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Representa POIs do Tipo Outros

Campino

Campino

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Figura típica e expressiva das imensas lezírias ribatejanas o Campino é ainda hoje, uma referência nacional apesar de, infelizmente, a sua presença solidamente montada no cavalo recortando-se no horizonte da campina seja cada vez mais rara.

O trabalho do campino consiste, de modo geral, em guardar e conduzir os touros bravos. Montados a cavalo e munidos do inseparável pampilho (vara de madeira comprida terminada em aguilhão com que guiam o gado) os campinos têm a árdua tarefa de lidar com estes perigosos animais.

Nas touradas, onde se encarrega de retirar os touros da arena, ou em festas e feiras onde desfila com o seu porte altivo, o campino veste o seu traje típico: calção apanhado abaixo do joelho por uma fivela de metal branco, faixa vermelha à volta da cintura, colete encarnado, barrete verde com borla, debruado a vermelho, camisa e meias brancas, de canhão bordado, sapatos pretos com esporas e o indispensável pampilho.

No entanto no seu dia a dia de trabalho o campino traja de forma diferente. Geralmente com jaqueta, colete e calça comprida com cinta preta, a coloração do seu traje deixa de ser maioritariamente vermelha e verde para apresentar cores mais escuras, regra geral cinzento ou preto.


Museu de Portimão vence prémio DASA

Museu de Portimão vence prémio DASA

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O Museu de Portimão venceu a primeira edição do “DASA - Prémio do Mundo do Trabalho 2011”, atribuído no início de abril em Dortmund, na Alemanha, e que distingue o seu valioso contributo para o contexto histórico-social da região onde se insere.

O júri internacional do prémio, que divulgou a sua decisão durante a conferência internacional organizada pela Academia Europeia de Museus e pela Fundação Luigi Micheletti, teve em linha de conta a profunda relação estabelecida no Museu de Portimão entre o homem e o trabalho, em particular no âmbito da comunidade local e pela forma como a mesma é representada na exposição de referência “Portimão – Património e Identidade”.

Esta distinção é personificada numa escultura em bronze, assinada pela artista Barbara Wilhelmi, que está patente no Museu.

De referir que o Museu de Portimão, instalado numa antiga fábrica de conservas à beira do rio Arade, já havia sido distinguido em 2010 com o prémio “Museu Conselho da Europa”, tendo também recebido o prémio “Turismo de Portugal” em 2009 e uma menção honrosa na categoria “Melhor Museu Português”, atribuída em 2008 pela Associação Portuguesa de Museologia.


Aveiro - Na margem esquerda do Canal Central

Aveiro - Na margem esquerda do Canal Central

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Na rua João Mendonça, junto ao Canal Central alinham-se três edifícios com interessantes fachadas em Arte Nova. Por este canal onde antigamente se movimentava todo o comércio da cidade, deslizam hoje as proas coloridas dos barcos moliceiros para encantamento dos turistas.

No ângulo formado pelos canais Central e das Pirâmides, o Rossio, amplo, ajardinado, com palmeiras alinhadas lembra vagamente um espaço do Levante, com apontamentos de Arte Nova. Na interseção com o Canal de S. Roque e passando o Cais das Falcoeiras siga até ao Cais dos Mercantéis e dê um passeio pelo pitoresco bairro dos pescadores, de preferência ao princípio da manhã quando, no Mercado do Peixe se vende com grande alarido o pescado apanhado durante a noite. Nesta zona poderá ainda visitar a pequena capela de S. Gonçalinho (séc. XVIII) da veneração deste santo casamenteiro a quem os aveirenses dedicam todos os anos uma das suas festas mais animadas.

Regressando ao Canal Central terá duas opções: ou atravessar o canal para a Margem Direita, pela graciosa ponte dos Arcos, ou subir a avenida Lourenço Peixinho. Se optar por esta última alternativa, não deixe de ver a estação de Caminho-de-ferro, que remata a avenida no seu topo, um belo edifício revestido de quadros de azulejos que reproduzem motivos da região. Aconselhamos ainda a visita à igreja do Carmo (na rua do mesmo nome) e às capelas de Nossa Senhora da Alegria, e do Senhor das Barrocas, um dos monumentos mais interessantes de Aveiro, onde chegará se prosseguir pela rua Luís de Carvalho.

Imagens cedidas por Miguel Lacerda


O coração de Lisboa - Entre a Praça do Comércio e a Praça do Rossio

O coração de Lisboa - Entre a Praça do Comércio e a Praça do Rossio

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Com este passeio ficará a conhecer a Baixa Pombalina, zona de Lisboa que renasceu no séc. XVIII após o terramoto de 1755, reconstruída no original traçado que poderá observar.

Inicie o percurso na Praça do Comércio, grande sala de visitas de Lisboa, aberta generosamente sobre o amplo estuário do rio Tejo. Siga depois pela rua da Alfândega onde se encontra o Welcome Center de Lisboa, espaço moderno de receção e de boas-vindas a quem visita a capital portuguesa, com acesso ao Posto de Turismo onde todas as perguntas sobre Lisboa têm resposta. Em frente, encontra-se a Praça do Município, que tem ao centro o Pelourinho da cidade e a poente o edifício dos Paços do Concelho, obra de inegável valor arquitetónico .

Regresse à Praça do Comércio e entre na rua Augusta (por baixo do Arco triunfal), uma rua sem trânsito, ladeada de lojas e com convidativas esplanadas ao meio. Na rua de Santa Justa (última perpendicular antes de chegar à Praça do Rossio) verá à esquerda o ascensor de Santa Justa. Suba até ao último piso para desfrutar a soberba vista panorâmica sobre os telhados de Lisboa, com a sua característica cor ocre, e a faixa azul do rio Tejo.

Volte a descer, e termine o passeio no Rossio, que no passado foi fórum político e social da cidade.


Fado ou Canção de Coimbra

Fado ou Canção de Coimbra

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Uns dizem que teve origem nas melodias importadas por estudantes brasileiros que, a partir de 1860, vieram estudar para Coimbra; outros, que a canção teria sido trazida para aqui por estudantes provenientes de Lisboa e que a cidade estudantil a diferenciou e individualizou; outros ainda ligam a sua origem às Cantigas de Amor e à Trova Provençal da Idade Média trazida para Portugal com a corte de cavaleiros e trovadores que acompanhava o casamento dos príncipes.

Seja, porém, qual for a sua origem, mesmo aqueles que não falam a língua portuguesa não resistem a ser arrastados pelo sentimento profundo da sua melodia.

A sua expressão está associada à voz masculina e foram seus expoentes maiores na segunda metade do séc. XX, Adriano Correia de Oliveira, António Bernardino, Fernando Machado Soares, José Afonso, Luís Góis, entre muitos, que deram à música portuguesa uma nova dimensão de universalidade e de fraternidade. Acompanhado pelos acordes melancólicos da guitarra portuguesa, não podemos deixar de mencionar dois intérpretes de exceção: Artur Paredes e seu filho Carlos Paredes.

O Fado de Coimbra é interpretado por diversos grupos que dão a conhecer em todos os continentes o temperamento sonhador e nostálgico da alma portuguesa, que o Fado transmite pela melodia e pela poesia das palavras.


Querença

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A aldeia de Querença é uma das mais típicas do Algarve, com as suas casas brancas, as chaminés rendilhadas e onde se percebe de imediato as influências da arquitetura árabe no interior da serra algarvia.

Querença tem sabido encontrar condições para o desenvolvimento do agroturismo através da divulgação das características tradicionais do espaço rural como fator de atração turística. De facto a aldeia de Querença distingue-se hoje em dia como uma área turística privilegiada em alternativa aos recantos do litoral do concelho algarvio.

Conhecida pela rica gastronomia tradicional que os restaurantes locais conservam o mais genuinamente possível, é .nesta localidade que se destilam os mais afamados medronhos e se produz o mais apreciado chouriço, para além de outras produtos tradicionais.


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