www.visitportugal.com

Família

Há inúmeras atividades especialmente pensadas para os mais pequenos, tanto ao ar livre como dentro de portas, em castelos, museus, jardins zoológicos, parques temáticos ou em parques aquáticos. Seguir as pegadas de dinossauros, ver golfinhos e baleias no mar ou ficar a saber tudo sobre estrelas são apenas algumas ideias do que se pode fazer. Os passeios de bicicleta ou até de burro, em parques e reservas naturais, também são muito apreciados e é uma forma descontraída de aprender a observar a natureza.

Nas praias de areia fina, com águas calmas e boa temperatura, as crianças podem correr e brincar à vontade, dar mergulhos e fazer esculturas na areia. Mas mais divertido é aproveitar as ondas e iniciar toda a família no surf.

Para descansar, é fácil encontrar um hotel tranquilo onde pais e crianças se sintam confortáveis e recuperar a energia para o dia seguinte.

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N1019

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Algarve

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Dark Sky Alqueva

Não deixe de…
  • fazer um passeio de barco no Alqueva
  • observar o céu à noite
  • visitar Monsaraz

Imaginemos um lugar onde nos sentimos cobertos por um majestoso céu estrelado.

A sensação é indescritível e normalmente apenas possível de forma artificial, num planetário, onde nos sentamos confortavelmente para uma lição sobre as estrelas. Em Portugal, temos a sorte de ter essa sensação ao ar livre.

No meio do Alentejo, o maravilhoso céu do Alqueva parece um veludo escuro revestido por um imenso manto de estrelas. É uma área protegida e certificada internacionalmente, registada como uma reserva Dark Sky®, ou “Starlight Tourism Destination”, que se estende por uma área de cerca de 10.000 quilómetros quadrados.

Tendo o lugar sido reconhecido como preferencial para observação do céu, os municípios em redor do grande lago do Alqueva e do rio Guadiana – Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Mourão, Moura, Barrancos, Redondo, Évora, Serpa e Mértola - juntaram-se a alguns municípios espanhóis num esforço para preservar essa característica especial e de criar estratégias para possibilitar um melhor ususfruto deste fenómeno da natureza como, por exemplo, baixar as luzes públicas. 

Podemos observar a Ursa Maior, a Ursa Menor, a Cassiopeia e uma grande diversidade de outras constelações, visíveis consoante a estação do ano. Localizamos as representações dos signos do Leão, Virgem e Balança, descobrimos Escorpião e Sagitário e seguimos até ao misterioso Capricórnio, sem esquecer o Cisne, a Águia e a Lira.

Identificamos a majestosa Via Láctea e contemplamos Aquário e Peixes, Pégaso e Carneiro. Depois vemos Touro, que noite após noite desafia o glorioso Orionte. E ainda há tempo para ver Gémeos, a figura do Cocheiro e para eleger a nossa estrela favorita.

A qualidade do céu no Alqueva permite a observação a olho nu de um elevado número de objetos celestes. Mas para fazer tudo na perfeição, o ideal é ter uns binóculos e um telescópio. Mas se não os tivermos connosco, não há problema pois as empresas que integram a Rota Dark Sky® têm equipamento disponível e estão preparadas para nos ensinar a ver o céu e a identificar as estrelas.

Para além das unidades de alojamento e de restauração, juntaram-se também à iniciativa empresas de animação turística e guias com os quais se pode conhecer melhor a região através de passeios pedestres, percursos de observação de fauna e flora, canoagem, workshops de astrofotografia e outras atividades, durante o dia ou mesmo à noite.


Cromeleque do Xerez - Via Láctea ©Miguel Claro - Dark Sky® Alqueva

No meio da natureza, surpreendemo-nos com os sempre misteriosos monumentos megalíticos como o Cromeleque do Xerez, na envolvência do Convento da Orada, ou as antas e menires que fazem parte de um percurso pelo património da região. Não pode faltar uma paragem na admirável aldeia amuralhada de Monsaraz, onde as ruas e as casas são feitas de xisto, ou na vila de Mértola, que se estende à beira do rio Guadiana, misturando as heranças muçulmana e cristã nas suas ruas.

Existem várias propostas para descobrir a região do Alqueva e o Alentejo, mas a Rota Dark Sky® é sem dúvida uma viagem de surpresas e descobertas que se irá sempre recordar.

Toda a informação sobre a Reserva Dark Sky® está disponível em www.darkskyalqueva.com


Visitar Elvas

Não deixe de…
  • Visitar Elvas durante a Feira de São Mateus, em Setembro
  • Provar sericaia com ameixas de Elvas

Perto da linha de fronteira, Elvas lutou para manter a independência de Portugal e a sua história. E assim se tornou um exemplo para toda a humanidade.

Somos recebidos na cidade por um grandioso Aqueduto com 7 km e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. O tamanho e os números impressionam tanto como o que vamos descobrir mais à frente. Afinal de contas, entramos na maior fortificação abaluartada do mundo, cujas estruturas defensivas em forma de estrela e com um perímetro de cerca de 10 km são um testemunho único da evolução da estratégia militar até ao século XIX. Foram muito importantes nas lutas com Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII, e serviram de base ao General Wellington, durante as Guerras Napoleónicas, no início do séc. XIX.

As fortificações de Elvas são hoje Património Mundial. O preservado conjunto militar é formado pelas muralhas islâmicas e medievais e pela cintura de muralhas do séc. XVII influenciada pelo estilo holandês de Cosmander, para além do Forte de Santa Luzia (séc. XVII), do Forte da Graça (séc. XVIII) e de 3 fortins do séc. XIX – São Mamede, São Pedro e São Domingos. Se fossemos pássaros, veríamos o surpreendente desenho destas estruturas no terreno que agora apenas nos é possível entender nas fotografias aéreas ou adivinhar quando visitamos os monumentos e apreciamos a paisagem em redor.

No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, onde fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas.

Podemos ainda visitar outros monumentos importantes, como a Igreja de São Domingos, o Museu Militar ou a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, e dois museus a não perder: o moderno Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Fotografia João Carpinteiro, onde viajamos até aos primórdios desta arte em que se destaca uma máquina fotográfica de 1898 ou as provas datadas de 1860.

Com histórias de batalhas e valentia, Elvas é atualmente uma cidade tranquila, onde somos bem recebidos e presenteados com uma gastronomia regional que inclui iguarias como as migas com entrecosto, o ensopado de borrego ou a carne de porco à alentejana. Nos doces, não resistimos às célebres ameixas de Elvas, que acompanham a sericaia na perfeição, ou pelas azevias, nogados, enxovalhadas e filhós.


Aldeias do Xisto

Não deixe de…
  • relaxar nas praias fluviais das aldeias do xisto
  • experimentar desportos radicais na Serra da Lousã
  • passear a pé pelos caminhos do xisto
  • provar o cabrito estonado, os maranhos e as tigeladas
  • admirar a queda de água da Fraga da Pena e os penedos de Góis
  • trazer ervas aromáticas e para chá
  • sentir emoções fortes percorrendo os trilhos de btt

Escondidas entre serras de vegetação frondosa, as aldeias do xisto são um dos nossos segredos mais bem guardados, mas que os seus habitantes, prazenteiros e afáveis, gostam de ajudar a desvendar.

Neste mundo mágico, onde as horas passam mais devagar, vivem populações acolhedoras com tempo para receber bem quem os visita. E para partilhar as suas histórias, artes e tradições. Como gostamos de saborear as suas iguarias gastronómicas, confecionadas segundo receitas que passam de geração em geração! Ou de trazer connosco uma peça de artesanato em linho ou madeira em que os artesãos colocam todo o seu saber.

Quando organizar a sua viagem não deixe de consultar os programas de atividades e a oferta de alojamento das Aldeias do Xisto. 

Este território preservado também tem castelos que parecem sair de contos de fadas emergindo na neblina, ou monumentos e museus que testemunham como era a vida há muitos anos atrás.

Mas muito do seu encanto está na Natureza pura. Nas praias fluviais de água cristalina onde podemos passar momentos de descontração. E nas florestas para descobrir a pé seguindo os “Caminhos do xisto”, ou os trilhos de bicicleta definidos pelos Centros de BTT de acordo com vários níveis de dificuldade, que disponibilizam também apoio aos praticantes. Há ainda outras alternativas para os desportistas mais radicais como a canoagem, escalada, rappel e slide. 



Chamadas do xisto, por ser esta a pedra usada na construção das casas e a mais abundante na região, as 27 aldeias espalham-se pelas Serras da Lousã e do Açor, até perto da Serra da Estrela. As várias tonalidades desta rocha, também usada nos pavimentos das ruas estreitas e sinuosas, misturam-se de forma perfeita nas cores da paisagem natural, nem sempre sendo fácil distingui-las. Mas vale a pena tentar.


Volta à Ilha da Madeira

Apesar de ter uma superfície pequena, a Madeira é rica em cenários majestosos e de rara beleza. A melhor forma de conhecer os seus encantos, é alugar um carro e partir à descoberta deste jardim flutuante!

Saindo do Funchal para oeste, descobrimos a típica vila piscatória de Câmara de Lobos e o Cabo Girão, o mais alto promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo - 580 m.

Encontramos ainda neste concelho a peculiar freguesia do Curral das Freiras. Situada num vale profundo, o Curral das Freiras apresenta uma das paisagens mais impressionantes da ilha que, com as suas vistas vertiginosas (mais de 500 metros de altura, do miradouro - Eira do Serrado), causam admiração a qualquer visitante.

Continuando para oeste, visitamos a Ribeira Brava antes de subir até à Encumeada num percurso recheado de miradouros. Outra alternativa é seguir em direção às costas soalheiras da Ponta do Sol e da Calheta, onde não faltam zonas balneares que convidam a banhos e muitos mergulhos. Podemos ainda visitar o Centro de Artes Casa das Mudas, que ao longo de todo o ano apresenta um extenso programa cultural. Para os mais desportistas, as praias das pitorescas vilas do Jardim e do Paul do Mar oferecem excelentes ondas para surfar.

Subimos até ao Paul da Serra, o maior planalto da Madeira, e fazemos uma pausa para apreciar a bela vista sobre as encostas. Seguimos em direção ao Porto Moniz e retemperamos forças num mergulho revigorante nas famosas piscinas naturais na rocha. Com crianças, uma boa opção é visitar o Aquário da Madeira.

A viagem segue rumo a S. Vicente numa estrada salpicada de quedas de água, de onde ressalta à vista o contraste do verde majestoso com o azul cristalino das águas do mar. Aqui podemos visitar as Grutas e o Centro do Vulcanismo, o Núcleo Museológico - Rota da Cal, ou simplesmente passear nas ruelas da simpática vila.

Depois existem duas opções: subir novamente para a Encumeada para se admirar a luxuriante vegetação da floresta Laurissilva, ou continur em direção a Santana descobrindo pequenos miradouros por entre belos vales e montanhas.

Em Santana podemos visita as casas típicas, o Parque Temático e à zona das Queimadas, que constitui o local de partida para belíssimos passeios a pé como o Caldeirão Verde. A descida para o Faial surpreende uma vez mais pela beleza e imponência das montanhas.

Chegando ao Faial, podemos seguir para Machico ou continuar a visitar o interior da ilha, seguindo a estrada para as localidades do Ribeiro Frio, Poiso e Pico do Areeiro. Este pico constitui o terceiro ponto mais alto da ilha (1818 m), nele se encontrando belas formações rochosas que se projetam no céu como estátuas sem tempo.

Em Machico, vale a pena ir ao Caniçal e à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental desta ilha.

Já de volta ao Funchal, são imperdíveis as vistas para as Ilhas Desertas na Ponta do Garajau, e uma panorâmica fabulosa sobre baía no miradouro de São Gonçalo.


Aldeias históricas

Não deixe de…
  • percorrer as ruas estreitas do Piódão e reparar nas janelas e portas azuis
  • experimentar um voo de parapente em Linhares da Beira
  • provar as sardinhas doces de Trancoso
  • admirar as ruínas do castelo e da antiga Casa da Câmara em Marialva e do Paço de Castelo Rodrigo
  • percorrer as muralhas de Almeida em forma de estrela
  • descobrir as caras do Mendo e da Menda em duas casas de Castelo Mendo
  • conhecer a história de Belmonte no Museu interativo
  • descansar no Chafariz da Bica em Castelo Novo e apreciar a arquitetura do Largo
  • apreciar as várias fases de construção da catedral de Idanha-a-Velha
  • trazer um adufe ou uma marafona de Monsanto

Feitas de granito e xisto, as aldeias históricas conservam histórias de conquistas e tradições antigas e deslumbram pelas paisagens, património e simpatia das gentes que as habitam.

Assentes no alto das serras, distinguem-se ao longe nas altivas torres dos seus castelos medievais. É por isso que estão estrategicamente alinhadas ao longo da fronteira. Reis e senhores da terra sabiam que assim podiam dormir mais sossegados. Enganavam-se por vezes. Mouros e cristãos, castelhanos e portugueses, todos tentaram tomá-las para si e por isso cada uma tem uma história muito antiga ou uma lenda para contar. Hoje são pacíficas e mantêm nas pedras da rua e das casas o que Portugal tem de mais genuíno: a autenticidade do seu povo e o orgulho de uma História com 900 anos.

São doze no total e para as conhecer sugerimos um percurso que começa no único local onde não há um castelo para visitar – o Piódão. A aldeia estende-se pela encosta escondida nos confins da Serra do Açor, e talvez por isso não tenha sido necessário fortificá-la. A visita implica uma grande caminhada, pois não há outra forma de percorrer estas ruas estreitas que serpenteiam entre as casas de xisto. 

Em Linhares da Beira, já na Serra da Estrela, destaca-se o castelo erguido num planalto, ponto de vigia sobre o horizonte. Mas também não devemos perder a igreja matriz de origem românica que guarda tábuas atribuídas a Grão Vasco, importante pintor quinhentista. O centro histórico de Trancoso está rodeado por muralhas medievais e integra uma Judiaria onde podemos descobrir símbolos hebraicos gravados nas pedras das casas.


Marialva foi uma importante praça militar na Idade Média, e Castelo Rodrigo conserva as ruínas de outra fortaleza com marcas de histórias de lutas e traições. Já as muralhas da vila de Almeida, vistas do ar, formam uma estrela de doze pontas que podemos percorrer de um extremo ao outro. Esta sólida estrutura defensiva foi construída no século XVII transformando o burgo medieval numa praça-forte. Em Castelo Mendo, outra povoação fortificada, vamos encontrar as figuras que representam o alcaide que deu nome à aldeia, e a sua esposa esculpidas na pedra de duas casas.

Belmonte, austera na sua arquitetura de granito, viu nascer o navegador Pedro Álvares Cabral, que em 1500 descobriu o Brasil e acolheu judeus expulsos de Castela nos séculos XV e XVI, mantendo ainda hoje uma comunidade ativa que frequenta a sinagoga. A 760 metros de altitude, Sortelha está situada sobre um terreno de rochedos escarpados, que envolvem a aldeia formando um anel. Da torre do seu castelo a vista é de cortar a respiração. 

Em Castelo Novo, com belos exemplares de casas senhoriais, merecem destaque a Casa da Câmara, a Cadeia e o Chafariz de D. João V em estilo barroco. Idanha-a-Velha guarda as ruínas da antiga Egitânia e a catedral visigótica. Logo ao lado, Monsanto, já foi considerada a «aldeia mais portuguesa de Portugal», galardão que é recordado pelo galo de prata no cimo da Torre de Lucano. Esta é a última aldeia deste périplo e aqui costuma dizer-se que não se sabe se é a casa que nasce da rocha ou a rocha que nasce da casa, de tal modo é perfeita a integração na paisagem.

Para melhor organizar a sua viagem consulte as ofertas de atividades e de alojamento que as Aldeias Históricas têm para si em www.aldeiashistoricasdeportugal.com


Cascais e a Costa do Estoril

Não deixe de…
  • saborear uma refeição de peixe fresco, com vista para o mar
  • conhecer Cascais de bicicleta
  • comer um gelado, à beira mar
  • ir à praia
  • aprender a fazer surf
  • divertir-se nas noites quentes de verão de Cascais e do Estoril

Cascais e o Estoril, na costa a norte de Lisboa, tornaram-se um dos locais mais cosmopolitas e turísticos de Portugal, a partir do momento em que o rei D. Luís I escolheu a baía para sua residência de verão, no final do séc. XIX.

O clima ameno e uma média de 260 dias sem chuva por ano foi com certeza um motivo forte para esse facto e para as famílias mais abastadas da época seguirem a casa real e aí terem as suas vivendas e palacetes. Vale a pena fazer o passeio e sentir ainda hoje o ambiente desses tempos.

Para lá chegar, ir pela estrada marginal de Lisboa até Cascais ou de comboio é uma boa opção. É um percurso muito cénico, sempre acompanhando o rio Tejo e as concorridas praias da costa do Estoril. Ao longo do caminho, passamos por vários fortes que defendiam a capital, em fogo cruzado com o Forte do Bugio, bem no meio da foz, entre Santo Amaro, de um lado, e a Trafaria, na outra margem.


3 dias na Serra da Estrela

No Topo de Portugal

Este passeio de três dias pela Serra da Estrela começa em Seia com uma manhã dedicada às crianças.

Primeiro, uma visita didática e muito divertida ao Museu do Brinquedo para ver brinquedos de todas as épocas, tamanhos e feitios. Depois, no Museu do Pão, os mais pequenos vão gostar de aprender a amassar o pão e a fazer bolachas que podem levar para casa. E se entretanto já forem horas de almoço, este é o local certo para uma refeição em família apreciando os sabores da gastronomia tradicional. Antes de deixar Seia, fazemos uma paragem no Centro de Interpretação para obter informações sobre trilhos e atividades no Parque Natural. 

Para alcançarmos a Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, podemos optar por uma estrada mais montanhosa que passa pelo Sabugueiro e pela Lagoa Comprida, ou por outra que nos leva a diversas aldeias de montanha como Lapa dos Dinheiros, Sazes da Beira e Valezim. Para ir a Loriga e Alvoco da Serra já é preciso fazer um desvio que vale bem a pena pelas vistas fabulosas sobre esta serra glaciária. Quanto ao alojamento, uma casa de Turismo Rural é a escolha certa já que assim podemos apreciar em pleno este ambiente bucólico e a hospitalidade das gentes.

Junto à Torre localiza-se a estância de ski e bem perto as Lagoas dos Covões do Meio e do Ferro, com belas paisagens para admirar. Para mais um panorama deslumbrante sugere-se um desvio até às Penhas da Saúde, e se houver tempo podemos ainda descer à Covilhã e visitar o Museu dos Lanifícios dedicado à principal atividade económica da região, alimentada pelos grandes rebanhos de ovelhas. Os fiéis cães pastores que as guiam são de uma raça autóctone que tem o nome da Serra, cujos filhotes vão fazer as delícias das crianças.

Retomando a estrada da Serra seguimos até Manteigas. É aqui que se situa o Skiparque que oferece grande variedade de desportos radicais e uma pista com neve artificial onde se pode esquiar ou andar de snowboard em qualquer época do ano. 

O último dia deste percurso começa com uma visita ao castelo de Folgosinho para apreciar a vista sobre o vale do Mondego, seguindo-se outro castelo – o de Linhares da Beira. Em dias claros, os céus desta aldeia histórica preservada são animados pelas manchas coloridas dos parapentes, que aqui têm condições ideais para voar. Esta sensação pode ser experimentada por todos os que tiverem vontade, basta marcar uma aula na Escola local.

Prosseguimos caminho até Celorico da Beira para visitar ainda mais um castelo e também o Solar do Queijo, onde podemos saborear e adquirir o produto mais apreciado desta região, e vamos terminar este percurso na Guarda, a cidade mais alta do país.

Esta sugestão de percurso que passa pelos concelhos de Seia, Covilhã, Manteigas, Celorico e Guarda pode ser uma forma de conhecer um pouco do Geopark Estrela, que a UNESCO reconheceu devido à riqueza geológica desta paisagem. Um bom motivo para explorar a região.


Diversão em família no Algarve

Com um clima ameno durante todo o ano, é fácil perceber porque é que o Algarve é a escolha óbvia para umas férias repletas de diversão para toda a família. Mas os dias divertidos não se resumem aos banhos de sol e mar e ao desporto que podemos fazer na costa algarvia. São muitas as hipóteses para fazer programas diferentes com os mais pequenos.

Para famílias em busca do lado mais natural do Algarve, existem uma enorme variedade de passeios turísticos por toda a região, incluindo diversas empresas que oferecem viagens de barco para observação de golfinhos a partir de Lagos, Portimão ou Alvor. Podemos ainda optar por fazer uma curta viagem de barco até uma das ilhas em redor de Faro e observar a fauna e flora do Parque Natural da Ria Formosa. Ou então fazer um safari de jeep ou um passeio de canoagem no rio, onde exploração e aventura também não vão faltar.

Mas para ver golfinhos no Algarve, não precisamos de ir para alto mar. Perto de Albufeira,na Guia, o Zoomarine é um parque oceanográfico de entretenimento educativo, onde temos a oportunidade única de ver de perto golfinhos, focas, tubarões, tartarugas, aves exóticas e aquáticas, jacarés, peixes tropicais, bem como divertirmo-nos nas diversas piscinas e atrações aquáticas, à medida que assistimos os espetáculos educativos com animais.

Para além deste parque, para as ocasiões em que apetece fugir à rotina da praia, o Algarve oferece mais alternativas que podem proporcionar um dia inteiro de diversão familiar.

Como por exemplo o AquaShow Fun Family Park, perto da Quarteira, que para além da piscina de ondas, diversos escorregas, da montanha-russa de água com 750 metros de comprimento, tem ainda espetáculos com aves exóticas e aves de rapina. Já no Aqualand The Big One, em Alcantarilha, os escorregas, os rápidos, as pistas brandas, o salto louco, a piscina de ondas, o rio lento e a piscina infantil permitem que adultos e crianças vivam momentos de pura alegria. Também o Slide & Splash, em Estombar (Lagoa), promete dias inesquecíveis, plenos de prazer e emoções, na piscina de natação, pistas brandas, zona infantil e nos escorregas.

E porque os mais pequenos vibram com tudo o que é bicho, não podemos deixar de visitar o Zoo de Lagos. Entre primatas, aves e outros seres vivos estão representadas mais de 140 espécies, plantas dos cinco continentes e uma quinta pedagógica com animais domésticos. No Krazy World, em Algoz (Silves), podemos apreciar diversas espécies de répteis e assistir à alimentação de animais exóticos. Um picadeiro com póneis e uma minifeira popular vão deliciar toda a família.

Para as crianças desejosas de segurar no volante, o Karting de Almancil proporciona-lhes a oportunidade de libertar as energias enquanto aceleram pelas pistas. Já em Vilamoura, inspirado no Império Romano, o Family Golf Park é um espaço único de lazer e entretenimento para toda a família, onde adultos e crianças podem experimentar as emoções do minigolfe. E porque a História também pode ser divertida, um passeio pelo Parque da Mina, perto de Monchique, é uma boa opção se quisermos passar um dia diferente.

Todas estas opções de divertimento aliadas à grande oferta de hotéis ideais para família fazem do Algarve um destino perfeito para férias com filhos.


Algarve: praias de um extremo ao outro da costa

A costa algarvia começa em pleno Parque Natural da Costa Vicentina, prolongamento do litoral alentejano. 

Entre Odeceixe e Sagres quase não parece estarmos no Algarve, tais são as diferenças entre esta zona e o leste e centro algarvios. Uma área menos explorada, em que as escarpas imponentes escondem praias como Amoreira, Monte Clérigo, Arrifana ou Carrapateira. Algumas são como segredos a descobrir, acessíveis por caminhos escondidos. Mas a maioria é bem conhecida dos praticantes de surf e bodyboard, que aqui encontram as ondas de que gostam, como na Praia do Amado, palco de provas internacionais destas modalidades. 

No Cabo de São Vicente junto a Sagres, o extremo sudoeste do continente europeu, o Algarve faz uma curva e o mar ganha um temperamento menos agitado. Esta metade oeste do Algarve é designada por barlavento. Aqui encontram-se praias de sonho enquadradas por rochedos dourados a que o mar deu formas extravagantes. Já que não conseguimos escolher a mais bonita sugerimos alguns nomes de areais a conhecer: Porto de Mós, Praia Dona Ana, Praia do Camilo, Alvor, Vau ou Carvoeiro.

A não perder mesmo, recomendamos a Ponta da Piedade, perto de Lagos, para uma das vistas mais espetaculares sobre as formações rochosas que se podem apreciar em detalhe num passeio de barco percorrendo grutas e algares. Segundo o jornal americano Huffington Post, pode muito bem ser a mais bonita praia em todo o planeta! Ou a Praia da Marinha, que rodeada de falésias esculpidas pela erosão, foi considerada uma das cem mais belas do mundo. 

É também entre Lagos e Faro que se encontram as praias mais cosmopolitas, com animação a prolongar-se pela noite dentro. Na Praia da Rocha em Portimão, nas Praias da Galé e da Oura em Albufeira e em Vilamoura, encontram-se os mais badalados espaços de diversão noturna. E durante o dia não faltam propostas de lazer para usufruir da época balnear de uma forma mais ativa nas Praias dos Salgados, São Rafael, Santa Eulália, Maria Luísa ou Falésia. 

Muito perto de alguns resorts exclusivos, Vale do Lobo, Ancão e Quinta do Lago possuem um ambiente glamoroso. Estão também nas imediações do Parque Natural da Ria Formosa - um tesouro ambiental feito de águas tranquilas, amplos areais e ilhotas quase desertas que se estende para leste até Cacela Velha. 

Na Ria Formosa, vamos de barco até à praia, já que é preciso atravessar as suas águas para alcançar as do mar que banha as ilhas barreira, como a Barreta, a mais meridional do território português, uma autêntica praia deserta. Mas há outras ilhas a descobrir - da Culatra, da Armona, da Fuseta ou a ilha de Tavira que possui uma área reservada ao naturismo. 

A oferta de praias continua até à foz do Rio Guadiana. Cabanas, Manta Rota, Altura, Praia Verde e Monte Gordo, são areais enormes que se prolongam mar adentro com extensas áreas em que temos pé, ideais para famílias com crianças. É o sotavento, o leste do Algarve, onde as águas mais quentes e tranquilas convidam a banhos que apetece prolongar.


10 coisas para ver e fazer em Lisboa

Lisboa é uma cidade cosmopolita, com bons acessos e a poucas horas de distância de qualquer capital europeia.

E há tanta coisa para ver e fazer que é difícil ter tempo suficiente para ver tudo o que se quer, com tempo… apresentamos aqui uma seleção, entre outras que se possam fazer, de tudo o que não pode perder na capital portuguesa.

1. Subir ao Castelo de São Jorge e passear por Alfama
Quem passar em Lisboa e não for ao Castelo de São Jorge terá perdido com certeza um momento inesquecível. É o ponto mais alto da cidade, no meio dos bairros mais típicos. Uma oportunidade única de sentir, e perceber, a ligação da cidade com o rio Tejo.

2. Ouvir um Fado
Goste-se ou não do estilo de música, jantar à luz da vela a ouvir fado em Lisboa é incontornável. Para quem tiver a sorte de o ouvir cantar ao passar numa rua qualquer de Alfama, da Mouraria ou da Madragoa, é de aproveitar. O fado amador ou vadio é assim, quando apetece cantar, canta-se e as guitarras acompanham.


Escadinhas de São Cristóvão, Lisboa © C.M.L.- D.P.C. | José Vicente

3. Ir ao Terreiro do Paço
A maior praça de Lisboa e também uma das mais emblemáticas, símbolo da cidade e da sua reconstrução após o grande terramoto de 1755. Atualmente, é principalmente um espaço muito agradável para passear à beira rio, ao fim da tarde. Também é muito bonita vista do rio, num passeio de barco.

4. Subir no Elevador Santa Justa
Enquanto se percorre a Baixa, dá nas vistas quando passamos por ele. Tem uma vista invejável sobre esta parte antiga de Lisboa, para além de ser um privilégio viajar neste elevador com mais de cem anos que foi desenhado por Ponsard, um discípulo do grande mestre das obras em ferro, Gustave Eiffel.

5. Andar de elétrico
É um meio de transporte comum para os lisboetas, mas também uma das melhores maneiras de viajar pelos bairros históricos. Fica bem em qualquer fotografia e o som do elétrico a correr nos carris é um dos mais caraterísticos da cidade. O 28 é o mais conhecido, mas há mais...


6. Visitar o Mosteiro Jerónimos e a Torre de Belém

Lisboa tem dois monumentos únicos que são Património Mundial. São duas joias do gótico manuelino que facilmente impressionam qualquer pessoa. Para além de as abóbadas trabalhadas em pedra constituírem uma obra de engenharia admirável, a riqueza dos elementos decorativos ligados a aspetos marítimos e às viagens dos navegadores é fascinante.

7. Provar um pastel de Belém
É um ex-libris da gastronomia portuguesa e tem uma receita muito bem guardada em segredo que os torna únicos. A não perder! Um doce de pastelaria que os lisboetas gostam de acompanhar com um café.

8. Visitar o Oceanário, no Parque das Nações
O Parque das Nações é um caso de sucesso na revitalização de uma zona industrial, com uma localização privilegiada à beira rio. Vale a pena visitar o Oceanário, um dos maiores da Europa, onde se pode apreciar a fauna e a flora dos diversos oceanos do nosso planeta.


Parques das Nações © Turismo de Lisboa

9. Visitar o Museu Nacional do Azulejo e o Museu dos Coches
São dois museus que não têm igual no mundo. Um, conta a história do azulejo em Portugal, desde as primeiras utilizações na parede no séc. XVI até aos dias de hoje. Outro, tem uma coleção de coches inigualável, com bons exemplares do século XVIII exuberantemente decorados com pinturas e talha dourada.

10. Jantar no Bairro Alto
Lisboa é conhecida também por ter uma noite muito animada e movimentada. Depois de uma tarde às compras no elegante bairro do Chiado, nada como um final de tarde num dos miradouros, de Santa Catarina ou de São Pedro de Alcântara, e ficar para jantar no Bairro Alto. É imprescindível para quem gosta de sair à noite e se divertir.


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