Representa POIs do Tipo Outros
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Ponte Romana da Portagem
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Diz a tradição que na Ponte da Portagem, sobre o rio Sever, terá funcionado uma das portagens estabelecidas pelo Rei D. João II (1455-1495), para controlar e taxar a entrada dos judeus expulsos de Castela e Aragão, em Espanha; daí o nome do pequeno povoado de Portagem, junto a Marvão. Trata-se de uma ponte relevante na mentalidade coletiva dos locais; integrada numa via romana, é possível que ainda tenha alicerces desse tempo.
Segundo cronistas da época da portagem, terão entrado por ela, vindos de Alcântara, em Castela, cerca de 15 mil judeus. A torre, que se acredita ter sido construída no século XIV, controlava a passagem na ponte e cobrava o valor por cada pessoa que entrava no reino. Hoje, está presente no edifício um memorial aos refugiados que fizeram a passagem em 1492.
Junto a Castelo de Vide aglomeraram-se muitas destas pessoas num improvisado campo de refugiados. Umas integraram-se nas povoações próximas, mas outras faleceram sem conseguir sair das imediações desta portagem.
Em torno da Ponte, existe também um conjunto de lendas que associa a sua construção a um pacto com o diabo, uma narrativa relativamente comum a pontes antigas da Península Ibérica, especialmente as de origem romana.
Memorial às Vítimas do Massacre de 1506
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Inaugurado no quadro dos 500 anos sobre o evento, o Memorial às Vítimas do Massacre de 1506 encontra-se no local onde este teve lugar, no largo em frente à Igreja de São Domingos, em Lisboa.
É uma obra de 2008, da autoria de Graça Bachmann, sob proposta da Comunidade Judaica. Uma peça em pedra, uma esfera, símbolo do mundo que, truncada, evoca a violência e o caos, onde se apresenta uma inscrição alusiva ao massacre, sobre a Estrela de David; na base, num bloco de pedra retangular onde a escultura assenta, pode ler-se uma frase do Livro de Job, "Ó terra não ocultes o meu sangue, não ocultes o meu clamor".
No fim de tarde de 19 de abril de 1506, frades dominicanos instigaram a população lisboeta a matar os cristãos-novos. Entre duas e quatro mil pessoas terão morrido de forma bárbara, incinerados em pilhas em vários pontos da cidade.
Junto a este memorial, mesmo defronte da porta da Igreja, encontra-se um outro monumento onde, em 2000, o Cardeal Patriarca de Lisboa, José Policarpo, assumiu a vergonha pela perseguição inquisitorial.
Esnoga de Malhada Sorda
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Até há pouco tempo conhecido popularmente como a Esnoga, este edifício recentemente recuperado remota ao séc. XVI; também referido como a Casa do Relógio, é possível que em tempos tenha servido como uma sinagoga secreta.
Contudo, a Esnoga está totalmente desprovida dos elementos tradicionalmente associados a uma sinagoga: não há nenhuma estrutura que remeta para os banhos femininos, nem uma Mezuzah à entrada, tão-pouco o Hejal se encontra virado para Oriente. A inexistência de todos estes elementos pode ser lida como uma estratégia de dissimulação, a que acresce a iconografia cristã existente no interior do edifício.
De facto, no interior, o aspeto é o de uma comum casa de habitação, com uma cruz numa das paredes, por cima de uma pia de água benta, provavelmente para ainda dissuadir mais os inquisidores. Pode-se encontrar também um armário que, não podendo ser exatamente identificado como um Hejal, poderia ter sido adaptado secretamente para o efeito.
A fachada da Esnoga possui uma janela em estilo manuelino tardio, do século XVI, e ainda um relógio de sol, que se crê ser do século XVII.
Estação Sul e Sueste - Lisboa
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A Estação Sul e Sueste é uma estação fluvial localizada no Terreiro do Paço, em Lisboa, onde é possível apanhar os barcos que fazem passeios turísticos no Tejo. Junto à Doca da Marinha, é um ponto com história à beira Tejo, inaugurado em 1932, que já passou por várias renovações; tendo a última sido realizada em maio de 2021.
O início da sua construção data de 1929 e o desenho original era de Cotinelli Telmo, tendo começado por ser o coração da oferta fluvial da capital portuguesa. Depois de décadas sem utilização, a reabilitação da Estação começou em 2019 sob um projeto de arquitetura exterior da autoria de Ana Costa, neta de Cotinelli Telmo, e de Bruno Soares, no interior, que também já tinha dado nova roupagem à Praça do Comércio. Procurou-se reabilitar a Estação Sul e Sueste com fidelidade ao aspeto original.
Manteve-se o chão de mármore, os azulejos, a inspiração art déco e o grande relógio; o recheio agora é de estilo minimalista. No interior da estação, é possível encontrar o Centro Tejo, um espaço interativo, que explora o rio e a sua história compartilhada entre lisboetas e habitantes da margem sul; e ainda uma loja.
Por sua vez, a Doca da Marinha foi renovada com um relvado, quiosques e esplanadas, contando ainda com um espaço que alberga uma instalação artística de Julião Sarmento.
1100-016 Lisboa
Ponte 516 Arouca
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A Ponte 516 Arouca é uma das maiores pontes pedonais suspensas do mundo, contando com 516 metros de comprimento. Localiza-se no município de Arouca, no distrito do Porto, e integra o Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, junto à Cascata das Aguieiras. Atravessa o Rio Paiva, estando o ponto central da ponte a uma altura de 175 metros acima do rio.
Foi desenhada pelo instituto Itecons, em Coimbra, um projeto que começou em 2016, tendo sido inaugurada ao público em maio de 2021.
Os World Travel Awards premiaram a construção em 2021 como Melhor Atração de Desenvolvimento Turístico da Europa. A entrada dá acesso aos Passadiços do Paiva, ambos pontos de interesse do Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, podendo ser visitados no mesmo dia.
Tem uma largura de 1,20 metros e é composta de 127 tabuleiros, com 4 metros de comprimento cada; são de gradil metálico, agregados por uma rede rígida, com corrimão de cabo de aço. Todos os acautelamentos foram tomados ao longo do processo, para garantir a segurança de quem fizer o meio quilómetro; porém, o acesso ao mesmo está sempre dependente das condições meteorológicas e também a um número-limite de pessoas em simultâneo.
Receitas Tradicionais Portuguesas: Cataplana de Peixe
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Ingredientes
- 1 kg Mistura de peixes (por ex. raia, tamboril, cação, safio)
- 400 gr Amêijoa
- 300 gr Camarão
- 1 Cebola
- 6 Batata
- 1 Pimento verde
- 1 Pimento vermelho
- 2 Tomates
- 20 gr Polpa de tomate
- 5 gr Pimentão doce
- 2 Dente de alho
- 50 ml de Azeite
- 1 Folha de louro
- Salsa
- Hortelã
- Sal
- Pimenta
- 100 ml Vinho Branco
Preparação
Corte o peixe em cubos com uma dimensão semelhante. Corte as cebolas em meias-luas, as batatas e os tomates às rodelas, os pimentos em juliana e os dentes de alho em lâminas grossas.
Para montar a cataplana, coloque na base um generoso fio de azeite, seguido da cebola, alhos, malagueta, folha de louro, tomate, pimentos e batatas (tudo em camadas).
Adicione um pouco de polpa de tomate e repita o processo. Tempere com sal e pimenta, um pouco de polpa de tomate e pimentão doce.
Disponha o peixe por cima da última camada e por cima deste as amêijoas e o camarão. Regue com o vinho branco e, por fim, com um fio de azeite.
Tape e deixar cozinhar em lume médio-baixo durante 30 minutos.
Sirva com ervas frescas picadas.
* Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa
Receitas Tradicionais Portuguesas: Folar da Páscoa
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Partilhamos uma receita do Folar, o tradicional pão da Páscoa de que as famílias portuguesas não prescindem nesta época. A forma, o conteúdo e a confeção variam conforme a região, a aldeia e até mesmo a família.
Ingredientes
- 1 kg de farinha
- 250 g de margarina amolecida
- 100 g de açúcar
- 3 ovos cozidos + 3 ovos
- 3 dl de leite morno
- 11 g de fermento de padeiro seco
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de erva-doce
- 1 colher chá de canela em pó
- Ovo batido para pincelar
- Farinha para polvilhar
Preparação
1. Dissolva o fermento no leite morno. Deite a farinha na mesa, abra uma cavidade, junte o sal, a erva-doce, a canela, o açúcar, a margarina, os ovos e a mistura do fermento, misture muito bem e trabalhe bem a massa até se descolar da mesa e das mãos. Faça uma bola com a massa, coloque-a numa tigela polvilhada com farinha, cubra com um pano e deixe levedar, em local quente, até triplicar o volume.
2. Deite novamente a massa em cima da mesa, retire e reserve 300 g de massa. Molde a restante em forma de bola, achate-a, coloque-a no tabuleiro do forno previamente untado com margarina, disponha os ovos cozidos por cima e pressione um pouco. Molde rolinhos com a massa que retirou e cubra os ovos (como na imagem). Tape com um pano e deixe levedar mais 30 minutos.
3. Pincele toda a massa com ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante 40 minutos. Retire, deixe arrefecer e sirva decorado a gosto.
Receitas Tradicionais Portuguesas: Amêijoas à Bulhão Pato
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Ingredientes
- 1 kg Amêijoas
- 2 Dentes de alho
- 1 Limão
- 1 Ramo de coentros
- Sal
- Pimenta
- Azeite
Preparação
Arranje as amêijoas, colocando-as de molho em água com bastante sal. Lave em várias águas para largarem a areia.
Leve ao lume o azeite, deixe aquecer e junte os dentes de alho picados. Deixe alourar um pouco.
Introduza as amêijoas, os coentros picados e tempere com sal e pimenta.
Mexa o recipiente de vez em quando. Quando todas as amêijoas estiverem abertas, regue com o sumo de meio limão. Sirva com o restante limão cortado em quartos.
* Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto.
Receitas Tradicionais Portuguesas: Pudim Abade de Priscos
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Ingredientes
- 500 gr Açúcar
- 250 gr Água
- 50 gr Presunto
- 30 Gemas
- 50 gr Vinho do Porto
Caramelo
- 500 gr Açúcar
- 300 gr Água
- q.b. Sumo de limão
Preparação
Comece por fazer o caramelo com o açúcar, a água e o sumo de limão.
Forre a forma com o mesmo e reserve.
Num tacho coloque o açúcar, a água, o presunto e leve ao lume. Deixe a calda ferver por 4 minutos.
Misture as gemas com o vinho do Porto.
Adicione parte da calda no aparelho das gemas para aquecê-las e depois verta o resto da calda.
Coloque na forma forrada com o caramelo, cubra com papel alumínio e leve a cozer em banho maria com água quente, num forno a 180ºC.
* Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto.
Receitas Tradicionais Portuguesas: Arroz Doce
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Ingredientes
- 300 gr Arroz carolino
- 350 gr Açúcar
- 2000 gr Leite gordo
- 120 gr Gemas
- 600 gr Água
- 1 c. sopa manteiga
- 1 Casca de limão
- 1 Pau canela
- 1 Pitada Sal
Preparação
Ferva a água com a manteiga, o limão, a canela e o sal.
Adicione o arroz e coza até secar a água. Adicione o leite quente, pouco a pouco, à medida que vai evaporando (da mesma forma que se faz um risoto) e mexendo durante todo o processo com uma espátula. Continue adicionando o leite até o arroz estar completamente cozido. Quando terminar de adicionar a última parte do leite e a mesma espessar ligeiramente, adicione o açúcar.
Após o açúcar estar completamente dissolvido, adicione as gemas (aquecidas com um pouco do aparelho do arroz) e deixe que chegue aos 82ºC-85ºC, como um creme inglês.
Arrefeça e sirva com um pouco de canela em pó.
* Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto.

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