Sugestões
Visitar Elvas
- Visitar Elvas durante a Feira de São Mateus, em Setembro
- Provar sericaia com ameixas de Elvas
Perto da linha de fronteira, Elvas lutou para manter a independência de Portugal e a sua história. E assim se tornou um exemplo para toda a humanidade.
Somos recebidos na cidade por um grandioso Aqueduto com 7 km e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. O tamanho e os números impressionam tanto como o que vamos descobrir mais à frente. Afinal de contas, entramos na maior fortificação abaluartada do mundo, cujas estruturas defensivas em forma de estrela e com um perímetro de cerca de 10 km são um testemunho único da evolução da estratégia militar até ao século XIX. Foram muito importantes nas lutas com Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII, e serviram de base ao General Wellington, durante as Guerras Napoleónicas, no início do séc. XIX.
As fortificações de Elvas são hoje Património Mundial. O preservado conjunto militar é formado pelas muralhas islâmicas e medievais e pela cintura de muralhas do séc. XVII influenciada pelo estilo holandês de Cosmander, para além do Forte de Santa Luzia (séc. XVII), do Forte da Graça (séc. XVIII) e de 3 fortins do séc. XIX – São Mamede, São Pedro e São Domingos. Se fossemos pássaros, veríamos o surpreendente desenho destas estruturas no terreno que agora apenas nos é possível entender nas fotografias aéreas ou adivinhar quando visitamos os monumentos e apreciamos a paisagem em redor.
No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, onde fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas.
Podemos ainda visitar outros monumentos importantes, como a Igreja de São Domingos, o Museu Militar ou a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, e dois museus a não perder: o moderno Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Fotografia João Carpinteiro, onde viajamos até aos primórdios desta arte em que se destaca uma máquina fotográfica de 1898 ou as provas datadas de 1860.
Com histórias de batalhas e valentia, Elvas é atualmente uma cidade tranquila, onde somos bem recebidos e presenteados com uma gastronomia regional que inclui iguarias como as migas com entrecosto, o ensopado de borrego ou a carne de porco à alentejana. Nos doces, não resistimos às célebres ameixas de Elvas, que acompanham a sericaia na perfeição, ou pelas azevias, nogados, enxovalhadas e filhós.
São Jorge: a ilha das fajãs
- surfar as ondas da Fajã da Caldeira de Santo Cristo
- provar o Queijo de São Jorge, as ameijoas, cracas, caranguejos e as lapas
São Jorge é a ilha das arribas, falésias e fajãs, uma das mais verdes do arquipélago dos Açores e o local perfeito para umas férias em contacto com a natureza e o mar.
Esta ilha com 54 quilómetros de comprimento e 6,9 quilómetros de largura máxima está integrada no Grupo Central e é um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”, em conjunto com o Faial e o Pico, do qual dista 18,5 km.
Paisagisticamente salta à vista o contraste da cordilheira central que atravessa a ilha em quase todo o comprimento, com a escarpada e recortada costa, salpicada pelas típicas fajãs que se estendem mar adentro. As fajãs são pequenas planícies que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava e nesta ilha existem mais de 40, daí ser muitas vezes apelidada por ilha das fajãs. Nalguns casos apenas existe acesso pedestre, por isso os trilhos são uma das melhores formas de a descobrir, existindo caminhos adequados a várias condições físicas e acompanhamento especializado.
Da Fajã da Caldeira do Santo Cristo, a mais famosa pelas suas saborosas amêijoas, à Fajã dos Cubres, com uma cristalina lagoa, e à Fajã do Ouvidor com as suas piscinas naturais, passear pela ilha de São Jorge é admirar o terreno parcelado para a agricultura de subsistência, as casas de pedra com janelas de três guilhotinas, cascatas e os curiosos cabos de aço para transporte da lenha até às planícies costeiras.
Completando toda esta deslumbrante paisagem costeira, estão ainda o Ilhéu dos Rosais e, ao largo da ponta oriental da ilha, o Ilhéu do Topo, centro de nidificação de muitas aves marinhas e de bons exemplares da flora endémica dos Açores. São razões que, aliadas à vertente paisagística, levaram à sua classificação como Reserva Natural.
No planalto central da ilha, a 1.053 m de altitude, encontramos o ponto mais alto de São Jorge, o Pico da Esperança, de onde podemos avistar inesquecíveis panorâmicas sobre a própria ilha, de perto vigiada pelo Pico, Graciosa, Terceira e Faial. É nesta zona mais alta, numa área que se estende desde o Pico do Areeiro ao Pico das Caldeirinhas, passando pelos Picos da Esperança e do Carvão e pelo Morro Pelado, que pela presença de uma vegetação endémica de grande valor botânico e científico, foram criadas três Reservas Florestais Naturais, que adotaram o nome daqueles quatro Picos.
Os vários miradouros disseminados pela ilha, como por exemplo o da Ribeira do Almeida, Fajã das Almas, das Urzes, Fajã dos Cubres e do Norte Pequeno, permitem vistas de indiscutível beleza.
São Jorge divide a sua área por 2 concelhos, as Vilas da Calheta e das Velas. Na Vila das Velas, o Portão de Mar acolhe os viajantes dos barcos que atracam no porto, encaminhando-os para a praceta central da vila, onde se podem visitar a Igreja Matriz de São Jorge, com o Museu de Arte Sacra anexo, e os Paços do Concelho.
Ao passar pela Urzelina o olhar fixa-se numa torre de igreja isolada no meio da paisagem, quase totalmente rodeada por rochas negras. Trata-se do único vestígio da construção original que foi soterrada pela erupção vulcânica de 1808. Em Manadas, de destacar um dos mais interessantes exemplos da arquitetura barroca nos Açores, a igreja de Santa Bárbara (do século XVIII), com fachada branca e negra e um rico interior. A Calheta e o Topo são pitorescos portos onde sobressaem casas e igrejas seculares com histórias para contar, como a Igreja de Santa Catarina, o Museu de São Jorge e a igreja de Nossa Senhora do Rosário.
As colchas de ponto alto continuam a ser manufaturadas em teares de madeira e as artesãs podem ser encontradas a trabalhar na Fajã dos Vimes. A cooperativa de artesanato da Ribeira de Nabo funciona como mostruário destas colchas, também conhecidas por “mantas de São Jorge”.
Aldeias do Xisto
- relaxar nas praias fluviais das aldeias do xisto
- experimentar desportos radicais na Serra da Lousã
- passear a pé pelos caminhos do xisto
- provar o cabrito estonado, os maranhos e as tigeladas
- admirar a queda de água da Fraga da Pena e os penedos de Góis
- trazer ervas aromáticas e para chá
- sentir emoções fortes percorrendo os trilhos de btt
Escondidas entre serras de vegetação frondosa, as aldeias do xisto são um dos nossos segredos mais bem guardados, mas que os seus habitantes, prazenteiros e afáveis, gostam de ajudar a desvendar.
Neste mundo mágico, onde as horas passam mais devagar, vivem populações acolhedoras com tempo para receber bem quem os visita. E para partilhar as suas histórias, artes e tradições. Como gostamos de saborear as suas iguarias gastronómicas, confecionadas segundo receitas que passam de geração em geração! Ou de trazer connosco uma peça de artesanato em linho ou madeira em que os artesãos colocam todo o seu saber.
Quando organizar a sua viagem não deixe de consultar os programas de atividades e a oferta de alojamento das Aldeias do Xisto.
Este território preservado também tem castelos que parecem sair de contos de fadas emergindo na neblina, ou monumentos e museus que testemunham como era a vida há muitos anos atrás.
Mas muito do seu encanto está na Natureza pura. Nas praias fluviais de água cristalina onde podemos passar momentos de descontração. E nas florestas para descobrir a pé seguindo os “Caminhos do xisto”, ou os trilhos de bicicleta definidos pelos Centros de BTT de acordo com vários níveis de dificuldade, que disponibilizam também apoio aos praticantes. Há ainda outras alternativas para os desportistas mais radicais como a canoagem, escalada, rappel e slide. 
Chamadas do xisto, por ser esta a pedra usada na construção das casas e a mais abundante na região, as 27 aldeias espalham-se pelas Serras da Lousã e do Açor, até perto da Serra da Estrela. As várias tonalidades desta rocha, também usada nos pavimentos das ruas estreitas e sinuosas, misturam-se de forma perfeita nas cores da paisagem natural, nem sempre sendo fácil distingui-las. Mas vale a pena tentar.
Conhecer Lisboa
Lisboa é uma cidade que dá vontade de ir descobrindo, vendo o que aparece em cada bairro, em cada rua. É uma cidade simpática e segura. Com muita coisa para ver, mas relativamente pequena. É ideal para passar vários dias ou um ponto de partida para passear pelo país. É antiga. É moderna. É, sem dúvida, sempre surpreendente.
Podemos escolher um tópico ou um tema para a explorar. A oferta é vasta: Lisboa romana, manuelina, barroca, romântica, literária, boémia, noturna, a cidade do Fado. E as formas, também as há muito diferentes: a pé, de elétrico, de segway, em autocarro hop-on-hop-off, num tuk tuk, vista do rio num passeio de barco ou na outra margem, depois de atravessar o Tejo num cacilheiro... as sugestões são infindáveis.
No entanto, há locais obrigatórios, que não se podem perder e fazem sempre parte da lista. Como o bairro histórico de Alfama e do Castelo, com uma das vistas mais fabulosas sobre a cidade e o rio.
Temos de passar pela Baixa, em direção a Belém, o bairro dos Descobrimentos, com a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, ambos Património Mundial. Mas também com o original Museu dos Coches ou o moderno Centro Cultural de Belém. Ah, e não nos podemos esquecer de provar os deliciosos pastéis de nata!
Guardamos o fim da tarde e a noite para conhecer o Chiado e o Bairro Alto, polos de animação garantida. Assim como o Cais do Sodré, mais próximo do rio.
Mas a parte nova da cidade também não pode ser esquecida. Seja para visitar alguns museus de referência como o Museu Calouste Gulbenkian, na zona norte, ou continuando pelo rio, o Museu Nacional do Azulejo. Fica a caminho do Parque das Nações, a zona portuária que foi completamente reconstruída para a Exposição Universal de 1998. É hoje um espaço de lazer importante, com uma nova paisagem urbana.
Aqui destacamos os diferentes bairros da cidade. Com “10 coisas para ver e fazer em Lisboa” e o itinerário “Lisboa num dia”, o plano de visita ficará mais completo.
Para além de todos os locais para visitar, ao longo de todo o ano Lisboa é palco de muitos eventos que animam a cidade e se anunciam na nossa agenda. Uma coisa é certa, Lisboa é uma cidade inesquecível!
Tomar, cidade templária
- visitar o Convento de Cristo
- fazer um passeio pela Mata dos Sete Montes
- visitar a antiga sinagoga
- deliciar-se com umas “Fatias de Tomar”
- visitar a cidade no ano em que se realizar a Festa dos Tabuleiros
- ir ao Castelo de Almourol
Antiga sede da Ordem dos Templários, Tomar é uma cidade de grande encanto, pela sua riqueza artística e cultural. O expoente máximo está no Convento de Cristo, um das mais importantes obras do Renascimento em Portugal.
Qualquer que seja o motivo para visitar a cidade, subir ao castelo templário e descobrir a obra monumental do Convento de Cristo é imprescindível. A Charola é a parte mais antiga. Este oratório templário foi construído no séc. XII, assim como o castelo, que na época era o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, inspirado nas fortificações da Terra Santa. Foi transformada em Capela-Mor aquando da reconstrução ordenada por D. Manuel I, no séc. XVI, altura em que o conjunto ganhou o esplendor arquitetónico que ainda hoje se preserva e que lhe justificou a classificação como Património da Humanidade.
Vale a pena ver o Convento com atenção para ir descobrindo algumas preciosidades, como as representações no portal renascentista, a particular simbologia da Janela Manuelina da Sala do Capítulo, os pormenores de arquitetura do Claustro Principal e as dependências ligadas aos rituais templários. Para melhor perceber a sua história, é importante saber como a Ordem dos Cavaleiros do Templo se transformou em Ordem de Cristo, salvaguardando o poder, o conhecimento e a riqueza que tinham em Portugal. O célebre Infante D. Henrique, mentor da epopeia dos Descobrimentos, foi um dos seus governadores e protetores mais importantes.
A partir do Convento, podemos descer a pé pela Mata dos Sete Montes até ao centro histórico. Indo pela estrada, vemos a meio do percurso a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, uma pequena joia renascentista, obra do português João de Castilho que também trabalhou no Convento.
A seguir, há que visitar Tomar. A área urbana mais antiga, medieval, organiza-se em cruz, orientada pelos pontos cardeais e tendo um convento em cada extremo. A Praça da República, com a Igreja Matriz dedicada a São João Baptista marca o centro, tendo a oeste a colina do Castelo e do Convento de Cristo. Nas ruas em redor podemos encontrar lojas de comércio tradicional e o café mais antigo onde se podem apreciar as delícias da pastelaria local: queijadas de amêndoa e de chila e as tradicionais Fatias de Tomar, confecionadas apenas com gemas de ovos e cozidas em banho-maria numa panela muito especial, inventada por um latoeiro da cidade em meados do século passado.
A sul, o Convento de São Francisco, onde se pode visitar atualmente o curioso Museu dos Fósforos e, a norte, o antigo Convento da Anunciada. A este, no local do atual Museu da Levada, vemos as antigas moagens e moinhos que trabalhavam com a força do rio Nabão que atravessa a cidade. Numa das margens, fica o Convento de Santa Iria e nessa direção, um pouco mais longe, a Igreja de Santa Maria do Olival, onde se encontram os túmulos de vários templários, entre os quais o de Gualdim Pais, o primeiro mestre, morto em 1195.
Toda a cidade se organizou a partir deste núcleo, também palco de um dos maiores eventos tradicionais, a Festa dos Tabuleiros.
Para além de ter testemunhado as lutas da Reconquista Cristã, no séc. XII, Tomar preserva um interessante testemunho da religião hebraica, a antiga Sinagoga do séc. XV, hoje Museu Luso-Hebraico de Abraão Zacuto, dedicado ao distinto astrónomo e matemático quatrocentista. Situado na antiga Rua da Judiaria tem uma valiosa coleção documental e epigráfica. De notar os buracos que se veem em cada canto e que indicam a colocação de bilhas de barro na parede para aumentar as condições acústicas do espaço.
Aos pontos de interesse já referidos, acrescenta-se o Núcleo de Arte Contemporânea, onde se guarda a coleção de um dos mais importantes historiadores de arte portugueses do séc. XX, o Professor José-Augusto França.
Para descansar do passeio cultural, nada como uma pausa no Parque do Mouchão. É um lugar fresco, onde se pode ver a Roda do Mouchão, uma roda hidráulica em madeira. É um ex-libris da cidade e evoca os tempos em que os moinhos, os lagares e as áreas de cultivo ao longo do rio contribuíam para a prosperidade económica de Tomar.
Mas há ainda motivos de passeio nas proximidades, como Castelo de Bode, uma das maiores albufeiras do país, onde se pode fazer um tranquilo cruzeiro com almoço a bordo ou optar por uma diversidade de desportos aquáticos. Também como a pequena ilhota do Rio Tejo onde se situa o Castelo de Almourol ou a localidade ribeirinha de Dornes, para quem quiser aprofundar a visita aos lugares templários da região. Para um itinerário mais completo, sugerimos os Roteiros do Património Mundial - “No Coração de Portugal”.
Volta à Ilha da Madeira
Apesar de ter uma superfície pequena, a Madeira é rica em cenários majestosos e de rara beleza. A melhor forma de conhecer os seus encantos, é alugar um carro e partir à descoberta deste jardim flutuante!
Saindo do Funchal para oeste, descobrimos a típica vila piscatória de Câmara de Lobos e o Cabo Girão, o mais alto promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo - 580 m.
Encontramos ainda neste concelho a peculiar freguesia do Curral das Freiras. Situada num vale profundo, o Curral das Freiras apresenta uma das paisagens mais impressionantes da ilha que, com as suas vistas vertiginosas (mais de 500 metros de altura, do miradouro - Eira do Serrado), causam admiração a qualquer visitante.
Continuando para oeste, visitamos a Ribeira Brava antes de subir até à Encumeada num percurso recheado de miradouros. Outra alternativa é seguir em direção às costas soalheiras da Ponta do Sol e da Calheta, onde não faltam zonas balneares que convidam a banhos e muitos mergulhos. Podemos ainda visitar o Centro de Artes Casa das Mudas, que ao longo de todo o ano apresenta um extenso programa cultural. Para os mais desportistas, as praias das pitorescas vilas do Jardim e do Paul do Mar oferecem excelentes ondas para surfar.
Subimos até ao Paul da Serra, o maior planalto da Madeira, e fazemos uma pausa para apreciar a bela vista sobre as encostas. Seguimos em direção ao Porto Moniz e retemperamos forças num mergulho revigorante nas famosas piscinas naturais na rocha. Com crianças, uma boa opção é visitar o Aquário da Madeira.
A viagem segue rumo a S. Vicente numa estrada salpicada de quedas de água, de onde ressalta à vista o contraste do verde majestoso com o azul cristalino das águas do mar. Aqui podemos visitar as Grutas e o Centro do Vulcanismo, o Núcleo Museológico - Rota da Cal, ou simplesmente passear nas ruelas da simpática vila.
Depois existem duas opções: subir novamente para a Encumeada para se admirar a luxuriante vegetação da floresta Laurissilva, ou continur em direção a Santana descobrindo pequenos miradouros por entre belos vales e montanhas.
Em Santana podemos visita as casas típicas, o Parque Temático e à zona das Queimadas, que constitui o local de partida para belíssimos passeios a pé como o Caldeirão Verde. A descida para o Faial surpreende uma vez mais pela beleza e imponência das montanhas.
Chegando ao Faial, podemos seguir para Machico ou continuar a visitar o interior da ilha, seguindo a estrada para as localidades do Ribeiro Frio, Poiso e Pico do Areeiro. Este pico constitui o terceiro ponto mais alto da ilha (1818 m), nele se encontrando belas formações rochosas que se projetam no céu como estátuas sem tempo.
Em Machico, vale a pena ir ao Caniçal e à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental desta ilha.
Já de volta ao Funchal, são imperdíveis as vistas para as Ilhas Desertas na Ponta do Garajau, e uma panorâmica fabulosa sobre baía no miradouro de São Gonçalo.
Nazaré
- Subir ao Sítio
- Saborear os pratos de peixe
- Apreciar as proezas dos surfistas e bodyboarders mais destemidos
- Ver o por do sol na praia
A praia da Nazaré, de clima ameno e com uma beleza natural, tem das mais antigas tradições de Portugal ligadas às artes da pesca.
O longo areal em forma de meia-lua, e que é também a frente de mar da cidade, é conhecido pela sua grandeza e pelos toldos de cores vivas que decoram a praia de areia branca em contraste com o azul da água.
Esta é a praia de Portugal onde as tradições da pesca são mais coloridas e não é raro cruzarmo-nos com as peixeiras que ainda usam as sete saias, como manda a tradição. Num fim de tarde de sábado dos meses de verão é imprescindível sentarmo-nos no paredão a assistir ao interessante espetáculo da "Arte Xávega" em que chegam do mar as redes carregadas de peixe e as mulheres gritam os seus pregões de venda. Se não percebermos exatamente as palavras, não é nada de preocupante. São códigos que muitas vezes só elas sabem.
Virados para o mar, do lado direito, vemos um impressionante promontório. Trata-se do Sítio, onde temos uma das mais conhecidas panorâmicas da costa portuguesa. São 318 metros de rocha a cair a pique até ao mar, a que se chega a pé, para os mais corajosos, ou subindo de ascensor. No alto, encontramos a pequena Ermida da Memória, onde se conta a lenda do milagre que Nossa Senhora fez impedindo o cavalo de um fidalgo, D. Fuas Roupinho, de se lançar no precipício. Verdade ou não, no Miradouro do Suberco mostra-se o sinal deixado na rocha pela ferradura, nessa manhã de nevoeiro de 1182. No Sítio, podemos ainda visitar o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e não muito longe, o Museu Dr. Joaquim Manso para saber mais pormenores sobre as tradições nazarenas.
A partir do Sítio e com tempo para uma caminhada, atravessando o Parque da Pedralva, chega-se à Pederneira, um miradouro natural com uma vista imperdível sobre a costa da Nazaré.
Atualmente, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas. Trata-se do maior desfiladeiro submerso da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, que chega a ter 5000 metros de profundidade.
O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe a visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda do mundo em fundo de areia, com cerca de 30 metros, na Praia do Norte, vencendo o prémio Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um record do Guiness Book. À sua semelhança, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar, sobretudo durante o Inverno. Entre Novembro e Março, aguarda-se pacientemente que as maiores ondas se revelem, durante uma longa etapa do campeonato mundial de ondas gigantes, o Nazaré Tow Surfing Challenge. Na praia, os banhos de sol também são apreciados e uma excelente plateia para apreciar as proezas destes jovens.
Para conhecer a Nazaré não se dispensa um passeio descontraído pelas ruas estreitas, perpendiculares à praia, e uma pausa num dos restaurantes para saborear um prato de marisco fresco, peixe grelhado ou uma apetitosa caldeirada. E ao cair da tarde, nada como apreciar o sol poente numa qualquer esplanada com vista para o mar, enquanto as luzes se acendem e anoitece.
Animação na Madeira
A Madeira é um destino rico em animação com um calendário preenchido de espetáculos, festas e exposições.
Este arquipélago de natureza invulgar, conhecido pelo seu clima de primavera eterna e pela paisagem exuberante, não é apenas um local privilegiado para relaxar. Na Madeira, podemos desfrutar de uma vasta oferta cultural, desportiva e popular, de janeiro a dezembro, não faltando oportunidades para nos distrairmos e apreciarmos tudo o que as ilhas têm para nos oferecer. Estes eventos que contam com o entusiasmo da população são também só por si bons motivos de visita, contribuindo para tornar as férias inesquecíveis.
De destacar as festas de Carnaval, que durante cinco dias consecutivos, decoram as ruas do Funchal com motivos luminosos e são inundadas por música de bandas filarmónicas e marchas carnavalescas que levam a boa disposição a toda a baixa da cidade. É quase impossível não nos deixarmos contagiar e desfilar junto da população local.
A primavera na Madeira tem honras de rainha, sendo coroada com a Festa da Flor, que todos os anos se realiza no Funchal após a Páscoa. Dezenas de carros alegóricos, enfeitados com uma multiplicidade de flores típicas da ilha, deixam no ar suaves perfumes – enquanto percorrem as ruas as ruas da cidade no grande cortejo da Flor.
Em junho, com o Festival do Atlântico, a animação e a cultura de mãos dadas transformam a capital madeirense num grande palco. Todos os sábados à noite há concertos, onde o esplendor do fogo-de-artifício se conjuga harmoniosamente com a música, proporcionando momentos únicos de alegria e cor.
Já no início de setembro, altura em que por toda a ilha se iniciam as vindimas, tem lugar a Festa do Vinho da Madeira. Esta festa procura recriar e reconstituir velhos e ancestrais hábitos da população madeirense, que datam do início do povoamento da Ilha. Enquanto no centro do Funchal decorrem diversos espetáculos alegóricos de luz, som e folclore alusivos ao vinho e às vindimas, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, a festa começa com a vindima ao vivo. A apanha da uva, os cortejos dos vindimadores, a pisa da uva e todo o restante ritual do arraial típico madeirense são momentos vividos com entusiasmo por todos os que assistem às festividades e que são convidados a participar.
Ainda em setembro, a Vila Baleira, no Porto Santo, dedica uma semana ao navegador Cristóvão Colombo que passou e viveu alguns anos da sua vida na ilha. O Festival de Colombo pretende relembrar as passagens e vivências deste navegador pelo arquipélago da Madeira, bem como toda a epopeia da época dos Descobrimentos. Muita música, exposições, animação de rua, encenação de ambientes da época, com particular destaque para a recriação do desembarque de Colombo e seus acompanhantes no cais da cidade, que marcam esta semana “histórica”.
Em outubro, a Madeira promove o Festival da Natureza e celebra o que nela há de melhor, junto dos seus visitantes. Tanto em terra como no ar ou no mar, as escolhas são mais que muitas e todos podem experienciar atividades, num leque de oferta variado e destinado a todas as idades. A estas atividades juntam-se muitas outras, numa festa que associa o desporto, a animação, a etnografia e a cultura madeirense.
No final do ano, as festas ganham ainda mais significado com o verdadeiro ex-libris da Madeira, as Festas da Passagem de Ano. As tradições cristãs da época do Natal conjugam-se com as manifestações de alegria pela chegada do novo ano num programa rico e extenso que abrange todo o mês de dezembro e se prolonga até ao dia de Reis, a 6 de janeiro. Uma Ilha em festa, nos hotéis, nos restaurantes, nos bares e nas ruas que para assinalar a passagem de ano, ilumina os céus do Funchal com fogo-de-artifício durante aproximadamente dez minutos. É sem dúvida um autêntico amanhecer que saúda a chegada de um novo ano.
Mas se por acaso não tivermos a sorte de aqui estar durante um destes grandes eventos, na Madeira encontraremos sempre outros motivos de animação.
Depois de um dia bem preenchido, nada como descontrair na noite madeirense. O famoso Vinho da Madeira e as bebidas típicas, como a "Poncha ", são boas sugestões para começar a noite. Podemos ainda testar a sorte no Casino da Madeira que, para além das diversas salas de jogos, tem uma discoteca com espetáculos musicais ao vivo.
A ilha do Porto Santo conta também com bares, onde podemos acabar o dia e iniciar uma noite animada, que só terminará já de madrugada, na zona lúdica do Penedo do Sono.
Num sem fim de opções e com boas razões para aproveitar em pleno o tempo livre, umas férias nas ilhas da Madeira e do Porto Santo serão seguramente inesquecíveis e animadas!
Horta: A marina mais colorida do mundo
- beber um gin tónico no Peter’s Café Sport
- ver o por do sol a partir da Marina da Horta tendo como pano de fundo a majestosa ilha do Pico
- passear pela marina e admirar as diversas pinturas dos iatistas nas paredes
No Faial a visita à Marina da Horta é obrigatória, pela animação dos iates que ali lançam amarras e pela grande exposição a céu aberto de pinturas feitas no molhe por todos os marinheiros que a visitam.
Esta infraestrutura náutica, inaugurada em 1986, é o prolongamento moderno de um porto e uma baía com importância secular. A marina, com capacidade para 300 embarcações, é atualmente a quarta marina oceânica mais visitada, uma das mais importantes do Mundo e detentora de Bandeira Azul da Europa desde 1987.
A sua localização oferece um excelente abrigo contra os ventos de todas as direções e faz dela uma paragem quase obrigatória para as centenas de iates das mais diversas nacionalidades que aqui fazem escala anual nas suas viagens pelo Atlântico Norte, e também para os veleiros que viajam das Caraíbas em direção ao Mediterrâneo.
Todos os anos aqui se realizam diversas regatas internacionais, normalmente dirigidas à vela oceânica de cruzeiro, com meta ou escala nesta marina, tornando a Horta num ponto de encontro de muitas provas de vela internacionais como Les Sables – Les Açores- Les Sables, Atlantique Pogo, La Route des Hortensias, ARC Europe, Ceuta-Horta, OCC Azores Pursuit Race, entre muitas outras.
Frequentemente associado à marina e aos velejadores está o Peter’s Café Sport, o café mais carismático do Atlântico Norte, que abriu as suas portas pela primeira vez aos navegantes há mais de 80 anos. Hospitalidade e histórias fantásticas do mar temperadas pela simplicidade do povo açoriano, ao ritmo de um gin tónico não faltam neste café. No piso superior ainda podemos visitar o Museu da Arte de Scrimshaw, que contém a maior coleção privada de utensílios e peças de arte esculpidas ou gravadas em osso mandibular e dente de cachalote.
De toda esta movimentação, a Marina da Horta guarda outro motivo de fascínio: o mito das pinturas nas paredes do porto. Ninguém sabe como e quando começou, mas provavelmente um dia, um tripulante de um veleiro ancorado na Horta decidiu que devia deixar uma lembrança pintada, da sua estadia no Faial, no paredão da doca.
A primeira pintura foi seguida por outras, ocupando hoje toda a extensão da parede. As novas são pintadas sobre as antigas e, o que era uma superfície irregular e escura foi transformada num colorido de desenhos e palavras lembrando os muitos iates que têm ancorado na Horta.
Uma superstição começou a circular entre moradores, referindo que as embarcações que, por uma razão ou outra, não conseguiram deixar um registo da sua presença sofreriam acidentes graves. Não vá ser verdade e cada velejador usa o seu pincel e tinta, para esboçar desenhos e palavras, referindo-se ao barco ou à viagem, tendo sido assim criado um gigante mosaico de vivas pinturas murais feitas ao longo das décadas pelas mais diversas tripulações.
A marina da Horta é, também, o ponto de partida dos barcos de observação dos grandes mamíferos marinhos e dos ágeis golfinhos que encontram farto alimento nas águas que rodeiam as ilhas do Faial, Pico e São Jorge. A vocação do Faial para os desportos de mar é completada pela pesca desportiva e pela observação submarina. E tem o seu ponto culminante na Semana do Mar que, em Agosto, junta às regatas de iates e às corridas de canoas baleeiras a alegria de uma festa que anima toda a cidade.
Se a distância constitui um marco inesquecível para qualquer iatista, no caso de terminar a viagem na Marina da Horta, a façanha vem com o bónus de ser cumprida no local onde se respira mar.
Gastronomia dos Açores
- visitar o Museu do Vinho dos Biscoitos na ilha Terceira
- conhecer uma das fábricas-museu de chá e as plantações de ananases na ilha de São Miguel
- ver como é feito o queijo da Ilha em São Jorge
- fazer um piquenique num dos diversos miradouros existentes em todas as ilhas
As muitas receitas tradicionais da cozinha açoriana fazem as delícias dos apreciadores de boa comida. Aqui, o peixe e o marisco são abundantes e por isso para aqueles que gostam de saborear um delicioso peixe acabado de pescar, nos Açores encontram o paraíso.
Grelhados, em caldeiradas ou em sopas – os peixes apresentam-se de variadíssimas formas. Mas não deixe de provar o atum, que nestas águas é cor-de-rosa, de sabor e texturas suaves, levemente salgado, e ainda capturado com linha e anzol. Ou o polvo, que aqui se aprecia sobretudo guisado em vinho de cheiro. Os Açores têm mariscos que em mais nenhum lugar encontra, como as lapas, cracas ou o cavaco, espécie de lagosta tenra e saborosa, que é quase pecado não provar.
Nas carnes, há pratos típicos açorianos: o cozido das Furnas é único por ser cozinhado debaixo do solo, com o calor que a terra mantém naquele lugar da Ilha de S. Miguel. À hora certa podemos assistir à preparação da refeição junto à lagoa. Na ilha da Terceira o destaque vai para a alcatra, bem apaladada como manda a tradição e ainda nas restantes ilhas as diversas variações da receita de inhames com linguiça.
O bolo lêvedo, originário das Furnas, é também bastante popular, podendo surgir a qualquer refeição, comendo-se simples ou com manteiga ou doce. Ou com mel dos Açores, cuja diversidade e riqueza da flora contribuem para a obtenção de um produto de alta qualidade e de Denominação de Origem Protegida.



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