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A Ordem de Cister no Alto Minho
A Ordem de Cister no Alto Minho
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Nos espaços verdejantes do Alto Minho, não longe dos grandes rios que correm de Leste para Oeste, enquadrados em paisagens que só por si valeriam a visita, vamos encontrar quatro importantes núcleos monásticos cistercienses, em locais onde desde o séc. IX se desenvolveram comunidades religiosas que seguiam a Regra de São Bento e mais tarde vieram a filiar-se na Ordem de Cister.
A cerca de 7 km de Melgaço, vila debruçada em anfiteatro sobre o rio Minho, o Convento de Santa Maria de Fiães e a Igreja de Nossa Senhora da Orada são contemporâneos da fundação da Nacionalidade portuguesa, simbolizada no castelo que coroa Melgaço, mandado erguer por D. Afonso Henriques em 1170.
Mais para sul, partindo da graciosa vila de Ponte da Barca na direção dos imponentes relevos da Serra do Soajo, encontrará junto de uma curva do rio Lima um local paradisíaco onde se ergue o Mosteiro de Santa Maria de Ermelo.
Regressando a Ponte da Barca e tomando a estrada 101 para Vila Verde, atravesse o rio Cávado e siga na direção de Amares e daqui para o mosteiro cisterciense de Santa Maria do Bouro. As austeras celas monacais desapareceram e os princípios de pobreza e austeridade, traduzidos também na alimentação frugal, não são observados neste local que hoje deu lugar a uma das mais bonitas Pousadas de Portugal.
Completando os caminhos cistercienses no Alto Minho, em Santa Maria das Júnias, encontrará um local absolutamente mágico no interior profundo da Serra do Gerês. Para lá chegar, terá que tomar a estrada para Vieira do Minho, atravessar a barragem de Venda Nova e seguir pelo interior da serra até Covelães. Pelo caminho serrano sucedem-se as albufeiras que embelezam a paisagem com as suas águas azuis.
A cerca de 7 km de Melgaço, vila debruçada em anfiteatro sobre o rio Minho, o Convento de Santa Maria de Fiães e a Igreja de Nossa Senhora da Orada são contemporâneos da fundação da Nacionalidade portuguesa, simbolizada no castelo que coroa Melgaço, mandado erguer por D. Afonso Henriques em 1170.
Mais para sul, partindo da graciosa vila de Ponte da Barca na direção dos imponentes relevos da Serra do Soajo, encontrará junto de uma curva do rio Lima um local paradisíaco onde se ergue o Mosteiro de Santa Maria de Ermelo.
Regressando a Ponte da Barca e tomando a estrada 101 para Vila Verde, atravesse o rio Cávado e siga na direção de Amares e daqui para o mosteiro cisterciense de Santa Maria do Bouro. As austeras celas monacais desapareceram e os princípios de pobreza e austeridade, traduzidos também na alimentação frugal, não são observados neste local que hoje deu lugar a uma das mais bonitas Pousadas de Portugal.
Completando os caminhos cistercienses no Alto Minho, em Santa Maria das Júnias, encontrará um local absolutamente mágico no interior profundo da Serra do Gerês. Para lá chegar, terá que tomar a estrada para Vieira do Minho, atravessar a barragem de Venda Nova e seguir pelo interior da serra até Covelães. Pelo caminho serrano sucedem-se as albufeiras que embelezam a paisagem com as suas águas azuis.
Mosteiro de Santa Cruz - O Claustro do Silêncio e a Sacristia
Mosteiro de Santa Cruz - O Claustro do Silêncio e a Sacristia
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De planta quadrada, os arcos deste claustro apresentam uma bonita decoração de folhas de louro talhadas na pedra. A sua construção é do risco de Marcos Pires e teve lugar no primeiro quartel do séc. XVI. Nas paredes repare nos três baixos-relevos em calcário representando o Ecce Homo, o Enterro do Senhor e o Caminho do Calvário, modelados com grande arte e técnica.
Dando para o claustro abre-se a Casa do Capítulo, forrada a azulejos do séc. XVI. Na Capela de Cristo merecem também atenção dois elegantes túmulos do Renascimento, de dois priores do Mosteiro, ambos concebidos pelo mesmo Marcos Pires.
Em 1530 foi acrescentado o Claustro da Manga (hoje quase desaparecido e com acesso pelo lado de fora - Rua Olímpio Nicolau) que citamos pela curiosidade de, segundo a tradição, ter sido desenhado pelo rei D. João III na manga da sua própria capa. Tem ao centro um bonito templete rodeado de tanques de água e a sua estrutura deve-se ao artista normando João de Ruão.
Não deixe de passar pela sacristia onde se sentirá envolvido por um ambiente maneirista muito autêntico construído por elegantes colunas que sustentam um teto revestido de madeira, azulejos polícromos, bonitas aberturas de luz, ricos arcazes do séc. XVII e, sobretudo, não deixe de apreciar os quadros da Escola portuguesa do Séc. XVI, nas obras de Cristóvão de Figueiredo e Gaspar Vaz, onde os temas religiosos: Ecce Homo, Calvário, A Virgem e as Santas Mulheres, Pentecostes (este da autoria de Grão Vasco), além de outros, são representados com grande sentimento dramático.
Dando para o claustro abre-se a Casa do Capítulo, forrada a azulejos do séc. XVI. Na Capela de Cristo merecem também atenção dois elegantes túmulos do Renascimento, de dois priores do Mosteiro, ambos concebidos pelo mesmo Marcos Pires.
Em 1530 foi acrescentado o Claustro da Manga (hoje quase desaparecido e com acesso pelo lado de fora - Rua Olímpio Nicolau) que citamos pela curiosidade de, segundo a tradição, ter sido desenhado pelo rei D. João III na manga da sua própria capa. Tem ao centro um bonito templete rodeado de tanques de água e a sua estrutura deve-se ao artista normando João de Ruão.
Não deixe de passar pela sacristia onde se sentirá envolvido por um ambiente maneirista muito autêntico construído por elegantes colunas que sustentam um teto revestido de madeira, azulejos polícromos, bonitas aberturas de luz, ricos arcazes do séc. XVII e, sobretudo, não deixe de apreciar os quadros da Escola portuguesa do Séc. XVI, nas obras de Cristóvão de Figueiredo e Gaspar Vaz, onde os temas religiosos: Ecce Homo, Calvário, A Virgem e as Santas Mulheres, Pentecostes (este da autoria de Grão Vasco), além de outros, são representados com grande sentimento dramático.
Festa de Nossa Senhora dos Remédios
Festa de Nossa Senhora dos Remédios
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No séc. XV existia perto do local onde se ergue o Santuário uma pequena ermida dedicada a Santo Estevão. No séc. XVI, o bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha, encomendou a Roma, "cidade santa" uma imagem da Virgem que remediava todos os males e colocou-a numa nova capela que mandou construir em lugar da antiga ermida de Santo Estevão. A partir de então o culto da Senhora dos Remédios não deixou de crescer e no século XVIII iniciou-se a construção do majestoso santuário que lhe foi dedicado.
Todos os anos, entre finais de agosto e meados de setembro Lamego fica em festa, fazendo coincidir as Festas da Cidade com a "Romaria de Portugal" dedicada à sua Padroeira. Às festividades acorrem centenas de milhares de pessoas, que durante três semanas podem assistir a espetáculos , exposições, concertos, desfiles, arraiais, eventos culturais e desportivos. Nos dias que precedem a romaria as festividades incluem uma marcha luminosa, onde desfilam carros alegóricos e uma batalha de flores.
A procissão do Triunfo será o momento mais simbólico de toda a festa. O enorme andor com a imagem da Senhora dos Remédios é transportado num carro engalanado puxado por juntas de bois, para o que existe uma autorização especial da Santa Sé, tornando Lamego o único local do mundo católico onde se pode ver uma imagem da Virgem transportada por animais.
Todos os anos, entre finais de agosto e meados de setembro Lamego fica em festa, fazendo coincidir as Festas da Cidade com a "Romaria de Portugal" dedicada à sua Padroeira. Às festividades acorrem centenas de milhares de pessoas, que durante três semanas podem assistir a espetáculos , exposições, concertos, desfiles, arraiais, eventos culturais e desportivos. Nos dias que precedem a romaria as festividades incluem uma marcha luminosa, onde desfilam carros alegóricos e uma batalha de flores.
A procissão do Triunfo será o momento mais simbólico de toda a festa. O enorme andor com a imagem da Senhora dos Remédios é transportado num carro engalanado puxado por juntas de bois, para o que existe uma autorização especial da Santa Sé, tornando Lamego o único local do mundo católico onde se pode ver uma imagem da Virgem transportada por animais.
Parque Municipal e Monte do Calvário
Parque Municipal e Monte do Calvário
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Situado na parte mais alta de Vila Real e próximo da zona mais moderna, o Parque Municipal forma um frondoso terraço, com uma alameda central com cerca de duzentos metros de comprimento, onde poderá passear sob fileiras de árvores centenárias.
Num dos recantos do jardim encontra-se um busto em bronze do romancista Camilo Castelo Branco.
Perto do Parque encontra-se a igreja de São Pedro, segunda paroquial de Vila Real, após a igreja de São Dinis, que manteve esse estatuto durante perto de três séculos.
Num dos recantos do jardim encontra-se um busto em bronze do romancista Camilo Castelo Branco.
Perto do Parque encontra-se a igreja de São Pedro, segunda paroquial de Vila Real, após a igreja de São Dinis, que manteve esse estatuto durante perto de três séculos.
Ernesto Korrodi (1870-1944)
Ernesto Korrodi (1870-1944)
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Ernesto Korrodi, suiço de origem, veio viver para Leiria aos 24 anos de idade quando foi transferido como professor de desenho para a Escola de Desenho Industrial de Leiria. Aqui casou com D. Quitéria da Conceição Maia em cerimónia reservada, devido à diferença de religião pois Korrodi era protestante. Faleceu nesta cidade em 1944.
Muito interessado pela arquitetura religiosa e civil medieval e pela sua reconstituição encontra nesta cidade um local ideal para dar asas à sua vocação. Indignado pelo tratamento do património português pelas autoridades, inicia vários estudos histórico-arqueológicos sobre os monumentos nacionais tornando-se um dos primeiros teóricos sobre restauro de monumentos e um defensor do ensino artístico-industrial em Portugal.
Foi influenciado pela Arte Nova austríaca e pelo revivalismo de Viollet-Le-Duc, em que se procurava recuperar os monumentos históricos, reconstituindo-os integralmente nas suas funções e formas arquitetónicas originais, resultando, muitas vezes, num retorno a um imaginário medieval "inventado".
Ligado a várias iniciativas culturais em Leiria, desde 1907, realiza nesta cidade várias iniciativas de restauro e projeta algumas obras. Destacam-se o projeto do Convento da Portela, o edifício do Banco de Portugal, o edifício dos Paços do Concelho, a Companhia Leiriense de Moagens, o Jardim-Escola João de Deus, o Parque da Cidade, a casa de habitação na Rua Afonso de Albuquerque (com passadiço), a Torre do Santuário do Senhor Jesus dos Milagres e o grande restauro do Castelo de Leiria.
Muito interessado pela arquitetura religiosa e civil medieval e pela sua reconstituição encontra nesta cidade um local ideal para dar asas à sua vocação. Indignado pelo tratamento do património português pelas autoridades, inicia vários estudos histórico-arqueológicos sobre os monumentos nacionais tornando-se um dos primeiros teóricos sobre restauro de monumentos e um defensor do ensino artístico-industrial em Portugal.
Foi influenciado pela Arte Nova austríaca e pelo revivalismo de Viollet-Le-Duc, em que se procurava recuperar os monumentos históricos, reconstituindo-os integralmente nas suas funções e formas arquitetónicas originais, resultando, muitas vezes, num retorno a um imaginário medieval "inventado".
Ligado a várias iniciativas culturais em Leiria, desde 1907, realiza nesta cidade várias iniciativas de restauro e projeta algumas obras. Destacam-se o projeto do Convento da Portela, o edifício do Banco de Portugal, o edifício dos Paços do Concelho, a Companhia Leiriense de Moagens, o Jardim-Escola João de Deus, o Parque da Cidade, a casa de habitação na Rua Afonso de Albuquerque (com passadiço), a Torre do Santuário do Senhor Jesus dos Milagres e o grande restauro do Castelo de Leiria.
Colchas de Castelo Branco
Colchas de Castelo Branco
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Com existência conhecida desde o séc. XVII até ao séc. XIX, a primeira referência às colchas surgiu pela mão de Jaime Lopes Dias, que no IV Congresso Beirão realizado em 1931 em Castelo Branco, se empenhou em valorizar esta expressão artística integrada no património regional.
Em 1976, é criada a Oficina-Escola de Bordados Regionais no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, núcleo que ainda funciona atualmente , dedicando-se à conservação, produção, restauro e divulgação destas peças.
São bordadas a fio de seda sobre linho, utilizando vários pontos entre os quais se destaca o característico ponto a frouxo, também conhecido por ponto de Castelo Branco. A utilização da cor não tem limite, mas há exemplos monocromáticos em que o desenho ganha maior relevo. De uma maneira geral as Colchas de Castelo Branco podem dividir-se em populares, com um desenho mais ingénuo, ou eruditas, mais elaboradas e complexas atribuídas ao talento de uma classe social nobre e mais culta. Os desenhos das colchas refletem motivos trazidos do Oriente pelos portugueses durante a época dos Descobrimentos, mas também podemos encontrar muitas referências ao quotidiano, à fauna e flora locais ou simplesmente figurinos artísticos eruditos da época de execução, a partir de um imaginário renascentista e barroco.
Nalgumas localidades do concelho de Castelo Branco continuam a fazer parte do enxoval da noiva sendo apresentadas no dia do casamento, quando os noivos mostram as suas casas aos convidados.
Em 1976, é criada a Oficina-Escola de Bordados Regionais no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, núcleo que ainda funciona atualmente , dedicando-se à conservação, produção, restauro e divulgação destas peças.
São bordadas a fio de seda sobre linho, utilizando vários pontos entre os quais se destaca o característico ponto a frouxo, também conhecido por ponto de Castelo Branco. A utilização da cor não tem limite, mas há exemplos monocromáticos em que o desenho ganha maior relevo. De uma maneira geral as Colchas de Castelo Branco podem dividir-se em populares, com um desenho mais ingénuo, ou eruditas, mais elaboradas e complexas atribuídas ao talento de uma classe social nobre e mais culta. Os desenhos das colchas refletem motivos trazidos do Oriente pelos portugueses durante a época dos Descobrimentos, mas também podemos encontrar muitas referências ao quotidiano, à fauna e flora locais ou simplesmente figurinos artísticos eruditos da época de execução, a partir de um imaginário renascentista e barroco.
Nalgumas localidades do concelho de Castelo Branco continuam a fazer parte do enxoval da noiva sendo apresentadas no dia do casamento, quando os noivos mostram as suas casas aos convidados.
Antiga Judiaria da Covilhã
Antiga Judiaria da Covilhã
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A antiga judiaria da Covilhã ficava delimitada pelas atuais Rua das Flores, Rua do Ginásio Clube, Rua da Alegria, Beco da Alegria e Travessa da Alegria, constituindo uma área integrada no interior das muralhas medievais.
As ruas estreitas e sinuosas acompanham o declive da encosta adaptando-se ao terreno e assumindo o caráter natural de muros. As casas seguem a tipologia medieval, com 2 a 3 pisos, sendo o piso térreo destinado a loja e os superiores a habitação. Dos elementos decorativos destacam-se duas janelas manuelinas, uma na Rua das Flores nº 29 e outra na Rua do Ginásio Clube nº 39. Segundo dados arqueológicos, a Sinagoga, centro de conhecimento nas comunidades judaicas, ficava situada na Rua das Flores.
As ruas estreitas e sinuosas acompanham o declive da encosta adaptando-se ao terreno e assumindo o caráter natural de muros. As casas seguem a tipologia medieval, com 2 a 3 pisos, sendo o piso térreo destinado a loja e os superiores a habitação. Dos elementos decorativos destacam-se duas janelas manuelinas, uma na Rua das Flores nº 29 e outra na Rua do Ginásio Clube nº 39. Segundo dados arqueológicos, a Sinagoga, centro de conhecimento nas comunidades judaicas, ficava situada na Rua das Flores.
Festas da Senhora d'Agonia
Festas da Senhora d'Agonia
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Data de 1744 a veneração de Viana do Castelo à Virgem da Agonia, invocada pelos pescadores para que o mar lhes seja benigno. Fixado o dia 20 de agosto para as festas em sua honra, em 1772 uma portaria régia autorizou a realização de uma feira franca na cidade, nos dias 18, 19 e 20 do mesmo mês. Desde então, a romaria da Senhora d´Agonia tornou-se numa das mais belas, coloridas e grandiosas festas populares de Portugal.
Vários cortejos animam os três dias das festas, acompanhados de muita música e gente bonita que veste os mais belos trajes tradicionais do Minho: o desfile da mordomia, acompanhado por foguetes e bandas de música saúda a Comissão das Festas e os mais altos representantes da cidade, terminando na Praça da República onde os "zabumbas" fazem vibrar os seus enormes bombos e desfilam os "Gigantones" , enormes e estranhas figuras que há mais de cem anos vieram de Santiago de Compostela animar a Romaria d´Agonia; o cortejo etnográfico, com os carros alegóricos que recordam os costumes dos trabalhos do Minho, da terra e do mar, verdadeiro museu vivo de etnografia; o cortejo histórico que conta, numa mistura de lenda e realidade, histórias que marcaram Viana do Castelo.
A admirável procissão do mar simboliza a ligação profunda da cidade com o elemento que lhe forjou a história e parte da sua sobrevivência.
A imagem da Senhora d´Agonia com o seu manto roxo e azul é embarcada numa traineira, entre foguetes e repique dos sinos, e vai abençoar o mar para que ele seja sempre generoso no sustento e na bonança. A embarcação que leva a Senhora navega por entre um cortejo de centenas de barcos com os mastros embandeirados, regressando no final do dia à sua capela barroca, onde as portas ficam abertas para a devoção.
Milhares de pessoas espalham-se por tasquinhas e restaurantes onde a cozinha portuguesa, regada com o vinho verde da região, parece ter um sabor mais vivo, enquanto outras se juntam em redor dos coretos para escutar as bandas de música. Na última noite dos festejos, sobre a ponte centenária do rio Lima, onde se refletem as luzes das embarcações, uma brilhante cachoeira de fogo-de-artifício anuncia que a festa da Senhora d´Agonia terminou.
Vários cortejos animam os três dias das festas, acompanhados de muita música e gente bonita que veste os mais belos trajes tradicionais do Minho: o desfile da mordomia, acompanhado por foguetes e bandas de música saúda a Comissão das Festas e os mais altos representantes da cidade, terminando na Praça da República onde os "zabumbas" fazem vibrar os seus enormes bombos e desfilam os "Gigantones" , enormes e estranhas figuras que há mais de cem anos vieram de Santiago de Compostela animar a Romaria d´Agonia; o cortejo etnográfico, com os carros alegóricos que recordam os costumes dos trabalhos do Minho, da terra e do mar, verdadeiro museu vivo de etnografia; o cortejo histórico que conta, numa mistura de lenda e realidade, histórias que marcaram Viana do Castelo.
A admirável procissão do mar simboliza a ligação profunda da cidade com o elemento que lhe forjou a história e parte da sua sobrevivência.
A imagem da Senhora d´Agonia com o seu manto roxo e azul é embarcada numa traineira, entre foguetes e repique dos sinos, e vai abençoar o mar para que ele seja sempre generoso no sustento e na bonança. A embarcação que leva a Senhora navega por entre um cortejo de centenas de barcos com os mastros embandeirados, regressando no final do dia à sua capela barroca, onde as portas ficam abertas para a devoção.
Milhares de pessoas espalham-se por tasquinhas e restaurantes onde a cozinha portuguesa, regada com o vinho verde da região, parece ter um sabor mais vivo, enquanto outras se juntam em redor dos coretos para escutar as bandas de música. Na última noite dos festejos, sobre a ponte centenária do rio Lima, onde se refletem as luzes das embarcações, uma brilhante cachoeira de fogo-de-artifício anuncia que a festa da Senhora d´Agonia terminou.
Largo do Carmo
Largo do Carmo
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O Largo do Carmo é atualmente um lugar calmo e tranquilo mas a sua história evoca outros momentos mais agitados na história de Portugal. Os edifícios pombalinos e o chafariz do séc. XVIII, a meio da praça, são os sinais da reconstrução do local, depois da destruição provocada pelo terramoto de 1755, embora o vestígio mais evidente seja as ruínas do Convento do Carmo, que acabou por não ser totalmente recuperado.
Uma das partes do convento está ocupado pelo quartel da Guarda Nacional Republicana (G.N.R.). Foi aqui que teve lugar um dos episódios mais significativos da Revolução dos Cravos, em 1974. No dia 25 de Abril, o primeiro-ministro do governo que esteve no poder durante 48 anos, Marcello Caetano, refugiou-se no quartel. Na praça, estava uma companhia das Forças Armadas que conduziram o movimento e milhares de cidadãos que incentivavam o desenrolar dos acontecimentos. Acabaram por tomar o quartel com sucesso, dirigidos pelo capitão Salgueiro Maia.
Nesse dia, as operações bem sucedidas noutras partes da cidade e do país, em que se ocuparam órgãos públicos como a Radiotelevisão Portuguesa, o Rádio Clube Português, o Banco de Portugal, o Quartel General da Região Militar de Lisboa e do Porto, o Aeroporto da Portela, as Penitenciárias e a sede da Polícia Política do Regime (P.I.D.E./D.G.S.), que ficava muito perto, no Chiado (Rua António Maria Cardoso), determinaram o fim do regime ditatorial.
Com a Revolução dos Cravos, o período do Estado Novo chegou ao seu fim, a liberdade de expressão foi reconquistada e o regime democrático que existe atualmente em Portugal foi instituído. O dia 25 de Abril é feriado nacional.
Uma das partes do convento está ocupado pelo quartel da Guarda Nacional Republicana (G.N.R.). Foi aqui que teve lugar um dos episódios mais significativos da Revolução dos Cravos, em 1974. No dia 25 de Abril, o primeiro-ministro do governo que esteve no poder durante 48 anos, Marcello Caetano, refugiou-se no quartel. Na praça, estava uma companhia das Forças Armadas que conduziram o movimento e milhares de cidadãos que incentivavam o desenrolar dos acontecimentos. Acabaram por tomar o quartel com sucesso, dirigidos pelo capitão Salgueiro Maia.
Nesse dia, as operações bem sucedidas noutras partes da cidade e do país, em que se ocuparam órgãos públicos como a Radiotelevisão Portuguesa, o Rádio Clube Português, o Banco de Portugal, o Quartel General da Região Militar de Lisboa e do Porto, o Aeroporto da Portela, as Penitenciárias e a sede da Polícia Política do Regime (P.I.D.E./D.G.S.), que ficava muito perto, no Chiado (Rua António Maria Cardoso), determinaram o fim do regime ditatorial.
Com a Revolução dos Cravos, o período do Estado Novo chegou ao seu fim, a liberdade de expressão foi reconquistada e o regime democrático que existe atualmente em Portugal foi instituído. O dia 25 de Abril é feriado nacional.
Tapeçaria de Portalegre
Tapeçaria de Portalegre
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A tapeçaria de Portalegre é a expressão de um espírito criativo português na indústria têxtil. Representando desde a sua origem uma inovação das técnicas tradicionais, é feita com um ponto de nó, desenvolvido por Manuel do Carmo Peixeiro no início do século XX, num tear vertical, inventado por Guy Fino.
O ponto de nó utilizado nesta tapeçaria consiste no envolvimento completo dos fios da teia, construindo-se o desenho ponto a ponto, com um detalhe impressionante. As fiadas são intercaladas por uma trama de ligação, que torna a peça regular e uniforme, sem os espaços abertos habituais na tapeçaria tradicional quando há mudança de cor. Esta técnica permite o controlo da mancha cromática, o rigor do contorno e a passagem subtil das tonalidades, possibilitando a transcrição perfeita de uma pintura ou de um desenho para este suporte têxtil.
Por sua vez, o tear combina a vantagem mecânica dos teares de baixo-liço com o controle de execução de alto-liço, ao permitir o controlo manual da teia dividindo os fios em pares e ímpares, característica dos teares horizontais a pedais. Os desenhos são ampliados com rigor, em papéis quadriculados, em que cada quadrado corresponde a um ponto e a uma cor. Fazem-se 5 pontos por centímetro, resultando numa densidade de 250.000 pontos por metro quadrado.
A Tapeçaria de Portalegre é uma materialização da obra plástica, constituindo ela própria uma obra de arte original, graças às suas características técnicas. Conscientes do seu valor, muitos artistas plásticos escolheram esta técnica para reproduzir ou criar os seus trabalhos, como por exemplo Almada Negreiros, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Júlio Pomar, Abel Manta, Costa Pinheiro e José de Guimarães, entre outros.
Imagem in "Turismo Norte Alentejano - 2001"
O ponto de nó utilizado nesta tapeçaria consiste no envolvimento completo dos fios da teia, construindo-se o desenho ponto a ponto, com um detalhe impressionante. As fiadas são intercaladas por uma trama de ligação, que torna a peça regular e uniforme, sem os espaços abertos habituais na tapeçaria tradicional quando há mudança de cor. Esta técnica permite o controlo da mancha cromática, o rigor do contorno e a passagem subtil das tonalidades, possibilitando a transcrição perfeita de uma pintura ou de um desenho para este suporte têxtil.
Por sua vez, o tear combina a vantagem mecânica dos teares de baixo-liço com o controle de execução de alto-liço, ao permitir o controlo manual da teia dividindo os fios em pares e ímpares, característica dos teares horizontais a pedais. Os desenhos são ampliados com rigor, em papéis quadriculados, em que cada quadrado corresponde a um ponto e a uma cor. Fazem-se 5 pontos por centímetro, resultando numa densidade de 250.000 pontos por metro quadrado.
A Tapeçaria de Portalegre é uma materialização da obra plástica, constituindo ela própria uma obra de arte original, graças às suas características técnicas. Conscientes do seu valor, muitos artistas plásticos escolheram esta técnica para reproduzir ou criar os seus trabalhos, como por exemplo Almada Negreiros, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Júlio Pomar, Abel Manta, Costa Pinheiro e José de Guimarães, entre outros.
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