A variedade de condições naturais e um clima excecional proporcionam experiências inesquecíveis, que estão ao alcance de todos, dos iniciados aos mais experientes. Diz-se até que não há outra costa no mundo com um tão grande número de spots a uma tão curta distância.
Temos ondas para todos os gostos e para todas as modalidades. Tubulares perfeitas para surf e bodyboard, que são palco dos mais importantes eventos internacionais. E até gigantes, desafios para os mais destemidos que não hesitam em atingir a sua crista. Ou tão longas que estão entre as mais compridas da Europa. Mas ainda restam alguns segredos à espera de serem desvendados.
O vento é um grande aliado e oferece condições únicas para windsurf e kitesurf, mas há muitos outros desportos que levam as emoções ao rubro. E depois de um dia no mar, a boa onda continua em terra, sempre com uma festa, um festival, um bar ou uma discoteca a garantir diversão todas as noites.
Para quem faz surf, a procura nunca acaba. Há sempre outra onda, um novo spot ou uma razão para continuar a explorar.
Em Portugal, essa descoberta continua para lá do mar. Entre sessões de surf, há sabores para experimentar, trilhos para percorrer, cidades e vilas para conhecer e histórias para descobrir. Foi com este espírito que nasceu o Surf Breakers Guide, um guia com 49 experiências que ligam o melhor de Portugal a diferentes spots de surf. Cada break é uma nova descoberta. E cada descoberta pode levar à próxima onda.
De Espinho a Viana do Castelo, a costa norte desenha-se entre beach breaks dinâmicos e reefs envolventes que pedem flexibilidade e o timing certo para apanhar as melhores condições. Mas a viagem ganha outra dimensão assim que se sai da água: o ritmo do surf cruza-se naturalmente com o terroir de Penafiel no The Cellar Break, o bem-estar revigorante do The Spa Break nas Termas de Chaves, a energia urbana do The Market Break no Mercado do Bolhão ou o património secular do The Sanctuary Break em Ponte de Lima.
Centro de Portugal | The Lesson Break
Esta é uma das zonas mais emblemáticas do surf mundial, onde a força do Atlântico se traduz na potência de Peniche, nas ondas gigantes da Nazaré e na consistência de spots como a Figueira da Foz, Mira e Barra. Fora de água, a ondulação interior ganha contornos de património e tradição: da imersão cultural no The Knowledge Break na Biblioteca Joanina de Coimbra à doçura icónica do The Sweet Break com ovos moles de Aveiro, passando pela grandiosidade histórica do The Devotion Break no Mosteiro de Alcobaça e a tranquilidade da natureza no The Forest Break na Mata Nacional do Buçaco.
Lisboa | The Wall Break
Entre a Costa da Caparica, Carcavelos, Guincho e a Reserva Mundial de Surf da Ericeira, a costa de Lisboa oferece vagas para todos os níveis e direções de vento. A grande vantagem é não ter de escolher entre uma surf trip e uma escapadinha urbana: aqui, um set ao início da manhã pode dar lugar à criatividade urbana do The Open Air Break, aos aromas Atlânticos do The Terroir Break em Torres Vedras, ao conforto gastronómico do The Flavour Break com um prato de Bacalhau à Brás ou ao equilíbrio entre arte e natureza no The Canvas Break na Fundação Calouste Gulbenkian.
Alentejo | The Castle Break
Na costa alentejana, o surf faz-se ao longo de praias extensas, selvagens e sem pressas, onde os horizontes parecem infinitos. Quando a sessão termina, a estrada convida a ir mais longe e a adotar o ritmo da região: da imponência de pedra do The Fortress Break no Castelo de Montemor-o-Novo à história milenar do The Heritage Break em Évora, Património Mundial da UNESCO, culminando na imensidão mágica do The Starlight Break no Dark Sky Alqueva ou no conforto rústico do The Shark Break, uma paragem gastronómica onde a tradição da sopa de cação retoma forças para a próxima sessão.
Algarve | The Table Break
Com duas fachadas marítimas à escolha, mudar de spot no Algarve é tão simples como mudar de direção. A costa vicentina recebe as ondulações de frente, enquanto a costa sul oferece abrigo e sessões perfeitas nos dias mais fortes de inverno. Longe da praia, o ritmo de descoberta continua na vivacidade de cores do The Fresh Break no Mercado de Olhão, nas marés calmas do The Lagoon Break na Ria Formosa, na expressão cénica do The Stage Break no Teatro Lethes ou nas notas singulares de vinho no The Reserve Break nas vinhas de Lagoa.
Madeira | The Canyon Break
Reconhecida no surf internacional pelos seus point breaks e reefs imponentes, a Madeira é um arquipélago de descobertas moldado por uma geografia dramática. Entre sessions, a ilha convida a restabelecer energias na força da água do The Reset Break na Cascata do Córrega da Furna, a mergulhar no tempo com o The Heritage Break nas caves de Vinho da Madeira, a saborear a tradição no The Butchers Break em Câmara de Lobos ou a percorrer o The Traverse Break pelas icónicas levadas do Funchal.
Açores | The Lake Break
No meio do oceano, a experiência de surf ganha outra escala e revela a essência do Atlântico em estado puro. São Miguel oferece uma variedade incrível de fundos e condições, enquanto lugares míticos como a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, representam a simbiose perfeita entre a busca da onda e a natureza selvagem. Fora de água, o arquipélago descobre-se na imponência do The Crater Break na Lagoa das Sete Cidades, nas águas quentes do The Steam Break na Caldeira Velha, no sabor autêntico do The Tasca Break e na persistência humana talhada em lava no The Stone Break nas vinhas do Pico.
A próxima viagem começa agora. A próxima onda pode estar mesmo ali. Ou pode levar a uma nova descoberta pelo caminho. Explore 49 experiências para viver Portugal entre sessões de surf. Escolha o próximo break e continue a viagem.
Entre os concelhos de Ovar e Torres Vedras, são cerca de 300 km de costa atlântica na região Centro de Portugal que os surfistas podem explorar à procura da onda perfeita ou simplesmente para se deixarem surpreender pela variedade de ondas.
O verão é a estação do ano mais convidativa na costa oeste para fazer praia, mas é no início do outono e no inverno que se podem ver as melhores provas de surf, quando o mar se torna mais vivo e desafiante.
Nazaré e Peniche são locais de grande referência internacional, mas existem outros surf spots que vale a pena conhecer. Um percurso ao longo da costa irá revelar praias com condições de excelência. Para quem ainda não tem muita prática ou para quem quiser conhecer melhor as caraterísticas do mar atlântico, as escolas de surf têm programas para descobrir os melhores spots e as melhores ondas longe dos lugares mais concorridos.
Indo de norte para sul, a costa de Aveiro pode ser a primeira paragem. É raro o dia em que não há ondas na Praia da Barra, com vários picos que agradam a qualquer tipo de surfista. A Praia da Costa Nova poderá não ser um spot de surf mas é conhecida pelas casas coloridas às riscas brancas, vermelhas e azuis e vale a pena visitar, assim como a Praia de Mira, uma das primeiras a ter Bandeira Azul em Portugal e um dos locais onde ainda se preservam os métodos tradicionais de pesca. Nesta costa, os pescadores ainda praticam a Arte Xávega, em que as redes são lançadas ao mar em pequenas embarcações e recolhidas a força de braço para o areal (atualmente já com a ajuda de máquinas).
Em termos de singularidade, as praias da Figueira da Foz são muito apreciadas pela comunidade surfista por terem ondas direitas longas. A da Praia de Buarcos chega a atingir os 800 metros no inverno e dizem ser a mais comprida da Europa. Foi na Praia do Cabedelo que se realizou a primeira edição do campeonato mundial de surf, em Portugal, nos anos 80.
Continuando o percurso ao longo da costa e acompanhando a longa extensão verde do Pinhal d’El Rei, uma mata com vários séculos plantada nos séculos XIII e XIV, vale a pena passar por São Pedro de Moel, com a sua baía em concha, protegida do vento norte.
Chega-se depois à Nazaré, com um mar surpreendente. O fundo do mar forma um desfiladeiro com 230 km de extensão e 5.000 metros de profundidade conhecido por “canhão da Nazaré”, dando origem a ondas gigantes que terminam na Praia do Norte. Conhecido pelos surfistas portugueses mais destemidos, o fenómeno ganhou um lugar no surf mundial quando o havaiano Garret McNamara bateu o record do Guiness ao surfar uma onda de 30 metros. Desde então, muitos apreciadores do espetáculo do surf acorrem a este local, que tem no Forte de São Miguel Arcanjo um ponto de observação privilegiado.
Cerca de 60 km a sul, a península de Peniche é um lugar especial para fazer surf. A sua formação proporciona uma parte da costa virada a norte, onde se encontram as praias dos Belgas, Almagreira, Lagido e Norte, e outra parte virada a sul, abrigando as praias do Molhe Leste, Medão Grande, Consolação e Batel. Os surfistas podem contar com um vento offshore e muitos dias de ondas tubulares, condições ideais tanto para quem tem mais experiência como para amadores. A praia de Medão Grande, mais conhecida pelo nome de Supertubos devido à forma das suas ondas, é uma das mais importantes, onde todos os anos decorre o campeonato Meo Rip Curl, uma etapa do World Surf League.
Muito perto, as praias recortadas do concelho de Torres Vedras, como a Praia de Santa Cruz são um desafio para os melhores surfistas mundiais e frequentemente escolhidas para organizar várias competições internacionais de surf, como o Santa Cruz Ocean Spirit.
Entre surf e praia, o passeio é enriquecido pelo património e pelas tradições das vilas e aldeias piscatórias que se vão descobrindo ao longo da costa, sem perder as especialidades de peixe fresco e marisco da gastronomia portuguesa, com uma forte ligação ao mar.
O Surf foi o tema que inspirou mais uma viagem da Sketch Tour Portugal ao longo da costa, aproveitando a oportunidade da realização do Rip Curl Pro, uma das provas mais importantes no calendário internacional da modalidade. Muitas praias, ondas diferentes, vilas e aldeias piscatórias foram uma grande inspiração para o sketcher português João Catarino e para a americana Suhita Shirodkar.
Começaram em Carcavelos, um dos lugares mais emblemáticos na história do surf em Portugal, seguiram para a Ericeira, Peniche, onde se realizou o campeonato, e Nazaré, a norte de Lisboa. Continuaram pela costa alentejana, passando pela Comporta, Praia de São Torpes, Porto Covo e Vila Nova de Milfontes. Para terminar, regressaram a Lisboa, onde ainda houve tempo para conhecer a cidade.
Aos desafios dos surfistas, juntou-se o desafio dos sketchers em conseguir desenhar o mar e captar a adrenalina que se vive no surf.
Ericeira A norte de Lisboa, o percurso ao longo da costa é um dos passeios mais apreciados para quem visita Portugal, com paragem obrigatória na Ericeira, uma vila de pescadores que é também um dos principais spots de surf. Esta parte da costa, que inclui 8 km de praias e uma grande diversidade de ondas foi já considerada a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo.
Nazaré O areal da praia da Nazaré, que é igualmente a frente de mar da cidade, é conhecido pela sua extensão e por ser um dos locais onde os tradicionais ofícios da pesca ainda persistem. Ganhou recentemente projeção internacional com o Canhão da Nazaré, um fenómeno geológico da costa que provoca ondas de grande dimensão. Foi onde Garrett McNamara bateu o record de ondas gigantes ao surfar uma onda de 30 metros, que todos os anos muitos surfistas tentam ultrapassar.
Ao longo da Costa Alentejana O litoral do Alentejo surpreende por ser uma área de natureza preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia, a que se junta uma grande variedade de praias com condições de excelência para fazer surf. É, por isso, uma opção muito apreciada para férias ativas.
Com mais de 850 quilómetros, a costa portuguesa é uma praia gigantesca para o surfing. Não há outra costa no mundo que possa oferecer um tão grande número de spots a uma tão curta distância e por isso costumamos dizer que em Portugal as ondas estão sempre garantidas.
Condimentadas com vento a soprar de feição e muito sol ao longo do ano inteiro, estas ondas perfeitas, por vezes mesmo mágicas, proporcionam uma experiência única aos praticantes de diversos desportos. Surf, bodyboard, windsurf, kitesurf ou paddle surf, são muitas as modalidades para desfrutar da ondulação atlântica que leva os níveis de adrenalina para lá do imaginável. PPhoto: Arquivo Turismo de Portugal
Das ondas gigantes da Praia do Norte na Nazaré procuradas pelos mais destemidos à constância das ondas perfeitas de Carcavelos, Ericeira ou Peniche, são muitos os lugares de eleição para os surfistas. E não se ficam pelas vizinhanças de Lisboa. A variedade é enorme, tanto mais a norte na Figueira da Foz, Espinho e Viana do Castelo, ou a sul na costa alentejana e na zona de Sagres, e até mesmo nos Açores e Madeira.
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Já os praticantes de bodyboard têm na Praia Grande, em Sintra, uma referência obrigatória. Este local faz parte de todos os roteiros e recebe anualmente uma prova do campeonato mundial da modalidade, mas o litoral norte ou a costa ocidental do Algarve também têm vindo a crescer nas preferências dos praticantes.
O Guincho é a “meca” nacional para o windsurf e já recebeu os melhores "windsurfers" mundiais. O vento e as ondas garantem espetáculo a quem vê e prazer a quem está dentro de água. Mas também o kitesurf granjeia aqui cada vez mais adeptos, que frequentam igualmente outras praias: em Carcavelos, na Costa da Caparica ou mais a norte nas zonas de Aveiro ou Viana do Castelo.
Mas há muitas outras atividades para aproveitar as condições oferecidas pelo oceano e pelos rios e lagos. Das tradicionais às novidades oriundas de paragens distantes ou da imaginação dos praticantes, é grande o leque de possibilidades que garantem diversão e até emoções fortes. Mais difícil poderá ser a escolha…
Uma das modalidades que tem ganho mais adeptos é o stand up paddle. Como pode ser praticado em qualquer plano de água com uma profundidade mínima, os locais de prática espalham-se um pouco por todo o país tanto no mar como em rios, lagos, lagoas e albufeiras. Bem perto de Lisboa, em Oeiras ou nas Praias da Parede e dos Pescadores em Cascais, é frequente ver os praticantes em pé nas pranchas a remar. Outros locais bastante procurados são a Lagoa de Óbidos, a Figueira da Foz, a zona de Viana do Castelo e a ilha da Madeira. E há ainda a salientar o Algarve, especialmente a Praia de Faro que já recebeu provas desta modalidade.
Deslizar sobre a água com o auxílio de um motor pode ser ainda mais emocionante pelas velocidades que se atingem. Para além do jetski, muito popular em grande parte das praias e albufeiras portuguesas, também o esqui aquático é praticado ao longo de toda a costa com particular destaque no mar das ilhas dos Açores e da Madeira, e nas barragens: do grande lago do Alqueva no Alentejo às albufeiras do Norte de Portugal, as opções são imensas. No Algarve encontramos ainda outra versão - o parasailing, em que podemos voar de paraquedas rebocado por um barco, levando a adrenalina ao rubro. Ao sabor das ondas e do vento são muitas as atividades que garantem o mais puro divertimento.
Deslizar sobre as águas ao sabor do vento garante muito divertimento e bons momentos de descontração. E para uma dose extra de adrenalina nada como as ondas atlânticas que banham a costa portuguesa.
Com a ondulação certa, e o vento a soprar de norte entre março e outubro, o Guincho é considerado por muitos especialistas o melhor local para a prática de windsurf em Portugal. Em julho e agosto estas condições atingem o seu auge e costumam ter aqui lugar provas nacionais e internacionais desta modalidade.
Mais recente é a prática do kitesurf, que também traz até aqui muitos adeptos. Tal como à Praia de Carcavelos, igualmente situada na linha de Cascais mas mais próxima de Lisboa, e que oferece boas condições para a prática de ambas as modalidades.
Mas a oferta de spots para quem gosta de fazer kite e windsurf com ondas não se fica por aqui… Também perto de Lisboa, mas do outro lado do Rio Tejo, as praias da Costa de Caparica são muito procuradas, especialmente a de São João e a Fonte da Telha, bem como um pouco mais a sul a Lagoa de Albufeira ou Sesimbra. Já no Algarve, perto de Sagres destacam-se as Praias do Tonel e do Martinhal, ou a Praia da Rocha mas apenas durante o inverno. A norte de Lisboa, há outros locais a não perder: a Praia do Baleal perto de Peniche, a Lagoa de Óbidos, Costa Nova e Murtosa perto de Aveiro, Matosinhos junto ao Porto, e ainda Ofir e Esposende, a Praia do Cabedelo em Viana do Castelo e Moledo do Minho.
Na Madeira é possível praticar windsurf ao longo de todo o ano. Funchal, Porto da Cruz, Achadas da Cruz, Caniço, Caniçal, Paul do Mar e Porto Santo são alguns dos melhores locais. Já para o kitesurf aconselha-se a baía do Funchal, a Praia Formosa e Porto Santo. Nos Açores, também se encontram bons locais na Praia de Água d’Alto e do Monte Verde em São Miguel, na ilha Terceira perto de Praia da Vitória, ou na ilha do Faial.
Existem ainda muitos lugares à medida daqueles que preferem menos ondulação ou dos que se querem iniciar na prática destas atividades. Por exemplo nas praias de Troia e em quase toda a costa algarvia são muitos os locais com excelentes condições, onde se podem encontrar sítios para alugar o equipamento e escolas para aprender. E de norte a sul, no interior do país, as lagoas e albufeiras das barragens também oferecem boas condições. Já nas ilhas dos Açores, até é possível fazer kite ou windsurf nas crateras dos antigos vulcões. Verdadeiramente radical!
Ribeira de Ilhas ou Super Tubos são nomes conhecidos a nível planetário, e referem-se a duas praias excelentes para surf das muitas existentes no trecho de costa oeste entre a Ericeira e Peniche. Mas de um extremo ao outro do país, incluindo as ilhas dos Açores e Madeira há mais, muito mais…
Por ser um dos raros locais do mundo que reúne um elevado número de ondas de grande qualidade, a Ericeira;foi considerada Reserva mundial de surf pela organização norte americana Save the Waves Coalition. Esta classificação destaca assim uma área de 4 kms que integra sete ondas de classe mundial – Pedras Brancas, Reef, Ribeira de Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. Mas a reserva faz parte de uma frente de mar mais vasta que totaliza cerca de 11 kms e possui outras ondas de diferentes características, onde se pode fazer surf e bodyboard com diversos graus de dificuldade e níveis de exigência, sob as mais variadas condições meteorológicas.
Mais a norte, perto de Peniche, a Praia do Medão é outra referência pelas suas grandes ondas tubulares que fez com que passasse a ser conhecida por Praia de Supertubos. Procurada por surfistas de todo o mundo, serve de cenário em outubro a uma prova do WSL - World Surf League Tour. Nas restantes praias do concelho de Peniche também podemos encontrar ondas perfeitas todos os dias, e não apenas para os surfistas mais experientes, já que existem aqui muitas escolas que ensinam todas as técnicas a quem se quer iniciar na prática destas atividades.
Já as ondas gigantescas da Praia do Norte, conhecidas como o canhão da Nazaré, são apenas para os mais destemidos. Esta onda, que pode atingir cerca de 30 metros de altura, figura nos recordes mundiais como a maior do ano em 2011 e tem sido surfada por profissionais como Garrett McNamara que utilizam o sistema de tow in, ou seja, são rebocados até ao seu pico por uma mota de água para depois deslizar com a prancha.
Quase às portas de Lisboa e com acesso direto por comboio também se encontram boas condições para a prática de surf e bodyboard nas praias de Santo Amaro de Oeiras, Carcavelos ou São Pedro do Estoril. Um pouco mais à frente, em pleno Parque Natural, o Guincho tem ondas bastante consistentes, tal como a Praia Grande já no concelho de Sintra, que é especialmente apreciada para a prática de bodyboard, tendo aqui lugar uma prova do campeonato mundial da modalidade.
Na região centro destaca-se a Praia de Buarcos perto da Figueira da Foz com uma onda que é considerada a mais longa da Europa podendo atingir os 200 metros, e na zona de Aveiro, perto de ílhavo, a Praia da Barra, que é acessível a todo o tipo de praticantes. No norte, Espinho é conhecida pela sua onda mítica – a “Direita do Casino”, mas merecem ainda referência as zonas de Matosinhos, bem perto do Porto, e mais acima Viana do Castelo, especialmente a Praia da Arda em Afife.
A sul de Lisboa, na Costa de Caparica, a Cova do Vapor e a Praia do CDS são nomes a fixar. Perto de Sines outras referências como São Torpes ou a Praia dos Aivados, onde se usufrui do verdadeiro contacto com a natureza. E na costa oeste do Algarve as praias da Arrifana, da Bordeira, Amado, Cordoama ou Castelejo são bastante apreciadas. Já o litoral virado a sul, conhecido pela calmaria, também oferece boas ondas nas alturas de levante, sobretudo nas ilhas de Tavira e de Faro.
Em pleno Atlântico, a Ilha da Madeira tem ondas memoráveis por exemplo no Jardim do Mar ou no Paul do Mar. Já o arquipélago dos Açores, conhecido por ter as quatro estações no mesmo dia, possui locais verdadeiramente mágicos. Especialmente nos meses de setembro e outubro encontram-se bons spots na Ilha de São Miguel, tanto na costa norte, nas praias do Areal de Santa Bárbara ou do Monte Verde que são palco de uma prova do circuito mundial (WQS), ou na Praia do Pópulo virada a sul. Mas também se encontram boas condições na Praia Formosa na Ilha de Santa Maria, na zona de Praia da Vitória na lha Terceira ou nas fajãs da Ilha de São Jorge, especialmente a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, que é considerada um spot mítico.
De facto Portugal é um país de boas ondas, nada como experimentar!
conhecer o Porto de Pesca, assistindo à partida dos barcos para a faina
Viana do Castelo é uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal. A sua participação nos Descobrimentos portugueses e, mais tarde, na pesca do bacalhau mostram a sua tradicional ligação ao mar.
A Viana do Castelo depressa se acede a partir do Porto, ou de Valença para quem vem de Espanha. Do monte de Santa Luzia pode observar-se a situação geográfica privilegiada da cidade, junto ao mar e à foz do rio Lima. Esta vista deslumbrante e o Templo do Sagrado Coração de Jesus, edifício revivalista de Ventura Terra, de 1898, podem ser o ponto de partida para visitar a cidade.
Viana enriqueceu-se com palácios brasonados, igrejas e conventos, chafarizes e fontanários que constituem uma herança patrimonial digna de visita. No Posto de Turismo pode-se pedir uma brochura e fazer percursos de inspiração manuelina, renascença, barroca, art deco ou do azulejo. Percorrendo algumas das ruas do centro histórico sempre se chega à Praça da República, o coração da cidade. É onde ficam o edifício da Misericórdia e o chafariz, quinhentistas, assim como os antigos Paços do Concelho. Não longe fica a românica Sé ou Igreja Matriz.
Virada para o mar que fez a história de Viana, uma igreja barroca guarda a imagem da Senhora da Agonia, da devoção dos pescadores. Sai todos os anos a 20 de agosto para abençoar o mar numa das festas mais coloridas de Portugal, onde são de referir a beleza e riqueza dos trajes típicos que desfilam nas festas.
É que Viana - conhecida também pela filigrana em ouro - tem sabido manter as suas tradições, como se pode ver no Museu do Traje (traje e ouro), no Museu Municipal (especial relevo para a típica louça de Viana que aqui se expõe) ou no navio Gil Eanes. Construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoiar a pesca do bacalhau, o navio aqui está de novo ancorado para memória das tradições marítima e de construção naval da cidade.
Mas Viana do Castelo é também considerada uma “Meca da Arquitetura” graças aos muitos e importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea que assinam equipamentos e espaços da cidade. É o caso da Praça da Liberdade de Fernando Távora, da Biblioteca de Álvaro Siza Vieira, da Pousada da Juventude de Carrilho da Graça, do Hotel Axis de Jorge Albuquerque ou ainda do Centro Cultural de Viana do Castelo, de Souto Moura, entre muitos outros.
Nas redondezas da cidade podemos fazer um passeio pela ciclovia litoral ou fluvial ou por um dos muitos trilhos assinalados, assim como praticar surf, windsurf ou kitesurf e bodyboard em praias de areia fina e dourada. E ainda fazer jet-ski, vela, remo ou canoagem no rio Lima
De carro: A27; ou EN13 com bonitas paisagens junto ao litoral atlântico. Quem se desloca pela A3, a auto estrada Porto-Valença, deve sair em Ponte de Lima e seguir pela A28.
Mar: Viana do Castelo tem uma marina, um porto comercial, um porto pesqueiro com doca de pesca e um estaleiro naval.
Aeroporto: Aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto) a 60km
assistir a uma prova do Campeonato Mundial de Surf
atravessar a língua de areia até ao Baleal
fazer uma caminhada revigorante na praia
provar o marisco e o peixe grelhado
Peniche e o mar são indissociáveis. É um dos maiores portos de pesca tradicional de Portugal e um grande centro atlântico de atividades marítimo-turísticas.
Antes de chegar à praia, a visita de Peniche deverá incluir uma passagem pelo centro histórico. Para além do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, das Igrejas de São Pedro e da Misericórdia, destacamos o Forte de Peniche, construído no séc. XVI/XVII para a defesa da costa em cruzamento com o Forte da praia da Consolação e o forte na Ilha das Berlengas. Foi importante para a história de Portugal em vários momentos, mas importa referir que o seu contributo mais recente foi como prisão política durante o Estado Novo, em que aqui estiveram algumas das figuras públicas mais importantes da resistência ao regime. No interior, ficaremos a saber todo os pormenores pois é atualmente o Museu Municipal de Peniche.
Para além das artes da pesca que, naturalmente, sempre foram uma das fontes de rendimento da população, Peniche é também conhecida pela arte das rendas de bilros, que as mulheres se dedicaram a aperfeiçoar enquanto os homens andavam no mar.
O mar continua a ser um dos principais pontos de interesse e desenvolvimento e as praias de Peniche são muito apreciadas. Se as baías da Consolação e do Baleal proporcionam um bom resguardo para dias de praia em família, as ondas desta costa oeste, como as da Praia de Medão Grande, conhecida como Supertubos devido às suas grandes ondas de forma tubular, são muito procuradas por surfistas e bodyboarders de todo o mundo. Num concurso a nível nacional foi nomeada como uma das “7 Maravilhas de Portugal”. Juntamente com a Praia do Lagido, são o palco do grande campeonato mundial de surf Rip Curl Pro Portugal, uma prova que integra o World Surf League Tour.
A uma viagem de barco de distância fica a Ilha das Berlengas, Reserva Natural. As suas águas translúcidas são ideais para os mergulhadores que aqui encontram um reduto natural de fauna e flora marinha. O mar agitado e o isolamento da Ilha são também o mote para muitas histórias misteriosas de pescadores e de barcos afundados nesta costa.
Como não podia deixar de ser, o mar domina também as especialidades gastronómicas. Não se deve por isso deixar Peniche sem provar a caldeirada, o arroz de marisco ou a sardinha assada no carvão, sempre acompanhados dos vinhos da região Oeste. Para sobremesa, recomendam-se os doces de amêndoa, seja um “Amigo de Peniche” ou os biscoitos chamados “Esses”.
- Durante o verão, de junho a setembro, há um comboio turístico com percursos pela Península de Peniche, Baleal e Consolação, assim como visitas guiadas.
- Quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre o património histórico da região poderá fazer a “Rota das Igrejas do Concelho de Peniche”
- Consulte o Posto de Turismo para mais informações ou o site da Câmara Municipal www.cm-peniche.pt (em português e inglês).
- É também no Posto de Turismo que se podem encontrar informações sobre as viagens para a Ilha das Berlengas e reservar os lugares disponíveis para acampar nesta Reserva Natural.
Estrada: - A partir da A8, seguir o IP6 até Peniche. - Quem vier pela A1 então sair em Santarém pela A15 e tomar igualmente o IP6.
Fazer um dos trilhos dos pescadores assinalados pela Rota Vicentina
Ir a Sines durante o festival de Músicas do Mundo
Aproveitar o Festival do Sudoeste para conhecer o litoral
Entre a foz do Rio Sado e a Zambujeira do Mar, o litoral alentejano surpreende por ser uma área de costa tão bem preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia.
De Troia a Sines Podemos chegar a Troia por Alcácer do Sal ou de ferry a partir de Setúbal, atravessando o estuário do Rio Sado. À chegada, a península de Troia tem muito a descobrir. Podemos jogar golfe, ter aulas de surf, fazer caminhadas ao longo da praia ou observar golfinhos. Assim como dar uns passeios para conhecer o património cultural da região, como a aldeia palafita da Carrasqueira e as Ruínas Romanas de Troia que nos revelam, aliás, como já era uma área muito rica em recursos naturais há dois mil anos atrás.
A seguir a Troia, a Comporta é um local muito apreciado para ir à praia com a família e com bons restaurantes. Estamos numa região de arrozais e por isso os pratos confecionados com arroz são uma especialidade a não perder.
Até Sines, a costa é uma extensão de areia contínua, com praias tão agradáveis como as do Pinheirinho e da Galé, por exemplo. Em Melides e em Santo André, consoante a vontade e a preferência pelas atividades, podemos escolher entre as praias de mar e as lagoas. São bons locais para andar de canoa ou fazer windsurf.
Sines é uma das cidades mais importantes do litoral alentejano e é também um porto industrial e um cabo de mar, tornando-se um ponto de paragem natural para quem visita a região. Porto pesqueiro de tradição, foi aqui que nasceu Vasco da Gama, o grande navegador. Quem sabe as suas viagens não terão inspirado o Festival de Músicas do Mundo que aqui se realiza todos os anos no início do verão.
De Sines à Zambujeira do Mar A partir do porto de Sines este paraíso natural de areia transforma-se e as suaves baías passam a alternar com praias mais cénicas, com formações rochosas. Entre todas, as praias de São Torpes, Morgável e Vale Figueiros merecem uma paragem demorada com toda a família. A grande riqueza da paisagem subaquática desta zona também é muito apreciada para fazer mergulho.
Nos caminhos para a praia podemos encontrar pequenos refúgios para comer peixe, em vilas que se debruçam sobre o mar. Como Porto Covo, pitoresca aldeia de pescadores, que nos recebe numa bonita praça rodeada de casas baixinhas. A praia é muito acolhedora e do seu portinho, de barcos coloridos, podemos chegar à ilha do Pessegueiro, que se vê no mar, em frente.
Seguimos até Vila Nova de Milfontes, na foz do rio Mira. Entre a praia oceânica e o rio, os passeios de barco ou de canoa são sugestões para momentos bem passados com os amigos. Pode-se até subir o rio e chegar a Odemira.
Almograve, entre arribas e dunas avermelhadas, é um refúgio e uma das praias mais apreciadas para o surf e bodyboard. A partir da vila pode-se fazer um percurso pelo campo até à praia, passando por dunas e formações rochosas com milhões de anos.
Mais a sul, o Cabo Sardão é um lugar agreste mas também um miradouro deslumbrante sobre a costa recortada. Em pleno parque natural, é um lugar único no mundo onde a cegonha branca nidifica nas falésias.
Esta viagem inspiradora segue para a Zambujeira do Mar, com outras praias a descobrir. Aqui, como ao longo de toda a costa, os surfistas encontram ondas perfeitas para aperfeiçoarem o estilo e se divertirem.
Mas nem só de praia vive o litoral alentejano. A sul de Sines, entramos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, com muitas opções de percursos pedestres e de bicicleta. Os diversos trilhos assinalados ao longo dos 450 km que integram a Rota Vicentina, entre o Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, são uma boa forma de conhecer a região, entrar no quotidiano de quem aqui vive e ter outras experiências mais próximas dos costumes e das tradições do lugar.
Encontra-se informação sobre passeios pedestres no litoral alentejano em www.visitalentejo.pt e em www.rotavicentina.com. Antes de iniciar os percursos, informe-se sobre os trilhos nos postos de turismo mais próximos.
O percurso ao longo do mar a norte de Lisboa é um dos passeios mais apreciados da costa portuguesa. Pelo caminho encontram-se boas surpresas, como a Ericeira, uma vila de pescadores com muita tradição ligada ao mar, reconhecida atualmente como uma das reservas de surf do mundo.
No mar, o trabalho diário dos pescadores tem apenas par na dedicação e presença habitual dos surfistas e bodyboarders que aqui encontram um refúgio especial. O campeão nacional Tiago Pires e muitos outros surfistas nasceram aqui e deram a conhecer esta pequena vila do concelho de Mafra que atualmente integra campeonatos mundiais como o WSL World Surf League Tour e o Quik Silver Pro Portugal.
As caraterísticas do mar e da costa, em que altas arribas alternam com pequenas enseadas de areal, a preservação de habitats naturais mediterrânicos e a cultura do surf que se vive fazem da Ericeira um destino procurado por surfistas de todo o mundo.
A área de costa que foi considerada pela organização norte americana Save the Waves Coalition como a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo tem 8 km e inclui praias que são uma referência em todo o mundo para a prática deste desporto, como as de Ribeira de Ilhas, a Baía dos Dois Irmãos, conhecida pela comunidade por Coxos, a praia da Empa, em frente à vila e a praia de São Lourenço.
A diversidade de ondas permite ter vários graus de dificuldade e, por isso, condições de excelência para a prática de desportos de prancha, sejam profissionais ou iniciados. As ondas mais desafiantes são a Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. Para quem quiser iniciar-se na adrenalina dos desportos de mar, existem diversas empresas com aulas de surf que poderão ajudar a fazer as primeiras ondas ou a aperfeiçoar a técnica.
No entanto, quem chega à vila, não precisa de ser surfista para se sentir em casa. De ruas estreitas e ambiente acolhedor, o espírito de praia e férias sente-se todo o ano na Ericeira, pronta a receber visitantes de todo o mundo.
As praias perto da vila ou a da Foz do Lizandro, mais afastada, são mais abrigadas e por isso adequadas para famílias com crianças. Pode também fazer-se pequenos passeios pelas proximidades e visitar a Aldeia Típica de José Franco, uma aldeia miniatura em barro existente na localidade de Sobreiro, e o Convento de Mafra que inspirou o Nobel da literatura José Saramago no “Memorial do Convento”. Muito perto, na Tapada Nacional de Mafra, mandado construir pelo rei D. João V, para si e para a sua corte, após a construção do convento, no séc. XVIII, é atualmente um espaço lúdico em que se podem observar gamos, veados, javalis e outras espécies de fauna selvagem a viver em liberdade.
Outra sugestão de visita ligada à proteção da natureza é o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, na Malveira, dedicado a uma espécie em vias de extinção, habitualmente considerada perigosa.
Um dos maiores atrativos desta região é a sua gastronomia, repleta dos tradicionais sabores do mar. O peixe fresco grelhado é obrigatório mas o marisco também é muito apreciado, em particular as lagostas, que são criadas em viveiros de mar na Ericeira.
No site da Câmara Municipal de Mafra estão disponíveis os folhetos sobre a reserva mundial de Surf (em português e inglês) e um Guia de Surf - www.cm-mafra.pt.
Posto de Turismo de Mafra Palácio Nacional de Mafra - Torreão Norte Terreiro D. João V +351 261 817 170 / turismo@cm-mafra.pt
Posto de Turismo da Ericeira Rua Dr. Eduardo Burnay + 351 261 863 122 / turismo@cm-mafra.pt
A Ericeira fica a 40 km de Lisboa, a cerca de meia hora de carro.
A partir do aeroporto de Lisboa, deve-se apanhar a 2ª circular para apanhar o IC 17 e depois a A8, seguindo as indicações para Mafra – Malveira. Chegando a Mafra, encontram-se então as indicações para a Ericeira, podendo seguir pela A21.