Representa POIs do Tipo Outros
Outros
Amendoeiras em Flor
Outros
No Nordeste Transmontano, no final do inverno (sobretudo nos meses de fevereiro e março ) o tom branco das amendoeiras em flor junta-se aos tons verdes e castanhos da paisagem.
É uma ótima época para visitar esta região transmontana e também o pretexto ideal para a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo promover a "Festa das Amendoeiras em Flor". Para além de um programa de atividades culturais e recreativas, tem lugar uma Feira de Artesanato, onde também se pode saborear a gastronomia local.
Não perca a oportunidade para provar as amêndoas cobertas, uma das especialidades regionais, sobretudo se tiver a possibilidade de assistir ao original ritual da sua confeção . As amêndoas são postas a torrar, em lume brando, numa grande bacia de cobre onde as confeiteiras, com os dedos protegidos por dedais, vão pacientemente deitando açúcar e rolando os frutos secos durante várias horas. Existem três tipos de amêndoa: com açúcar branco ("amêndoa bicuda"), coberta de chocolate e canela ("amêndoa morena") ou coberta por uma camada muito fina de açúcar ("amêndoa peladinha").
De Scalabis a Santarém
Outros
O nome da cidade está relacionado com duas lendas que fazem parte do imaginário local: a lenda do Rei Abidis e a lenda de Santa Iria.
Lenda do Rei Abidis
Conta-se que Ulisses de Ítaca, ao passar por terras lusitanas se apaixonou por Calipso, filha do rei visigodo Gorgoris. Desse encontro nasceu o indesejado Abidis, que o avô logo mandou abandonar. Metido numa cesta, foi atirado ao rio Tejo. Milagrosamente, a cesta subiu o rio contra a corrente e foi recolhida por uma loba na praia de Santarém, que alimentou e protegeu Abidis. Após algumas peripécias foi finalmente reconhecido por sua mãe Calipso, que o tornou o legítimo herdeiro, escolhendo o sítio de Santarém para capital do reino. Chamou-lhe Esca Abidis (o manjar de Abidis), que derivou em linguagem corrente para Scalabis. Para os romanos foi Scalabicastrum. A origem permanece ainda hoje na designação dos habitantes, conhecidos por escalabitanos.
Lenda de Santa Iria
No final do séc. VII, a localidade recebeu a designação de Santa Irena. Adotada mais tarde pelos mouros como Chanterein ou Chantarim, daqui terá derivado o nome de Santarém. O facto deve-se à história de Santa Iria.
Iria era uma convicta religiosa do convento beneditino de Nabância (Tomar). Vítima da paixão do seu guia espiritual, o monge Remígio, tomou obrigada uma tisana que lhe fez inchar o ventre, facto visto por todos como uma suposta gravidez. Mas havia um jovem pagão que também se tinha interessado por Iria. Este, na impossibilidade de ter o seu amor, mandou-a matar no momento em que orava junto ao Rio Nabão, um afluente do Rio Tejo. Embora o crime se tenha descoberto e os criminosos se tenham arrependido, não conseguiram encontrar o corpo da mártir, arrastado pelas águas do rio.
De visita a Santarém em 1324, a Rainha Santa Isabel, soube em visões do local exato onde o corpo de Santa Iria teria vindo ter, desde o Rio Nabão até às margens do Rio Tejo junto à cidade. Quando o rei D. Dinis, seu marido, soube do facto, logo decidiu assinalar o local da sepultura com um padrão. Em 1644, o Senado da Câmara colocou no topo uma escultura de pedra, em homenagem à santa. Devido à localização do padrão, no século XX foi instalado um hidrómetro que serve para assinalar os níveis das águas do rio.
Do Rossio à Casa-Museu Almeida Moreira
Outros
O Rossio de Viseu (também conhecido por Praça da República) é uma agradável praça retangular, ornamentada com tílias, muito animada pela população da cidade que aqui se reúne e a considera o seu salão de visitas.
No lado Poente encontra-se o edifício da Câmara Municipal, da segunda metade do séc. XIX. No átrio interior não deixe de apreciar o enorme lustre de ferro forjado e as alegorias pintadas no teto alusivas a heróis lusitanos, da autoria de José de Almeida e Silva (1864-1945).
No lado Nascente, repare no edifício do Banco de Portugal, um projeto do arquiteto Adães Bermudes. Sobranceiro à Praça, do lado norte, fica um gracioso Jardim. Revestindo a rampa de acesso, diversos painéis de azulejos da autoria de Joaquim Lopes (1886-1956), representam atividades tradicionais.
No lado direito do largo do jardim repare num bonito palácio neoclássico, do séc. XVII, com frontão curvo armoriado. A Casa-Museu Almeida Moreira, que foi residência do primeiro diretor do Museu Grão Vasco encontra-se um pouco mais acima.
No lado sul do Rossio, num belo recanto ajardinado, repare na Igreja dos Terceiros de S. Francisco, com acesso por uma dupla escadaria, belo exemplar de arquitetura barroca. Encontra-se numa das entradas do Parque Aquilino Ribeiro, uma agradável zona verde em pleno centro da cidade.
Em Viseu, do Rossio ao Largo de São Miguel
Outros
Do Rossio parte a rua Formosa, que cruza com a rua do Comércio e um pouco mais adiante com a rua Direita, a mais comprida da cidade e uma das mais antigas. É delimitada por algumas casas do séc. XV com pormenores dignos de referência, tais como portões brasonados, janelas e portais manuelinos, a dar um cunho de especial encanto a este passeio pela nobre cidade de Viseu.
Na rua dos Andrades, sobre a direita, nos nºs. 23 a 31 atente num magnífico exemplar de palácio português brasonado, barroco da primeira metade do séc. XVIII, o Solar dos Condes de Prime que ostenta o brasão da família Teixeira de Carvalho. Retornando à rua Direita prossiga até ao largo Mouzinho de Albuquerque, onde encontrará a igreja de Santo António, que possui uma riquíssima coleção de azulejos do séc. XVIII e bons retábulos de talha dourada.
Destaque também para a Casa do Arco que foi dos Albuquerques. Tem contíguo um arco correspondente a uma das portas inscritas na muralha afonsina que sobreviveu até hoje, conhecido por Porta dos Cavaleiros, que deu o nome a um excelente vinho da região do Dão. No largo destaca-se ainda o monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra, obra do escultor Anjos Teixeira.
Prossiga pela rua de João Mendes, onde no séc. XV terá morado o Mestre Grão Vasco. Repare na Casa das Bocas, do séc. XVIII, que apresenta a curiosidade de ter adaptadas umas gárgulas que foram retiradas da Catedral nesse mesmo século. No largo de S. Miguel verá uma pequena igreja - S. Miguel do Fetal, em estilo barroco pobre, e ligada a tradições antiquíssimas. Volte à rua João Mendes e termine este longo passeio em círculo no Largo de Santa Cristina.
No largo ajardinado destaca-se a igreja do Carmo, de elegante arquitetura e a estátua de bronze, do escultor António Teixeira Lopes, representando o prelado que lhe deu o nome, D. António Alves Martins (1808-1882), popular personalidade da terra, que foi orador, jornalista e bispo de Viseu.
Largo do Toural
Outros
Se no Largo de São Tiago a atmosfera que se respira relembra um passado medievo, na arquitetura do Largo do Toural nota-se a preocupação de planeamento largo e arejado própria do iluminismo do séc. XVIII, revelando diferentes fases de história urbana que Guimarães preservou.
Prosseguindo pela rua Paio Galvão, vai encontrar o Museu Martins Sarmento, dedicado a coleções de arqueologia, que ocupa parte dos belíssimos claustros medievais do convento de São Domingos. Acompanhando a arquitetura do convento, chega-se à rua D. João I, ladeada de casas antigas e varandas. No fim da rua, sobre a esquerda, ergue-se a capelinha da Senhora da Ajuda, com o ano de 1600 gravado na pedra.
Entre os largos do Toural, de João Franco e da Condessa de Juncal não faltam motivos de interesse: Castelo dos Almadas (Rua Dr. Avelino Franco), Capela do Anjo da Guarda, o Palácio dos Lobo Machado, típica moradia nobre do séc. XVIII, a Casa dos Coutos, mesmo em frente (na rua D. Maria II).
Costa Nova
Outros
Em meados do séc. XIX começou a ser uma praia de banhos muito frequentada, pela influência do tribuno e político José Estevão que aqui construiu o seu próprio palheiro, (que hoje se reconhece pelas suas riscas azuis e castanhas), onde se reuniam intelectuais e políticos, entre os quais o escritor Eça de Queiroz.
Os palheiros são construções tradicionais desta região litoral de Portugal que serviam de abrigo a colónias de pescadores, alfaias e animais utilizados no arrasto das embarcações pesqueiras para a praia.
Inicialmente eram plantados sobre estacas para evitar a acumulação das areias das dunas arrastadas pelos ventos.
Quando em finais do séc. XIX passou a ser moda "ir a banhos", os pescadores começaram a arrendar os seus palheiros na época de verão e surgiu a ideia de pintar as tábuas exteriores com cores garridas, que lembram a policromia dos barcos moliceiros que deslizam sobre as águas da Ria, dando a esta Marginal um aspeto fortemente colorido e extremamente característico.
Lenda do galo de Barcelos
Outros
No Museu Arqueológico da cidade de Barcelos encontra-se um cruzeiro medieval associado à lenda do Galo de Barcelos.
Conta a lenda que os habitantes do burgo andavam alarmados porque alguém cometera um crime e não se descobria o criminoso. Certo dia apareceu um galego que se tornou suspeito e as autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou que se tratava de um peregrino que se dirigia a Santiago de Compostela para cumprir uma promessa.
Condenado à forca, pediu para ser levado à presença do juiz, que se banqueteava com alguns amigos e aí voltou a afirmar a sua inocência. Como ninguém acreditasse nele, o galego apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e disse: "É tão certo eu estar inocente, como é certo esse galo cantar quando me enforcarem."
E o que parecia impossível, aconteceu! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se da mesa e cantou. O juiz correu à forca e ao ver que o nó da corda impedia o estrangulamento, imediatamente o mandou soltar, deixando-o partir em paz.
Passados uns anos, o peregrino voltou a Barcelos e fez erguer um monumento em louvor de São Tiago e da Virgem.
A representação do colorido galo de Barcelos foi adotada durante muitos anos como o símbolo do Turismo de Portugal.
Praça do Comércio
Outros
É uma das mais belas praças da Europa, aberta a sul para o imenso estuário do Tejo. Até à era do transporte aéreo, foi a grande sala de receção de Lisboa para quem vinha de barco e podia assim desfrutar ainda melhor da sua beleza. Situava-se aqui o cais onde desembarcavam os Reis e Chefes de Estado que visitavam Portugal.
Antes do terramoto de 1755 tinha o nome de Terreiro do Paço. O Paço Real ocupava então a ala ocidental da praça desde princípios do séc. XVI, quando D. Manuel o transferiu do Castelo de São Jorge para este local. Em 1580, Filipe I de Portugal mandou erigir um novo Paço, com o risco de Filippo Terzi e Juan Herrera (o mesmo arquiteto do Escorial). Tudo foi destruído pelo terramoto. O nome de Praça do Comércio pertence já à época de Pombal e traduz uma nova ordem social que o Ministro de D. José I entendeu privilegiar e valorizar: a classe comercial, financeira e burguesa que tanto contribuiu para a reconstrução da sua cidade.
No centro geométrico da Praça, e virada para o rio, encontra-se a estátua equestre de D. José I, montado no seu cavalo Gentil, trabalho do escultor Machado de Castro. Foi colocada neste local, com grande pompa, em 6 de junho de 1775, dia dos anos do Rei, que assistiu discretamente ao ato de uma das janelas do edifício da Alfândega. As festas duraram três dias e incluíram um gigantesco banquete para todo o povo de Lisboa. No pedestal, do lado do rio, a efígie de Pombal (retirada quando o Ministro caiu em desgraça e recolocada pelos Liberais em 1834) está encimada pelo escudo real. Os grupos escultóricos de cada lado do pedestal representam o Triunfo, que conduz um cavalo, e a Fama, que conduz um elefante, numa alusão clara aos domínios portugueses de além-mar. Na parte posterior do pedestal, um baixo-relevo alegórico representa os diversos contributos para a reconstrução de Lisboa.
Debaixo das arcadas Norte, junto da entrada da Rua do Ouro, não deixe de entrar no café-restaurante Martinho da Arcada, uma referência da cidade e um dos seus locais de culto. Antes de prosseguir pela rua Augusta, que conduz ao Rossio, pare um pouco para observar o Arco Triunfal que ornamenta a passagem.
Antigos Paços do Concelho
Outros
A sua construção prolongou-se pelos reinados de D. Manuel I (que a iniciou) e D. João III. Todo o edifício é construído na austera pedra de granito, formando o piso térreo um alpendre delimitado por três arcos ogivais a que correspondem, no piso intermédio, três janelas de sacada. Sobre a janela do meio encontram-se esculpidos o escudo régio, a esfera armilar e uma nau, símbolo de Viana, que deveu ao mar grande parte da sua prosperidade.
Arte Rupestre do Vale do Côa
Outros
Na região nordeste de Portugal, feita de imponentes montanhas, onde no início da primavera florescem amendoeiras e no outono as vinhas se cobrem de folhas cor de fogo, corre para o rio Douro, vindo de sul, um afluente cujo nome se tornou universal: é o Coa , que encerra no seu vasto vale um vigoroso ciclo artístico. Milénio após milénio, as formações rochosas que delimitam o seu leito foram-se convertendo em painéis recobertos de milhares de gravuras legadas pelo impulso criador dos nossos antepassados.
Remontando ao Paleolítico Superior inicial, estes "painéis" ao ar livre são testemunhos de uma vitalidade e de uma mestria de conceção e traços que trouxeram até nós 25.000 anos de tempo. Esta longa galeria de arte dá-nos registo do período Neolítico e da Idade do Ferro, transpondo depois de um só fôlego dois mil anos de História para firmar na Época Moderna representações religiosas, nomes, datas e até, há poucas dezenas de anos, algumas figuras feitas pelos filhos de um moleiro.
Os motivos, na sua quase totalidade gravados, apresentam temáticas, técnicas e convencionalismos comuns às obras coevas da Europa Ocidental que o séc. XIX haveria de descobrir aconchegadas nas grutas franco-cantábricas e a viragem do século viria a apelidar de grande arte.
É no séc. XX que a arte do Coa surge das grutas para o ar livre, onde um jogo diário e sazonal de claridade e sombra a expõe e esconde numa fantástica sequência de revelação e ocultamento.
Os últimos dezassete quilómetros do curso das águas do Coa , no seu rumo de sul para norte, área que se estende até ao Douro, viriam a pertencer ao primeiro parque arqueológico português, incluído desde 2 de dezembro de 1998 na lista dos monumentos que a UNESCO considera Património da Humanidade. Posteriormente, a criação simultânea do Parque Arqueológico do Vale do Coa e do Centro Nacional de Arte Rupestre, ambos sediados em Vila Nova de Foz Coa , fazem parte de uma importante decisão governamental cujo alcance marcará a vários níveis, em Portugal, o estatuto da arte rupestre, da arqueologia e do património.
Todo este magnífico conjunto ao ar livre, que põe de parte o velho mito da arte rupestre encerrada em cavernas, pode ser apreciado em visitas organizadas com guias especializados (mediante reserva): Canada do Inferno, o primeiro a ser descoberto, muito próximo de Vila Nova de Foz Coa , Ribeira de Piscos, em Muxagata, e Penascosa, próximo da aldeia de Castelo Melhor.
Em pleno Parque Arqueológico, a Quinta da Ervamoira é um complemento à visita das gravuras. Aqui encontra-se um museu que retrata a região e os seus costumes ancestrais, sem esquecer o tão antigo ciclo do pão e a tradição na produção dos vinhos do Douro, seguramente uma das outras incontestáveis riquezas desta região de Portugal.

Mapa
Recordar e Partilhar

