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A Sketch Tour Portugal na Madeira

Na Madeira, a Sketch Tour dedicou-se a três temas imprescindíveis para quem visita o arquipélago: o património mundial, a natureza e a gastronomia, o que se reflete nos desenhos dos Urban Sketchers representados pela dinamarquesa Ea Ejersbo e da portuguesa Ketta Linhares.

O azul do mar e o verde da vegetação são os tons dominantes da paisagem no Arquipélago da Madeira que inspiraram os Sketchers a explorar as ilhas da Madeira e do Porto Santo. O clima ameno, que se mantém ao longo de todo o ano, beneficiou a viagem, mesmo que a geografia da ilha propicie a existência de microclimas diferentes entre as localidades junto ao mar e os picos mais altos da montanha ou entre a vertente norte, mais húmida, e a sul, mais soalheira.

 

A sketch tour começou no Funchal. Passearam pelo centro, tomando o primeiro contacto com o património e a história local, e junto ao mar, na Marina. Iniciaram a experiência gastronómica no Mercado dos Lavradores, num primeiro contacto com as cores e aromas dos melhores produtos que a ilha tem para oferecer, com destaque para as frutas exóticas e para as variedades de peixe fresco e a oportunidade de provar o famoso vinho da Madeira in loco.

Funchal

© Ea Ejersbo

Mercado dos Lavradores

© Ketta Linhares

Santana foi o primeiro contacto com a área de Floresta Laurissilva, classificada património da humanidade. A localidade é uma das atrações da ilha, onde ainda se conserva o ambiente rural e as casas com a sua forma particular e telhados de colmo. Subiram depois ao Pico do Arieiro para apreciar a vista no ponto mais alto da ilha. Na descida, pararam em Ribeiro Frio, o ponto de partida para um pequeno passeio pedestre seguindo o percurso de uma levada de água, a vereda dos Balcões neste caso, uma experiência imprescindível para que visita a Madeira.

Pico do Arieiro

© Ea Ejersbo

Levada dos Balcões

© Ketta Linhares

De volta ao Funchal, subiram no teleférico até ao Monte, para depois experimentarem descer em grande velocidade a colina em carros de cesto. Foi um momento emocionante.

Teleférico

© Ea Ejersbo

Monte

 © Ketta Linhares

Para completar a visita, houve ainda tempo de visitar, a Ponta de São Lourenço, o Cabo Girão, perto de Câmara de Lobos, e ainda de visitar as piscinas naturais, na costa norte. A presença constante do oceano convida a banhos e as piscinas de Porto Moniz são um dos locais onde se pode passar um excelente dia de praia.

Ponta de São Lourenço

© Ketta Linhares

Cabo Girão

© Ea Ejersbo

Câmara de Lobos

© Ketta Linhares

Do itinerário fez ainda para uma pequena viagem de barco até à Ilha de Porto Santo, um destino muito apreciado para fazer férias em família ou para descansar.  Os vários quilómetros de praia de areia dourada, com qualidades terapêuticas, e uma água com temperatura agradável tornaram-se um cartão de convite para voltar para umas férias de verão.

Viagem de barco  Madeira - Porto Santo

© Ea Ejersbo

Porto Santo

© Ketta Linhares

Ponta da Calheta
 
© Ea Ejersbo

Casa Museu Colombo

 


A Madeira vista por Ketta Linhares

Na memória de uma visita de há 20 anos, voltar à Madeira foi uma redescoberta surpreendente. As ruas íngremes, as subidas e descidas, curvas e contracurvas de que se lembra tiveram um novo olhar como sketcher e deram um novo sentido a um destino paradisíaco.

A ilha, que é um pequeno ponto no mapa mundo, tornou-se gigante perante o olhar de Ketta enquanto desenhava. Partilhou com a Ea o deslumbramento com as paisagens naturais, com a gastronomia que lhe deixou um sorriso na cara, com o mistério que fica para além do oceano e com a simpatia das pessoas que a fizeram sentir-se parte da Ilha.

Nos cadernos pensou ter guardado o essencial mas, no final, descobriu que tinha desenhado todos os motivos para voltar um dia.

Funchal / Mercado dos Lavradores


Estrelícias
 

Monte


Ponta de São Lourenço
  

Câmara de Lobos 


Pico do Arieiro


Levada dos Balcões  


Porto Santo


Ponta da Calheta


Casa Museu Colombo




Ketta Linhares
Nasceu em Díli, capital de Timor Leste, e veio para Portugal com 4 anos.
Licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fundou o projeto “Laloran”, em que apresenta os cadernos de desenho artesanais, feitos com tecidos tradicionais. Segundo as suas palavras, utiliza os cadernos como se fossem um laboratório de experiências, onde o desenho e pedaços de "coisas inúteis" juntas constroem histórias únicas. Sempre que existe a oportunidade, colabora em projetos humanitários e artísticos.


A Madeira vista por Ea Ejersbo

Ea Ejersbo tinha apenas uma ideia vaga da história e da geografia de Portugal. Já tinha estado em Lisboa, tendo guardado a memória de uma cidade antiga, bonita, com muitos detalhes interessantes, com bom tempo e uma população simpática. Da Madeira, tinha a ideia de ser uma ilha atlântica, com montanhas verdes e um clima subtropical, onde se produzia um conhecido vinho licoroso.

A visita à Madeira tornou-se uma fonte de inspiração visual e uma viagem de sabores muito agradável. Nas suas palavras, «a ilha tem uma “personalidade” fascinante e única na intersecção da paisagem, flora, oceano, história e cultura local.»

Impressionada pela vegetação verde e exuberante, interessou-se pelos aspetos da vida local e pelos meios tradicionais de subsistência que ainda se encontram ligados à agricultura e à pesca. A existência de uma boa rede viária, permitiu visitar os principais pontos de interesse da ilha em poucos dias e ainda ter tempo de apreciar o ambiente animado da cidade do Funchal, o que não é de estranhar, tendo em conta a época do ano, em dezembro. Foi uma oportunidade de assistir ao memorável espetáculo de fogo de artifício na passagem de ano. No final, ficou a vontade de voltar e de se envolver mais com a vivência local.

Funchal







Pico do Arieiro


Ferry Madeira - Porto Santo 


Ilha de Porto Santo 







Ea Ejersbo
Ea Ejersbo é uma artista, formadora, editora experiente em impressão e poeta.  Foi um dos membros fundadores do grupo Urban Sketchers, com quem desenha desde 2008. A sua experiência artística centra-se sobretudo em cadernos e quase exclusivamente a partir da observação direta. Onde vai, faz muitos desenhos das pessoas.
Ea trabalha numa escola de artes performativas de rua, em particular nas áreas da comunicação, planeamento e projetos internacionais. Vive na Dinamarca, na cidade de Arhus.


Festival Eurovisão da Canção 2018

Todos a bordo e sejam todos bem-vindos ao Festival Eurovisão da Canção!

Com o slogan “Todos a bordo”, a 63 ª edição do Festival Eurovisão da Canção tem lugar em maio em Lisboa e conta com a participação de 43 países. A inspiração para a escolha deste slogan vem da ligação entre Lisboa e o Oceano, uma ligação histórica já que Lisboa foi o centro das mais importantes rotas marítimas mundiais que ligavam a Europa ao resto do mundo. Hoje em dia, Lisboa é a cidade da diversidade, do respeito e da tolerância, partilhando dos valores que a Eurovisão representa. Através do mar, Portugal convida a comunidade internacional a unir-se e a celebrar a Europa e a música na competição deste ano. Seja bem-vindo a bordo!

Praça do Comércio_Shutterstock_AER
Praça do Comércio - Lisboa © Shutterstock_AER

O Festival, que tem lugar no Altice Arena, terá duas semifinais a 8 e 10 de maio e a Grande Final a 12 de maio. Se não conseguir bilhete, pode sentir este ambiente único na Eurovision Village, que tem entrada gratuita e estará aberta ao público entre 4 e 13 de maio das 15h às 23h. Este espaço está instalado na Praça do Comércio, a mais emblemática de Lisboa que se abre ao Rio Tejo e que durante a época de ouro dos Descobrimentos era o ponto nevrálgico do comércio marítimo. Todos os dias encontrará aqui muita animação em que a música tem um lugar de destaque, e poderá assistir à atuação de DJs ou à transmissão dos espetáculos do festival.  

Parque das Nações_PauloMagalhães
Parque das Nações - Altice Arena © Paulo Magalhães

Se quiser assistir a outros espetáculos musicais, fique a saber que ao longo de todo o ano a programação musical é intensa e variada tanto em Lisboa como no resto do país. Para além dos espetáculos de artistas nacionais, Portugal faz parte das digressões dos mais reputados artistas estrangeiros e é cada vez mais conhecido pela qualidade dos seus Festivais de Música. Dos ambientes urbanos, aos festivais em plena natureza, no campo ou à beira-mar, ou mesmo em locais históricos a oferta é vasta. Do rock à música clássica, do jazz à dance music, há sons para todos os gostos.

Fado Vadio_GAU
Alfama - Lisboa © CML | DPC | José Vicente

Aproveite também para conhecer expressões únicas da música portuguesa que foram reconhecidas pela UNESCO como património imaterial da Humanidade, como o Fado que tão bem transmite a alma portuguesa e é cantado com todo o sentimento acompanhado apenas por uma guitarra, ou o Cante Alentejano em que grupos de homens e mulheres cantam em coro sem qualquer acompanhamento instrumental. 

Mas já que está em Lisboa aproveite também para conhecer esta cidade segura e amigável que é fácil de visitar, mas tem muito para ver. Do Castelo a Belém, dos bairros históricos como Alfama ou a Bica à arquitetura do final do século XX no Parque das Nações, vai encontrar uma cidade que é ao mesmo tempo antiga e moderna e sem dúvida, sempre surpreendente. Siga as nossas sugestões em 10 coisas para ver e fazer em Lisboa e perca-se nesta cidade. 

Quinta da Regaleira_RuiCunha
Quinta da Regaleira - Sintra © Rui Cunha | Turismo Cascais

Nas redondezas há também muito para ver e conhecer. A costa do Estoril e Cascais, vila piscatória, a romântica Sintra com os seus palácios e quintas, ou Mafra com o seu majestoso Convento são locais a não perder. E se preferir praticar desportos de ondas como o bodyboard ou o kitesurf, saiba que bem perto, na Costa de Caparica ou na Ericeira, a 1ª Reserva de surf da Europa, vai encontrar as condições ideais para os praticar. 

Lisboa é também um bom ponto de partida para viajar pelo país já que aqui se encontram excelentes ligações de transportes para todo o território. Faça como os concorrentes do Festival que foram filmar os seus postais em diversos pontos de Portugal e aventure-se pelo nosso país. Vai ver que não se vai arrepender. Para além da diversidade de paisagens há uma panóplia de experiências à sua espera que lhe vão garantir excelentes momentos para recordar. 

Aveiro - Emanuele Siracusa
Aveiro - Centro de Portugal © Emanuele Siracusa

Começando pelo Centro de Portugal, experimente um passeio nos coloridos barcos moliceiros de Aveiro ou saboreie o delicioso queijo na Serra da Estrela. Mais a Norte, junto ao Porto em Gaia, é obrigatório visitar as Caves do Vinho do Porto para apreciar este delicioso néctar, e se quiser conhecer algum do nosso folclore mais tradicional, suba um pouco mais até Viana do Castelo. Para além da música e da dança deixe-se surpreender pela riqueza dos trajes e da ourivesaria portuguesa.

Porto_João Paulo
Porto © João Paulo

Se seguir para sul, pode conhecer os cavalos puro sangue lusitano em Alter do Chão ou experimentar voar de balão no Alentejo. Já no Algarve, um passeio de barco através de grutas recortadas ou uma partida de golfe com vista para o por do sol sobre o mar são imagens que não vai esquecer. 

Ponta da Piedade_Shutterstock
Ponta da Piedade - Lagos | Algarve © Shutterstock - M.V. Photography

E também pode visitar as ilhas no meio do Atlântico, descobertas pelos portugueses no século XV e que hoje ficam a menos de duas horas de voo de Lisboa. Na Madeira, experimente a adrenalina de descer num carrinho de cesto do Monte até ao Funchal, ou de mergulhar na ilha dourada de Porto Santo e descobrir a riqueza e diversidade do fundo do mar. Já nos Açores, faça um passeio para ver baleias ou desça até às profundezas destas ilhas de origem vulcânica para descobrir a beleza que também se esconde no seu interior. 


Açores © ART Açores

Venha a Portugal para se apaixonar por outros locais e por novas melodias. Todos a bordo!


Sintra - Itinerário Acessível

Perto de Lisboa, Sintra é uma visita obrigatória em qualquer programa turístico, pelo seu valor histórico e cultural e pela beleza surpreendente de uma paisagem que foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO.

No centro da vila, pode ser feito um percurso acessível pois as ruas apresentam um pavimento em bom estado de conservação, estável e regular, o que permite a circulação de forma segura e confortável. No entanto, estas zonas recentemente intervencionadas com condições de acessibilidade contrastam com as zonas mais antigas da vila, de ruas estreitas, inclinadas e com piso irregular.

Ao longo do Itinerário Acessível que aqui se apresenta, as passadeiras estão rebaixadas e niveladas, mas não se verifica a presença de pavimentos táteis ou de avisos sonoros. Algumas esplanadas e as caldeiras das árvores obrigarão a um maior cuidado e a desvios pontuais para circular na via destinada a veículos, como acontece nas Avenidas Dr. Alfredo da Costa e Dr. Miguel Bombarda.

Acompanhe este itinerário com o mapa

Centro Cultural Olga Cadaval (1) - Museu das Artes de Sintra (2) - Volta do Duche / Parque da Liberdade (3) - Palácio Nacional de Sintra (4) - Palácio e Quinta da Regaleira (5)

Sugerimos que se inicie o Itinerário Acessível no Museu das Artes de Sintra (2), dedicado à arte contemporânea, instalado no edifício de um antigo casino. Muito perto, o Centro Cultural Olga Cadaval (1) tem uma programação bastante variada de concertos, cinema, teatro e dança que pode ser uma boa opção para um espetáculo ao final do dia.


Museu das Artes de Sintra © José Manuel

Seguindo pela Avenida Heliodoro Salgado, acessível, o miradouro da Estefânia permite apreciar a vista sobre a serra e o vale, com o Palácio Nacional de Sintra e as suas emblemáticas chaminés cónicas ao fundo. Continuando pela Av. Dr. Alfredo da Costa passa-se pela Câmara Municipal de Sintra, à direita, um curioso edifício com pormenores em estilo neomanuelino e neorrenascentista, construído na primeira década do séc. XX para acompanhar a então recente chegada da linha ferroviária.


Volta do Duche, Sintra © José Manuel

O percurso acessível continua pela Volta do Duche, apreciando algumas esculturas de arte contemporânea ao longo do passeio. À direita, vão-se encontrando acessos por escadas para o vale onde se encontra o Museu Anjos Teixeira . Antes de chegar ao centro histórico, também conhecido por Vila Velha, passa-se pela entrada para o refrescante Parque da Liberdade (3). Este espaço público, parcialmente acessível devido à inclinação de alguns caminhos, é ideal para um piquenique ou para uma pausa nos dias quentes de verão. 


Sintra © Alan P. / Shutterstock

Um pouco mais à frente, encontra-se uma fonte em estilo neoárabe e no final da Volta do Duche, o News Museum fica à esquerda. Segue-se pela direita até ao centro histórico e à Praça da República, onde se encontra o Palácio Nacional de Sintra (4), antiga casa de verão da família real e local de visita obrigatória em Sintra. Inicialmente construído no séc. XV, foi sendo enriquecido ao longo dos séculos. Entre as salas e quartos que têm sempre uma história para contar, faz-se também uma viagem pela história do azulejo que teve aqui uma das primeiras aplicações em Portugal, durante o séc. XVI. Embora a envolvente seja acessível, a entrada principal tem pequenos lances de escadas e por isso o acesso deve ser feito pela Cozinha Real onde é possível colocar uma rampa. No interior, estão disponíveis diversas soluções de apoio a pessoas com necessidades especiais. 


Palácio Nacional de Sintra © Parques de Sintra - Monte da Lua / Luís Duarte

Na praça, as várias esplanadas e cafés convidam a uma pausa e a provar a saborosa pastelaria local, como as queijadas ou os travesseiros. No caso de precisar de informação ou de apoio, pode passar pelo Posto de Turismo, antes de se dirigir ao Palácio e Quinta da Regaleira.


Quinta da Regaleira © Arquivo Turismo de Portugal

Esta parte do percurso é parcialmente acessível, mas vale a pena visitar o Palácio da Regaleira (5). Construído no início do séc. XX por um milionário é um monumento enigmático, em estilo romântico revivalista, com muita simbologia relacionada com a maçonaria que facilmente fascina os visitantes.

Depois do centro histórico, a visita deve continuar pela Serra de Sintra e pelo conjunto patrimonial dos “Parques de Sintra”, constituídos pelo Palácio e Parque da PenaChalet da Condessa d’EdlaCastelo dos Mouros e Palácio e Parque de Monserrate.  Para fazer o percurso está disponível um autocarro elétrico acessível que garante a ligação entre os vários pontos de visita, onde existem profissionais qualificados e formados em atendimento de pessoas com mobilidade condicionada e necessidades especiais. Estão ainda disponíveis diversos equipamentos de apoio à visita, como o Swisstrac, para facilitar a autonomia em cadeira de rodas, o Serviço Serviin de vídeo chamada com um intérprete de Língua Gestual Portuguesa e a aplicação Talking Heritage, onde se disponibiliza informação com conteúdos áudio e em língua gestual (ver detalhe no separador “Informações Úteis”, no topo da página). Em Monserrate, o turista terá ainda disponível uma maquete tridimensional tátil do palácio.


Elvas - Itinerário Acessível

Sendo a maior fortificação abaluartada do mundo, Elvas teve um papel importante ao longo da História na defesa da fronteira de Portugal, o que justificou a sua classificação como Património da Humanidade. As muralhas de diversas épocas e as curiosas fortificações em estrela são os principais pontos de interesse no conjunto que integra também o grande Aqueduto da Amoreira, de finais do séc. XV, um imponente ex-libris da cidade, que surpreende quem chega pela estrada de Estremoz.

Pelas suas características históricas, a cidade de Elvas tem muitas condicionantes de acessibilidade, sendo possível fazer um itinerário turístico apenas parcialmente acessível. Na maioria das ruas, o pavimento de empedrado irregular dificulta a mobilidade, assim como a inclinação de algumas ruas de acesso aos principais pontos de interesse, como por exemplo ao Castelo, na parte mais alta da cidade.

Ao longo do percurso, os passeios permitem a passagem de pessoas com mobilidade reduzida, apesar de apresentarem dimensões variáveis, obrigando pontualmente à circulação na faixa de rodagem. Para além disso, é frequente encontrar ruas sem passeio e por isso recomenda-se a adoção de uma circulação atenta.

Acompanhe este itinerário com o mapa

Castelo de Elvas (1) – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (2) – Igreja das Domínicas (3) – Igreja de Nossa Senhora da Assunção (4) – Praça da República (5) – Torre Fernandina (6) – Museu de Arte Contemporânea (7) – Museu de Fotografia João Carpinteiro (8) – Igreja de São Domingos (9) – Museu Militar de Elvas (10)


Elvas © John Copland | Shutterstock

Miradouro de referência no ponto mais alto da cidade, o Castelo de Elvas (1), construído nos séc. XII-XIV, será o início de um percurso parcialmente acessível. Muito próximo deste Monumento Nacional, classificado em 1906, fica a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (2). O revestimento a painéis de azulejo com cenas da vida de São Francisco e o trabalho de talha seiscentista do altar-mor e das capelas laterais, da autoria de um artista local, é notável e justifica uma visita. O acesso é feito através de uma rampa e a circulação anterior é garantida por espaços amplos e sem barreiras relevantes.

Para continuar o itinerário, apesar da irregularidade do pavimento, é possível descer a rua junto à muralha, até à Igreja das Domínicas (3), no Largo 1º de Dezembro, onde se pode também ver o curioso pelourinho trabalhado em estilo manuelino. A Igreja, do séc. XVI, tem uma planta octogonal, onde se destaca a decoração composta por painéis de azulejo e talha dourada do séc. XVII, assim como um miradouro com vista sobre uma parte da cidade antiga. A entrada é feita por degraus, o que torna a igreja inacessível a pessoas em cadeira de rodas.


Praça da República, Elvas © Turismo do Alentejo

Em poucos minutos, chega-se à Praça da República, o centro de Elvas. É um espaço amplo e acessível, onde se pode visitar a antiga Sé, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (4). Foi construída no séc. XVI segundo o traço do arquiteto régio Francisco de Arruda, que também desenhou o impressionante Aqueduto da Amoreira. A capela mor, em mármore de várias cores, é um trabalho do séc. XVIII que merece referência, para além do órgão em talha dourada. A longa escadaria da entrada dificulta o acesso, mas o interior é amplo.


Aqueduto da Amoreira, Elvas © Dimdok | Shutterstock

A partir daqui, poderá continuar o percurso pela Rua da Cadeia, onde se situa a Torre Medieval (6). Também conhecida por Torre Nova ou Torre Fernandina, no seu interior é possível ver uma exposição sobre as fortificações de Elvas e a sua importância ao longo da História de Portugal. A Torre tem 3 pisos a que se acede por uma escada em caracol e por isso é inacessível a pessoas com mobilidade condicionada.

Na mesma rua, no outro passeio, vê-se o edifício do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (7), onde se pode admirar a importante Coleção particular de António Cachola. Constituída por três centenas de obras de artistas portugueses nas áreas da pintura, desenho, escultura, instalação, fotografia e vídeo, é uma referência na arte portuguesa. O espaço é acessível, e mediante marcação prévia, disponibilizam-se visitas guiadas e atividades destinadas a pessoas com necessidades especiais.


Convento de São Domingos, Elvas © Turismo do Alentejo

Seguindo pelas acessíveis Rua da Cadeia e Rua da Carreira, será necessário ultrapassar as dificuldades de continuar por duas ruas de pavimento irregular até ao singular Museu da Fotografia (8), onde se pode ver uma interessante coleção do Dr. João Carpinteiro, doada à Câmara Municipal. A exposição retrata a história da fotografia com referências particulares a Elvas, complementada por um laboratório de revelação, uma zona de tratamento de peças e uma biblioteca.

Por fim, chega-se a uma das pontas da estrela fortificada de Elvas, à Igreja de São Domingos (9) e ao Museu Militar de Elvas (10), onde poderá saber mais sobre a importância estratégica desta cidade de fronteira.


Forte de Santa Luzia, Elvas © Christophe Cappelli | Shutterstock

Localizados a cerca de 2km da área analisada no Itinerário Turístico Acessível de Elvas, fora das muralhas da cidade e a completar a Praça Forte de Elvas classificada Património Mundial, há ainda que referir o Forte de Santa Luzia, um dos mais genuínos exemplos de fortificações europeias construído durante o século XVII, e o Forte de Nossa Senhora da Graça, um exemplo notável da arquitetura militar do séc. XVIII, construído num local estratégico, a norte, onde havia uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Graça. Para chegar a estes locais, aconselha-se ao turista com limitações motoras que se desloque através de automóvel. À entrada, existem diversos lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida e as áreas envolventes são pedonais e regulares, com pavimento em terra batida, porém com ligeiras inclinações.


Bragança - Itinerário Acessível

No norte de Portugal, Bragança foi um importante ponto de defesa da fronteira portuguesa ao longo da história. Dentro das muralhas preservadas desta cidade de origem medieval, destaca-se ainda a torre de menagem do Castelo, que proporciona uma vista surpreendente sobre a paisagem envolvente. Para ajudar a organizar melhor a visita aos vários pontos de interesse, sugerimos um itinerário, onde se encontram indicadas as condições de acessibilidade.

Acompanhe este itinerário com o mapa

Jardim da Avenida João da Cruz (1) – Pólis de Bragança (2) – Praça da Sé (3) – Antiga Sé Catedral (4) – Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (5) – Praça do Mercado (6) – Igreja da Misericórdia (7) – Igreja de Santa Clara (8) – Museu Abade de Baçal (9) – Igreja de São Bento (10) – Porta da Vila (11) – Museu Ibérico da Máscara e do Traje (12) – Castelo de Bragança (13) – Domus Municipalis (14) – Igreja de santa Maria (15)

No centro histórico e nos espaços verdes da cidade de Bragança, o pavimento encontra-se em bom estado de conservação permitindo uma circulação estável e confortável a pessoas com necessidades especiais. No entanto, algumas ruas, como a Rua Almirante Reis e a Rua Emídio Navarro, apresentam alguma inclinação e obrigam a um maior esforço do turista.


Braganca ©Turismo do Porto e Norte

Na área envolvente do Castelo, o pavimento é constituído sobretudo por pedras de xisto que tornam o pavimento irregular e as ruas, sem passeios, são ligeiramente inclinadas, sobretudo nos acessos ao interior da cidadela, como se constata nas ruas Serpa Pinto e Santo Condestável. Por estes motivos, esta parte do itinerário é considerado parcialmente acessível e recomenda-se a adoção de uma atitude atenta aos veículos e aos obstáculos.

A Avenida João da Cruz, que termina no Jardim (1) do mesmo nome, é uma das artérias principais de Bragança e pode ser o início do Itinerário Acessível. É uma área ampla que dá acesso também às margens do Rio Fervença, com passadiços e espaços verdes, zona conhecida por Pólis (2), por ter sido integrada nesse programa de requalificação urbana. Neste percurso, seguimos pela acessível Rua Almirante Reis, passando por um quarteirão parcialmente acessível até chegar à Praça da Sé (3).


Praça da Sé, Bragança © Câmara Municipal de Bragança

A Igreja da antiga Sé de Bragança (4) é um edifício, do séc. XVI, em estilo renascentista, com elementos decorativos barrocos de interesse. Embora a praça seja acessível, o acesso ao interior é feito través de dois pequenos degraus. A 5 minutos, fica o Centro de Arte Contemporânea de Graça Morais (5), dedicado à pintora portuguesa, mas com um programa diversificado de exposições temporárias. O edifício, já premiado, foi recuperado segundo um projeto do arquiteto Eduardo Souto de Mora. Mesmo ao lado, o recente Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano mostra como a comunidade judaica se estabeleceu e viveu nesta zona de fronteira.


Centro de Arte Contemporânea Graça Morais © Câmara Municipal de Bragança

Continuando pela Rua Abílio Beça, também conhecida como sendo a rua dos museus, passamos perto da Igreja da Misericórdia (7) e da Igreja de Santa Clara (8), ambas com interesse artístico, mas com entradas inacessíveis e barreiras no seu interior. Seguimos em direção ao Museu do Abade de Baçal (9). Com condições de acessibilidade asseguradas, está instalado no edifício do antigo Paço Episcopal, do séc. XVIII, que era a residência oficial dos bispos durante metade do ano, numa altura em que a diocese era partilhada pelas cidades de Bragança e Miranda do Douro. A sua criação, em 1915, deveu-se ao interesse, gosto e investigação histórica da região nordeste pelo Padre Francisco Manuel Alves. Na mesma rua, mais à frente, encontra-se a Igreja de São Bento (10).


Museu do Abade de Baçal © Câmara Municipal de Bragança

O itinerário segue pela Porta da Vila, entrando na cidadela onde se encontram alguns dos monumentos mais emblemáticos de Bragança. Ao entrar no núcleo urbano mais antigo, somos recebidos pelo curioso pelourinho assente na representação de um berrão que lembra as origens celtas da região. As tradições locais estão bem representadas no Museu Ibérico da Máscara e do Traje (12) que vamos encontrar a caminho do castelo.

Na alta Torre de Menagem (13), que servia de vigia na Idade Média, encontra-se agora instalado o museu militar que nos conta a história desta cidade muralhada com um papel importante na estratégia de defesa do território. No topo, a vista sobre a paisagem envolvente é surpreendente. No entanto, as escadas de acesso aos vários pisos impedem a circulação de pessoas com mobilidade reduzida.

Saindo da torre, encontramos a curiosa Domus Municipalis (14), onde se reuniam os homens-bons do concelho. Este tipo de edifício era habitualmente construído em madeira, mas o facto de ser em pedra contribuiu para que fosse preservado ao longo do tempo, tornando-o num exemplo único da arquitetura civil românica. O interior é amplo, mas os degraus e o solo irregular dificultam uma visita autónoma.


Domus Municipalis © Turismo de Portugal

A terminar o percurso, há ainda tempo para visitar a Igreja de Santa Maria (15), a mais antiga de Bragança, de origem românica. As intervenções nos séculos seguintes concederam-lhe as expressões renascentistas e barrocas que vemos atualmente. Assim como os outros monumentos da mesma época, a entrada é feita por pequenos degraus. O interior é amplo com a presença de barreiras pontuais.

Depois da visita a Bragança, nas proximidades vale ainda a pena visitar o Parque Natural de Montesinho e passar por Rio de Onor, uma aldeia comunitária que vive em harmonia, meia portuguesa, meia espanhola.


Aveiro - Itinerário Acessível

Desde há muitos séculos com uma história ligada ao mar e às atividades piscatórias, Aveiro tem um ambiente caraterístico que se deve aos três canais da Ria, que entram cidade adentro, criando eixos de referência e uma divisão natural entre os bairros mais antigos e mais recentes. Para a visitar, propomos um Itinerário Acessível por vários pontos de interesse, que poderá complementar com um passeio na ria num dos coloridos moliceiros tradicionais, descobrindo e apreciando uma perspetiva diferente da cidade.

Acompanhe este itinerário com o mapa

Jardim do Lago da Fonte Nova (1) – Sé Catedral de Aveiro (2) – Museu de Santa Joana (3) – Igreja da Misericórdia (4) – Praça da República (5) -  Teatro Aveirense (6) – Jardim do Rossio (7) – Museu de Arte Nova de Aveiro (8) – Praça do Peixe (9) – Igreja da Vera Cruz (10) – Capela de São Gonçalinho (11) – Parque Infante D. Pedro (12) – Igreja de São Francisco (13) – Universidade de Aveiro (14) – Museu da Cidade de Aveiro (15)

A cidade de Aveiro é praticamente plana e o pavimento encontra-se em bom estado de conservação, permitindo uma circulação regular, estável e segura. A comprová-lo, o facto de a bicicleta ser um meio de transporte muito utilizado, o que motivou a Câmara Municipal a disponibilizar um sistema de bicicletas públicas gratuitas.


© Turismo Centro de Portugal

No centro histórico, as passadeiras têm avisos sonoros e sinalização luminosa vertical. Pontualmente, os passeios têm ausência de rebaixamento ou o pavimento é feito em paralelo de basalto, provocando trepidação e irregularidade no momento de atravessar. Por toda a cidade, em particular nas ruas pedonais, a presença de esplanadas é frequente, obrigando a uma circulação mais atenta. Numa cidade tão acessível para circular, verifica-se, no entanto, que os edifícios e os estabelecimentos comerciais frequentemente têm degraus na entrada o que dificulta o acesso a quem se desloca em cadeira de rodas.

Propomos um itinerário que começa acompanhando a margem direita do Canal Central da Ria, no Jardim do Lago da Fonte Nova (1), um espaço amplo, em frente do edifício emblemático do Centro de Congressos de Aveiro, instalado numa antiga fábrica de cerâmica.


Sé Catedral de Aveiro © Sergio Gutierrez Getino | Shutterstock

Seguindo pela Avenida 5 de Outubro, iremos encontrar a Sé Catedral (2), onde não haverá dificuldade  em entrar. No interior, de referir os exemplos de arte sacra do altar mor e das capelas laterais, produzidos entre os séculos XVI e XVIII. Passando, no adro exterior, por um cruzeiro gótico do séc. XV vemos, do outro lado da rua, o Museu de Aveiro (3). Está instalado no antigo Convento de Jesus, onde viveu Santa Joana Princesa, entre 1472 e 1490, uma figura incontornável na história da cidade, filha do rei Afonso V. A área conventual merece a visita, assim como o museu, com coleções de Pintura, Escultura, Talha, Azulejo, Ourivesaria e Têxteis, dos séculos. XIV-XV ao séc. XIX, provenientes de conventos extintos de Aveiro e de outras regiões do país.


Universidade de Aveiro © Turismo Centro de Portugal

Se continuasse na avenida do Museu de Aveiro, que aí toma o nome de Avenida Santa Joana, iria encontrar o Parque Infante D. Pedro (12), a Igreja de São Francisco (13) e os edifícios contemporâneos do Campus Universitário de Aveiro (14), da autoria de vários arquitetos de referência como Siza Vieira, Souto de Moura, Alcino Coutinho, Carrilho da Graça, e Gonçalo Byrne. No itinerário sugerido, seguimos para a Praça da República (5), revestida a calçada portuguesa, regular e sem desníveis, permitindo uma circulação estável. Pode ir pela Rua do Batalhão de Caçadores, acessível, mas um pouco inclinada, ou por ruas mais secundárias como a Rua dos Combatentes da Grande Guerra. Antes de chegar à passagem para a outra margem, passará perto da Igreja da Misericórdia (4). O interior com revestimento azulejar barroco é interessante, mas a escadaria da entrada dificulta o acesso.


Aveiro © Emanuele Siracusa

Passando a ponte sobre o Canal Central, encontramos o Jardim do largo do Rossio (7), ideal para descansar, fazer uma pausa, apreciar a ria, iniciar um passeio de moliceiro ou mesmo almoçar, pois encontra muitos restaurantes na envolvente e próximo do Mercado do Peixe (9).

Ainda no Jardim do Rossio, na Rua Dr. Barbosa Magalhães, poderá visitar sem dificuldade o Museu de Arte Nova de Aveiro (8), dedicado a um estilo decorativo a que não se ficará indiferente quando se passeia na cidade. Repare nas fachadas de azulejo, na decoração dos frisos ou nos trabalhos de ferro forjado das janelas e varandas. Continuando a acompanhar a ria, seguindo pela Rua João Mendonça, encontra o Museu da Cidade de Aveiro (15), com condições de acessibilidade garantidas. De visita imprescindível para quem quiser saber mais sobre a história da cidade, também propõe percursos em Aveiro, prolongando a experiência do museu em passeios pela cidade.


Cais dos Botirões © Emanuele Siracusa

Em alternativa, poderá voltar ao Jardim do Rossio, entrando no bairro da Beira Mar onde fica o Cais dos Botirões, um dos outros canais de Aveiro. Nesta área, a acessibilidade é parcial obrigando a circular na faixa de rodagem, juntamente com os veículos e, por isso, recomenda-se a adoção de uma atitude preventiva e atenta.

Nas proximidades, fica a Capela de São Gonçalinho (11), um santo de grande devoção dos pescadores aveirenses que o celebram numa romaria no início de janeiro. Um dos pontos altos é o momento em que os romeiros pagam as suas promessas, distribuindo cavacas (bolos secos feitos de claras de ovos, farinha e açúcar) pela população que se reúne em volta da capela. No interior, de referir a curiosa planta em hexágono que se repete na sacristia. Não muito longe, encontrará também a Igreja de Vera Cruz (10). O revestimento azulejar e o retábulo de talha do altar mor podem justificar uma visita. No entanto, a entrada é dificultada pela pequena escadaria.


Ovos Moles de Aveiro © Emanuele Siracusa

Para completar a visita à cidade de Aveiro, aprecie a gastronomia local e as especialidades regionais, como a doçaria conventual em que se destacam os ovos moles, que se encontram em todas as pastelarias da cidade.


Santarém – Itinerário Acessível

Em pleno Ribatejo, região de grandes tradições ligadas à criação de cavalos e toiros, a cidade de Santarém está situada num planalto, oferecendo uma vista privilegiada sobre o curso do Rio Tejo e os campos planos da lezíria situados em redor. O melhor miradouro é o Jardim das Portas do Sol no interior do castelo, que é também o ponto de partida para o percurso que sugerimos. 

Acompanhe este percurso com o mapa

Apesar de longo, este itinerário segue por ruas que na sua maioria são planas e têm pavimento regular e estável, em bom estado de conservação, permitindo uma circulação segura e pouco exigente. Começa precisamente no ponto mais alto da cidade - o Jardim das Portas do Sol (1) - um espaço amplo totalmente acessível. No entanto, desfrutar da vista entre as ameias das muralhas não está ao alcance de todos já que o acesso a essa área só é possível através de escadas. 

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Jardim das Portas do Sol - Santarém © Shutterstock | StockPhotosArt

O percurso prossegue pela Avenida 5 de Outubro e passa pela Torre das Cabaças onde está instalado o Núcleo Museológico do Tempo (5), um museu inacessível a pessoas com dificuldades de locomoção, uma vez que o espaço interior é reduzido e o acesso ao piso superior apenas é assegurado por escadas. Um pouco mais à frente fica a Igreja de São João de Alporão onde está instalado o Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia (4) mas atualmente só é possível apreciar o seu exterior já que se encontra encerrado ao público. Este é um dos muitos monumentos em estilo gótico existentes em Santarém, que pela sua profusão lhe granjeou o título de “capital do gótico”, sendo possível até apreciar as diversas fases que foram caracterizando este estilo.

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Igreja de São João de Alporão - Santarém © Shutterstock | StockPhotosArt

O próximo local a visitar é a Igreja da Graça (2) em estilo gótico flamejante que está bem evidente na exuberância do seu portal e na magnífica rosácea. O acesso ao interior implica a descida de alguns degraus que dificilmente poderão ser transpostos sem ajuda, mas o interior é amplo e sem barreiras. Nesta igreja encontra-se o túmulo de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil em 1500 e ao lado, a casa onde se pensa que ele terá vivido durante algum tempo foi transformada na Casa Brasil (3). Este espaço, que não possibilita o acesso autónomo, evoca a ligação entre os dois países e apresenta um programa cultural com diversas atividades, que mediante marcação prévia poderão ser adaptadas a pessoas com necessidades especiais.

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Igreja da Graça - Santarém © José Manuel

Nas proximidades fica ainda a Igreja de Santa Maria de Marvila (6) fundada pelos Templários no séc. XII que exibe um belo portal gótico do séc. XVI. Na entrada existe um degrau que impossibilita o acesso autónomo ao interior que está completamente revestido de painéis de azulejos que mostram as diversas variantes desta arte decorativa durante o séc. XVII.

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Praça Sá da Bandeira - Santarém © Shutterstock | StockPhotosArt

O percurso prossegue pela Rua Serpa Pinto até à Praça Sá da Bandeira (8) para visitar a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (9) (também conhecida por Igreja do Seminário) e que é a Sé Catedral de Santarém. Este templo maneirista possui uma escadaria na entrada, mas as pessoas com dificuldade de locomoção poderão entrar pelo Museu Diocesano através de uma rampa. No interior, amplo com barreiras pontuais, predomina o estilo barroco. Nesta mesma praça fica a Igreja de Nossa Senhora da Piedade (7), um templo de planta centralizada em cruz grega que é totalmente acessível.

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Igreja de Santa Clara - Santarém © Shutterstock | StockPhotosArt

Continuando pela Rua 31 de Janeiro vamos encontrar o Convento de São Francisco (10) fundado no séc. XIII em estilo gótico. A entrada através de rampa possibilita o acesso a todos, mas no interior apesar de os espaços serem amplos encontram-se alguns obstáculos pontuais. Um pouco mais à frente, fica a Igreja de Santa Clara (11), que por se pertencer a uma ordem de clausura, não tem porta na fachada principal sendo o acesso efetuado através de uma porta lateral que possui rampa. Este é outro templo em estilo gótico, neste caso mais sóbrio que é designado por “gótico mendicante”, e é também o último ponto do nosso itinerário situado já num dos limites da cidade de Santarém.


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