Sugestões
Aldeias históricas
- percorrer as ruas estreitas do Piódão e reparar nas janelas e portas azuis
- experimentar um voo de parapente em Linhares da Beira
- provar as sardinhas doces de Trancoso
- admirar as ruínas do castelo e da antiga Casa da Câmara em Marialva e do Paço de Castelo Rodrigo
- percorrer as muralhas de Almeida em forma de estrela
- descobrir as caras do Mendo e da Menda em duas casas de Castelo Mendo
- conhecer a história de Belmonte no Museu interativo
- descansar no Chafariz da Bica em Castelo Novo e apreciar a arquitetura do Largo
- apreciar as várias fases de construção da catedral de Idanha-a-Velha
- trazer um adufe ou uma marafona de Monsanto
Feitas de granito e xisto, as aldeias históricas conservam histórias de conquistas e tradições antigas e deslumbram pelas paisagens, património e simpatia das gentes que as habitam.
Assentes no alto das serras, distinguem-se ao longe nas altivas torres dos seus castelos medievais. É por isso que estão estrategicamente alinhadas ao longo da fronteira. Reis e senhores da terra sabiam que assim podiam dormir mais sossegados. Enganavam-se por vezes. Mouros e cristãos, castelhanos e portugueses, todos tentaram tomá-las para si e por isso cada uma tem uma história muito antiga ou uma lenda para contar. Hoje são pacíficas e mantêm nas pedras da rua e das casas o que Portugal tem de mais genuíno: a autenticidade do seu povo e o orgulho de uma História com 900 anos.
São doze no total e para as conhecer sugerimos um percurso que começa no único local onde não há um castelo para visitar – o Piódão. A aldeia estende-se pela encosta escondida nos confins da Serra do Açor, e talvez por isso não tenha sido necessário fortificá-la. A visita implica uma grande caminhada, pois não há outra forma de percorrer estas ruas estreitas que serpenteiam entre as casas de xisto.
Em Linhares da Beira, já na Serra da Estrela, destaca-se o castelo erguido num planalto, ponto de vigia sobre o horizonte. Mas também não devemos perder a igreja matriz de origem românica que guarda tábuas atribuídas a Grão Vasco, importante pintor quinhentista. O centro histórico de Trancoso está rodeado por muralhas medievais e integra uma Judiaria onde podemos descobrir símbolos hebraicos gravados nas pedras das casas.
Marialva foi uma importante praça militar na Idade Média, e Castelo Rodrigo conserva as ruínas de outra fortaleza com marcas de histórias de lutas e traições. Já as muralhas da vila de Almeida, vistas do ar, formam uma estrela de doze pontas que podemos percorrer de um extremo ao outro. Esta sólida estrutura defensiva foi construída no século XVII transformando o burgo medieval numa praça-forte. Em Castelo Mendo, outra povoação fortificada, vamos encontrar as figuras que representam o alcaide que deu nome à aldeia, e a sua esposa esculpidas na pedra de duas casas.
Belmonte, austera na sua arquitetura de granito, viu nascer o navegador Pedro Álvares Cabral, que em 1500 descobriu o Brasil e acolheu judeus expulsos de Castela nos séculos XV e XVI, mantendo ainda hoje uma comunidade ativa que frequenta a sinagoga. A 760 metros de altitude, Sortelha está situada sobre um terreno de rochedos escarpados, que envolvem a aldeia formando um anel. Da torre do seu castelo a vista é de cortar a respiração.
Em Castelo Novo, com belos exemplares de casas senhoriais, merecem destaque a Casa da Câmara, a Cadeia e o Chafariz de D. João V em estilo barroco. Idanha-a-Velha guarda as ruínas da antiga Egitânia e a catedral visigótica. Logo ao lado, Monsanto, já foi considerada a «aldeia mais portuguesa de Portugal», galardão que é recordado pelo galo de prata no cimo da Torre de Lucano. Esta é a última aldeia deste périplo e aqui costuma dizer-se que não se sabe se é a casa que nasce da rocha ou a rocha que nasce da casa, de tal modo é perfeita a integração na paisagem.
Para melhor organizar a sua viagem consulte as ofertas de atividades e de alojamento que as Aldeias Históricas têm para si em www.aldeiashistoricasdeportugal.com
Golfe na costa oeste
A norte de Lisboa e com bons acessos, podem apreciar-se os revigorantes ares do Atlântico enquanto se dão umas tacadas num dos campos de golfe da região oeste.
Os cenários podem ser de mar e dunas ou de pinheiros e acácias, o que permite por em prática vários tipos de estratégia de jogo. O Praia d’El Rey, à beira-mar e com vista para as ilhas das Berlengas, já foi considerado um dos melhores percursos da Europa. Tem dois tipos de paisagem distintos: os primeiros buracos estão inseridos num pinhal e os restantes correm junto à praia. É um campo com perspetivas e desafios novos todos os dias, seja pela força do vento que se vai alterando ou pelas novas tonalidades que a paisagem ganha.
Combina-se em perfeição com os vizinhos campos do Bom Sucesso e Royal Obidos. O Bom Sucesso Golf Course oferece um resort de arquitetura contemporânea e um traçado extremamente desafiante da autoria de Donald Steel, com vista sobre o mar e sobre a Lagoa de Óbidos. Já no Royal Obidos, os golfistas podem ter uma experiência de jogo única num campo desenhado por Severiano Ballesteros para jogadores de todos os níveis.
Além destes grandes desafios, a costa Oeste tem ainda o Clube de Golfe do Botado, em Peniche, e o Dolce CampoReal, perto de Torres Vedras.
Entre partidas de golfe, há muitos motivos de interesse nas proximidades para um passeio, seja para visitar a vila medieval de Óbidos ou dar um mergulho nas praias de Santa Cruz, Porto Novo, Areia Branca ou Baleal. E já que se está perto do mar, é imperativo provar o peixe fresco grelhado, acabadinho de pescar.
Gastronomia do Centro de Portugal
No Centro de Portugal deliciamo-nos com os sabores do mar e da montanha e com doces de comer e chorar por mais, tudo condimentado pelo caloroso acolhimento das populações que gostam de receber com mesa farta quem os visita.
A costa oferece mariscos e peixes frescos que se saboreiam em ensopados e caldeiradas, destacando-se as enguias na região de Aveiro. No interior, os muitos rios e lagos fornecem outros tipos de peixe, como as trutas, que simplesmente grelhadas, são um manjar delicioso.
Já o bacalhau, imprescindível na mesa de todos os portugueses, tem lugar de honra em Ílhavo. Diz-se que há mil e uma receitas para o confecionar, pelo que não devemos deixar de apreciar algumas. E entretanto aproveitar também para visitar o Museu Marítimo de Ílhavo e ver os navios antigamente usados na sua pesca - o Santo André e o Santa Maria Manuela -, já que assim ficamos a saber mais sobre esta dura faina que levava os corajosos marinheiros até aos mares distantes e gélidos da Terra Nova e Gronelândia, para pescar e salgar este pitéu.
Nos pratos de carne, salienta-se o leitão assado no forno, que atrai gentes de todo o país aos restaurantes da Bairrada. Mais a norte em Viseu, é a vitela assada à moda de Lafões que se evidencia nas ementas, e na região de Castelo Branco o destaque vai para o porco preparado de diversas formas - bucho recheado, maranhos e uma variedade de enchidos, cada um com sua distinção. O cabrito assado no forno apresenta-se por toda a região e nas zonas serranas podemo-nos deliciar com a chanfana de cabra, cozinhada lentamente em vinho tinto.
Os queijos têm um lugar importante na gastronomia da região. O ex-libris é sem dúvida o famoso Queijo da Serra, produzido na área da Serra da Estrela. De pasta semi-mole e amanteigado encontra-se ao longo de todo ano, mas para termos uma escolha mais diversificada e provar todas as variantes, nada como visitar as feiras que lhe são dedicadas nos meses de fevereiro e março. Mas há outros queijos a não perder como o Rabaçal da zona de Ansião e Penela, o de Castelo Branco, ou o picante da Beira Baixa de aroma intenso. Como a oferta é diversificada, não há que escolher, o melhor será trazer um de cada.
Quanto aos doces, em Aveiro é obrigatório comprar os ovos-moles embalados nas barricas de madeira ou envolvidos em massa de hóstia, para saborear durante um passeio na cidade ou trazer como oferta. Os ovos e o açúcar são também os ingredientes principais do pão-de-ló de Ovar e das castanhas de ovos de Viseu, outras delícias a não perder. E não devemos esquecer os pastéis – de Tentúgal, de Vouzela ou de Santa Clara em Coimbra, são nomes a fixar para pedirmos nas pastelarias.
Todas estas especialidades têm por base produtos regionais de excelente qualidade. Alguns deles, podemos experimentar e trazer connosco, como o Azeite da Beira Baixa que tem denominação de origem protegida, ou o mel que se produz na área da Naturtejo, na Serra da Lousã e em muitas outras serras. E no tempo das cerejas todos os caminhos vão dar à Cova da Beira, uma das principais áreas produtoras deste delicioso fruto. São apenas alguns exemplos do muito que podemos experimentar, mas há sempre outros aromas e sabores à nossa espera.
Faial, ilha azul e cosmopolita
- tirar uma fotografia com um dos ex-libris da ilha, os moinhos
- visitar o Jardim Botânico do Faial, instalado na Quinta de São Lourenço, no vale dos Flamengos
O Faial situa-se no grupo central do arquipélago dos Açores, e faz parte das chamadas “ilhas do triângulo”, em conjunto com São Jorge e com a vizinha Ilha do Pico separada pelo Canal do Faial, um estreito braço de mar com cerca de 8 km de largura.
A Ilha ocupa uma área de cerca de 172 km2, com 21km de comprimento e uma largura máxima de 14km. Foi descoberta em 1427 e colonizada em 1432, por muitos naturais da Flandres. Terá recebido o nome de Faial por aqui existirem muitas faias, mas mais nenhuma ilha se pode orgulhar tão justamente dos imensos maciços de hortênsias, em diversos tons de azul, que emolduram as casas, separam os campos e bordam as estradas, justificando o título de Ilha Azul.
A partir do século XVII o Faial sofre um profundo desenvolvimento, tornando-se um importante entreposto comercial, devido à sua posição geográfica como porto seguro entre a Europa e as Américas. Mais recentemente, foi eixo das comunicações entre continentes e hoje é ponto de referência obrigatório do iatismo internacional.
O Cabeço Gordo, na zona central da ilha, com 1.043 m de altitude é o seu ponto mais alto. É um magnífico miradouro natural que em dias de bom tempo permite avistar todas as ilhas do triângulo e até a Graciosa.
Próximo, situa-se uma enorme cratera denominada Caldeira, com cerca de 2 km de diâmetro e 400m de profundidade. Está rodeada por hortênsias azuis e uma vegetação exuberante, de que se destacam cedros, zimbros, faias, fetos e musgos, parte dos quais são significativos exemplares da vegetação original da ilha. Esta área, o Parque Natural do Faial foi o primeiro destino turístico português galardoado com o prémio EDEN (European Destination of Excellence).
Pela sua situação geográfica, a cidade da Horta proporciona, paisagens ímpares da ilha do Pico e, por vezes, de S. Jorge. Está ladeada pela Ponta da Espalamaca e pelo Monte da Guia, cujos miradouros, conjuntamente com os do Monte Carneiro, oferecem ricas panorâmicas da cidade e da imensidão do mar.
No extremo ocidental da ilha, o Vulcão dos Capelinhos ergue-se majestoso, como testemunho da última erupção vulcânica que ocorreu nos Açores entre 1957 e 1958 e que acrescentou nova terra á já existente. Entrar nesta área é como aterrar numa superfície lunar. Aqui podemos visitar o Centro de Interpretação, provido das mais modernas técnicas expositivas e de multimédia. A visita a este centro termina com a subida ao topo do farol, para uma experiência visual e emocional incomparável.
A estrada do Capelo, já no trajeto para a costa sul, oferece um dos mais belos panoramas do Faial - o Varadouro – bela baía, dominada pelo morro do Castelo Branco, com pontas de rocha preta a par de vinhas e flores. Zona de veraneio por excelência tem diversas piscinas formadas pelo recorte das rochas basálticas de natureza vulcânica e nascentes de água quente.
A Costa Norte oferece uma sucessão de panorâmicas. O acesso a esta zona faz-se a partir da Horta, seguindo a estrada que rodeia a ilha, passando pela Praia do Almoxarife e pela localidade de Pedro Miguel. Mais adiante surgem Ribeirinha, Cedros, e Ribeira Funda. Prosseguindo pela mesma estrada chega-se à Praia do Norte, onde o miradouro da Costa Brava, com 320 m de altitude, proporciona vistas sobre a Fajã. Em seguida, Fajã da Praia e Norte Pequeno oferecem o contraste entre terrenos de lava negra e vegetação viçosa.
Castelo Branco e Feteira, já na costa sul, possibilitam paisagens deslumbrantes da ilha do Pico. Próximo da Horta, Lajinha e Ponta Furada merecem uma especial atenção pelo seu conjunto de furnas e de curiosos arcos de lava.
Hoje em dia a Ilha do Faial apresenta-se como um destino perfeito para todos os amantes da natureza, e tem no seu porto marítimo, na Horta, uma das suas maiores características de local hospitaleiro, por onde passam as mais variadas nacionalidades e culturas desde há largos anos.
A Horta, pequena e pitoresca cidade tem muito para visitar. A igreja de São Salvador, a igreja de Nossa Senhora da Carmo, a igreja de S. Francisco (integrada no Museu da “Arte Sacra” e no Museu da Horta) são apenas alguns exemplos.
Cascais e a Costa do Estoril
- saborear uma refeição de peixe fresco, com vista para o mar
- conhecer Cascais de bicicleta
- comer um gelado, à beira mar
- ir à praia
- aprender a fazer surf
- divertir-se nas noites quentes de verão de Cascais e do Estoril
Cascais e o Estoril, na costa a norte de Lisboa, tornaram-se um dos locais mais cosmopolitas e turísticos de Portugal, a partir do momento em que o rei D. Luís I escolheu a baía para sua residência de verão, no final do séc. XIX.
O clima ameno e uma média de 260 dias sem chuva por ano foi com certeza um motivo forte para esse facto e para as famílias mais abastadas da época seguirem a casa real e aí terem as suas vivendas e palacetes. Vale a pena fazer o passeio e sentir ainda hoje o ambiente desses tempos.
Para lá chegar, ir pela estrada marginal de Lisboa até Cascais ou de comboio é uma boa opção. É um percurso muito cénico, sempre acompanhando o rio Tejo e as concorridas praias da costa do Estoril. Ao longo do caminho, passamos por vários fortes que defendiam a capital, em fogo cruzado com o Forte do Bugio, bem no meio da foz, entre Santo Amaro, de um lado, e a Trafaria, na outra margem.
3 dias na Serra da Estrela
No Topo de Portugal
Este passeio de três dias pela Serra da Estrela começa em Seia com uma manhã dedicada às crianças.
Primeiro, uma visita didática e muito divertida ao Museu do Brinquedo para ver brinquedos de todas as épocas, tamanhos e feitios. Depois, no Museu do Pão, os mais pequenos vão gostar de aprender a amassar o pão e a fazer bolachas que podem levar para casa. E se entretanto já forem horas de almoço, este é o local certo para uma refeição em família apreciando os sabores da gastronomia tradicional. Antes de deixar Seia, fazemos uma paragem no Centro de Interpretação para obter informações sobre trilhos e atividades no Parque Natural.
Para alcançarmos a Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, podemos optar por uma estrada mais montanhosa que passa pelo Sabugueiro e pela Lagoa Comprida, ou por outra que nos leva a diversas aldeias de montanha como Lapa dos Dinheiros, Sazes da Beira e Valezim. Para ir a Loriga e Alvoco da Serra já é preciso fazer um desvio que vale bem a pena pelas vistas fabulosas sobre esta serra glaciária. Quanto ao alojamento, uma casa de Turismo Rural é a escolha certa já que assim podemos apreciar em pleno este ambiente bucólico e a hospitalidade das gentes.
Junto à Torre localiza-se a estância de ski e bem perto as Lagoas dos Covões do Meio e do Ferro, com belas paisagens para admirar. Para mais um panorama deslumbrante sugere-se um desvio até às Penhas da Saúde, e se houver tempo podemos ainda descer à Covilhã e visitar o Museu dos Lanifícios dedicado à principal atividade económica da região, alimentada pelos grandes rebanhos de ovelhas. Os fiéis cães pastores que as guiam são de uma raça autóctone que tem o nome da Serra, cujos filhotes vão fazer as delícias das crianças.
Retomando a estrada da Serra seguimos até Manteigas. É aqui que se situa o Skiparque que oferece grande variedade de desportos radicais e uma pista com neve artificial onde se pode esquiar ou andar de snowboard em qualquer época do ano.
O último dia deste percurso começa com uma visita ao castelo de Folgosinho para apreciar a vista sobre o vale do Mondego, seguindo-se outro castelo – o de Linhares da Beira. Em dias claros, os céus desta aldeia histórica preservada são animados pelas manchas coloridas dos parapentes, que aqui têm condições ideais para voar. Esta sensação pode ser experimentada por todos os que tiverem vontade, basta marcar uma aula na Escola local.
Prosseguimos caminho até Celorico da Beira para visitar ainda mais um castelo e também o Solar do Queijo, onde podemos saborear e adquirir o produto mais apreciado desta região, e vamos terminar este percurso na Guarda, a cidade mais alta do país.
Esta sugestão de percurso que passa pelos concelhos de Seia, Covilhã, Manteigas, Celorico e Guarda pode ser uma forma de conhecer um pouco do Geopark Estrela, que a UNESCO reconheceu devido à riqueza geológica desta paisagem. Um bom motivo para explorar a região.
Diversão em família no Algarve
Com um clima ameno durante todo o ano, é fácil perceber porque é que o Algarve é a escolha óbvia para umas férias repletas de diversão para toda a família. Mas os dias divertidos não se resumem aos banhos de sol e mar e ao desporto que podemos fazer na costa algarvia. São muitas as hipóteses para fazer programas diferentes com os mais pequenos.
Para famílias em busca do lado mais natural do Algarve, existem uma enorme variedade de passeios turísticos por toda a região, incluindo diversas empresas que oferecem viagens de barco para observação de golfinhos a partir de Lagos, Portimão ou Alvor. Podemos ainda optar por fazer uma curta viagem de barco até uma das ilhas em redor de Faro e observar a fauna e flora do Parque Natural da Ria Formosa. Ou então fazer um safari de jeep ou um passeio de canoagem no rio, onde exploração e aventura também não vão faltar.
Mas para ver golfinhos no Algarve, não precisamos de ir para alto mar. Perto de Albufeira,na Guia, o Zoomarine é um parque oceanográfico de entretenimento educativo, onde temos a oportunidade única de ver de perto golfinhos, focas, tubarões, tartarugas, aves exóticas e aquáticas, jacarés, peixes tropicais, bem como divertirmo-nos nas diversas piscinas e atrações aquáticas, à medida que assistimos os espetáculos educativos com animais.
Para além deste parque, para as ocasiões em que apetece fugir à rotina da praia, o Algarve oferece mais alternativas que podem proporcionar um dia inteiro de diversão familiar.
Como por exemplo o AquaShow Fun Family Park, perto da Quarteira, que para além da piscina de ondas, diversos escorregas, da montanha-russa de água com 750 metros de comprimento, tem ainda espetáculos com aves exóticas e aves de rapina. Já no Aqualand The Big One, em Alcantarilha, os escorregas, os rápidos, as pistas brandas, o salto louco, a piscina de ondas, o rio lento e a piscina infantil permitem que adultos e crianças vivam momentos de pura alegria. Também o Slide & Splash, em Estombar (Lagoa), promete dias inesquecíveis, plenos de prazer e emoções, na piscina de natação, pistas brandas, zona infantil e nos escorregas.
E porque os mais pequenos vibram com tudo o que é bicho, não podemos deixar de visitar o Zoo de Lagos. Entre primatas, aves e outros seres vivos estão representadas mais de 140 espécies, plantas dos cinco continentes e uma quinta pedagógica com animais domésticos. No Krazy World, em Algoz (Silves), podemos apreciar diversas espécies de répteis e assistir à alimentação de animais exóticos. Um picadeiro com póneis e uma minifeira popular vão deliciar toda a família.
Para as crianças desejosas de segurar no volante, o Karting de Almancil proporciona-lhes a oportunidade de libertar as energias enquanto aceleram pelas pistas. Já em Vilamoura, inspirado no Império Romano, o Family Golf Park é um espaço único de lazer e entretenimento para toda a família, onde adultos e crianças podem experimentar as emoções do minigolfe. E porque a História também pode ser divertida, um passeio pelo Parque da Mina, perto de Monchique, é uma boa opção se quisermos passar um dia diferente.
Todas estas opções de divertimento aliadas à grande oferta de hotéis ideais para família fazem do Algarve um destino perfeito para férias com filhos.
Visitar Beja
- tomar um chá nas Maltesinhas, um Salão de Chá antigo
- subir à Torre de Menagem
- ler as “Cartas Portuguesas”, de Mariana Alcoforado
Uma visita a Beja num ambiente de calma alentejana, à descoberta de conquistas e de amores escondidos.
É chegar e rumar à Torre de Menagem do Castelo, com lugar na história do país, onde se deram grandes batalhas para defender as fronteiras de Portugal. Com 40 metros de altura e toda construída em mármore, é o monumento-bandeira de Beja. A vista do topo é inédita, uma forma expansiva de admirar a cidade e a paisagem alentejana em redor.
Nas redondezas, a Igreja de Santiago, a Sé e a Igreja de Santo Amaro – onde está instalado o Núcleo visigótico do Museu Regional. Seguindo pela Rua D. Manuel I, e depois de passar em frente a uma Escola Profissional a funcionar onde era um antigo hospital, encontra-se o coração da cidade, a Praça da República.
Em volta, a arquitetura de estilo manuelino dá uma nota particular à praça, onde se vê um pelourinho também do séc. XVI, e a Igreja da Misericórdia, uma obra de referência do período do Renascimento. Seguindo depois pela Rua do Touro, encontra-se o Museu Jorge Vieira, em referência ao importante escultor português do séc. XX, cuja obra é conhecida pelas figuras em terracota.
Mais à frente, um outro símbolo da cidade, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, onde está instalado o Museu Regional de Beja. É possível descobrir lá a famosa história de Mariana Alcoforado, uma soror que aí viveu, autora das “Cartas Portuguesas”, em que declarava o seu amor proibido por um cavaleiro francês. O interior surpreende, com frescos nos tetos e nas paredes, e um sem-número de azulejos aplicados desde o séc. XV, fazendo de uma visita uma autêntica aula de azulejaria. E com certeza foi lá onde, há séculos, se criaram alguns dos doces conventuais da região, famosos em todo o Portugal, à base de ovos e açúcar.

© José Manuel
Mesmo ao lado, o Teatro Municipal Pax Julia, inaugurado em 1928. Depois de encerrado em 1990, em 2005 abriu renovado, e hoje é um espaço cultural com uma programação diversa e audiência cativa, de espetáculos musicais e variedades, teatro e cinema de autor.
Na descida para as portas de Mértola, uma das saídas das muralhas da cidade, fica o Convento de São Francisco, hoje em dia uma Pousada. Abaixo no mesmo sentido, a Biblioteca José Saramago, edifício municipal dedicado ao Nobel português da literatura. Frente a essa, a Casa da Cultura, onde decorrem exposições e cujo estacionamento é conhecido por acolher mercados de antiguidades e festivais de música pontuais.
Seguindo pela Rua D. Afonso Henriques, à esquerda, o antigo Mercado Municipal; à direita, o Seminário Diocesano de Nossa Senhora de Fátima, o qual ainda é bem frequentado por jovens que pretendam iniciar uma vida religiosa. Mais à frente, a entrada traseira do Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral, o pulmão da cidade, onde é possível fazer uma caminhada tranquila, admirar aves de rapina e vegetação frondosa, assim como ir num passeio de lago pelo meio dos cisnes. É também um ponto de encontro e convívio para a população de mais idade, com espetáculos esporádicos no coreto e jogos de cartas entre os locais.
Fora do centro histórico, há pontos de interesse espalhados numa capital de distrito que muito se expandiu a partir da segunda metade do século XX: a meio da Rua Tenente-Coronel Salgueiro Maia, o Parque de Feiras e Exposições de Beja, que é palco para inúmeros grandes eventos da cidade, desde festas a bailes de finalistas, passando por grandes concertos e pela feira anual de agricultura Ovibeja, que atrai as atenções todo o país todos os anos no final de Abril; na zona ocidental da cidade, a zona das Universidades, polvilhada por festejos e bares académicos muito ativos durante o ano letivo. Nesse extremo da cidade, a mais recente pérola de Beja, o Parque da Cidade, inaugurado em 2004; uma vista de linhas modernas e de água em movimento, promove o bem-estar e o desporto, usufruindo de uma horta pública e de entradas no circuito de jogging da grande Mata de Beja.

Vista da Sé de Beja.
Muito próximo de Beja e como pretexto para pisar paisagens além da cidade, sugerimos um passeio até à villa de Pisões, onde há para ver uma antiga exploração agrícola romana e tentar imaginar como seria viver no Alentejo há dois mil anos atrás.
Compras na Madeira
Depois de nos encantarmos com o verde da natureza e o azul do mar, passando pelas coloridas vilas típicas, temos vontade de levar um bocadinho deste paraíso connosco.
Umas férias inesquecíveis que merecem recordações vivas.
No Funchal percorrendo as ruas adornadas com belos passeios calcetados, encontramos uma grande variedade de lojas, desde as grandes marcas portuguesas e internacionais, às que vendem artigos regionais, que podemos trazer como pequenas lembranças da viagem.
Para uma pausa, o melhor será mesmo recuperar a energia bebendo um sumo de frutas regionais, agradavelmente instalado numa das esplanadas do centro.
Continuamos o passeio visitando o Museu do Bordado da Madeira e claro, aproveitamos para comprar uma peça. Desde pequenos lenços às tradicionais e belas toalhas de mesa são verdadeiras obras de arte.
Depois de provar o delicioso Vinho da Madeira numa das diversas adegas e lojas espalhadas pela cidade, não resistimos a comprar pelo menos uma garrafa e leva-la connosco para casa.
Os artigos em vime estão disponíveis um pouco por toda a cidade do Funchal e também por toda a ilha, mas o centro da produção situa-se na Camacha, onde se encontra a maior escolha de vimes de variadas formas e feitios.
As flores da Madeira, tais como orquídeas, estrelícias, próteas, antúrios, são a recordação preferida de muitos turistas. Pode ser adquiridas em qualquer parte, no mercado municipal ou nas floristas. O mercado municipal, conhecido por ‘Mercado dos Lavradores’ constitui um outro ponto de passagem obrigatório. Este local é um verdadeiro centro de comércio de produtos regionais que variam entre as frutas exóticas, legumes e peixe, até às flores, artigos de vime, tapeçaria e as famosas botas de vilão.
Gastronomia do Algarve
Do mar vêm peixes e mariscos fresquíssimos, os principais ingredientes na cozinha algarvia. Juntam-se-lhes legumes e frutos a que o sol sublimou os sabores, e estão reunidos os elementos para uma experiência gastronómica que não vamos esquecer.
E podemos começar por aquilo que o oceano fornece. Pelo marisco: amêijoas, ostras, conquilhas e berbigões que cozinhados na chapa ou na frigideira são deliciosos. Uns perceves ao natural numa praia da costa vicentina, o arroz de lingueirão, a feijoada de búzios, o xerém de conquilhas e a açorda de marisco são outros exemplos de fazer crescer água na boca. Muito procurada é a famosa receita de amêijoas na cataplana, um dos pratos tradicionais mais apreciados, cujo segredo está na utilização deste recipiente de cobre, de origem árabe, que retém todo o sabor e aroma dos alimentos nele cozinhados. Para acentuar os paladares, não há melhor do que um pouco de sal das salinas da região, sobretudo a sua “nata” – a flor de sal. Para além dos muitos restaurantes onde se podem provar estas especialidades, no verão há festivais de marisco em Olhão e Faro, bem perto da Ria Formosa, onde ele é mais abundante.
Mas qualquer peixe fresco, grelhado lentamente no carvão à maneira dos pescadores pode ser um autêntico manjar dos deuses. E há outros pratos, como os carapaus alimados e a sardinha assada que se come em todo o lado, mas tem fama em Portimão. É deliciosa a pingar no pão ou acompanhada com uma salada montanheira, feita com tomate a que os orégãos acrescentam um gosto especial. Do bife ou da estupeta de atum de Tavira, ao polvo, que em Santa Luzia se aprecia de diversas formas - estufado em vinho, panado, grelhado, com arroz ou simplesmente assado no forno -, passando pelas deliciosas lulinhas e choquinhos, o Algarve é exímio nestes cardápios.
No barrocal, zona de transição entre a serra e a costa, a alimentação é diferente consumindo-se mais carnes, como a galinha cerejada, o cozido de grão, ou os enchidos que em São Brás de Alportel e em Querença têm honras de feira e festa. Aqui a agricultura é uma das atividades principais, e as árvores, que dão os frutos indispensáveis no fabrico de licores e doces tradicionais, acrescentam uma beleza singular aos campos quando estão em flor, sendo a amendoeira em fevereiro uma das imagens emblemáticas do Algarve.
Se a laranja se consome ao natural ou em sumo, as amêndoas, os figos e a alfarroba são usados na confeção dos doces tão apreciados. Como o dom rodrigo que se apresenta embrulhado em folhas de estanho coloridas, ou o morgado, usualmente enfeitado com motivos regionais e flor de amendoeira, e o maçapão, os bolinhos de massa dura de amêndoa que reproduzem os mais diversos frutos e legumes. E há outras especialidades a não perder como os figos cheios, ou os queijos e trufas de figo. Já a aguardente de medronho ou de figo e o licor de amêndoa amarga são excelentes digestivos no final de uma boa refeição.
De facto o melhor do Algarve serve-se à mesa. Numa simples esplanada de praia ou nos restaurantes mais requintados liderados por Chefs de gabarito mundial, é uma experiência a não perder, e a repetir muitas vezes!



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