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Barco Rabelo

Barco Rabelo

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Várias referências a este barco comprovam que a sua existência remonta ao século X. Os rabelos foram especialmente concebidos para o rio Douro, outrora de difícil navegação, e para o transporte de pipas de vinho.

As suas características permitiam-lhe navegar com mais facilidade e menos risco por entre as águas rápidas e violentas do rio. O rabelo transportava não só as pipas, nunca totalmente cheias para que estas, em caso de acidente, pudessem flutuar, como também as mais variadas cargas e pessoas.

Experimente realizar um cruzeiro neste barco. Existem diversas empresas a organizar cruzeiros de curta duração nos rabelos.


Visita da Guarda

Visita da Guarda

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Sugerimos que inicie o percurso na Rua Infante D. Henrique onde se encontra o Posto de Turismo. Atravesse o Jardim José Lemos, o antigo Rossio medieval onde se realizavam as feiras. Do lado esquerdo verá um imponente edifício de granito, o Convento de São Francisco, fundado no séc. XIII e atual Arquivo Distrital da cidade. Prossiga pela Rua Camilo Castelo Branco. Ao fundo, a Torre dos Ferreiros marca a entrada nas antigas muralhas medievais que definem ainda hoje o centro histórico.

Vire à esquerda na Rua onde viveram os Clérigos da Sé, onde poderá ver algumas casas antigas com portais ogivais. No seguimento, na Rua D. Miguel Alarcão, irá encontrar a Sé Catedral, o monumento mais imponente da Guarda. Do lado esquerdo, subindo a rua, a Torre de Menagem do desaparecido Castelo vigia o centro.

Regressando à Sé, estará na ampla Praça Luís de Camões, o coração da cidade desde o séc. XII, onde encontra, entre outros, um interessante edifício de arcadas, construído no séc. XVII para os Paços do Concelho. Saia da praça pela Rua Francisco de Passos, a antiga Rua Direita, eixo principal do espaço intramuros que forma uma cruz com a Rua de São Vicente, que liga duas das portas das muralhas, a Porta d´El Rei e a Porta da Erva. No cruzamento, a Igreja de São Vicente marca o local do antigo mercado. Depois de visitar esta igreja barroca e continuando pela Rua de São Vicente, tome a Rua do Amparo, onde entra na antiga Judiaria, com o seu aspeto medieval. Encostada à muralha, viveu aqui uma comunidade judaica próspera até ao séc. XV, limitada a este espaço por D. Pedro I (1357-67).

Seguindo em frente irá dar novamente à Rua Francisco Passos e ao Largo do Torreão, um agradável espaço ajardinado. Ao fundo, o Largo do Paço do Biu, onde se pode ver a chamada Casa de D. Sancho, de traço quinhentista. Atravessando a Porta da Erva, siga à direita pela Rua Dr. Lopo de Carvalho onde vai encontrar a Igreja da Misericórdia. Daqui, vire à esquerda na Rua Marquês de Pombal e termine o percurso com uma visita ao Museu da Guarda, onde poderá saber um pouco mais da história da cidade.

Imagens cedidas pela Câmara Municipal da Guarda


Carlos Relvas primeiro fotógrafo amador em Portugal

Carlos Relvas primeiro fotógrafo amador em Portugal

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Grande lavrador da zona do Ribatejo, cavaleiro exímio, desportista, homem culto e distinto do seu tempo, Carlos Relvas nasceu na Golegã em 1838. A sua riqueza e sobretudo o seu espírito cultivado levaram-no a interessar-se pela fotografia, essa "revolução nas artes do desenho" que dava, à data do seu nascimento, os primeiros passos em França com Nicephore Niepce e Daguerre.

Viajante assíduo, Relvas percorreu vários países da Europa, onde teve oportunidade de conhecer as mais avançadas técnicas da nova arte e adquirir todos os materiais necessários à fotografia, que reuniu no seu estúdio da Golegã. Em resultado dessas viagens trabalhou e reuniu um valioso espólio de tomadas de vistas de vários pontos da Europa que constitui um interessante testemunho de locais e formas de viver do séc. XIX.

À fotografia dedicou Carlos Relvas grande parte do seu tempo e da sua vida. Foi, neste campo, teorizador, investigador e artista, que viu o seu trabalho justamente premiado em diversas exposições internacionais (Madrid, Paris, Bruxelas, Amsterdão, Viena, Filadélfia) e foi agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras.


Caminho de Santiago - Braga

Caminho de Santiago - Braga

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Capital administrativa da província que incluía a Galiza e o Minho e um dos mais antigos bispados, Braga é o início de um dos Caminhos de Santiago. De relembrar que, no séc. XI, a cidade disputava o título de centro da Cristandade com Compostela (que guardava as valiosas relíquias do apóstolo Santiago), argumentando com as relíquias bracarenses dos mártires das perseguições romanas (São Silvestre, Santa Susana, São Cucufate e São Frutuoso de Montélios), cujas igrejas continuavam a pertencer à jurisdição compostelana.

Os caminhos de Santiago seguiam de muito perto o traçado das vias romanas. Partindo de Braga, os peregrinos passavam por São Frutuoso de Montélios, atravessavam o Rio Cávado em direção a Terras de Bouro e depois seguiam para o Gerês, entrando em terras de Espanha pela Portela do Homem. O percurso, designado por Caminho da Geira Romana, está assinalado por marcos miliários romanos e fazia parte da via que ligava Braga a Santiago de Compostela e a Roma.

Aqui sugerimos um pequeno itinerário bracarense sobre o culto de Santiago. No centro histórico, comece pela Sé e depois siga pela Rua D. Gonçalo Pereira e pelo Largo de São Paulo até ao Largo de Santiago. Aí pode ver-se a Fonte de Santiago, a Torre de Santiago, reminiscência da muralha medieval, e ao lado, o Seminário de Santiago, edifício que pertenceu à Companhia de Jesus. Continuando pela Rua dos Falcões irá encontrar a Igreja do Hospital de São Marcos um dos locais de hospedagem mais importantes no caminho português. Fora da cidade, seguindo a EN 201, não perca a Capela de São Frutuoso de Montélios, cujas relíquias foram muito cobiçadas por Santiago de Compostela, e o Mosteiro de Tibães, um convento-albergaria beneditino que dava assistência aos peregrinos.


O Templo romano e a Sé de Évora

O Templo romano e a Sé de Évora

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O itinerário começa junto do Templo Romano. Atribuído a finais do séc. II é o ex-libris da cidade e mantém intactas muitas das elegantes colunas terminadas em capitéis coríntios de mármore de Estremoz, finamente decorados.

No lado norte do Templo prolonga-se um jardim que termina sobre a muralha romana, donde se desfruta um belo panorama que abarca a vasta planície do Alentejo. Do lado sul, instalada no edifício restaurado do antigo convento de São João Evangelista (séc. XV), encontrará o agradável ambiente da Pousada dos Loios (instalada no convento do mesmo nome). É digna de visita a Igreja conventual, com entrada ao lado. Edificada no final do séc. XV, o pórtico gótico é um elemento relevante, assim como o revestimento azulejar.

O edifício que confina com esta igreja é o Palácio dos Duques de Cadaval (também conhecido por Palácio das Cinco Quinas) que foi residência desta notável família portuguesa. É rematado por ameias e flanqueado por duas imponentes torres e constitui um belo exemplar de moradia senhorial. Na torre quadrangular foi preso em 1483 D. Fernando, Duque de Bragança que, acusado de conspirar contra o rei D. João II, daqui sairia para ser decapitado na Praça do Geraldo. No palácio, poderá visitar o interessante Museu da Casa dos Duques de Cadaval.

Por trás da Pousada, o largo Marqueses de Marialva é dominado pela grandiosa da Sé de Évora, que encerra numa das torres o valioso Museu de Arte Sacra. Em frente, encontra-se o antigo palácio dos Inquisidores fundado em 1536. Sobre o frontão, veem-se as armas da terrífica Inquisição que, só em Évora, ordenou mais de 22.000 condenações.

Um pouco acima da Sé, na Praça Conde Vila Flor, está instalado no Paço Episcopal o Museu de Évora. À direita da Praça encontrará a rua das Casas Pintadas. Numa residência atualmente habitada por padres jesuítas, morou entre 1519 e 1524, Vasco da Gama, descobridor da rota marítima para a Índia. Nela encontra-se um pequeno claustro manuelino decorado com frescos quinhentistas representando sereias e animais fantásticos, que porventura representam o imaginário dos Descobrimentos.


Entre a Sé de Évora e o Largo das Portas de Moura

Entre a Sé de Évora e o Largo das Portas de Moura

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Contornando a abside da Sé de Évora, siga pela rua da Freiria de Cima reparando nos portais e janelas geminadas que ornamentam algumas das suas casas.

Seguindo pelas ruas de Cenáculo e Freiria de Baixo desembocará na rua de S. Manços onde se destaca a Casa de Garcia de Resende (que foi secretário régio, poeta e cronista), pelas três lindíssimas janelas manuelinas geminadas, decoradas com pequenas colunas e capitéis mouriscos.

Mais abaixo, no largo das Portas de Moura, para além da varanda mudéjar-manuelina da casa Cordovil, merece atenção um belo chafariz renascentista. É também de assinalar o interessante ângulo da Sé que se consegue avistar a partir deste local.

Não fica longe a antiga Universidade do Espírito Santo, fundada em 1559 pelo Cardeal D. Henrique para Colégio da Companhia de Jesus. É aqui que funciona, desde 1973, a casa-mãe da atual Universidade de Évora, frequentada por mais de 8.000 alunos. No edifício, destaca-se o claustro com dupla galeria para onde abrem salas ainda equipadas com cátedras e bancos da época escolástica e magníficos azulejos alegóricos às várias disciplinas que aqui se lecionavam . A Igreja do Colégio foi bem adaptada às funções pedagógicas, como o atestam o púlpito colocado a meio do salão e as excelentes condições acústicas. Numa das capelas encontra-se o grande Crucifixo de madeira que precedia as procissões dos autos de fé.


Coimbra - Canções e Tradições

Coimbra - Canções e Tradições

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Com o espírito de provocação e de desafio que caracterizam os jovens de todas as eras, os estudantes de Coimbra são herdeiros de tradições únicas que vão passando de geração em geração.

Muitos dos estudantes coabitam em Repúblicas, algumas vezes por ligações de comunidade com a terra natal. A sua origem remonta a um diploma régio de D. Dinis datado de 1309, que promovia a construção de casas na zona de Almedina a eles destinadas.

A vida nas Repúblicas obedece a normas democráticas, sendo as decisões tomadas por unanimidade e todos os membros responsabilizados pela gestão da casa. Nomes como "República do Baco" dos "Kágados", "Palácio da Loucura", "Ninho dos Matulões" revelam o sentido de humor dos seus ocupantes, próprio de uma fase ainda sem preocupações de maior, que cada um recordará com saudade até ao fim da vida.

Nos inícios do ano letivo (normalmente entre 24 e 31 de outubro ) têm lugar as Latadas, desfiles em que participam também os caloiros (alunos do 1ºano), que se passeiam pelas ruas de Coimbra arrastando no chão latas presas por arames, fazendo enorme barulheira. O cortejo termina nas águas do Mondego onde os padrinhos batizam o seu caloiro usando um penico.
As latadas, com origem no séc. XIX, eram promovidas pelos estudantes das Faculdades de Direito e de Teologia que terminavam o ano letivo mais cedo, que as faziam para incomodar e perturbar os estudantes de outras faculdades que estavam à beira dos seus exames.

A vida estudantil de Coimbra inclui diversas Praxes destinadas a pôr à prova a resistência dos caloiros. Um local onde antigamente se cumpriam os rituais da praxe académica para os que iniciavam o curso era a Porta Férrea.
Os veteranos formavam duas colunas no corredor existente entre os dois pórticos e aí faziam uma espera aos caloiros, gritando e dando-lhes empurrões e caneladas. Outros dos costumes singulares de Coimbra era a Tourada, manifestação ruidosa feita pelos alunos ao lente (professor) que pela primeira vez lecionava .

No final do ano letivo tem lugar a Queima das Fitas. Os alunos finalistas cedem simbolicamente as pastas aos estudantes que o serão no ano seguinte e o traje tradicional (capa e batina) é rasgado em pedaços, gesto simbólico que assinala o fim da vida de estudante.
Segue-se um colorido cortejo alegórico, onde não faltam alusões irónicas aos mestres da Universidade.

Como expressão artística coletiva refira-se o Orfeão de Coimbra, agrupamento coral famoso fundado em 1880 por João Arroio, que ainda hoje persiste, atuando em muitos países, e o Fado ou Canção de Coimbra.


O Claustro da Sé de Viseu

O Claustro da Sé de Viseu

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Composto de duas galerias, a de baixo é da época da Renascença e a superior foi acrescentada na primeira metade do séc. XVIII.

A galeria da Renascença é muito elegante e de belas proporções, sendo digno de nota o delicado trabalho dos capitéis e dos fustes finamente canelados, surpreendente domínio do artista sobre a dureza da pedra de granito. Antes do séc. XVI este local era ocupado pelos paços reais, que foram então demolidos para nele edificar o claustro. Os azulejos foram colocados no séc. XVIII e representam cenas da vida de S. Teotónio, patrono de Viseu.

Na ala norte do claustro foi descoberta em 1918, na sequência de trabalhos efetuados sobre as paredes, uma porta romano-gótica que o liga ao corpo central do interior da igreja e que constitui o testemunho de maior interesse do primitivo templo. Na ala Este do claustro encontram-se as capelas do Calvário e Tércia, ambas da Renascença.


O Presidente Obama elogiou obra de Souto Moura na entrega do prémio Pritzker

O Presidente Obama elogiou obra de Souto Moura na entrega do prémio Pritzker

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O Presidente Barack Obama marcou presença na cerimónia de entrega do Prémio Pritzker de arquitetura a Eduardo Souto Moura, que teve lugar em Washington no passado dia 3 de junho .

Esta foi a segunda vez que um presidente americano esteve presente na cerimónia de entrega dos Prémios Pritzker, que já existem há 30 anos. No seu discurso, o Presidente Obama felicitou o arquiteto dizendo que “ele construiu a sua carreira ultrapassando os limites da sua arte e fê-lo de forma a servir o bem comum. Eduardo Souto Moura desenhou casas, centros comerciais, galerias de arte, escolas e estações de metro – todos num estilo que parece tão fácil e espontâneo, quanto belo.”

Barack Obama destacou o Estádio Municipal de Braga, considerando-o talvez a obra mais famosa deste arquiteto que não procura soluções fáceis, já que para o construir foi necessário demolir parte de uma montanha.

Concluindo o discurso, Obama disse que esta combinação de forma e função, de mestria e acessibilidade está na origem da atribuição a Eduardo Souto Moura deste prémio, que é conhecido como o Prémio Nobel da Arquitetura .


Percurso dos Santuários Marianos

Percurso dos Santuários Marianos

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Perto de Braga podem visitar-se três grandes santuários portugueses dedicados ao culto de Maria.

A Leste da cidade, a cerca de 2,5 km, encontramos o Santuário do Bom Jesus do Monte, construção barroca envolvida por exuberante vegetação, plantada pela Confraria que tomou conta do local desde o séc. XVI.

Seguindo a mesma estrada, um pouco mais acima, fica o santuário dedicado a Nossa Senhora do Sameiro, cuja visita vale a pena sobretudo pela vista sobre a paisagem circundante.

À saída do Sameiro, a 10 km ainda pela estrada do Bom Jesus, passa-se para a Serra de Falperra, onde está a Igreja de Santa Maria Madalena, uma sumptuosa obra de arquitetura barroca.


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