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Há inúmeras atividades especialmente pensadas para os mais pequenos, tanto ao ar livre como dentro de portas, em castelos, museus, jardins zoológicos, parques temáticos ou em parques aquáticos. Seguir as pegadas de dinossauros, ver golfinhos e baleias no mar ou ficar a saber tudo sobre estrelas são apenas algumas ideias do que se pode fazer. Os passeios de bicicleta ou até de burro, em parques e reservas naturais, também são muito apreciados e é uma forma descontraída de aprender a observar a natureza.

Nas praias de areia fina, com águas calmas e boa temperatura, as crianças podem correr e brincar à vontade, dar mergulhos e fazer esculturas na areia. Mas mais divertido é aproveitar as ondas e iniciar toda a família no surf.

Para descansar, é fácil encontrar um hotel tranquilo onde pais e crianças se sintam confortáveis e recuperar a energia para o dia seguinte.

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Algarve

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Pela via algarviana

No interior tranquilo e verdejante há um Algarve diferente que esconde aldeias tradicionais e paisagens espetaculares. O caminho para chegar a este mundo preservado? Nada mais fácil… é só seguir as setas!

Marcado no terreno com sinalética e painéis interpretativos, este percurso é conhecido como “Via Algarviana” e atravessa longitudinalmente a região. A via tem origem num antigo trilho religioso seguido pelos peregrinos que se dirigiam ao Promontório de Sagres onde foram encontradas as relíquias de São Vicente. Desde Alcoutim, junto ao rio Guadiana, até ao Cabo de São Vicente são cerca de 300 kms divididos em 14 setores, que têm início e fim em localidades com alojamento e restauração. Tudo pensado para podermos adaptar o trajeto ao ritmo de cada um, ou escolher apenas os troços que nos interessam.

Via Algarviana - Monchique
Photo: Monchique ©Via Algarviana

Este mergulho na natureza começa no cais de Alcoutim junto ao Rio Guadiana e atravessa a Serra do Caldeirão, zona de produção de cortiça e de aldeias típicas a não perder como Salir, Benafim e Alte. A meio, passando São Bartolomeu de Messines, o trilho segue ao longo da Ribeira do Arade, num troço de grande beleza. Silves é visita obrigatória, antes de rumar à Serra de Monchique, cujos panoramas deslumbrantes podem ser admirados a partir da Picota ou da Foia, os locais mais elevados do Algarve. Depois de zonas quase selvagens, o caminho cruza Marmelete, Bensafrim e Barão de São João e uma floresta de pinheiro-manso. Sente-se o cheiro a mar e a Via Algarviana chega ao fim no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o trecho de costa mais bem preservado da Europa.

Castelo de Silves - José Manuel
Photo: Silves ©José Manuel

Ao longo do percurso podemos apreciar a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras. Das árvores e arbustos e destacam-se o medronheiro, a figueira, a alfarrobeira, o sobreiro e a amendoeira que fornecem matéria-prima para doces e licores deliciosos. Rios e ribeiras garantem a frescura nos dias mais quentes e são o habitat das lontras, entre outras espécies de fauna. Neste território, em parte integrado na rede Natura 2000, também se encontram lebres, javalis ou raposas, mas mais difícil será avistar os poucos linces existentes. Quanto às aves, se o rouxinol-do-mato e o abelharuco se destacam pelas cores da plumagem, talvez seja preciso mais atenção e binóculos para observar a águia de Bonelli ou o Bufo-real, que procuram lugares bem altos. 

Via Algarviana - Robert Monnier
Photo: Via Algarviana ©Robert Monnier

Aqui, ainda se pratica a agricultura tradicional, subsistindo moinhos de vento, eiras e fornos comunitários. Nas casas caiadas de branco sobressaem chaminés rendilhadas de uma delicadeza notável. Populações simpáticas e acolhedoras mantêm vivas as tradições do mundo rural e transformam em iguarias aquilo que a terra lhes dá - aguardente de medronho, licores de poejo ou de amêndoa, mel, queijos ou enchidos são alguns dos produtos a provar e levar. Tal como as peças de artesanato, excelentes recordações que testemunham a habilidade destas gentes em cestaria, tecelagem, olaria e tantas outras artes. 

Via Algarviana - Edgar Ribeiro
Photo: Via Algarviana ©Edgar Ribeiro

Para fazer o percurso devemo-nos equipar a rigor com roupa e calçado adequado, não esquecendo a bússola ou o GPS, e outros objetos práticos. E convém consultar o site da Via Algarviana para obter informações detalhadas. Depois é só por pernas ao caminho e dar início à jornada.


Um passeio por Tavira

Não deixe de…
  • apreciar a vista panorâmica da torre do castelo
  • percorrer a pé as ruas antigas e descobrir restos da muralha islâmica
  • visitar a Câmara Obscura (Torre de Tavira) no antigo depósito da água para ver todo o esplendor da cidade
  • visitar algumas das 37 igrejas de Tavira
  • experimentar as especialidades regionais como as saladas de polvo ou de atum e os folhados de Tavira
  • saborear um gelado no Jardim do Coreto
  • levar flor de sal extraída das salinas da região
  • fazer uma caminhada à beira-mar no longo areal da Ilha de Tavira
  • ser surpreendido pelo “cemitério” de âncoras na Praia do Barril
  • conhecer as cascatas dos Moinhos da Rocha ou Pego do Inferno a 8 kms de Tavira

Das ruas junto ao Rio Gilão às muralhas do castelo de onde se tem a melhor vista sobre a cidade, Tavira seduz e faz-nos querer descobrir os seus recantos e desvendar os seus segredos.

Há um certo encanto oriental nesta cidade, nos seus telhados de “tesoura” ou de quatro águas, que se recortam no céu de uma forma peculiar e nas portas de reixa feitas de madeira entrelaçada que resguardam as casas deixando entrar o ar e o som, herança dos árabes que habitaram a região. 

Tavira distribui-se pelas duas margens do rio, num intrincado de ruas estreitas e casas brancas que apetece percorrer sem pressas. O Jardim do Coreto é a zona mais animada, onde muitas pessoas se passeiam saboreando um gelado ou a frescura do ar, sobretudo à noite quando espetáculos ou outros eventos dão ainda mais vida a esta área. É aqui que se situa o Mercado da Ribeira, que depois de abandonar as suas funções originais é agora um espaço de animação e lazer.

A ponte mais antiga, que segundo se crê era de origem romana, é uma estrutura do século XVII com parapeitos murados de onde apreciamos uma bela vista sobre o casario. Não tanto como a que podemos contemplar subindo à Torre do castelo, sem dúvida o melhor miradouro da cidade, abrangendo os telhados ondulantes, as cúpulas das igrejas, o rio e as salinas, até à linha azul do mar que é o seu limite no horizonte.

Para além do panorama, o esforço da subida é compensado por tudo o que podemos admirar pelo caminho. Por exemplo, quando atravessamos a porta da muralha e somos surpreendidos pelo belo portal renascentista da Misericórdia, uma das 37 igrejas de Tavira. Também podemos visitar o Núcleo islâmico para saber mais sobre a história da cidade ou o Museu Municipal, instalado no Palácio da Galeria, o seu edifício mais notável. Um pouco mais acima, fica o castelo e a Igreja de Santa Maria, que ocupa o lugar da antiga mesquita maior; aqui descansa D. Paio Peres Correia e os sete cavaleiros da Ordem de Santiago dos trabalhos que tiveram para conquistar Tavira aos Mouros em 1242. Bem perto, a Igreja de Santiago, também ela foi erguida sobre uma antiga mesquita, a menor.

Do outro lado do rio, no morro fronteiro, há mais igrejas para visitar como a Ermida de São Brás de origem medieval, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, um dos mais sumptuosos templos do Algarve com exuberante decoração barroca, ou a Igreja de São Paulo, mais simples e austera. 

Para compensar os gastos de energia em tantos passeios, nada como experimentar as especialidades gastronómicas, sobretudo o peixe fresco e o marisco, como o polvo cozinhado de diversas formas ou o arroz de lingueirão. O atum, em bifes ou estopeta também se destaca nas ementas, já que a sua pesca era uma das atividades mais tradicionais desta zona. Podemos conhecer melhor esta arte no Núcleo Museológico no Arraial Ferreira Neto, junto à foz do rio Gilão, erguido para albergar os pescadores e as suas famílias e hoje convertido em hotel.

Os encantos da cidade continuam até à Ria Formosa que alcançamos seguindo a estrada paralela ao Rio Gilão e ladeada por salinas brancas onde se avistam aves como o pernalonga, o flamingo ou o alfaiate. No seu final, em Quatro Águas, podemos apanhar o barco que a atravessa e nos leva à praia na língua de areia que separa a ria do mar. São 11 quilómetros de areal, que integra as praias da Ilha de Tavira, Terra Estreita, Barril e Homem Nu, e onde podemos descansar deste passeio bem recheado. 


Pico, Faial e São Jorge - as “Ilhas Triângulo”

Todo o arquipélago dos Açores é belo e merecedor de uma visita, mas devido à proximidade, Pico, Faial e São Jorge formam o chamado “Triângulo” do Grupo Central do arquipélago que incitam a que se atravesse o mar para conhecer a vizinhança.

O Triângulo: o Faial em primeiro plano, ao fundo à direita o Pico e à esquerda, alongando-se entre o mar e o céu... São Jorge. Nenhuma destas três ilhas é semelhante à outra, cada uma tem uma especificidade única, mas todas se completam. A proximidade entre elas, bem como as numerosas ligações marítimas existentes, faz deste “Triângulo” um destino fascinante e surpreendente.

A interligação marítima é assegurada pela empresa Atlanticoline numa operação que se estende ao longo do ano. A frequência das partidas aumenta consoante os meses do ano. O canal entre a Horta (Faial) e a Madalena (Pico) leva cerca de 30 minutos a fazer-se e é servido por 4 a 6 ligações diárias. Um percurso alternativo permite a navegação entre a Horta e as Velas (São Jorge), com escala em São Roque (Pico). Utilizar estes barcos de carreira é um modo fácil e económico de viajar entre as ilhas e tem como bónus admirar vistas alternativas e espetaculares, podendo por vezes avistar golfinhos.
Durante os meses de maio a setembro, os portos do “triângulo” recebem a visita do Express Santorini, operado pela Atlanticoline, barco equipado com camarotes que assegura a longa rota que passa por oito ilhas dos Açores, de Santa Maria às Flores. A possibilidade de transporte de viaturas – desde automóveis de diversas classes até aos reboques, moto 4x4, jetski e bicicletas –, faz deste cruzeiro uma excelente opção de transitar comodamente entre os grupos Ocidental, Central e Oriental.

O Faial é uma das paragens obrigatórias na visita ao grupo central, com o seu vulcão dos Capelinhos, a sua magnífica Caldeira coberta de vários tons de verde, os seus campos de pastagens rodeados de hortênsias azuis e as praias de mar calmo. Merece especial destaque, a cidade da Horta em anfiteatro para as baías, onde se situa a marina mais conhecida internacionalmente por marinheiros de todo o mundo e a vista imponente da montanha do Pico. E ainda a não perder, os passeios de barco para a observação de cetáceos.

Do outro lado do canal, está a ilha do Pico e a sua majestosa montanha que no interior conserva longas e preservadas grutas vulcânicas. Nos seus campos de lava estende-se um reticulado único de muros entre os quais nasce a vinha, que foram considerados paisagem património mundial e onde se produz o famoso vinho verdelho que podemos degustar nas suas adegas. De destacar ainda as vistas para as ilhas de São Jorge e do Faial e a observação de cetáceos. Tudo isto torna esta ilha única no equilíbrio quase perfeito entre a terra agreste e o engenho da sobrevivência que permitiu uma cultura singular.

São Jorge é uma ilha estreita, que tem uma cordilheira ao centro e diversas particularidades como as fajãs – pequenas planícies que se prolongam pelo mar, formadas por abatimentos da falésia e muitas vezes só acessíveis através de trilhos pedestres que atravessam uma natureza encantada. De destacar ainda o seu queijo, único e famoso, que chega a pesar 12 quilos, as colchas de ponto alto feitas num tear de madeira, uma caldeira com amêijoas e uma onda mítica.

Toda esta exuberância faz destas três ilhas de beleza impar, um destino de férias único e sublime!


Vale do Douro

Não deixe de…
  • visitar algumas das quintas produtoras de vinho que se dedicam ao enoturismo
  • pernoitar nos hotéis de inspiração vínica que existem no Porto e Vale do Douro
  • participar nas vindimas
  • fazer um cruzeiro ambiental no rio junto a Miranda do Douro
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

O Vale do Douro também podia ser chamado de vale encantado tal a beleza e encantamento que as suas paisagens oferecem.

Com partida do Porto, onde o rio desagua e onde desaguam também os vinhos do Douro (de mesa) e do Porto (vinho generoso) produzidos nas suas encostas, podemos conhecer de várias maneiras esta Paisagem Cultural, classificada Património Mundial: por estrada, de comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero. Nenhuma delas nos vai deixar indiferentes. 

Num percurso pelos Miradouros que oferecem as melhores vistas, teremos que cruzar o rio de norte para sul e vice-versa. Mas no caminho podemos admirar paisagens deslumbrantes sobre o rio e visitar vinhas, vilas e aldeias até chegar a Miranda do Douro, onde o rio entra em Portugal.

Começamos por visitar em Vila Nova de Gaia as caves onde o vinho do Porto envelhece. Ficamos a conhecer um pouco melhor este vinho aproveitando, como não poderia deixar de ser, para provar o precioso néctar. E no rio ainda hoje podemos apreciar antigos barcos rabelo, os únicos que transportavam o vinho das quintas produtoras até à foz antes da construção das várias barragens que tornaram o rio navegável.

No Peso da Régua, o Museu do Douro dá-nos a conhecer outra perspetiva da cultura do vinho e da região. Não longe, mas na margem sul, fica Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal, situada na base duma imensa escadaria de azulejos azuis e brancos que leva ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. No Pinhão, mesmo à beira do rio, a estação de caminhos de ferro é de visita obrigatória para ver os seus antigos azulejos dedicados à cultura da vinha.

Antes de chegar ao Pocinho, podemos fazer um desvio na margem sul para conhecer o castelo de Numão e apreciar a vista sobre o horizonte. Pouco mais a leste fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre classificada Património da Humanidade, assim como o respetivo Museu em Vila Nova de Foz Coa.

Chegando a Barca de Alva entramos no Parque Natural do Douro Internacional já que o rio daqui até Miranda do Douro faz fronteira entre Portugal e Espanha. Neste percurso o rio corre apertado entre altas escarpas até chegar à pequena cidade raiana onde entra em Portugal.

Até Barca de Alva, o Alto Douro Vinhateiro é também a mais antiga região vinícola demarcada do Mundo. O rio fez a primeira obra cavando na terra os vales profundos, enquanto o Homem transformou as montanhas de xisto em terra e muros e nela plantou a vinha, verde no verão, cor de fogo no outono. Com uma sabedoria herdada de gerações, inclinou os terraços para que os raios de sol abracem as videiras e deem às uvas o calor de que o vinho precisa. Por isso dos frutos da terra e do trabalho do Homem se fez este vinho e esta paisagem únicos.


Um passeio pelo Gerês

Não deixe de…
  • visitar o Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro e recolher informação nas Portas do Parque
  • fazer algum dos percursos pedestres de pequena rota, que têm sinalização convencional no terreno
  • observar o pôr-do-sol sobre a barragem a partir da Pousada da Caniçada

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, no extremo noroeste de Portugal, entre o Alto Minho e Trás-os-Montes, é a única área protegida portuguesa classificada como Parque Nacional.

É um mundo à parte em que a atividade humana se integra de forma harmoniosa na Natureza, preservando valores e tradições muito antigos, bem patentes nas aldeias comunitárias de Pitões das Júnias e Tourém.

Em todos os tons de verde, a vegetação exuberante inclui uma floresta de azevinho, única a nível nacional, e espécies endémicas como o lírio do Gerês, que alegra os campos com os seus tons de azul-violeta. Nas Serras da Peneda, Soajo, Amarela e Gerês, que integram o Parque, correm rios e ribeiras que se precipitam em cascatas e espraiam depois em albufeiras. As paisagens são deslumbrantes.

Por vezes consegue avistar-se um corço (símbolo do Parque) ou o seu predador, o lobo ibérico. Mais comuns, são os garranos, pequenos cavalos selvagens que correm livremente pelos montes. Também podem encontrar-se bovinos de raça barrosã e os cães de Castro Laboreiro, de pelo escuro, guardando os rebanhos que ao ritmo das estações se deslocam entre as brandas e as inverneiras. Trata-se de aldeias e zonas da serra relacionadas com a antiga transumância, para onde as populações hoje apenas deslocam o gado: vales e altitudes baixas no inverno, lugares mais altos no verão, de acordo com o pasto existente.

Num itinerário pelo Parque, o Soajo, com o seu antigo conjunto de espigueiros de pedra para guardar os cereais, pode ser o ponto de partida a oeste. Também podemos ver espigueiros no Lindoso, onde vale a pena subir ao castelo debruçado sobre o vale do Rio Lima. Um pouco mais a norte, podemos dar um pulo à aldeia de Castro Laboreiro, onde se criam os cães pastores da região.

A serra mais a sul é a do Gerês, cuja porta do Parque, em Campo do Gerês, é a que fica mais perto de Braga. Nesta serra ficam as albufeiras das Barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas, locais de grande beleza, tendo esta última submergido a povoação que lhe deu o nome, e cujo espólio está hoje em exposição no Museu Etnográfico de Terras de Bouro. Nas redondezas desta localidade, os Santuários de São Bento da Porta Aberta e da Senhora da Abadia são centros de grandes romarias e peregrinações.

Partindo do Campo do Gerês a pé, pode deixar-se o carro à entrada da Mata da Albergaria e seguir o Rio até à Portela do Homem. No regresso, podemos descansar nas termas de Caldas do Gerês. Outra aposta certa é seguir o traçado bem conservado da geira romana, com marcos miliários que têm quase dois mil anos.

O Rio Cávado, que delimita o Parque a leste, indica o caminho até à Barragem da Paradela. Um passeio a cavalo ou um banho no rio são um convite à descontração. Para quem gosta mesmo de passeios pedestres, é a não perder a visita a Pitões das Júnias, uma aldeia onde se guardam antigos costumes comunitários. Fica no fim da estrada e daqui para a frente só a pé. Mas o passeio vale a pena, pelas cascatas e pequenos ribeiros que se cruzam pelo caminho ou pela surpresa das ruínas dum antigo Mosteiro a aparecer no meio da paisagem.

Em suma, para gastar energias não faltam no Parque oportunidades, pois também há condições para atividades como o canyonning ou a canoagem. Mas não só. A diversidade e abundância de flora e fauna locais proporcionam um contacto com a natureza único e qualquer que seja a opção é provável que castelos medievais, mosteiros e aldeias tradicionais façam parte da paisagem, sempre de uma beleza natural ímpar.


Costa Vicentina

Designada por Costa Vicentina, a faixa de litoral entre Odeceixe e Burgau é um Algarve diferente, onde a natureza preservada tem um carácter forte e selvagem, que se traduz em paisagens de uma imponência deslumbrante.

Esta área faz parte do Parque Natural que começa mais a norte no sudoeste alentejano e que constitui a maior extensão de costa portuguesa sujeita a proteção. As praias sucedem-se, ora com areais extensos a perder de vista, ou mais pequenos enquadrados por grandiosas arribas de xisto e calcário. O mar, agitado, produz uma sinfonia natural, que serve de banda sonora a este passeio à beira mar.

Partimos de Odeceixe, o ponto mais a norte, uma praia que se desenvolve para os dois lados de uma ribeira, proporcionando banhos de mar e rio. Por aqui encontramos areais pouco frequentados, alguns quase desertos com acessos pouco conhecidos como a Praia das Adegas reservada à prática do naturismo. Vale dos Homens, Carriagem, Amoreira e Monte Clérigo são outras praias a descobrir entre arribas cobertas de vegetação, que aqui e ali nos oferecem fabulosos panoramas sobre esta costa escarpada.

Erguido no século X, o castelo de Aljezur, o último a ser tomado aos mouros, brinda-nos com outras vistas sobre o casario branco, os campos e a Serra de Monchique ao longe. Aqui tem fama a batata-doce que se destaca na gastronomia regional, embora o lugar principal seja ocupado por mariscos - perceves, lapas e mexilhões - e pelo peixe fresquíssimo pescado à linha: os sargos, as douradas e os robalos, que são deliciosos grelhados apenas com um pouco de sal.

Continuando para sul, a paisagem é marcada pela Pedra da Agulha, um rochedo imponente que se eleva no meio do mar. Vê-se das praias da Arrifana, Vale Figueiras e Bordeira que possuem boas condições para a prática de surf e bodyboard. Mas a preferida dos surfistas é a Praia do Amado, cenário de diversas provas de competições nacionais e internacionais, com várias escolas destas modalidades.

Por todo o lado, campos de flores de cores garridas rodeiam estradinhas que nos levam a praias sossegadas. Como as da Barriga, Cordoama e Castelejo, cujos areais ficam ligados na maré baixa, formando uma longa extensão de areia dourada a contrastar com os grandes rochedos de xisto negro que as limitam. E há um bónus para os que estiverem mais atentos já que estas praias são frequentadas por uma colónia de lontras que utiliza o meio marinho para procurar alimento, uma raridade na natureza.

Mais para o interior fica Vila do Bispo, com a sua Igreja paroquial coberta com azulejos até ao teto. Uma estrada leva-nos ao Cabo de São Vicente e ao Promontório de Sagres o extremo sudoeste do continente europeu que parece avançar sobre o oceano e que na Idade Média se pensava ser o “fim do mundo”. As vistas fabulosas sobre o mar imenso vão-nos deslumbrar. Mas este também é o lugar certo para saber mais sobre a história da epopeia marítima dos portugueses que começou justamente em Sagres, conhecendo a sua fortaleza, a Capela e a Rosa dos Ventos com 43 metros de diâmetro. No Cabo, destaca-se o farol que com um alcance de 95 km é um dos mais poderosos da Europa, tendo sucedido a uma luminária que no século XVI era mantida acesa durante toda a noite pelos frades capuchos.

Esta zona também é excelente para a observação de aves, especialmente em outubro quando aqui acorrem espécies vindas de norte em busca de paragens mais quentes e se realiza o Festival de observação de aves. Mas noutras épocas do ano também podemos avistar outras aves como a garça branca, a águia de Bonelli e a águia pesqueira que está em perigo de extinção e tem aqui um dos seus dos últimos refúgios. Já se sabe que todas elas desaparecerão num ápice se notarem a nossa presença, pelo que é imprescindível respeitar o silêncio e caminhar sobre os trilhos.

No litoral virado a sul, esperam-nos outras praias com ótimas condições para a prática de desportos náuticos. Para além do surf e windsurf, toda esta zona que integra as praias de Beliche, Tonel, Mareta, Martinhal, Ingrina e Zavial é ideal para mergulhar e explorar grutas submersas e reentrâncias rochosas cheias de vida marinha. Em Salema e também no Burgau, já nos limites do Parque Natural, encontramos outras praias pitorescas em que a longa tradição piscatória ainda está bem presente. Chega ao fim este passeio por uma das mais belas e bem preservadas zonas do litoral europeu, onde nos sentimos parte integrante da natureza.


Évora, Património da Humanidade

Não deixe de…
  • tirar uma fotografia no Templo Romano
  • andar ao acaso e ir descobrindo a cidade
  • comer um gelado na praça do Giraldo
  • comprar uma peça de artesanato
  • visitar a Capela dos Ossos

Évora, é uma cidade que é um livro de história de arte portuguesa.

Para a visitar, a melhor forma de o fazer é a pé, percorrendo as ruas estreitas, de casas brancas, para se ir descobrindo os monumentos e os pormenores que revelam a história de Évora e a riqueza do seu património.

Pelo seu ambiente tranquilo e acolhedor, vai ser fácil perceber porque é que esta cidade, que teve origem na época romana, foi escolhida pelos reis de Portugal no séc. XV para viver, facto que contribuiu para o desenvolvimento e importância cultural que teve nos séculos seguintes. Na verdade, foi a sua longa história, e o facto de se ter preservado um conjunto urbano representativo dos séculos XVI a XVIII até aos dias de hoje, que levou a UNESCO a classificar Évora como Património Mundial.

Para começar, a Praça do Giraldo...
É o coração da cidade e um ponto de encontro por excelência, com cafés, esplanadas, lojas e o posto de turismo. Num dos extremos, fica a Igreja de Santo Antão e o Chafariz de mármore com 8 bicas, representando as 8 ruas que aí vão dar.

Uma sugestão de itinerário
Partindo das arcadas na Praça do Giraldo, faça um primeiro percurso pelos principais pontos de interesse: o Templo e as termas romanas, as muralhas medievais, a Sé, a Igreja da Graça e a Igreja de São Francisco, com a sua curiosa Capela dos Ossos.

Se houver tempo, não deixe de incluir o Museu de Évora, a Fundação Eugénio de Almeida, e a antiga Universidade, fundada no séc. XVI, uma das razões para o espírito jovem e descontraído que encontramos em Évora. Vale ainda a pena passear pelo romântico Jardim onde se encontra o Palácio de D. Manuel e visitar a Ermida de São Brás, já fora de muralhas.

Seja por motivos culturais ou para passar um fim de semana calmo, Évora é uma cidade inspiradora e com muito a conhecer. Fora da cidade, o melhor é seguir as estradas secundárias para apreciar a paisagem alentejana. Se gosta de arqueologia, tome a EN114, em direção a Guadalupe e descubra, a 3 km, o Cromeleque dos Almendres, o maior da Península Ibérica. São 95 monólitos, com milhares de anos e com um propósito ainda por desvendar.

A torre da Sé e o Templo
São verdadeiros ex-libris da cidade e farão parte, com certeza, do álbum fotográfico. A Torre da Sé é facilmente reconhecida pela sua forma particular, numa combinação de torres cónicas pouco habituais na arquitetura portuguesa. No meio da cidade, pode ser um bom guia para ver onde se encontra. Saiba ainda que a Sé de Évora é a maior catedral medieval do país.

Muito perto, no largo Conde Vila Flor, destaca-se o grande Templo de origem romana, símbolo do culto imperial, que durante séculos se pensou ser dedicado à Deusa Diana.



Em Lisboa, com a família

Lisboa é uma cidade perfeita para passar alguns dias com as crianças. É acolhedora e segura, de clima ameno e percorre-se facilmente a pé, além de dispor de inúmeras atividades especialmente pensadas para os miúdos, tanto ao ar livre como em espaços fechados.

Para conhecer a cidade, toda a família vai seguramente gostar de uma viagem de elétrico com destino ao Castelo de São Jorge, para um passeio entre ameias e muralhas, imaginando histórias de cavaleiros destemidos.

E os parques e jardins da capital são sempre uma opção segura. No Jardim Zoológico há elefantes, uma aldeia de macacos, leões, tigres, crocodilos e até um espaço com várias espécies de répteis. Pode-se assistir a um espetáculo de golfinhos, à alimentação dos leões-marinhos e andar de teleférico.

Outra sugestão é o Parque de Monsanto. Neste verdadeiro pulmão da cidade, há diversão para toda a família, com circuitos pedestres, desportos radicais e vários parques infantis, como o Parque dos Índios, o Parque do Alvito ou o Parque da Serafina. Para gastar energia nos baloiços, escorregas e noutras diversões.

No Parque das Nações, no lado oriental da cidade, o Pavilhão do Conhecimento é um museu de ciência bastante divertido e interativo. Mas o favorito será, sem dúvida, o Oceanário, onde se recriam os vários oceanos do planeta. Nesta zona há vários espaços ajardinados e podem alugar-se bicicletas ou fazer um passeio de telecabine.

E se for preferível um espaço mais resguardado, há muitos museus que podem cativar os mais novos. O Museu da Marioneta é um deles. Instalado num antigo convento, é um espaço cheio de surpresas. Ou os Museus das Comunicações e da Eletricidade, com aplicações multimédia e outras mais simples, para aprender como se comunicava antes de existirem computadores e telemóveis, num deles, e como a cidade se transformou com o aparecimento da luz elétrica, no outro.

Em Belém, podem passar-se bons momentos a descobrir os continentes na rosa-dos-ventos gigante junto ao Padrão dos Descobrimentos ou no Museu de Marinha, onde se encontram as réplicas das embarcações utilizadas durante os Descobrimentos e muitos instrumentos náuticos. Mesmo ao lado, no Planetário Calouste Gulbenkian, há sessões diárias para ficar a saber tudo sobre o céu, as estrelas e as constelações.

Bem perto, fica a Torre de Belém, de onde os navegadores portugueses partiram para as suas grandes viagens pelos oceanos nos séculos XV e XVI, com um grande jardim relvado em frente, bom para correr e fazer um piquenique. Já a caminho de Cascais, passando Algés, podemos visitar o curioso Aquário Vasco da Gama.

Mas para aproveitar em pleno o ar livre e a proximidade do Oceano Atlântico, um dia na praia para brincar na areia ou um passeio ao longo da costa são sugestões fáceis de concretizar e que agradam sempre. E porque não umas aulas de surf?

Para um dia diferente, a norte de Lisboa, num centro comercial da Amadora, o Kidzania é uma cidade construída para as crianças, onde elas podem ser o que quiserem, pintores, médicos, jornalistas ou fotógrafos e até há uma moeda própria, os Kidzos que podem utilizar dentro do recinto.


Portalegre, Marvão, Castelo de Vide

Não deixe de…
  • visitar o Museu das Manufaturas de Portalegre
  • trazer uma recordação em cortiça
  • subir ao ponto mais alto a sul do Rio Tejo, o Pico de São Mamede a 1025 m. de altitude
  • ir a Castelo de Vide durante a Páscoa
  • saborear a água de Castelo de Vide
  • subir à torre mais alta do castelo de Marvão

Num instante atravessamos Portugal e chegamos ao norte do Alentejo para descobrir um refúgio de horizontes largos e gente hospitaleira, no Parque Natural de São Mamede. Numa primeira visita, sugerimos um passeio de carro com paragens em três lugares incontornáveis: Portalegre, Castelo de Vide e Marvão.

Antes de entrar no Parque, visitamos Portalegre

Com uma longa história, Portalegre foi uma cidade próspera e rica nos séculos XVII e XVIII, devido ao investimento na indústria têxtil e ainda hoje é conhecida por essa tradição. Devemos por isso visitar o Museu das Tapeçarias da Manufatura de Portalegre, instalado num antigo solar nobre. As Tapeçarias são peças únicas feitas numa técnica de tear manual que permite reproduzir na perfeição as gradações e as tonalidades de uma pintura ou de um desenho. Têm grande valor e são muito apreciadas por artistas contemporâneos para reprodução das suas obras de arte.

Ao passear pela cidade, vemos muitos palácios e monumentos que relembram os tempos áureos passados. Como o Castelo de origem medieval, a grande Sé, onde se pode  admirar um conjunto único de pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII e painéis de azulejos com cenas bíblicas, ou a Casa Museu José Régio, onde viveu este poeta, também colecionador apaixonado de peças de arte sacra e popular. Antes de seguir viagem, visitamos a Igreja do Convento de São Francisco, espaço integrado na área da antiga Fábrica de Cortiça Robinson, muito importante para o desenvolvimento da cidade.



Muito perto, a 15 km fica o Pico de São Mamede, o ponto mais alto do Parque Natural. Havendo tempo, vale a pena ir até Alegrete, um tradicional vila alentejana de casas brancas, entre muralhas.   

Já a caminho de Marvão, passaremos por Portagem, onde nos podemos refrescar nas piscinas. Faça uma pausa e prove os sabores da cozinha tradicional alentejana, acompanhados com um bom vinho tinto da região. Não muito longe, vale a pena visitar a cidade arqueológica romana de Ammaia.

Subindo até Marvão
Qualquer pessoa que conheça em Marvão vai com certeza dizer que estamos num ponto tão alto que se podem ver as costas dos pássaros a voar. E é bem verdade. Basta subir ao Castelo e apreciar a paisagem imensa.

Esta vila medieval, protegida por muralhas, é uma das preciosidade de Portugal, onde somos bem acolhidos e sentimos uma tranquilidade inesgotável. Marvão dá-se a conhecer nas ruas estreitas e nos recantos pitorescos, no pelourinho manuelino, nas janelas góticas e nas varandas de ferro forjado.

Podemos visitar o pequeno convento gótico da Senhora da Estrela e as Igrejas de Santiago, do Espírito Santo e de Santa Maria. Nesta última, está instalado o Museu Municipal, onde ficamos a saber mais sobre a história desta localidade. Desde que foi conquistada aos cristãos, em 1116, até às guerras da Restauração da Independência entre Portugal e Espanha, em 1640, chegou a ser considerada a praça-forte “mais inconquistável de todo o reino”. Mas é hoje um lugar de paz e sossego.



De Marvão seguimos viagem para Castelo de Vide.

Ao chegar a Castelo de Vide
Somos surpreendidos pelo castelo rodeado de casario branco que se destaca na paisagem. Mas a maior surpresa maior está dentro da vila, onde encontramos uma das mais bem preservadas judiarias de Portugal.

Deixamo-nos facilmente encantar pelo charme do cenário medieval. Visitamos a antiga sinagoga, atualmente um museu, e passeamos pelo labirinto ruas, onde aprendemos a ver a presença judaica nos nomes das ruas e os sinais do culto de gerações hebraicas nas portas de granito. A rua das Espinosas, por exemplo, remete para o célebre filósofo do séc. XVII, Spinoza, filho de um habitante de Castelo de Vide.

Depois de subir ao Castelo, voltamos ao centro onde entramos na Igreja Matriz de Santa Maria. Aqui têm lugar uma parte das cerimónias pascais onde se misturam as duas crenças, cristã e judaica. Resta ainda tempo para apreciar a água fresca nas fontes que encontrar pelo caminho, muito conhecida pelas suas propriedades termais.

Sempre presente, o Parque Natural
Para além da sua herança cultural e histórica, o Parque Natural de São Mamede é um lugar de grande biodiversidade, onde se podem encontrar javalis, raposas, coelhos, texugos e gatos bravos e aves raras como a águia de Bonelli, o símbolo desta área protegida, e o grifo, os gaviões, as águias cobreiras e as corujas do mato.

A paisagem é muito rica do ponto de vista geológico e a natureza exprime-se de forma muito particular nas imponentes formações de rochedos quartzitos que chamam a atenção. Quem puder, poderá desfrutar deste ambiente especial numa caminhada ou num percurso em BTT, optando por um dos percursos assinalados.

Para fazer este passeio, o ideal será guardar cerca de 4 dias, mas facilmente se percebe que é muito natural que apeteça ficar mais tempo.


Castelos e miradouros a sul

Não deixe de…
  • provar o choco frito, uma das especialidades de Setúbal
  • levar uma garrafa de Moscatel de Setúbal
  • apreciar a vista da Serra da Arrábida
  • dar um mergulho em Sesimbra
  • apreciar a vista do Cabo Espichel
  • fazer um passeio de barcos para ver os golfinhos

Bem perto de Lisboa, a Península de Setúbal oferece recantos de incomparável beleza, ideais para passeios em família, mas igualmente para corações enamorados.

Passamos a ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, mas a meio tomamos a estrada para o Cabo Espichel. Ao chegar ao promontório, ficamos impressionados com o isolado Santuário da Nossa Senhora do Cabo. É um local que nos inspira a contemplar o mar e a longa Arriba Fóssil da Costa da Caparica que se vê do lado direito, na costa oeste.

Seguimos para o castelo de Sesimbra. Antes de descer à praia, apreciamos a vista sobre a baía deste miradouro virado a sul, com os coloridos barcos dos pescadores no horizonte.

Estando bom dia para banhos de mar ou não, vale a pena fazer um passeio pelas praias, passeando pelo Portinho da Arrábida, por Galapos e pela Figueirinha, já em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida.

Muito perto, Vila Nogueira de Azeitão é conhecida pela produção vinícola. Uma prova de vinho Moscatel numa das famosas adegas é obrigatória, acompanhado por um típico queijo amanteigado.

Em Palmela, aguarda-nos novo miradouro no castelo, atualmente transformado em Pousada, para um esplendoroso fim de tarde a ver o por do sol.

Por fim, chegamos a Setúbal. Do castelo, hoje Pousada de São Filipe, temos uma excelente vista sobre a área da Reserva Natural do Estuário do Sado. Por estar perto do mar, a cidade desenvolveu-se particularmente durante os Descobrimentos, época de grande riqueza que se reflete na Igreja de São Julião e no Convento de Jesus / Museu de Setúbal, que podemos conhecer passeando pela parte mais antiga da cidade. Há ainda que visitar o Museu do Trabalho Michel Giacometti e o Parque Urbano de Albarquel, um espaço de lazer virado para o rio. Daqui vê-se o estuário e, na outra margem, o complexo de Troia.

Neste dia, não podemos deixar de saborear as especialidades gastronómicas da região de Setúbal, como o choco frito, o peixe grelhado e o marisco, de provar o Moscatel e assim terminar da melhor forma o nosso passeio.


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