Sugestões
À descoberta do barroco
Percorremos o país de norte a sul, com uma incursão aos arquipélagos da Madeira e Açores, para conhecer os fascinantes ícones que ilustram a “Idade de ouro” de Portugal.
Tendo chegado ao nosso país mais tarde do que ao resto da Europa, o barroco manifestou-se de forma diferente, mas sempre com grande pujança. Se nos exteriores é a espetacularidade e dimensão dos monumentos erguidos nos séculos XVII e XVIII que impressiona, os interiores surpreendem pela riqueza decorativa. Uma das suas principais características é a profusão de talha dourada e azulejos, mas também se expressa na escultura, na pintura, na cerâmica, na ourivesaria, no mobiliário ou nos têxteis.
Apresentamos quatro percursos para poder apreciar as características particulares deste estilo em cada região.
No Porto e Norte, partimos “Em Busca de Tesouros” para ver obras grandiosas em granito, com portais elaborados e interiores sumptuosos. E não falamos apenas de arquitetura religiosa, mas também dos solares, imponentes residências da antiga nobreza.
Estas casas apalaçadas encontram-se igualmente no Centro de Portugal, mas no passeio que propomos, os detalhes contam muito. “Dias de fausto e esplendor” leva-nos pelas cidades mais importantes da região para ver peças de escultura, pintura, ourivesaria, mobiliário, arte sacra e também chafarizes, jardins ou até uma fortaleza.
Já na região de Lisboa, fazemos “Um Passeio dourado”, a cor predominante no interior de tantas igrejas e palácios. Mas também poderemos ver o estilo barroco aplicado a meios de transporte, como os coches e as galeotas. Ou até no urbanismo – após o grande terramoto de Lisboa em 1755, a reconstrução da cidade foi planificada segundo uma estratégia iluminista.
E para ficarmos com uma ideia completa do país, viajamos até ao sul e ilhas. Alentejo, Algarve, Açores e Madeira possuem muitas “Preciosidades escondidas” que vale a pena descobrir. Por vezes são monumentos de fachadas austeras que guardam riquezas e obras-primas no interior. Outras vezes, igrejas e santuários em lugares recônditos que só por si valem uma deslocação.
Aventuremo-nos por Portugal, à descoberta do Barroco!
Marinas e Portos de recreio
Atracar em porto seguro está sempre ao alcance de quem navega ao longo da costa portuguesa. De norte a sul e nas ilhas da Madeira e Açores são muitas as marinas e portos de recreio equipados com todos os serviços para receber bem aqueles que chegam por mar.
Nos séculos XV e XVI foi no mar que os navegadores portugueses encontraram os caminhos que os levaram ao encontro de outras culturas em terras distantes, tendo sido os primeiros europeus a alcançar o Extremo Oriente ou o Brasil.
Hoje em dia, com um clima ameno e muito sol durante todo o ano, Portugal oferece excelentes condições para usufruir do oceano, navegando ou praticando os mais variados desportos náuticos, com a certeza de encontrar os apoios e equipamentos de que precisarmos em terra firme. Estes apoios estão disponíveis nas Marinas e Portos de recreio, muitas delas galardoadas com a Bandeira azul da Europa que certifica as excelentes condições disponibilizadas no que se refere à qualidade da água, gestão ambiental, segurança e serviços.
E se seguirmos a linha da costa de norte para sul, começamos por encontrar a Marina de Viana do Castelo, que junto à foz do Rio Lima é a porta de entrada para a verdejante região do Minho. Um pouco mais abaixo duas marinas – na Póvoa do Varzim, estância de veraneio muito concorrida, e em Leixões, a Marina Porto Atlântico que já está nas imediações da segunda maior cidade do país – o Porto. Mas quem se quiser aventurar para o interior, poderá escolher as marinas e docas do Rio Douro, na região onde se produz o famoso vinho do Porto, também ele um “navegador” pois chegou a todas as partes do mundo.
No Centro de Portugal, destaca-se o Farol da Barra, o mais alto do país e uma referência para os marinheiros. Mas também há vários locais para prender as amarras - no Carregal próximo de Ovar, na Torreira ou na Figueira da Foz, uma estância balnear cheia de charme e tradição. Mais a sul, a Nazaré e Peniche, que são famosas pelas artes piscatórias e pelas ondas que atraem surfistas de todo o mundo, também oferecem portos seguros.
Já na zona de Lisboa, quem chega por mar tem muitas opções, desde a linha do Estoril com a Marina de Cascais e o Porto de Recreio de Oeiras, à Marina do Parque das Nações no extremo oriental da cidade. Pelo meio as Docas – de Alcântara, Santo Amaro, Belém e Bom Sucesso - foram reconvertidas nos anos 90, tornando-se polos de animação noturna da cidade, com restaurantes, bares e discotecas que atraem muita gente.
Do outro lado do Rio Tejo, junto ao Parque Natural da Arrábida, o Porto de Recreio de Sesimbra é uma excelente base para passeios à descoberta de pequenas enseadas e praias desertas. Tal como a Doca das Fontaínhas em Setúbal ou a Marina de Troia, onde ao soltar amarras, facilmente encontramos golfinhos. Mais a sul, Sines serve de porto de escala para quem segue para o Algarve, já que está a meio caminho. E no interior do Alentejo, a Amieira Marina é o apoio com que podem contar aqueles que navegam no grande lago do Alqueva, onde até é possível alugar um barco-casa para descansar e passear.
Ao longo da costa algarvia sucedem-se os locais para aportar em segurança. Vilamoura, a marina mais antiga do país, fica na zona mais central e é um grande centro de animação. Mas de oeste para leste - Lagos, Portimão, Albufeira, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António têm outros portos e marinas que rivalizam em qualidade.
Em pleno Atlântico, nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, importantes como escala na epopeia portuguesa do século XVI, as ligações marítimas são o principal transporte entre ilhas. Na Madeira, para além da Marina, o Funchal, cidade cosmopolita, possui um dos principais portos de cruzeiros do país e recebe iates e navios de todo o mundo. Mas na região há outros locais para aportar, por exemplo na Quinta do Lorde e na Ilha do Porto Santo, famosa pelo seu longo areal dourado.
Nos Açores, a Marina da Horta, um ícone para quem cruza o Atlântico, é bem conhecida dos “lobos do mar” que nas suas paredes deixam desenhos e pinturas, tornando-a uma das mais coloridas do planeta. E noutras ilhas, há outros lugares para lançar âncoras. Por exemplo na Terceira – em Angra e na Praia da Vitória - ou em São Miguel - em Ponta Delgada e em Vila Franca do Campo, onde podemos deixar o barco em segurança para, em terra firme, partir à descoberta da beleza deslumbrante destas ilhas mágicas.
Porto Top 10
Cidade de espírito cosmopolita, o Porto tem sido reconhecido internacionalmente como um destino a descobrir e é uma escolha preferencial para muitos turistas e viajantes. Em 2017, foi eleito Melhor Destino Europeu por turistas de todo o mundo.
Numa visita à cidade, há muitos motivos que estão no topo de todas as preferências. Por isso, num top 10 do Porto indicamos os principais pontos de interesse, na sua maioria situados no centro histórico, classificado Património Mundial pela Unesco.
1. Av. dos Aliados
É o eixo principal do centro histórico do Porto, coroado pelo edifício da Câmara Municipal e enquadrado pela zona comercial mais tradicional da cidade. Nas redondezas o Café Majestic é de visita obrigatória.
2. Sé Catedral
Além da igreja começada no séc. XII, vale a pena visitar os claustros, cobertos de azulejos. Do terreiro, onde fica o pelourinho e outros monumentos, é soberba a vista sobre o Douro e o casario das duas margens.
3. Ribeira
É um do mais atrativos bairros do Porto, onde se sente um ambiente castiço e popular. Aqui pode iniciar-se um cruzeiro pelo Douro.
4. Igreja de S. Francisco
Principal templo de construção gótica da cidade, o Interior barroco é totalmente revestido a talha dourada.
5. Palácio da Bolsa
Bonito edifício do séc. XIX onde se destaca, para além do famoso Salão Árabe, o Pátio das Nações e a cenográfica escadaria nobre.
6. Torre dos Clérigos
É um dos monumentos emblemáticos do Porto, da autoria de Nicolau Nasoni, o mais conceituado arquiteto do período barroco do norte de Portugal. Do alto, a vista sobre a cidade e o rio merecem a subida.
7. Livraria Lello
Conhecida pelas suas escadas inspiradoras, entre outras razões, é considerada uma das melhores e mais bonitas livrarias do mundo.
8. Casa da Música
A sua arrojada arquitetura assinada por Rem Koolhaas e a diversificada agenda musical fazem dela um ícone do Porto.
9. Serralves
Lugar dum extenso parque muito bem cuidado e agradável, um Museu de Arte Contemporânea riscado por Álvaro Siza Vieira e uma casa em estilo art deco que deu nome à Fundação.
10. Foz
Além das praias, é um local de lazer e esplanadas à beira-mar, com uma pérgola que lhe dá um encanto especial nas fotografias.
Rota dos Santuários Marianos
- visitar no Santuário de Fátima, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e a Capelinha das Aparições, mas também a mais recente Basílica da Santíssima Trindade
- visitar a Igreja de Santa Maria em Marco de Canaveses, de 1996, da autoria de Álvaro Siza Vieira
- visitar a Igreja da Madre de Deus, integrada no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, de exuberante decoração barroca
- também em Lisboa, visitar a Igreja da Senhora do Monte, de onde se desfruta de uma fabulosa vista panorâmica sobre o Castelo e a Baixa da cidade
- visitar a igreja do Mosteiro de Nossa Senhora do Espinheiro, em Évora, hoje transformado em hotel, mas cuja igreja se mantém aberta ao público
Venerada de diversas formas ao longo dos tempos, a Virgem Maria, Mãe de Deus, é uma presença constante nas manifestações da religião católica em Portugal. Visitando templos que lhe são dedicados, podemos conhecer o fervor desta devoção.
Fátima, onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos em 1917, é sem dúvida o principal local de culto em Portugal e um dos principais santuários do culto mariano mundial. Desde então, e especialmente nos dias 13 de cada mês, este lugar de fé e de paz recebe peregrinações que atingem o expoente máximo em Maio e Outubro, quando multidões expressam a sua fé de um modo que a todos toca, sejamos crentes ou não.
Em Portugal, o culto a Nossa Senhora remonta à fundação da nacionalidade e deu origem a mosteiros, ermidas, igrejas ou santuários que são palco de celebração e festas concorridas. Por isso a maioria das catedrais em Portugal é dedicada a Santa Maria, como é o caso das Catedrais do Porto, Viseu, Lisboa, Évora e muitas, muitas outras.
Mas num percurso de norte para sul, podemos destacar desde logo a Igreja de Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo, centro de uma das mais coloridas romarias de Portugal. Em Braga, a mais antiga Sé portuguesa é dedicada a Santa Maria, e ali perto temos manifestações de grande devoção no Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, Igreja de Santa Maria de Falperra e no Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Santa Maria do Bouro, Amares. Já em Guimarães, vale a pena conhecer a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o Santuário de Nossa Senhora da Penha. Em Lamego, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios que domina a cidade no cimo de imponente escadório, é um dos mais célebres lugares de culto mariano por ocasião da sua grande romaria.
Santuário de Nossa Senhora da Abadia © Câmara Municipal de Amares / Moisés Soares
No Porto temos a catedral sob invocação de Nossa Senhor da Assunção, e em Coimbra, a Sé Velha, ou Igreja de Santa Maria, é mais uma igreja fortaleza associada ao modo românico e ao período da fundação de Portugal. Continuando para sul encontramos dois monumentos consagrados a Santa Maria que são Património Mundial: a cisterciense Abadia de Alcobaça, mandada construir pelo 1º rei de Portugal, e o verdadeiro compêndio de escultura em pedra que é o Mosteiro de Santa Maria da Vitória ou Mosteiro da Batalha, porque comemora a vitória numa batalha pela independência de Portugal. Ali perto fica a praia da Nazaré cuja Igreja de Nossa Senhora é objeto de outra concorrida romaria, associada a um conhecido milagre local.
Em Lisboa, há vários templos dedicados a Nossa Senhora, alguns de verdadeira devoção popular, como é o caso da Capela da Senhora da Saúde, no histórico bairro da Mouraria. Mas além da românica Sé Patriarcal, ou igreja de Santa Maria Maior, o mais importante é o Mosteiro dos Jerónimos, um dos mais impressivos monumentos da capital, classificado Património Mundial e cuja igreja está dedicada a Santa Maria de Belém. A sul de Lisboa, encontramos no Cabo Espichel o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, sede duma importante romaria designada como Círio da Senhora do Cabo ou Círio Saloio.
Já no Alentejo, um dos maiores lugares de peregrinação é o Santuário de Nossa Senhora de Aires, perto de Viana do Alentejo, mas também o Santuário de Nossa Senhora da Conceição ou Solar da Padroeira, em Vila Viçosa, desde que, em 1646, D. João IV proclamou a imagem da Senhora da Conceição padroeira de Portugal.
Finalmente no Algarve, num percurso de invocação mariana são dignas de menção a Catedral de Santa Maria em Faro, a Igreja de Santa Maria do Castelo, em Tavira, e a Festa da Mãe Soberana, que se realiza em Loulé em honra de Nossa Senhora da Piedade.
Albufeira e as praias
Uma das estâncias balneares mais concorridas do Algarve pela animação e irreverência, Albufeira deve a sua fama às belíssimas praias e aos muitos bares e discotecas.
Mas vale a pena conhecer melhor esta cidade de casario branco. Fundada pelos Árabes, conserva as ruas estreitas e sinuosas, a descobrir num passeio de dia ou de noite já que a animação não pára. Os caminhos levam-nos à Praia do Túnel ou do Peneco no extenso areal enquadrado pela cidade, que forma um anfiteatro virado ao mar. Ao longo do areal o passeio marítimo abre perspetivas para outras vistas e é limitado a oeste pela Gruta do Xorino, onde os mouros se refugiaram no século XIII após a reconquista cristã da cidade.
Os barcos de pescadores, pintados de cores garridas, descansam na areia da sua faina diária. E nos bairros antigos das gentes do mar, um bar ou um restaurante espreitam a cada esquina. Aqui podemos saborear o marisco ou o peixe fresquíssimo, simplesmente grelhado ou na cataplana, a especialidade da região. Muito apreciado é também o franguinho assado com ou sem piripiri, que ganhou fama na Guia, a cerca de sete quilómetros.
Ou os doces - de amêndoa, figo e alfarroba… e ainda a aguardente de medronho ou o licor de amêndoa amarga. Estas delícias têm origem nas aldeias do interior. Se nos afastarmos um pouco do horizonte azul do mar, podemos apreciar o verde que salpica os campos com laranjeiras, amendoeiras ou figueiras. E podemos também descobrir testemunhos do passado como o Castelo de Paderne com grossas muralhas de taipa características das construções árabes.
Reaproximando-nos da costa devemos visitar ainda a Ermida de Nossa Senhora da Orada, cuja festa tem lugar a 14 de Agosto e inclui uma grandiosa procissão de barcos. Bem perto, fica a moderna Marina de Albufeira, que acolhe com excelentes infraestruturas todos os que chegam por mar.
Mas foram as praias que deram a Albufeira renome internacional. E todas são diferentes, cada uma com o seu encanto próprio. A variedade é grande e tem início a oeste na Praia dos Salgados com as suas dunas de areia branca. Sucedem-se areais emoldurados por rochedos esculpidos pela erosão como a Galé, Castelo, São Rafael ou Arrifes.
A cidade também tem praias – Pescadores, Túnel, Alemães e Inatel - acessíveis num curto passeio a pé. E a oferta continua na direção leste rivalizando em beleza e animação nas Praias da Oura, Santa Eulália, Maria Luísa e Olhos de Água que tem nascentes de água doce em pleno areal. O limite do concelho é marcado pelo longo areal da Praia da Falésia - quilómetros de praia limitados pela arriba que lhe deu nome que se declina em matizes dourados, acobreados e avermelhados. Uma imagem que ganha mais intensidade à luz do fim da tarde e que permanece na nossa memória.
Peniche
- fazer uma aula de surf
- assistir a uma prova do Campeonato Mundial de Surf
- atravessar a língua de areia até ao Baleal
- fazer uma caminhada revigorante na praia
- provar o marisco e o peixe grelhado
Peniche e o mar são indissociáveis. É um dos maiores portos de pesca tradicional de Portugal e um grande centro atlântico de atividades marítimo-turísticas.
Antes de chegar à praia, a visita de Peniche deverá incluir uma passagem pelo centro histórico. Para além do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, das Igrejas de São Pedro e da Misericórdia, destacamos o Forte de Peniche, construído no séc. XVI/XVII para a defesa da costa em cruzamento com o Forte da praia da Consolação e o forte na Ilha das Berlengas. Foi importante para a história de Portugal em vários momentos, mas importa referir que o seu contributo mais recente foi como prisão política durante o Estado Novo, em que aqui estiveram algumas das figuras públicas mais importantes da resistência ao regime. No interior, ficaremos a saber todo os pormenores pois é atualmente o Museu Municipal de Peniche.
Para além das artes da pesca que, naturalmente, sempre foram uma das fontes de rendimento da população, Peniche é também conhecida pela arte das rendas de bilros, que as mulheres se dedicaram a aperfeiçoar enquanto os homens andavam no mar.
O mar continua a ser um dos principais pontos de interesse e desenvolvimento e as praias de Peniche são muito apreciadas. Se as baías da Consolação e do Baleal proporcionam um bom resguardo para dias de praia em família, as ondas desta costa oeste, como as da Praia de Medão Grande, conhecida como Supertubos devido às suas grandes ondas de forma tubular, são muito procuradas por surfistas e bodyboarders de todo o mundo. Num concurso a nível nacional foi nomeada como uma das “7 Maravilhas de Portugal”. Juntamente com a Praia do Lagido, são o palco do grande campeonato mundial de surf Rip Curl Pro Portugal, uma prova que integra o World Surf League Tour.
A uma viagem de barco de distância fica a Ilha das Berlengas, Reserva Natural. As suas águas translúcidas são ideais para os mergulhadores que aqui encontram um reduto natural de fauna e flora marinha. O mar agitado e o isolamento da Ilha são também o mote para muitas histórias misteriosas de pescadores e de barcos afundados nesta costa.
Como não podia deixar de ser, o mar domina também as especialidades gastronómicas. Não se deve por isso deixar Peniche sem provar a caldeirada, o arroz de marisco ou a sardinha assada no carvão, sempre acompanhados dos vinhos da região Oeste. Para sobremesa, recomendam-se os doces de amêndoa, seja um “Amigo de Peniche” ou os biscoitos chamados “Esses”.
Jardins, Parques e Quintas da Madeira
Famosa pelo mundo fora devido à sua beleza natural, a Ilha da Madeira é também frequentemente conhecida como “o jardim flutuante do Atlântico”. Aqui, as tonalidades da vegetação que cobrem as encostas só encontram rival nas exóticas flores que desabrocham em todos os recantos.
Graças ao seu clima suave e moderado, podemos ao longo de todo o ano, e em ambiente natural, admirar flores e plantas oriundas de quase todos os continentes, como as orquídeas, as estrelícias, os antúrios, as magnólias, as azáleas, as proteias entre muitas outras.
Algumas destas plantas tropicais e subtropicais chegaram à ilha nos séculos XVIII e XIX, pelas mãos de comerciantes ingleses enriquecidos com o comércio do vinho Madeira, e escolheram as freguesias do Monte, da Camacha, do Santo da Serra e do Jardim da Serra para construir as suas quintas. A escolha destes locais estava relacionada com o clima mais fresco e húmido, mais próximo das condições atmosféricas da Inglaterra, melhor para a aclimatação das plantas daí trazidas.
As Quintas da Madeira são atualmente uma das grandes atrações da região, que podemos conhecer durante a visita à ilha. Muitas foram recuperadas para vários fins como alojamento para férias, museu, café, entre outras. As Quintas da Madeira integram enormes e espaçosos jardins floridos, repletos das mais raras e variadas plantas, e com espaços convidativos ao descanso e relax ou à simples contemplação da natureza. São sem dúvida um ótimo lugar para passear ou para passar férias em família.
Algarve: praias de um extremo ao outro da costa
A costa algarvia começa em pleno Parque Natural da Costa Vicentina, prolongamento do litoral alentejano.
Entre Odeceixe e Sagres quase não parece estarmos no Algarve, tais são as diferenças entre esta zona e o leste e centro algarvios. Uma área menos explorada, em que as escarpas imponentes escondem praias como Amoreira, Monte Clérigo, Arrifana ou Carrapateira. Algumas são como segredos a descobrir, acessíveis por caminhos escondidos. Mas a maioria é bem conhecida dos praticantes de surf e bodyboard, que aqui encontram as ondas de que gostam, como na Praia do Amado, palco de provas internacionais destas modalidades.
No Cabo de São Vicente junto a Sagres, o extremo sudoeste do continente europeu, o Algarve faz uma curva e o mar ganha um temperamento menos agitado. Esta metade oeste do Algarve é designada por barlavento. Aqui encontram-se praias de sonho enquadradas por rochedos dourados a que o mar deu formas extravagantes. Já que não conseguimos escolher a mais bonita sugerimos alguns nomes de areais a conhecer: Porto de Mós, Praia Dona Ana, Praia do Camilo, Alvor, Vau ou Carvoeiro.
A não perder mesmo, recomendamos a Ponta da Piedade, perto de Lagos, para uma das vistas mais espetaculares sobre as formações rochosas que se podem apreciar em detalhe num passeio de barco percorrendo grutas e algares. Segundo o jornal americano Huffington Post, pode muito bem ser a mais bonita praia em todo o planeta! Ou a Praia da Marinha, que rodeada de falésias esculpidas pela erosão, foi considerada uma das cem mais belas do mundo.
É também entre Lagos e Faro que se encontram as praias mais cosmopolitas, com animação a prolongar-se pela noite dentro. Na Praia da Rocha em Portimão, nas Praias da Galé e da Oura em Albufeira e em Vilamoura, encontram-se os mais badalados espaços de diversão noturna. E durante o dia não faltam propostas de lazer para usufruir da época balnear de uma forma mais ativa nas Praias dos Salgados, São Rafael, Santa Eulália, Maria Luísa ou Falésia.
Muito perto de alguns resorts exclusivos, Vale do Lobo, Ancão e Quinta do Lago possuem um ambiente glamoroso. Estão também nas imediações do Parque Natural da Ria Formosa - um tesouro ambiental feito de águas tranquilas, amplos areais e ilhotas quase desertas que se estende para leste até Cacela Velha.
Na Ria Formosa, vamos de barco até à praia, já que é preciso atravessar as suas águas para alcançar as do mar que banha as ilhas barreira, como a Barreta, a mais meridional do território português, uma autêntica praia deserta. Mas há outras ilhas a descobrir - da Culatra, da Armona, da Fuseta ou a ilha de Tavira que possui uma área reservada ao naturismo.
A oferta de praias continua até à foz do Rio Guadiana. Cabanas, Manta Rota, Altura, Praia Verde e Monte Gordo, são areais enormes que se prolongam mar adentro com extensas áreas em que temos pé, ideais para famílias com crianças. É o sotavento, o leste do Algarve, onde as águas mais quentes e tranquilas convidam a banhos que apetece prolongar.
A Serra da Arrábida e Estuário do Sado
- passear de barco no Estuário
- descobrir as praias da Arrábida
- percorrer um dos trilhos da Serra da Arrábida
- deliciar-se com um peixe grelhado acabadinho de pescar
Entre o azul do mar e o verde da serra, o Parque Natural da Serra da Arrábida é um excelente lugar para por à prova a nossa preparação física.
Situado junto ao mar, o parque oferece uma das paisagens mais deslumbrantes da costa perto de Lisboa. O ponto mais alto encontra-se na Serra do Risco, uma magnífica arriba com 380 m de altura. Os passeios de orientação ou de bicicleta são uma boa sugestão para conhecer este lugar exemplar, de pura vegetação mediterrânica do país. Podemos escolher o nível de dificuldade mais adequado e até se podem fazer percursos noturnos.
Como uma muralha verde a pique sobre o Atlântico, a serra abriga pequenas enseadas de areia branca e, apesar de estar à porta do Oceano, o mar aqui quase não tem ondas.
O Portinho da Arrábida é uma das praias mais bonitas e um bom spot de mergulho, com fauna e flora, únicas, por descobrir nas águas límpidas da pedra da Anixa, uma ilhota em frente ao areal. Tudo se poderá ficar a saber no Museu Ocenográfico, instalado na Fortaleza de Santa Maria da Arrábida. Galapos, Galapinhos e a escondida Praia dos Coelhos são outras praias nesta paisagem protegida, que vale a pena explorar. Já a praia da Figueirinha é uma das mais frequentadas.
A Reserva Natural do Estuário do Sado tem outros atrativos. Sejam os golfinhos que nos acompanham nos passeios de barco ou pelo facto de ser um local de observação de aves especial, com mais de 250 espécies que se podem avistar. O Moinho de Maré da Mourisca é um dos melhores sítios para o fazer.
Para melhor desvendar os segredos do Sado, sugerimos um passeio à vela nos galeões do sal, embarcações tradicionais que percorrem o rio até à Arrábida, ou mesmo numa traineira. O contraste entre o branco das salinas, o azul do rio, o verde dos pinhais e o dourado da areia são a garantia de um tempo bem passado.
No outono e no inverno, os flamingos cobrem o estuário de um manto cor-de-rosa e na primavera e no verão os quilómetros de praias da península de Troia são um refúgio à rotina. As cegonhas-brancas que constroem os ninhos nas torres das igrejas e nas chaminés mais altas, são uma presença familiar e habitual para a população local.
Nesta região, os homens sempre seguiram o curso do Rio Sado, que corre de sul para norte, ao contrário do que é habitual em Portugal, para aproveitar as dádivas da natureza, desenvolvendo atividades como a pesca, a exploração de sal ou a cultura do arroz.
Com sorte, o passeio será alegrado pelo símbolo do estuário - os golfinhos, que nos acompanham com magníficos mergulhos. Para um ponto de vista diferente, um voo de balão é uma ótima sugestão e uma experiência que não se esquece.
10 coisas para ver e fazer em Lisboa
Lisboa é uma cidade cosmopolita, com bons acessos e a poucas horas de distância de qualquer capital europeia.
E há tanta coisa para ver e fazer que é difícil ter tempo suficiente para ver tudo o que se quer, com tempo… apresentamos aqui uma seleção, entre outras que se possam fazer, de tudo o que não pode perder na capital portuguesa.
1. Subir ao Castelo de São Jorge e passear por Alfama
Quem passar em Lisboa e não for ao Castelo de São Jorge terá perdido com certeza um momento inesquecível. É o ponto mais alto da cidade, no meio dos bairros mais típicos. Uma oportunidade única de sentir, e perceber, a ligação da cidade com o rio Tejo.
2. Ouvir um Fado
Goste-se ou não do estilo de música, jantar à luz da vela a ouvir fado em Lisboa é incontornável. Para quem tiver a sorte de o ouvir cantar ao passar numa rua qualquer de Alfama, da Mouraria ou da Madragoa, é de aproveitar. O fado amador ou vadio é assim, quando apetece cantar, canta-se e as guitarras acompanham.
Escadinhas de São Cristóvão, Lisboa © C.M.L.- D.P.C. | José Vicente
3. Ir ao Terreiro do Paço
A maior praça de Lisboa e também uma das mais emblemáticas, símbolo da cidade e da sua reconstrução após o grande terramoto de 1755. Atualmente, é principalmente um espaço muito agradável para passear à beira rio, ao fim da tarde. Também é muito bonita vista do rio, num passeio de barco.
4. Subir no Elevador Santa Justa
Enquanto se percorre a Baixa, dá nas vistas quando passamos por ele. Tem uma vista invejável sobre esta parte antiga de Lisboa, para além de ser um privilégio viajar neste elevador com mais de cem anos que foi desenhado por Ponsard, um discípulo do grande mestre das obras em ferro, Gustave Eiffel.
5. Andar de elétrico
É um meio de transporte comum para os lisboetas, mas também uma das melhores maneiras de viajar pelos bairros históricos. Fica bem em qualquer fotografia e o som do elétrico a correr nos carris é um dos mais caraterísticos da cidade. O 28 é o mais conhecido, mas há mais...
6. Visitar o Mosteiro Jerónimos e a Torre de Belém
Lisboa tem dois monumentos únicos que são Património Mundial. São duas joias do gótico manuelino que facilmente impressionam qualquer pessoa. Para além de as abóbadas trabalhadas em pedra constituírem uma obra de engenharia admirável, a riqueza dos elementos decorativos ligados a aspetos marítimos e às viagens dos navegadores é fascinante.
7. Provar um pastel de Belém
É um ex-libris da gastronomia portuguesa e tem uma receita muito bem guardada em segredo que os torna únicos. A não perder! Um doce de pastelaria que os lisboetas gostam de acompanhar com um café.
8. Visitar o Oceanário, no Parque das Nações
O Parque das Nações é um caso de sucesso na revitalização de uma zona industrial, com uma localização privilegiada à beira rio. Vale a pena visitar o Oceanário, um dos maiores da Europa, onde se pode apreciar a fauna e a flora dos diversos oceanos do nosso planeta.
Parques das Nações © Turismo de Lisboa
9. Visitar o Museu Nacional do Azulejo e o Museu dos Coches
São dois museus que não têm igual no mundo. Um, conta a história do azulejo em Portugal, desde as primeiras utilizações na parede no séc. XVI até aos dias de hoje. Outro, tem uma coleção de coches inigualável, com bons exemplares do século XVIII exuberantemente decorados com pinturas e talha dourada.
10. Jantar no Bairro Alto
Lisboa é conhecida também por ter uma noite muito animada e movimentada. Depois de uma tarde às compras no elegante bairro do Chiado, nada como um final de tarde num dos miradouros, de Santa Catarina ou de São Pedro de Alcântara, e ficar para jantar no Bairro Alto. É imprescindível para quem gosta de sair à noite e se divertir.



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