal, pode apanhar o ferry-boat que atravessa o rio Sado e chegar ao complexo turístico de Troia. Nessa margem, encontra-se um dos mais extensos areais de Portugal, com 18 km de comprimento, que ficará por sua conta. Seja verão ou inverno, o microclima com temperaturas amenas permite passar uns dias com muitas atividades.

No areal dourado a perder de vista, com o mar de água límpida de um lado e pinhal do outro, poderá divertir-se com toda a família e se o tempo o permitir, até aproveitar para se dedicarem aos desportos náuticos. A zona é muito propícia ao windsurf e à vela, como se poderá perceber pela ocupação da Marina de Troia.

Também pode escolher Troia para fazer umas férias de golfe. O Troia Golf Championship Course, desenhado pelo famoso arquiteto americano Bobby Jones e verdadeiramente integrado na paisagem, é ótimo para ter a experiência de um bom desafio. Está na lista dos melhores campos de golfe da Europa e faz parte de algumas competições internacionais.

Neste ponto de encontro do rio Sado com o mar, é muito frequente ver golfinhos e fazer um passeio de barco com tempo para os observar é sempre uma boa sugestão. Ou para fazer observação de pássaros. Com o Parque Natural da Serra da Arrábida e a Reserva Natural do Estuário do Sado, motivos de interesse não faltam. Não muito longe, fica a Carrasqueira, um porto de pesca muito tradicional, construído sobre palafitas.

Em Troia, encontram-se sinais de ocupação humana desde há muitos séculos. As Ruínas Romanas são um dos vestígios arqueológicos mais importantes, datadas do séc. I. Eram o maior complexo de produção de conservas e molho de peixe no ocidente romano, o que também comprova a importância da pesca na economia local desde longa data.

Seguindo a estrada que atravessa esta língua de areia chega-se a outras praias, como a da Comporta, do Carvalhal ou do Pego, onde é muito fácil encontrar um bom restaurante para almoçar peixe fresco ou provar os petiscos da gastronomia local. Mas basta andar poucos quilómetros para variar de cenário. A seguir à praia da Galé, as dunas interrompem-se para dar lugar à lagoa de Melides, com uma falésia de arenito com cinco milhões de anos, e à Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha.

Já perto de Grândola, encontramos o Badoca Park, motivo de divertimento para toda a família, onde podemos fazer um "safari" e ver veados, búfalos, avestruzes, girafas, antílopes, zebras e outros animais ao ar livre que todos vão adorar, bem no meio do Alentejo.


São Miguel, a ilha verde

A ilha de São Miguel é a maior dos Açores, formando o Grupo Oriental do Arquipélago juntamente com a ilha de Santa Maria, situada a 81 km de distância.

O seu povoamento teve início em 1444 na Povoação e depois em Vila Franca do Campo, a primeira capital da ilha, mais tarde transferida para Ponta Delgada, atualmente também sede do Governo Regional dos Açores.

Debruçada em redor de uma baía natural, a cidade de Ponta Delgada possui uma rica história e património construído. As Portas da Cidade são o ponto de partida perfeito para a explorar da cidade, rapidamente identificadas pelos seus três arcos que fazem a ligação entre a zona marginal e a Praça da República. De prestar atenção à arquitetura típica, de que ressalta o contraste entre o branco das paredes e os pormenores em basalto, embelezada com varandas em ferro rendilhado. Os seus monumentos mais emblemáticos, são a igreja matriz de São Sebastião, do século XV, a Igreja de São José e a de São Pedro, o Convento e Capela de Nossa Senhora da Esperança (é aqui que se venera a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres), o antigo Colégio dos Jesuítas, o Palácio de Sant’Ana (onde está instalada a Presidência do Governo Regional), o Museu Carlos Machado, o Forte de São Brás, os Paços do Concelho, e ainda o renovado Coliseu Micaelense e o bem conservado Teatro Micaelense, entre outros.

Num passeio marítimo até à Marina encontramos as “Portas do Mar” onde para além do cais de cruzeiros, podemos desfrutar de uma piscina oceânica e de uma zona com diversos bares e usufruir de momentos muito agradáveis de lazer.

Mas para descobrirmos a apelidada “ilha verde”, temos que sair da capital e encontrar a verdadeira natureza. Esta ilha montanhosa, composta por dois maciços vulcânicos separados por uma cordilheira central de baixa altitude, tem como ponto mais alto, o Pico da Vara aos 1.105 m, que se situa no maciço oriental.

Saímos na direção ocidental, junto à costa, passando por Relva e Feteiras, sempre rodeados pelo verde e com o mar como pano de fundo. Começamos entretanto a subida para a emblemática Lagoa das Sete Cidades, alcançado o miradouro “Vista do Rei”. Daqui, onde podemos admirar toda a beleza da cratera gigante em cujo fundo coexistem as lagoas Verde e Azul, geminadas por uma ponte de arcos, que segundo reza a lenda tiveram origem nas lágrimas de uma princesa e de um pastor unidos por um amor impossível. Mas em São Miguel moram as grandes Lagoas dos Açores, e por isso o encanto prossegue logo ali ao lado nas Lagoas Santiago, Rasa, Canário, Éguas, Empadadas, Caldeirão Grande e do Carvão.


Lagoa do Fogo © Maurício Abreu/DRT

Daí rumamos em direção à Ponta da Ferraria, onde a mãe Natureza encarregou-se de aquecer a água do mar com águas termais vulcânicas, oferecendo uma talassoterapia atlântica em ambiente natural único ou, se preferirmos,  nas modernas Termas da Ferraria. Um pouco mais à frente, chegamos aos Mosteiros, onde vale a pena admirar a baía e os quatro ilhéus que deram o nome à localidade. A Ponta da Bretanha marca a viragem para o percurso pela costa norte, onde iremos encontrar a cidade da Ribeira Grande, a segunda maior da ilha de São Miguel, construída sobre uma pequena colina em torno da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela e dos Paços do Concelho, com belos solares, moinhos, igrejas e jardins, e ainda o complexo de Piscinas Municipais das Poças, mesmo junto ao mar.

Tendo como próxima paragem a Lagoa do Fogo, seguimos na direção do interior da ilha subindo a serra de Água do Pau, e fazemos uma paragem na Caldeira Velha. O seu pequeno lago de águas tépidas, envolvido por uma frondosa mata de fetos, convida a um banho reparador! Ao chegarmos à Lagoa do Fogo, um dos ex-libris da ilha, deixamo-nos deslumbrar pelos seus diferentes matizes de azul e pela vista deslumbrante que se prolonga até ao oceano.

Descemos em direção a Lagoa onde podemos visitar a Fábrica de Cerâmica com sua típica louça, e mais à frente a Caloura, com o seu pitoresco porto de pesca artesanal “protegido” pelo Forte de Nossa Senhora da Conceição, com o seu Convento e a sua enseada, que convidam a uma paragem repousante. Já em Vila Franca do Campo, não podemos deixar de visitar o Ilhéu da Vila, Reserva Natural com uma belíssima piscina a cerca de 1 Km da costa, acessível de junho a setembro através de ligações de barco a partir do cais Tagarete, e de provar as célebres Queijadas da Vila. Próximo desta vila, a Lagoa do Congro, merece uma visita.


Jardins Terra Nostra © J. Marijs

Já na zona das Furnas são vários os atrativos a visitar. O Vale das Furnas, com as suas fumarolas (caldeiras), de água quente, lamas, águas medicinais e mais de vinte nascentes termais que a tornam uma das maiores hidrópoles do mundo. A Poça da Beija, é conhecida pelas piscinas de água cristalina e lamas tonificantes. Junto à Lagoa das Furnas, a ermida de Nossa Senhora das Vitórias e a zona onde se confeciona o "cozido nas caldeiras", aproveitando o calor da terra. O Parque Terra Nostra, um dos mais belos jardins de São Miguel do séc. XVIII, com um lago-piscina de água termal férrea, “dominado” pela imponente Casa do Parque. E para admirar a vista, os miradouros do Pico do Ferro e o do Salto do Cavalo.

De volta à costa, podemos ir até Ribeira Quente com a sua Praia do Fogo de águas tépidas ou seguir logo em direção à Vila da Povoação, local de fixação dos primeiros povoadores da ilha, rodeada pelas suas sete lombas. A partir daqui entramos no concelho de Nordeste, onde o relevo é mais acidentado e escarpado, mas preenchido com muita vegetação exuberante, que convida a explorar os diversos trilhos pedestres que aqui existem. Os seus muito bem cuidados e floridos miradouros obrigam a diversas paragens, como exemplo, nos miradouros da Ponta da Madrugada, da Ponta do Sossego, do Salto da Farinha e da Ponta do Estorninho, entre outros. Quem gosta de observação de aves, deve visitar o Centro Ambiental do Priolo.

Depois de passar o Nordeste e já na costa norte da ilha, continuamos o nosso itinerário parando na Gorreana e Porto Formoso, para observarmos a cultura do chá e visitarmos as respetivas fábricas. Um pouco antes de chegarmos novamente à Ribeira Grande, fazemos uma última pausa para admirar a vista no miradouro de Santa Iria e de seguida apanhamos a via rápida de regresso a Ponta Delgada.

Festividades


Festas do Santo Cristo © António Carvalho e Cunha/Visitazores

Diversas festas religiosas e profanas animam a ilha de São Miguel, mas a mais importante é a chamada Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que se realiza anualmente no quinto domingo depois da Páscoa, em que a imagem do Senhor Santo Cristo, venerada no convento da Esperança, é levada em procissão pelas ruas de Ponta Delgada. Paralelamente acontecem diversas manifestações culturais e gastronómicas, que atraem a Ponta Delgada bastantes visitantes à ilha.

No primeiro domingo depois da Páscoa, ocorre nalgumas localidades a Procissão do Senhor dos Enfermos, sendo a das Furnas a que mais se destaca pela beleza dos tapetes de flores que decoram as ruas desta localidade.

De abril a junho realizam-se as famosas Festas do Divino Espírito Santo por toda a ilha, consideradas as de maior tradição nos Açores. Também durante os meses de verão, diversas localidades celebram as procissões e festas aos seus santos padroeiros, como é o caso de Vila Franca do Campo, que festeja o São João a 24 de junho, com marchas e espetáculos. Na Ribeira Grande, a 29 de junho realizam-se as Cavalhadas, em que homens montados a cavalo com vestes coloridas, desfilam pelas ruas até à Igreja de São Pedro, onde saúdam em verso o referido santo. As Cavalhadas terminam no pequeno palácio da Mafoma.

Os romeiros são outra manifestação religiosa única, que se realiza durante 8 dias no período da quaresma, em que grupos de homens rezando percorrem a pé toda a ilha.

Atividades


Caminho Costeiro, Ilha de São Miguel ©peresanz

Em São Miguel são muitas as opções de atividades que se podem praticar.

Em terra, admiram-se melhor as paisagens ao caminhar pelos inúmeros trilhos existentes, sozinho com mapas dos diversos percursos ou com a ajuda de guias credenciados. Passeios a cavalo e de bicicleta são outro modo de desfrutar a beleza da ilha. Mas quem prefere passeios mais citadinos, tem a possibilidade efetuar tranquilos circuitos de charrete ou de "lagarta" (comboio turístico) pelas ruas da cidade de Ponta Delgada.

Para os jogadores de golfe, a ilha oferece dois campos: os Campos das Furnas e da Batalha. Quem deseje maior ação, pode optar por explorar a ilha de jipe 4x4, moto4 ou de BTT. Um voo de parapente permite captar fotografias singulares e apreciar as belas lagoas de um ângulo fora do comum. A descoberta do mundo subterrâneo da ilha faz-se numa visita à Gruta do Carvão e existem várias secções de escarpas equipadas para a prática da escalada.

Para os que gostam da observação de aves, os melhores locais são a Serra da Tronqueira, habitat do Priolo, uma das espécies mais raras da Europa, a Lagoa das Furnas e os Mosteiros.

Na água podemos praticar mergulho, observação de cetáceos e pesca de alto mar, existindo diversas empresas da especialidade que oferecem um variado leque de opções durante todo o ano. Na costa norte da ilha são os spots para a prática do surf e do bodyboard que cativam, especialmente a praia de Santa Bárbara, mais conhecida por ”Areais”. Praias de areia vulcânica como as do Pópulo, Água d’Alto e Ribeira Quente, piscinas naturais dispersas ao longo da ilha e os balneários termais da Ferraria e das Furnas constituem sítios ideais para relaxar das emoções fortes e retemperar energias. Podemos ainda fazer canoagem e outros desportos náuticos em lagoas implantadas nas caldeiras de vulcões. Nalgumas lagoas e ribeiras, com a devida licença, também é possível pescar.

Para os velejadores, lançam-se as amarras a partir das Marinas de Ponta Delgada ou de Vila Franca do Campo para passar um dia magnifico em contacto com o mar e a natureza pura, com a possibilidade de pescar, nadar e ver golfinhos e baleias.

Gastronomia


Cozido das Furnas ©Publiçor/Visitazores

Na gastronomia de São Miguel abundam os pratos de diferentes tipos de peixe, bem como de marisco, onde também há uma enorme variedade, como as cracas, crustáceo cozinhado em água do mar.

A carne proveniente do gado criado em pastagens é macia e saborosa, onde o prato de principal destaque é o famoso Cozido das Furnas. Nas caldeiras das Furnas, as panelas com as carnes e vegetais do cozido são ensacadas e enterradas no solo geotérmico. A cozedura leva cerca de cinco horas. Vale a pena assistir ao içar do cozido, que acontece normalmente entre as 12 e as 15 horas e depois rumar ao restaurante escolhido para saborear esta especialidade tão única.

Nas entradas, a famosa “pimenta da terra” associa-se ao queijo fresco, mas este tipo de malagueta local marca presença em várias receitas. O bolo lêvedo, originário das Furnas, está bastante difundido e pode surgir em qualquer refeição. Na doçaria, ganharam especial fama as Queijadas de Vila Franca do Campo. Os fumadores podem terminar a refeição com um charuto ou cigarrilha fabricados localmente ou então com outra das grandes especialidades da ilha, o chá. As plantações da Gorreana e de Porto Formoso, que surgem no horizonte como ondas de folhas verdes, são únicas no contexto europeu. Na visita às fábricas-museu aprende-se a história do cultivo e a evolução da maquinaria utilizada, antes da merecida prova do chá açoriano.

São Miguel tem tradição no cultivo de frutas exóticas como o ananás, a anona, o araçá e o maracujá, que são comidas ao natural ou utilizadas no fabrico de licores. As estufas de ananases, espalhadas pelas áreas da Fajã de Baixo, Lagoa e Vila Franca do Campo, mantêm práticas ancestrais que podem ser descobertas numa visita guiada.


Passeio por Viseu

Não deixe de…
  • percorrer a pé as ruas antigas e sentir a atmosfera do centro histórico
  • fazer um passeio no comboio turístico
  • visitar a Sé e admirar os tetos da abóbada e da sacristia
  • provar e comprar vinho do Dão
  • atravessar a cidade no funicular

Cidade antiga, cinzenta da pedra mas ao mesmo tempo verde, acolhedora e animada, Viseu foi considerada a melhor de Portugal no ranking da qualidade de vida.

Para conhecê-la nada como começar pelo centro histórico preservado. Do Rossio partem diversas ruas estreitas de traçado medieval, onde se encontram muitas lojas de comércio tradicional. Vale a pena percorrê-las e descobrir a Rua Direita, ou a Rua Escura com casas do século XVI onde subsistem gárgulas e janelas góticas, e ainda as Quatro Esquinas onde se erguia uma das portas da muralha. 

O Adro da Sé é o ponto principal de qualquer visita. Aqui predomina o granito num conjunto imponente formado pelo Paço dos Três Escalões, que alberga o Museu Grão Vasco, a Catedral, a varanda dos Cónegos e a Torre de Menagem; em frente, a Igreja da Misericórdia, igualmente majestosa, mas com uma fachada rocaille, introduz uma nota alegre à sobriedade do espaço. Decerto que esta praça exige algum tempo, mas destacamos na Sé a abóbada ornamentada com cordas e nós em pedra em estilo manuelino, e as preciosidades guardadas no Museu do Tesouro, bem como as obras de Vasco Fernandes (Grão Vasco) pintor português do século XV, no Museu que lhe é dedicado. 

Viseu possui diversos espaços verdes, ideais para passeios relaxantes. Sugerimos alguns: o Parque do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro ou a Cava de Viriato, que terá sido um acampamento militar romano do século I/II a. C. e onde uma estátua lembra este herói lusitano que resistiu à invasão com bravura. 

Toda esta zona se integra na região vinícola demarcada do Dão que produz bons vinhos tintos e brancos. Podemos prová-los no Solar do Dão, sede da Comissão Vitivinícola Regional, nas quintas onde se produzem, ou à mesa a acompanhar a excelente gastronomia regional em que se destaca a vitela assada à moda de Lafões. 


Observação de Cetáceos nos Açores

Não deixe de…
  • nadar com golfinhos
  • levar a máquina fotográfica

Em pleno Oceano Atlântico, os Açores são um arquipélago de nove ilhas de natureza em estado puro e um dos maiores santuários de baleias do mundo.

Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 24 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. Para além das comunidades residentes como os golfinhos comuns e roazes, com os quais é possível nadar, há baleias que utilizam os Açores como rota de migração. Os golfinhos pintados, cachalotes, baleias sardinheira e de barba são mais frequentes no Verão. A baleia azul pode ser avistada com facilidade nos finais do Inverno. Uma coisa é garantida: seja qual for a estação do ano, há sempre descobertas a fazer.

Os Açores são um ecossistema de características únicas e com águas ricas em peixe, pelo que não é de estranhar que no passado a pesca à baleia fosse uma atividade importante em muitas das ilhas. Hoje, a tradição baleeira foi convertida numa atividade turística muito apreciada, existindo por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos, dando um novo significado a um grito antigo: “Baleia à vista!”. 

Na Ilha de S. Miguel, especialmente em Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, existem diversos operadores especializados na observação de cetáceos durante todos os meses do ano. No canal entre as ilhas de S. Miguel e Santa Maria, nos meses de Primavera, é frequente o avistamento de baleias-azuis, o maior animal à face da terra, com cerca de 30 metros e até 150 toneladas.

Na ilha Terceira – quer em Angra do Heroísmo, quer na Praia da Vitória – a oferta para observação de cetáceos é variada, destacando-se as unidades turísticas que disponibilizam programas que conjugam alojamento com atividades de mar. Entre as múltiplas espécies, cujas rotas de migração as tornam avistáveis a partir da ilha, assinalam-se as imponentes baleias azuis que passam na Primavera e no Outono, entre as ilhas Terceira e S. Jorge.

A Ilha do Faial, que forma o chamado Triângulo com as ilhas de S. Jorge e Pico, tem na cidade da Horta um dos principais e mais dinâmicos centros de observação e estudo de cetáceos do arquipélago. Vários dos operadores de observação de cetáceos presentes na Horta têm como guias cientistas e técnicos ligados à Universidade dos Açores, instituição que ali tem os seus principais centros de estudos e investigação, conduzindo com outras universidades internacionais vários programas de estudo das populações, migrações e rotas dos grandes animais marinhos.

O Pico é a ilha onde a tradição baleeira nos Açores se encontra mais enraizada, com operadores na Madalena, nas Lajes e em Santo Amaro. Podemos conhecer a história nos vários museus e centros etnográfico onde se perpetuam as artes tradicionais desta atividade, com destaque para o Museu dos Baleeiros e para o Centro de Artes e Ciências do Mar - SIBIL, nas Lajes, assim como o Museu da Indústria Baleeira, em Santo Amaro.

A saída para o mar, para todos aqueles que desejam participar nesta aventura, é devidamente preparada em terra pelo skipper, através de uma explicação aos visitantes sobre as várias espécies que poderão avistar, a forma como irá decorrer a viagem e os cuidados e precauções que devem ser tomados para não interferir com a vida marinha. 

Não devemos desanimar quando o mar não permitir efetuar o passeio de observação dos cetáceos. Em terra existem vários museus e centros de interpretação, principalmente nas ilhas do Pico e do Faial, que servem de interessante e cativante guarida. Outra hipótese é visitar as vigias da baleia espalhadas em pontos estratégicos das várias ilhas com panorâmicas surpreendentes.

Na observação de cetáceos há momentos que só acontecem uma vez na vida, por isso não podemos esquecer a máquina fotográfica e registar aquele encontro único… acredite, a experiência é fantástica e toda a família vai adorar!


Guimarães

Não deixe de…
  • conhecer o Parque da Cidade
  • nos arredores da cidade, passear nos diversos percursos assinalados e visitar a Citânia de Briteiros

Conhecida como a cidade-berço de Portugal, Guimarães tem um novo motivo para ser visitada. É Capital Verde Europeia 2026, um reconhecimento do caminho que a cidade tem vindo a fazer rumo a um futuro mais sustentável. 

Entre o centro histórico classificado pela UNESCO, o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança, Guimarães combina o encanto do passado com a inovação do presente. A cidade ainda hoje possui um conjunto patrimonial harmonioso e preservado que se mostra em graciosas varandas de ferro, balcões e alpendres de granito, casas senhoriais, arcos que ligam ruas estreitas, lajes do chão alisadas pelo tempo, torres e claustros. Por momentos imaginamo-nos num cenário medieval, onde a nobreza foi construindo as suas moradias como a casa Mota Prego, o Palácio de Vila Flor, do Toural e tantos outros que dão a Guimarães uma atmosfera única.

Comece a visita no coração da cidade baixa, o largo da Oliveira, onde se ergue o Padrão do Salado e a Igreja e Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, que alberga o valioso Museu Alberto Sampaio. Passando os Paços Municipais, coroados de ameias, a Praça de Santiago acolhia os peregrinos que na Idade Média se dirigiam a Compostela, tal como hoje acolhe os residentes e turistas nos seus restaurantes e esplanadas. Na Rua de Santa Maria, que faz a ligação à cidade alta, ficam o Convento de Santa Clara, a Casa do Arco e outras casas nobres. Suba por essa rua, ou pela Av. Alberto Sampaio, acompanhando troços da antiga muralha que continua na cidade alta, entre o Paço dos Duques de Bragança, monumento do séc. XV onde é possível observar a influência da arquitetura senhorial francesa e o Castelo. Até lá, encontraremos o Monumento a D. Afonso Henriques, a românica Capela de S. Miguel e, finalmente, o Castelo, que remonta ao séc. X e está intimamente ligado à fundação de Portugal.


Castelo de Guimarães © Direcção Regional de Cultura do Norte

Para conhecer outra centralidade de Guimarães, é necessário ir até ao Largo do Toural, com o seu chafariz quinhentista. A Rua D. João I, que na Idade Média era a via de acesso ao Porto, ostenta casas antigas com balaustradas em madeira e fachadas seiscentistas. Contornando a Igreja do Convento de S. Domingos, já na Rua de Paio Galvão vamos encontrar o edifício neo-românico do Museu Arqueológico Martins Sarmento, que se estende para o claustro do Convento. Pouco mais à frente fica o edifício do antigo mercado municipal, onde funciona hoje a Plataforma das Artes e o Centro de Artes Internacional José de Guimarães, com uma retrospetiva da obra deste conceituado artista, natural da cidade. 

Um pouco mais longe do centro vale a pena visitar o Palácio e Centro Cultural Vila Flor e os seus jardins suspensos com Casas de Fresco e decorações rocaille. Referência ainda para a Igreja barroca de Nossa Senhora da Conceição e dos Santos Passos no extremo do Largo da República do Brasil.

Para outra visão da cidade podemos subir de teleférico ao Monte da Penha para um dos mais belos panoramas do norte de Portugal, onde fica o concorrido Santuário de Nossa Senhora da Penha.


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