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Penha Garcia

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O núcleo mais antigo da aldeia de Penha Garcia, situada entre a aldeia histórica de Monsanto e a estação termal de Monfortinho aninha-se no alto de uma escarpa que se debruça sobre uma garganta apertada e profunda do rio Ponsul. Daqui, onde as casas modestas ostentam a nobreza das pedras de xisto e granito, ninguém ficará indiferente à vista da beleza imponente e austera desta região beirã.

A coroar a pequena aldeia, o castelo que erigiu D. Sancho I, segundo rei de Portugal, relembra que Penha Garcia fazia parte da defesa estratégica do reino, nos conturbados primeiros anos da sua existência. No séc. XIV a vila e o castelo foram doados à Ordem do Templo, guerreira e defensora das terras da cristandade. Antes disso, teria feito parte do senhorio de um certo D. Garcia Mendes, que lhe legou o nome.

Guardado no interior da igreja matriz, um valioso tesouro: a imagem de Nossa Senhora do Leite esculpida em pedra de Ançã, comovente na sua manifestação maternal, que tem na base uma inscrição gótica datada de 1469.




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O Madeiro de Natal

O Madeiro de Natal

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No interior do país, o Natal é marcado pela cerimónia da queima do Madeiro, durante a noite do dia 24 de dezembro. Realiza-se sobretudo na área que vai de Trás-os-Montes até ao Alentejo, abrangendo localidades dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre.

É uma manifestação com características comunitárias, em que se transporta para o exterior o hábito privado de reunião à volta da lareira, consolidando a coesão do grupo local. Consiste numa grande fogueira que é feita no adro da igreja, ou noutro pólo de organização social e espacial semelhante, onde a população se reúne depois da Missa do Galo. A fogueira chega a atingir a altura da igreja, ardendo toda a noite até que se apague. Os restos serão guardados para consumo ao longo do inverno .

A queima é antecedida pelo ritual da apanha da madeira e do seu transporte até à localidade, realizando-se de forma diferente consoante a região. Nalguns locais, os madeiros, ou cepos, para a fogueira comum são logo postos de parte quando se recolhe a madeira no início do inverno . Noutros, reúne-se um grupo de pessoas que fará a recolha, o que pode acontecer no dia 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição), uns dias antes do Natal ou mesmo na véspera, com a certeza de que tudo estará pronto à noite. A madeira pode ainda ser oferecida ou roubada, o que não altera o desenrolar das tarefas mas modifica a chegada à localidade. Se for oferecida, haverá uma festa com pompa e circunstância, onde o doador distribui vinho. Se for roubada é deixada no local de madrugada, prevendo os protestos do proprietário.

Destaque para o ritual que se realiza nalgumas localidades do distrito de Castelo Branco, que apresenta algumas especificidades mantidas ao longo do tempo. Aí, o dever de apanhar o madeiro fica a cargo dos rapazes solteiros e dos jovens destacados para o serviço militar. Ultimamente os casados também ajudam, devido à alteração dos hábitos quotidianos e à diminuição da população, consequência das guerras coloniais e da emigração.

O corte e transporte da madeira faz-se na véspera do dia de Natal ou no domingo anterior. Na aldeia, a população espera a chegada do grupo, anunciada pelo sino da igreja, transformando esta etapa num momento de alegria, muitas vezes acompanhado por música e cantares. À meia-noite, a Missa do Galo e o Acender da Fogueira iniciam-se ao mesmo tempo.



Pelo Douro acima até às quintas do vinho fino

Pelo Douro acima até às quintas do vinho fino

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Até finais do séc. XIX era o Douro a grande estrada de acesso ao interior da região e a via de transporte para os produtos da terra distante e também para as pessoas.

Com um curso difícil, cortado por obstáculos naturais, só uma única e muito antiga embarcação, o barco rabelo, conseguia, pela sua robustez e pela coragem dos homens que o manobravam, transpor as condições adversas do seu longo percurso.

Atualmente , a construção de várias barragens tornaram a navegação possível e pacífica numa extensão de 210 km, entre o Porto e Barca d´Alva.

Os barcos partem do Porto para passeios que duram geralmente um dia. Até Peso da Régua vencem-se dois desníveis do rio, a comporta de Crestuma/Lever e a do Carrapatelo. As duras e belas encostas em socalcos, onde se plantam as vinhas do vinho do porto, começam por alturas de Barqueiros, prolongando-se para lá de Pinhão e oferecem uma das mais impressionantes paisagens rurais construídas pelo homem.

Se optar por um cruzeiro com mais de um dia, ficará alojado em hotéis de 4 estrelas ou em turismo no espaço rural e terá um programa completo que inclui visitas a monumentos da região, jantares temáticos, folclore, provas de vinho, entre outras iniciativas que irão tornar a sua estadia inesquecível.



Casa da Música

Casa da Música

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Um espaço de cultura privilegiado na cidade do Porto, da autoria do arquiteto Rem Koolhaas.

Na Rotunda da Boavista, a meio caminho entre o centro histórico e a Foz, encontramos um edifício com uma volumetria e originalidade que dificilmente passam despercebidas: a Casa da Música. A autoria é do prestigiado arquiteto e urbanista holandês Rem Koolhaas e foi concebido para servir um projeto cultural inovador da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura.

Um edifício de arquitetura arrojada pensado para ser o palco de todas as músicas, da clássica à eletrónica , do jazz ao fado, da grande produção internacional ao pequeno projeto experimental, apostando na grande qualidade das infraestruturas e numa programação dinâmica, inovadora e de prestígio.

Contactos

Morada:
Avenida da Boavista, 604-610
4149-071 Porto
Telefone:
+351 22 012 02 00 - +351 22 012 02 20
Fax:
+351 22 012 02 98


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Pequenas localidades perto de Alcácer do Sal

Pequenas localidades perto de Alcácer do Sal

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Aldeia de Santa Susana
Não longe da barragem de Pego de Altar, a aldeia de Santa Susana apresenta uma curiosidade: alguns edifícios de arquitetura modernista dos anos 40, que se deve a um benemérito da região, Henrique Louro Fernandes, cujo monograma (HF) se encontra nalguns deles. Uma pequenina igreja, com duas tábuas quinhentistas no interior, algo deterioradas, mas magníficas, completam a interessante visita a este local.

Porto de Rei
Era o ponto mais interior até onde subiam as embarcações que povoavam o Sado. Um palacete junto da margem, se bem que arruinado, lembra ainda o tempo em que o rio detinha importância vital no comércio entre o Atlântico e o Mediterrâneo.

Torrão
Situada numa das extremidades da barragem de Vale de Gaio, é uma pequena vila onde as casas muito brancas com enormes chaminés delimitam as ruas. A igreja matriz ostenta um bonito pórtico manuelino e, no interior, mantém azulejos hispano-árabes numa das capelas laterais. No que sobra de um convento que albergou freiras, vê-se ainda o mirante donde porventura as reclusas observavam os campos de girassóis que rodeiam esta simpática localidade.

Barragem do Vale do Gaio
A 30 km de Alcácer, é um local perfeito para passear, andar a pé, de bicicleta e de barco, caçar e pescar. Junto das margens, a Pousada de Vale de Gaio organiza passeios de carroça e de barco a remos na barragem.



Os seus direitos de passageiro sempre à mão

Os seus direitos de passageiro sempre à mão

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Foi-lhe recusado o embarque? Cancelamento? Atraso considerável? Perdeu a bagagem? Mobilidade reduzida?

Para milhões de cidadãos o ato de viajar tornou-se uma realidade e, de facto, um direito. Os passageiros necessitam de um conjunto de princípios comum para que possam estar mais facilmente informados acerca dos respetivos direitos, caso algum aspeto não corra da melhor forma na sua viagem, independentemente do modo de transporte utilizado e do facto de todo o percurso decorrer num único Estado-Membro ou estender-se dentro da Comunidade ou a fronteiras externas. Deste modo, a UE empenhou-se em concentrar as suas atenções nos utilizadores no âmbito da política de transportes.

“Os seus direitos de passageiro” podem ser consultados em https://europa.eu/youreurope.



O Presépio

O Presépio

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O gosto por fazer um presépio no Natal, recriando o nascimento de Jesus e celebrando uma das datas mais importantes da liturgia cristã, tornou-se popular depois de São Francisco de Assis, em 1223, celebrar a missa solene da Noite de Natal diante de um grande presépio, no meio do bosque de Greccio, em Itália. 

Desde então, os frades franciscanos foram os grandes divulgadores deste hábito, que se foi enriquecendo no cenário e nas personagens e se transformou numa fonte de inspiração artística popular e erudita.

Mas a representação do Presépio já existia desde o séc. IV, baseado numa interpretação do Antigo Testamento pelos evangelhos apócrifos, em que a Natividade era representada pela imagem do Menino Jesus, deitado no chão, acompanhado pelas figuras do boi, do jumento e dos pastores. Tendo-se difundido largamente a partir do Séc. VIII, foi com São Francisco de Assis que ganhou mais importância.

Em Portugal, os presépios ganharam uma expressão mais erudita no séc. XVIII, muito particular neste tipo de representação pois inclui, em torno do motivo principal da Natividade e da chegada dos Reis Magos a Belém, recriações de ambientes campestres portugueses e das classes sociais de então: clero, nobreza e povo, em que se evidencia o detalhe das vestes e a representação de profissões e ofícios, alguns já desaparecidos.

Nos presépios mais populares, destacam-se os que são construídos com as figuras de barro de Barcelos e de Estremoz, cuja manufatura já foi classificada de Património imaterial da Humanidade pela UNESCO.  Entre as versões mais eruditas destacam-se os do período barroco que podem ser vistos nalguns monumentos da cidade de Lisboa. De referir os da oficina do escultor Machado de Castro na Sé de Lisboa e na Basílica da Estrela, os de António Ferreira, na Igreja da Madre Deus, integrada no Museu Nacional do Azulejo, e os atribuídos a Barros Laborão, entre outros, que se podem ver na Sala dos Presépios do Museu Nacional de Arte Antiga.

O presépio da Basília da Estrela reflete a promessa da rainha D. Maria ao mandar construir a igreja na esperança de ficar grávida. Tem como particularidade o facto de incluir a adoração dos Reis Magos, em homenagem a D. Maria, quando era habitual serem os pastores a adorar o Menino Jesus, assim como uma série de elementos ligados à devoção da rainha. Tem mais 5 m. de largura por 4 m. de altura e 3 m. de profundidade, um cenário grandioso para mais de 400 personagens recriando cenas bíblicas e situações do quotidiano. A execução deve-se à oficina de Machado de Castro e seus discípulos, acreditando-se que o próprio terá moldado algumas figuras.

 



Os Caretos de Podence

Os Caretos de Podence

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Na aldeia de Podence, perto de Macedo de Cavaleiros e a 40 km de Bragança, o Carnaval é um dos eventos mais importantes do calendário anual. É quando aparecem os famosos Caretos de Podence, figuras diabólicas que nesta altura do ano têm autorização para se exibirem.

No Domingo Gordo e na 3ª Feira de Carnaval, os rapazes da aldeia encarnam misteriosas personagens vestindo trajes coloridos, feitos com colchas de franjas, e tapando a cara com máscaras de lata, madeira ou couro, de nariz pontiagudo. Prendem chocalhos e campainhas à cintura e cheios de energia percorrem a aldeia aos saltos e gritos, perturbando a calma diária. Um dos principais motivos das correrias é encontrar raparigas para dançar com elas e as "chocalhar". Assim se divertem, protegidos pelo anonimato. Os rapazes mais novos que seguem e imitam os caretos são chamados facanitos e asseguram a continuidade da tradição.

Na noite de Domingo Gordo realizam-se casamentos fictícios entre os rapazes e raparigas solteiros, numa cerimónia trocista. É um momento de humor, sem hipótese de reclamação por parte dos escolhidos. Na manhã do dia seguinte, a tradição manda que o rapaz vá visitar a rapariga que lhe calhou por sorteio, recebendo doces e vinho fino em gesto de agradecimento.

Em 1985, os Caretos de Podence organizaram-se e transformaram o grupo numa associação cultural, com o objetivo principal de preservar estes eventos tradicionais. Como símbolo da cultura do nordeste transmontano estes mascarados têm sido convidados a participar em vários acontecimentos culturais e recreativos ao longo do país, sobretudo quando é possível integrar a animação de rua.

Mais informação em www.caretosdepodence.pt. 



Largo da Oliveira

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O Largo da Oliveira deve o seu nome a uma secular oliveira plantada neste local. Rodeado de pitorescas casas tipicamente nortenhas, é o ponto partida ideal para percorrer a pé as ruas da cidade. Mas no próprio Largo, existem alguns motivos de interesse para ver: do lado nascente, um curioso templete gótico erguido no reinado de D. Afonso IV, comemora a batalha do Salado, onde portugueses e castelhanos venceram as forças do reino mouro de Granada, em 1340.

Por detrás, a Igreja de Nossa Senhora de Oliveira (ou da Colegiada) é o primeiro monumento gótico erguido no Minho, sob os auspícios de D. João I para cumprimento de um voto pela vitória na batalha de Aljubarrota (1385) contra as tropas de Castela. A torre sineira, destacada do corpo da igreja, é de feição manuelina, mais tardia portanto. À Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira pertenceram homens notáveis como Pedro Hispano, médico e filósofo que foi eleito papa com o nome de João XXI. No interior do gracioso claustro foi instalado o Museu Alberto Sampaio, com uma notável coleção de pratarias medievais e da Renascença, destacando-se um sumptuoso retábulo de prata do séc. XIV, único em Portugal, e um pelote de combate que D. João I utilizou no campo de batalha de Aljubarrota.

No lado norte do Largo destaca-se o edifício medieval dos antigos Paços do Concelho, rematado por uma escultura de pedra que, segundo a tradição, representa Guimarães. Por baixo, uma arcaria gótica dá passagem para o Largo de São Tiago, um dos mais característicos espaços públicos da cidade.

Poderá ainda optar por sair do Largo da Oliveira para amplo e harmonioso Largo do Toural, e daqui partir para a visita do Museu Martins Sarmento, instalado nos claustros medievais do Mosteiro de São Domingos, onde se encontra uma dos mais espólios de peças de arqueologia do país provenientes da Citânia de Briteiros, situada a 10 km de Guimarães, e testemunho bem visível da cultura castreja da Idade do Ferro.




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Carnaval de Torres Vedras

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O Carnaval de Torres Vedras mantém uma forte componente tradicional, constituída por 13 carros alegóricos de grandes dimensões, grupos de mascarados, típicos cabeçudos, gigantones e Zés Pereiras, com os seus tradicionais bombos e gaitas de foles . Os Reis do Carnaval, ambos do sexo masculino, são normalmente personalidades da região. O par é acompanhado por uma corte de ministros caricaturados e de matrafonas grotescas e ainda de uma caricata Guarda Real.

O Carnaval de Torres tem ainda a particularidade de ter uma pré-apresentação durante o mês de agosto , na Praia de Santa Cruz. São quatro dias de festas e concertos que contam com a apresentação de escolas de samba, carros alegóricos e dos animados Zés Pereiras.

Nos finais do séc. XIX o Carnaval em Torres Vedras era festejado em bailes de coletividade , sem animação de rua, à exceção de alguns grupos de pessoas mascaradas que se passeavam divertindo a população. Foi apenas em 1912 que se reuniu uma comissão de Carnaval, com a ajuda da Filarmónica, organizou um desfile nos dois dias de festa, pedindo donativos para distribuir um "Bodo aos Pobres".

Em 1924 surge o primeiro cortejo de carros alegóricos, puxados por bois, com um "rei" e uma "guarda de honra" montada em burros. Em 1926, realiza-se o primeiro Carnaval com rei e rainha. Em 1928, as "matrafonas", homens vestidos de mulher de forma ridícula, juntam-se ao cortejo. Em 1931, tem lugar a primeira "Batalha de Flores", desta vez em recinto fechado e com entrada paga. Em 1933 houve grande divulgação da festa, que foi filmada e apresentada num cinema de Lisboa. Nesse ano, o desfile teve lugar na 2ª e 3ª Feiras. As receitas obtidas ao longo desses anos eram doadas a instituições locais ou de beneficência.

A partir de 1937 não se realizaram festejos, devido à II Grande Guerra, até que em 1948 o jornal local "O Torreense" apelou à revitalização do Carnaval. Assim, o desfile voltou a realizar-se mas de uma forma irregular, sobrevivendo a muito custo.

Em 1985, iniciou-se um novo período na história do carnaval de Torres Vedras. Foi criada uma comissão organizadora que contou desde o início com o apoio da Câmara Municipal e que define anualmente um tema para dar o mote às decorações carnavalescas.



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