Sugestões
Portugal de comboio
Apanhe o comboio e descubra Portugal ao seu ritmo. Embalado pelo andamento admire paisagens de sonho da sua janela, em família, a dois ou sozinho. Além das viagens regulares, existem diversos programas para conhecer Portugal de comboio e, entre tantas propostas, decerto vai encontrar alguma que lhe agrade.
Já se imaginou a passear num comboio a vapor com mais de um século de existência? E se lhe acrescentar uma paisagem tão bela como a do vale do Rio Douro? Tudo isto é possível no Comboio Histórico do Douro, que durante os meses de junho a outubro, o leva numa verdadeira viagem no tempo à beira do rio, entre a Régua e o Tua, marcada pela beleza da paisagem classificada pela UNESCO como Património Mundial. Se gostou desta sugestão, pode fazer outra viagem, mas desta vez a bordo do Comboio Histórico do Vouga, que o leva de Aveiro a Macinhata do Vouga. Depois de visitar o Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, na viagem de regresso poderá visitar o centro histórico de Águeda.
Em todas as épocas do ano há sempre alguma festa a acontecer em Portugal. Sabia que pode ir de comboio a algumas delas? Existem diversos programas que o levam aos locais onde as festas se realizam, preparados com todos os detalhes para que possa participar e aproveitar ao máximo estas experiências. Por exemplo, a Rota das Amendoeiras, que se realiza em fevereiro/março, época em que as amendoeiras estão em flor e cobrem os campos de branco. O passeio leva-o às paisagens deslumbrantes do Alto Douro, com visita ao Museu do Côa, articulando com percursos de autocarro para que não perca nada deste espetáculo deslumbrante.
Durante as Festas da Cereja em maio/junho, embarque na Rota das Cerejas do Fundão e vá de comboio até ao sopé da Serra da Gardunha no centro de Portugal, para descobrir os encantos da Linha da Beira Baixa e participar na apanha deste fruto, saborear a gastronomia local ou visitar localidades históricas.
Já em setembro, são as vindimas que marcam o calendário no Douro Vinhateiro. O comboio leva-o à Régua e depois espera-o um programa que inclui visitas às adegas e quintas onde se produz o vinho, degustações e até a participação nas “lagaradas” – a pisa das uvas no Douro Vinhateiro, onde não faltará convívio e festa enquanto participa na vindima.
Mas as sugestões não ficam por aqui... também há programas especiais para festivais de música, para os Santos Populares em Lisboa e no Porto, para a Romaria da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, ou para a Rota da Bairrada no Centro de Portugal, entre tantos outros.
Para jovens entre os 12 e os 30 anos inclusive, existe o cartão Intra_Rail, para conhecer Portugal, com alojamento garantido nas Pousadas de Juventude; ou o Portugal Rail Pass, uma forma fácil de conhecer o país de norte a sul de comboio, durante 3 ou 7 dias, para não residentes em Portugal.

Já imaginou até onde o comboio o pode levar? Faça a sua escolha e reserve com antecedência o programa que mais lhe interessar em www.cp.pt. Boa viagem!
Leiria, Cidade Criativa da Música
Em Leiria, vive-se e respira-se música!
São vários os projetos inovadores que projetaram a cidade no contexto nacional e internacional e motivaram, além de outros critérios, a distinção da UNESCO como Cidade Criativa da Música .
Concertos para bebés, Aqui contigo ou Ópera na Prisão são alguns exemplos de iniciativas em Leiria que trabalham a equidade social, a inclusão ou a dignidade humana e que são replicados atualmente um pouco por todo o mundo. A participação e envolvimento da comunidade na música são assim destacados, com ênfase na inclusão de diversos grupos e na promoção do acesso à música para todos. Eventos culturais como o festival de música gótica Extramuralhas (geralmente no mês de agosto), o festival A Porta (primeira edição em outubro de 2014 ), ou o Música em Leiria , refletem o dinamismo e o envolvimento de toda a comunidade no compromisso da cidade em vivenciar a diversidade cultural na música, respeitando e celebrando diferentes estilos musicais.
O festival Extramuralhas era inicialmente designado Entremuralhas, uma vez que os concertos aconteciam apenas dentro das muralhas do Castelo. No entanto, aquando das obras de requalificação do monumento, a organização viu-se obrigada a extravasar os eventos para outros locais da cidade, o que contribuiu para o crescimento do número de bandas em palco e também para uma maior divulgação e projeção internacional da cidade com uma imagem de tolerância à diferença e arrojo estético. É atualmente um dos símbolos maiores do panorama musical de Leiria.
O festival Música em Leiria teve como ponto de partida a música clássica, mas integra outros géneros musicais como o jazz, além de diversas formas de manifestações artísticas como a dança.
Leiria tem também muita tradição de bandas filarmónicas (existem 11 bandas filarmónicas, algumas centenárias), coros e grupos folclóricos, além de ter visto nascer muitas bandas de rock, pop, jazz entre outros géneros musicais. A cidade oferece várias oportunidades de educação musical para pessoas de todas as idades, promovendo a formação e o desenvolvimento dos talentos locais, sendo a música uma parte integrante das indústrias culturais e criativas, o que contribuiu para o desenvolvimento económico sustentável.
Talvez este amor pelas artes de uma forma geral e pela música em particular se deva a D. Dinis (1261-1325), o rei trovador. Segundo reza a História, terá sido no Castelo de Leiria que o rei compôs as Cantigas de Amigo que marcam o cancioneiro galaico português.
Leiria oferece música a quem a visita!
Serra da Malcata
Próximo de Penamacor e do Sabugal, a Reserva Natural da Serra da Malcata surpreende e convida a descobrir o património cultural e natural desta região.
O símbolo da Reserva Natural é o lince-ibérico uma espécie originária da Península Ibérica, mais pequeno do que outros linces que facilmente se identifica pelo tufo de pelos negros, em formato de pincel, no topo das orelhas em triângulo. O facto de ser uma espécie em vias de extinção foi o principal motivo que levou à criação da Reserva Natural, de forma a preservar a biodiversidade e o ecossistema desta região fronteiriça. Existem, no entanto, outras espécies que chamam a atenção, como a cegonha preta, o grifo e o abutre-negro, cujas asas abertas chegam a atingir mais de 3 metros. Nas encostas da Serra, espécies vegetais como a giesta, a urze, a esteva e o rosmaninho enchem os bosques de aromas inconfundíveis.
Meimão e Barragem de Meimoa ©C. M. Penamacor
O Miradouro dos Sete Concelhos é o ponto privilegiado para observação da paisagem natural da serra. Do alto é possível avistar os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Fundão, Covilhã, Guarda e Sabugal. A norte, fica a Serra da Malcata, a ocidente a Serra d’ Opa, a Serra de Santa Marta, a sul, os relevos de Penamacor, Monsanto e Penha Garcia, e a oriente, o prolongamento da Malcata para a espanhola Serra da Gata. Dentro da Reserva Natural, encontra-se ainda a Serra das Mesas. É conhecida como “berço do Côa” pois é aí que nasce este rio, a 1.200m de altitude.
Penamacor ©Turismo Centro de Portugal
O Posto de Vigia da Machoca marca o ponto mais alto da Serra da Malcata. Junto ao posto encontra-se um baloiço, perfeito para fotos com a vista desafogada da Reserva Natural como pano de fundo.
Ao longo dos cursos de água do Rio Coa, do Rio Bazágueda e da Ribeira da Meimoa existem diversas praias fluviais como as de Meimão, Meimoa, Benquerença, no concelho de Penamacor, e Foios e Quadrazais, no concelho de Sabugal, ideais para uns momentos de lazer. Quem procurar atividades na natureza, tem vários trilhos para fazer a pé ou de bicicleta ou dedicar-se à prática de desportos náuticos como a canoagem.
Zona de Lazer da Meimoa ©C. M. Penamacor
Muita é a riqueza do artesanato e dos artesãos locais. Em Sabugal e Penamacor, ainda se encontra quem trabalhe a madeira, especialmente de castanheiro, o ferro forjado, a pedra, a tecelagem, o linho, os bordados e as rendas de cinco agulhas, as mantas de farrapos e as cadeiras de verga, entre outros ofícios.
A especialidades gastronómicas da Serra da Malcata evidenciam os produtos da terra e as atividades dedicadas à agricultura de subsistência, como as sopas caseiras à base de batata, couve, feijão e grão-de-bico. O arroz de carnes é a não perder e os pratos de carne, maioritariamente de aves, cabra ou cabrito, ovelha ou borrego são especialidades muito saborosas e apreciadas. Assadas no forno a lenha, estufadas ou guisadas em panelas de ferro ao lume têm um sabor inconfundível. Ainda a referir os queijos e os enchidos, assim como os pratos regionais de coelho bravo e javali ou a truta do Rio Côa.
Na doçaria, destacam-se os doces feitos com leite, como o arroz-doce, os bolos de leite e as papas de milho. As filhós, as farófias, o bolo saloio, os biscoitos a que chamam “Esquecidos”, a tapioca e o mel completam a oferta.
Belver
Na margem direita do Tejo, Belver é facilmente reconhecível na paisagem pelo perfil do castelo, um miradouro de excelência sobre o vale do rio.
Belver significa “bela vista”, nome atribuído pelo rei D. Sancho I, no séc. XII, pela evidente caraterística do sítio onde se encontra. Estratégico na defesa da fronteira e do vale do Tejo, o rei doou as terras à Ordem militar dos Hospitalários, que aí mandaram construir o castelo.
O Castelo estaria terminado por volta de 1212, sendo um dos mais importantes exemplos de arquitetura militar medieval em território nacional. Dentro de muralhas, merece destaque a Capela de São Brás em que o retábulo quinhentista é uma das peças de arte a referir. Dizem que o poeta português Luís de Camões esteve encarcerado no castelo, em 1553.

Castelo de Belver ©David Cahopo / Gerador
No séc. XVI, a produção de sabão tornou-se a principal atividade económica da região, com a instalação da Real Fábrica do Sabão. Para homenagear esta indústria tão importante à época, foi inaugurado o Museu do Sabão, nas instalações de uma antiga Escola Primária. No museu, pode-se aprender tudo sobre os saboeiros, desde o processo de fabrico até à distribuição, passando pelas diferenças entre Sabão Mole e Sabão de Pedra. A sua produção durou até à primeira metade do século XX. Também neste caso, a proximidade do Rio Tejo era muito importante pois servia de meio de comunicação para transportar o sabão, em barcaças. No museu retrata-se a história completa desta indústria, sendo um dos poucos museus de sabão que existem em todo o mundo.
Nas artes e ofícios locais, destaca-se a produção de tapetes e colchas em lã ou linho, o que justifica a existência do Núcleo Museológico das Mantas e Tapeçarias de Lã. As mantas alentejanas desta região são muito características. 
Núcleo Museológico de Mantas e Tapeçarias de Lã ©David Cahopo / Gerador
Quem apanhar o comboio em Lisboa, ou a partir do Entroncamento, em direção à Guarda, irá fazer parte da viagem ao longo do rio Tejo, uma fronteira natural do território. O troço que segue a margem e passa junto a Belver é uma das mais bonitas viagens de comboio no país.
Em frente a Belver, fica a Praia Fluvial da Quinta do Alamal, integrada num cenário deslumbrante, na margem esquerda do Rio Tejo. Esta praia faz parte de um complexo de lazer que, além de infraestruturas de apoio à zona balnear, oferece diversas atividades como rappel, slide, passeios de barco e canoa. Do areal, a vista é magnífica: no topo do monte, o Castelo destaca-se na paisagem e a verdura da vegetação contrasta com as águas tranquilas do Tejo.

Passadiços do Alamal ©David Cahopo / Gerador
Para os que gostam de passeios e caminhadas, os Passadiços do Alamal, em madeira, acompanham a margem entre a praia e a ponte de Belver, com excelentes pontos de observação da flora e da fauna. É um passeio de 3 km, fácil, calmo e tranquilo, em que se pode apreciar a paisagem e sentir os aromas característicos do Alentejo, em comunhão com a natureza.
O Passadiço está integrado na Pequena Rota circular Arribas do Tejo. Tem 16 kms na totalidade e passa o rio por duas vezes, uma pela barragem de Belver e outra pela ponte de ferro da Estrada Nacional 244. Outros pontos de interesse são um antigo lagar de azeite, o Lagar da Fraga, o monumento megalítico da Anta do Penedo Gordo, a praia fluvial da Ortiga e a barragem de Belver.
Na gastronomia local, destacam-se os pratos de javali, os petiscos de cogumelos, enchidos fritos, o peixe de rio (barbo, achigã, enguias, lampreia, sável), a açorda de ovas e o bacalhau com migas de couve e feijão. Ainda de referir e a provar, os bolos secos como os biscoitos de mel, as broas de marmelada ou de milho e os borrachos, feitos de massa frita em forma de argola, polvilhada com açúcar.
Alcoutim
Alcoutim já não tem as muralhas que durante séculos defenderam a fronteira, mas mantém a atmosfera tranquila de uma vila algarvia serrana.
À beira do Rio Guadiana, a história da vila de Alcoutim está muito associada ao facto de se situar no local até onde se fazem sentir as marés, o que obrigava os barcos, que faziam o tráfego dos produtos da região, a aguardar durante horas pelas condições propícias à navegação. No entanto, desde tempos remotos, a sua posição estratégica, de fronteira com a vizinha localidade espanhola de Sanlúcar del Guadiana, exigiu a construção de estruturas de apoio e defesa, das quais permanecem alguns vestígios que se tornaram pontos de interesse a visitar.
Um passeio de alguns minutos leva à descoberta de casas centenárias e de alguns monumentos como a Igreja da Misericórdia e o Castelo, onde está instalado o Núcleo Museológico de Arqueologia, onde se pode ver o maior conjunto de jogos de tabuleiro da época islâmica provenientes de um único sítio arqueológico.
Em Alcoutim, é obrigatório descer até à beira-rio, marcada pela sóbria ermida de Santo António e pela antiga Casa dos Condes de Alcoutim, para saborear uns momentos tranquilos, na companhia de uma bebida fresca numa esplanada, enquanto se aprecia os barcos de pesca que regressam ou os veleiros ancorados na pequena marina.

Sendo uma localidade de fronteira, há muitas histórias de contrabandistas e antigos caminhos percorridos secretamente que ganham outra vida como trilhos de observação da natureza, da paisagem e dos costumes locais. O Festival do Contrabando, em março, e os encontros de Caminheiros que acontecem ao longo do ano são momentos especiais para ficar a conhecer os segredos e mistérios de Alcoutim. Quem gostar de grandes caminhadas, poderá escolher Alcoutim para iniciar a Rota do Guadiana, que acompanha o curso do rio, e a Via Algarviana, que atravessa o interior do Algarve de leste a oeste.
O contrabando foi o sustento de muitas famílias durante uma boa parte do século XX, em especial na altura da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e nos anos seguintes. Os produtos iam variando ao longo do tempo e das necessidades. Dizem que de Portugal saía café, açucar, ovos, arroz, sabão, farinha pão, figos, lã e tabaco e do país vizinho chegavam tecidos, sabonetes, perfumes, conhaque e miolo de amêndoa.
Ao longo do ano, há outros momentos em que vale a pena visitar Alcoutim e viver de perto algumas das festividades mais importantes para a cultura e identidade locais, como as Festas de Alcoutim, que se realizam no início de setembro, ou o programa “Alcoutim Com Vida”, com concertos e animação todas as quartas-feiras, nos meses de verão. Quem passar pela Vila no dia 15 de agosto, poderá acompanhar a Procissão fluvial da Nossa Senhora do Carmo, em que os barcos de portugueses, espanhóis e estrangeiros se decoram para acompanhar a imagem nas águas do Guadiana.
Um dos encantos de Alcoutim é o rio, onde é possível fazer passeios de barco, praticar atividades náuticas e até chegar à outra margem num célebre slide transfronteiriço, voando sobre o Guadiana.
No interior do Algarve, e havendo rio, não podiam faltar uns momentos de lazer na Praia Fluvial do Pego Fundo, em plena paisagem rural do nordeste algarvio.
Quanto a especialidades gastronómicas, recomenda-se as especialidades de porco preto (criado na região), os pratos de peixe do rio e os pratos de caça. O pão tradicional, cozido em forno de lenha, é a base das iguarias regionais como as migas, o gaspacho e a açorda. Como sobremesa, é de experimentar o nógado. É um doce de origem árabe, feito tradicionalmente com frutos secos mergulhados em mel a ferver, depois de pisados num almofariz. Também os fazem de massa de farinha de trigo.
Nas proximidades, vale a pena visitar os Menires do Lavajo e as Ruínas do Montinho das Laranjeiras, assim como o Museu do Rio, que fica na aldeia de Guerreiros do Rio. É um bom local para se ficarem a conhecer as tradições, técnicas, artefactos e memórias ligadas ao rio Guadiana e às populações ribeirinhas. Perto da aldeia do Pereiro, no Monte Zambujo, merece atenção o Núcleo Museológico de Santa Justa que recria uma escola primária de finais da década de 1950, uma homenagem a todos os professores do concelho.
Alandroal
Junto ao rio Guadiana e perto da fronteira, no Alandroal sente-se a tranquilidade e desfruta-se de dias calmos junto ao Lago do Alqueva.
Diz-se que o nome teve origem numa planta conhecida por “alandro” ou “aloendro”, uma espécie de arbustos que abundava por estas terras. A localidade foi fundada em 1298, durante o reinado de D. Dinis, pela ordem militar de Avis, certamente pela sua importância estratégica na defesa do território.
O Castelo do Alandroal, o Castelo de Terena e a Fortaleza de Juromenha faziam um triângulo defensivo que teve importância ao longo dos séculos, em particular durante as Guerras da Restauração da independência de Portugal, no séc. XVII. Era uma região muito apreciada pela família real, que tinha o palácio ducal em Vila Viçosa. Sabe-se que o rei D. Carlos gostava de fazer caçadas por esta zona, escolhendo o Alandroal para descansar.

Estação Náutica do Alandroal
A Estação Náutica do Alandroal integra a Praia Fluvial Azenhas d’El Rei, onde se pode relaxar numa original paisagem ribeirinha de azinheiras e sobreiros e saborear os melhores pratos alentejanos, feitos com produtos regionais, no restaurante local. Pode-se aproveitar o rio para fazer passeios de barco, pequenos cruzeiros, vela, stand up paddle, pesca e até atravessar o rio de caiaque até Cheles, a praia fluvial espanhola na outra margem (a 50 metros de rio). Além de passear no rio, há sessões de ioga ou de tai chi. O Parque de merendas é um excelente sítio para piqueniques e tardes de relax à beira do Guadiana. É ainda um local para observação de estrelas, uma vez que se integra na reserva de Céu Dark Sky®, considerada uma Starlight Destination pela UNESCO.

Percursos pedestres do Alandroal
Sendo uma zona de fronteira, no Alandroal também há histórias de contrabandistas para contar, antes de haver a livre circulação de bens que a União Europeia proporcionou. Diz-se que o café, o tabaco, as peças de automóvel e perfumes eram os artigos que mais se trocavam clandestinamente. Além dos caminhos usados pelos contrabandistas, existem vários passeios que se podem fazer a pé no Alandroal, seja na vila, em Terena, na aldeia de Ferreira ou para ver a Pedra Alçada, um dos pontos de interesse no património local. A Pedra Alçada é um imponente monumento megalítico com 10 metros de altura e 6 de diâmetro, um dos maiores do concelho. Ao longo do percurso encontram-se outros testemunhos do modo de viver, os usos e os costumes locais, como os tradicionais fornos de carvão, obtido a partir de lenha de azinho ou sobro. O cheiro não engana.

Terena e Juromenha
Nas proximidades vale a pena visitar a Fortaleza de Juromenha. Com uma vista espetacular sobre o rio, é uma sentinela do Guadiana, uma fortaleza do séc. XVI.
Em Terena, pensa-se que o Castelo poderá ter sido construído no séc. XIII, após a atribuição do foral da povoação a Gil Martins e a sua mulher D. Maria João. No entanto, as fontes oficiais atribuem a sua construção a D. Dinis e a D. João I, quando este integrou a povoação na Ordem de Avis. Durante o período manuelino teve obras, como se percebe pelo portal da entrada principal, tendo sido afetado pelo terremoto de 1755. Ainda em Terena, há uma curiosa capela fortaleza, com ameias e campanário, a Capela da Boa-Nova ou Santuário de Nossa Senhora da Assunção da Boa Nova.

A 4 km de Terena, o sítio arqueológico do Endovélico revela um antigo santuário pagão conhecido como rocha da Mina, povoado mais tarde pelos romanos, durante o séc. I. Ainda se consegue ver o local dos sacrifícios e algumas sepulturas medievais escavada na rocha. Fica no topo da colina de São Miguel, perto da ribeira de Lucefécit.
Para melhor perceber a importância do local, é possível fazer uma visita guiada. Para sentir o ambiente sagrado do local, a Barragem de Lucefécit, é um ponto de paragem obrigatório. Dizem que o nome Lucefécit terá tido origem no culto pagão de Lúcifer, mais tarde associado ao demónio pelo cristianismo. No séc. V, o templo pagão foi cristianizado com a construção da capela de São Miguel nas proximidades. Na barragem, pode-se tomar banho, praticar canoagem, fazer piqueniques e pequenos passeios pedestres por uma paisagem tipicamente alentejana. É ainda possível fazer voos de balão para apreciar a paisagem sobre a albufeira da barragem e o montado, avistando ao longe o Lago do Alqueva.

Em qualquer localidade alentejana, a gastronomia também é um ponto de interesse. De referir os pratos de peixe do rio, o caldo de grão com carne de porco preto, uma especialidade local, assim como os grelhados das várias carnes de montado, que certamente lhes dá um sabor diferente (bovinos de raça Mertolenga, porcos de bolota Pata Negra, cabras e ovelhas Merino). Além da carne e enchidos de porco preto, merece referência o ensopado de borrego. Nas sobremesas, há que provar o bolo rançoso, o pão de rala, a encharcada, o bolo podre e as popias alentejanas.
Em Julho, realiza-se o Festival Fora da Casca, dedicado ao caracol, caracoleta e ao lagostim, petiscos muito apreciados nas tardes de verão. A Festa de Setembro, no 1º fim de semana do mês, em honra de Nossa Senhora da Conceição, traz muita gente à vila. O programa inclui música, tourada, arruadas, largadas de touros e garraiadas, além da tradicional procissão e missa em honra da padroeira. A esta festa está associado o Festival da Juventude, que decorre no primeiro dia do evento.
Em qualquer altura do ano, o Alandroal pode ser pode ser um ponto de descanso entre Elvas, Vila Viçosa, Reguengos de Monsaraz e Redondo e ponto de partida para visitar o património arquitetónico e cultural da região.
Aldeias Vinhateiras do Douro
São seis, as Aldeias Vinhateiras do rio Douro: Favaios e Provesende, na margem norte, Barcos, Salzedas, Ucanha e Trevões, na margem sul. Partilham o conhecimento e as tradições na produção do vinho, uma identidade duriense muito particular e um património que reflete a antiga aristocracia vinhateira, em que os edifícios religiosos se combinam harmoniosamente com a arquitetura popular.
Favaios ©Câmara Municipal de Alijó
Nestas aldeias, com o coração no rio e uma paisagem única, as experiências de enoturismo e gastronomia são inesquecíveis. As Quintas e Adegas da região oferecem programas em que os visitantes poderão contactar diretamente com a comunidade, criando experiências que certamente ficarão na memória. É ainda possível desfrutar da oferta de atividades ao ar livre, como por os percursos a pé, os passeios de barco ou a canoagem.
Qualquer uma das aldeias é um bom ponto de partida para apreciar em pleno a região do Alto Douto Vinhateiro, Património da Humanidade.
A tonalidades da vinha vão mudando ao longo do ano e, em cada estação, o vale do Douro tem o seu encanto. No entanto, a época das vindimas, entre o final de agosto e setembro, é a melhor altura para conhecer a cultura duriense e participar nas festividades das aldeias vinhateiras.

Douro ©Filipe Rebelo
Favaios (Alijó)
Favaios, no concelho de Alijó é terra de pão, vinho e boa gente. Em Portugal, o nome é sinónimo de vinho Moscatel, licoroso e apreciado como aperitivo, mas também a aldeia também é conhecida pelo pão de quatro cantos, feito à base de farinha de trigo e cozido em forno a lenha. Entre os vários pontos de interesse, de referir o Núcleo Museológico de Favaios e a Adega Cooperativa, onde ter uma experiência de enoturismo, numa combinação perfeita de vinho, natureza, património e cultura. Para apreciar a paisagem vinhateira, suba ao Miradouro de Santa Bárbara.
Provesende (Sabrosa)
Provesende é uma aldeia acolhedora, terra de solares e casas de pedra, onde o vinho se produz com paixão. Vale a pena visitar a Igreja Matriz, onde se pode ver um interessante exemplo barroco de talha dourada, no retábulo do altar-mor e nos altares laterais. Visite as quintas e viva de perto as tradições e costumes do Alto Douro Vinhateiro. Para apreciar a paisagem, faça o Trilho de São Cristovão do Douro. Muito perto, em São Martinho de Anta, não deixe de visitar o Espaço Miguel Torga e a Casa-Museu de Miguel Torga.
Barcos (Tabuaço)
A aldeia de Barcos organizou-se em redor da Igreja Matriz, mantendo as casas de pedra de cariz medieval e os solares dos séc. XVII e XVIII. As origens medievais têm testemunho no Santuário de Nossa Senhora de Sabroso, um importante espaço de devoção e peregrinação na freguesia que fica a 2 km da aldeia. No local, há um parque de merendas. As vindimas são um momento de excelência para sentir a hospitalidade desta aldeia, integrando os visitantes numa grande família, que se orgulha das suas tradições e costumes.
Salzedas (Tarouca)
De origem antiga, a história desta aldeia está muito ligada ao mosteiro cisterciense de Santa Maria de Salzedas, fundado no séc. XII, tão importante para o desenvolvimento da região. Vale a pena entrar no mosteiro e visitar o pequeno museu de arte sacra aí instalado.
O passeio pela aldeia deverá incluir uma passagem pela antiga judiaria, um bairro de ruas estreitas junto ao mosteiro, a antiga ponte românica e uma subida ao miradouro da Capela da Nossa Senhora da Piedade, para apreciar a vista sobre o vale.
Nas proximidades, os apreciadores de vinho espumante não devem perder uma visita às curiosas Caves da Murganheira, escavadas na pedra, e ficar a conhecer a produção vínica do Vale do Varosa.

Torre de Ucanha ©Câmara Municipal Tarouca
Ucanha (Tarouca)
Situada nas margens do rio Varosa, Ucanha tem fama de ser a aldeia mais antiga desta região, uma vez que ficava numa das principais vias romanas em direção a Lamego. Pertencente ao território de Cister, durante a época medieval, tornou-se parte da exploração agrícola monástica. Era um ponto de passagem tão importante que construíram a Torre a ponte de Ucanha, onde cobravam uma portagem para entrar no couto de Santa Maria de Salzedas. Na aldeia, destaca-se ainda a Igreja Matriz e o pelourinho do séc. XVII. Não deixe de fazer passeios a pé e usufruir da natureza. Se precisar de um sítio fresco, a cascata do Varosa vai surpreender.
Trevões (São João da Pesqueira)
Na aldeia de Trevões, de origem medieval, de referir o conjunto de casas senhoriais que refletem a importância da região. A curiosa existência de várias capelas e ermidas, além da Igreja Matriz, revela ser uma aldeia de grande religiosidade que se manifesta de forma mais evidente nas tradições e nas festividades locais.
Terras de Foz Côa
Foz Côa ficou conhecida pelas gravuras rupestres do Vale do Côa que, embora com 25 000 anos de existência, foram reveladas ao mundo quando passaram a Património da Humanidade, de acordo com a classificação da UNESCO, em 1998.
Mas as terras de Foz Côa têm diversos motivos para chamar a atenção e um património natural e cultural rico que surpreende e vale a pena visitar.
Parque Arqueológico do Vale do Côa
Na região nordeste de Portugal, feita de imponentes montanhas, onde no início da primavera florescem amendoeiras e no outono as vinhas se cobrem de folhas cor de fogo, corre para o rio Douro, vindo de sul, um afluente cujo nome se tornou universal: o rio Côa. Milénio após milénio, as formações rochosas que delimitam o seu leito foram-se convertendo em painéis recobertos de milhares de gravuras legadas pelo impulso criador dos nossos. Com efeito, o vale do Rio Côa é um local único no mundo, por apresentar ao ar livre um imenso conjunto de figurações paleolíticas, habitualmente protegidas e visitáveis em cavernas.

Atualmente há três sítios onde se podem ver as gravuras, com visitas guiadas marcadas com antecedência: a Ribeira de Piscos/Fariseu, a partir de Muxagata, a Canada do Inferno, a partir de Vila Nova de Foz Côa, e a Penascosa, a partir de Castelo Melhor. Podem ser visitadas de várias formas, de dia, à noite, de caiaque ou de barco. O importante é ter esta experiência única.
Museu do Côa
Com uma vista impressionante sobre o vale em que se cruzam dois rios, o Côa e o Douro, é também um encontro entre dois locais Património da Humanidade, o Alto Douro Vinhateiro e o Parque Arqueológico do Vale do Côa. No Museu, uma obra de arquitetura contemporânea que vale a pena visitar, fica a conhecer-se toda a história das gravuras e da região e pode ser o início da descoberta deste legado milenar.

Passadiços do Côa
A partir do Museu do Côa, um passadiço com 930 metros de extensão desce até ao rio. Um bom passeio para apreciar a paisagem, marcada pelos socalcos das encostas agrestes do vale e pela serenidade dos rios Douro e Côa.

Miradouros
Ao longo do rio Douro, vale a pena ir parando nos miradouros e desfrutar das paisagens deslumbrantes da região. Em Foz Côa, além do miradouro do Caminho da Costa, na vila, destacam-se pelos menos cinco, situados nas aldeias mais próximas: Mós, Numão, Seixas, Custóias e Castelo Melhor. Em Numão, visite igualmente as ruínas de um castelo do séc. X, de origem anterior à nacionalidade portuguesa.
A EN 222, de uma das estradas mais bonitas do país que acompanha o rio desde Vila Nova de Gaia, termina em Almendra, uma pequena aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa. O facto é assinalado de forma singular: um marco de pedra assinala o km 222.

Área Protegida Privada da Faia Brava
Situado no Vale do Côa, perto do núcleo de arte rupestre da Penascosa, um dos locais de observação das gravuras. Na primeira e única Área Protegida Privada em Portugal é possível fazer visitas guiadas e observar muitas espécies, como vacas maronesas, cavalos garranos e aves de rapina a viver em liberdade, numa área de natureza selvagem. De lembrar que uma das figuras mais conhecidas das gravuras rupestres é o “auroque”, uma representação dos touros selvagens que possivelmente se podiam encontrar nestas paragens.
A região de Trás-os-Montes é conhecida pela boa gastronomia e Foz Côa não é exceção. Delicie-se com as especialidades locais: o peixe do rio, o cabrito assado, pratos de caça (lebre ou perdiz) e sobremesas de amêndoa, claro, de produção local.
Ir à praia | Recomendações
Sabe bem passar uns dias na praia a saborear o ar livre e a sentir a brisa do mar, mas há cuidados a ter com o calor.
A costa atlântica com uma grande variedade de praias, na maioria de areia branca e fina, um verão longo e muitas horas de sol distribuídas pelo ano inteiro fazem de Portugal um destino de praia de excelência e uma boa opção para as próximas férias.
A qualidade e a beleza das praias portuguesas são reconhecidas e sabemos que não é fácil escolher uma. Temos 396 praias galardoadas com a Bandeira Azul da Europa e 245 consideradas Praia Acessível!
Para as poder conhecer com toda a tranquilidade, partilhamos alguns conselhos que o ajudarão a desfrutar melhor das nossas praias.

Para obter mais informações sugerimos a consulta do website da Autoridade Marítima Nacional em:
Info Praia (no site da Agência Portuguesa do Ambiente)
Muro dos Oceanos
A ciência, a arte e o turismo juntaram-se no apelo pela salvaguarda dos Oceanos, acrescentando uma obra sobre o tema ao roteiro de arte urbana em Lisboa.
Com o propósito de chamar a atenção de quem passa para a importância dos Oceanos, da biodiversidade e da proteção das espécies marinhas, muitas em vias de extinção, vários artistas transformaram o muro entre a Rua Laura Alves e a Rua Ivone Silva.
O Muro dos Oceanos é uma iniciativa dos Zebra Radiante / Crack Kids com o apoio do Turismo de Portugal, que teve como parceiros o Oceanário de Lisboa, a Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa e do Hospital Curry Cabral que cedeu a “tela”, um muro de 200 metros, aos 12 artistas. As espécies representadas podem ser vistas no Oceanário, como o peixe-lua, o cavalo-marinho e a raia, e muitas são bem conhecidas em Portugal, como a sardinha, o atum, o peixe-espada, o tubarão ou a baleia.
Arashida, Brasil www.instagram.com/arashida
Jaqueline Arashida quis representar a espécie num caminho em mar aberto. E no decorrer das formas, mesclar, com a vegetação, a geometria do corpo feminino e as luzes oceânicas.
Catarina Glam (Lisboa, Portugal) / www.instagram.com/catarinaglam
Daniela Guerreiro (Faro, Portugal) / www.instagram.com/danielaguerreiro_/
A atividade humana é uma das principais causas de destruição do ecossistema e das espécies, mas as ações dos seres humanos também podem fazer parte da solução.
Franky Sticks (Roterdão, Holanda) / www.instagram.com/frankysticks/
O desenho é inspirado no ditado “Nem tudo o que vem à rede é peixe”.
Godmess (Porto, Portugal) - www.instagram.com/thegodmess 
Gonçalo Mar (Setúbal, Portugal) / www.instagram.com/goncalomar1
Malibu Ninjas (Almada, Portugal) / www.instagram.com/malibuninjas 
Mariana Malhão (Porto, Portugal) / www.instagram.com/marianamargaridamalhao 
Mariana Rio (Porto, Portugal) / www.instagram.com/amarianario
A cena aquática da Mariana Rio representa um ecossistema de espécies reais, ainda que reinterpretadas, e de espécies imaginárias.
Regg (Lisboa, Portugal) / www.instagram.com/regg.salgado 
Styler (França / Portugal) / www.instagram.com/stylerone90
Tiago Galo (Lisboa, Portugal) / www.instagram.com/tiago.galo
Portugal é mais Oceano do que Terra
Numa nação com a terceira maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia, o mar português faz 18 vezes a sua área terrestre, pelo que representa uma importância vital para o país. A costa portuguesa é extensa: entre o continente e as ilhas há mais de 2800 km de linha de costa onde é possível mirar o horizonte, uma variedade de condições naturais e um clima excecional, que proporcionam a todo o instante experiências inesquecíveis.

Um País ideal para o Surfing
Em Portugal, o surf pratica-se todo o ano – porque todos os dias há boas ondas para todos, desde os iniciados aos mais experientes. Há quem diga que não há outra costa no mundo com tantos spots a tão curta distância. Destacam-se a Reserva de Surf da Ericeira, a primeira classificada na Europa pela organização Save the Waves Coalition, onde se geram grandes momentos para praticantes de surf e de bodyboard, e o “Canhão da Nazaré”, onde a geologia submarina permite a formação de ondas gigantes e perfeitas, já reconhecidas mundialmente e procuradas pelos surfistas mais corajosos.
Parques e Reservas Marinhas Naturais
O usufruto do tempo livre à beira-mar não passa só pelo desporto, também se faz de belas e verdes paisagens frente a um espelho de água sem fim e de praias que convidam ao repouso e ao lazer. Os Parques Naturais portugueses com componente oceânica são reconhecidos em todo o mundo, principalmente os do litoral oeste, como o de Sintra-Cascais e o da Arrábida, e a sul, a bela Ria Formosa com os seus canais labirínticos. São destinos certificados, de grandes atributos marinhos, onde a preservação está em primeiro lugar.
Por um Planeta Melhor, um Turismo Melhor
Neste mundo, também o turismo deve guiar-se por comportamentos sustentáveis e fazer a sua parte na preservação dos Oceanos.
Diminuir a utilização do plástico é um dos grandes desafios: 11 milhões de toneladas de plástico vão parar ao oceano todos os anos, afetando mais de um milhão de aves marinhas e milhares de mamíferos aquáticos. E cada vez mais há urgência em aproveitar todo o pescado, uma importante fonte de proteína, reduzindo o desperdício. Como praticantes da Dieta Mediterrânica, esta causa é querida aos portugueses: com tanta costa e tão fértil em peixe, o país tem em conta a sustentabilidade, a fim de preservar a gastronomia e a saúde do seu oceano.
Cada gesto simples conta e num país atento a estas questões como Portugal, regista-se uma atenção especial em várias frentes, seja na atividade piscatória ou na preservação das zonas balneares, entre muitas outras. Todas elas são fundamentais na proteção dos oceanos, num país que tanto preza a sua costa.

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