Sugestões
Passeio em Castelo Branco
- passear nos Jardins do Paço episcopal
- admirar as colchas de Castelo Branco
- subir ao castelo e admirar a vista
Nem demasiado grande, nem muito pequena, Castelo Branco é uma cidade à medida humana que vale a pena conhecer. Damos algumas sugestões, mas a descoberta deve ser feita ao ritmo de cada um, espreitando cantos e recantos, nem sempre conhecidos dos turistas.
A visita tem início na Sé (ou Igreja de São Miguel) e prossegue no Museu Francisco Tavares Proença Júnior. É aqui que podemos admirar as colchas de Castelo Branco em linho bordado à mão a fio de seda de várias cores que provam a habilidade das artesãs da região.
O Museu está instalado no edifício do antigo Paço Episcopal cujos Jardins são o ex-libris da cidade. De traçado barroco, combinam fontes, lagos e cascatas, mas são sobretudo conhecidos pelas estátuas dos reis de Portugal que ornamentam as escadarias. E ao olharmos com mais atenção reparamos que três têm dimensões menores que as restantes… são as que representam os reis espanhóis que governaram o país entre 1580 e 1640. Uma forma irónica de afirmar a nossa independência!
Do outro lado da rua, a antiga horta do Palácio deu origem ao Parque da Cidade, espaço de lazer que para além de fontes e espelhos de água, conserva canteiros de produtos hortícolas e ervas aromáticas a lembrar a sua antiga função. Bem perto fica o Museu de Arte Sacra instalado no Convento da Graça, outra visita a não perder.
A Praça de Camões ou Praça Velha é o centro da cidade antiga. As fachadas de alguns edifícios têm marcas gravadas na pedra como a esfera armilar nos Paços do Concelho ou a Cruz de Cristo no antigo Celeiro da Ordem de Cristo. E nas casas das ruas adjacentes, como a Rua Nova ou a dos Peleteiros descobrimos mais traços medievais. Este caminho, subindo a encosta leva-nos ao castelo, o melhor miradouro da cidade.
As atrações mais recentes da cidade não podem ficar esquecidas: arquitetura moderna do Centro Cívico, ou o Museu Cargaleiro com um grande acervo da obra deste pintor. Para relaxar um passeio de barco na Lagoa do Parque Urbano ou um mergulho na Piscina-praia, se for verão, proporcionam momentos muito agradáveis.
Nas proximidades, vale a pena conhecer o Geoparque Naturtejo, um território preservado onde se conservam diversas espécies de fauna e flora. Aqui ainda se encontra um modo de vida tradicional ligado à agricultura e ao meio rural; a oportunidade de experimentar os produtos da região como o mel, os enchidos e o queijo de cheiro intenso, justamente designado como de Castelo Branco.
Gastronomia do Porto e Norte
- provar a tradicional bola de Lamego
- provar os folares que se produzem na Páscoa, com destaque para o folar de Chaves
- provar o Pão-de-Ló de Margaride, em Felgueiras
- provar a broa, um tipo de pão feito com milho e centeio, que é companhia obrigatória do caldo verde. É especialmente conhecida a de Avintes
- saborear a posta mirandesa, típica da região de Miranda do Douro
- deliciar-se com um prato de cabrito no forno com arroz de forno, presente em todo o norte de Portugal
O Porto e Norte de Portugal, onde se iniciou a fundação do país, é conhecido pelo caráter genuíno e franco das suas gentes e pela tradição de bem receber. Entre os seus atributos está uma gastronomia rica, acompanhada pelos excelentes vinhos da região.
A gastronomia regional lança mão dos seus recursos naturais, por isso o caldo verde, apreciado em todo o país, é uma sopa de couve que aqui teve raiz, graças aos férteis campos verdes da região. Na parte oeste, delimitada pelo mar, a frescura e qualidade do peixe tem lugar de destaque, como em toda a gastronomia portuguesa, que se orgulha de ter o melhor peixe do mundo, na opinião de conceituados chefs e gastrónomos internacionais. Mas no Porto e Norte, também nos rios, rápidos e abundantes, se pescam a truta, a lampreia e o sável que fazem as delícias dos apreciadores.
É uma região de boas pastagens pelo que aqui se criam bovinos cujas raças autóctones têm Denominação de Origem Protegida (DOP), como é o caso das raças Barrosã, Mirandesa, Maronesa e Arouquesa. Tal como o borrego Terrincho Transmontano ou os cabritos do Barroso. E também o porco marca presença com variedades regionais, não só nos enchidos de qualidade, como em pratos de rojões, sarrabulho ou nas tripas à moda do Porto, talvez o prato mais célebre da capital do norte. Onde há outro prato feito à base duma sanduíche de pão que é uma verdadeira instituição: a francesinha. Voltando ao porco é forçoso referir que nesta região de montanhas, sobretudo a noroeste, se situa a maior área de criação do porco bísaro. E os enchidos de Chaves ou de Mirandela têm fama por usar métodos tradicionais de fabrico. A alheira de Mirandela e Miranda do Douro é muito apreciada mas tem a particularidade de não ser feita com porco, já que se destinava à população judaica que aqui habitava na Idade Média. Na Feira do Fumeiro de Vinhais podemos adquiri-los todos.
Há ainda a caça e os pratos de cabidela. E há os pratos de bacalhau, presentes por todo o território nacional, mas que têm receitas nascidas a norte. É o caso do bacalhau à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, das receitas de bacalhau à minhota, à Margarida da Praça (Viana do Castelo), à Narcisa (Braga) e muitas outras. Em todas entra o azeite português, que em Trás-os-Montes tem uma zona de produção de grande qualidade.
Em termos vinícolas a região não podia ser mais abençoada: é percorrida pelo rio Douro, cuja paisagem de cultura da vinha é Património Mundial; a sua capital, o Porto - também património Mundial - deu nome ao vinho que daqui parte para todo o mundo; também aqui fica a região dos Vinhos Verdes e ainda a do Távora e Varosa. Com tão ilustre elenco, é claro que no Porto e Norte encontramos um vinho perfeito para harmonizar com cada prato. Para aperitivo, refeições leves, saladas, peixes e mariscos ou carnes brancas temos os vinhos verdes e os espumantes, também leves e frescos. Para outras carnes e pratos de sabores mais fortes, temos a vastíssima gama de vinhos robustos do Douro, originários sobretudo do Douro Superior.
E das outras sub-regiões do Douro temos as variedades Tawny, Colheita ou Vintage dos vinhos do Porto, que fazem de cada momento uma festa. Não esquecendo que em cada ocasião especial também podemos brindar com espumantes de grande qualidade, onde a região de Távora-Varosa tem longa tradição e fama.
Não podemos abandonar o Porto e Norte sem provar a doçaria. Em Braga tem destaque o Pudim Abade de Priscos, e em toda a região o leite-creme queimado, o toucinho do céu ou o arroz e a aletria doces. Em alguns doces regionais, sobretudo em Trás-os-Montes, entra o azeite ou o mel, que aqui têm títulos DOP.
Com paisagens de grande diversidade, seja integrados na história, na natureza verde ou sobre o azul do mar, a escolha é vasta mas sempre acertada.
Visita ao Arouca Geopark
- Fazer os 10 percursos pedestres com interesse geoturístico: PR1, PR4, PR5, PR6, PR7, PR8, PR9, PR13, PR14 e PR15
- Passar um dia nos Passadiços do Paiva
- Descobrir a Serra da Freita, com espécies raras de fauna e flora, algumas em vias de extinção
- Conhecer a curiosa torre sineira românica da Igreja de Urrô
- Saborear a vitela arouquesa, com classificação DOP
- Provar a doçaria regional com origem no Mosteiro de Arouca
Com um património geológico de excecional importância, o Arouca Geopark foi reconhecido em 2009 pela UNESCO, assumindo então o propósito da geoconservação, da educação para o desenvolvimento sustentável e do turismo.
Verdadeiro museu geológico a céu aberto, com uma área de 328 Km2, é envolvido pelas Serras da Freita, Montemuro e Arada e percorrido por vários rios, oferecendo excelentes condições para diversas atividades como o canyonning, canoagem, kayaking e escalada (25 vias em 3 zonas da Serra da Freita). Nos rápidos do Rio Paiva, encontram-se alguns dos melhores locais em Portugal para a prática de rafting e kayak-rafting.
O património inventariado totaliza 41 geossítios, isto é, sítios de interesse geológico que se destacam pela sua singularidade e valor, sob o ponto de vista científico, didático e turístico. Têm particular destaque as Pedras Parideiras da Castanheira, as Trilobites Gigantes de Canelas e os Icnofósseis do Vale do Paiva.
Para desfrutar em pleno destas paisagens, o Geoparque definiu uma Rede de Percursos Pedestres, 13 dos quais são percursos de pequena rota (PR) e um de grande rota (GR), todos eles devidamente sinalizados.
No Centro de Interpretação Geológica de Canelas, que fica na PR9 (Rota do Xisto), existe uma coleção de fósseis de trilobites gigantes. Estes animais marinhos, com cerca de 465 milhões de anos, beneficiam de projeção internacional por serem os maiores exemplares de trilobites do mundo.
Trilobites ©Arouca Geopark
Já na PR15 (Viagem à Pré-história), junto à aldeia da Castanheira na Serra da Freita, fica outro geossítio, único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de rochas graníticas com discos incrustados que, por força da erosão, se soltam da pedra mãe, pelo que são conhecidas como Pedras Parideiras. Nesta serra, para além da grande variedade de flora e fauna, encontramos também a Frecha da Mizarela, uma queda de água em que o Rio Caima se precipita de uma altura de cerca de 75 metros, e o geossítio das Pedras Boroas do Junqueiro, dois blocos graníticos que lembram boroas (ou broas) de milho.
Na Rota dos Geossítios, um dos itinerários percorre o vale do rio Paiva, acompanhando o seu curso ao longo de 8 km. Vale a pena dedicar um dia a explorar os Passadiços do Paiva, para apreciar a paisagem e pelo interesse geológico e biológico. Entre a zona balnear do Areinho e a de Espiunca, os pontos de atração são os geossítios da Garganta do Paiva, das Cascatas das Aguieiras, da Gola do Salto e da Falha da Espiunca, para além da observação de muitas espécies de fauna, algumas em vias de extinção. A meio do percurso, a zona de lazer da praia fluvial do Vau é um bom local para uma pausa e um banho de rio.
Com metade do território classificado pela Rede Natura 2000, o geoparque é um local de excelência para o turismo de natureza, com praias fluviais e aldeias tradicionais que vale a pena explorar. É o caso das aldeias de Castanheira ou Cabaços no PR15 (Serra da Freita); e de Janarde ou Meitriz, no PR5, com praias fluviais no rio Paiva, tal como Paradinha.
Em Arouca, vale a pena visitar o Mosteiro e o Museu de Arte Sacra ali existente e a Capela da Misericórdia. A 8km da cidade, o monte da Senhora da Mó, onde existe uma capela construída no século XVI, é um miradouro natural sobre os vales e montes em redor.
De referir também que se encontram neste território antigas minas de volfrâmio que são outros tantos geossítios: a partir de um ponto de observação na Pequena Rota 8 - Rota do Ouro Negro, podem ser vistas as bocas de minas de exploração clandestina da área da Pena Amarela; na Pequena Rota 6 ficam as antigas Minas do Rio de Frades onde ainda hoje é possível fazer cerca de 400 m na Galeria do Vale da Cerdeira; e junto à aldeia de Regoufe fica o Complexo Mineiro da Poça da Cadela.
Mais informações
Em http://aroucageopark.pt/, podem ser consultadas informações mais detalhadas sobre os pontos de interesse do Arouca Geopark, assim como efetuar reservas em programas e pacotes turísticos.
O geoparque de Arouca integra o Roteiro de Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal.
Serra da Estrela
- subir à Torre, o ponto mais alto da Serra da Estrela
- saborear o Queijo da Serra
- comprar meias de lã ou peças de design contemporâneo em burel
- admirar os vales glaciários do Zêzere, Loriga e Unhais da Serra
- descobrir a frescura das praias fluviais durante o verão
- visitar o Museu do Pão em Seia
- beber água de uma nascente
- seguir um longo percurso pedestre e descobrir a natureza
- explorar o Geopark Estrela
De verão ou de inverno, a montanha mais alta de Portugal continental é o cenário perfeito para uns dias descontraídos em contacto com a natureza.
Com uma altitude máxima de 1993 metros na Torre, a Serra da Estrela é uma zona de rara beleza paisagística com desníveis montanhosos impressionantes onde podemos viver intensamente o silêncio das alturas. E aproveitar esses momentos de comunhão com a natureza para observá-la, reparando na variedade da vegetação, nas aves ou nos rebanhos de ovelhas guiados por cães da raça a que a Serra deu nome.
Mas também podemos seguir o curso dos grandes rios portugueses desde as suas nascentes – o Mondego no Mondeguinho, o Zêzere no Covão de Ametade e o Alva no Vale do Rossim são locais deslumbrantes. Ou apreciar os vales glaciários de Loriga, Manteigas, ou o Covão do Urso e o Covão Grande. Nos meses mais quentes, a melhor sugestão será decerto a Rota das 25 lagoas que nos guia por espaços refrescantes.
Já com o tempo frio, a Serra da Estrela é o único sítio em Portugal onde podemos praticar esqui na neve, bem como andar de trenó, de snowboard ou de motoski. Existem diversas pistas com infraestruturas de apoio, e ainda encontramos pistas de neve sintética para esquiar em qualquer época do ano.
Este parque natural é excelente para passeios pedestres, a cavalo ou em bicicleta. Existem cerca de 375 quilómetros de trilhos marcados no terreno, com vários níveis de dificuldade, pelo que decerto haverá algum adequado às nossas condições físicas. E quem já não sonhou voar como um pássaro? Podemos experimentar essa sensação num parapente em Linhares da Beira sobrevoando esta aldeia histórica, que também é obrigatório explorar pelo próprio pé.
Para retemperar forças há que provar o produto mais famoso da região – o queijo da Serra. De textura amanteigada acompanha na perfeição o pão tradicional. Saboreamo-lo em toda a região, mas em Celorico da Beira, no Solar do Queijo, essa prova será acompanhada por explicações sobre o processo de fabrico. Já em Seia é o pão que tem honras de Museu, e na Covilhã os lanifícios. As estradas mais populares para fazer a travessia da Serra ligam precisamente estas duas cidades e levam-nos às aldeias de montanha como o Sabugueiro, Alvoco da Serra ou Loriga, e a muitos outros locais imperdíveis - Penhas Douradas, Penhas da Saúde ou a Torre no topo da Serra.
A paisagem diversificada dos nove municípios em torno da Serra da Estrela - Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia – constituem desde 2020 o Geopark Estrela, reconhecido pela UNESCO pelo seu valor geológico. Mais um bom pretexto para visitar o Parque Natural.
Como sugestão de passeio, propomos um itinerário pela serra, mas como há muito para ver e fazer na maior área protegida portuguesa, o melhor será começar por visitar um dos Centros de Interpretação do Parque Natural para obter informações, de modo a aproveitarmos ao máximo a nossa estadia.
Castelos e miradouros a sul
- provar o choco frito, uma das especialidades de Setúbal
- levar uma garrafa de Moscatel de Setúbal
- apreciar a vista da Serra da Arrábida
- dar um mergulho em Sesimbra
- apreciar a vista do Cabo Espichel
- fazer um passeio de barcos para ver os golfinhos
Bem perto de Lisboa, a Península de Setúbal oferece recantos de incomparável beleza, ideais para passeios em família, mas igualmente para corações enamorados.
Passamos a ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, mas a meio tomamos a estrada para o Cabo Espichel. Ao chegar ao promontório, ficamos impressionados com o isolado Santuário da Nossa Senhora do Cabo. É um local que nos inspira a contemplar o mar e a longa Arriba Fóssil da Costa da Caparica que se vê do lado direito, na costa oeste.
Seguimos para o castelo de Sesimbra. Antes de descer à praia, apreciamos a vista sobre a baía deste miradouro virado a sul, com os coloridos barcos dos pescadores no horizonte.
Estando bom dia para banhos de mar ou não, vale a pena fazer um passeio pelas praias, passeando pelo Portinho da Arrábida, por Galapos e pela Figueirinha, já em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida.
Muito perto, Vila Nogueira de Azeitão é conhecida pela produção vinícola. Uma prova de vinho Moscatel numa das famosas adegas é obrigatória, acompanhado por um típico queijo amanteigado.
Em Palmela, aguarda-nos novo miradouro no castelo, atualmente transformado em Pousada, para um esplendoroso fim de tarde a ver o por do sol.
Por fim, chegamos a Setúbal. Do castelo, hoje Pousada de São Filipe, temos uma excelente vista sobre a área da Reserva Natural do Estuário do Sado. Por estar perto do mar, a cidade desenvolveu-se particularmente durante os Descobrimentos, época de grande riqueza que se reflete na Igreja de São Julião e no Convento de Jesus / Museu de Setúbal, que podemos conhecer passeando pela parte mais antiga da cidade. Há ainda que visitar o Museu do Trabalho Michel Giacometti e o Parque Urbano de Albarquel, um espaço de lazer virado para o rio. Daqui vê-se o estuário e, na outra margem, o complexo de Troia.
Neste dia, não podemos deixar de saborear as especialidades gastronómicas da região de Setúbal, como o choco frito, o peixe grelhado e o marisco, de provar o Moscatel e assim terminar da melhor forma o nosso passeio.
Ao longo da costa no Centro de Portugal
- praticar desporto no areal da Figueira da Foz
- saborear peixe grelhado num esplanada à beira-mar
- fazer um passeio de moliceiro na Ria de Aveiro
- observar aves aquáticas na Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
- assistir à chegada dos barcos de pesca nas Praias de Mira ou da Vagueira
- provar o pão-de-ló de Ovar
Praias de areal muito largo limitadas por encostas resguardadas por dunas e pinhais, com areia branca e fina e mar batido de um azul profundo… assim é o litoral do Centro de Portugal. Imagens de grande beleza que podemos descobrir num passeio ao longo da costa, da Figueira da Foz até Esmoriz.
Da Figueira a Mira
Alegre, cheia de vida e animação, a Figueira da Foz é uma das principais estâncias de veraneio. Para além do enorme areal onde se pode jogar futebol, vólei e um sem número de atividades, é conhecida pelo casino inaugurado no final do século XIX, altura em que a aristocracia enchia os seus elegantes salões. Hoje em dia recebe muitas provas desportivas, do surf à motonáutica, da vela ao rugby de praia, mantendo sempre o seu carácter cosmopolita. Seja verão ou inverno, ciclistas e patinadores são presença garantida na sua marginal que nos conduz à Praia de Buarcos, protegida dos ventos norte pelo Cabo Mondego.
Seguindo a estrada florestal chegamos a outra praia - Quiaios, uma aldeia simpática de casas pequenas. A norte, encontram-se as Lagoas da Vela e das Braças, zona de piqueniques e de observação de aves aquáticas. Mais acima a praia da Tocha. Aqui ainda podemos admirar o engenho de construção dos velhos palheiros, assentes em esteios de pinho que foram erguidos pelos pescadores com madeira das matas da região. Serviam para guardar os seus utensílios e muitos deles hoje em dia são casas de férias. O areal dourado prolonga-se até à Praia do Palheirão, selvagem e quase deserta, um pedaço de natureza intacta rodeada de pinhal. 
Praia de Mira
A estrada florestal leva-nos à Praia de Mira, pequena aldeia piscatória até à primeira parte do século XX. Tanto aqui como na Praia da Vagueira, ainda se pratica a arte xávega, em que os barcos coloridos usam a técnica tradicional da pesca de arrasto, sendo hoje em dia os tratores a puxar as redes para a areia, substituindo assim as juntas de bois que antigamente desempenhavam essa tarefa.
Perto de Aveiro
Na Praia da Costa Nova os pitorescos palheiros de madeira estão pintados às riscas de cores garridas, uma imagem de postal que todos gostam de registar. A Praia da Barra com o seu farol centenário, o mais alto do país, marca o ponto de encontro da Ria com o oceano, no final de uma língua de terra que tem início a vários quilómetros a sul no Areão. Apesar de se situar mais para o interior, junto a um dos braços da ria, Ílhavo é uma cidade ligada ao mar, cuja população teve um papel importante na pesca do bacalhau nos mares de gelo da Terra Nova. A memória desta história de séculos está bem representada no Museu Marítimo de Ílhavo e na gastronomia local. 
Costa Nova © Turismo Centro de Portugal
Numa imagem única de comunhão entre a terra e o mar, Aveiro é invadida pela ria, cujos braços se estendem pelo meio do casario em inúmeros canais. Atravessando a Ria de barco chegamos rapidamente à Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, uma grande área ao longo da costa. Num perfeito estado de conservação, é um espaço privilegiado para a observação da natureza, sobretudo das aves aquáticas que aqui se refugiam e nidificam, a que se soma outro grande atrativo - a Praia de São Jacinto, quase selvagem com um areal sem fim.
Da Torreira a Esmoriz
A norte, a Praia da Torreira também se insere no cordão litoral que separa a Ria do mar, um areal contínuo sem interrupção que se estende ao longo de 25 quilómetros desde a Praia de São Jacinto e prossegue até à Praia do Furadouro. Aqui, quem quer fazer praia e desportos aquáticos tem sempre possibilidade de escolha: de um lado o mar, agitado, excelente para a prática de surf, e do outro as águas da Ria, mais tranquilas, ideais para vela ou windsurf. 
Praia da Torreira
Ovar, alguns quilómetros para o interior, vale bem a pena o desvio pelo seu famoso pão-de-ló, que complementa na perfeição a gastronomia regional em que o peixe tem lugar de destaque. Neste conjunto de praias que inclui ainda a norte a Cortegaça e Esmoriz, conservam-se as tradições da pesca artesanal que à mesa se transforma em deliciosos pratos, como as características enguias de escabeche ou de caldeirada e muitas outras formas de saborear o peixe fresco. Uma oportunidade a não perder quando se passeia pelo litoral.
Açores: Nove ilhas - Um Geoparque
A origem dos Açores está gravada nos 1766 vulcões que existem neste arquipélago, nove dos quais ainda ativos. De toda esta riqueza natural nasceu o Geoparque dos Açores, integrado na Rede Europeia e Global de Geoparques, o qual visa promover e proteger o património geológico deste arquipélago.
O Geoparque dos Açores é único no mundo, porque dispõe de 121 geossítios dispersos pelas nove ilhas e zona marinha envolvente, espelhando a vasta geodiversidade vulcânica do arquipélago. São nove ilhas, mas um só Geoparque!
No subsolo, estão assinaladas quase três centenas de cavidades vulcânicas, sob a forma de grutas, algares e fendas. Na paisagem, há caldeiras secas, lagoas em crateras, campos fumarólicos e nascentes termais. No mar, encontramos fontes geotermais submarinas. A majestosa montanha do Pico, de cone ainda intacto, parece proteger todas estas riquezas geológicas. Testemunho do poder da natureza, o vulcanismo do arquipélago impressiona pela diversidade do património geológico da região que reflete uma memória geológica de 10 milhões de anos.
A Associação do Geoparque dos Açores criou novos serviços, rotas e produtos interpretativos, implementando um geoturismo de qualidade na região, em estreita ligação com outras vertentes do Turismo de Natureza.
Algumas das rotas já existentes e possíveis de fazer, são:
-Rota das cavidades vulcânicas
Para descobrir o mundo subterrâneo das ilhas.
-Rota dos Miradouros
Para descobrir de carro as geopaisagens
-Rota dos Trilhos Pedestres
Para descobrir a pé os geossítios
-Rota do Termalismo
Para descobrir a força do vulcanismo, tirando partido das mais-valias em termos de saúde, lazer e bem-estar de águas e lamas termais.
-Rota dos Centros de Ciência
Para melhor conhecer e interpretar os fenómenos vulcânicos.
Podemos ainda conciliar a descoberta deste fantástico mundo do geoturismo com um roteiro que inclua toda a família!
O dia pode começar num miradouro de onde se contempla a extraordinária paisagem criada pela natureza vulcânica dos Açores.
Depois, a descida às profundezas subterrâneas, numa das várias cavidades preparadas para o efeito. São locais mágicos, apropriados para a visita dos mais pequenos.
Após o regresso à superfície, uma caminhada para contemplar a paisagem circundante sabe sempre bem.
Sempre que o calor apertar, nada como um refrescante mergulho numa piscina natural.
A visita a um museu ou centro de interpretação responderá às perguntas surgidas durante as ricas experiências do dia passado num mundo de vulcões.
Com tantas sugestões, não podemos deixar de conhecer os vulcões dos Açores e desfrutar de uma erupção…de Sabores, Aromas e Experiências!
Caminhos de Santiago
- visitar as Sés das cidades que ficam nos Caminhos, normalmente dos séc. XII-XIII
- conhecer em Barcelos o cruzeiro do Senhor do Galo que reproduz uma antiga lenda jacobeia
- visitar o Convento de Cristo em Tomar, que foi sede da ordem dos Templários por ficar justamente num caminho de peregrinação
- conhecer o bairro de Alfama por onde passa o Caminho que sai da Sé de Lisboa
- visitar o Museu do Azulejo instalado no Convento da Madre de Deus, no mesmo Caminho, à saída de Lisboa
- conhecer o Parque das Nações, em Lisboa, onde os peregrinos de Santiago se misturam com os de Fátima na saída de Lisboa
Os Caminhos de Santiago, que atravessam Portugal de sul para norte, são seguidos pelos peregrinos desde há séculos. Experimentá-los é partir numa descoberta do país e de nós próprios.
O destino destes Caminhos é a Catedral de Santiago de Compostela em Espanha, sob a qual, diz a lenda, se encontra o túmulo do apóstolo São Tiago, que evangelizou na Península Ibérica, então província de Roma. O culto deste santo popularizou-se ao longo da Idade Média dando origem a grandes peregrinações provenientes de todos os cantos da Europa. E em Portugal teve maior difusão a partir do séc. XII, com a fundação da nacionalidade portuguesa.
Dependendo dos locais de partida dos peregrinos, percorriam-se em Portugal vários caminhos com destino a Santiago, mas atualmente podem identificar-se três percursos principais.
O mais antigo é o Caminho do Norte. Parte da Sé do Porto e segue por Rates (onde o próprio São Tiago ordenou o Bispo que deu nome à Igreja românica de São Pedro), Barcelos, Ponte de Lima e Valença, onde entra em Espanha. Na Idade Média, o Caminho do Norte tinha variantes, sendo comum que passasse por Guimarães (em cuja praça de Santiago diz a lenda que o Santo teria colocado uma imagem de Nossa Senhora), mas sobretudo por Braga, que disputava com Compostela o título de centro da Cristandade na Península por ser a Sede do arcebispado de toda a Península Ibérica. O seu primeiro bispo foi justamente o Bispo de Rates. Outra variante era o Caminho da Geira (a antiga via romana) que atravessava o Gerês até à Portela do Homem. Mas ainda havia o Caminho da Costa que hoje está assinalado. Parte também do Porto e segue por Vila do Conde, Esposende, Viana do Castelo e Caminha, onde se pode atravessar para Espanha, ou seguir até Valença.
Ligando Viseu a Chaves, com saída para Espanha por Vilarelho da Raia, o Caminho Interior ganhou nova vida com a colocação de sinalética orientadora e a abertura de albergues para os peregrinos. Saindo de Viseu, este Caminho passa junto a Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, até atingir Chaves. Vai entroncar na Via da Prata, a antiga rota comercial dos romanos que atravessava o oeste de Espanha.
Mais a sul, o Caminho Central Português coincide até Santarém com o Caminho do Tejo, de peregrinação a Fátima. Sai da Sé de Lisboa e segue à beira do Rio Tejo por Alverca, Vila Franca de Xira, Azambuja, Santarém, Golegã e Tomar, antiga sede dos Templários em Portugal. Daqui continua em direção a Coimbra, passando por Alvaiázere, Ansião e Rabaçal. Em Coimbra é imperioso visitar o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, já que aí se encontra o túmulo da Rainha Santa Isabel (séc. XIV), que peregrinou a Santiago e se fez sepultar com os símbolos da vieira, da cruz de Santiago e do bordão. Continuando para norte, o Caminho segue por Mealhada, Águeda, Albergaria-a-Velha, São João da Madeira, Grijó, até entrar no Porto, onde começam os Caminhos do Norte.
Partindo igualmente de Lisboa, esta rota tinha uma variante que seguia junto ao mar, passando por Sintra, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Alcobaça, Batalha e Leiria, daí seguindo para Coimbra, onde se juntava ao grande Caminho Central. Hoje não está, porém, devidamente sinalizada, tal como os caminhos que na Idade Média partiam do Algarve.
Com fé de peregrino ou desejo de aventura e comunhão com a natureza, os Caminhos de Santiago são decerto uma boa sugestão para os adeptos de longas caminhadas.
Dark Sky Alqueva
- fazer um passeio de barco no Alqueva
- observar o céu à noite
- visitar Monsaraz
Imaginemos um lugar onde nos sentimos cobertos por um majestoso céu estrelado.
A sensação é indescritível e normalmente apenas possível de forma artificial, num planetário, onde nos sentamos confortavelmente para uma lição sobre as estrelas. Em Portugal, temos a sorte de ter essa sensação ao ar livre.
No meio do Alentejo, o maravilhoso céu do Alqueva parece um veludo escuro revestido por um imenso manto de estrelas. É uma área protegida e certificada internacionalmente, registada como uma reserva Dark Sky®, ou “Starlight Tourism Destination”, que se estende por uma área de cerca de 10.000 quilómetros quadrados.
Tendo o lugar sido reconhecido como preferencial para observação do céu, os municípios em redor do grande lago do Alqueva e do rio Guadiana – Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Mourão, Moura, Barrancos, Redondo, Évora, Serpa e Mértola - juntaram-se a alguns municípios espanhóis num esforço para preservar essa característica especial e de criar estratégias para possibilitar um melhor ususfruto deste fenómeno da natureza como, por exemplo, baixar as luzes públicas.
Podemos observar a Ursa Maior, a Ursa Menor, a Cassiopeia e uma grande diversidade de outras constelações, visíveis consoante a estação do ano. Localizamos as representações dos signos do Leão, Virgem e Balança, descobrimos Escorpião e Sagitário e seguimos até ao misterioso Capricórnio, sem esquecer o Cisne, a Águia e a Lira.
Identificamos a majestosa Via Láctea e contemplamos Aquário e Peixes, Pégaso e Carneiro. Depois vemos Touro, que noite após noite desafia o glorioso Orionte. E ainda há tempo para ver Gémeos, a figura do Cocheiro e para eleger a nossa estrela favorita.
A qualidade do céu no Alqueva permite a observação a olho nu de um elevado número de objetos celestes. Mas para fazer tudo na perfeição, o ideal é ter uns binóculos e um telescópio. Mas se não os tivermos connosco, não há problema pois as empresas que integram a Rota Dark Sky® têm equipamento disponível e estão preparadas para nos ensinar a ver o céu e a identificar as estrelas.
Para além das unidades de alojamento e de restauração, juntaram-se também à iniciativa empresas de animação turística e guias com os quais se pode conhecer melhor a região através de passeios pedestres, percursos de observação de fauna e flora, canoagem, workshops de astrofotografia e outras atividades, durante o dia ou mesmo à noite.

Cromeleque do Xerez - Via Láctea ©Miguel Claro - Dark Sky® Alqueva
No meio da natureza, surpreendemo-nos com os sempre misteriosos monumentos megalíticos como o Cromeleque do Xerez, na envolvência do Convento da Orada, ou as antas e menires que fazem parte de um percurso pelo património da região. Não pode faltar uma paragem na admirável aldeia amuralhada de Monsaraz, onde as ruas e as casas são feitas de xisto, ou na vila de Mértola, que se estende à beira do rio Guadiana, misturando as heranças muçulmana e cristã nas suas ruas.
Existem várias propostas para descobrir a região do Alqueva e o Alentejo, mas a Rota Dark Sky® é sem dúvida uma viagem de surpresas e descobertas que se irá sempre recordar.
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Parques e reservas naturais
Espalhados pelo país, encontram-se lugares de beleza preservada, povoados por uma grande variedade de espécies de fauna e flora, onde Homem e Natureza vivem em perfeita harmonia. Protegidas para manterem a sua biodiversidade, muitas destas áreas estão classificadas como Parques e Reservas Naturais.
De todos destaca-se a Peneda-Gerês, o único que foi classificado Parque Nacional. Está situado no noroeste do território e tem paisagens deslumbrantes entre montanhas e albufeiras onde se criam espécies únicas como o garrano selvagem ou o cão de Castro Laboreiro. Aqui, tal como no Parque de Montesinho preserva-se um modo de vida rural, com aldeias comunitárias em que as populações partilham tarefas e equipamentos.
Um pouco abaixo, no Parque Natural do Alvão, os rios correm entre fragas e penhascos e há cascatas espetaculares como as Fisgas de Ermelo. Já a leste, o rio que faz a fronteira com Espanha dá nome a outro Parque - o Douro internacional, cujos vales profundos formam desfiladeiros onde nidificam aves de rapina como o Abutre do Egipto. Bem perto, outra área protegida, a Albufeira do Azibo que também é ideal para observação de aves e para uns momentos de lazer nas suas praias fluviais.
Mas quem prefere o mar revigorante, encontra no Parque Natural do Litoral Norte uma sucessão de praias e dunas que tem rival na Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, também muito procurada pelas aves aquáticas. Nesta região, o Centro de Portugal, há outros parques a não perder. O maior é a Serra da Estrela, de maciços imponentes onde se situa o ponto mais alto de Portugal continental. Entre encostas e lagoas, oferece múltiplas propostas para as mais variadas atividades desportivas, tanto de verão como de inverno. Percursos pedestres e de bicicleta, escalada e canoagem são algumas das possibilidades que também estão disponíveis no Tejo internacional, onde nidificam mais de 154 espécies de aves, de que se destaca a cegonha preta. Já na Serra da Malcata esconde-se o lince ibérico e na Serra do Açor, entre a vegetação luxuriante característica destas serranias, há aldeias em forma de presépio compostas por casas de xisto e lousa.
Nos Pauis - de Arzila e do Boquilobo - reinam as aves aquáticas destacando-se as garças: a vermelha no primeiro e a branca no segundo. Já na Reserva Natural das Berlengas, pequeno arquipélago em estado quase selvagem, só as gaivotas, que estão por toda a parte, quebram a tranquilidade absoluta. E nas Serras de Aire e Candeeiros, cujo interior esconde grutas de formações surpreendentes, vivem morcegos das mais diversas espécies.
Photo: Reserva Natural das Berlengas
Perto de Lisboa, à beira do mar, mais dois parques naturais de beleza deslumbrante: Sintra-Cascais, com praias e vegetação luxuriante, onde se integram harmoniosamente quintas e palácios, e a Arrábida, uma harmonia de cores, em que a serra com o seu manto verde, alterna com as falésias de calcário esbranquiçado e todos os tons de azul do oceano. Já na Arriba fóssil da Costa de Caparica, as escarpas esculpidas pela erosão assumem tonalidades douradas, especialmente ao pôr-do-sol. E nos estuários dos rios é a fauna que dá origem às imagens mais espetaculares – tanto no Tejo com os flamingos de plumagem rosa, como no Sado com os golfinhos e as cegonhas-brancas. Mais a sul, as Lagoas de Santo André e da Sancha possuem também um conjunto diversificado de ecossistemas.
No Alentejo, destaca-se a Serra de São Mamede de altitude e vegetação, inusitadas nesta área do país, e a oeste o alvo das atenções é o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, um dos trechos de costa mais bem preservados da Europa. No Parque Natural do Vale do Guadiana, o rio corre por vezes entre margens apertadas, para mais a sul, no Algarve, se ramificar em esteiros e canais pela planície dentro no Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Já a Ria Formosa estende-se ao longo de 60 kms num labirinto de canais, sapais e ilhas que fazem barreira com o mar e conferem ao leste algarvio uma paisagem de grande beleza.
Photo: Parque Natural da Madeira © Associação Promoção Madeira / Francisco Correia
E ainda há mais no meio do Atlântico! Na Madeira, o Parque Natural ocupa dois terços da ilha e prolonga-se pelo oceano. Das Reservas Naturais das ilhas Selvagens e Desertas, ao Garajau, Rocha do Navio e Ponta de São Lourenço são muitas as áreas preservadas. Tal como nos Açores, onde cada uma das nove ilhas tem um Parque Natural com diversas reservas e áreas protegidas em que as paisagens estão em estado puro. É a natureza, que em Portugal podemos escolher como companheiro de viagem para desfrutar de momentos inesquecíveis.



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