www.visitportugal.com

Live Chat

Sugestões

Descobrir o estilo manuelino

Nascido da vontade de um rei e do génio criativo que se vivia em Portugal no século XVI, a arte manuelina é uma expressão artística genuinamente portuguesa.

Os Descobrimentos trouxeram grande riqueza e conhecimento a Portugal. Nessa época, os navegadores portugueses deram a conhecer ao mundo civilizações longínquas e muitos artistas estrangeiros vieram trabalhar no país. Desse encontro de culturas nasceu o manuelino, uma interpretação muito específica do gótico, em termos de estrutura arquitetónica e de decoração. É possível identificar um conjunto de ornamentos e uma combinação de símbolos que apenas se encontram em Portugal. O estilo surgiu durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521) mas o nome só foi adotado no século XIX para designar esse espírito criativo.

A Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos são um ex-libris, mas em todas as obras construídas na época facilmente se descobre a Esfera Armilar e a Cruz de Cristo. São os símbolos pessoais do rei e o reflexo do poder temporal e espiritual que ambicionava. Muitos outros símbolos terrenos e religiosos foram adotados e decoraram com exuberância a arquitetura gótica como ramos e folhagens, cordas torcidas e estranhas formas marinhas, minuciosamente esculpidos na pedra. Era o marketing da época.

No Mosteiro de Jesus, em Setúbal, encontramos os primeiros exemplos, mas é nas obras do Mosteiro da Batalha e do Convento de Cristo, em Tomar, que nos maravilhamos com o manuelino e onde se revelam todos os segredos da mensagem do rei.

Sintra é uma surpresa. O Palácio da Vila, onde D. Manuel I viveu, revela o seu fascínio pela arte mudéjar que se combinou na perfeição com o novo estilo. No romântico Palácio da Pena, somos surpreendidos com a visão revivalista do manuelino, surgida no séc. XIX.

Ao viajar pelo país temos de estar atentos. Um portal, uma janela geminada, uma pequena igreja ou outros pormenores que se encontram nos edifícios mais antigos vão dar a conhecer o génio da arte manuelina.


Gastronomia dos Açores

Não deixe de…
  • visitar o Museu do Vinho dos Biscoitos na ilha Terceira
  • conhecer uma das fábricas-museu de chá e as plantações de ananases na ilha de São Miguel
  • ver como é feito o queijo da Ilha em São Jorge
  • fazer um piquenique num dos diversos miradouros existentes em todas as ilhas

As muitas receitas tradicionais da cozinha açoriana fazem as delícias dos apreciadores de boa comida. Aqui, o peixe e o marisco são abundantes e por isso para aqueles que gostam de saborear um delicioso peixe acabado de pescar, nos Açores encontram o paraíso.

Grelhados
, em caldeiradas ou em sopas – os peixes apresentam-se de variadíssimas formas. Mas não deixe de provar o atum, que nestas águas é cor-de-rosa, de sabor e texturas suaves, levemente salgado, e ainda capturado com linha e anzol. Ou o polvo, que aqui se aprecia sobretudo guisado em vinho de cheiro. Os Açores têm mariscos que em mais nenhum lugar encontra, como as lapascracas ou o cavacoespécie de lagosta tenra e saborosa, que é quase pecado não provar

Nas carnes, há pratos típicos açorianos: o cozido das Furnas é único por ser cozinhado debaixo do solo, com o calor que a terra mantém naquele lugar da Ilha de S. Miguel. À hora certa podemos assistir à preparação da refeição junto à lagoa. Na ilha da Terceira o destaque vai para a alcatra, bem apaladada como manda a tradição e ainda nas restantes ilhas as diversas variações da receita de inhames com linguiça

bolo lêvedo, originário das Furnas, é também bastante popular, podendo surgir a qualquer refeição, comendo-se simples ou com manteiga ou doce. Ou com mel dos Açores, cuja diversidade e riqueza da flora contribuem para a obtenção de um produto de alta qualidade e de Denominação de Origem Protegida. 


O Porto em poucos dias

Não deixe de…
  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar o casario antigo de Miragaia, bem perto do cais da Ribeira
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos
  • dar um pulo à Rua Miguel Bombarda para uma lufada de design e arte contemporânea
  • passear no Parque da Cidade, com frente marítima
  • desfrutar das boas praias e esplanadas junto à Foz
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco do litoral a norte ou a sul do Porto
  • sair à noite no Porto
  • conhecer as Festas de São João

Nuns breves dias de visita ao Porto, há locais que não podemos deixar de conhecer. No dizer de muitos visitantes, esta cidade tem algo de místico que dificilmente se consegue descrever e que varia conforme o local, a hora e a luz do dia.

Mas que passa seguramente pelas pessoas, conhecidas por serem liberais e afáveis no trato, assim como pelo Douro e o património das duas margens, com as suas pontes e monumentos, azulejos, varandas floridas e ruas de comércio. O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as caves do vinho do Porto, estão classificados Património Mundial.

A Estação de S. Bento, com o átrio forrado a azulejos, é ideal para iniciar um percurso. Pouco mais à frente fica a , a não perder, de cujo terreiro se oferece a primeira vista sobre o rio, o casario e a outra margem. Dali podemos descer por escadinhas e ruas medievais até à Ribeira, com esplanadas e recantos pitorescos. Vale a pena ficar um pouco para sentir o ambiente e absorver o rio com a ponte D. Luís e a margem em frente, antes de entrar num cruzeiro sob as seis pontes do Porto. Depois de se ver do rio a silhueta do casario e das torres das igrejas, espera-nos o interior dourado da Igreja de S. Francisco. Bem próximo podem espreitar-se mais igrejas e monumentos, azulejos nas fachadas e visitar o Palácio da Bolsa. O elétrico parte junto ao rio para um percurso que segue até à Foz, onde se pode passear a pé e encher os pulmões de ar do mar. Ali começa a Av. da Boavista. Não longe fica Serralves, com jardins para passear ou descansar e exposições de arte contemporânea. O museu é obra de Álvaro Siza Vieira, um dos mais destacados arquitetos da Escola de Arquitetura do Porto, galardoado com o prémio Pritzker.

Junto à Rotunda da Boavista fica a Casa da Música, que se impõe pela sua forma arquitetónica e cartaz cultural. Nesta zona encontram-se boas lojas para compras. Mas também se encontram junto à Av. dos Aliados. No caminho ficam os jardins do Palácio de Cristal, com outra panorâmica sobre o rio, e o Museu Soares dos Reis. Outro jardim, cheio de esculturas, é o da Cordoaria, envolvido por igrejas e outros monumentos. Vale a pena subir à Torre dos Clérigos para nova vista sobre o Porto. Logo ali, a livraria Lello que inspirou histórias de Harry Potter. Continuamos a pé até aos Aliados, passando por lojas e prédios arte-nova. Após conhecer esta vasta avenida, vale a pena seguir até à Rua de Santa Catarina, só para peões, para fazer compras à vontade. O Café Majestic é ideal para uma pausa.

Ainda falta ir à margem sul do rio para visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio.

Em termos gastronómicos, este lado do cais é uma boa opção, mas a Ribeira também fervilha de restaurantes e esplanadas, tal como a Foz, com belas vistas sobre o mar. Portugal conquista os turistas pela sua gastronomia, mas isso ainda é mais verdade no Porto e na região norte. Em qualquer restaurante, mais requintado ou mais popular, há a certeza duma boa refeição acompanhada pelos excelentes vinhos do Douro, ou pelo fresco vinho verde, característico da região.


Parques e reservas naturais

Espalhados pelo país, encontram-se lugares de beleza preservada, povoados por uma grande variedade de espécies de fauna e flora, onde Homem e Natureza vivem em perfeita harmonia. Protegidas para manterem a sua biodiversidade, muitas destas áreas estão classificadas como Parques e Reservas Naturais. 

De todos destaca-se a Peneda-Gerês, o único que foi classificado Parque Nacional. Está situado no noroeste do território e tem paisagens deslumbrantes entre montanhas e albufeiras onde se criam espécies únicas como o garrano selvagem ou o cão de Castro Laboreiro. Aqui, tal como no Parque de Montesinho preserva-se um modo de vida rural, com aldeias comunitárias em que as populações partilham tarefas e equipamentos.

Um pouco abaixo, no Parque Natural do Alvão, os rios correm entre fragas e penhascos e há cascatas espetaculares como as Fisgas de Ermelo. Já a leste, o rio que faz a fronteira com Espanha dá nome a outro Parque - o Douro internacional, cujos vales profundos formam desfiladeiros onde nidificam aves de rapina como o Abutre do Egipto. Bem perto, outra área protegida, a Albufeira do Azibo que também é ideal para observação de aves e para uns momentos de lazer nas suas praias fluviais.

Mas quem prefere o mar revigorante, encontra no Parque Natural do Litoral Norte uma sucessão de praias e dunas que tem rival na Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, também muito procurada pelas aves aquáticas. Nesta região, o Centro de Portugal, há outros parques a não perder. O maior é a Serra da Estrela, de maciços imponentes onde se situa o ponto mais alto de Portugal continental. Entre encostas e lagoas, oferece múltiplas propostas para as mais variadas atividades desportivas, tanto de verão como de inverno. Percursos pedestres e de bicicleta, escalada e canoagem são algumas das possibilidades que também estão disponíveis no Tejo internacional, onde nidificam mais de 154 espécies de aves, de que se destaca a cegonha preta. Já na Serra da Malcata esconde-se o lince ibérico e na Serra do Açor, entre a vegetação luxuriante característica destas serranias, há aldeias em forma de presépio compostas por casas de xisto e lousa.

Nos Pauis - de Arzila e do Boquilobo - reinam as aves aquáticas destacando-se as garças: a vermelha no primeiro e a branca no segundo. Já na Reserva Natural das Berlengas, pequeno arquipélago em estado quase selvagem, só as gaivotas, que estão por toda a parte, quebram a tranquilidade absoluta. E nas Serras de Aire e Candeeiros, cujo interior esconde grutas de formações surpreendentes, vivem morcegos das mais diversas espécies.

Perto de Lisboa, à beira do mar, mais dois parques naturais de beleza deslumbrante: Sintra-Cascais, com praias e vegetação luxuriante, onde se integram harmoniosamente quintas e palácios, e a Arrábida, uma harmonia de cores, em que a serra com o seu manto verde, alterna com as falésias de calcário esbranquiçado e todos os tons de azul do oceano. Já na Arriba fóssil da Costa de Caparica, as escarpas esculpidas pela erosão assumem tonalidades douradas, especialmente ao pôr-do-sol. E nos estuários dos rios é a fauna que dá origem às imagens mais espetaculares – tanto no Tejo com os flamingos de plumagem rosa, como no Sado com os golfinhos e as cegonhas-brancas. Mais a sul, as Lagoas de Santo André e da Sancha possuem também um conjunto diversificado de ecossistemas.

No Alentejo, destaca-se a Serra de São Mamede de altitude e vegetação, inusitadas nesta área do país, e a oeste o alvo das atenções é o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, um dos trechos de costa mais bem preservados da Europa. No Parque Natural do Vale do Guadiana, o rio corre por vezes entre margens apertadas, para mais a sul, no Algarve, se ramificar em esteiros e canais pela planície dentro no Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Já a Ria Formosa estende-se ao longo de 60 kms num labirinto de canais, sapais e ilhas que fazem barreira com o mar e conferem ao leste algarvio uma paisagem de grande beleza. 

E ainda há mais no meio do Atlântico! Na Madeira, o Parque Natural ocupa dois terços da ilha e prolonga-se pelo oceano. Das Reservas Naturais das ilhas Selvagens e Desertas, ao Garajau, Rocha do Navio e Ponta de São Lourenço são muitas as áreas preservadas. Tal como nos Açores, onde cada uma das nove ilhas tem um Parque Natural com diversas reservas e áreas protegidas em que as paisagens estão em estado puro. É a natureza, que em Portugal podemos escolher como companheiro de viagem para desfrutar de momentos inesquecíveis. 


Algarve – o melhor destino de golfe

Diversas vezes considerado o melhor destino de golfe do mundo por revistas da modalidade e associações internacionais de operadores turísticos especializados, o Algarve faz jus a esta distinção mantendo uma qualidade a toda a prova.

Com um clima privilegiado que permite jogar ao longo do ano inteiro e uma grande diversidade de campos, quase quatro dezenas, a região é o paraíso dos golfistas. A maioria dos campos está implantada em zonas preservadas, com vistas deslumbrantes. São reconhecidos internacionalmente pela qualidade das suas instalações, em que a arquitetura é assinada por jogadores prestigiados e campeões lendários, como Sir Henry Cotton, Rocky Roquemore, Arnold Palmer e Ronald Frea. A somar a tudo isto, temos excelentes profissionais, uma diversificada rede de hotéis e boas acessibilidades, que vão desde as ligações aéreas diretas com diversos destinos do mundo à facilidade dos transfers entre o aeroporto internacional de Faro e os vários resorts.

Quinta de Cima
Photo: Quinta de Cima, Vila Nova de Cacela

Os campos distribuem-se de um extremo ao outro da região. À beira mar ou no interior, planos ou montanhosos, a escolha é diversificada, mas qualquer um nos poderá presentear com vários birdies e eagles, e quem sabe com um hole in one. Entre Lagos, Sagres e a Serra de Monchique encontram-se circuitos com vários graus de dificuldade, em que os greens e fairways são emoldurados por belos cenários naturais. É nesta zona, perto de Portimão que se encontra o primeiro campo inaugurado no Algarve, o Penina Hotel & Golf Resort premiado por diversas vezes como um dos melhores da Europa. 

Royal Golf Course
Photo: Vale do Lobo Royal Golf Course, João Paulo

A zona mais central, entre Vilamoura, Quinta do Lago e Vale do Lobo, é uma das mais luxuosas do Algarve e também uma das mais bem equipadas para a prática de golfe. Estes campos combinam links e fairways com falésias, lagos e bunkers, proporcionando buracos de elevada categoria. É o caso do buraco 16 do Royal Golf Course em Vale do Lobo o mais fotografado da Europa: um exigente Par 3 em que três espetaculares falésias sobre o mar se interpõem entre o tee e o green. Ou o buraco 6 do Pine Cliffs à beira de uma ravina a exigir uma tacada sobre a praia. 

Pestana Vale da Pinta Golf Course
Photo: Pestana Vale da Pinta Golf Course, Lagoa

No Sotavento os campos são mais planos, mas os seus traçados imaginativos são desafios que exigem a utilização de diversos tacos. Muitos são condimentados com as espécies originais da região, como figueiras, oliveiras, alfarrobeiras e sobreiros, pelo que uma volta de golfe é sinónimo de um passeio na natureza. Para além disso, as vistas panorâmicas sobre o Rio Guadiana, o Atlântico, a Serra e o Parque Natural da Ria Formosa são tão bonitas que podem até quebrar a concentração do golfista, prejudicando as suas pancadas de saída. 

Verdadeiros testes às capacidades técnicas dos mais exímios jogadores que têm de pôr à prova as suas estratégias, muitos destes campos são palco de importantes torneios internacionais como o Algarve World Cup ou a Taça das Nações. Ou ainda do Portugal Masters que faz parte da PGA European Tour e se disputa no Oceânico Victoria em Vilamoura desde 2007. 

Penina Academy Course
Photo: Penina Resort & Academy Course

Mas o Algarve é também para os principiantes. Em toda a região há uma oferta variada de Academias de Golfe de reputação internacional onde se podem dar os primeiros passos ou aperfeiçoar as técnicas de jogo. Apetrechadas com equipamentos sofisticados, aplicam métodos de ensino inovadores e são apoiadas por profissionais certificados pela Professional Golfers Association (PGA), que dominam vários idiomas. A maioria dos campos oferece programas de formação, e para aqueles que querem treinar por sua conta o seu jogo curto, existem áreas de treino e vários campos de golfe pitch and put espalhados pela região. Uma ampla escolha para golfistas de todos os níveis!


Surfing

Com mais de 850 quilómetros, a costa portuguesa é uma praia gigantesca para o surfing. Não há outra costa no mundo que possa oferecer um tão grande número de spots a uma tão curta distância e por isso costumamos dizer que em Portugal as ondas estão sempre garantidas. 



Condimentadas com vento a soprar de feição e muito sol ao longo do ano inteiro, estas ondas perfeitas, por vezes mesmo mágicas, proporcionam uma experiência única aos praticantes de diversos desportos. Surf, bodyboard, windsurf, kitesurf ou paddle surf, são muitas as modalidades para desfrutar da ondulação atlântica que leva os níveis de adrenalina para lá do imaginável. 

Das ondas gigantes da Praia do Norte na Nazaré procuradas pelos mais destemidos à constância das ondas perfeitas de Carcavelos, Ericeira ou Peniche, são muitos os lugares de eleição para os surfistas. E não se ficam pelas vizinhanças de Lisboa. A variedade é enorme, tanto mais a norte na Figueira da Foz, Espinho e Viana do Castelo, ou a sul na costa alentejana e na zona de Sagres, e até mesmo nos Açores e Madeira. 

Já os praticantes de bodyboard têm na Praia Grande, em Sintra, uma referência obrigatória. Este local faz parte de todos os roteiros e recebe anualmente uma prova do campeonato mundial da modalidade, mas o litoral norte ou a costa ocidental do Algarve também têm vindo a crescer nas preferências dos praticantes. 



O Guincho é a “meca” nacional para o windsurf e já recebeu os melhores "windsurfers" mundiais. O vento e as ondas garantem espetáculo a quem vê e prazer a quem está dentro de água. Mas também o kitesurf granjeia aqui cada vez mais adeptos, que frequentam igualmente outras praias: em Carcavelos, na Costa da Caparica ou mais a norte nas zonas de Aveiro ou Viana do Castelo.

Mas há muitas outras atividades para aproveitar as condições oferecidas pelo oceano e pelos rios e lagos. Desde o paddle surf em mar aberto ou nas águas mais tranquilas de baías protegidas ou lagoas, ao esqui aquático e ao parasailing, é grande o leque de possibilidades para nos divertirmos e desfrutarmos de emoções fortes. Mais difícil poderá ser a escolha…


Lisboa, destino de compras

Na cosmopolita cidade de Lisboa, tudo se encontra a dois passos de distância.

Para os lisboetas, a Baixa sempre foi o local por excelência para fazer compras. E até as grandes marcas internacionais gostam de ter o seu espaço nesta zona. A Avenida da Liberdade é uma das principais ruas da cidade, com árvores centenárias e sombras frescas. É muito agradável para passear e é o eixo mais valioso do ponto de vista imobiliário, onde se encontram os escritórios mais caros de Lisboa. Aí encontram-se também hotéis de design e de cinco estrelas, marcas conceituadas, lojas de luxo, restaurantes e esplanadas.

Na Baixa, as lojas mais tradicionais ficam ao lado das lojas de roupa da moda e das tendências mais vanguardistas. Encantamo-nos sempre com as centenárias Casa das Velas do Loreto, com a Chapelaria Azevedo ou com a Luvaria Ulisses. Assim como com as antigas livrarias, Bertrand, Sá da Costa e Aillaud & Lellos, em que nos esquecemos do tempo enquanto folheamos as últimas novidades literárias. Ou ainda com as retrosarias da Rua da Conceição, que ainda mantêm o mobiliário original onde guardam uma imensidão de botões e linhas.

É entre o Chiado e o Bairro Alto, entre as ruínas do Convento do Carmo, o Museu do Chiado e a Igreja de São Roque, que podemos ainda ficar a par das mais recentes criações de estilistas portugueses como Ana Salazar, Fátima Lopes, a dupla Manuel Alves/José Gonçalves, José António Tenente, Filipe Faísca, Miguel Vieira ou os Storytailors, entre outros. São referências na moda portuguesa.


A Rota Vicentina

Ao longo da costa oeste, partimos à descoberta da Rota Vicentina. O oceano acompanha-nos entre as arribas recortadas e por vezes somos presenteados com campos de flores selvagens que parecem não ter fim. Não pode haver melhor proposta para uma caminhada… 

Esta grande rota pedestre, que no total tem quase 340 quilómetros ao longo de uma das mais belas e bem preservadas zonas costeiras da Europa, é constituída por dois percursos e surpreende-nos pela diversidade de paisagens.

O “caminho histórico”, com 230 kms, é o percurso mais extenso e parte de Santiago do Cacém até ao Cabo de São Vicente. É um itinerário rural, com 12 etapas por caminhos florestais, vilas e aldeias com séculos de história, e pode ser percorrido a pé ou de bicicleta.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Já o “trilho dos pescadores” segue sempre junto ao mar por caminhos de acesso a praias e pesqueiros, ao longo de 111 kms, entre Porto Covo e Odeceixe. É um percurso exclusivamente pedestre, mais exigente do ponto de vista físico, e está organizado em quatro etapas e cinco percursos complementares.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Cada etapa nunca tem mais de 25 quilómetros e está pensada para um dia. A programação fica ao critério de cada um, com a possibilidade de experimentar apenas as que melhor se adequarem às preferências ou condições físicas.

Em vários dias, podemos seguir a rota de forma sequencial, dormindo nas unidades de alojamento associadas ao projeto. Avisadas atempadamente, podem até organizar entre si o transporte da bagagem, para comodidade e conforto dos caminhantes. Será possível visitar o património monumental e experimentar a deliciosa gastronomia da região, em que se destacam os mariscos, o peixe fresco e as saborosas cozinhas do Alentejo e do Algarve, já que a Rota atravessa as duas regiões.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Pelo caminho, poderemos desfrutar da paisagem em pleno e apreciar as surpresas que a natureza nos presenteia, como as flores do campo, o aroma das ervas na frescura da manhã ou o colorido das borboletas. Uma observação mais minuciosa requer algum tempo extra, mas oferece oportunidades raras, como avistar lontras que quase nunca se encontram em ambientes marinhos ou ver as cegonhas que aqui nidificam nas arribas costeiras, um caso único no mundo.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Vale a pena fazer uma paragem de um dia ou dois para experimentar uma atividade como o surf, na ondulação forte do oceano atlântico, ou para descobrir uma praia tranquila, e quem sabe mesmo deserta, e relaxar do passeio. Em alternativa ao mar, as ribeiras e os rios são também boas sugestões para aliviar o calor nos dias de verão.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Muitos destes trilhos já eram bem conhecidos dos peregrinos que partiam do Cabo de São Vicente com destino a Santiago de Compostela. Como eles, podemos equipar-nos com calçado e roupa confortável e pormo-nos a caminho, sem deixar rasto da passagem para manter este reduto de natureza preservada. Será, com certeza, uma caminhada inesquecível…


Pela via algarviana

No interior tranquilo e verdejante há um Algarve diferente que esconde aldeias tradicionais e paisagens espetaculares. O caminho para chegar a este mundo preservado? Nada mais fácil… é só seguir as setas! 

Marcado no terreno com sinalética e painéis interpretativos, este percurso é conhecido como “Via Algarviana” e atravessa longitudinalmente a região. A via tem origem num antigo trilho religioso seguido pelos peregrinos que se dirigiam ao Promontório de Sagres onde foram encontradas as relíquias de São Vicente. Desde Alcoutim, junto ao rio Guadiana, até ao Cabo de São Vicente são cerca de 300 kms divididos em 14 setores, que têm início e fim em localidades com alojamento e restauração. Tudo pensado para podermos adaptar o trajeto ao ritmo de cada um, ou escolher apenas os troços que nos interessam.

Via Algarviana - Monchique
Photo: Monchique ©Via Algarviana

Este mergulho na natureza começa no cais de Alcoutim junto ao Rio Guadiana e atravessa a Serra do Caldeirão, zona de produção de cortiça e de aldeias típicas a não perder como Salir, Benafim e Alte. A meio, passando São Bartolomeu de Messines, o trilho segue ao longo da Ribeira do Arade, num troço de grande beleza. Silves é visita obrigatória, antes de rumar à Serra de Monchique, cujos panoramas deslumbrantes podem ser admirados a partir da Picota ou da Foia, os locais mais elevados do Algarve. Depois de zonas quase selvagens, o caminho cruza Marmelete, Bensafrim e Barão de São João e uma floresta de pinheiro-manso. Sente-se o cheiro a mar e a Via Algarviana chega ao fim no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o trecho de costa mais bem preservado da Europa.

Castelo de Silves - José Manuel
Photo: Silves ©José Manuel

Ao longo do percurso podemos apreciar a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras. Das árvores e arbustos e destacam-se o medronheiro, a figueira, a alfarrobeira, o sobreiro e a amendoeira que fornecem matéria-prima para doces e licores deliciosos. Rios e ribeiras garantem a frescura nos dias mais quentes e são o habitat das lontras, entre outras espécies de fauna. Neste território, em parte integrado na rede Natura 2000, também se encontram lebres, javalis ou raposas, mas mais difícil será avistar os poucos linces existentes. Quanto às aves, se o rouxinol-do-mato e o abelharuco se destacam pelas cores da plumagem, talvez seja preciso mais atenção e binóculos para observar a águia de Bonelli ou o Bufo-real, que procuram lugares bem altos. 

Via Algarviana - Robert Monnier
Photo: Via Algarviana ©Robert Monnier

Aqui, ainda se pratica a agricultura tradicional, subsistindo moinhos de vento, eiras e fornos comunitários. Nas casas caiadas de branco sobressaem chaminés rendilhadas de uma delicadeza notável. Populações simpáticas e acolhedoras mantêm vivas as tradições do mundo rural e transformam em iguarias aquilo que a terra lhes dá - aguardente de medronho, licores de poejo ou de amêndoa, mel, queijos ou enchidos são alguns dos produtos a provar e levar. Tal como as peças de artesanato, excelentes recordações que testemunham a habilidade destas gentes em cestaria, tecelagem, olaria e tantas outras artes. 

Via Algarviana - Edgar Ribeiro
Photo: Via Algarviana ©Edgar Ribeiro

Para fazer o percurso devemo-nos equipar a rigor com roupa e calçado adequado, não esquecendo a bússola ou o GPS, e outros objetos práticos. E convém consultar o site da Via Algarviana para obter informações detalhadas. Depois é só por pernas ao caminho e dar início à jornada.


Ir à praia em Lisboa

Não deixe de…
  • passear ao longo da praia
  • dar um mergulho no Oceano Atlântico
  • jantar ao pôr-do-sol, vista mar
  • provar o marisco

Situada no encontro da foz do Rio Tejo com o Oceano, Lisboa é uma cidade com uma forte ligação ao mar, a única capital europeia com praias atlânticas.

Por isso, é imprescindível dar um passeio ao longo da costa ou até fazer uns dias de praia.

Com mais de duas dezenas de praias com Bandeira Azul, a costa tem ótimas condições para a prática de desportos náuticos e atrai surfistas e bodyboarders de todo o mundo, com todos os níveis de experiência.

Dizem os entendidos que aqui se encontram as melhores ondas da Europa, com grande diversidade de tipos de onda e de fundo, de areia ou de laje.

 


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação e não guarda dados identificativos dos utilizadores.
Poderá desativar esta função na configuração do seu browser. Para saber mais, consulte os Termos de Utilização

close