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Sugestões

Algarve – o melhor destino de golfe

Diversas vezes considerado o melhor destino de golfe do mundo por revistas da modalidade e associações internacionais de operadores turísticos especializados, o Algarve faz jus a esta distinção mantendo uma qualidade a toda a prova.

Com um clima privilegiado que permite jogar ao longo do ano inteiro e uma grande diversidade de campos, quase quatro dezenas, a região é o paraíso dos golfistas. A maioria dos campos está implantada em zonas preservadas, com vistas deslumbrantes. São reconhecidos internacionalmente pela qualidade das suas instalações, em que a arquitetura é assinada por jogadores prestigiados e campeões lendários, como Sir Henry Cotton, Rocky Roquemore, Arnold Palmer e Ronald Frea. A somar a tudo isto, temos excelentes profissionais, uma diversificada rede de hotéis e boas acessibilidades, que vão desde as ligações aéreas diretas com diversos destinos do mundo à facilidade dos transfers entre o aeroporto internacional de Faro e os vários resorts.

Quinta de Cima
Photo: Quinta de Cima, Vila Nova de Cacela

Os campos distribuem-se de um extremo ao outro da região. À beira mar ou no interior, planos ou montanhosos, a escolha é diversificada, mas qualquer um nos poderá presentear com vários birdies e eagles, e quem sabe com um hole in one. Entre Lagos, Sagres e a Serra de Monchique encontram-se circuitos com vários graus de dificuldade, em que os greens e fairways são emoldurados por belos cenários naturais. É nesta zona, perto de Portimão que se encontra o primeiro campo inaugurado no Algarve, o Penina Hotel & Golf Resort premiado por diversas vezes como um dos melhores da Europa. 

Royal Golf Course
Photo: Vale do Lobo Royal Golf Course, João Paulo

A zona mais central, entre Vilamoura, Quinta do Lago e Vale do Lobo, é uma das mais luxuosas do Algarve e também uma das mais bem equipadas para a prática de golfe. Estes campos combinam links e fairways com falésias, lagos e bunkers, proporcionando buracos de elevada categoria. É o caso do buraco 16 do Royal Golf Course em Vale do Lobo o mais fotografado da Europa: um exigente Par 3 em que três espetaculares falésias sobre o mar se interpõem entre o tee e o green. Ou o buraco 6 do Pine Cliffs à beira de uma ravina a exigir uma tacada sobre a praia. 

Pestana Vale da Pinta Golf Course
Photo: Pestana Vale da Pinta Golf Course, Lagoa

No Sotavento os campos são mais planos, mas os seus traçados imaginativos são desafios que exigem a utilização de diversos tacos. Muitos são condimentados com as espécies originais da região, como figueiras, oliveiras, alfarrobeiras e sobreiros, pelo que uma volta de golfe é sinónimo de um passeio na natureza. Para além disso, as vistas panorâmicas sobre o Rio Guadiana, o Atlântico, a Serra e o Parque Natural da Ria Formosa são tão bonitas que podem até quebrar a concentração do golfista, prejudicando as suas pancadas de saída. 

Verdadeiros testes às capacidades técnicas dos mais exímios jogadores que têm de pôr à prova as suas estratégias, muitos destes campos são palco de importantes torneios internacionais como o Algarve World Cup ou a Taça das Nações. Ou ainda do Portugal Masters que faz parte da PGA European Tour e se disputa no Oceânico Victoria em Vilamoura desde 2007. 

Penina Academy Course
Photo: Penina Resort & Academy Course

Mas o Algarve é também para os principiantes. Em toda a região há uma oferta variada de Academias de Golfe de reputação internacional onde se podem dar os primeiros passos ou aperfeiçoar as técnicas de jogo. Apetrechadas com equipamentos sofisticados, aplicam métodos de ensino inovadores e são apoiadas por profissionais certificados pela Professional Golfers Association (PGA), que dominam vários idiomas. A maioria dos campos oferece programas de formação, e para aqueles que querem treinar por sua conta o seu jogo curto, existem áreas de treino e vários campos de golfe pitch and put espalhados pela região. Uma ampla escolha para golfistas de todos os níveis!


Surfing

Com mais de 850 quilómetros, a costa portuguesa é uma praia gigantesca para o surfing. Não há outra costa no mundo que possa oferecer um tão grande número de spots a uma tão curta distância e por isso costumamos dizer que em Portugal as ondas estão sempre garantidas. 



Condimentadas com vento a soprar de feição e muito sol ao longo do ano inteiro, estas ondas perfeitas, por vezes mesmo mágicas, proporcionam uma experiência única aos praticantes de diversos desportos. Surf, bodyboard, windsurf, kitesurf ou paddle surf, são muitas as modalidades para desfrutar da ondulação atlântica que leva os níveis de adrenalina para lá do imaginável. 

Das ondas gigantes da Praia do Norte na Nazaré procuradas pelos mais destemidos à constância das ondas perfeitas de Carcavelos, Ericeira ou Peniche, são muitos os lugares de eleição para os surfistas. E não se ficam pelas vizinhanças de Lisboa. A variedade é enorme, tanto mais a norte na Figueira da Foz, Espinho e Viana do Castelo, ou a sul na costa alentejana e na zona de Sagres, e até mesmo nos Açores e Madeira. 

Já os praticantes de bodyboard têm na Praia Grande, em Sintra, uma referência obrigatória. Este local faz parte de todos os roteiros e recebe anualmente uma prova do campeonato mundial da modalidade, mas o litoral norte ou a costa ocidental do Algarve também têm vindo a crescer nas preferências dos praticantes. 



O Guincho é a “meca” nacional para o windsurf e já recebeu os melhores "windsurfers" mundiais. O vento e as ondas garantem espetáculo a quem vê e prazer a quem está dentro de água. Mas também o kitesurf granjeia aqui cada vez mais adeptos, que frequentam igualmente outras praias: em Carcavelos, na Costa da Caparica ou mais a norte nas zonas de Aveiro ou Viana do Castelo.

Mas há muitas outras atividades para aproveitar as condições oferecidas pelo oceano e pelos rios e lagos. Desde o paddle surf em mar aberto ou nas águas mais tranquilas de baías protegidas ou lagoas, ao esqui aquático e ao parasailing, é grande o leque de possibilidades para nos divertirmos e desfrutarmos de emoções fortes. Mais difícil poderá ser a escolha…


Património Mundial

Em Portugal, a cultura e o património têm caraterísticas únicas que resultam dos acontecimentos históricos e da maneira de ser de um povo que foi aprendendo com o resto do mundo e adaptando essas novidades à sua forma de estar e ao território.

Ao visitar o país vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem parte da personalidade portuguesa. Encontram-se em cidades, monumentos e paisagens que de uma maneira ou de outra contam também uma parte da história do mundo. E foram, por isso, classificados Património da Humanidade.

A UNESCO já efetuou 19 classificações de Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais, parques naturais e património intangível. Estes contributos portugueses para a história mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul.

Centro Histórico de Guimarães
Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa, por ter sido aqui que Portugal teve origem no séc. XII. A cidade, muito bem preservada, reflete a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. As técnicas especializadas de construção que aí se desenvolveram foram aplicadas no mundo inteiro, nas colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo.

Centro Histórico do Porto
Todo o casario que se vê na colina descendo até à Ribeira, junto ao Rio Douro, e a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia retratam a história desta cidade ligada à atividade marítima desde os tempos romanos. A Sé e a Torre dos Clérigos, símbolos do Porto, a riqueza dos edifícios, as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de uma história milenar.

Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro
As vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto crescem no grandioso vale do Rio Douro, a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. As suas caraterísticas e o trabalho do Homem que moldou o vale em socalcos durante séculos transformaram-na numa paisagem única e de grande beleza.

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia
Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas na Europa. Com particular incidência no séc. XVIII determinou o desenvolvimento do caráter estudantil da cidade, a nível urbano, arquitetónico, artístico e social. Disso são exemplo o Paço das Escolas, os Colégios da Graça e de Jesus, a Biblioteca Joanina, o Jardim Botânico, a Alta de Coimbra, a Rua da Sofia e as tradições e práticas académicas seculares. Desde a sua origem, a universidade tem sido um polo difusor de conhecimento científico e uma referência da língua e cultura portuguesas em todo o mundo.

Parque Arqueológico do Vale do Coa
No Vale do Rio Coa encontra-se uma imensa galeria ao ar livre de arte rupestre, ao longo de uma área com 17 km, mas com uma leitura concentrada no moderno edifício do Museu do Coa. Esta excecional concentração de gravuras rupestres do Paleolítico superior (de 22 000 a 10 000 anos a.C.) constitui o exemplo mais importante das primeiras manifestações da criação humana, até agora desconhecido a um nível semelhante em qualquer outra parte do mundo.

Convento de Cristo, Tomar
Pelo significado histórico e pela importância artística, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templário formam um conjunto monumental único. As intervenções ao longo dos séculos refletem artisticamente a história de Portugal, com testemunhos da arte românica, da simbologia templária, dos estilos gótico e manuelino, próprios do tempo dos Descobrimentos, prosseguindo com a arte do renascimento, depois o maneirismo nas suas várias facetas e por fim o barroco dos ornamentos arquitetónicos.

Mosteiro de Alcobaça
É uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, um símbolo de Cister. Foi fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval. A Igreja, iniciada pela cabeceira como era prática corrente, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.

Mosteiro da Batalha
Obra-prima do génio criativo, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. É o grande monumento do gótico final português, onde surgiu um dos primeiros exemplos do estilo manuelino. Testemunho da troca de influências nas artes, é um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Lisboa
O Mosteiro dos Jerónimos é uma notável peça de arquitetura mandada construir pelo Rei D. Manuel I no início do séc. XVI. É considerado a “joia” do estilo manuelino, exclusivamente português, integrando elementos arquitetónicos do gótico final e do renascimento e associando-lhe uma simbologia régia que o torna digno de admiração.

D. Manuel I ordenou também a construção da Torre de Belém, concretizando uma plano inovador e eficaz na defesa do rio e na proteção de Lisboa, cruzando-a com outras estruturas defensivas à entrada do estuário. Símbolo do prestígio do Rei, é decorada com motivos próprios do Manuelino constituídos por nós, cordas, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.

Paisagem Cultural de Sintra
No séc. XIX, Sintra foi um dos primeiros locais na Europa onde a arquitetura romântica foi ensaiada. O rei consorte D. Fernando de Saxe-Goburgo Gotha, casado com a rainha D. Maria II, transformou as ruínas de um mosteiro em castelo, reunindo de forma genial elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas, envolvido por um parque de vegetação exuberante e exótica, ao gosto da época. O mesmo modelo foi seguido noutros palácios da Serra de Sintra e serviu de inspiração noutras paisagens europeias.

Fado, Património Cultural Imaterial
Cantado a solo e acompanhado por viola e guitarra portuguesa, o Fado nasceu nos bairros históricos de Lisboa - Mouraria, Alfama, Bairro Alto e Madragoa, ligado à fatalidade do destino e ao amor, cantado de forma intensa e com alma. Hoje é uma música do mundo, símbolo reconhecido de Portugal.

Centro Histórico de Évora
Évora, com origens na época romana, teve a sua idade de ouro no século XV, quando foi residência dos reis de Portugal. O seu carácter único vem das casas caiadas de branco, das decorações interiores em azulejo e dos balcões de ferro forjado tornando-a num conjunto urbano representativo de um período histórico (séculos XVI a XVIII). Os seus monumentos tiveram uma influência decisiva na arquitetura portuguesa no Brasil.

Elvas e as suas Fortificações
Perto da linha de fronteira, encontramos em Elvas a maior fortificação abaluartada do mundo, com cerca de 10 km de perímetro e uma área de 300 ha. Testemunho único da evolução das conceções estratégicas militares, integra vários monumentos: o castelo, dois fortes, três fortins, as muralhas e o grandioso Aqueduto da Amoreira, com os seus 7 km e 843 arcos.

Cante Alentejano
Cantado em coro, por grupos de homens e mulheres, sem recurso a instrumentos musicais, o Cante Alentejano é uma expressão musical única e genuína da região do Baixo Alentejo. Não sendo específico de género ou estrato social, consolidou-se desde o início do séc. XX com as classes rurais de uma região em que se desenvolveu a indústria agrícola e a exploração mineira.

Fabrico de Chocalhos
O Fabrico de Chocalhos, considerado Património Cultural Imaterial, é uma arte singular que existe na região do Alentejo há mais de dois mil anos. Este instrumento de percussão tem um som inconfundível e um papel fundamental na paisagem sonora das áreas rurais onde ainda se pratica o pastoreio. Em todo o país, existem apenas 13 mestres neste ofício tradicional.

Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores
Angra do Heroísmo, com um conjunto arquitetónico singular, foi um porto de escala obrigatório entre a Europa e os outros continentes desde o século XV até ao aparecimento dos barcos a vapor, no século XIX. As suas imponentes fortificações, construídas há mais de 400 anos, são caso único na arquitetura militar.

Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico, Açores
Na Ilha do Pico encontramos um exemplo notável da transformação de um terreno rochoso, de origem vulcânica, aparentemente improdutivo, numa paisagem vinícola extraordinária. As encostas até ao mar, marcadas por um quadriculado de muros de pedra negra a separar as vinhas, são o testemunho do trabalho de gerações de pequenos agricultores que souberam criar, num ambiente hostil, um modo de vida próprio e um vinho de grande qualidade.

Floresta Laurissilva da Madeira
Nas encostas viradas a norte, numa superfície de 15 mil hectares equivalente a 20% da ilha, a floresta primitiva da Madeira sobrevive, resistindo a cinco séculos de humanização. Tendo quase desaparecido do continente europeu, mantém aqui as suas características subtropicais, representando a mais extensa e bem preservada Laurissilva das ilhas atlânticas.

Dieta Mediterrânica
A Dieta Mediterrânica faz parte do bilhete de identidade da gastronomia portuguesa. Na sua base encontramos produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas (feijão, grão, favas, etc.), frutos secos e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas, passas, etc.), o azeite como principal fonte de gordura e o consumo de peixe. A Unesco considerou-a um verdadeiro estilo de vida, destacando também o convívio, celebração e transmissão de saberes em volta da mesa. 


Lisboa, destino de compras

Na cosmopolita cidade de Lisboa, tudo se encontra a dois passos de distância.

Para os lisboetas, a Baixa sempre foi o local por excelência para fazer compras. E até as grandes marcas internacionais gostam de ter o seu espaço nesta zona. A Avenida da Liberdade é uma das principais ruas da cidade, com árvores centenárias e sombras frescas. É muito agradável para passear e é o eixo mais valioso do ponto de vista imobiliário, onde se encontram os escritórios mais caros de Lisboa. Aí encontram-se também hotéis de design e de cinco estrelas, marcas conceituadas, lojas de luxo, restaurantes e esplanadas.

Na Baixa, as lojas mais tradicionais ficam ao lado das lojas de roupa da moda e das tendências mais vanguardistas. Encantamo-nos sempre com as centenárias Casa das Velas do Loreto, com a Chapelaria Azevedo ou com a Luvaria Ulisses. Assim como com as antigas livrarias, Bertrand, Sá da Costa e Aillaud & Lellos, em que nos esquecemos do tempo enquanto folheamos as últimas novidades literárias. Ou ainda com as retrosarias da Rua da Conceição, que ainda mantêm o mobiliário original onde guardam uma imensidão de botões e linhas.

É entre o Chiado e o Bairro Alto, entre as ruínas do Convento do Carmo, o Museu do Chiado e a Igreja de São Roque, que podemos ainda ficar a par das mais recentes criações de estilistas portugueses como Ana Salazar, Fátima Lopes, a dupla Manuel Alves/José Gonçalves, José António Tenente, Filipe Faísca, Miguel Vieira ou os Storytailors, entre outros. São referências na moda portuguesa.


Descobrir Sintra

Não deixe de…
  • comer uma queijada e um travesseiro
  • passear pela vila
  • subir a serra de charrete
  • apreciar a vista do Palácio da Pena
  • fazer um passeio pedestre

Sintra, o Monte da Lua, é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, que a UNESCO o classificou como Património da Humanidade.

Itinerário para um dia
Manhã
Qualquer que seja o plano, começar no centro histórico com um pequeno-almoço revigorante, a antecipar um dia em pleno é sempre uma boa sugestão.

Logo na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão caraterísticas, que servirão de bússola para voltar a este ponto de encontro. Datado de finais do século XIV, foi a estância de veraneio de muitos reis ao longo da História de Portugal. Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a saber, para além de o interior ser uma surpresa pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.

Depois de um passeio ao acaso pelas ruelas estreitas e pelas lojas de produtos regionais, sugerimos uma visita ao Palácio e Quinta da Regaleira. É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica. Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe...


A Rota Vicentina

Ao longo da costa oeste, partimos à descoberta da Rota Vicentina. O oceano acompanha-nos entre as arribas recortadas e por vezes somos presenteados com campos de flores selvagens que parecem não ter fim. Não pode haver melhor proposta para uma caminhada… 

Esta grande rota pedestre, que no total tem quase 340 quilómetros ao longo de uma das mais belas e bem preservadas zonas costeiras da Europa, é constituída por dois percursos e surpreende-nos pela diversidade de paisagens.

O “caminho histórico”, com 230 kms, é o percurso mais extenso e parte de Santiago do Cacém até ao Cabo de São Vicente. É um itinerário rural, com 12 etapas por caminhos florestais, vilas e aldeias com séculos de história, e pode ser percorrido a pé ou de bicicleta.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Já o “trilho dos pescadores” segue sempre junto ao mar por caminhos de acesso a praias e pesqueiros, ao longo de 111 kms, entre Porto Covo e Odeceixe. É um percurso exclusivamente pedestre, mais exigente do ponto de vista físico, e está organizado em quatro etapas e cinco percursos complementares.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Cada etapa nunca tem mais de 25 quilómetros e está pensada para um dia. A programação fica ao critério de cada um, com a possibilidade de experimentar apenas as que melhor se adequarem às preferências ou condições físicas.

Em vários dias, podemos seguir a rota de forma sequencial, dormindo nas unidades de alojamento associadas ao projeto. Avisadas atempadamente, podem até organizar entre si o transporte da bagagem, para comodidade e conforto dos caminhantes. Será possível visitar o património monumental e experimentar a deliciosa gastronomia da região, em que se destacam os mariscos, o peixe fresco e as saborosas cozinhas do Alentejo e do Algarve, já que a Rota atravessa as duas regiões.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Pelo caminho, poderemos desfrutar da paisagem em pleno e apreciar as surpresas que a natureza nos presenteia, como as flores do campo, o aroma das ervas na frescura da manhã ou o colorido das borboletas. Uma observação mais minuciosa requer algum tempo extra, mas oferece oportunidades raras, como avistar lontras que quase nunca se encontram em ambientes marinhos ou ver as cegonhas que aqui nidificam nas arribas costeiras, um caso único no mundo.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Vale a pena fazer uma paragem de um dia ou dois para experimentar uma atividade como o surf, na ondulação forte do oceano atlântico, ou para descobrir uma praia tranquila, e quem sabe mesmo deserta, e relaxar do passeio. Em alternativa ao mar, as ribeiras e os rios são também boas sugestões para aliviar o calor nos dias de verão.

Rota Vicentina
Photo: © Rota Vicentina

Muitos destes trilhos já eram bem conhecidos dos peregrinos que partiam do Cabo de São Vicente com destino a Santiago de Compostela. Como eles, podemos equipar-nos com calçado e roupa confortável e pormo-nos a caminho, sem deixar rasto da passagem para manter este reduto de natureza preservada. Será, com certeza, uma caminhada inesquecível…


Pela via algarviana

No interior tranquilo e verdejante há um Algarve diferente que esconde aldeias tradicionais e paisagens espetaculares. O caminho para chegar a este mundo preservado? Nada mais fácil… é só seguir as setas! 

Marcado no terreno com sinalética e painéis interpretativos, este percurso é conhecido como “Via Algarviana” e atravessa longitudinalmente a região. A via tem origem num antigo trilho religioso seguido pelos peregrinos que se dirigiam ao Promontório de Sagres onde foram encontradas as relíquias de São Vicente. Desde Alcoutim, junto ao rio Guadiana, até ao Cabo de São Vicente são cerca de 300 kms divididos em 14 setores, que têm início e fim em localidades com alojamento e restauração. Tudo pensado para podermos adaptar o trajeto ao ritmo de cada um, ou escolher apenas os troços que nos interessam.

Via Algarviana - Monchique
Photo: Monchique ©Via Algarviana

Este mergulho na natureza começa no cais de Alcoutim junto ao Rio Guadiana e atravessa a Serra do Caldeirão, zona de produção de cortiça e de aldeias típicas a não perder como Salir, Benafim e Alte. A meio, passando São Bartolomeu de Messines, o trilho segue ao longo da Ribeira do Arade, num troço de grande beleza. Silves é visita obrigatória, antes de rumar à Serra de Monchique, cujos panoramas deslumbrantes podem ser admirados a partir da Picota ou da Foia, os locais mais elevados do Algarve. Depois de zonas quase selvagens, o caminho cruza Marmelete, Bensafrim e Barão de São João e uma floresta de pinheiro-manso. Sente-se o cheiro a mar e a Via Algarviana chega ao fim no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o trecho de costa mais bem preservado da Europa.

Castelo de Silves - José Manuel
Photo: Silves ©José Manuel

Ao longo do percurso podemos apreciar a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras. Das árvores e arbustos e destacam-se o medronheiro, a figueira, a alfarrobeira, o sobreiro e a amendoeira que fornecem matéria-prima para doces e licores deliciosos. Rios e ribeiras garantem a frescura nos dias mais quentes e são o habitat das lontras, entre outras espécies de fauna. Neste território, em parte integrado na rede Natura 2000, também se encontram lebres, javalis ou raposas, mas mais difícil será avistar os poucos linces existentes. Quanto às aves, se o rouxinol-do-mato e o abelharuco se destacam pelas cores da plumagem, talvez seja preciso mais atenção e binóculos para observar a águia de Bonelli ou o Bufo-real, que procuram lugares bem altos. 

Via Algarviana - Robert Monnier
Photo: Via Algarviana ©Robert Monnier

Aqui, ainda se pratica a agricultura tradicional, subsistindo moinhos de vento, eiras e fornos comunitários. Nas casas caiadas de branco sobressaem chaminés rendilhadas de uma delicadeza notável. Populações simpáticas e acolhedoras mantêm vivas as tradições do mundo rural e transformam em iguarias aquilo que a terra lhes dá - aguardente de medronho, licores de poejo ou de amêndoa, mel, queijos ou enchidos são alguns dos produtos a provar e levar. Tal como as peças de artesanato, excelentes recordações que testemunham a habilidade destas gentes em cestaria, tecelagem, olaria e tantas outras artes. 

Via Algarviana - Edgar Ribeiro
Photo: Via Algarviana ©Edgar Ribeiro

Para fazer o percurso devemo-nos equipar a rigor com roupa e calçado adequado, não esquecendo a bússola ou o GPS, e outros objetos práticos. E convém consultar o site da Via Algarviana para obter informações detalhadas. Depois é só por pernas ao caminho e dar início à jornada.


Ir à praia em Lisboa

Não deixe de…
  • passear ao longo da praia
  • dar um mergulho no Oceano Atlântico
  • jantar ao pôr-do-sol, vista mar
  • provar o marisco

Situada no encontro da foz do Rio Tejo com o Oceano, Lisboa é uma cidade com uma forte ligação ao mar, a única capital europeia com praias atlânticas.

Por isso, é imprescindível dar um passeio ao longo da costa ou até fazer uns dias de praia.

Com mais de duas dezenas de praias com Bandeira Azul, a costa tem ótimas condições para a prática de desportos náuticos e atrai surfistas e bodyboarders de todo o mundo, com todos os níveis de experiência.

Dizem os entendidos que aqui se encontram as melhores ondas da Europa, com grande diversidade de tipos de onda e de fundo, de areia ou de laje.

 


Ilha de Porto Santo

Na Ilha do Porto Santo encontramos um refúgio dourado e azul, um local onde tudo acontece num ritmo calmo, convidando à descontração e ao relaxamento.

Em pleno Oceano Atlântico, com 11 km de comprimento e 6 km de largura, Porto Santo é desde há muito apelidado de Ilha Dourada, devido à sua extensa e fantástica praia de 9 km de areia fina e sedosa banhada por águas azul-turquesa. O clima do Porto Santo, moderado durante todo o ano e com uma temperatura do mar que oscila entre os 17ºC e os 22ºC, faz com que esta ilha nunca perca o seu encanto mesmo nos meses de Inverno.

Em 1418 os navegadores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram à Ilha do Porto Santo, primeira das descobertas ultramarinas portuguesas. Tendo sido desviados por ventos fortes da sua rota de exploração da costa ocidental de África, a Ilha do Porto Santo deu-lhes um porto seguro, ganhando assim o seu nome. Em 1446, o Infante Dom Henrique nomeou Bartolomeu Perestrelo governador da ilha, dando-lhe razões para ficar famosa: a filha de Perestrelo veio a casar-se com Cristóvão Colombo, que aqui passou algum tempo nesta Ilha a preparar a grande viagem da Descoberta da América. Hoje em dia é possível visitar a casa do século XV que Cristóvão Colombo terá habitado. Situada em Vila Baleira, exibe retratos de Colombo e também mapas com as diferentes rotas por ele percorridas.


Observação de aves

Considerado um dos melhores destinos da Europa para a observação de aves, Portugal é o único país europeu onde podemos avistar uma águia imperial ou uma pega azul, entre cerca de 330 espécies de aves. 

A grande variedade de habitats naturais, concentrada neste pequeno território, permite que numa curta viagem de automóvel se passe da montanha às escarpas junto ao mar, ou dos estuários aos montados de sobro. Só no estuário do Rio Tejo, a apenas 20 minutos de Lisboa, podem-se observar 100 espécies de aves num dia!

Se os “birdwatchers” experientes distinguem facilmente a abetarda, o sisão ou a francelha, de outras aves mais raras como o grifo de Rupell e a garça dos recifes, para os menos conhecedores esta atividade é uma ótima forma de desfrutar do melhor da natureza. 

Alguns dos melhores pontos de observação encontram-se nas áreas protegidas, que ocupam 21% do território nacional. Se a norte se pode fazer um cruzeiro para apreciar a beleza das arribas do Douro onde nidificam os abutres do Egito, no Tejo Internacional os passeios a pé ou de bicicleta são uma boa opção para observar cegonhas-negras e grifos pousados nas rochas cobertas de fósseis. Já no Algarve, há que fazer uma pausa nos banhos de sol e mar para conhecer a Ria Formosa ou o Sapal de Castro Marim, duas zonas húmidas importantes procuradas por flamingos e garças-reais, entre muitas outras espécies. 

E porque não voar até às ilhas no Oceano Atlântico? A viagem vale a pena pois aqui encontram-se pássaros que não existem em nenhuma outra parte do mundo, como a freira e o pombo da Madeira, ou o priolo dos Açores. Ponta do Pargo, Ponta de São Lourenço e as Ilhas Desertas no arquipélago da Madeira, ou o Pico da Vara na Ilha de São Miguel (Açores) são os melhores locais para observação.

Seja qual for a opção, de certeza poderemos apreciar paisagens de uma beleza deslumbrante enquanto seguimos o voo das aves que cruzam um céu quase sempre azul. Para nosso “poiso” podemos escolher uma unidade de Turismo no Espaço Rural, ou um bom estabelecimento hoteleiro, e aproveitar para nos deixarmos mimar pela famosa hospitalidade portuguesa.


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