A variedade de condições naturais e um clima excecional proporcionam experiências inesquecíveis, que estão ao alcance de todos, dos iniciados aos mais experientes. Diz-se até que não há outra costa no mundo com um tão grande número de spots a uma tão curta distância.
Temos ondas para todos os gostos e para todas as modalidades. Tubulares perfeitas para surf e bodyboard, que são palco dos mais importantes eventos internacionais. E até gigantes, desafios para os mais destemidos que não hesitam em atingir a sua crista. Ou tão longas que estão entre as mais compridas da Europa. Mas ainda restam alguns segredos à espera de serem desvendados.
O vento é um grande aliado e oferece condições únicas para windsurf e kitesurf, mas há muitos outros desportos que levam as emoções ao rubro. E depois de um dia no mar, a boa onda continua em terra, sempre com uma festa, um festival, um bar ou uma discoteca a garantir diversão todas as noites.
Entre os concelhos de Ovar e Torres Vedras, são cerca de 300 km de costa atlântica na região Centro de Portugal que os surfistas podem explorar à procura da onda perfeita ou simplesmente para se deixarem surpreender pela variedade de ondas.
O verão é a estação do ano mais convidativa na costa oeste para fazer praia, mas é no início do outono e no inverno que se podem ver as melhores provas de surf, quando o mar se torna mais vivo e desafiante.
Nazaré e Peniche são locais de grande referência internacional, mas existem outros surf spots que vale a pena conhecer. Um percurso ao longo da costa irá revelar praias com condições de excelência. Para quem ainda não tem muita prática ou para quem quiser conhecer melhor as caraterísticas do mar atlântico, as escolas de surf têm programas para descobrir os melhores spots e as melhores ondas longe dos lugares mais concorridos.
Indo de norte para sul, a costa de Aveiro pode ser a primeira paragem. É raro o dia em que não há ondas na Praia da Barra, com vários picos que agradam a qualquer tipo de surfista. A Praia da Costa Nova poderá não ser um spot de surf mas é conhecida pelas casas coloridas às riscas brancas, vermelhas e azuis e vale a pena visitar, assim como a Praia de Mira, uma das primeiras a ter Bandeira Azul em Portugal e um dos locais onde ainda se preservam os métodos tradicionais de pesca. Nesta costa, os pescadores ainda praticam a Arte Xávega, em que as redes são lançadas ao mar em pequenas embarcações e recolhidas a força de braço para o areal (atualmente já com a ajuda de máquinas).
Em termos de singularidade, as praias da Figueira da Foz são muito apreciadas pela comunidade surfista por terem ondas direitas longas. A da Praia de Buarcos chega a atingir os 800 metros no inverno e dizem ser a mais comprida da Europa. Foi na Praia do Cabedelo que se realizou a primeira edição do campeonato mundial de surf, em Portugal, nos anos 80.
Continuando o percurso ao longo da costa e acompanhando a longa extensão verde do Pinhal d’El Rei, uma mata com vários séculos plantada nos séculos XIII e XIV, vale a pena passar por São Pedro de Moel, com a sua baía em concha, protegida do vento norte.
Chega-se depois à Nazaré, com um mar surpreendente. O fundo do mar forma um desfiladeiro com 230 km de extensão e 5.000 metros de profundidade conhecido por “canhão da Nazaré”, dando origem a ondas gigantes que terminam na Praia do Norte. Conhecido pelos surfistas portugueses mais destemidos, o fenómeno ganhou um lugar no surf mundial quando o havaiano Garret McNamara bateu o record do Guiness ao surfar uma onda de 30 metros. Desde então, muitos apreciadores do espetáculo do surf acorrem a este local, que tem no Forte de São Miguel Arcanjo um ponto de observação privilegiado.
Cerca de 60 km a sul, a península de Peniche é um lugar especial para fazer surf. A sua formação proporciona uma parte da costa virada a norte, onde se encontram as praias dos Belgas, Almagreira, Lagido e Norte, e outra parte virada a sul, abrigando as praias do Molhe Leste, Medão Grande, Consolação e Batel. Os surfistas podem contar com um vento offshore e muitos dias de ondas tubulares, condições ideais tanto para quem tem mais experiência como para amadores. A praia de Medão Grande, mais conhecida pelo nome de Supertubos devido à forma das suas ondas, é uma das mais importantes, onde todos os anos decorre o campeonato Meo Rip Curl, uma etapa do World Surf League.
Muito perto, as praias recortadas do concelho de Torres Vedras, como a Praia de Santa Cruz são um desafio para os melhores surfistas mundiais e frequentemente escolhidas para organizar várias competições internacionais de surf, como o Santa Cruz Ocean Spirit.
Entre surf e praia, o passeio é enriquecido pelo património e pelas tradições das vilas e aldeias piscatórias que se vão descobrindo ao longo da costa, sem perder as especialidades de peixe fresco e marisco da gastronomia portuguesa, com uma forte ligação ao mar.
O Surf foi o tema que inspirou mais uma viagem da Sketch Tour Portugal ao longo da costa, aproveitando a oportunidade da realização do Rip Curl Pro, uma das provas mais importantes no calendário internacional da modalidade. Muitas praias, ondas diferentes, vilas e aldeias piscatórias foram uma grande inspiração para o sketcher português João Catarino e para a americana Suhita Shirodkar.
Começaram em Carcavelos, um dos lugares mais emblemáticos na história do surf em Portugal, seguiram para a Ericeira, Peniche, onde se realizou o campeonato, e Nazaré, a norte de Lisboa. Continuaram pela costa alentejana, passando pela Comporta, Praia de São Torpes, Porto Covo e Vila Nova de Milfontes. Para terminar, regressaram a Lisboa, onde ainda houve tempo para conhecer a cidade.
Aos desafios dos surfistas, juntou-se o desafio dos sketchers em conseguir desenhar o mar e captar a adrenalina que se vive no surf.
Ericeira A norte de Lisboa, o percurso ao longo da costa é um dos passeios mais apreciados para quem visita Portugal, com paragem obrigatória na Ericeira, uma vila de pescadores que é também um dos principais spots de surf. Esta parte da costa, que inclui 8 km de praias e uma grande diversidade de ondas foi já considerada a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo.
Nazaré O areal da praia da Nazaré, que é igualmente a frente de mar da cidade, é conhecido pela sua extensão e por ser um dos locais onde os tradicionais ofícios da pesca ainda persistem. Ganhou recentemente projeção internacional com o Canhão da Nazaré, um fenómeno geológico da costa que provoca ondas de grande dimensão. Foi onde Garrett McNamara bateu o record de ondas gigantes ao surfar uma onda de 30 metros, que todos os anos muitos surfistas tentam ultrapassar.
Ao longo da Costa Alentejana O litoral do Alentejo surpreende por ser uma área de natureza preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia, a que se junta uma grande variedade de praias com condições de excelência para fazer surf. É, por isso, uma opção muito apreciada para férias ativas.
Com mais de 850 quilómetros, a costa portuguesa é uma praia gigantesca para o surfing. Não há outra costa no mundo que possa oferecer um tão grande número de spots a uma tão curta distância e por isso costumamos dizer que em Portugal as ondas estão sempre garantidas.
Condimentadas com vento a soprar de feição e muito sol ao longo do ano inteiro, estas ondas perfeitas, por vezes mesmo mágicas, proporcionam uma experiência única aos praticantes de diversos desportos. Surf, bodyboard, windsurf, kitesurf ou paddle surf, são muitas as modalidades para desfrutar da ondulação atlântica que leva os níveis de adrenalina para lá do imaginável. PPhoto: Arquivo Turismo de Portugal
Das ondas gigantes da Praia do Norte na Nazaré procuradas pelos mais destemidos à constância das ondas perfeitas de Carcavelos, Ericeira ou Peniche, são muitos os lugares de eleição para os surfistas. E não se ficam pelas vizinhanças de Lisboa. A variedade é enorme, tanto mais a norte na Figueira da Foz, Espinho e Viana do Castelo, ou a sul na costa alentejana e na zona de Sagres, e até mesmo nos Açores e Madeira.
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Já os praticantes de bodyboard têm na Praia Grande, em Sintra, uma referência obrigatória. Este local faz parte de todos os roteiros e recebe anualmente uma prova do campeonato mundial da modalidade, mas o litoral norte ou a costa ocidental do Algarve também têm vindo a crescer nas preferências dos praticantes.
O Guincho é a “meca” nacional para o windsurf e já recebeu os melhores "windsurfers" mundiais. O vento e as ondas garantem espetáculo a quem vê e prazer a quem está dentro de água. Mas também o kitesurf granjeia aqui cada vez mais adeptos, que frequentam igualmente outras praias: em Carcavelos, na Costa da Caparica ou mais a norte nas zonas de Aveiro ou Viana do Castelo.
Mas há muitas outras atividades para aproveitar as condições oferecidas pelo oceano e pelos rios e lagos. Das tradicionais às novidades oriundas de paragens distantes ou da imaginação dos praticantes, é grande o leque de possibilidades que garantem diversão e até emoções fortes. Mais difícil poderá ser a escolha…
Uma das modalidades que tem ganho mais adeptos é o stand up paddle. Como pode ser praticado em qualquer plano de água com uma profundidade mínima, os locais de prática espalham-se um pouco por todo o país tanto no mar como em rios, lagos, lagoas e albufeiras. Bem perto de Lisboa, em Oeiras ou nas Praias da Parede e dos Pescadores em Cascais, é frequente ver os praticantes em pé nas pranchas a remar. Outros locais bastante procurados são a Lagoa de Óbidos, a Figueira da Foz, a zona de Viana do Castelo e a ilha da Madeira. E há ainda a salientar o Algarve, especialmente a Praia de Faro que já recebeu provas desta modalidade.
Deslizar sobre a água com o auxílio de um motor pode ser ainda mais emocionante pelas velocidades que se atingem. Para além do jetski, muito popular em grande parte das praias e albufeiras portuguesas, também o esqui aquático é praticado ao longo de toda a costa com particular destaque no mar das ilhas dos Açores e da Madeira, e nas barragens: do grande lago do Alqueva no Alentejo às albufeiras do Norte de Portugal, as opções são imensas. No Algarve encontramos ainda outra versão - o parasailing, em que podemos voar de paraquedas rebocado por um barco, levando a adrenalina ao rubro. Ao sabor das ondas e do vento são muitas as atividades que garantem o mais puro divertimento.
Deslizar sobre as águas ao sabor do vento garante muito divertimento e bons momentos de descontração. E para uma dose extra de adrenalina nada como as ondas atlânticas que banham a costa portuguesa.
Com a ondulação certa, e o vento a soprar de norte entre março e outubro, o Guincho é considerado por muitos especialistas o melhor local para a prática de windsurf em Portugal. Em julho e agosto estas condições atingem o seu auge e costumam ter aqui lugar provas nacionais e internacionais desta modalidade.
Mais recente é a prática do kitesurf, que também traz até aqui muitos adeptos. Tal como à Praia de Carcavelos, igualmente situada na linha de Cascais mas mais próxima de Lisboa, e que oferece boas condições para a prática de ambas as modalidades.
Mas a oferta de spots para quem gosta de fazer kite e windsurf com ondas não se fica por aqui… Também perto de Lisboa, mas do outro lado do Rio Tejo, as praias da Costa de Caparica são muito procuradas, especialmente a de São João e a Fonte da Telha, bem como um pouco mais a sul a Lagoa de Albufeira ou Sesimbra. Já no Algarve, perto de Sagres destacam-se as Praias do Tonel e do Martinhal, ou a Praia da Rocha mas apenas durante o inverno. A norte de Lisboa, há outros locais a não perder: a Praia do Baleal perto de Peniche, a Lagoa de Óbidos, Costa Nova e Murtosa perto de Aveiro, Matosinhos junto ao Porto, e ainda Ofir e Esposende, a Praia do Cabedelo em Viana do Castelo e Moledo do Minho.
Na Madeira é possível praticar windsurf ao longo de todo o ano. Funchal, Porto da Cruz, Achadas da Cruz, Caniço, Caniçal, Paul do Mar e Porto Santo são alguns dos melhores locais. Já para o kitesurf aconselha-se a baía do Funchal, a Praia Formosa e Porto Santo. Nos Açores, também se encontram bons locais na Praia de Água d’Alto e do Monte Verde em São Miguel, na ilha Terceira perto de Praia da Vitória, ou na ilha do Faial.
Existem ainda muitos lugares à medida daqueles que preferem menos ondulação ou dos que se querem iniciar na prática destas atividades. Por exemplo nas praias de Troia e em quase toda a costa algarvia são muitos os locais com excelentes condições, onde se podem encontrar sítios para alugar o equipamento e escolas para aprender. E de norte a sul, no interior do país, as lagoas e albufeiras das barragens também oferecem boas condições. Já nas ilhas dos Açores, até é possível fazer kite ou windsurf nas crateras dos antigos vulcões. Verdadeiramente radical!
Ribeira de Ilhas ou Super Tubos são nomes conhecidos a nível planetário, e referem-se a duas praias excelentes para surf das muitas existentes no trecho de costa oeste entre a Ericeira e Peniche. Mas de um extremo ao outro do país, incluindo as ilhas dos Açores e Madeira há mais, muito mais…
Por ser um dos raros locais do mundo que reúne um elevado número de ondas de grande qualidade, a Ericeira;foi considerada Reserva mundial de surf pela organização norte americana Save the Waves Coalition. Esta classificação destaca assim uma área de 4 kms que integra sete ondas de classe mundial – Pedras Brancas, Reef, Ribeira de Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. Mas a reserva faz parte de uma frente de mar mais vasta que totaliza cerca de 11 kms e possui outras ondas de diferentes características, onde se pode fazer surf e bodyboard com diversos graus de dificuldade e níveis de exigência, sob as mais variadas condições meteorológicas.
Mais a norte, perto de Peniche, a Praia do Medão é outra referência pelas suas grandes ondas tubulares que fez com que passasse a ser conhecida por Praia de Supertubos. Procurada por surfistas de todo o mundo, serve de cenário em outubro a uma prova do WSL - World Surf League Tour. Nas restantes praias do concelho de Peniche também podemos encontrar ondas perfeitas todos os dias, e não apenas para os surfistas mais experientes, já que existem aqui muitas escolas que ensinam todas as técnicas a quem se quer iniciar na prática destas atividades.
Já as ondas gigantescas da Praia do Norte, conhecidas como o canhão da Nazaré, são apenas para os mais destemidos. Esta onda, que pode atingir cerca de 30 metros de altura, figura nos recordes mundiais como a maior do ano em 2011 e tem sido surfada por profissionais como Garrett McNamara que utilizam o sistema de tow in, ou seja, são rebocados até ao seu pico por uma mota de água para depois deslizar com a prancha.
Quase às portas de Lisboa e com acesso direto por comboio também se encontram boas condições para a prática de surf e bodyboard nas praias de Santo Amaro de Oeiras, Carcavelos ou São Pedro do Estoril. Um pouco mais à frente, em pleno Parque Natural, o Guincho tem ondas bastante consistentes, tal como a Praia Grande já no concelho de Sintra, que é especialmente apreciada para a prática de bodyboard, tendo aqui lugar uma prova do campeonato mundial da modalidade.
Na região centro destaca-se a Praia de Buarcos perto da Figueira da Foz com uma onda que é considerada a mais longa da Europa podendo atingir os 200 metros, e na zona de Aveiro, perto de ílhavo, a Praia da Barra, que é acessível a todo o tipo de praticantes. No norte, Espinho é conhecida pela sua onda mítica – a “Direita do Casino”, mas merecem ainda referência as zonas de Matosinhos, bem perto do Porto, e mais acima Viana do Castelo, especialmente a Praia da Arda em Afife.
A sul de Lisboa, na Costa de Caparica, a Cova do Vapor e a Praia do CDS são nomes a fixar. Perto de Sines outras referências como São Torpes ou a Praia dos Aivados, onde se usufrui do verdadeiro contacto com a natureza. E na costa oeste do Algarve as praias da Arrifana, da Bordeira, Amado, Cordoama ou Castelejo são bastante apreciadas. Já o litoral virado a sul, conhecido pela calmaria, também oferece boas ondas nas alturas de levante, sobretudo nas ilhas de Tavira e de Faro.
Em pleno Atlântico, a Ilha da Madeira tem ondas memoráveis por exemplo no Jardim do Mar ou no Paul do Mar. Já o arquipélago dos Açores, conhecido por ter as quatro estações no mesmo dia, possui locais verdadeiramente mágicos. Especialmente nos meses de setembro e outubro encontram-se bons spots na Ilha de São Miguel, tanto na costa norte, nas praias do Areal de Santa Bárbara ou do Monte Verde que são palco de uma prova do circuito mundial (WQS), ou na Praia do Pópulo virada a sul. Mas também se encontram boas condições na Praia Formosa na Ilha de Santa Maria, na zona de Praia da Vitória na lha Terceira ou nas fajãs da Ilha de São Jorge, especialmente a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, que é considerada um spot mítico.
De facto Portugal é um país de boas ondas, nada como experimentar!
O percurso ao longo do mar a norte de Lisboa é um dos passeios mais apreciados da costa portuguesa. Pelo caminho encontram-se boas surpresas, como a Ericeira, uma vila de pescadores com muita tradição ligada ao mar, reconhecida atualmente como uma das reservas de surf do mundo.
No mar, o trabalho diário dos pescadores tem apenas par na dedicação e presença habitual dos surfistas e bodyboarders que aqui encontram um refúgio especial. O campeão nacional Tiago Pires e muitos outros surfistas nasceram aqui e deram a conhecer esta pequena vila do concelho de Mafra que atualmente integra campeonatos mundiais como o WSL World Surf League Tour e o Quik Silver Pro Portugal.
As caraterísticas do mar e da costa, em que altas arribas alternam com pequenas enseadas de areal, a preservação de habitats naturais mediterrânicos e a cultura do surf que se vive fazem da Ericeira um destino procurado por surfistas de todo o mundo.
A área de costa que foi considerada pela organização norte americana Save the Waves Coalition como a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo tem 8 km e inclui praias que são uma referência em todo o mundo para a prática deste desporto, como as de Ribeira de Ilhas, a Baía dos Dois Irmãos, conhecida pela comunidade por Coxos, a praia da Empa, em frente à vila e a praia de São Lourenço.
A diversidade de ondas permite ter vários graus de dificuldade e, por isso, condições de excelência para a prática de desportos de prancha, sejam profissionais ou iniciados. As ondas mais desafiantes são a Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. Para quem quiser iniciar-se na adrenalina dos desportos de mar, existem diversas empresas com aulas de surf que poderão ajudar a fazer as primeiras ondas ou a aperfeiçoar a técnica.
No entanto, quem chega à vila, não precisa de ser surfista para se sentir em casa. De ruas estreitas e ambiente acolhedor, o espírito de praia e férias sente-se todo o ano na Ericeira, pronta a receber visitantes de todo o mundo.
As praias perto da vila ou a da Foz do Lizandro, mais afastada, são mais abrigadas e por isso adequadas para famílias com crianças. Pode também fazer-se pequenos passeios pelas proximidades e visitar a Aldeia Típica de José Franco, uma aldeia miniatura em barro existente na localidade de Sobreiro, e o Convento de Mafra que inspirou o Nobel da literatura José Saramago no “Memorial do Convento”. Muito perto, na Tapada Nacional de Mafra, mandado construir pelo rei D. João V, para si e para a sua corte, após a construção do convento, no séc. XVIII, é atualmente um espaço lúdico em que se podem observar gamos, veados, javalis e outras espécies de fauna selvagem a viver em liberdade.
Outra sugestão de visita ligada à proteção da natureza é o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, na Malveira, dedicado a uma espécie em vias de extinção, habitualmente considerada perigosa.
Um dos maiores atrativos desta região é a sua gastronomia, repleta dos tradicionais sabores do mar. O peixe fresco grelhado é obrigatório mas o marisco também é muito apreciado, em particular as lagostas, que são criadas em viveiros de mar na Ericeira.
No site da Câmara Municipal de Mafra estão disponíveis os folhetos sobre a reserva mundial de Surf (em português e inglês) e um Guia de Surf - www.cm-mafra.pt.
Posto de Turismo de Mafra Palácio Nacional de Mafra - Torreão Norte Terreiro D. João V +351 261 817 170 / turismo@cm-mafra.pt
Posto de Turismo da Ericeira Rua Dr. Eduardo Burnay + 351 261 863 122 / turismo@cm-mafra.pt
A Ericeira fica a 40 km de Lisboa, a cerca de meia hora de carro.
A partir do aeroporto de Lisboa, deve-se apanhar a 2ª circular para apanhar o IC 17 e depois a A8, seguindo as indicações para Mafra – Malveira. Chegando a Mafra, encontram-se então as indicações para a Ericeira, podendo seguir pela A21.
Apreciar as proezas dos surfistas e bodyboarders mais destemidos
Ver o por do sol na praia
A praia da Nazaré, de clima ameno e com uma beleza natural, tem das mais antigas tradições de Portugal ligadas às artes da pesca.
O longo areal em forma de meia-lua, e que é também a frente de mar da cidade, é conhecido pela sua grandeza e pelos toldos de cores vivas que decoram a praia de areia branca em contraste com o azul da água.
Esta é a praia de Portugal onde as tradições da pesca são mais coloridas e não é raro cruzarmo-nos com as peixeiras que ainda usam as sete saias, como manda a tradição. Num fim de tarde de sábado dos meses de verão é imprescindível sentarmo-nos no paredão a assistir ao interessante espetáculo da "Arte Xávega" em que chegam do mar as redes carregadas de peixe e as mulheres gritam os seus pregões de venda. Se não percebermos exatamente as palavras, não é nada de preocupante. São códigos que muitas vezes só elas sabem.
Virados para o mar, do lado direito, vemos um impressionante promontório. Trata-se do Sítio, onde temos uma das mais conhecidas panorâmicas da costa portuguesa. São 318 metros de rocha a cair a pique até ao mar, a que se chega a pé, para os mais corajosos, ou subindo de ascensor. No alto, encontramos a pequena Ermida da Memória, onde se conta a lenda do milagre que Nossa Senhora fez impedindo o cavalo de um fidalgo, D. Fuas Roupinho, de se lançar no precipício. Verdade ou não, no Miradouro do Suberco mostra-se o sinal deixado na rocha pela ferradura, nessa manhã de nevoeiro de 1182. No Sítio, podemos ainda visitar o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e não muito longe, o Museu Dr. Joaquim Manso para saber mais pormenores sobre as tradições nazarenas.
A partir do Sítio e com tempo para uma caminhada, atravessando o Parque da Pedralva, chega-se à Pederneira, um miradouro natural com uma vista imperdível sobre a costa da Nazaré.
Atualmente, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas. Trata-se do maior desfiladeiro submerso da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, que chega a ter 5000 metros de profundidade.
O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe a visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda do mundo em fundo de areia, com cerca de 30 metros, na Praia do Norte, vencendo o prémio Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um record do Guiness Book. À sua semelhança, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar, sobretudo durante o Inverno. Entre Novembro e Março, aguarda-se pacientemente que as maiores ondas se revelem, durante uma longa etapa do campeonato mundial de ondas gigantes, o Nazaré Tow Surfing Challenge. Na praia, os banhos de sol também são apreciados e uma excelente plateia para apreciar as proezas destes jovens.
Para conhecer a Nazaré não se dispensa um passeio descontraído pelas ruas estreitas, perpendiculares à praia, e uma pausa num dos restaurantes para saborear um prato de marisco fresco, peixe grelhado ou uma apetitosa caldeirada. E ao cair da tarde, nada como apreciar o sol poente numa qualquer esplanada com vista para o mar, enquanto as luzes se acendem e anoitece.
- Há um autocarro urbano que faz o percurso entre o Porto de Abrigo e a Pederneira, atravessando a cidade.
- No site da Câmara Municipal (www.cm-nazare.pt), pode fazer-se o download de mapas da cidade e obter outras informações úteis, como os horários do Ascensor que liga a praia ao Sítio.
- Entre a Nazaré e a preservada Praia do Osso da Baleia, perto da Figueira da Foz, há uma ciclovia de 65 km que permite percorrer a costa por entre o azul do mar e o verde do Pinhal de Leiria.
Estrada: - Entre a Nazaré e a preservada Praia do Osso da Baleia, perto da Figueira da Foz, há uma ciclovia de 65 km que permite percorrer a costa por entre o azul do mar e o verde do Pinhal de Leiria. - Pertencendo ao distrito de Leiria, a Nazaré fica a cerca de 1 hora de carro de Lisboa e a 2 horas do Porto. Deve-se apanhar a A8, a autoestrada litoral que liga Lisboa a Leiria, onde está assinalada a saída para a Nazaré.
Autocarro: A gare de autocarros fica no centro da vila. Horários na Rede Expressos (www.rede-expressos.pt) ou na Rodoviária do Tejo (www.rodotejo.pt)
Comboio: - Quem chegar de comboio deve sair em Valado de Frades, uma pequena localidade a cerca de 6 km. Horários em www.cp.pt. Até à cidade, o percurso pode ser feito de autocarro, assegurado pela Rodoviária do Tejo, ou de táxi.
conhecer o Porto de Pesca, assistindo à partida dos barcos para a faina
Viana do Castelo é uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal. A sua participação nos Descobrimentos portugueses e, mais tarde, na pesca do bacalhau mostram a sua tradicional ligação ao mar.
A Viana do Castelo depressa se acede a partir do Porto, ou de Valença para quem vem de Espanha. Do monte de Santa Luzia pode observar-se a situação geográfica privilegiada da cidade, junto ao mar e à foz do rio Lima. Esta vista deslumbrante e o Templo do Sagrado Coração de Jesus, edifício revivalista de Ventura Terra, de 1898, podem ser o ponto de partida para visitar a cidade.
Viana enriqueceu-se com palácios brasonados, igrejas e conventos, chafarizes e fontanários que constituem uma herança patrimonial digna de visita. No Posto de Turismo pode-se pedir uma brochura e fazer percursos de inspiração manuelina, renascença, barroca, art deco ou do azulejo. Percorrendo algumas das ruas do centro histórico sempre se chega à Praça da República, o coração da cidade. É onde ficam o edifício da Misericórdia e o chafariz, quinhentistas, assim como os antigos Paços do Concelho. Não longe fica a românica Sé ou Igreja Matriz.
Virada para o mar que fez a história de Viana, uma igreja barroca guarda a imagem da Senhora da Agonia, da devoção dos pescadores. Sai todos os anos a 20 de agosto para abençoar o mar numa das festas mais coloridas de Portugal, onde são de referir a beleza e riqueza dos trajes típicos que desfilam nas festas.
É que Viana - conhecida também pela filigrana em ouro - tem sabido manter as suas tradições, como se pode ver no Museu do Traje (traje e ouro), no Museu Municipal (especial relevo para a típica louça de Viana que aqui se expõe) ou no navio Gil Eanes. Construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoiar a pesca do bacalhau, o navio aqui está de novo ancorado para memória das tradições marítima e de construção naval da cidade.
Mas Viana do Castelo é também considerada uma “Meca da Arquitetura” graças aos muitos e importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea que assinam equipamentos e espaços da cidade. É o caso da Praça da Liberdade de Fernando Távora, da Biblioteca de Álvaro Siza Vieira, da Pousada da Juventude de Carrilho da Graça, do Hotel Axis de Jorge Albuquerque ou ainda do Centro Cultural de Viana do Castelo, de Souto Moura, entre muitos outros.
Nas redondezas da cidade podemos fazer um passeio pela ciclovia litoral ou fluvial ou por um dos muitos trilhos assinalados, assim como praticar surf, windsurf ou kitesurf e bodyboard em praias de areia fina e dourada. E ainda fazer jet-ski, vela, remo ou canoagem no rio Lima
De carro: A27; ou EN13 com bonitas paisagens junto ao litoral atlântico. Quem se desloca pela A3, a auto estrada Porto-Valença, deve sair em Ponte de Lima e seguir pela A28.
Mar: Viana do Castelo tem uma marina, um porto comercial, um porto pesqueiro com doca de pesca e um estaleiro naval.
Aeroporto: Aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto) a 60km
saborear uma refeição de peixe fresco, com vista para o mar
conhecer Cascais de bicicleta
comer um gelado, à beira mar
ir à praia
aprender a fazer surf
divertir-se nas noites quentes de verão de Cascais e do Estoril
Cascais e o Estoril, na costa a norte de Lisboa, tornaram-se um dos locais mais cosmopolitas e turísticos de Portugal, a partir do momento em que o rei D. Luís I escolheu a baía para sua residência de verão, no final do séc. XIX.
O clima ameno e uma média de 260 dias sem chuva por ano foi com certeza um motivo forte para esse facto e para as famílias mais abastadas da época seguirem a casa real e aí terem as suas vivendas e palacetes. Vale a pena fazer o passeio e sentir ainda hoje o ambiente desses tempos.
Para lá chegar, ir pela estrada marginal de Lisboa até Cascais ou de comboio é uma boa opção. É um percurso muito cénico, sempre acompanhando o rio Tejo e as concorridas praias da costa do Estoril. Ao longo do caminho, passamos por vários fortes que defendiam a capital, em fogo cruzado com o Forte do Bugio, bem no meio da foz, entre Santo Amaro, de um lado, e a Trafaria, na outra margem.
Cascais nasceu como vila piscatória, mas atualmente são as esplanadas, os restaurantes e o comércio que animam a baía e o centro histórico.
Um primeiro passeio servirá para sentir a ligação ao mar e o espírito descontraído de quem vive em Cascais. Os palacetes do séc. XIX e início do XX de caráter aristocrata são hoje espaços culturais e de lazer, que dão a conhecer mais sobre a história desta vila. Como o Museu dos Condes de Castro Guimarães, a Casa de Santa Maria, o Farol de Santa Marta ou o Museu do Mar – Rei D. Carlos. Muito perto deste último, não podemos deixar de reparar na Casa das Histórias de Paula Rego, um edifício contemporâneo de arquitetura muito peculiar, onde se encontra parte das obras da artista portuguesa e que vale a pena visitar.
Mesmo à beira-mar, num dos pontos mais altos, vemos o Palácio da Cidadela, casa do antigo governador de Cascais, a que foi escolhida pelo rei D. Luís para sua residência. Atualmente é tutelada pela Presidência da República Portuguesa. No lado virado para o mar, vê-se a Marina de Cascais.
Naturalmente, a proximidade do Atlântico sempre ajudou a manter viva a tradição da pesca e dos desportos náuticos, em que se destaca a vela. As condições da Marina de Cascais, o mar calmo, o clima, as praias e o património são razões mais do que suficientes para ser uma escolha de muitos marujos que aqui passam em férias e para a realização frequente de regatas, sejam de lazer ou de competição.
Embora perto do mar, um dos aspetos que chamam a atenção e que se deve ao microclima desta área, é o facto de existir muita arborização e espaços verdes, como o Parque Marechal Carmona. A não esquecer que nos encontramos numa parte do Parque Natural Sintra-Cascais.
No limite norte da vila, a Boca do Inferno é um dos locais mais visitados. É uma formação rochosa impressionante onde podemos observar a força da natureza e do mar. Mais à frente, vemos o Forte de São Jorge de Oitavos e, a cerca de 10 km, fica a Praia do Guincho, outro cenário de mar que nos espera para uma boa refeição de peixe fresco ou marisco. É um dos principais spots de surf e windsurf da costa portuguesa que faz parte de campeonatos mundiais.
Cascais e o Estoril são também reconhecidos no Golfe. Os vários campos aqui situados são considerados dos melhores do mundo e integram campeonatos internacionais. Permitem uma prática de qualidade, com vários níveis de experiência e desafios exigentes, num ambiente agradável todo o ano.
Antiga estância balnear das famílias reais europeias, o Estoril mantém o ambiente alegre, descontraído e cosmopolita que lhe deu fama.
Este espírito e a sua beleza terão sido também razões para se ter tornado um refúgio durante a Segunda Guerra Mundial, para os que procuravam um lugar mais reservado e com possibilidade de fuga de uma Europa turbulenta. Nos hotéis mais antigos, é ainda possível ouvir histórias desses tempos.
É um lugar perfeito para férias em família. O passeio marítimo entre a praia da Azarujinha e a praia de Nossa Senhora da Conceição, em Cascais, é ótimo para umas caminhadas a pé, a sentir a brisa do mar, ou para passear de bicicleta. E é sempre difícil resistirmos a um mergulho nas praias de areia branca e fina ou na piscina do Tamariz. O mar está sempre presente. Nem que seja para um fim de tarde a ler ou para um jantar a ver o pôr do sol, é um sítio de eleição.
Entre palacetes e quintas, num microclima que possibilita temperaturas amenas todo o ano, o Museu da Música Portuguesa, na Casa Verdades de Faria é um bom motivo para um passeio pelo Estoril.
O grande Casino continua a ser um polo de atração. Para além de podermos tentar a sorte no maior casino da Europa, há um programa de eventos e exposições que contribui muito para a animação local, que se completa nos bares de praia.
Durante o verão, entre junho e setembro, a FIARTIL, a feira de artesanato mais antiga do país que aqui se realiza todos os anos, é uma oportunidade para conhecer os ofícios mais tradicionais e para saborear a grande variedade de produtos regionais que comprovam a excelência gastronómica portuguesa.
Enquanto haja quem prefira as piscinas de água salgada do Estoril, Carcavelos é a primeira praia que encontramos com ondas dignas de bodyboarders e surfista e um dos primeiros sítios em Portugal onde se iniciaram estas modalidades.
É um bom local para comer peixe fresco e também uma oportunidade para provar o vinho de Carcavelos, com tradição nas quintas locais e com caraterísticas muito particulares na sua produção.
Continuando o percurso ao longo da costa, encontramos Oeiras, onde merecem referência o Parque dos Poetas, um espaço verde dedicado aos poetas portugueses, os Jardins do Palácio Marquês de Pombal, que foi também o 1º Conde de Oeiras, e a Fábrica da Pólvora de Barcarena, um espaço de cultura e lazer.
Daí até Paço de Arcos, são 4 km que se podem fazer a pé, numa caminhada revigorante pelo passeio marítimo.
Já mais perto de Lisboa, no Dafundo, podemos ver a coleção oceanográfica do rei D. Carlos no Aquário Vasco da Gama, um dos primeiros aquários do mundo, constituído em 1898, e em Algés, visitar o Centro de Arte Manuel de Brito, uma coleção privada dedicada à arte contemporânea portuguesa.
Nos Postos de Turismo da Câmara Municipal podem-se requisitar as BICAS, bicicletas gratuitas para conhecer cascais de forma descontraída. É apenas necessário apresentar um documento de identificação e assinar um termo de responsabilidade. Mais informações em www.cm-cascais.pt.
Cascais fica a cerca de 20 km de Lisboa e existem bons acessos para lá chegar, seja pela autoestrada A5 ou ao longo da estrada marginal à beira da foz do Rio Tejo e do mar. CP Comboios de Portugal – Bilhete Turístico + Bilhete Praia A partir do Cais do Sodré em Lisboa, a linha de comboio urbano passa por várias localidades de interesse turístico, ao longo do rio: Paço de Arcos - Santo Amaro – Oeiras – Carcavelos - Parede – S. Pedro – S. João – Estoril – Monte Estoril e Cascais. Informações em www.cp.pt. Para além das tarifas regulares nas viagens de comboio, a CP oferece descontos em deslocações diárias ou de lazer, como o Bilhete Turístico, que permite viajar de forma ilimitada nos comboios urbanos de Lisboa (Linhas de Sintra/Azambuja, Cascais e Sado), do Porto (Linhas de Aveiro, Braga, Guimarães e Marco de Canaveses) e nos comboios regionais da Linha do Algarve ou o Bilhete Praia, para viagens a partir de Lisboa, Porto e Coimbra até às praias mais próximas.
Fazer um dos trilhos dos pescadores assinalados pela Rota Vicentina
Ir a Sines durante o festival de Músicas do Mundo
Aproveitar o Festival do Sudoeste para conhecer o litoral
Entre a foz do Rio Sado e a Zambujeira do Mar, o litoral alentejano surpreende por ser uma área de costa tão bem preservada, com pequenos paraísos de sol e praia, gente amável e boa gastronomia.
De Troia a Sines Podemos chegar a Troia por Alcácer do Sal ou de ferry a partir de Setúbal, atravessando o estuário do Rio Sado. À chegada, a península de Troia tem muito a descobrir. Podemos jogar golfe, ter aulas de surf, fazer caminhadas ao longo da praia ou observar golfinhos. Assim como dar uns passeios para conhecer o património cultural da região, como a aldeia palafita da Carrasqueira e as Ruínas Romanas de Troia que nos revelam, aliás, como já era uma área muito rica em recursos naturais há dois mil anos atrás.
A seguir a Troia, a Comporta é um local muito apreciado para ir à praia com a família e com bons restaurantes. Estamos numa região de arrozais e por isso os pratos confecionados com arroz são uma especialidade a não perder.
Até Sines, a costa é uma extensão de areia contínua, com praias tão agradáveis como as do Pinheirinho e da Galé, por exemplo. Em Melides e em Santo André, consoante a vontade e a preferência pelas atividades, podemos escolher entre as praias de mar e as lagoas. São bons locais para andar de canoa ou fazer windsurf.
Sines é uma das cidades mais importantes do litoral alentejano e é também um porto industrial e um cabo de mar, tornando-se um ponto de paragem natural para quem visita a região. Porto pesqueiro de tradição, foi aqui que nasceu Vasco da Gama, o grande navegador. Quem sabe as suas viagens não terão inspirado o Festival de Músicas do Mundo que aqui se realiza todos os anos no início do verão.
De Sines à Zambujeira do Mar A partir do porto de Sines este paraíso natural de areia transforma-se e as suaves baías passam a alternar com praias mais cénicas, com formações rochosas. Entre todas, as praias de São Torpes, Morgável e Vale Figueiros merecem uma paragem demorada com toda a família. A grande riqueza da paisagem subaquática desta zona também é muito apreciada para fazer mergulho.
Nos caminhos para a praia podemos encontrar pequenos refúgios para comer peixe, em vilas que se debruçam sobre o mar. Como Porto Covo, pitoresca aldeia de pescadores, que nos recebe numa bonita praça rodeada de casas baixinhas. A praia é muito acolhedora e do seu portinho, de barcos coloridos, podemos chegar à ilha do Pessegueiro, que se vê no mar, em frente.
Seguimos até Vila Nova de Milfontes, na foz do rio Mira. Entre a praia oceânica e o rio, os passeios de barco ou de canoa são sugestões para momentos bem passados com os amigos. Pode-se até subir o rio e chegar a Odemira.
Almograve, entre arribas e dunas avermelhadas, é um refúgio e uma das praias mais apreciadas para o surf e bodyboard. A partir da vila pode-se fazer um percurso pelo campo até à praia, passando por dunas e formações rochosas com milhões de anos.
Mais a sul, o Cabo Sardão é um lugar agreste mas também um miradouro deslumbrante sobre a costa recortada. Em pleno parque natural, é um lugar único no mundo onde a cegonha branca nidifica nas falésias.
Esta viagem inspiradora segue para a Zambujeira do Mar, com outras praias a descobrir. Aqui, como ao longo de toda a costa, os surfistas encontram ondas perfeitas para aperfeiçoarem o estilo e se divertirem.
Mas nem só de praia vive o litoral alentejano. A sul de Sines, entramos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, com muitas opções de percursos pedestres e de bicicleta. Os diversos trilhos assinalados ao longo dos 450 km que integram a Rota Vicentina, entre o Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, são uma boa forma de conhecer a região, entrar no quotidiano de quem aqui vive e ter outras experiências mais próximas dos costumes e das tradições do lugar.
Encontra-se informação sobre passeios pedestres no litoral alentejano em www.visitalentejo.pt e em www.rotavicentina.com. Antes de iniciar os percursos, informe-se sobre os trilhos nos postos de turismo mais próximos.