Sugestões
Arquitetura contemporânea nas ruas de Lisboa
Ao longo de dois dias percorra as ruas de Lisboa à descoberta de marcos da arquitetura dos séculos XIX, XX e início do séc. XXI.
Comece o roteiro na Baixa, na Rua do Ouro, onde se distingue o elevador de Santa Justa , de estilo neogótico. O elevador, inaugurado em 1902, foi projetado pelo engenheiro Raoul Mesnier de Ponsard. Aprecie a arquitetura em ferro e suba até ao Chiado, zona nobre da cidade, parcialmente reconstruída sob projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira, após o incêndio de 1988. Subindo a Rua Garrett em direção ao Largo de Camões, irá deparar-se com a estátua do poeta Fernando Pessoa sentado em frente ao café A Brasileira. Este café, inaugurado em 1905 e estilo Art Déco, é considerado o primeiro museu de arte moderna de Lisboa, devido à existência de obras de autores modernistas que sendo frequentadores assíduos do café, ofereceram as suas obras para decorar as paredes. A fachada característica deste estabelecimento é da autoria do arquiteto Norte Júnior.
Volte a descer pela Rua do Carmo passando pela Praça Dom Pedro IV, também conhecida como Praça do Rossio e siga em direção à Praça dos Restauradores, onde poderá apreciar o antigo Cinema Éden , obra-prima da Art Déco em Portugal, projetado na década de 1930 por Cassiano Branco. No final do século XX foi transformado em hotel, preservando-se parte da fachada. Em frente ao Edifício Éden desça por uma pequena ladeira até chegar à rua das Portas de Santo Antão. Irá encontrar a Casa do Alentejo, antigo palácio de estilo mourisco construído possivelmente nos finais do séc. XVII, mas que sofreu profundas alterações no início do séc. XX.
Suba a Avenida da Liberdade que possui vários edifícios de interesse como o Cinema São Jorge, projetado pelo arquiteto Fernando Silva inaugurado em 1950; o Teatro Tivoli projetado pelo arquiteto Raul Lino, inaugurado em 1924 ou a antiga sede do Diário de Notícias do arquiteto Pardal Monteiro. Este edifício ganhou o Prémio Valmor em 1940 e foi a primeira obra arquitetónica a ser projetada de raiz para um jornal em Portugal.
As Torres das Amoreiras , símbolo da arquitetura dos anos 80 do séc. XX, surgem no topo da Avenida Engenheiro Duarte Pacheco. São consideradas um dos maiores símbolos do período pós-modernista da arquitetura em Portugal e foram projetadas pelo arquiteto Tomás Taveira.
Propomos-lhe que siga em direcção ao Rio Tejo. Em Alcântara, aprecie o Museu do Oriente , antigo armazém de bacalhau, e a LX Factory , um antigo complexo industrial que atualmente serve de base a muitas empresas criativas na área da publicidade, moda, multimédia e arte. Sugerimos também uma passagem pelas Docas, onde armazéns desativados deram lugar a restaurantes, bares e discotecas. Não perca o Pilar Sete , um ponto de interesse que nos leva numa experiência sensorial sobre a construção da ponte 25 de abril.
Seguindo em direção a Belém, aprecie o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, desenhado pelo atelier da britânica Amanda Levete, e o novo Museu dos Coches projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Faça depois uma pausa no Centro Cultural de Belém , obra emblemática da última década do século XX, situada junto ao Mosteiro dos Jerónimos. Pode ainda apreciar o edifício da Fundação Champalimaud , da autoria do arquiteto Charles Correa que alberga um centro clínico e um centro de investigação na área da saúde. Em Algés, poderá apreciar a Torre de Controlo Marítimo projetada pelo arquiteto Gonçalo Byrne.
Maat © Stock Photos Art
Inicie o segundo dia no Terminal de Cruzeiros da autoria do arquiteto Carrilho da Graça e depois siga em direção ao Parque das Nações. Nesta antiga zona industrial reabilitada para a Exposição Universal de 1998, encontramos obras que ficaram para a posteridade como o Pavilhão de Portugal, com a sua impressionante pala desenhada por Siza Vieira, o Pavilhão do Conhecimento de Carrilho da Graça, o Oceanário de Peter Chermayeff e a Estação do Oriente de Santiago Calatrava. Observe ainda a Ponte Vasco da Gama inaugurada em 1998, com um comprimento total superior a 12 km.
Regresse ao centro de Lisboa e conheça uma área construída em meados do século XX e então designada como “Avenidas Novas”. Visite a Igreja de São João de Deus e bem perto aprecie o monumental conjunto formado pela Alameda D. Afonso Henriques e o Instituto Superior Técnico da autoria de Pardal Monteiro. Admire ainda outras obras deste arquiteto, como a Biblioteca Nacional e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com belíssimos vitrais de Almada Negreiros.
No final da tarde visite a Fundação Calouste Gulbenkian, um amplo espaço de cultura e lazer construído nos anos 60. Aprecie o magnífico edifício e aproveite também para ver as exposições, assistir a um espectáculo ou simplesmente passear nos jardins de grande valor paisagístico, da autoria do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, um verdadeiro oásis no meio do bulício citadino.
Carnaval de Podence, Património Mundial
O ancestral Carnaval da aldeia de Podence é um dos eventos tradicionais mais importantes do norte de Portugal. A forte participação da comunidade que conseguiu preservar esta tradição durante séculos e a importância que mantém atualmente nos eventos culturais da região foram determinantes para que a UNESCO classificasse o Carnaval de Podence como Património Imaterial da Humanidade.
Todos os anos, durante o Carnaval, as figuras “diabólicas” dos Caretos - rapazes mascarados com trajes de franjas coloridas, caras de nariz pontiagudo feitas de lata ou couro e chocalhos à cintura - percorrem as ruas de Podence fazendo barulho e metendo-se com as pessoas que passam, sobretudo com as raparigas.
Na origem, estavam associados à figura do “diabo à solta” e representavam os excessos, a euforia e a alegria permitidos nesta altura do ano, depois dos meses frios de inverno, celebrando também a fertilidade da primavera que se aproximava.
Tradicionalmente, no Domingo Gordo e na 3ª Feira de Carnaval, os rapazes da aldeia encarnam as misteriosas personagens e cheios de energia, que acreditam ser transmitida pela máscara, correm pela aldeia aos saltos e aos gritos, perturbando a tranquilidade. Um dos principais motivos das correrias é encontrar raparigas para dançar e para as "chocalhar". E assim se vão divertindo, protegidos pelo anonimato. São seguidos por rapazes mais novos que imitam os caretos mais velhos aprender e assegurar a continuidade da tradição, a quem chamam "facanitos".
Entre os momentos mais importantes do Carnaval de Podence, destacam-se os casamentos a fingir, no Domingo Gordo, um momento de humor e sem hipótese de reclamação por parte dos escolhidos e, na 3ª feira de Carnaval, o desfile e a cerimónia da Queima do Entrudo, que anuncia o final da festa.
Em 1985, os Caretos de Podence organizaram-se e transformaram o grupo numa associação cultural, com o objetivo principal de preservar este evento tradicional. Como símbolo da cultura do nordeste transmontano, estes mascarados têm sido convidados a participar em vários acontecimentos culturais e recreativos. A história do grupo e desta tradição pode ser vista na “Casa do Careto”, um espaço museológico existente em aldeia.
Mais informação em www.caretosdepodence.pt.

Turismo Médico em Portugal
Na área da saúde, Portugal inspira confiança e é cada vez mais procurado. Para muitos, os cuidados de saúde portugueses são uma alternativa com uma excelente relação qualidade-preço, que os cuidados médicos e de reabilitação, a hospitalidade, o clima, o contacto direto com a natureza e a hotelaria portuguesa tornam numa experiência gratificante.
Portugal dispõe de um sistema de saúde de alta qualidade e competitivo, com equipamentos e soluções tecnológicas de vanguarda e uma rede hospitalar moderna, servida por profissionais altamente qualificados. 
Os serviços de saúde portugueses são avaliados regularmente por organismos independentes e há cada vez mais hospitais e clínicas com acreditação internacional, atestando a qualidade dos cuidados prestados.
A mesma qualidade é reconhecida nas várias áreas clínicas, na formação científica, na inovação farmacêutica e na investigação e desenvolvimento de novos processos e produtos terapêuticos. Nos últimos anos Portugal tem sido reconhecido internacionalmente em áreas como a neurociência, oncologia, oftalmologia, imunologia, ortopedia, medicina regenerativa e nanomedicina.
A saúde portuguesa está ao nível do que de melhor há. Por isso, falar em turismo médico em Portugal é ter a certeza que se pode confiar na oferta existente, no diagnóstico, na terapêutica, nas aptidões dos técnicos de saúde e nos cuidados prestados numa moderna rede de hospitais e clínicas que abrange todo o país. Salienta-se ainda a rede de clínicas dentárias distribuídas de norte a sul do país, que ampliam significativamente a oferta de serviços disponíveis para clientes estrangeiros.
Turismo de saúde em Portugal também é tranquilidade e segurança. É ter a garantia de uma oferta hoteleira de qualidade. Optar por Portugal é ter a certeza de que há no extremo atlântico da Europa uma histórica nação com um sistema de saúde e uma oferta turística cada vez mais próximos da excelência.
Saiba mais sobre Turismo Médico em Portugal em www.medicaltourisminportugal.com.
Magalhães a inspirar uma descoberta de Portugal
Visite Portugal inspirado no génio de Fernão de Magalhães, o primeiro navegador a empreender uma viagem à volta do mundo, no século XVI. Assuma este espírito explorador e venha descobrir o nosso país.
Comece a sua viagem pela região do Alto Douro Vinhateiro e visite a localidade de Sabrosa onde Magalhães nasceu. Esta é uma região fortemente marcada pela produção vinícola, a primeira a ser demarcada em todo o mundo. A paisagem surpreende pela beleza e originalidade das vinhas cultivadas em socalcos, que a UNESCO reconheceu como Património da Humanidade. Não perca a oportunidade de conhecer as quintas onde se produzem estes néctares e de experimentar programas de enoturismo, passando alguns dias na região. 
Photo: Douro © Filipe Rebelo
Não se pode falar nos vinhos sem referir a gastronomia portuguesa, que tanto nesta região como em qualquer outra mostra a influência de culturas distantes, que remontam às viagens dos navegadores portugueses há vários séculos atrás. Aos sabores locais juntaram-se produtos e especiarias trazidos de outros continentes, que hoje em dia são parte integrante da cozinha portuguesa, como a canela, indispensável nos tão apreciados pastéis de nata.
Photo: Pastéis de nata © Shutterstock - GV - Homydesign
Essa influência longínqua está também patente na arte e arquitetura, especialmente num estilo muito português – o Manuelino – que ornamenta monumentos dos séculos XV e XVI e onde se vêm elementos marítimos como cordas e instrumentos náuticos, ou alusivos à fauna e flora de países distantes. Há muitos exemplos em todo o país, destacando-se a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, ou a janela da Sala do Capítulo no Convento de Cristo em Tomar. 
Photo: Biombo Namban-jin, Japão © Fundação Oriente
Também em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga fique a saber mais sobre o papel de Portugal como percursor dos encontros de culturas, comprovado por objetos como os biombos Namban em que estão representados portugueses, os primeiros ocidentais avistados no Japão. Outro local a visitar é o Museu de Marinha, que evoca as descobertas dos navegadores portugueses e inclui modelos de embarcações em tamanho real. Aqui ainda poderá ver o primeiro hidroavião a completar a travessia do Atlântico Sul e que foi pilotado por portugueses, mais uma vez confirmando este espírito explorador.
Photo: Dark Sky Alqueva |The Moon Milky Way - Convento da Orada|Monsaraz © Miguel Claro
Fundamental para delinear estas rotas é a observação astronómica. E em Portugal existem diversos locais com excelentes condições de visibilidade noturna para a observação das estrelas, estando dois certificados internacionalmente como “Starlight Tourism Destination” ou Reserva Dark Sky. No Alentejo, o Dark Sky Alqueva aproveita as condições únicas do grande lago, e no Centro de Portugal, as Aldeias do Xisto estão numa zona sem poluição luminosa onde se pode observar o céu na sua plenitude. Para além disso são sítios de grande beleza e tranquilidade onde pode descansar e repor energias para outros desafios.
Photo: Algarve © Turismo do Algarve
Se preferir explorar as profundezas do oceano, experimente os spots com excelentes condições para o mergulho. No continente, ou nas ilhas dos Açores e Madeira, há vários recifes naturais ou artificiais, proporcionados por naufrágios, onde pode apreciar a vida submarina. Mas no mar, nos rios, em terra ou no ar, há muitas outras formas de testar os limites numa grande diversidade de paisagens em plena natureza. Da espeleologia ao rafting, do surf ao canyonning são várias as atividades radicais para fazer subir a adrenalina. É só escolher a que melhor se adapta ao seu gosto e estado de espírito.
Surf no Centro de Portugal
Entre os concelhos de Ovar e Torres Vedras, são cerca de 300 km de costa atlântica na região Centro de Portugal que os surfistas podem explorar à procura da onda perfeita ou simplesmente para se deixarem surpreender pela variedade de ondas.
O verão é a estação do ano mais convidativa na costa oeste para fazer praia, mas é no início do outono e no inverno que se podem ver as melhores provas de surf, quando o mar se torna mais vivo e desafiante.
Nazaré e Peniche são locais de grande referência internacional, mas existem outros surf spots que vale a pena conhecer. Um percurso ao longo da costa irá revelar praias com condições de excelência. Para quem ainda não tem muita prática ou para quem quiser conhecer melhor as caraterísticas do mar atlântico, as escolas de surf têm programas para descobrir os melhores spots e as melhores ondas longe dos lugares mais concorridos.
Aveiro © André Carvalho
Indo de norte para sul, a costa de Aveiro pode ser a primeira paragem. É raro o dia em que não há ondas na Praia da Barra, com vários picos que agradam a qualquer tipo de surfista. A Praia da Costa Nova poderá não ser um spot de surf mas é conhecida pelas casas coloridas às riscas brancas, vermelhas e azuis e vale a pena visitar, assim como a Praia de Mira, uma das primeiras a ter Bandeira Azul em Portugal e um dos locais onde ainda se preservam os métodos tradicionais de pesca. Nesta costa, os pescadores ainda praticam a Arte Xávega, em que as redes são lançadas ao mar em pequenas embarcações e recolhidas a força de braço para o areal (atualmente já com a ajuda de máquinas).
Em termos de singularidade, as praias da Figueira da Foz são muito apreciadas pela comunidade surfista por terem ondas direitas longas. A da Praia de Buarcos chega a atingir os 800 metros no inverno e dizem ser a mais comprida da Europa. Foi na Praia do Cabedelo que se realizou a primeira edição do campeonato mundial de surf, em Portugal, nos anos 80.
Primeiro Molhe, Figueira da Foz © André Carvalho
Continuando o percurso ao longo da costa e acompanhando a longa extensão verde do Pinhal d’El Rei, uma mata com vários séculos plantada nos séculos XIII e XIV, vale a pena passar por São Pedro de Moel, com a sua baía em concha, protegida do vento norte.
Chega-se depois à Nazaré, com um mar surpreendente. O fundo do mar forma um desfiladeiro com 230 km de extensão e 5.000 metros de profundidade conhecido por “canhão da Nazaré”, dando origem a ondas gigantes que terminam na Praia do Norte. Conhecido pelos surfistas portugueses mais destemidos, o fenómeno ganhou um lugar no surf mundial quando o havaiano Garret McNamara bateu o record do Guiness ao surfar uma onda de 30 metros. Desde então, muitos apreciadores do espetáculo do surf acorrem a este local, que tem no Forte de São Miguel Arcanjo um ponto de observação privilegiado.
Garrett MacNamara Wave, Praia do Norte, Nazaré © Tomané
Cerca de 60 km a sul, a península de Peniche é um lugar especial para fazer surf. A sua formação proporciona uma parte da costa virada a norte, onde se encontram as praias dos Belgas, Almagreira, Lagido e Norte, e outra parte virada a sul, abrigando as praias do Molhe Leste, Medão Grande, Consolação e Batel. Os surfistas podem contar com um vento offshore e muitos dias de ondas tubulares, condições ideais tanto para quem tem mais experiência como para amadores. A praia de Medão Grande, mais conhecida pelo nome de Supertubos devido à forma das suas ondas, é uma das mais importantes, onde todos os anos decorre o campeonato Meo Rip Curl, uma etapa do World Surf League.
Peniche © André Carvalho
Muito perto, as praias recortadas do concelho de Torres Vedras, como a Praia de Santa Cruz são um desafio para os melhores surfistas mundiais e frequentemente escolhidas para organizar várias competições internacionais de surf, como o Santa Cruz Ocean Spirit.
Santa Cruz Beach Noah Surf Bar © Emanuele Siracusa
Entre surf e praia, o passeio é enriquecido pelo património e pelas tradições das vilas e aldeias piscatórias que se vão descobrindo ao longo da costa, sem perder as especialidades de peixe fresco e marisco da gastronomia portuguesa, com uma forte ligação ao mar.
De norte a sul, pela E.N. 2
Conheça o interior de Portugal percorrendo a Estrada Nacional 2 que atravessa o país de um extremo ao outro.
Desde Chaves, no Norte quase junto à fronteira com Espanha, até Faro no Algarve à beira do Oceano Atlântico, a mais longa estrada portuguesa tem uma extensão de cerca de 739 quilómetros e muitas histórias para contar. Um itinerário perfeito para descobrir a cultura e a paisagem do nosso país em toda a sua autenticidade.
Antes de partir, e para ficar com uma recordação que comprove a passagem por esta via, muna-se do respetivo passaporte que poderá obter num Posto de Turismo e sempre que parar para visitar as várias localidades não se esqueça de procurar o carimbo que comprova a sua presença. 
Photo: Chaves - Ponte romana © ARPT Porto e Norte
Sugerimos que comece a sua viagem junto ao marco que assinala o quilómetro 0 na rotunda perto do Jardim público de Chaves. Esta é uma zona de montanhas rica em águas termais, como as de Chaves que já eram apreciadas pelos romanos, ou as de Vidago e de Pedras Salgadas onde reina um charme que nos faz viajar no tempo até à Belle Epoque. A estrada prossegue passando por Vila Real, Santa Marta de Penaguião e atravessa o Alto Douro Vinhateiro, uma paisagem inigualável classificada património mundial pela UNESCO. Para saber mais sobre este território visite o Museu do Douro em Peso da Régua, que exalta a tradição vinícola desta que é a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. 
Photo: Vale do Douro © Rui Cunha
A estrada atravessa o Rio Douro e passa por Lamego, cidade histórica onde é obrigatório visitar a Sé e o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios que todos os anos em setembro é palco de uma das importantes romarias do país. Mais a sul, no coração de outra região vinícola demarcada - o Dão -, Viseu possui tesouros artísticos imperdíveis como o Museu Grão Vasco e a Catedral.
A Nacional 2 continua pela zona mais central do país, passando por localidades como Tondela, Penacova, Lousã e Sertã, onde se encontram muitas praias fluviais, verdadeiros oásis de frescura nos dias quentes de verão. Mas o local onde se situa efetivamente o centro geodésico do país está assinalado com um marco – o Picoto da Melriça no concelho de Vila de Rei, um carimbo imperdível no seu passaporte. Em Abrantes, a última localidade a norte do rio Tejo, suba ao castelo para admirar um panorama vastíssimo que abrange grande parte do rio e se estende pela Beira Baixa, Alentejo e Ribatejo. 
Photo: Estrada Nacional 2 © Foge comigo! - Fernando Romão
A sul do Tejo, o Alentejo é uma região de planícies a perder de vista e tradições marcadas, algumas das quais foram elevadas à categoria de património da humanidade como o Cante alentejano ou a manufatura de chocalhos. Em Mora, visite o Fluviário que dá a conhecer a diversidade da fauna e flora dos nossos rios, e em Coruche, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, pode ficar a saber tudo sobre estas árvores tão marcantes na paisagem alentejana, que são tema de uma rota no Algarve em São Brás de Alportel. 
Photo: Faro - Largo da Sé © Arquivo Turismo de Portugal
Depois de atravessar onze distritos e 35 concelhos, a Estrada Nacional 2 chega ao fim em Faro, com vista para o mar. A capital do Algarve, junto à Ria Formosa é uma cidade que seduz pela sua riqueza histórica e o epílogo perfeito para esta estrada que atravessa tantas histórias. Venha descobri-las ao seu ritmo.
A banhos nos Açores
As nove ilhas dos Açores possuem muitas zonas balneares, algumas em locais absolutamente inesperados. As opções são muito variadas e sempre em sítios de grande beleza, o que torna a escolha difícil.
É possível tomar banho nas crateras de antigos vulcões e em praias com areais de tons que vão do dourado ao negro.Ou em lagoas e poças, algumas delas com águas termais quentes. Mas também há piscinas naturais entre rochas, baías abrigadas e zonas de mar aberto dotadas de infraestruturas de apoio, onde se pode nadar em segurança.
Photo: Praia Formosa | Ilha de Santa Maria © ABAE
No grupo oriental, na Ilha de Santa Maria encontram-se as únicas praias de areia clara do arquipélago - Praia Formosa e Praia de São Lourenço. Já na ilha maior - São Miguel - são muitos os areais de cor negra como a Praia do Fogo, da Vinha da Areia, das Milícias ou o Areal de Santa Bárbara que tem excelentes condições para o surf. A complementar esta oferta várias piscinas naturais como a Zona Balnear de Lagoa ou o Porto da Caloura, e locais únicos e deslumbrantes de que é exemplo o Ilhéu de Vila Franca do Campo acessível por ligações regulares por barco. E aqueles que preferem os banhos quentes podem usufruir dos benefícios das águas termais em plena natureza nas diversas poças e caldeiras alimentadas diretamente do interior da terra.

Photo: Praia do Areal de Santa Bárbara - Ilha de São Miguel © ABAE
No grupo central, na Ilha Terceira, os concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória rivalizam em número e qualidade de zonas balneares, destacando-se no primeiro a Salga, a Baía do Refugo ou as Cinco Ribeiras, e no segundo a Praia Grande, a da Riviera ou as piscinas naturais de Porto Martins. Já na Ilha Graciosa, as piscinas naturais do Carapacho são uma alternativa às Praias do Barro Vermelho e de São Mateus.

Photo: Piscinas do Carapacho | Ilha Graciosa © Publiçor
As restantes três ilhas deste grupo estão muito próximas entre si e oferecem uma diversidade de zonas balneares. Na Ilha do Faial encontram-se praias de areia escura, algumas bem conhecidas como a Praia de Porto Pim junto à cidade da Horta, e a Praia do Almoxarife a cerca de 5 kms da cidade, mas também há diversas piscinas naturais entre as rochas negras de basalto. São equipamentos dotados de boas infraestruturas de apoio que também se encontram na Ilha de São Jorge em que se destaca a Zona Balnear da Preguiça perto de Velas, e na Ilha do Pico a Furna de Santo António ou a Piscina do Cais.

Photo: Praia de Porto Pim - Horta | Ilha do Faial © Nuno Rodrigues
Mais distante do continente europeu fica o grupo ocidental, em que a Ilha das Flores é conhecida pelas muitas cascatas e lagoas onde se pode tomar banho em cenários de natureza intocada. Mas também se encontram zonas balneares como as piscinas naturais de Santa Cruz, tal como na Ilha do Corvo, que possui um único areal de cor negra justamente conhecido como a Praia de Areia, que é a principal zona balnear da ilha.
Os Açores são um destino de eleição para diversos desportos náuticos, especialmente para o mergulho com paisagens submarinas espetaculares que incluem reservas marinhas e campos termais onde a água quente brota do interior de rocha. Imagens de grande beleza a descobrir tanto à superfície como no fundo do mar.
Dias de praia na Madeira
Com um mar de águas tépidas e um clima ameno ao longo de todo o ano, o arquipélago da Madeira é um destino de praia com uma oferta variada que abrange os mais diversos gostos.
De areia dourada ou escura, de seixos rolados ou inseridas no meio das rochas em paisagens deslumbrantes, as zonas balneares são muitas e oferecem excelentes condições e bons equipamentos de apoio.
Photo: Praia de Porto Santo © Francisco Correia
O areal mais longo, com 9 kms de comprimento, encontra-se na Ilha de Porto Santo e a sua cor dourada a contrastar com um mar azul turquesa é a imagem mais emblemática deste destino que fica a cerca de duas horas de barco da ilha principal, e a apenas 15 minutos de avião. 
Photo: Praia da Banda d'Além - Machico © Shutterstock | DaLiu
Já na ilha da Madeira existem algumas praias de areia dourada, como por exemplo as da Calheta e de Machico na costa sul que foram criadas artificialmente e são espaços de lazer muito apreciados. Embora pouco frequentes, as praias de areia escura, de origem vulcânica são naturais da ilha. Algumas estão inseridas em cenários deslumbrantes como a Prainha no Caniçal, junto à Ponta de São Lourenço, ou a Praia do Seixal, cujo tom negro do areal está emoldurado pelas montanhas verdes, num contraste que forma uma paisagem muito bela. 
Photo: Complexo Balnear do Lido - Funchal © Shutterstock - Anna Lurye
Há muitos outros locais na Madeira com boas condições para ir a banhos. Desde logo no Funchal, cujo complexo balnear mais famoso é o do Lido, com acesso direto ao mar por escadas e piscinas naturais de água salgada renovada diariamente. Nesta cidade encontra-se uma oferta semelhante nas zonas balneares da Barreirinha, das Poças do Gomes, da Ponta Gorda ou do Clube Naval. Para quem prefere mesmo praia, poderá optar pela Praia Formosa, que tem piso de seixos rolados e muita animação que se prolonga pela noite fora.
Na costa norte, destaca-se o Complexo Balnear de Porto Moniz, com piscinas naturais entre as rochas onde a água é renovada constantemente pelas marés. Mas por toda a ilha não faltam zonas balneares bem apetrechadas. Palmeiras, Reis Magos, Ribeira Brava, Ponta Delgada ou Ribeira do Faial são outros nomes a reter para quem se quiser refrescar um pouco.
Photo: Complexo Balnear de Porto Moniz © ABAE
Para os que para além dos banhos de sol e mar procuram mais adrenalina encontram também condições para a prática de diversas atividades, como por exemplo o surf que tem excelentes spots no Jardim do Mar e no Paul do Mar, na costa sudoeste da Ilha da Madeira.
Este arquipélago é também um destino de referência mundial para o mergulho, pela riqueza em fauna e flora e pela grande visibilidade no fundo do mar, destacando-se as reservas marinhas como a Reserva Natural do Garajau, ou a Ilha de Porto Santo. Uma oferta muito variada, para uns dias de lazer bem preenchidos.
Ir à praia na região Porto e Norte
No norte de Portugal há muitos quilómetros de praias em cenários de grande beleza. Uma escolha variada com boas infraestruturas de apoio, tanto na orla costeira, como no interior do território, nos cursos de rios e ribeiras.
No litoral, as praias são banhadas pelo Oceano Atlântico que aqui é normalmente bravio e revigorante, ideal para praticar desportos cheios de adrenalina, mas também muito apreciado por fiéis que não trocam de destino de férias. É assim em Moledo e Vila Praia de Âncora, no extremo norte, praias de grande beleza, frequentadas por famílias que desde há muitos anos encontram aqui o lugar ideal para descansar e reunir os amigos. Viana do Castelo, na foz do Rio Lima, possui areais espaçosos, como Afife e o Cabedelo, que oferecem boas condições para a prática de surf.

Photo: Praia de Castelo do Neiva | Viana do Castelo © ABAE
Em pleno Parque Natural do Litoral Norte, no concelho de Esposende, Ofir é um destino bem conhecido dos veraneantes, onde a beleza natural se alia à animação noturna. Bem perto, a Praia da Apúlia pontuada por curiosos moinhos de vento era conhecida como terra de sargaceiros já que a apanha das algas – o sargaço utilizado na fertilização dos terrenos agrícolas - era uma das atividades de maior tradição na região.
Mais a sul, Espinho oferece boas condições para os surfistas de todos os níveis, destacando-se na Praia da Baía a onda direita do Casino um spot bem conhecido dos mais experientes que na Póvoa de Varzim encontram também ondas consistentes e fortes. Esta faixa costeira que se estende até Vila do Conde possui fortes tradições piscatórias, que ainda hoje estão bem presentes. Matosinhos e Gaia rivalizam em número de praias com extensos areais e boas condições para a prática de desportos, oferecendo equipamentos únicos como a Piscina das Marés, em Leça da Palmeira, projetada por Siza Vieira. No concelho de Gaia, a passadeira marítima que facilita as deslocações é também utilizada para a prática de desporto e oferece vistas surpreendentes, como a curiosa Capela do Senhor da Pedra em pleno areal de Miramar. 
Photo: Praia do Senhor da Pedra - Miramar | Vila Nova de Gaia © Arquivo Turismo de Portugal
Grande parte destas praias ostentam os galardões de bandeira azul e praia acessível, que confirmam a sua boa qualidade e acessibilidade, garantias que se podem também encontrar nas praias fluviais. Inseridas em Parques Naturais e noutras áreas preservadas, muitas dessas zonas balneares encontram-se em cenários que deslumbram pela sua beleza. É o caso do Douro Internacional, junto à fronteira com Espanha onde se encontra a Praia da Congida. Ou da Albufeira do Azibo com águas de temperaturas muito agradáveis de que é possível desfrutar em segurança nas Praias da Ribeira ou da Fraga da Pegada. 
Photo: Praia da Fraga da Pegada - Albufeira do Azibo | Macedo de Cavaleiros © Manuel Cardoso
Nos rios Lima, Vizela, Coura, Caima e Cávado existem outras zonas balneares proporcionadas por represas ou por pequenas cascatas, onde a frescura é uma constante. Aqui o verde é a cor dominante e uma ida à praia tem como bónus a possibilidade de observar aves e diversas espécies de fauna e flora nos seus habitats. Em muitos destes locais existem também trilhos marcados no terreno que permitem a descoberta do território e o contacto com as populações e atividades tradicionais. Siga-os e aproveite uma ida à praia para um mergulho nas tradições e cultura desta região.
Ilhas atlânticas - Açores e Madeira
Sonhar em fazer férias numa ilha está muito próxima da ideia de paraíso e para quem decide as viagens por esse critério, os arquipélagos dos Açores e da Madeira são destinos a não perder.
Madeira
600 anos depois de ser descoberto pelos portugueses, o arquipélago da Madeira continua a surpreender quem o visita. Desde 2015, tem sido consecutivamente considerado o melhor destino insular pelos World Travel Awards, facto justificado pelas suas caraterísticas e pela excelência dos serviços ligados ao turismo.
A temperatura amena todo o ano, a beleza natural, a vegetação exuberante da Madeira e as longas praias de areia dourada de Porto Santo são grandes atrativos e permitem a prática de muitas atividades ao ar livre.
Fazer caminhadas na natureza seguindo as levadas, visitar uma floresta laurissilva milenar que é Património da Humanidade, conhecer o património cultural, usufruir do sol e do mar nas praias e nas piscinas naturais, jogar golfe ou fazer programas de saúde e bem-estar são algumas das opções existentes para umas férias perfeitas.
Ao longo do ano, destacam-se alguns eventos que são igualmente oportunidades para apreciar a gastronomia e ver a Madeira em festa: os desfiles de Carnaval, a Festa da Flor, o Festival Atlântico e, sobretudo, o fogo-de-artifício do fim de ano que acontece por toda a ilha e se vê melhor do mar, espetáculo muito apreciado por visitantes de todo o mundo.
Saiba mais sobre a Madeira e Porto Santo
Açores
Entre os continentes americano e europeu, em pleno oceano Atlântico, o arquipélago dos Açores é o destino ideal para quem procura um refúgio onde a natureza ainda se encontra num estado puro e em perfeita harmonia.
Reconhecidos pela geodiversidade, pela vida marinha preservada e por ter 4 ilhas que integram a rede mundial de reservas da Biosfera, os Açores estão no Top 100 dos destinos mais sustentáveis do mundo, tendo sido considerado um dos 10 destinos líderes nas boas práticas de sustentabilidade.
São 9 ilhas de origem vulcânica, com uma paisagem que impressiona a cada momento, como certamente terá acontecido aos primeiros portugueses que descobriram estas ilhas atlânticas. Uma história secular, com um património único, de que são exemplo as Vinhas da Ilha do Pico e a cidade de Angra do Heroísmo, ambos reconhecidos pela UNESCO.
Descobrir cascatas naturais e lagoas em antigas crateras de vulcão, tomar banho nas caldeiras de água quente, fazer um passeio no mar para observação de golfinhos e baleias, percorrer a rede de trilhos na natureza ou subir acima das nuvens, até ao topo do Pico, a montanha mais alta de Portugal, são algumas das experiências únicas que se podem viver nos Açores.
Saiba mais sobre os Açores

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