Representa POIs do Tipo Outros
Outros
Cabo Carvoeiro
Outros
Este local que oferece vistas deslumbrantes sobre o mar e as ilhas Berlengas é também um excelente ponto de observação de aves marinhas.
Teatro Nacional D. Maria II
Outros
Quem quiser conhecer os bastidores deste edifício a partir de uma perspetiva histórica e técnica poderá fazê-lo à 2ª feira às 11h30, participando nas visitas guiadas a espaços raramente acedidos pelo público, que têm uma hora de duração. Estas visitas, que necessitam de reserva prévia, são acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida e efetuadas em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano.
Barco Rabelo
Outros
Várias referências a este barco comprovam que a sua existência remonta ao século X. Os rabelos foram especialmente concebidos para o rio Douro, outrora de difícil navegação, e para o transporte de pipas de vinho.
As suas características permitiam-lhe navegar com mais facilidade e menos risco por entre as águas rápidas e violentas do rio. O rabelo transportava não só as pipas, nunca totalmente cheias para que estas, em caso de acidente, pudessem flutuar, como também as mais variadas cargas e pessoas.
Experimente realizar um cruzeiro neste barco. Existem diversas empresas a organizar cruzeiros de curta duração nos rabelos.
A sedução do Chiado
Outros
Situado numa das colinas da Lisboa, o Chiado evoca o charme burguês do século XIX em que se desenvolveu. Era o centro cultural e social da cidade, onde se encontravam a Ópera de São Carlos, os Teatros de São Luís e da Trindade, as livrarias, os grandes armazéns de inspiração francesa e italiana que ditavam a moda e os cafés e restaurantes mais elegantes e concorridos, como A Brasileira.
Antes, era uma das saídas da cidade para as quintas e conventos dos arredores. O largo das duas igrejas, Loreto e Encarnação, marca ainda o local da porta nas antigas muralhas, construídas no séc. XIV por D. Fernando, cujos vestígios foram integrados nalguns edifícios da zona. O nome atual ficou da história quinhentista de Lisboa. Há quem diga que é a memória do poeta António Ribeiro (1520-1591), homenageado por uma estátua no Largo, ou de Gaspar Dias, dono de um botequim na Rua Paiva Andrade. Ambos eram conhecidos pela alcunha de Chiado, que no séc. XVI significava astuto ou malicioso.
Os limites do Chiado são ambíguos, mas podemos dizer livremente que inclui o Largo do Carmo, o eixo marcado pela Rua Garrett, onde fica a Igreja dos Mártires, o Largo de Camões e o Largo Trindade Coelho onde encontramos a Igreja de São Roque. Em direção ao rio, perto da área dos teatros, temos outro ponto de interesse: o Museu do Chiado.
Na madrugada de 25 de agosto de 1988 um enorme incêndio deflagrou nos armazéns Grandela. Mais de 1500 bombeiros, 300 veículos e 15 horas de esforço a combater as chamas não foram suficientes para evitar a destruição de parte de um dos bairros mais emblemáticos da cidade. O plano de recuperação foi entregue à responsabilidade do arquiteto Álvaro Siza Vieira, Prémio Europa de Arquitetura , que respeitando o ambiente histórico e arquitetónico da zona, manteve a feição pombalina de finais do séc. XVIII na traça exterior dos edifícios, mas dotando-os de instalações modernas no interior. A população de Lisboa teve assim a satisfação ver devolvido o "seu" Chiado.
O bairro é relativamente pequeno, percorrendo-se bem a pé. O prazer de observar o encanto dos seus estabelecimentos comerciais, alguns centenários, e de entrar nos cafés para uma pausa, depressa fará esquecer qualquer esforço.
Se ficar para a noite, entre no vizinho Bairro Alto. Nas pequenas ruas repletas de bares e restaurantes para todos os gostos, o Bairro Alto é um dos locais de divertimento noturno mais concorridos da cidade.
Pulo do Lobo
Outros
O Pulo do Lobo, que se encontra entre os 33 e os 35 metros de altitude, é um desnível muito estreito no qual existe uma fenda por onde se precipitam as águas do Guadiana. Este desnível é consequência dos efeitos provocados ao longo dos tempos pelas várias eras geológicas.
Segundo diz a lenda um homem audaz ou uma fera acossada poderiam transpor de um salto este desnível. É por essa fenda que, observando o curso da água do miradouro situado na margem direita, é patente que, a jusante da queda, o rio tem dois leitos: um mais largo e de formas arredondadas que deverá ter origem glaciar e, ao centro deste, como um traço mais fundo, o leito atual , rasgado pela erosão das águas. É pelo vale fundo, que se irá progressivamente arredondando, que o Guadiana corre até às proximidades de Mértola.
O acesso ao Pulo do Lobo poderá ser feito pelas duas margens do rio, a partir da Aldeia da Amendoeira, na estrada Mértola - Beja (margem esquerda) ou a partir de Serpa, aldeia de Vale do Poço onde encontrará indicações para virar à direita (margem direita). Ambos os caminhos estão devidamente assinalados e têm ao seu dispor miradouros. Para melhor ver a queda opte pelo miradouro localizado na margem direita. Mais à frente poderá ver o Pego dos Sáveis, local onde as águas subitamente se acalmam formando um sereno lago.
Se pretende visitar esta zona a pé para ver a magnífica beleza do rio terá que ter muito cuidado, sobretudo se estiver acompanhado por crianças, pois o terreno apresenta acentuadas irregularidades.
Festa dos Rapazes
Outros
Na região de Bragança, entre 24 de dezembro e 6 de janeiro , algumas aldeias são animadas pela Festa dos Rapazes. É também conhecida por Festa dos Caretos (aldeia de Aveleda), Festa da Mocidade (Montesinho e Gimonde), Festa dos Reis (Baçal e Rio de Onor) ou simplesmente Festa de Natal (Varge e França), variando ligeiramente nas datas.
Os rapazes solteiros são os atores privilegiados deste acontecimento pois são eles que preparam e fazem a festa, composta por rondas, missas, peditórios, bailes e loas. Reúnem-se na Casa da Festa, cedida especialmente para a ocasião, onde só se pode entrar com autorização do mordomo, que determina o início e o fim das atividades . É aí que o grupo faz as refeições e se vai preparando para as várias etapas.
De todas as manifestações, destacam-se as rondas e as loas. As rondas podem ser noturnas , de alvorada ou de boas-festas, de acordo com a altura do dia ou com o objetivo . Os rapazes, mascarados ou vestidos de caretos, percorrem a aldeia acompanhados por músicos e pelos mordomos, pedindo à população um contributo para a festa. O momento mais importante é a ronda de Boas Festas, quando percorrem todas as casas da aldeia fazendo o peditório.
A Missa do Galo é integrada na festa, onde os rapazes, que ficam num lugar de destaque perto do altar, são os primeiros a «beijar o Menino» e a sair, para se irem vestir de caretos e dar continuidade à festa. Após a cerimónia, encaminham a população para o sítio onde ocorrerão as loas. As loas designam os momentos em que os rapazes relatam episódios caricatos que tenham acontecido durante o ano na aldeia, em quadra, a maior parte das vezes com forte crítica social.
No fim da festa realizam-se provas físicas que servirão para nomear os mordomos do ano seguinte.
A Consoada e a Missa do Galo
Outros
Antes do dia de Natal, a Igreja Católica aconselha o jejum mas, após a Missa do Galo, a mesa é farta em iguarias, carnes e doces tradicionais para a tão esperada ceia em família, a Noite da Consoada.
A palavra «Consoada» designa uma pequena refeição que se toma ao fim de um dia de jejum e deriva do latim consolare que significa reconfortar. No Norte de Portugal, como por exemplo no Minho, no Porto ou em Guimarães, é costume guardar os lugares dos familiares recentemente desaparecidos, na mesa da Consoada, ou então deixar a mesa posta e o lume aceso durante a noite, para reconfortar e aquecer as suas almas.
Tradicionalmente come-se bacalhau ou outro peixe ao jantar, deixando as refeições do dia seguinte para saborear a carne. Em muitas localidades do Sul, realiza-se a matança do porco uns dias antes, cujas carnes irão enriquecer a mesa de Natal.
Durante as festas, incluem-se na ementa o Bolo-Rei e os fritos (feitos à base de ovos farinha, açúcar e fermento, polvilhados com açúcar e canela). O Bolo-Rei é feito em forma de coroa, recheado e enfeitado com frutos secos e frutas cristalizadas. Dos fritos tradicionais destacamos as filhoses, os coscorões, as velhozes, os sonhos, as azevias (recheadas com grão) e as rabanadas.
Depois do jantar, o costume cristão dita que se assista à Missa do Galo, onde então se revêm amigos e se desejam votos de boas festas a toda a comunidade. A Missa do Galo foi integrada nas celebrações da Natividade durante o séc. V. É celebrada à meia-noite, hora designada por in galli cantu, e era a primeira missa de três que compunham a liturgia do dia de Natal.
Durante a Missa do Galo aprecia-se o presépio, armado para a ocasião e, após a comunhão, todos se dirigem ao altar para o ato do «beijar do Menino Jesus», por vezes acompanhado por cantares litúrgicos.
Escola Portuguesa de Arte Equestre / Picadeiro Henrique Calado
Outros
A Escola Portuguesa de Arte Equestre foi a sucessora da antiga Picaria Real, a academia equestre da Corte Portuguesa, encerrada durante o séc. XIX. Ficou o conhecimento, a tradição do toureio equestre, do mesmo tipo de cavalo utilizado no séc. XVIII, as mesmas selas e os mesmos trajes, constituindo um património equestre único no mundo.
A Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) apresenta regularmente no Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda, em Belém, espetáculos e treinos abertos a todo o público.
Visitar o Picadeiro Henrique Calado é a oportunidade de viajar na História nacional, vivendo momentos que se perpetuaram na beleza dos cavalos Lusitanos da Coudelaria de Alter, fundada em 1748 pelo Rei D. João V. Utilizados nesta arte desde o século XVIII, na realização de exercícios de equitação clássica, exercícios de equitação do período Barroco e exercícios dos Jogos de Corte (torneios praticados entre os séculos XVI e XIX, em ocasiões festivas), mas também nos trajes e arreios que, quer sejam de trabalho (Treinos Diários), quer sejam de gala (Apresentações Semanais e Espetáculos de Gala), são os mesmos que se usavam na génese da Arte Equestre portuguesa.
Treinos Diários
Apresentações matinais ao público do trabalho realizado pelos cavaleiros da EPAE no ensino e preparação dos cavalos de diversas idades, para os espetáculos que a EPAE realiza. Nestes treinos os cavaleiros utilizam traje de trabalho. Estas sessões acolhem visitantes individuais e em grupo, incluindo visitas para grupos escolares.
Apresentações Semanais
Espetáculos com apresentação de exercícios de equitação clássica, e coreografias executadas pelos cavaleiros e cavalos da EPAE, acompanhados por música, como se de um ballet se tratasse. Os cavaleiros utilizam traje de gala e selas à portuguesa. Estas apresentações têm uma duração de cerca de 45 minutos.
Galas
Espetáculos com duração de cerca de 1h30, incluindo entre outros, os chamados “ares altos”, exercícios de equitação característicos do período barroco e dos Jogos da Corte, torneios praticados entre os séculos XVI e XIX, em ocasiões festivas. Estes espetáculos são acompanhados por efeitos de luz e de som, que enriquecem a coreografia e o ambiente.
Cabo da Roca
Outros
Se for a Sintra, não pode perder uma visita ao ponto mais ocidental da Europa Continental, o Cabo da Roca.
Situado na latitude 38º 47´ Norte e na longitude 9º 30´ Oeste, o Cabo da Roca é uma coordenada importante para quem navega ao longo da costa, sendo o ponto mais ocidental do continente europeu continental, facto comprovado pelo certificado que os visitantes levam como recordação.
A cerca de 140 metros do mar, aqui pode-se ter uma vista abrangente sobre a Serra de Sintra e sobre a costa, que faz valer a pena a visita.
Registos históricos apontam para a existência de um forte no Cabo da Roca no séc. XVII que teve um papel importante na vigia da entrada de Lisboa, formando uma linha defensiva ao longo da costa, sobretudo durante as Guerras Peninsulares. Atualmente existem apenas vestígios, para além do farol que continua a ser um ponto importante para a navegação.
Está integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais e é um dos motivos de interesse dos percursos pedestres que aqui se podem fazer ao longo da costa.
Linha do Douro
Outros
A Linha Ferroviária do Douro, com 203 km entre o Porto e Barca d´Alva, foi concluída em 1887, depois de a engenharia vencer os acidentes naturais do vale através de 26 túneis e 30 pontes. O resultado foi um percurso inesquecível por cenários de impressionante beleza natural.
O passeio começa na Estação da Régua, em pleno coração da região de origem do Vinho do Porto, onde o comboio chegou pela primeira vez em 1878.
A viagem prossegue junto da margem do rio até à Estação do Pinhão. É uma das mais bonitas do país, com as suas fachadas decoradas com painéis de azulejos, retratando os trabalhos na vinha e as paisagens da região e um dos principais pontos de romagem dos turistas que visitam esta localidade.
A Estação do Tua marca o fim do percurso. O seu nome tem origem no afluente que desagua no Douro, entre fraguedos colossais. Daqui é possível continuar uma outra viagem até Mirandela pela Linha do Tua, uma impressionante obra de engenharia, construída em 1887. Para colocar a via que corre a pique sobre fragas altíssimas, a linha foi cortada na rocha à força de dinamite. Das janelas do pequeno comboio, a paisagem é de uma beleza admirável e austera, feita de enormes desfiladeiros que comprimem o leito do rio, algumas dezenas de metros abaixo. Quando a natureza se suaviza é sinal de que se está a chegar ao planalto mirandês e também ao fim da linha.

Mapa
Recordar e Partilhar