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O ascensor de Santa Justa

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As íngremes colinas em que assenta Lisboa conferem à cidade um ritmo urbanístico que faz parte da sua encantadora diferenciação relativamente a outras capitais europeias. Porém, para a população que vive o quotidiano da cidade, a subida a pé é menos romântica e os ascensores de Lisboa, surgidos no séc. XIX, vieram responder às necessidades de melhoria da qualidade de vida dos lisboetas.

Único ascensor vertical em Lisboa, é uma obra de Raul Mesnier de Ponsard, engenheiro de origem francesa que vivia no Porto. Foi inaugurado em 1902 para ligar a Baixa de Lisboa ao Largo do Carmo, por meio de um viaduto que hoje se encontra fechado. Exibe uma bonita arquitetura de ferro, muito própria da época em que foi construído. Termina numa torre metálica onde poderá subir e, da esplanada, usufruir da beleza da cidade e do Tejo vistos do alto.


Tesouro da Sé

Tesouro da Sé

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Depois da Sacristia e do Claustro de Cima, fica situado o Museu de Arte Sacra da Sé de Viseu instalado em várias salas em que se destaca a antiga e bela sala do cabido. Decorada ao estilo setecentista, tem um teto de caixotões e as paredes revestidas com um belo lambril de azulejos representando cenas de caça e de guerra.

É neste ambiente sumptuoso que deverá visitar o Tesouro da Sé, constituído por inúmeras peças sacras de grande valor, limitadas cronologicamente entre o séc. XIII e o séc. XVIII. Merecem particular referência dois cofres de Limoges do séc. XIII, de cobre esmaltado e dourado, um hostiário de marfim, trabalho luso-africano dos fins do século XV, uma cruz peitoral bizantina de cobre dourado e um evangeliário, manuscrito iluminado em pergaminho, dos séculos XIII ou XIV.

Na ourivesaria, destaca-se uma custódia gótica de prata dourada, de 1533, dois cálices de prata dourada do séc. XVII e uma preciosa cruz processional de prata cinzelada de 1754. No núcleo de paramentaria expõem-se peças de grande valor, nomeadamente o Paramento de Macau e o Paramento de Roma, e algumas belas colchas de seda bordadas de prata. Quanto à escultura, de referir a imagem da rainha Santa Isabel, do séc. XVI, e a imagem policromada do Arcanjo S. Rafael e Tobias, atribuída ao mestre do séc. XVIII, Machado de Castro.


Nos arredores de Leiria

Nos arredores de Leiria

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Muito perto de Leiria, se for para Norte, passará por Marrazes, uma pequena localidade onde se encontra um interessante Museu Escola. Um pouco mais longe o Santuário do Senhor Jesus é a origem da povoação de Milagres que se desenvolveu em seu redor. Mais 6 km e estará nas Termas de Monte Real.

Para Sul, na povoação de Cortes visite a interessante Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz, de estilo barroco com reminiscências manuelinas, e a Casa-Museu da Fundação Mário Soares. Para o lado litoral, em Maceira, aguarda-o o Museu da Fábrica de Cimento Maceira-Liz.

Mas o grande atrativo estará um pouco mais longe, no Parque Natural da Serra de Aires e dos Candeeiros, sem esquecer o precioso Mosteiro da Batalha, um valioso exemplo do Património Mundial existente no nosso país.


Campino

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Figura típica e expressiva das imensas lezírias ribatejanas o Campino é ainda hoje, uma referência nacional apesar de, infelizmente, a sua presença solidamente montada no cavalo recortando-se no horizonte da campina seja cada vez mais rara.

O trabalho do campino consiste, de modo geral, em guardar e conduzir os touros bravos. Montados a cavalo e munidos do inseparável pampilho (vara de madeira comprida terminada em aguilhão com que guiam o gado) os campinos têm a árdua tarefa de lidar com estes perigosos animais.

Nas touradas, onde se encarrega de retirar os touros da arena, ou em festas e feiras onde desfila com o seu porte altivo, o campino veste o seu traje típico: calção apanhado abaixo do joelho por uma fivela de metal branco, faixa vermelha à volta da cintura, colete encarnado, barrete verde com borla, debruado a vermelho, camisa e meias brancas, de canhão bordado, sapatos pretos com esporas e o indispensável pampilho.

No entanto no seu dia a dia de trabalho o campino traja de forma diferente. Geralmente com jaqueta, colete e calça comprida com cinta preta, a coloração do seu traje deixa de ser maioritariamente vermelha e verde para apresentar cores mais escuras, regra geral cinzento ou preto.


Festa dos Rapazes

Festa dos Rapazes

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Na região de Bragança, entre 24 de dezembro e 6 de janeiro , algumas aldeias são animadas pela Festa dos Rapazes. É também conhecida por Festa dos Caretos (aldeia de Aveleda), Festa da Mocidade (Montesinho e Gimonde), Festa dos Reis (Baçal e Rio de Onor) ou simplesmente Festa de Natal (Varge e França), variando ligeiramente nas datas.

Os rapazes solteiros são os atores privilegiados deste acontecimento pois são eles que preparam e fazem a festa, composta por rondas, missas, peditórios, bailes e loas. Reúnem-se na Casa da Festa, cedida especialmente para a ocasião, onde só se pode entrar com autorização do mordomo, que determina o início e o fim das atividades . É aí que o grupo faz as refeições e se vai preparando para as várias etapas.

De todas as manifestações, destacam-se as rondas e as loas. As rondas podem ser noturnas , de alvorada ou de boas-festas, de acordo com a altura do dia ou com o objetivo . Os rapazes, mascarados ou vestidos de caretos, percorrem a aldeia acompanhados por músicos e pelos mordomos, pedindo à população um contributo para a festa. O momento mais importante é a ronda de Boas Festas, quando percorrem todas as casas da aldeia fazendo o peditório.

A Missa do Galo é integrada na festa, onde os rapazes, que ficam num lugar de destaque perto do altar, são os primeiros a «beijar o Menino» e a sair, para se irem vestir de caretos e dar continuidade à festa. Após a cerimónia, encaminham a população para o sítio onde ocorrerão as loas. As loas designam os momentos em que os rapazes relatam episódios caricatos que tenham acontecido durante o ano na aldeia, em quadra, a maior parte das vezes com forte crítica social.

No fim da festa realizam-se provas físicas que servirão para nomear os mordomos do ano seguinte.


Museu de Portimão vence prémio DASA

Museu de Portimão vence prémio DASA

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O Museu de Portimão venceu a primeira edição do “DASA - Prémio do Mundo do Trabalho 2011”, atribuído no início de abril em Dortmund, na Alemanha, e que distingue o seu valioso contributo para o contexto histórico-social da região onde se insere.

O júri internacional do prémio, que divulgou a sua decisão durante a conferência internacional organizada pela Academia Europeia de Museus e pela Fundação Luigi Micheletti, teve em linha de conta a profunda relação estabelecida no Museu de Portimão entre o homem e o trabalho, em particular no âmbito da comunidade local e pela forma como a mesma é representada na exposição de referência “Portimão – Património e Identidade”.

Esta distinção é personificada numa escultura em bronze, assinada pela artista Barbara Wilhelmi, que está patente no Museu.

De referir que o Museu de Portimão, instalado numa antiga fábrica de conservas à beira do rio Arade, já havia sido distinguido em 2010 com o prémio “Museu Conselho da Europa”, tendo também recebido o prémio “Turismo de Portugal” em 2009 e uma menção honrosa na categoria “Melhor Museu Português”, atribuída em 2008 pela Associação Portuguesa de Museologia.


Costa Nova

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Em meados do séc. XIX começou a ser uma praia de banhos muito frequentada, pela influência do tribuno e político José Estevão que aqui construiu o seu próprio palheiro, (que hoje se reconhece pelas suas riscas azuis e castanhas), onde se reuniam intelectuais e políticos, entre os quais o escritor Eça de Queiroz.

Os palheiros são construções tradicionais desta região litoral de Portugal que serviam de abrigo a colónias de pescadores, alfaias e animais utilizados no arrasto das embarcações pesqueiras para a praia.
Inicialmente eram plantados sobre estacas para evitar a acumulação das areias das dunas arrastadas pelos ventos.

Quando em finais do séc. XIX passou a ser moda "ir a banhos", os pescadores começaram a arrendar os seus palheiros na época de verão e surgiu a ideia de pintar as tábuas exteriores com cores garridas, que lembram a policromia dos barcos moliceiros que deslizam sobre as águas da Ria, dando a esta Marginal um aspeto fortemente colorido e extremamente característico.


Souto Moura vence Prémio Pritzker 2011

Souto Moura vence Prémio Pritzker 2011

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O arquiteto Eduardo Souto Moura foi distinguido com o Prémio Pritzker 2011, o prémio mundial mais importante na arquitetura , que é considerado o Nobel desta área. Depois de Siza Vieira que recebeu este mesmo prémio em 1992, e com quem ainda como estudante trabalhou durante cinco anos, Eduardo Souto Moura foi o segundo arquiteto português a receber esta distinção.

Segundo o júri deste prémio, o trabalho de Eduardo Souto Moura durante as três últimas décadas produziu obras do nosso tempo, mas que também trazem ecos de tradições arquitetónicas . Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de combinar simultaneamente características, como o poder e a modéstia, ou a coragem e a subtileza. Desde 1980, altura em que criou o seu próprio atelier, Souto Moura projetou mais de 60 obras, a maioria das quais para Portugal, embora algumas também para outros países como Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido e Suíça.

De entre as suas obras, o júri destacou o Estádio Municipal de Braga, construído sobre uma antiga pedreira e sabiamente integrado na paisagem imponente da encosta do Monte Crasto. Na cidade do Porto são de salientar a Torre do Burgo, constituída por dois edifícios, lado a lado, um vertical e um horizontal com escalas diferentes, em diálogo entre si e a paisagem, e a Casa das Artes, exemplo da sua capacidade em combinar materiais, neste caso cobre, pedra, cimento e madeira.

A Pousada de Santa Maria do Bouro, em Amares, é uma expressão marcante do trabalho de Souto Moura, em que um mosteiro cisterciense do século XII foi recuperado resultando num espaço consistente com a sua história e moderno na conceção .

Um dos seus projetos mais recentes é a “Casa das Histórias Paula Rego” em Cascais, um edifício formado por um conjunto de volumes de diversas alturas, que alberga as obras da pintora portuguesa Paula Rego.


Aveiro - Na margem esquerda do Canal Central

Aveiro - Na margem esquerda do Canal Central

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Na rua João Mendonça, junto ao Canal Central alinham-se três edifícios com interessantes fachadas em Arte Nova. Por este canal onde antigamente se movimentava todo o comércio da cidade, deslizam hoje as proas coloridas dos barcos moliceiros para encantamento dos turistas.

No ângulo formado pelos canais Central e das Pirâmides, o Rossio, amplo, ajardinado, com palmeiras alinhadas lembra vagamente um espaço do Levante, com apontamentos de Arte Nova. Na interseção com o Canal de S. Roque e passando o Cais das Falcoeiras siga até ao Cais dos Mercantéis e dê um passeio pelo pitoresco bairro dos pescadores, de preferência ao princípio da manhã quando, no Mercado do Peixe se vende com grande alarido o pescado apanhado durante a noite. Nesta zona poderá ainda visitar a pequena capela de S. Gonçalinho (séc. XVIII) da veneração deste santo casamenteiro a quem os aveirenses dedicam todos os anos uma das suas festas mais animadas.

Regressando ao Canal Central terá duas opções: ou atravessar o canal para a Margem Direita, pela graciosa ponte dos Arcos, ou subir a avenida Lourenço Peixinho. Se optar por esta última alternativa, não deixe de ver a estação de Caminho-de-ferro, que remata a avenida no seu topo, um belo edifício revestido de quadros de azulejos que reproduzem motivos da região. Aconselhamos ainda a visita à igreja do Carmo (na rua do mesmo nome) e às capelas de Nossa Senhora da Alegria, e do Senhor das Barrocas, um dos monumentos mais interessantes de Aveiro, onde chegará se prosseguir pela rua Luís de Carvalho.

Imagens cedidas por Miguel Lacerda


De Scalabis a Santarém

De Scalabis a Santarém

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O nome da cidade está relacionado com duas lendas que fazem parte do imaginário local: a lenda do Rei Abidis e a lenda de Santa Iria.

Lenda do Rei Abidis
Conta-se que Ulisses de Ítaca, ao passar por terras lusitanas se apaixonou por Calipso, filha do rei visigodo Gorgoris. Desse encontro nasceu o indesejado Abidis, que o avô logo mandou abandonar. Metido numa cesta, foi atirado ao rio Tejo. Milagrosamente, a cesta subiu o rio contra a corrente e foi recolhida por uma loba na praia de Santarém, que alimentou e protegeu Abidis. Após algumas peripécias foi finalmente reconhecido por sua mãe Calipso, que o tornou o legítimo herdeiro, escolhendo o sítio de Santarém para capital do reino. Chamou-lhe Esca Abidis (o manjar de Abidis), que derivou em linguagem corrente para Scalabis. Para os romanos foi Scalabicastrum. A origem permanece ainda hoje na designação dos habitantes, conhecidos por escalabitanos.

Lenda de Santa Iria
No final do séc. VII, a localidade recebeu a designação de Santa Irena. Adotada mais tarde pelos mouros como Chanterein ou Chantarim, daqui terá derivado o nome de Santarém. O facto deve-se à história de Santa Iria.

Iria era uma convicta religiosa do convento beneditino de Nabância (Tomar). Vítima da paixão do seu guia espiritual, o monge Remígio, tomou obrigada uma tisana que lhe fez inchar o ventre, facto visto por todos como uma suposta gravidez. Mas havia um jovem pagão que também se tinha interessado por Iria. Este, na impossibilidade de ter o seu amor, mandou-a matar no momento em que orava junto ao Rio Nabão, um afluente do Rio Tejo. Embora o crime se tenha descoberto e os criminosos se tenham arrependido, não conseguiram encontrar o corpo da mártir, arrastado pelas águas do rio.

De visita a Santarém em 1324, a Rainha Santa Isabel, soube em visões do local exato onde o corpo de Santa Iria teria vindo ter, desde o Rio Nabão até às margens do Rio Tejo junto à cidade. Quando o rei D. Dinis, seu marido, soube do facto, logo decidiu assinalar o local da sepultura com um padrão. Em 1644, o Senado da Câmara colocou no topo uma escultura de pedra, em homenagem à santa. Devido à localização do padrão, no século XX foi instalado um hidrómetro que serve para assinalar os níveis das águas do rio.


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