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Sugestões

Gastronomia do Alentejo

Não deixe de…
  • saborear um gaspacho
  • provar os vários pratos de migas e as açordas
  • acompanhar a refeição com um bom vinho da região
  • deliciar-se com um queijinho regional

A criatividade e a imaginação na utilização de ingredientes muito simples fizeram da gastronomia alentejana uma surpresa de sabores e uma prova da hospitalidade dos alentejanos.

Em tempos, foi uma região de trigo e de grandes planícies onde as varas de porcos pastavam livremente nos montados e olivais. Por isso, o pão, o porco e o azeite tornaram-se a base de uma das mais gostosas cozinhas de Portugal, numa suave combinação com ervas aromáticas como os coentros, a salsa, o rosmaninho, os orégãos, o poejo ou a hortelã.

Uma das delícias regionais são os pequenos pratos de petisco. Seja como entrada ou para uma degustação de especialidades, os ovos mexidos com espargos selvagens, os pimentos assados, os torresmos ou as migas de vários sabores e combinações são uma tentação.

A sopa, que pode ser o prato principal, é obrigatória. Pode ser um gaspacho, servido frio, ou uma sopa de cação, de bacalhau ou de tomate com linguiça, feitas com pão. A que não se pode mesmo deixar de provar é a mais simples de todas: a açorda alentejana, que se faz com água, azeite, alho, ovo escalfado, pão e coentros. Também de pão, são feitas as migas que acompanham as carnes de porco fritas ou o bacalhau desfiado, por exemplo.

No litoral, vale a pena experimentar o peixe fresco da costa ou outras especialidades como os percebes ou os pratos com amêijoa, como a carne de porco à alentejana.


Descobrir o estilo manuelino

Nascido da vontade de um rei e do génio criativo que se vivia em Portugal no século XVI, a arte manuelina é uma expressão artística genuinamente portuguesa.

Os Descobrimentos trouxeram grande riqueza e conhecimento a Portugal. Nessa época, os navegadores portugueses deram a conhecer ao mundo civilizações longínquas e muitos artistas estrangeiros vieram trabalhar no país. Desse encontro de culturas nasceu o manuelino, uma interpretação muito específica do gótico, em termos de estrutura arquitetónica e de decoração. É possível identificar um conjunto de ornamentos e uma combinação de símbolos que apenas se encontram em Portugal. O estilo surgiu durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521) mas o nome só foi adotado no século XIX para designar esse espírito criativo.

A Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos são um ex-libris, mas em todas as obras construídas na época facilmente se descobre a Esfera Armilar e a Cruz de Cristo. São os símbolos pessoais do rei e o reflexo do poder temporal e espiritual que ambicionava. Muitos outros símbolos terrenos e religiosos foram adotados e decoraram com exuberância a arquitetura gótica como ramos e folhagens, cordas torcidas e estranhas formas marinhas, minuciosamente esculpidos na pedra. Era o marketing da época.

No Mosteiro de Jesus, em Setúbal, encontramos os primeiros exemplos, mas é nas obras do Mosteiro da Batalha e do Convento de Cristo, em Tomar, que nos maravilhamos com o manuelino e onde se revelam todos os segredos da mensagem do rei.

Sintra é uma surpresa. O Palácio da Vila, onde D. Manuel I viveu, revela o seu fascínio pela arte mudéjar que se combinou na perfeição com o novo estilo. No romântico Palácio da Pena, somos surpreendidos com a visão revivalista do manuelino, surgida no séc. XIX.

Ao viajar pelo país temos de estar atentos. Um portal, uma janela geminada, uma pequena igreja ou outros pormenores que se encontram nos edifícios mais antigos vão dar a conhecer o génio da arte manuelina.


Vilamoura e a sua marina

Moderna, animada e sofisticada, Vilamoura desenvolveu-se à volta da marina e é hoje em dia uma das maiores estâncias de lazer da Europa.

A localidade é todo um empreendimento turístico construído a partir da década de 70 do século XX. Mas já os romanos conheciam esta região, como o provam as ruínas do Cerro da Vila, conservadas no Museu do mesmo nome, junto à estrada que dá acesso à Praia da Falésia. 

Excelentes hotéis e aldeamentos e campos de golfe de renome internacional providenciam uma oferta completa para quem quer passar uns dias de descanso à beira-mar. A marina, a maior do país com 1300 postos de amarração, é o principal polo de animação, não só para os que chegam de barco, mas para todos os que passam férias nesta zona e vêm até aqui ao fim da tarde ou à noite para saborear um gelado ou jantar. Também é o local certo para compras, com uma grande variedade desde lojas de artesanato local às mais conceituadas marcas internacionais. E quanto à animação noturna, não faltam bares e discotecas com os melhores DJs e o Casino de Vilamoura que nos pode levar a adrenalina ao rubro. 

Durante o dia há um sem número de atividades para praticar. Ténis, equitação, vela, windsurf, jet-ski, parasailing, passeios de barco, pesca desportiva, a panóplia é muito variada, o difícil mesmo será escolher. E as águas cálidas e areias douradas estão logo ali. Junto ao pontão leste da Marina, a Praia de Vilamoura com um areal que se prolonga até Quarteira, e do outro lado, a oeste, a Praia da Falésia, que se estende por quilómetros para só terminar nos Olhos de Água garantem muito espaço para estender a toalha e bronzear ao sol. Sem esquecer ótimas condições de segurança e muitos divertimentos para uns dias de sonho à beira-mar.


Festas e Devoções

Não deixe de…
  • visitar Fátima no dia 13 de Maio, momento alto das celebrações religiosas, ou em qualquer dia 13 entre maio e outubro
  • visitar as muitas igrejas e santuários de Braga, a mais antiga diocese nacional criada ainda no Império romano.

Num ato de fé ou pelo simples prazer da descoberta, encontramos em Portugal vários motivos de visita e celebração religiosa e outros tantos percursos de busca interior. 

Portugal, a mais antiga nação da Europa, com fronteiras definidas desde o séc. XII, é constituído por território conquistado aos mouros que à época aqui habitavam. Nesse esforço de Reconquista Cristã, os reis portugueses foram ajudados pelos movimentos das Cruzadas, nomeadamente pelos Cavaleiros do Templo. Por isso é um país tradicionalmente católico e ainda hoje muitos templos e cultos religiosos mergulham nas raízes históricas da fundação nacional. O culto mariano é um desses exemplos e aqui encontramos inúmeros Santuários Marianos e diversas formas de veneração à Virgem Maria. Mas Fátima, local das Aparições de Nossa Senhora aos três Pastorinhos em 1917, é sem dúvida o mais importante local sagrado do país. É uma terra de forte espiritualidade, conhecida como a Cidade da Paz, a que ninguém, crente ou não, fica indiferente.

Em honra de Nossa Senhora e de muitos outros Santos, muitas devoções manifestam-se em festas, romarias e peregrinações de grande significado popular. É o caso das Festas da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, das peregrinações em redor de Braga (a Nossa Senhora do Sameiro, ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta e ao de Nossa Senhora da Abadia), ao Santuário de Nossa Senhora da Penha em Guimarães ou a Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, para referir apenas as mais concorridas no norte do país. Mais a sul mencionem-se as Festas da Rainha Santa em Coimbra, as romarias e círios a Nossa Senhora da Nazaré e a Nossa Senhora do Cabo (Cabo Espichel, Sesimbra), ao Santuário de Nossa Senhora de Aires, perto de Viana do Alentejo e ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa também no Alentejo. Já no Algarve são de referir em particular as Festas da Mãe Soberana, em Loulé, talvez a maior manifestação religiosa a sul de Fátima.


Rota dos Vinhos Verdes

Não deixe de…
  • fazer uma prova de vinho, visitar as vinhas e a adega nas quintas que o permitem
  • provar o vinho e adquirir uma garrafa no Solar do Alvarinho, em Melgaço

No extremo noroeste de Portugal, a Rota dos Vinhos Verdes conduz-nos por uma paisagem também ela de cor verde, dividida em pequenas parcelas que ocupam toda a região do Minho e se prolongam a sul até ao rio Vouga.

O vinho verde, único no mundo, é um excelente motivo para descobrir a região. O seu nome estará ligado à cor predominante da região em que se produz ou à acidez que lhe é peculiar, como se as uvas fossem colhidas verdes. Porém, branco ou tinto, é um vinho leve que se bebe fresco e acompanha bem peixes e mariscos, abundantes no litoral. O branco, o mais apreciado e conhecido, é especialmente aromático e refrescante, bebe-se com agrado como aperitivo, com saladas, petiscos ou numa simples pausa num dia de calor.

As vinhas, que se concentram sobretudo ao longo dos rios, sofrem a influência do Atlântico e, na sua procura do sol, as videiras entrelaçam-se nas árvores, trepam em latadas e bordam campos pontuados por típicos espigueiros. Distribuem-se por nove sub-regiões (de norte para sul): Monção e Melgaço; Lima; Basto; Cávado; Ave; Amarante; Baião; Sousa e Paiva.


Marinas e Portos de Recreio do Algarve

Quem vem de barco para o Algarve, encontra ao longo da costa algarvia muitos locais onde pode aportar em segurança.

As Marinas e Portos de Recreio oferecem todas as comodidades e serviços que possam vir a ser necessários e possuem muitos espaços de diversão e lazer que os tornam grandes polos de animação nas zonas em que estão inseridos, atraindo também muitos visitantes que chegam por terra. Sempre com excelentes condições, estas infraestruturas sucedem-se de um extremo ao outro da região.

Se começarmos por oeste, encontramos a Marina de Lagos que foi distinguida com o prémio Euromarina Anchor Award e está localizada na larga baía, uma das maiores da Europa com quatro quilómetros de amplitude. Aqui a tradição náutica perde-se no tempo, já que a própria cidade esteve desde sempre ligada aos Descobrimentos Portugueses e à história da navegação deste país de marinheiros.


Templários

Não deixe de…
  • visitar em Tomar a igreja de Santa Maria do Olival, também relacionada com a temática templária
  • visitar, também em Tomar. a Mata Nacional dos Sete Montes, a cerca do castelo, com uma casa de fresco intitulada “a charolinha”

Inspirados pelos mistérios da história dos Cavaleiros da Ordem do Templo e pela sua simbologia plena de mensagens ocultas, podemos fazer uma viagem à descoberta dos tesouros templários em Portugal. 

A Ordem dos Templários estabeleceu-se em Portugal no séc. XII, para ajudar os primeiros reis portugueses na Reconquista Cristã e continuar as Cruzadas. O seu castelo, que fundaram em Tomar, em 1160, era na época o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, inspirado nas fortificações da Terra Santa. Mas quase dois séculos depois, em 1312, a Ordem foi extinta pelo Papa Clemente V, com a intenção de pôr fim à sua fama e poder. Em Portugal, no entanto, foi criada a Ordem de Cristo, fiel herdeira e depositária de todas as suas riquezas espirituais e materiais, preservando o seu espírito de cruzada durante a epopeia dos Descobrimentos.

Bem no coração de Portugal, podemos deixar-nos guiar por histórias que nos transportam numa busca imaginária do Santo Graal. 


Vinhos do Centro de Portugal

Com uma grande diversidade de paisagens e de condições climáticas, o Centro de Portugal produz vinhos de excelente qualidade que vão bem com a gastronomia da região. 

Vinhos da Bairrada
Situada na faixa litoral entre o Oceano e a Serra do Buçaco, a região da Bairrada sofre a influência do Atlântico com chuvas abundantes e temperaturas suaves. Este clima fresco e húmido dá origem a uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica, ideais para a produção de vinhos espumantes. Foi nesta região que em 1890 se produziu este tipo de vinho pela primeira vez em Portugal, que sobretudo na variedade “Bruto” acompanha na perfeição o leitão assado, que é a especialidade gastronómica regional.

Na Bairrada produzem-se ainda vinhos brancos, de cor citrina e aroma frutado, tintos, de cor granada a rubi, que toma reflexos acastanhados com o envelhecimento, e aguardentes bagaceiras. Podemos ficar a conhecer melhor a história destes néctares no Museu do Vinho da Bairrada na Anadia, ou visitando as quintas e adegas onde eles são produzidos, em ambientes tradicionais, ou espaços contemporâneos desenhados por arquitetos de renome. 

Vinhos do Dão
No interior, o Rio Dão dá nome a uma região vinícola que foi a segunda a ser demarcada em Portugal em 1908. Estes vinhos já eram no entanto reconhecidos pela sua excelência desde a fundação do reino no século XII, quando a agricultura era dinamizada pelo clero, sobretudo pelos monges de Cister. Cultivadas em solos xistosos ou graníticos, as vinhas do Dão estão dispersas nesta área montanhosa sendo protegidas dos ventos atlânticos pelas serras do Buçaco, Caramulo, Montemuro e Estrela. 

Os vinhos têm um teor alcoólico de 12º e envelhecem bem, até mesmo em garrafa. Os brancos têm uma cor citrina e aroma frutado e os tintos de cor rubi, são encorpados com uma consistência aveludada, e com o tempo adquirem um bouquet acentuado. Para apreciarmos melhor estas características nada como visitar o Solar do Vinho do Dão em Viseu, instalado no antigo Paço episcopal do Fontelo, ou as adegas produtoras, que se espalham pelos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas, Tondela, Sátão, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão e Carregal do Sal. 

Vinhos da Beira interior
Encontramos ainda outra região vinícola com denominação de origem controlada: a Beira interior que integra as sub-regiões de Castelo Rodrigo, Cova da Beira e Pinhel. Aqui, as vinhas são cultivadas nas montanhas entre os 400 e os 700 metros, num clima agreste em que as temperaturas atingem valores negativos no inverno em contraste com os verões quentes e secos. A combinação destes fatores dá origem a vinhos com muita frescura, em que são utilizadas uma grande variedade de castas permitindo a descoberta constante de novos aromas e sabores.

Esta descoberta, como vimos, pode aliás ser um bom pretexto para conhecer melhor toda a região conjugando os verbos provar, saborear e brindar! 


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