www.visitportugal.com

Outros

Representa POIs do Tipo Outros

Mosteiro de Santa Cruz - A fachada, o púlpito e os túmulos dos reis

Mosteiro de Santa Cruz - A fachada, o púlpito e os túmulos dos reis

Outros

Antes de entrar repare na nobre exuberância e leveza da estatuária que decora o pórtico, obra dos grandes mestres Diogo de Castilho e Nicolau de Chanterenne, que contrasta com o espírito românico e austero das duas torres maciças que o enquadram.

No interior, Boitaca mantendo a estrutura românica de nave única, elevou a igreja com nova abóbada de delicadas nervuras e refez a capela-mor. Repare, logo à entrada, na abóbada que sustenta o coro, semeada de rosetas e medalhões. Demore-se a observar o belíssimo púlpito assente sobre uma fantástica quimera, joia lavrada em pedra de Ançã pelo mestre João de Ruão, cerca de 1520, onde estão modeladas as figuras de São Jerónimo, Santo Agostinho e São Clemente, doutores da Igreja.

A capela-mor encerra os túmulos do fundador de Portugal, D. Afonso Henriques e de seu filho, D. Sancho I. Substituíram no séc. XVI, por decisão de D. Manuel I, as austeras arcas medievais em que repousavam. Pela traça grandiosa dos arcossólios, pelas encantadoras figuras que os decoram e, sobretudo, pela admirável modelação das estátuas jazentes dos reis revestidos com as suas armaduras peninsulares, são obras-primas da estatuária da Renascença em Portugal e na Europa, obra do eminente mestre Nicolau de Chanterenne.


Claustros do Mosteiro dos Jerónimos

Claustros do Mosteiro dos Jerónimos

Outros

A entrada nos claustros é surpreendida por um espaço onde a proporção é perfeita e completada pela exuberância decorativa da pedra. Repare nos quatro cantos dos claustros cortados obliquamente, o que lhe confere grande originalidade, pois normalmente rematam em ângulo reto.
O piso inferior é ornamentado com temas naturalistas e emblemas manuelinos, e o superior, um pouco recuado, revela a traça renascentista do seu construtor, João de Castilho.

Abrem para o claustro as várias dependências monásticas, com destaque para o Refeitório e a Sala do Capítulo, com belas abóbadas nervuradas. Na Sala do Capítulo encontramos o túmulo em estilo neogótico, do escritor romântico Alexandre Herculano (1810-1877).
No piso superior do claustro, uma porta dá acesso ao coro alto onde pode admirar o notável cadeiral monástico em talha e fixar de novo na memória a admirável igreja manuelina.

Numa das galerias, um pequeno monumento simbólico assinala, neste espaço tão emblemático, o local onde está sepultado o grande poeta português Fernando Pessoa.


Festa do Entrudo

Festa do Entrudo

Outros

O ciclo do Carnaval que se inicia a 6 de janeiro , no Dia de Reis, é marcado por vários momentos de espírito comunitário que antecedem a festa do Domingo Gordo e da 3ª Feira de Carnaval, designados por dias dos Compadres e das Comadres. São essencialmente celebrações de preparação para os grandes dias de folia e diversão.

As Comadres e os Compadres, grupos de raparigas e de rapazes, confrontam-se nas duas quintas-feiras anteriores ao Domingo Gordo. Cada dia é liderado por cada um dos grupos. Constroem bonecos de palha e de trapos velhos ridicularizando o sexo oposto, que troçam sob a forma de chocalhadas. Em certas regiões, as Comadres oferecem uma refeição aos homens que lhes é retribuída no dia dos Compadres. Expressam desta forma a solidariedade entre os indivíduos do mesmo sexo e a oposição do grupo contrário, demarcando as tarefas e posições comunitárias através da subversão dos costumes: na 5ª Feira das Comadres as mulheres exercem a autoridade masculina e na 5ª Feira dos Compadres os homens dedicam-se às tarefas domésticas.

Na 3ª Feira de Carnaval os bonecos são queimados publicamente, depois de um testamento que põe a descoberto os defeitos e imperfeições dos membros do sexo oposto. Na 4ª Feira de Cinzas retorna-se ao quotidiano ordenado e em equilíbrio, pondo em prática a contenção da Quaresma.

Em Portugal, encontramos duas grandes formas de tradição carnavalesca: os Caretos de Podence e os Mascarados de Lazarim.


Carnaval de Canas de Senhorim

Carnaval de Canas de Senhorim

Outros

A origem do Carnaval em Canas de Senhorim acompanhou a evolução histórica da localidade. Nasceu com a formação dos bairros do Paço, zona nobre, e do Rossio, onde se instalou o povo e a burguesia. A diferença social dos seus habitantes foi razão suficiente para que estes dois grupos se confrontassem no Carnaval, altura do ano propícia à denúncia e à crítica, sem ninguém "levar a mal".

Hoje em dia, continuam a organizar-se duas marchas carnavalescas que percorrem as ruas da vila, na 3ª Feira de Carnaval, e se confrontam no cruzamento da rua principal do bairro do Rossio com a rua que dá acesso ao bairro do Paço. Acontece então o Despique, o momento em que os dois grupos cantam e dançam com mais convicção, numa batalha festiva. O grupo que se impuser na alegria e na boa disposição é considerado o vencedor do Carnaval.

O Carnaval de Canas de Senhorim tem início logo no dia 6 de janeiro , Dia de Reis, com as Paneladas.

Originariamente, era a altura em que os mascarados saiam pelas ruas e, aproveitando os tradicionais postigos das portas, atiravam para dentro das casas panelas de barro velhas, cheias de cinzas e bugalhas, provocando grande estrondo e confusão. No entanto, este costume tem vindo a desaparecer. Atualmente , a festa oficializa-se no Domingo Gordo em que as duas marchas rivais saem à rua, preparando o grande desfile carnavalesco de 3ª Feira.

A 2ª Feira de Carnaval divide-se em dois momentos. De manhã, acontece a Farinhada, em que as raparigas que saírem de casa até ao meio dia correm o risco de serem enfarinhadas. À tarde, é a 2ª Feira das Velhas. Cantam-se marchas antigas e desfila-se com fatos alusivos ao passado. Aproveita-se ainda para fazer duas marchas informais que pôem a ridículo o que se passou no ensaio geral de Domingo Gordo.

O Carnaval termina na 4ª Feira de Cinzas, com a Queima do Entrudo. Depois da Batatada, jantar de grupo cujo prato principal é o bacalhau com batatas, ovos, hortaliça, pão e vinho, o palhaço do Entrudo é passeado pelas ruas fazendo-se a despedida do Carnaval. Depois da leitura do testamento, o boneco é queimado em público, determinando o fim da festa e o início da Quaresma.


Largo de Camões

Largo de Camões

Outros

Situada na continuação do Largo das duas Igrejas, a belíssima Praça Luís de Camões é um agradável espaço aberto, embelezado com árvores e bancos de pedra, e onde o chão, revestido da famosa calçada portuguesa, apresenta efeitos geométricos e desenhos alusivos ao mar, a sereia e a caravela. Em redor, os bonitos imóveis pombalinos foram recentemente restaurados, bem como a graciosa estátua do Poeta ao centro, e no subsolo foi construído um parque de estacionamento automóvel.

O monumento a Luís de Camões simboliza a justa homenagem dos portugueses a uma das suas figuras maiores do Renascimento, cuja obra épica e lírica alcançou dimensão universal. No pedestal, ricamente ornamentado, foi utilizada a pedra lioz, cuja brancura se harmoniza tão bem com o sol de Lisboa; a estátua do poeta, da autoria de Vítor Bastos, é em bronze fundido e pesa 9700 kg. O conjunto tem uma altura total de 11,49 m e a primeira pedra foi colocada na presença do rei D. Luís I, em 1862, tendo ficado concluído em 1867.

Camões, representado com coroa de louros na cabeça, segura na mão esquerda a espada e com a direita aperta contra o peito o poema épico "Os Lusíadas", sua obra maior. O fuste, particularmente bonito e interessante, assenta em quatro degraus e é rematado na face central com o brasão das armas de Portugal, tal como era representado no séc. XV.

Em redor, sobre pequenos plintos, erguem-se oito estátuas figurando portugueses ilustres que se destacaram pelas suas obras nos séculos de Quatrocentos e de Quinhentos: os cronistas Fernão Lopes e Gomes Eanes de Azurara; os poetas épicos Jerónimo Corte Real, Francisco de Sá Meneses e Vasco de Quevedo; os historiador Fernão Lopes de Castanheda e João de Barros; o matemático e cosmógrafo-mor Pedro Nunes.


Os Mascarados

Os Mascarados

Outros

Os mascarados são figuras fundamentais nas festividades populares da região de Trás-os-Montes. Não estão associadas exclusivamente a um evento, mas aparecem ao longo do ano, nas manifestações mais importantes como durante o Natal ou no Carnaval.

Nesses momentos, os rapazes disfarçam-se de mascarados ou caretos e as raparigas de filandorra, madamas ou mandogueiras. Cobrem-se com roupa velha ou mantas coloridas, tapam a cara com uma máscara de madeira, cortiça ou cartão, atam sinos à cintura e nos pés e, irreconhecíveis, percorrem as povoações aos saltos e aos gritos, marcando a sua presença nos acontecimentos locais.

São manifestações de transgressão às normas, permitidas pela ordem imposta que, apenas nessas alturas, se deixa gozar e criticar. Encarnam o diabo e a perversão e entram em todo o lado, denunciando pecados e más-vontades, com exceção das igrejas, espaços protegidos e sagrados por excelência.

Assim, a exuberância destas figuras caricatas contracena com a moderação dos mordomos, esses sim, responsáveis pela continuidade das tradições e pela manutenção da ordem.


Universidade de Coimbra - Sala dos Exames Privados

Universidade de Coimbra - Sala dos Exames Privados

Outros

Esta sala foi remodelada em 1701 por José Cardoso, mestre de obras da Universidade e por José Ferreira de Araújo, que pintou o teto com elementos decorativos exuberantes.

Nas paredes podemos ver os retratos dos antigos reitores, sendo os que viveram antes da remodelação da autoria de António Simões.


Covilhã - Terra de Descobridores

Covilhã - Terra de Descobridores

Outros

Embora sem mar nem portos, a cidade da Covilhã foi o berço de homens decisivos na descoberta de novos mundos durante o séc. XVI.

Infante D. Henrique, o Navegador - Senhor da Covilhã, recebeu o título de seu pai o rei D. João I, depois de ter conquistado Ceuta em 1415, facto que marca o início da época dos Descobrimentos Portugueses. Seguiu-se a Madeira (1419-20), as expedições militares às Canárias (1424) e a redescoberta dos Açores (1427). Sob o comando do Infante, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador em 1434 e atingiu o Rio do Ouro em 1436. Em 1440, é nomeado por D. Afonso V fronteiro mor da Beira, o que incluía toda a região da Serra da Estrela. Em 1460, ano da sua morte, chega-se às Ilhas de Cabo Verde e à Serra Leoa, na Costa Africana.

Pedro Álvares Cabral - o Descobridor do Brasil nasceu na vizinha vila de Belmonte, a 20 km de distância, mas as propriedades da família chegavam a terras da Covilhã. No ano de 1500 dirigiu a frota de 13 navios naquela que deveria ser a segunda viagem à Índia e que chegaria à Costa da Baía no Brasil.

Pero da Covilhã - Nasceu na Covilhã. Seguindo ordens do rei D. João II, foi o primeiro grande explorador das costas da Arábia, Índia e África Oriental. As suas informações foram de extrema utilidade para a concretização do caminho marítimo para a Índia, levado a cabo por Vasco da Gama.

Afonso de Paiva - Nascido na Covilhã participou nalgumas missões com Pero da Covilhã, nomeadamente na exploração da Costa de África e na procura do reino do Preste João.

Mestre José Vizinho - Cosmógrafo e médico de D. João II, nasceu na comunidade judaica da Covilhã. Referido por Cristóvão Colombo, os seus conhecimentos sobre navegação astronómica foram determinantes na introdução da latitude nas cartas de marear. A descoberta contribuiu para a liderança portuguesa na navegação marítima.

Rui Faleiro - Cosmógrafo, nascido na Covilhã em finais do séc. XV, participou de forma determinante na viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães. O seu contributo maior foi a descoberta da medição da longitude, o que permitia às naus conhecer a sua localização no mar.

Francisco Faleiro - Irmão de Rui, também se dedicou à cosmografia, tendo elaborado em Sevilha, em 1535, o "Tratado del Mundo y del Arte de Marear", uma das primeiras obras sobre o estudo dos fenómenos do magnetismo terrestre.


Jardins Temáticos

Jardins Temáticos

Outros

Jardins da Água
Entre a Alameda dos Oceanos e o Rio Tejo, descubra o percurso da água. Acompanhando um curso de água central, o visitante irá deambular por entre várias componentes de uma bacia hidrográfica natural: o glaciar, a corrente, o lago artificial, os meandros e o estuário. Árvores centenárias e de características raras podem também ser objeto de estudo. A sequência dos Jardins da Água é na direção poente-nascente, passando por: Jardim das Palmeiras, Pomar Mediterrâneo, Lago Ulisses, Edifício Cascata, Jardim Hidráulico, Jardim das Ondas.

Jardins Garcia de Orta
Os Jardins Garcia de Orta apresentam vegetações características de diversos ecossistemas considerados representativos das principais zonas de proveniência de espécies na época dos Descobrimentos. Em zonas ajardinadas e num total de aproximadamente 2500m2, pretende proporcionar a observação da natureza e das suas formas vegetais, que a abertura dos oceanos permitiu desde 1498 até hoje.

Jardim do Cabeço das Rolas
Localiza-se sobre a maior elevação existente no Parque das Nações. É um lugar proeminente da paisagem, definido por várias plataformas relvadas, proporcionando passeios aprazíveis e uma vista abrangente do Parque das Nações.

Jardim dos Jacarandás
Zona arborizada onde se joga com situações de desníveis tradicionais em Lisboa, resolvidas com plantações e muros.

Jardins Ribeirinhos
Zona relvada e plana. Estes Jardins localizam-se entre a zona da Vila Expo e do Parque das Nações.


Conquista de Lisboa

Conquista de Lisboa

Outros

Antes de entrar na Igreja dos Mártires, repare na silhueta do castelo de S. Jorge que se recorta no alto, ao fundo da rua Garrett, por detrás do Centro Comercial do Chiado. Era sensivelmente esta a perspetiva que se oferecia aos Cruzados vindos de França, Inglaterra, Alemanha e Flandres em 1147, para auxiliarem D. Afonso Henriques na tomada de Lisboa aos Mouros.

Um dos pontos estratégicos para o ataque pelo lado poente, nesta colina se instalaram as forças inglesas, escocesas e normandas. A poente postaram-se os Cruzados alemães e flamengos e a norte, na colina da Graça, os 5.000 homens reunidos por Afonso Henriques. Fechavam o cerco a sul, os navios fundeados no Tejo. Nas 17 semanas (de junho a outubro ) que durou o cerco a Lisboa, os duros combates travados resultaram em enormes carnificinas e perderam-se milhares de vidas.

Muitos dos atacantes ficaram sepultados nesta colina, que por isso ficaria a chamar-se dos Mártires, por terem morrido em Cruzada contra os inimigos da fé cristã.


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais