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Sugestões

Visitar Elvas

Não deixe de…
  • Visitar Elvas durante a Feira de São Mateus, em Setembro
  • Provar sericaia com ameixas de Elvas

Perto da linha de fronteira, Elvas lutou para manter a independência de Portugal e a sua história. E assim se tornou um exemplo para toda a humanidade.

Somos recebidos na cidade por um grandioso Aqueduto com 7 km e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. O tamanho e os números impressionam tanto como o que vamos descobrir mais à frente. Afinal de contas, entramos na maior fortificação abaluartada do mundo, cujas estruturas defensivas em forma de estrela e com um perímetro de cerca de 10 km são um testemunho único da evolução da estratégia militar até ao século XIX. Foram muito importantes nas lutas com Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII, e serviram de base ao General Wellington, durante as Guerras Napoleónicas, no início do séc. XIX.

As fortificações de Elvas são hoje Património Mundial. O preservado conjunto militar é formado pelas muralhas islâmicas e medievais e pela cintura de muralhas do séc. XVII influenciada pelo estilo holandês de Cosmander, para além do Forte de Santa Luzia (séc. XVII), do Forte da Graça (séc. XVIII) e de 3 fortins do séc. XIX – São MamedeSão Pedro e São Domingos. Se fossemos pássaros, veríamos o surpreendente desenho destas estruturas no terreno que agora apenas nos é possível entender nas fotografias aéreas ou adivinhar quando visitamos os monumentos e apreciamos a paisagem em redor.

No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, onde fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas.


Guimarães

Não deixe de…
  • conhecer o Parque da Cidade
  • nos arredores da cidade, passear nos diversos percursos assinalados e visitar a Citânia de Briteiros

Guimarães é considerada a cidade berço de Portugal porque aqui nasceu Afonso Henriques que viria a ser o primeiro rei de Portugal.

Associado à formação e identidade de Portugal, o centro histórico de Guimarães, na zona que ficava dentro de muralhas, foi classificado Património Mundial pela Unesco com base nos valores de originalidade e autenticidade com que foi recuperado. A cidade ainda hoje possui um conjunto patrimonial harmonioso e preservado que se mostra em graciosas varandas de ferro, balcões e alpendres de granito, casas senhoriais, arcos que ligam ruas estreitas, lajes do chão alisadas pelo tempo, torres e claustros. Por momentos imaginamo-nos num cenário medieval, onde a nobreza foi construindo as suas moradias como a casa Mota Prego, o Palácio de Vila Flor, do Toural e tantos outros que dão a Guimarães uma atmosfera única.

Podemos começar pelo coração da cidade baixa, o largo da Oliveira, onde se ergue o Padrão do Salado e a Igreja e Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, que alberga o valioso Museu Alberto Sampaio. Passando os Paços Municipais, coroados de ameias, a Praça de Santiago acolhia os peregrinos que na Idade Média se dirigiam a Compostela, tal como hoje acolhe os residentes e turistas nos seus restaurantes e esplanadas. Na Rua de Santa Maria, que faz a ligação à cidade alta, ficam o Convento de Santa Clara, a Casa do Arco e outras casas nobres.

Subimos por esta rua, ou pela Av. Alberto Sampaio, marginada por restos da antiga muralha que continua na cidade alta, entre o Paço dos Duques de Bragança e o castelo. Até chegarmos ao alto do castelo encontraremos o referido Paço, monumento do séc. XV onde é possível observar a influência da arquitetura senhorial francesa, o Monumento a D. Afonso Henriques, a românica Capela de S. Miguel e, finalmente, o Castelo, que remonta ao séc. X e está intimamente ligado à fundação de Portugal.

Mas falta conhecer outra centralidade de Guimarães, pelo que voltamos a descer até ao Largo do Toural, com o seu chafariz quinhentista. A Rua D. João I, que na Idade Média era a via de acesso ao Porto, ostenta casas antigas com balaustradas em madeira e fachadas seiscentistas. Contornando a Igreja do Convento de S. Domingos, já na Rua de Paio Galvão vamos encontrar o edifício neo-românico do Museu Arqueológico Martins Sarmento, que se estende para o claustro do Convento. Pouco mais à frente fica o edifício do antigo mercado municipal, onde funciona hoje a Plataforma das Artes e o Centro de Artes Internacional José de Guimarães, com uma retrospetiva da obra deste conceituado artista, natural da cidade. 

Um pouco mais longe do centro vale a pena visitar o Palácio e Centro Cultural Vila Flor e os seus jardins suspensos com Casas de Fresco e decorações rocaille. Referência ainda para a Igreja barroca de Nossa Senhora da Conceição e dos Santos Passos no extremo do Largo da República do Brasil.

Para outra visão da cidade podemos subir de teleférico ao Monte da Penha para um dos mais belos panoramas do norte de Portugal, onde fica o concorrido Santuário de Nossa Senhora da Penha.


No Coração de Portugal

A partir de quatro itinerários, descobrimos o “coração de Portugal”, o lugar onde se formou a identidade portuguesa, cenário de factos históricos marcantes e ponto de encontro de culturas ao longo dos tempos.

Propomos quatro percursos que incluem três dos mais importantes monumentos portugueses, classificados como Património Mundial pela UNESCO – Mosteiro de Alcobaça, Convento de Cristo e Mosteiro da Batalha. Ligados a episódios fundamentais da nossa História são também edifícios belíssimos, em que se conjugam vários estilos arquitetónicos. O mais antigo, o Mosteiro de Alcobaça foi fundado pelo 1º Rei de Portugal e pertencia à Ordem de Cister, que teve uma intervenção essencial no desenvolvimento agrícola e cultural do nosso país. O Convento de Cristo, onde ainda se sente a mística templária, situa-se junto ao castelo construído em 1160 por aquela Ordem Militar, que elegeu Tomar como seu bastião para a defesa e expansão do território conquistado aos mouros. Já o Mosteiro da Batalha, obra-prima do gótico tardio, é um testemunho da afirmação da independência portuguesa face ao poderoso reino de Castela. Partindo destes três monumentos, muito se pode ficar a conhecer nesta região.

O “Tesouro dos Templários” é um roteiro ideal para quem gosta de romances de cavalaria. Com início em Tomar, centro da geografia sagrada para os Templários, leva-nos a descobrir os seus símbolos – na Igreja de Santa Maria do Olival, palco das cerimónias iniciáticas, ou na Charola do Convento de Cristo onde os cavaleiros ouviam missa. Numa incursão pelo território, podemos visitar o misterioso Castelo de Almourol erigido numa ilha a meio do Rio Tejo, ou a Torre de Dornes, outrora um ponto de vigia sobre uma paisagem ainda hoje deslumbrante.

Seguindo os “Caminhos da Fé”, somos seduzidos por lendas, mitos e mistérios. Levam-nos a Fátima, um dos principais Santuários marianos do mundo, erguido junto ao local onde os pastorinhos viram Nossa Senhora. E a locais onde se registaram outras aparições da Virgem – na Nazaré, em Póvoa de Cós ou na Ortiga. Levam-nos também ao cenário da Idade Média na vila de Óbidos e a Ourém, onde ficamos a conhecer a lenda da princesa moura que se apaixonou por um cavaleiro cristão e mudou o seu nome de Fátima para Oureana.

Os “4 Elementos” são o mote para outro percurso, desta vez entre o mar e o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Água, Ar, Fogo e Terra deram origem a paisagens fascinantes onde também se encontram pegadas dos dinossáurios, os primeiros seres que habitaram o planeta. 

Desafiando a imaginação, “A Demanda do Graal” inspira-se nas narrativas da busca do cálice sagrado pelos Cavaleiros da Távola Redonda. Propomos projetar o mapa dessa busca no coração de Portugal transformando Tomar no ponto de encontro dos heróis da demanda, o seu castelo na Nova Jerusalém e a Charola no Templo de Salomão.


Vale do Douro

Não deixe de…
  • visitar algumas das quintas produtoras de vinho que se dedicam ao enoturismo
  • pernoitar nos hotéis de inspiração vínica que existem no Porto e Vale do Douro
  • participar nas vindimas
  • fazer um cruzeiro ambiental no rio junto a Miranda do Douro
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

O Vale do Douro também podia ser chamado de vale encantado tal a beleza e encantamento que as suas paisagens oferecem.

Com partida do Porto, onde o rio desagua e onde desaguam também os vinhos do Douro (de mesa) e do Porto (vinho generoso) produzidos nas suas encostas, podemos conhecer de várias maneiras esta Paisagem Cultural, classificada Património Mundial: por estrada, de comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero. Nenhuma delas nos vai deixar indiferentes. 

Num percurso pelos Miradouros que oferecem as melhores vistas, teremos que cruzar o rio de norte para sul e vice-versa. Mas no caminho podemos admirar paisagens deslumbrantes sobre o rio e visitar vinhas, vilas e aldeias até chegar a Miranda do Douro, onde o rio entra em Portugal.

Começamos por visitar em Vila Nova de Gaia as caves onde o vinho do Porto envelhece. Ficamos a conhecer um pouco melhor este vinho aproveitando, como não poderia deixar de ser, para provar o precioso néctar. E no rio ainda hoje podemos apreciar antigos barcos rabelo, os únicos que transportavam o vinho das quintas produtoras até à foz antes da construção das várias barragens que tornaram o rio navegável.

No Peso da Régua, o Museu do Douro dá-nos a conhecer outra perspetiva da cultura do vinho e da região. Não longe, mas na margem sul, fica Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal, situada na base duma imensa escadaria de azulejos azuis e brancos que leva ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. No Pinhão, mesmo à beira do rio, a estação de caminhos de ferro é de visita obrigatória para ver os seus antigos azulejos dedicados à cultura da vinha.

Antes de chegar ao Pocinho, podemos fazer um desvio na margem sul para conhecer o castelo de Numão e apreciar a vista sobre o horizonte. Pouco mais a leste fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre classificada Património da Humanidade, assim como o respetivo Museu em Vila Nova de Foz Coa.

Chegando a Barca de Alva entramos no Parque Natural do Douro Internacional já que o rio daqui até Miranda do Douro faz fronteira entre Portugal e Espanha. Neste percurso o rio corre apertado entre altas escarpas até chegar à pequena cidade raiana onde entra em Portugal.

Até Barca de Alva, o Alto Douro Vinhateiro é também a mais antiga região vinícola demarcada do Mundo. O rio fez a primeira obra cavando na terra os vales profundos, enquanto o Homem transformou as montanhas de xisto em terra e muros e nela plantou a vinha, verde no verão, cor de fogo no outono. Com uma sabedoria herdada de gerações, inclinou os terraços para que os raios de sol abracem as videiras e deem às uvas o calor de que o vinho precisa. Por isso dos frutos da terra e do trabalho do Homem se fez este vinho e esta paisagem únicos.


Trilhos nos Açores

Quer seja um amante de passeios calmos ou um viciado em adrenalina, os Açores dispõem de mais de 60 percursos pedestres com todas as condições para caminhar em segurança. Aventure-se e descubra paisagens únicas entre caminhos totalmente envoltos na Natureza.

Os trilhos dos Açores são uma rede de Percursos Pedestres Classificados pelo Governo Regional dos Açores, de forma a garantir a segurança e tranquilidade dos pedestrianistas. Segmentados por três níveis de dificuldade – fácilmédio e difícil – a rede de percursos pedestres adequa-se a vários níveis de idade e preparação física. Muitos dos trilhos classificados aproveitam caminhos de pé posto que os habitantes utilizaram ao longo dos séculos para deslocações do dia-a-dia, transporte de mercadorias ou trânsito de gado. Esta sabedoria dos antigos, no atalhar do território, é hoje aproveitada pelos turistas para conhecer diferentes ângulos e detalhes dos tesouros paisagísticos do arquipélago, pois estes ligam quase todos os recantos de cada uma das ilhas, tanto junto ao mar, como em altitude.

temperatura amena do clima açoriano permite explorar a rede de trilhos em qualquer estação do ano. Tudo depende da experiência pretendida. Caminhar durante o inverno significa encontrar verdes mais luxuriantes, cascatas e ribeiras com maior caudal; andar na primavera e no verão, traz a invasão dos odores e colorido das flores. Já a famosa bruma açoriana, essa pode surgir em qualquer altura. E tão depressa chega, concedendo um aura mística aos contornos vislumbrados, como se levanta para abrir horizontes. 

Devido a particularidades meteorológicas e condições do terreno, alguns trilhos poderão estar indisponíveis temporariamente, por isso antes de partir, devemos obter informação sobre os eventuais alertas e recomendações de segurança que possam existir.


Ericeira, Reserva de Surf

O percurso ao longo do mar a norte de Lisboa é um dos passeios mais apreciados da costa portuguesa. Pelo caminho encontram-se boas surpresas, como a Ericeira, uma vila de pescadores com muita tradição ligada ao mar, reconhecida atualmente como uma das reservas de surf do mundo.

No mar, o trabalho diário dos pescadores tem apenas par na dedicação e presença habitual dos surfistas e bodyboarders que aqui encontram um refúgio especial. O campeão nacional Tiago Pires e muitos outros surfistas nasceram aqui e deram a conhecer esta pequena vila do concelho de Mafra que atualmente integra campeonatos mundiais como o WSL World Surf League Tour e o Quik Silver Pro Portugal.

As caraterísticas do mar e da costa, em que altas arribas alternam com pequenas enseadas de areal, a preservação de habitats naturais mediterrânicos e a cultura do surf que se vive fazem da Ericeira um destino procurado por surfistas de todo o mundo.

A área de costa que foi considerada pela organização norte americana Save the Waves Coalition como a 1ª reserva de surf da Europa e a 2ª do mundo tem 8 km e inclui praias que são uma referência em todo o mundo para a prática deste desporto, como as de Ribeira de Ilhas, a Baía dos Dois Irmãos, conhecida pela comunidade por Coxos, a praia da Empa, em frente à vila e a praia de São Lourenço.

A diversidade de ondas permite ter vários graus de dificuldade e, por isso, condições de excelência para a prática de desportos de prancha, sejam profissionais ou iniciados. As ondas mais desafiantes são a Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. Para quem quiser iniciar-se na adrenalina dos desportos de mar, existem diversas empresas com aulas de surf que poderão ajudar a fazer as primeiras ondas ou a aperfeiçoar a técnica.

No entanto, quem chega à vila, não precisa de ser surfista para se sentir em casa. De ruas estreitas e ambiente acolhedor, o espírito de praia e férias sente-se todo o ano na Ericeira, pronta a receber visitantes de todo o mundo.

As praias perto da vila ou a da Foz do Lizandro, mais afastada, são mais abrigadas e por isso adequadas para famílias com crianças. Pode também fazer-se pequenos passeios pelas proximidades e visitar a Aldeia Típica de José Franco, uma aldeia miniatura em barro existente na localidade de Sobreiro, e o Convento de Mafra que inspirou o Nobel da literatura José Saramago no “Memorial do Convento”. Muito perto, na Tapada Nacional de Mafra, mandado construir pelo rei D. João V, para si e para a sua corte, após a construção do convento, no éc. XVIII, é atualmente um espaço lúdico em que se podem observar gamos, veados, javalis e outras espécies de fauna selvagem a viver em liberdade.

Outra sugestão de visita ligada à proteção da natureza é o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, na Malveira, dedicado a uma espécie em vias de extinção, habitualmente considerada perigosa.

Um dos maiores atrativos desta região é a sua gastronomia, repleta dos tradicionais sabores do mar. O peixe fresco grelhado é obrigatório mas o marisco também é muito apreciado, em particular as lagostas, que são criadas em viveiros de mar na Ericeira.


Caminhos de Santiago

Não deixe de…
  • visitar as Sés das cidades que ficam nos Caminhos, normalmente dos séc. XII-XIII
  • conhecer em Barcelos o cruzeiro do Senhor do Galo que reproduz uma antiga lenda jacobeia
  • visitar o Convento de Cristo em Tomar, que foi sede da ordem dos Templários por ficar justamente num caminho de peregrinação
  • conhecer o bairro de Alfama por onde passa o Caminho que sai da Sé de Lisboa
  • visitar o Museu do Azulejo instalado no Convento da Madre de Deus, no mesmo Caminho, à saída de Lisboa
  • conhecer o Parque das Nações, em Lisboa, onde os peregrinos de Santiago se misturam com os de Fátima na saída de Lisboa

Os Caminhos de Santiago, que atravessam Portugal de sul para norte, são seguidos pelos peregrinos desde há séculos. Experimentá-los é partir numa descoberta do país e de nós próprios.

O destino destes Caminhos é a Catedral de Santiago de Compostela em Espanha, sob a qual, diz a lenda, se encontra o túmulo do apóstolo São Tiago, que evangelizou na Península Ibérica, então província de Roma. O culto deste santo popularizou-se ao longo da Idade Média dando origem a grandes peregrinações provenientes de todos os cantos da Europa. E em Portugal teve maior difusão a partir do séc. XII, com a fundação da nacionalidade portuguesa.

Dependendo dos locais de partida dos peregrinos, percorriam-se em Portugal vários caminhos com destino a Santiago, mas atualmente podem identificar-se três percursos principais. 

O mais antigo é o Caminho do Norte. Parte da Sé do Porto e segue por Rates (onde o próprio São Tiago ordenou o Bispo que deu nome à Igreja românica de São Pedro), Barcelos, Ponte de Lima e Valença, onde entra em Espanha. Na Idade Média, o Caminho do Norte tinha variantes, sendo comum que passasse por Guimarães (em cuja praça de Santiago diz a lenda que o Santo teria colocado uma imagem de Nossa Senhora), mas sobretudo por Braga, que disputava com Compostela o título de centro da Cristandade na Península por ser a Sede do arcebispado de toda a Península Ibérica. O seu primeiro bispo foi justamente o Bispo de Rates. Outra variante era o Caminho da Geira (a antiga via romana) que atravessava o Gerês até à Portela do Homem. Mas ainda havia o Caminho da Costa que hoje está assinalado. Parte também do Porto e segue por Vila do Conde, Esposende, Viana do Castelo e Caminha, onde se pode atravessar para Espanha, ou seguir até Valença.


Bicicleta

Descobrir Portugal de bicicleta é uma experiência única. Que se faz ao ritmo de cada um, sentindo aromas e sons que de outra forma talvez passassem despercebidos. Com o mar por companhia, subindo e descendo montanhas, ou a passear por aldeias e cidades, as opções são inúmeras! É só começar a pedalar!

Cycling - Centro de Portugal - Paulo Magalhães

Com um clima agradável, sem grandes extremos de temperatura, e um sol que brilha ao longo do ano inteiro, Portugal oferece boas condições para ser explorado de bicicleta. Percorrendo poucos quilómetros passamos das serras à praia, do bulício citadino à pacatez da vida campestre, já que no nosso país a diversidade de paisagens é muito grande, sempre a curtas distâncias. E de bicicleta é ainda mais fácil fazer os desvios necessários para chegar àquele local de onde as vistas são absolutamente deslumbrantes. 

Turismo do Alentejo

A variedade de traçados possibilita todas as experiências – da estrada à montanha, para bicicletas de touring e de btt, fazendo viagens tranquilas ou seguindo percursos desafiantes que elevam os níveis de adrenalina ao máximo. Muitos dos itinerários estão georreferenciados, e são disponibilizados em podcasts ou através de aplicações para smartphones. Mas quando não é possível aceder ao roadbook há sempre gente simpática e disponível que ajuda a encontrar o caminho perdido.

Em Portugal, há cada vez mais percursos cicláveis. Junto ao litoral, nos parques naturais e florestas e nas cidades, são muitas as vias sinalizadas, bem como áreas de apoio e lojas específicas para os utilizadores. Alguns hotéis também estão equipados para receber os praticantes com todos os serviços necessários à sua recuperação e à do veículo, de modo a que tudo funcione sempre na perfeição. E é ainda possível combinar o uso da bicicleta com os transportes públicos, e assim aproveitar todas as possibilidades para passear pelo país.

Caminhos da Natureza - Portugal Nature Trails

Aqueles que não trazem a sua bicicleta podem optar pelo aluguer para dar voltas pequenas ou passeios mais prolongados. E em muitas localidades são disponibilizadas bicicletas de utilização gratuita, uma forma saudável e ecológica para passar o dia a descobrir as suas atrações.

Para os que querem conhecer Portugal de bicicleta mas com a comodidade de uma viagem organizada, encontram várias empresas que organizam programas em que tudo está incluído. Dos melhores hotéis aos guias especializados, dos restaurantes onde se saboreia a gastronomia mais autêntica às visitas a monumentos e museus, há propostas para todos os gostos. E aqueles que preferem manter a sua independência podem optar pelos “self-guided tours” e viajar de forma individual, sem guia e sem horários, mas usufruindo dos serviços de apoio que lhes forem mais convenientes. Enfim, umas férias com muito exercício mas sem nenhuma preocupação!

Caminhos da Natureza - Portugal Nature Trails

Também é possível combinar os percursos de bicicleta com outras atividades na natureza, como os passeios a cavalo ou a observação da fauna e flora. Assim, é possível desfrutar de mais experiências que permitem conhecer melhor os encantos de Portugal.


Pela via algarviana

No interior tranquilo e verdejante há um Algarve diferente que esconde aldeias tradicionais e paisagens espetaculares. O caminho para chegar a este mundo preservado? Nada mais fácil… é só seguir as setas! 

Via Algarviana - Monchique

Marcado no terreno com sinalética e painéis interpretativos, este percurso é conhecido como “Via Algarviana” e atravessa longitudinalmente a região. A via tem origem num antigo trilho religioso seguido pelos peregrinos que se dirigiam ao Promontório de Sagres onde foram encontradas as relíquias de São Vicente. Desde Alcoutim, junto ao rio Guadiana, até ao Cabo de São Vicente são cerca de 300 kms divididos em 14 setores, que têm início e fim em localidades com alojamento e restauração. Tudo pensado para podermos adaptar o trajeto ao ritmo de cada um, ou escolher apenas os troços que nos interessam.

Castelo de Silves - José Manuel

Este mergulho na natureza começa no cais de Alcoutim junto ao Rio Guadiana e atravessa a Serra do Caldeirão, zona de produção de cortiça e de aldeias típicas a não perder como Salir, Benafim e Alte. A meio, passando São Bartolomeu de Messines, o trilho segue ao longo da Ribeira do Arade, num troço de grande beleza. Silves é visita obrigatória, antes de rumar à Serra de Monchique, cujos panoramas deslumbrantes podem ser admirados a partir da Picota ou da Foia, os locais mais elevados do Algarve. Depois de zonas quase selvagens, o caminho cruza Marmelete, Bensafrim e Barão de São João e uma floresta de pinheiro-manso. Sente-se o cheiro a mar e a Via Algarviana chega ao fim no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o trecho de costa mais bem preservado da Europa.

Via Algarviana - Robert Monnier

Ao longo do percurso podemos apreciar a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras. Das árvores e arbustos e destacam-se o medronheiro, a figueira, a alfarrobeira, o sobreiro e a amendoeira que fornecem matéria-prima para doces e licores deliciosos. Rios e ribeiras garantem a frescura nos dias mais quentes e são o habitat das lontras, entre outras espécies de fauna. Neste território, em parte integrado na rede Natura 2000, também se encontram lebres, javalis ou raposas, mas mais difícil será avistar os poucos linces existentes. Quanto às aves, se o rouxinol-do-mato e o abelharuco se destacam pelas cores da plumagem, talvez seja preciso mais atenção e binóculos para observar a águia de Bonelli ou o Bufo-real, que procuram lugares bem altos. 

Via Algarviana - Robert Monnier

Aqui, ainda se pratica a agricultura tradicional, subsistindo moinhos de vento, eiras e fornos comunitários. Nas casas caiadas de branco sobressaem chaminés rendilhadas de uma delicadeza notável. Populações simpáticas e acolhedoras mantêm vivas as tradições do mundo rural e transformam em iguarias aquilo que a terra lhes dá - aguardente de medronho, licores de poejo ou de amêndoa, mel, queijos ou enchidos são alguns dos produtos a provar e levar. Tal como as peças de artesanato, excelentes recordações que testemunham a habilidade destas gentes em cestaria, tecelagem, olaria e tantas outras artes. 

Via Algarviana - Edgar Ribeiro

Para fazer o percurso devemo-nos equipar a rigor com roupa e calçado adequado, não esquecendo a bússola ou o GPS, e outros objetos práticos. E convém consultar o site da Via Algarviana para obter informações detalhadas. Depois é só por pernas ao caminho e dar início à jornada. 


Rotas dos Vinhos

Não deixe de…
  • visitar as caves de Vila Nova de Gaia onde o vinho do Porto envelhece, na Rota do Vinho do Porto
  • brindar também com os recentes mas excelentes espumantes de vinho verde
  • degustar alguns vinhos portugueses nas Salas de Provas Vinhos de Portugal, de Lisboa ou do Porto. Ficam ambas em imóveis e locais que só por si merecem visita
  • fazer um passeio de barco com os golfinhos do Sado, na rota dos Vinhos de Setúbal
  • na mesma rota, conhecer a Península de Troia onde fica a maior extensão de praias da Europa
  • conhecer no Alentejo o maior lago artificial da Europa, o Alqueva, onde pode fazer-se um cruzeiro ou alugar um barco-casa e passar uns dias de puro relaxamento

Através das rotas dos vinhos de Portugal podemos fazer excelentes passeios e conhecer um prazer aperfeiçoado ao longo dos tempos.

Com efeito, sabe-se que pelo menos à época do Império Romano o vinho já era amplamente cultivado em Portugal. A sua produção passou muitas fases ao longo do tempo, mas vale a pena destacar a data de 1756, em que o Marquês de Pombal criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com a função de delimitar a 1ª região demarcada do mundo, registar as vinhas e classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade.

Rota dos Vinhos Verdes
Começando pelo norte, temos a Rota dos Vinhos Verdes desde o Minho até ao Douro. O verde, que dá o nome ao vinho, é a cor que predomina na região, pontuada, contudo, por cidades históricas, como Braga ou Guimarães e outras mais pequenas mas cheias de encanto junto aos rios que as bordam. É o caso de Amarante, Viana do Castelo, Barcelos, Ponte de Lima e outras ainda. É uma zona de turismo rural, com solares e casas senhoriais cujas vinhas vale a pena visitar para conhecer como cresce a vinha em latada, os espigueiros e uma paisagem surpreendente que dá origem a vinhos leves, jovens e frescos.

Rota do Vinho Verde Alvarinho
A sub-região de Monção e Melgaço, junto ao rio Minho, integra a rota dos Vinhos Verdes, mas é berço da reputada casta Alvarinho, a mais apreciada casta de vinho verde. Por essa razão o vinho Alvarinho tem rota própria, com estas cidades como capitais. No Solar do Alvarinho, em Melgaço ou no Paço do Alvarinho, em Monção, podem fazer-se provas do vinho e degustar ou comprar outros produtos da região.

Rota do Vinho do Porto
A Rota do Vinho do Porto desenrola-se por encostas de grande beleza paisagística com o rio Douro a correr ao fundo entre montanhas. Tal beleza e singularidade conquistaram para a região do Alto Douro Vinhateiro o título de Património Mundial. A Rota abrange ainda a região do Parque Arqueológico de Foz Coa, outro núcleo do Património Mundial. Engloba cidades cheias de património e tradição, como Vila Real e Lamego, mas o que mais distingue o vale do Douro é a imensidão de quintas produtoras de vinho, muitas delas dedicadas ao enoturismo. Pode-se portanto pernoitar nestas unidades turísticas, fazer provas de vinho e participar nos trabalhos vinícolas, com especial destaque para as vindimas. Na mesma rota produzem-se hoje excelentes vinhos de mesa, os vinhos brancos, tintos e rosés do Douro, nas mesmas vinhas produtoras de Porto.

Rota da Bairrada
Em pleno Centro de Portugal, a Rota da Bairrada situa-se numa faixa junto ao litoral onde ficam Aveiro ou a praia da Figueira da Foz, mas abrange também a área de Coimbra, cidade classificada Património Mundial pela Unesco. Nesta região existem algumas das mais antigas e reputadas termas nacionais, com spas e programas de saúde. O leitão da Bairrada, um ex-libris da gastronomia nacional, é particularmente apreciado na companhia dos bons vinhos da região, nomeadamente dos espumantes de que a Bairrada foi uma das primeiras regiões produtoras em Portugal.

Rota dos Vinhos da Península de Setúbal
É mais uma região de grande beleza, já a sul do Tejo, onde se perfila a Serra da Arrábida com o seu Parque Natural e a Reserva Natural do Estuário do Sado, conhecida pelos simpáticos golfinhos. Às bonitas praias de Sesimbra ou do Portinho da Arrábida, a norte do Sado, contrapõem-se os enormes areais da Península de Tróia, já do lado sul. Se Setúbal é a principal cidade com um centro histórico que merece visita a pé, Palmela e Vila Nogueira de Azeitão são as capitais da Rota, com adegas e quintas para visitar. Nesta região nasce o vinho Moscatel de Setúbal, um dos mais reputados de Portugal.

Rota do Vinho do Alentejo
A Rota do Vinho do Alentejo estende-se pelas planícies da região, marcadas pelo calor, exceto no extremo norte junto à Serra de S. Mamede. Aqui fica uma das mais bonitas aldeias do Alentejo, Marvão, entre muralhas, tal como outra mais a sul, Monsaraz, esta à beira do Alqueva. Borba, Redondo, Reguengos ou Vidigueira são nomes de terras e de vinhos com longa tradição. A capital da região, Évora, deve a sua classificação de Património Mundial à variedade e beleza do seu património, mas toda a região merece visita para desfrutar duma paisagem singular, feita de campos ondulantes, sobreiros e lagos que espelham o azul do céu e a alma duma região onde a força da terra nos conquista.


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