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Sugestões

3 dias na Serra da Estrela

No Topo de Portugal

Este passeio de três dias pela Serra da Estrela começa em Seia com uma manhã dedicada às crianças.

Primeiro, uma visita didática e muito divertida ao Museu do Brinquedo para ver brinquedos de todas as épocas, tamanhos e feitios. Depois, no Museu do Pão, os mais pequenos vão gostar de aprender a amassar o pão e a fazer bolachas que podem levar para casa. E se entretanto já forem horas de almoço, este é o local certo para uma refeição em família apreciando os sabores da gastronomia tradicional. Antes de deixar Seia, fazemos uma paragem no Centro de Interpretação para obter informações sobre trilhos e atividades no Parque Natural. 

Para alcançarmos a Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, podemos optar por uma estrada mais montanhosa que passa pelo Sabugueiro e pela Lagoa Comprida, ou por outra que nos leva a diversas aldeias de montanha como Lapa dos Dinheiros, Sazes da Beira e Valezim. Para ir a Loriga e Alvoco da Serra já é preciso fazer um desvio que vale bem a pena pelas vistas fabulosas sobre esta serra glaciar. Quanto ao alojamento, uma casa de Turismo Rural é a escolha certa já que assim podemos apreciar em pleno este ambiente bucólico e a hospitalidade das gentes.

Junto à Torre localiza-se a estância de ski e bem perto as Lagoas dos Covões do Meio e do Ferro, com belas paisagens para admirar. Para mais um panorama deslumbrante sugere-se um desvio até às Penhas da Saúde, e se houver tempo podemos ainda descer à Covilhã e visitar o Museu dos Lanifícios dedicado à principal atividade económica da região, alimentada pelos grandes rebanhos de ovelhas. Os fiéis cães pastores que as guiam são de uma raça autóctone que tem o nome da Serra, cujos filhotes vão fazer as delícias das crianças.

Retomando a estrada da Serra seguimos até Manteigas. É aqui que se situa o Skiparque que oferece grande variedade de desportos radicais e uma pista com neve artificial onde se pode esquiar ou andar de snowboard em qualquer época do ano. 

O último dia deste percurso começa com uma visita ao castelo de Folgosinho para apreciar a vista sobre o vale do Mondego, seguindo-se outro castelo – o de Linhares da Beira. Em dias claros, os céus desta aldeia histórica preservada são animados pelas manchas coloridas dos parapentes, que aqui têm condições ideais para voar. Esta sensação pode ser experimentada por todos os que tiverem vontade, basta marcar uma aula na Escola local.

Prosseguimos caminho até Celorico da Beira para visitar ainda mais um castelo e também o Solar do Queijo, onde podemos saborear e adquirir o produto mais apreciado desta região, e vamos terminar este percurso na Guarda, a cidade mais alta do país.


Rota do Românico

Não deixe de…
  • visitar Amarante, uma bonita cidade atravessada pelo rio Tâmega, onde se destaca a Igreja de S. Gonçalo e o Museu Amadeo de Sousa-Cardoso
  • desfrutar das esplanadas à beira do rio, onde pode provar os doces conventuais de Amarante
  • Em Felgueiras, provar o célebre pão-de-ló de Margaride

A Rota do Românico é um percurso por 58 monumentos localizados no norte de Portugal, junto aos rios Tâmega, Sousa e parte do Douro.

Inclui mosteiros, igrejas e memoriais, pontes, castelos e torres que têm em comum a arquitetura românica caraterística desta região. No seu conjunto, situam-se afinal no centro dum triângulo cujos vértices são Património da Humanidade: o Porto, Guimarães e o Vale do Douro.

A Rota do Românico divide-se na realidade em 3 rotas que se ligam entre si por estrada, seguindo os vales dos rios: Rota do Vale do Sousa com 19 monumentos; Rota do Vale do Tâmega com 25 monumentos; e Rota do Vale do Douro, sensivelmente entre Castelo de Paiva e Resende, com 14 monumentos.

Esta região e o seu património arquitetónico estão indelevelmente associados ao início da nacionalidade portuguesa, já que aqui residiam famílias nobres que ajudaram os primeiros reis na Reconquista cristã do território que é hoje Portugal. Por outro lado, o clero e as ordens religiosas ajudavam a fixar as populações, razão por que num reduzido espaço se concentram igrejas, mosteiros e outros monumentos com caraterísticas arquitetónicas singulares, tendo muitas vezes assumido funções defensivas, marcadas por torres ameadas e contrafortes.

O caráter peculiar deste legado histórico e artístico baseia-se entre outros motivos na decoração evidenciada por exemplo em portais de igrejas e conjuntos monásticos, onde o recurso a temas animalistas, vegetalistas ou geométricos, aliado a uma patente qualidade escultórica, confere uma visão de conjunto às edificações reunidas neste roteiro, tipificando-os no contexto do românico português. Por outro lado, embora datáveis na sua maioria entre os séc. XI e XIII, verifica-se que estas técnicas construtivas prolongaram-se no tempo, quando soluções góticas já predominavam noutras paragens, o que é mais uma particularidade da presente Rota do Românico.

Numa viagem pela história, a rota do Românico constitui um excelente ponto de partida para desfrutar de uma visita em pleno à região e a outras marcas de identidade regional como a gastronomia tradicional, os vinhos, as festas, os mercados onde se encontra o artesanato local ou o próprio contacto com as gentes. Sempre em comunhão com a natureza encontramos ainda trilhos e caminhos para passeios a pé ou de bicicleta. Para os mais afoitos o rio Paiva desafia-nos para experiências únicas, com descidas de rafting inesquecíveis.


Passeio por Viseu

Não deixe de…
  • percorrer a pé as ruas antigas e sentir a atmosfera do centro histórico
  • fazer um passeio no comboio turístico
  • visitar a Sé e admirar os tetos da abóbada e da sacristia
  • provar e comprar vinho do Dão
  • atravessar a cidade no funicular

Cidade antiga, cinzenta da pedra mas ao mesmo tempo verde, acolhedora e animada, Viseu foi considerada a melhor de Portugal no ranking da qualidade de vida.

Para conhecê-la nada como começar pelo centro histórico preservado. Do Rossio partem diversas ruas estreitas de traçado medieval, onde se encontram muitas lojas de comércio tradicional. Vale a pena percorrê-las e descobrir a Rua Direita, ou a Rua Escura com casas do século XVI onde subsistem gárgulas e janelas góticas, e ainda as Quatro Esquinas onde se erguia uma das portas da muralha. 

O Adro da Sé é o ponto principal de qualquer visita. Aqui predomina o granito num conjunto imponente formado pelo Paço dos Três Escalões, que alberga o Museu Grão Vasco, a Catedral, a varanda dos Cónegos e a Torre de Menagem; em frente, a Igreja da Misericórdia, igualmente majestosa, mas com uma fachada rocaille, introduz uma nota alegre à sobriedade do espaço. Decerto que esta praça exige algum tempo, mas destacamos na Sé a abóbada ornamentada com cordas e nós em pedra em estilo manuelino, e as preciosidades guardadas no Museu do Tesouro, bem como as obras de Vasco Fernandes (Grão Vasco) pintor português do século XV, no Museu que lhe é dedicado. 

Viseu possui diversos espaços verdes, ideais para passeios relaxantes. Sugerimos alguns: o Parque do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro ou a Cava de Viriato, que terá sido um acampamento militar romano do século I/II a. C. e onde uma estátua lembra este herói lusitano que resistiu à invasão com bravura. 

Toda esta zona se integra na região vinícola demarcada do Dão que produz bons vinhos tintos e brancos. Podemos prová-los no Solar do Dão, sede da Comissão Vitivinícola Regional, nas quintas onde se produzem, ou à mesa a acompanhar a excelente gastronomia regional em que se destaca a vitela assada à moda de Lafões. 


Óbidos

Não deixe de…
  • subir às muralhas
  • beber uma Ginjinha num copinho de chocolate

A vila medieval de Óbidos é uma das mais pitorescas e bem preservadas de Portugal.

Suficientemente perto da capital e situada num ponto alto, próximo da costa atlântica, Óbidos teve uma importância estratégica no território. Já ocupada antes de os romanos chegarem à Península Ibérica, a vila tornou-se mais próspera a partir do momento em que foi escolhida pela família real. Desde que o rei D. Dinis a ofereceu a sua esposa D. Isabel, no séc. XIII, ficou a pertencer à Casa das Rainhas que, ao longo das várias dinastias, a foram beneficiando e enriquecendo. É uma das principais razões para se encontrarem tantas igrejas nesta pequena localidade.

Dentro de muralhas, encontramos um castelo bem conservado e um labirinto de ruas e casas brancas que encantam quem por ali se passeia. Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, encontram-se vários motivos de visita, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil dos tempos áureos da vila. 

A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho e, fora de muralhas, o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, de planta redonda, são alguns dos monumentos que justificam uma visita atenta. Assim como o Museu Municipal de Óbidos, onde se encontram as obras de Josefa de Óbidos. Foi, no séc. XVII, uma pintora de referência e uma mulher com uma atitude artística irreverente no seu tempo. Os seus quadros refletem a aprendizagem com grandes mestres da época como os espanhóis Zurbarán e Francisco de Herrera, ou os portugueses André Reinoso e Baltazar Gomes Figueira, seu pai.

Qualquer altura é boa para visitar Óbidos. Pelas histórias de amor que aí se contam e pelo ambiente medieval, é uma sugestão inspiradora para um fim-de-semana romântico ou simplesmente tranquilo. E se incluir uma noite de alojamento no castelo, então o cenário será perfeito. 

Na gastronomia local, destaca-se a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, ainda melhor se acompanhada pelos vinhos da Região Demarcada do Oeste. Outra atração é a célebre Ginjinha de Óbidos, que se pode apreciar em vários locais, de preferência num copinho de chocolate.

Durante todo o ano, um programa de eventos traz alguma animação a esta pequena localidade, mas sem dúvida os mais concorridos são o Festival Internacional do Chocolate, o Mercado Medieval e o Natal, em que se decora a vila com motivos alusivos à época. De referir também, as Temporadas de Música Clássica Barroca, de Cravo e o Festival de Ópera que concedem uma atmosfera especial a Óbidos, com espetáculos ao ar livre nas noites quentes de verão.

Não muito longe, fica o extenso areal da Praia d’El Rey, onde os golfistas podem apreciar um campo de golfe com vista para o mar atlântico. Passando a cidade das Caldas da Rainha, cuja história também está ligada à Casa das Rainhas, encontra-se a praia da Foz do Arelho, ligando a Lagoa de Óbidos ao mar. Um bom local para um almoço de marisco e peixe fresco ou para um fim de tarde ao pôr-do-sol, à beira-mar. 


Évora, Património da Humanidade

Não deixe de…
  • tirar uma fotografia no Templo Romano
  • andar ao acaso e ir descobrindo a cidade
  • comer um gelado na praça do Giraldo
  • comprar uma peça de artesanato
  • visitar a Capela dos Ossos

Évora, é uma cidade que é um livro de história de arte portuguesa. 

Para a visitar, a melhor forma de o fazer é a pé, percorrendo as ruas estreitas, de casas brancas, para se ir descobrindo os monumentos e os pormenores que revelam a história de Évora e a riqueza do seu património.

Pelo seu ambiente tranquilo e acolhedor, vai ser fácil perceber porque é que esta cidade, que teve origem na época romana, foi escolhida pelos reis de Portugal no séc. XV para viver, facto que contribuiu para o desenvolvimento e importância cultural que teve nos séculos seguintes. Na verdade, foi a sua longa história, e o facto de se ter preservado um conjunto urbano representativo dos séculos XVI a XVIII até aos dias de hoje, que levou a UNESCO a classificar Évora como Património Mundial.


Para começar, a Praça do Giraldo...
É o coração da cidade e um ponto de encontro por excelência, com cafés, esplanadas, lojas e o posto de turismo. Num dos extremos, fica a Igreja de Santo Antão e o Chafariz de mármore com 8 bicas, representando as 8 ruas que aí vão dar.


Fátima, uma viagem ao altar do mundo

A celebrar o seu centenário em 2017, o Santuário de Fátima é uma das maiores referências do culto mariano, a que acorrem peregrinos de todo o mundo.

O local onde está o Santuário de Fátima, a Cova da Iria, era até 1917 um lugar desconhecido do concelho de Ourém, na freguesia de Fátima. Nesse ano, um acontecimento religioso veio mudar para sempre a sua história e importância, quando três crianças pastoras, Jacinta e seus dois primos Francisco e Lúcia, testemunharam sucessivas aparições de Nossa Senhora do Rosário. Encarado inicialmente com relutância pela Igreja mas acarinhado pelo povo, o fenómeno só em 1930 seria reconhecido pelo bispo de Leiria. A partir de então o desenvolvimento da localidade foi notório, levando a que Fátima fosse elevada a vila, em 1977, e a cidade, em 1997.

A fama mundial do Santuário acentuou-se durante o papado de João Paulo II, assumido devoto de Nossa Senhora de Fátima que em 1982 aí se deslocou em agradecimento por ter sobrevivido a um atentado um ano antes. Em 2000, na sua terceira visita ao local, anunciou a beatificação de Jacinta e Francisco, a quem o Vaticano atribuiu o milagre de uma cura.

13 de maio foi a data da primeira aparição, seguida de outras no mesmo dia dos meses seguintes até outubro, e marca também as principais celebrações de Fátima. Um dos momentos mais importantes é a Procissão das Velas, na noite de 12 de maio, em que os milhares de velas dos fiéis que enchem a grandiosa praça do Santuário concedem a este lugar um ambiente mágico, de comunhão e devoção religiosa. Tão impressionante quanto a Procissão do Adeus no dia 13.

Mas todos os meses, especialmente nos dias 12 e 13, milhares de peregrinos acorrem a Fátima guiados pela sua fé. Partindo de diversos pontos do país, muitos deles fazem esse percurso a pé, seguindo por estradas e caminhos rurais. Para facilitar as deslocações foi identificado um conjunto de quatro Caminhos de Fátima que foram sinalizados no terreno – Caminho do Tejo, Caminho do Norte, Caminho da Nazaré e Caminho do Mar – e podem facilmente ser seguidos, mesmo por quem conhece mal a região.

Mesmo quem não é crente não fica indiferente quando está no Santuário, pela sua grandiosidade, pela espiritualidade que se sente e pelo simbolismo.

Ao entrar no Recinto das Orações, vê-se num dos extremos a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima com a sua alta torre de 65 metros. Ao centro, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus e, num dos lados, fica a Capela das Aparições, precisamente onde Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que construíssem uma capela.

No extremo oposto, foi inaugurada em 2007 a Igreja da Santíssima Trindade - Basílica Menor, uma moderna obra de arquitetura com 125 metros de diâmetro, sem apoios intermédios, e com capacidade para receber cerca de 8700 pessoas. O projeto é da autoria do arquiteto grego Alexandros Tomazis, com intervenções de outros artistas como os portugueses Álvaro Siza Vieira e Pedro Calapez. No exterior, vemos uma Cruz Alta em bronze, da autoria do alemão Robert Schad.

Em 2017 comemora-se o centenário das aparições com um vasto programa de eventos que inclui concertos, exposições, performances e tem o seu ponto mais alto nos dias 12 e 13 de Maio em que as habituais celebrações religiosas contarão com a presença de Sua Santidade o Papa Francisco. 

Na localidade, para além do Santuário, pode ainda visitar-se o Museu de Arte Sacra e Etnologia, o Museu de Cera, o Museu Fátima 1917 e o Presépio e Aldeia de Belém Animados

A cerca de 2 km, fica Aljustrel, onde os pastorinhos viveram. Para reconstituir a história há ainda que ir à Loca do Anjo e a Valinhos, outros locais relacionados com as aparições.

Para conhecer a região, sugerimos um itinerário que passe por Leiria, pela costa entre as praias de São Pedro de Moel e da Nazaré e por dois monumentos classificados Património da Humanidade, o Mosteiro da Batalha e o Mosteiro de Alcobaça.


Património Mundial

Em Portugal, a cultura e o património têm caraterísticas únicas que resultam dos acontecimentos históricos e da maneira de ser de um povo que foi aprendendo com o resto do mundo e adaptando essas novidades à sua forma de estar e ao território.

Ao visitar o país vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem parte da personalidade portuguesa. Encontram-se em cidades, monumentos e paisagens que de uma maneira ou de outra contam também uma parte da história do mundo. E foram, por isso, classificados Património da Humanidade.

A UNESCO já efetuou 21 classificações de Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais, parques naturais e património intangível. Estes contributos portugueses para a história mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul.

Centro Histórico de Guimarães
Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa, por ter sido aqui que Portugal teve origem no séc. XII. A cidade, muito bem preservada, reflete a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. As técnicas especializadas de construção que aí se desenvolveram foram aplicadas no mundo inteiro, nas colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo.

Centro Histórico do Porto
Todo o casario que se vê na colina descendo até à Ribeira, junto ao Rio Douro, e a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia retratam a história desta cidade ligada à atividade marítima desde os tempos romanos. A Sé e a Torre dos Clérigos, símbolos do Porto, a riqueza dos edifícios, as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de uma história milenar.

Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro
As vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto crescem no grandioso vale do Rio Douro, a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. As suas caraterísticas e o trabalho do Homem que moldou o vale em socalcos durante séculos transformaram-na numa paisagem única e de grande beleza.

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia
Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas na Europa. Com particular incidência no séc. XVIII determinou o desenvolvimento do caráter estudantil da cidade, a nível urbano, arquitetónico, artístico e social. Disso são exemplo o Paço das Escolas, os Colégios da Graça e de Jesus, a Biblioteca Joanina, o Jardim Botânico, a Alta de Coimbra, a Rua da Sofia e as tradições e práticas académicas seculares. Desde a sua origem, a universidade tem sido um polo difusor de conhecimento científico e uma referência da língua e cultura portuguesas em todo o mundo.

Parque Arqueológico do Vale do Coa
No Vale do Rio Coa encontra-se uma imensa galeria ao ar livre de arte rupestre, ao longo de uma área com 17 km, mas com uma leitura concentrada no moderno edifício do Museu do Coa. Esta excecional concentração de gravuras rupestres do Paleolítico superior (de 22 000 a 10 000 anos a.C.) constitui o exemplo mais importante das primeiras manifestações da criação humana, até agora desconhecido a um nível semelhante em qualquer outra parte do mundo.

Convento de Cristo, Tomar
Pelo significado histórico e pela importância artística, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templário formam um conjunto monumental único. As intervenções ao longo dos séculos refletem artisticamente a história de Portugal, com testemunhos da arte românica, da simbologia templária, dos estilos gótico e manuelino, próprios do tempo dos Descobrimentos, prosseguindo com a arte do renascimento, depois o maneirismo nas suas várias facetas e por fim o barroco dos ornamentos arquitetónicos.

Mosteiro de Alcobaça
É uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, um símbolo de Cister. Foi fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval. A Igreja, iniciada pela cabeceira como era prática corrente, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.

Mosteiro da Batalha
Obra-prima do génio criativo, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. É o grande monumento do gótico final português, onde surgiu um dos primeiros exemplos do estilo manuelino. Testemunho da troca de influências nas artes, é um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Lisboa
O Mosteiro dos Jerónimos é uma notável peça de arquitetura mandada construir pelo Rei D. Manuel I no início do séc. XVI. É considerado a “joia” do estilo manuelino, exclusivamente português, integrando elementos arquitetónicos do gótico final e do renascimento e associando-lhe uma simbologia régia que o torna digno de admiração.

D. Manuel I ordenou também a construção da Torre de Belém, concretizando uma plano inovador e eficaz na defesa do rio e na proteção de Lisboa, cruzando-a com outras estruturas defensivas à entrada do estuário. Símbolo do prestígio do Rei, é decorada com motivos próprios do Manuelino constituídos por nós, cordas, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.

Paisagem Cultural de Sintra
No séc. XIX, Sintra foi um dos primeiros locais na Europa onde a arquitetura romântica foi ensaiada. O rei consorte D. Fernando de Saxe-Goburgo Gotha, casado com a rainha D. Maria II, transformou as ruínas de um mosteiro em castelo, reunindo de forma genial elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas, envolvido por um parque de vegetação exuberante e exótica, ao gosto da época. O mesmo modelo foi seguido noutros palácios da Serra de Sintra e serviu de inspiração noutras paisagens europeias.

Fado, Património Cultural Imaterial
Cantado a solo e acompanhado por viola e guitarra portuguesa, o Fado nasceu nos bairros históricos de Lisboa - Mouraria, Alfama, Bairro Alto e Madragoa, ligado à fatalidade do destino e ao amor, cantado de forma intensa e com alma. Hoje é uma música do mundo, símbolo reconhecido de Portugal.

Centro Histórico de Évora
Évora, com origens na época romana, teve a sua idade de ouro no século XV, quando foi residência dos reis de Portugal. O seu carácter único vem das casas caiadas de branco, das decorações interiores em azulejo e dos balcões de ferro forjado tornando-a num conjunto urbano representativo de um período histórico (séculos XVI a XVIII). Os seus monumentos tiveram uma influência decisiva na arquitetura portuguesa no Brasil.

Elvas e as suas Fortificações
Perto da linha de fronteira, encontramos em Elvas a maior fortificação abaluartada do mundo, com cerca de 10 km de perímetro e uma área de 300 ha. Testemunho único da evolução das conceções estratégicas militares, integra vários monumentos: o castelo, dois fortes, três fortins, as muralhas e o grandioso Aqueduto da Amoreira, com os seus 7 km e 843 arcos.

Cante Alentejano
Cantado em coro, por grupos de homens e mulheres, sem recurso a instrumentos musicais, o Cante Alentejano é uma expressão musical única e genuína da região do Baixo Alentejo. Não sendo específico de género ou estrato social, consolidou-se desde o início do séc. XX com as classes rurais de uma região em que se desenvolveu a indústria agrícola e a exploração mineira.

Fabrico de Chocalhos
O Fabrico de Chocalhos, considerado Património Cultural Imaterial, é uma arte singular que existe na região do Alentejo há mais de dois mil anos. Este instrumento de percussão tem um som inconfundível e um papel fundamental na paisagem sonora das áreas rurais onde ainda se pratica o pastoreio. Em todo o país, existem apenas 13 mestres neste ofício tradicional.

Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores
Angra do Heroísmo, com um conjunto arquitetónico singular, foi um porto de escala obrigatório entre a Europa e os outros continentes desde o século XV até ao aparecimento dos barcos a vapor, no século XIX. As suas imponentes fortificações, construídas há mais de 400 anos, são caso único na arquitetura militar.

Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico, Açores
Na Ilha do Pico encontramos um exemplo notável da transformação de um terreno rochoso, de origem vulcânica, aparentemente improdutivo, numa paisagem vinícola extraordinária. As encostas até ao mar, marcadas por um quadriculado de muros de pedra negra a separar as vinhas, são o testemunho do trabalho de gerações de pequenos agricultores que souberam criar, num ambiente hostil, um modo de vida próprio e um vinho de grande qualidade.

Floresta Laurissilva da Madeira
Nas encostas viradas a norte, numa superfície de 15 mil hectares equivalente a 20% da ilha, a floresta primitiva da Madeira sobrevive, resistindo a cinco séculos de humanização. Tendo quase desaparecido do continente europeu, mantém aqui as suas características subtropicais, representando a mais extensa e bem preservada Laurissilva das ilhas atlânticas.

Dieta Mediterrânica
A Dieta Mediterrânica faz parte do bilhete de identidade da gastronomia portuguesa. Na sua base encontramos produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas (feijão, grão, favas, etc.), frutos secos e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas, passas, etc.), o azeite como principal fonte de gordura e o consumo de peixe. A Unesco considerou-a um verdadeiro estilo de vida, destacando também o convívio, celebração e transmissão de saberes em volta da mesa. 

Manufatura da olaria preta de Bisalhães, Vila Real
A louça preta da aldeia de Bisalhães, no concelho de Vila Real, composta sobretudo por peças de caráter utilitário, foi classificada pela especificidade do processo de produção, em que se utilizam técnicas ancestrais. Um dos aspetos que a torna singular é a cozedura feita em fornos escavados no solo, o que confere ao barro o tom preto caraterístico. 

Arte da Falcoaria Real, Salvaterra de Magos
Praticada em Portugal desde o séc. XII e ainda preservada em Salvaterra de Magos, a arte da falcoaria é uma forma tradicional de caça ecológica, de baixo rendimento, com séculos de existência. Quem a pratica evidencia a parceria entre homem e ave de presa, a comunhão com a natureza e a estética do lance de caça.


Lisboa num dia

Não deixe de…
  • andar de elétrico
  • provar um pastel de Belém

Num dia, podemos conhecer os principais pontos da capital portuguesa - museus, monumentos e vistas de encher o olho.

Primeiro, apreciamos de cima. Das muralhas do Castelo de São Jorge, avista-se toda a cidade, as colinas, o Tejo, os telhados. Lisboa revela-se pacífica, a partir do topo deste reduto conquistado aos mouros pelo primeiro rei português em 1147.

Descendo a encosta a pé, apanhamos o elétrico 28 no miradouro das Portas do Sol, passando (e parando) na , de traçado românico, situada onde em tempos houve uma mesquita. Para além da igreja, pode-se visitar o Museu do Tesouro e os claustros. Retomando o caminho do 28, chega-se à Baixa que se pode conhecer a pé, subindo em direção ao Chiado. É altura de aproveitar para almoçar. Numa esplanada ou num restaurante mais requintado, a oferta é muita e variada.

De tarde, seguimos o sol, sempre para oeste. Reservamos algum tempo para ver o Museu Nacional de Arte Antiga, um dos mais importantes do país, com uma notável coleção de escultura, ourivesaria e pintura portuguesa e europeia dos séculos XIV a XIX – de que se destacam os Painéis de São Vicente. A rota dos museus prossegue já em Belém, no Museu dos Coches, para ver uma coleção única no mundo, que inclui viaturas utilizadas pela corte portuguesa e pelas cortes europeias.

Segue-se o imponente Mosteiro dos Jerónimos. Classificado Património da Humanidade desde 1983 é um verdadeiro livro de pedra sobre o período de ouro da História de Portugal. Depois de apreciar minuciosamente o portal sul, vale a pena visitar os claustros e a igreja, onde estão sepultados Luís de Camões e Vasco da Gama.

No limite ocidental da Praça do Império, um imponente edifício moderno chama a atenção. Trata-se do Centro Cultural de Belém, presença forte no panorama cultural da cidade com um programa interessante de espetáculos. Aí está instalado o Museu Berardo e a sua coleção de arte contemporânea.

Terminando o dia, já com o sol rasante, vamos até à Torre de Belém, a fortaleza erguida no século XVI com o intuito de defender a entrada do Tejo dos ataques por via marítima – ainda que os elaborados adornos a façam parecer mais um manual de estilo manuelino do que uma estrutura militar.

O passeio pode terminar em Belém ou, voltando ao centro histórico, no Bairro Alto, um dos locais mais animados da cidade com uma boa oferta de restaurantes, bares e discotecas.


Prove Portugal

Não deixe de…
  • tomar um café acompanhado dum pastel de nata ou de qualquer exemplar da pastelaria portuguesa
  • provar as excelentes azeitonas portuguesas
  • provar um simples peixe grelhado, temperado com azeite português
  • deliciar-se com o excelente marisco português
  • provar à sobremesa um dos muitos doces conventuais: arroz doce, leite creme, pão-de-ló, barriga de freira, papos de anjo, toucinho do céu e muitos outros
  • provar a pera rocha do oeste, a maçã bravo de Esmolfe e a maçã de Alcobaça, a ameixa d’Elvas, as cerejas da Cova da Beira ou o ananás dos Açores. São todos frutos DOP
  • provar um vinho verde ou um branco, frescos, em dias de calor

Portugal é um segredo bem guardado no que respeita à gastronomia. Que tem tudo para agradar aos paladares mais exigentes porque se baseia em produtos de genuína qualidade, cozinhados segundo receitas tradicionais ou de acordo com tendências mais inovadoras e inusitadas.

Podemos afirmar que a gastronomia portuguesa se estrutura em cinco ícones fundamentais.

Comecemos pelo peixe da nossa extensa costa atlântica, o melhor peixe do mundo, na opinião de conceituados chefs internacionais. O habitat e localização geomorfológica específica no Atlântico proporcionam-lhe condições únicas de nascimento e crescimento que o fazem adquirir um sabor e textura difíceis de igualar noutras paragens.

Os melhores peixes são pescados à linha e por métodos artesanais. Beneficiam depois de alta tecnologia no armazenamento e distribuição, o que os faz, juntamente com os mariscos, chegar nas melhores condições aos restaurantes de categoria superior da Europa e da América para serem confecionados pelos mais qualificados chefs mundiais. Que não dispõem, contudo, de outro ícone da cozinha portuguesa, a cataplana, um utensílio que faz as delícias de gourmets e de quem aprecia a convocação de todos os sentidos em volta da mesa.



O terceiro ícone da gastronomia portuguesa é o Vinho do Porto, considerado sumptuoso e sensual. São o solo, trabalhado pelo homem, e o sol que amadurece os frutos, que lhe conferem características únicas. Se nos lembrarmos que as uvas crescem na mais antiga região demarcada do mundo, classificada Património Mundial pela Unesco tal como as Caves de Gaia onde estes vinhos envelhecem, sorrimos ao perceber que a natureza e o homem souberam unir-se para criar um produto de exceção.



Falamos agora da doçaria portuguesa. Que faz dar louvores a Deus, tal como as antigas monjas enquanto preparavam receitas de açúcar, ovos e amêndoa na reclusão dos conventos. Também por isso e pelo equilíbrio entre sabor, cremosidade e estaladiço, temos outro ícone da gastronomia portuguesa que pode ser considerado um doce celestial: o pastel de nata!



O quinto ícone da gastronomia portuguesa reside no fator humano. São os nossos chefs, cada vez mais talentosos e premiados, que estão a revolucionar a riqueza da culinária portuguesa com criatividade, ousadia e bom gosto. Presentemente Portugal orgulha-se de poder contar com uma plêiade de chefs que praticam uma cozinha de grande nível, através de receitas seculares ou por caminhos menos percorridos que muitas vezes realçam o sabor e qualidade dos produtos locais.



Mas falta-nos falar ainda de vários outros produtos que também contribuem para distinguir o que se come em Portugal. As carnes DOP são provenientes de raças autóctones - o porco bísaro e o porco preto, a vitela Arouquesa, Maronesa, Mertolenga, Barrosã ou de Lafões, o cabrito do Barroso, charnequeiro ou transmontano, o borrego terrincho ou Bragançano – cujos produtores porfiam em manter o seu capital de sapidez e suculência. As frutas e legumes frescos estão na base da gastronomia portuguesa e das suas características mais mediterrânicas duma cozinha saudável, simples e variada. São o produto duma terra fértil, que está a saber converter-se a novos processo de produção biológica, amiga do homem e do ambiente. Para os temperar temos outro produto mediterrânico, um azeite puro e aromático que conquista mercados internacionais a cada dia que passa. Com ele temperamos o peixe, as sopas, as saladas, os queijos. Sim, os maravilhosos queijos serranos produzidos em Portugal, que o mundo ainda não descobriu. Cremosos, untuosos ou secos, são de cabra e de ovelha e fazem-nos igualmente bendizer os céus.



Para acompanhar tudo isto, temos outro segredo que começa agora a ser desvendado: os nossos excelentes vinhos de mesa. Fruto duma nova geração de enólogos e produtores e duma nova visão quanto à cultura da vinha, os vinhos portugueses são a bebida certa para acompanhar a refeição e temos sempre um vinho de grande qualidade conforme o local do país onde nos encontremos.

Agora só falta sentarmo-nos à mesa e brindar a uma experiência deliciosa.


No país dos azulejos

É difícil não dar por eles, onde quer que se esteja em Portugal. Os azulejos percorrem estilos e linguagens de todos os tempos e enchem de cor qualquer passeio ou visita.

Al-zuleique é a palavra árabe que originou o português azulejo e designava a "pequena pedra lisa e polida" usada pelos muçulmanos, no tempo da Idade Média. A forma como usavam os azulejos para decorar chão e paredes agradou aos reis portugueses e ganharam um lugar privilegiado na arquitetura a partir do século XV. Podemos dizer que Portugal os adotou de forma ímpar, como em nenhum outro país europeu.

Foi no século XVIII que o azulejo "invadiu" igrejas e conventos, palácios e casas, jardins, fontes e escadarias. Com padrões geométricos, contando histórias da vida de santos ou temas profanos como as fábulas de La Fontaine, por vezes legendados como uma versão antiga de banda desenhada, tornou-se um dos principais elementos decorativos portugueses.

Viajar pelo país é visitar um autêntico museu vivo da azulejaria mas é no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que se pode conhecer de forma única toda a sua história e a evolução técnica e artística, desde os primeiros tempos até à produção contemporânea.

Em pleno século XXI, o azulejo continua a ser usado com notoriedade pelas correntes mais vanguardistas marcando a arte pública.

Enunciar todos os locais onde se podem admirar seria difícil, mas vale a pena referir alguns em que foram aplicados de forma sistemática ou original. As estações do Metro de Lisboa são todas forradas a azulejo, com obras de artistas portugueses como Vieira da Silva ou Júlio Pomar. Esta ideia passou fronteiras e levou também obras de arte para estações de metro em Bruxelas (Jardin Botanique), Paris (Champs Élysées/Clémenceau), Budapeste (Deák Tér), Moscovo (Belourusskaya) e Sydney (Martin Place).

Por todo o país somos surpreendidos por painéis de azulejo nas antigas estações de comboio, na maior parte das vezes com alusões a costumes, tradições e paisagens das regiões em que estão situadas. Uma das mais notáveis é a de São Bento, no Porto.

Em Aveiro, é histórica a sua utilização nos edifícios em estilo Arte Nova que se encontram no centro da cidade. Um dos ceramistas do séc. XIX mais conhecidos em Portugal, Rafael Bordalo Pinheiro resolveu dar-lhes volume e construiu padrões com representações de insetos e plantas. Foram inovadores na sua época mas ainda hoje são surpreendentes. Podemos vê-los, por exemplo, em Lisboa, no museu que lhe é dedicado, o Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Em Sintra, numa paisagem que é Património da Humanidade, podemos ver no Palácio da Vila uma aplicação genuína da arte da azulejaria ao longo dos séculos, ao gosto dos antigos reis que aí viveram.

A Igreja de São Lourenço, em Almancil, é um exemplo de referência do revestimento azulejar total (paredes e teto) integrado no estilo barroco português, e igualmente um ponto de visita obrigatória do património histórico algarvio.

Mas estes objetos não têm de ficar apenas na memória e nas fotografias. Numa versão mais clássica ou mais moderna, avulso ou em painel, são com certeza uma boa recordação de Portugal para levar para casa ou oferecer a um amigo.


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