www.visitportugal.com

Sugestões

Os 4 elementos

Neste roteiro de três dias sentiremos a força dos 4 elementos da natureza, em paisagens preservadas há milhares de anos. A água dos grandes horizontes marítimos e dos rios, o ar de uma limpidez desarmante, o fogo cujo poder se manifestou na formação do planeta e a terra que, ora pedra dura, ora fértil, providencia alimento ao Homem.

O ponto de partida é a península de Peniche, outrora uma ilha que ao longo do tempo se ligou ao continente. Bem perto, o Baleal, pitoresca aldeia sobre um esporão rochoso, também se torna uma ilha durante a maré cheia que submerge o cordão arenoso, única travessia terrestre. No Cabo Carvoeiro, aprecia-se a força do mar e as formas das rochas esculpidas pela erosão. Ao largo, avistam-se as Ilhas Berlengas. Acrescentando mais um dia ao roteiro, pode-se marcar a viagem de barco até este pequeno arquipélago que é uma reserva natural, onde iremos encontrar um ecossistema único no mundo. Aí podemos percorrer os trilhos que  levam às grutas ou à praia de águas cristalinas e deslumbrarmo-nos com a vista.


Salinas da Fonte da Bica, Rio Maior ©Região de Turismo do Oeste

Prosseguimos para o interior, em direção ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e surpreendemo-nos com as salinas em plena montanha, abastecidas pelas minas de sal-gema existentes nas profundezas. As Salinas da Fonte da Bica, a apenas 3 kms de Rio Maior, cobrem o solo no verão com um manto branco de talhões recortados geometricamente. Perto de Alcanede, fica a Gruta do Algar do Pena, a maior sala subterrânea descoberta em Portugal. No Centro de Interpretação, percebemos como a água moldou as formações complexas das estalactites e das estalagmites.

No dia seguinte dirigimo-nos a Alcobertas para ver um dólmen transformado em capela, um dos mais importantes monumentos megalíticos do género na Europa. Ao passar por Vestiaria, podemos apreciar o notável portal manuelino da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda. Já em Valado dos Frades, podemos visitar a Villa Romana de Parreitas cuja fundação remonta à Idade do Ferro. Muito anterior a esta época, o miradouro jurássico de Alqueidão da Serra é um excelente ponto para observar toda a região; e distinguir as silhuetas do castelo de Porto de Mós ou do Mosteiro da Batalha


Grutas de Mira d'Aire©Luís Afonso

Mira de Aire, Santo António e Alvados são nomes de Grutas visitáveis no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Numa delas ou em todas, não podemos deixar de apreciar a beleza do interior da terra neste grande maciço calcário. Sobre o solo espera-nos outra surpresa. Perto de Fátima, na Pedreira do Galinha, encontram-se as pegadas dos dinossauros que aqui viveram há cerca de 175 milhões de anos. Este é o mais longo trilho de saurópodes conhecido em todo o mundo.

Para o último dia sugerimos ambientes verdes e frescos. Na Reserva Natural do Paul do Boquilobo, entre lagoas, riachos e ribeiras, os trilhos levam-nos a observar a maior colónia de garças-brancas da Península Ibérica, entre cerca de 200 espécies de aves aqui presentes. 

Prosseguimos até à Barragem do Castelo de Bode, um dos maiores lagos artificiais da Europa. nada como fazer um cruzeiro para nos deixarmos fascinar pela beleza de cada recanto da albufeira, enquanto enchemos os pulmões com o ar puro do pinhal. Para ter mais adrenalina podemos praticar desportos náuticos e terminar este itinerário de espírito renovado pelo contacto com a natureza."


Caminhos da Fé

Durante três dias partilhamos fé e crenças seguindo caminhos que nos guiam por sinais de manifestações divinas.

O itinerário inicia-se em Peniche, cidade de pescadores, onde visitamos a Igreja consagrada a Nossa Senhora dos Remédios, cuja fama milagrosa atrai grandes romarias. Na Atouguia da Baleia, oferecida pelo 1º rei de Portugal aos Cruzados que o ajudaram a conquistar Lisboa, visita-se a Igreja de São Leonardo, santo de devoção destes guerreiros. Prosseguimos para Óbidos, onde as muralhas protegem ruas estreitas de traça medieval. No passeio descobrimos o castelo e algumas igrejas no meio do casario. Como decerto haverá vontade de ficar nesta vila tão bonita, pode-se passar a noite no castelo ou numa casa senhorial, para rematar a jornada em grande estilo.


Sítio da Nazaré ©Lena Sib

No 2º dia, conhecemos as Caldas da Rainha, onde no séc. XV, D. Leonor mandou edificar o primeiro hospital termal do mundo. Rumamos à Nazaré, onde se desvenda no Sítio, no topo do altíssimo esporão rochoso, a marca da ferradura do cavalo de D. Fuas Roupinho. Reza a lenda que quando caçava um veado, este cavaleiro foi salvo da queda mortal ao invocar o auxílio de Nossa Senhora. Visitamos a Ermida da Memória e a Igreja do séc. XVII, e depois descemos à praia num dos mais antigos elevadores do país, para ter uma perspetiva diferente deste promontório banhado pelo Atlântico.

Prosseguimos para o Mosteiro de Alcobaça, que D. Afonso Henriques prometeu erguer se conquistasse Santarém. Construído pela Ordem de Cister em 1178 foi o centro espiritual destas terras consagradas à Virgem Maria. Na igreja, deixamo-nos invadir pela mística da sua dimensão e sobriedade. No transepto, estão os belíssimos túmulos de D. Pedro I e D. Inês que, colocados frente a frente, aguardam o reencontro no Dia do Juízo Final. Seguimos para Cós, para outro mosteiro cisterciense em que o exterior pobre e austero não deixa suspeitar da riqueza no interior. Nas redondezas, as Capelas da Senhora da Luz em Póvoa de Cós e da Senhora das Areias em Aljubarrota recordam a intervenção da Virgem na recuperação de chaves perdidas. Continuamos até ao Mosteiro da Batalha dedicado a Santa Maria, a quem D. João I pediu auxílio para derrotar os castelhanos em Aljubarrota. Os rendilhados de pedra desta obra-prima do gótico, a que o sol do fim de tarde acrescenta uma beleza sublime, são fascinantes.


Fátima

No último dia, conhecemos o Santuário de Fátima, Altar do Mundo, onde se sente o ambiente de religiosidade da Cova da Iria, visitada por milhões de peregrinos. O enorme recinto está circunscrito entre a imponente Basílica de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja da Santíssima Trindade, mas é a Capelinha das Aparições que atrai os devotos. Erigida de acordo com o desejo transmitido pela Virgem, está ao lado da azinheira onde teve lugar a maioria das aparições. Na pequena aldeia de Aljustrel, podemos visitar as Casas dos Pastorinhos e descobrir outros cenários de aparições, como a Loca do Cabeço ou Valinhos.

Seguimos para Ourém. O seu nome está ligado ao romance trágico de Fátima, donzela moura, que por amor a um cavaleiro cristão se converteu ao Cristianismo e passou a chamar-se Oureana. O castelo é uma das mais inovadoras obras da arquitetura militar do séc. XV, hoje em dia transformado em palco de banquetes medievais. E assim terminamos este roteiro, com uma viagem no tempo jantando entre damas e cavaleiros.


O Tesouro dos Templários

Em dois dias, procuramos o “Tesouro dos Templários”, escondido no coração de Portugal. 

Dedique o primeiro dia a Tomar. Comece o percurso na Igreja de Santa Maria do Olival, uma das primeiras de estilo gótico em Portugal, mandada construir pelo Grão-mestre dos Templários, D. Gualdim Pais no séc. XII, para panteão da Ordem. Na Igreja de São João Baptista encontram-se os símbolos que contam a lenda da fundação da cidade. Bem perto, a Sinagoga do séc. XV mantém-se impecavelmente conservada. Já a Capela de São Gregório tem a forma perfeita da hóstia, símbolo da glorificação da Eucaristia. Antes de subir ao castelo, pode descansar no Parque do Mouchão. Atravessado pelo Rio Nabão, conserva uma roda, outrora um engenho necessário à economia local é hoje um dos pontos pitorescos mais fotografados.

O castelo fundado em 1160 pelos Templários, era o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, inspirado nas fortificações dos Cruzados na Terra Santa. Dentro do Convento de Cristo, a Charola, grande rotunda templária, é a maior e mais bem conservada da Europa. Inspirada na imagem do Santo Sepulcro é a memória mítica de Jerusalém e do Templo de Salomão, lugar da fundação desta Ordem. Extintos em 1312 pelo Papa Clemente V, aos Templários sucede em Portugal a Ordem de Cristo, que deu continuidade ao seu espírito de cruzada na epopeia dos Descobrimentos. Foi dos locais exóticos alcançados pelas caravelas que veio a inspiração para muitos dos elementos decorativos usados no estilo manuelino, cujo apogeu é a janela da igreja profusamente ornamentada. Percorrer todo o convento, onde se conjugam os estilos românico, gótico e maneirista, é como folhear um livro de história de arte.

No trajeto de descida, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição revela-nos o mais puro estilo renascentista. Na Mata dos Sete Montes, vemos a Charolinha, templo miniatura escondido entre a vegetação frondosa. E mais à frente, surpreendemo-nos com o Aqueduto de Pegões de 7 quilómetros de extensão, importante obra pública do séc. XVII. Nesta altura, decerto o corpo já pede descanso; talvez para sonhar com os locais fantásticos que se visitaram durante este dia.


Castelo de Almourol ©Leoks

No segundo dia vai ser necessário automóvel. Seguimos a estrada para a barragem do Castelo de Bode e com tempo, fazemos um cruzeiro na albufeira para apreciar a paisagem. Na Atalaia, podemos visitar a Igreja Matriz, belo exemplar do estilo renascença. Continuamos até Vila Nova da Barquinha, de onde parte o barco para o Castelo de Almourol, que parece emergir no meio do Rio Tejo. Este cenário irreal faz pensar em lendas de gigantes e histórias míticas. Prosseguimos para a Golegã, terra de cavalos e cavaleiros onde se situa a Quinta da Cardiga, antiga propriedade dos Templários, hoje pertença de particulares. Seguimos de novo para norte em direção a Ferreira do Zêzere para ver, no Pereiro, as ruínas da Torre de D. Gaião e visiar a povoação de Areias, nas antigas terras templárias.

Este roteiro termina com outra preciosidade deste “Tesouro” – a Torre de Dornes. Exemplar raro da arquitetura militar, edificado pelos Templários para defesa do território, integra-se harmoniosamente na bonita aldeia situada nas margens da albufeira do Castelo de Bode. É mais uma imagem deslumbrante que levamos no regresso a casa.


Viaja pelo teu Interior

Descobre-te enquanto descobres o interior de Portugal

Procuras uma experiência que ficará contigo para sempre? Prepara-te para uma aventura única enquanto exploras os tesouros escondidos do interior de Portugal, da natureza às tradições e costumes. Descobre uma diversidade de experiências, onde cada momento é uma oportunidade para encontrar a autenticidade e o património do país.

Há vários locais a visitar durante um fim de semana ou em qualquer época do ano, oferecendo momentos e memórias em família para quem, tal como tu, se aventura a explorá-los.

Viaja pela tua Cultura

Embarca numa jornada através da cultura do país. Desde as festas e tradições locais até às influências históricas que moldaram a identidade de Portugal, cada passo nesta viagem é um convite para mergulhar em séculos de História. Descobre as formas de expressão artística, a música envolvente e a gastronomia e vinhos que caracterizam cada região e deixa-te envolver pela hospitalidade dos habitantes.

Nunca deixes de ir.

Terras de Foz Côa
Situado na região do Douro, o Parque Arqueológico do Vale do Côa é um museu ao ar livre de gravuras rupestres pré-históricas consideradas Património da Humanidade. Faz uma visita ao Museu do Côa para aprender mais sobre a história e a cultura desta região, explora os trilhos pedestres e percorre as paisagens do vale do rio Côa.

Viaja pela tua Natureza

Explora a beleza natural de Portugal, onde cada paisagem é deslumbrante. Da extensão do areal das praias do Algarve às montanhas do Porto e Norte, esta viagem é uma celebração da diversidade da natureza. Desfruta de caminhadas revigorantes por trilhos, aventura-te nas águas de cascatas e praias fluviais e espanta-te com o canto dos pássaros. Deixa-te cativar pela serenidade destes postais de viagem. 

Adiciona lugares novos à tua viagem.

Macedo de Cavaleiros
Localizado na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, Macedo de Cavaleiros é uma joia do nordeste do país. Conhecida pela sua beleza natural e pelo Parque Natural de Montesinho, oferece oportunidades incríveis para caminhadas, observação de aves e atividades ao ar livre. Não percas a oportunidade de visitar o Castelo de Macedo de Cavaleiros e de explorar as aldeias típicas da região. E deixa ainda espaço no teu mapa para um salto à Albufeira do Azibo, onde podes praticar desportos náuticos (natação, remo e canoagem), fazer passeios pedestres e de bicicleta e dar um mergulho nas duas praias fluviais da Fraga da Pegada e da Ribeira.

Melgaço
Situado na região do Minho, Melgaço é conhecido pelo vinho Alvarinho e pela sua beleza natural deslumbrante. Faz a rota dos vinhos verdes e visita as vinhas e adegas locais, para provar este vinho único, desfrutando ainda das paisagens verdejantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Não deixes de explorar o centro histórico de Melgaço e de visitar o castelo medieval.

Serra da Malcata
Localizada entre as regiões da Beira Baixa e Beira Interior, a Serra da Malcata é uma reserva natural com uma biodiversidade impressionante. Lar de espécies como o lince-ibérico e o lobo-ibérico, é um local imperdível para os amantes da vida selvagem. Explora os trilhos ecológicos e desfruta das vistas panorâmicas sobre a paisagem envolvente.

Viaja pelas tuas Raízes

Entra numa viagem pelas raízes profundas das tradições portuguesas, onde o passado se funde harmoniosamente com o presente. Das enigmáticas danças dos caretos aos delicados bordados do burel, cada tradição é uma expressão vívida da identidade e da história do povo português. Explora os mercados locais, participa em festividades ancestrais e conhece os artesãos talentosos que mantêm vivas práticas antigas. Esta é uma viagem pela autenticidade e pela alma de Portugal. 

Inspira-te nos lugares mais genuínos.

Góis
Na região Centro de Portugal, Góis é conhecido pela sua beleza natural e pelas suas tradições culturais. Faz uma caminhada pela Serra da Lousã e descobre as cascatas e lagoas escondidas na paisagem. Percorre a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e fica a conhecer as Aldeias do Xisto de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena e Comareira.

Alcoutim
Localizado no Algarve, junto à fronteira com Espanha, Alcoutim é uma vila com uma localização privilegiada nas margens do rio Guadiana. Explora o castelo medieval e desfruta das vistas sobre o rio. Experimenta fazer um passeio de barco e descobre as paisagens naturais da região.

Viaja pelo Douro

Deixa-te encantar pelas paisagens e pelos sabores característicos do Douro, uma das regiões vinícolas mais conceituadas. Nesta viagem, serás conduzido pelas encostas sinuosas e verdejantes do vale do rio Douro, onde as vinhas se estendem até onde a vista alcança. Visita as quintas históricas, prova os vinhos premiados e descobre os segredos da sua produção nesta região bucólica. 

Descobre as aldeias vinhateiras.

Favaios
Situado na região do Douro, Favaios é uma das Aldeias Vinhateiras mais pitorescas de Portugal. Conhecido pelo vinho Moscatel e pelas paisagens vinícolas, é o local ideal para os amantes de enoturismo. Faz uma visita às adegas locais, para saberes mais sobre o processo de confeção desta bebida.

Viaja pelo Alentejo

Descobre a serenidade e a beleza intocada do Alentejo, uma região marcada por vastas planícies, vilas pitorescas e um acervo cultural singular. Neste roteiro a sul, terás a oportunidade de explorar castelos medievais, de saborear a gastronomia tradicional e de conhecer as histórias que adentram nesta terra ancestral. Deixa-te envolver pelo ritmo tranquilo do quotidiano alentejano, para serenar em família. 

Visita o Alentejo menos explorado.

Alandroal
No coração do Alentejo, Alandroal é uma vila histórica com um património cultural vasto. Visita o Castelo de Alandroal e perde-te nas ruas estreitas do seu centro histórico. Não deixes de provar a gastronomia local e de explorar a quietude das paisagens da região.

Belver
Não muito longe da fronteira, Belver é uma vila histórica com um castelo medieval impressionante. Passeia à beira do Rio Tejo e sobe até ao topo do castelo para desfrutar da melhor vista panorâmica sobre a paisagem circundante. Explora a povoação e descobre o património local.

Viaja pela Serra da Estrela

De verão ou de inverno, a montanha mais alta de Portugal continental é o cenário perfeito para uns dias descontraídos em contacto com a natureza. Nesta viagem pela Serra da Estrela, serás conduzido por caminhos ondulantes dignos de visita, repletos de vales verdejantes, riachos e neve. Sabe mais sobre os encantos das Aldeias do Xisto, prova os queijos artesanais e deixa-te maravilhar pela grandiosidade desta área geográfica. 

Descobre a Serra da Estrela.

Manteigas
Situada no coração da Serra da Estrela, Manteigas tem uma autenticidade rural, com casas de granito que acolhem e que transportam para viagens no tempo. Durante os meses de inverno, esta vila transforma-se num paraíso para os entusiastas dos desportos de neve, oferecendo a oportunidade de esquiar nas encostas brancas de neve. E para rematar o dia, nada como deliciares-te com o famoso queijo da Serra da Estrela e uma tábua de enchidos caseiros.

Viaja pela Serra de Monchique

Explora a magia e a tranquilidade da Serra de Monchique, um refúgio algarvio para o bem-estar. Ao percorreres os trilhos sinuosos, rodeados por uma vegetação exuberante e por uma fauna diversificada, deparar-te-ás com nascentes termais e spas. Abre o apetite para saborear a gastronomia local, rica em sabores autênticos e ingredientes frescos. Esta é uma viagem pela calma e pela beleza intocada do Algarve interior.

Independentemente de onde a tua jornada te conduza, o interior de Portugal tem sempre algo a oferecer a todos os viajantes e às diferentes formas de descobrir o mundo. Da quietude e diversidade das paisagens à riqueza da cultura, da natureza e do património, esta é uma viagem que te deixará sem dúvida mais rico por dentro! 


10 razões para Portugal estar no mapa de destinos europeus

Das cidades do continente às maravilhas naturais das ilhas, passando pela zona costeira, pelas ondas propícias à prática de surf e pelos campos de golfe, Portugal é um tesouro a descobrir.

Explore a história, mergulhe na cultura e delicie-se com a gastronomia. Convidamo-lo a conhecer os dez motivos pelos quais Portugal é mais do que um destino de férias; é uma jornada de descobertas e de memórias.



1. Localização estratégica na Europa e ligações aéreas facilitadas

Faça de Portugal o ponto de partida da sua experiência cultural. A localização privilegiada na extremidade ocidental da Europa oferece um ponto estratégico para explorar o país e é ao mesmo tempo a porta de entrada para o continente europeu. A boa acessibilidade é assegurada pelas ligações aéreas eficientes entre aeroportos. Em poucas horas de voo, parta ou desembarque em Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada ou Porto Santo, para usufruir de viagens de curta duração entre os países europeus e viver mais aventuras.

2. Clima ameno e muitas horas de sol

A localização costeira de Portugal e, por conseguinte, a sua orientação para o Atlântico contribuem para a existência de condições climatéricas favoráveis, com mais horas de sol do que a média europeia. Seja a explorar cidades históricas, a relaxar na praia ou a participar em atividades ao ar livre, o clima ameno contribui para uma experiência de viagem verdadeiramente apelativa. Não obstante, é importante ter em consideração que, à semelhança de qualquer outro destino, podem existir variações de temperatura que exigem preparação atempada do kit essencial de viagem. 

3. Paleta de paisagens diversificada

Em Portugal, a diversidade geográfica é uma porta de embarque para quem procura experiências turísticas para todos os gostos – do litoral ao interior, do continente às ilhas. Em Lisboa, a metrópole e capital, os bairros históricos e a oferta cultural pulsam de vida, ao passo que as serras portuguesas, já com um outro contraste de visões, oferecem novas perspetivas e realidades. Por sua vez, a zona costeira revela as várias praias e uma atmosfera marítima envolvente, proporcionando mais cenários diversos. Na tranquilidade das ilhas, a atmosfera está em harmonia com as paisagens naturais. Viajando para o interior, o panorama é marcado por montanhas e vales, recortes mais rústicos e um sossego que contrasta com a efervercência do litoral.

4. Património histórico e cultural preservado

Portugal é um testemunho vivo da sua história, com 17 lugares inscritos na lista de Património Mundial da Comissão Nacional da UNESCO, ao longo de todo o território, estando entre eles a Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, o Convento de Cristo em Tomar, os sítios pré-históricos de arte rupestre do Vale do Côa, o centro histórico de Évora ou a paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico nos Açores. Único e autêntico, este roteiro de mosteiros, conventos, castelos medievais, paisagens ou centros históricos oferece uma viagem pela arquitetura e pelas tradições do país. Explore também locais menos convencionais, descobrindo também a singularidade de cada referência. Deixe ainda espaço para viagens mais espirituais e contemplativas, potenciadas pelas peregrinações dos Caminhos Portugueses de Santiago e do Santuário de Fátima, cada vez mais procuradas para momentos de reflexão.

5. Natureza conservada

Portugal destaca-se pela preservação da biodiversidade, contando com Geoparques e 12 áreas classifica-das como reservas da Biosfera, reconhecidas pela UNESCO, como, por exemplo, a Reserva Transfronteiriça do Tejo Internacional. Mas o país acolhe também o Parque Nacional da Peneda-Gerês e e uma vasta rede de Áreas Protegidas, Parques e Reservas Naturais. Recentemente, a Ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, foi inserida nesta rede mundial, destacando-se pelas suas paisagens únicas e pela zona balnear. Por sua vez, paisagens culturais, como a Região Vinhateira do Alto Douro, proporcionam um vislumbre da tradição agrícola, ao passo que locais como a romântica Serra de Sintra exibem uma interação entre os tesouros naturais e os detalhes arquitetónicos.

6. Património Cultural Imaterial da Humanidade

O Fado, o Cante Alentejano e outros registos musicais tradicionais são exemplos de expressões culturais imateriais que desempenham um papel fundamental na definição da identidade portuguesa, tendo sido reconhecidos e classificados pela UNESCO. Além disso, o artesanato, exemplificado pelo fabrico de chocalhos e pela olaria negra de Bisalhães, destaca-se como testemunho da habilidade e dos costumes transmitidos de geração em geração.

7. Viagem a Portugal à boleia dos livros

A literatura portuguesa, personificada por autores como Eça de Queirós, Fernando Pessoa, José Saramago ou José Luís Peixoto, oferece uma visão única da cultura e das paisagens do país. Os roteiros literários proporcionam oportunidades para explorar as cidades e as paisagens descritas nestas obras. Acompanhe a Viagem a Portugal de José Saramago, Prémio Nobel português, e as suas revisitações, inspirando-se em www.journeytoportugalrevisited.com.

8. Surf com diversidade, ondas e adrenalina

Em Portugal, a experiência de surfar acaba por ser tão dinâmica para os mais experientes, como para quem está a começar. Com uma costa atlântica que se estende por centenas de quilómetros, as paisagens de Peniche, com os seus tubos desafiadores, da Nazaré, com recordes mundiais de ondas gigante, da Ericeira, a primeira Reserva Mundial de Surf na Europa, ou da Figueira da Foz, com as suas longas ondas, embelezam a costa portuguesa. Se quiser aprender, procure uma escola de surf para se iniciar nesta modalidade.

9. Comunidade e campos de golfe de prestígio mundial

Portugal é um destino de golfe por excelência, tendo já sido premiado como o Melhor Destino de Golfe da Europa e do Mundo pelos World Golf Awards. Com mais de 90 campos em todo o país, desenhados por arquitetos conceituados, como Robert Trent Jones, Rocky Roquemore, Henry Cotton ou Arnold Palmer, o país oferece uma experiência diversificada – com destaque para a experiência dos jogadores do Algarve e da costa de Lisboa, os campos de montanha da Madeira, a atmosfera rural dos Açores e os desafios dos circuitos do Centro de Portugal. Por outro lado, a região do Porto e Norte tem, em Espinho, o segundo campo de golfe mais antigo da Europa continental. Há espaço para vistas panorâmicas, vales mais desafiantes ou relvados mais planos, para desfrutar de uma experiência de golfe única e assistir a grandes eventos e torneiros profissionais, como o Portugal Masters. 

10.Gastronomia e enoturismo: sabores autênticos e tradicionais

A dieta mediterrânica está presente na gastronomia portuguesa e na celebração de sabores ricos e genuínos, que refletem a diversidade, a influência de outras culturas e a proximidade do mar. Mas Portugal destaca-se também pela comida de conforto, pelo azeite, pelo café ou pela doçaria conventual. E um verdadeiro banquete para os sentidos em bom português pede ainda pão tradicional, um pastel de nata e um copo de vinho do Porto, de Madeira ou um vinho moscatel. Com vinhos de qualidade e talentosos chefs a inovar e a elevar as artes culinárias, a gastronomia nacional é um deleite para os visitantes. Fique a saber mais sobre estas ofertas em www.portuguesewinetourism.com. 

Durante a sua odisseia por Portugal, aproveite ainda para apreciar a hospitalidade dos portugueses. Neste sentido, o sol parece influenciar positivamente a disposição, tornando este destino tão aliciante para umas férias na Europa.


Observar as estrelas

Os espaços naturais intocados pela mão humana já são um cartão de visita de Portugal, o que se estende ao céu que os envolve. Estes destinos convidam a olhar para cima e a apreciar a beleza das estrelas, dos planetas e de outros astros visíveis a olho nu.

O Astroturismo tem ganho cada vez mais interesse e Portugal é um destino de eleição nesta prática. O elevado número de destinos turísticos de natureza no país oferece excelentes condições de observação dos astros graças aos baixos ou quase inexistentes níveis de poluição luminosa e pouca influência humana nos espaços.

O selo de qualidade Starlight Tourism Destination Certification, atribuído pela fundação Starlight com apoio da UNESCO, da Organização Mundial do Turismo e do Instituto Astrofísico das Canárias (IAC), pretende dar o reconhecimento a estes espaços que oferecem a oportunidade de observar o céu limpo e intocado. O que distingue as regiões já certificadas e lhes confere esta distinção é que unem as condições de observação celeste a atrativos turísticos que os diferenciam.


Cromeleque do Xerez - Via Láctea ©Miguel Claro - Dark Sky® Alqueva

Dark Sky® Alqueva
Portugal foi o primeiro país a ser reconhecido com este selo de qualidade, mais especificamente a zona do Alqueva na região do Alentejo. O Dark Sky® Alqueva foi certificado em 2011, tendo a sua sede na aldeia de Cumeada, perto de Monsaraz. Lá pode visitar o Observatório Dark Sky® onde, além da observação do céu estrelado com equipamento especializado, há igualmente sessões de observação do Sol durante o dia em segurança.

O Alqueva encontra-se nas imediações do Grande Lago e da Barragem com o mesmo nome podendo aproveitá-lo durante as horas de Sol enquanto espera que caia a noite para ver as estrelas. Durante o tempo quente, pode dar um mergulho nas várias praias fluviais nas proximidades, como a de Amieira ou de Monsaraz. Se quiser conhecer melhor o lago, há várias opções de passeios de barco e de canoagem.

O próprio Dark Sky® Alqueva tem atividades que juntam a observação astronómica com aquilo que o Alentejo tem para oferecer. Pode experimentar um cocktail ou fazer uma prova de vinhos enquanto olha o céu ou fazer visitas guiadas pelas paisagens alentejanas.


Aldeias do Xisto Starlight Destination, Pampilhosa da Serra ©Miguel Claro 

Aldeias do Xisto Starlight Destination
A região das Aldeias do Xisto recebeu a certificação em 2019, sendo elas próprias um ponto de interesse merecedor de visita, devido à excelente preservação destas povoações típicas. A distância dos grandes centros de desenvolvimento tornou aquilo que poderia ser uma debilidade numa vantagem para estas Aldeias cujos céus estão tão intocados e limpos como as áreas que as envolvem.

A região das Aldeias do Xisto estende-se por 5000 km2, inclui 27 aldeias espalhadas por 19 municípios dos distritos de Castelo Branco, Coimbra e Leiria. Nas Aldeias pode conhecer mais sobre os saberes e artes tradicionais da região centro, além da gastronomia e produtos regionais deliciosos. Os mais aventureiros podem percorrer os muitos percursos pedestres preparados para caminhantes de todos os níveis.

E quando a noite chega, são várias as opções de paisagem para apreciar as estrelas, visto que a região se divide em quatro áreas dependendo da origem morfológica do terreno - Serra da Lousã, Serra do Açor, Zêzere e Tejo-Ocreza. É esta variedade que torna as Aldeias do Xisto uma zona única de observação celeste, pois a concentração de serras cria uma barreira aos centros urbanos mais próximos e à poluição luminosa.


Castelo de Ansiães ©Miguel Claro - Dark Sky® Vale do Tua

Dark Sky® Vale do Tua
O Parque Natural Regional do Vale do Tua tornou-se em 2020 a primeira área protegida em Portugal com a certificação de Destino Turístico Starlight. O Parque localizado no nordeste português inclui cinco concelhos do Porto e Norte: Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

O Vale do Tua é por si só um cartão de visita com as suas paisagens deslumbrantes e infraestruturas para atividades no meio da Natureza. Em tempos um dos percursos de comboio mais belos de Portugal, parte da Linha do Tua, é hoje um belíssimo percurso pedestre. O património cultural e os monumentos megalíticos existentes na região outro ponto atrativo deste Dark Sky®.

Outros territórios oferecem igualmente boas condições de observação celeste. Sempre que passar à noite por uma área protegida como o Geoparque da Estrela ou o Parque Nacional da Peneda-Gerês, pare, olhe para cima e surpreenda-se com o céu estrelado!


Dark Sky Vale do Tua

A região do Porto e Norte junta-se aos territórios portugueses cujo céu já foi certificado para a observação de estrelas.

Na região nordeste, as margens do rio Tua são emolduradas por encostas e montanhas pouco influenciadas pela mão humana. Dos seus miradouros é possível apreciar paisagens de cortar a respiração, mas o segredo que os recantos do Parque Natural Regional do Vale do Tua escondem, além da beleza do verde quando se olha em frente, é a beleza das estrelas e dos céus quando se olha para cima.

Depois do Alqueva e das Aldeias do Xisto, o Dark Sky® Vale do Tua foi o terceiro destino português e a primeira área protegida do país a receber a certificação “Destino Turístico Starlight”, da Fundação Starlight. A certificação foi dada aos cinco concelhos integrados no Parque: Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

A região tem uma vasta oferta de atividades na natureza para os seus visitantes. São vários os circuitos e percursos pedestres preparados para todos os tipos de caminhantes, destacando-se o que segue parte da antiga linha de comboio do Tua. A sua fauna rica torna este destino um local de excelência para o birdwatching e observação animal.


Castro de Palheiros ©Miguel Claro - Dark Sky® Vale do Tua

No Parque Natural Regional do Vale do Tua, a contemplação das estrelas é uma forma diferente de apreciar um território rico em vestígios arqueológicos e monumentos megalíticos. O objetivo é fazer a ponte entre a temática do Dark Sky® Vale do Tua com a arqueoastronomia. Historicamente, os monumentos megalíticos eram construídos com a intenção de aproveitar o posicionamento celeste e das estrelas. No Vale do Tua pode visitar a Anta da Fonte Coberta, a Anta de Vilarinho, a Anta de Zedes, a Antiga Forca de Freixiel e a Necrópole Megalítica do Alto das Madorras.

Para melhor apreciar as estrelas numa noite limpa de céu estrelado, o Parque identificou cinco lugares privilegiados, um por cada concelho do Vale do Tua. Em Alijó, dirija-se ao Miradouro do Ujo e aproveite também a vista para o rio Tua. Em Carrazeda de Ansiães, o local escolhido foi o Castelo de Ansiães. Se preferir ver as estrelas à beira da água, em Mirandela o melhor sítio é a Praia Fluvial de Frechas. Já em Murça, pode ir até ao Castro de Palheiros para ver o céu numa estrutura com vestígios de ocupações anteriores. Ao pé da Forca do Freixiel é o sítio sugerido em Vila Flor.

Informação sobre a Reserva Dark Sky® disponível em https://parque.valetua.pt/astroturismo.


Aldeias do Xisto Starlight Destination

O Aldeias do Xisto Starlight Destination é o segundo Destino Turístico Starlight em Portugal. Um espaço de observação do céu noturno aliado ao património preservado destas localidades históricas.

Mesmo no Centro de Portugal, as Aldeias do Xisto são uma região intocada pelo tempo, com as suas localidades históricas aninhadas nas encostas das serras. A preservação destes pontos longe dos grandes centros de desenvolvimento protegeram-nos das altas quantidades de poluição luminosa existente nas zonas urbanas. Aquilo que poderia ser uma debilidade tornou-se uma vantagem para estas Aldeias cujos céus estão tão intocados e limpos como as áreas que as envolvem.

Assim nasceu o Aldeias do Xisto Starlight Destination, o segundo Destino Turístico Starlight em Portugal, cuja certificação foi atribuída pela Fundação Starlight. Esta região Starlight Destination beneficia de uma localização privilegiada devido à pouca densidade populacional e ao seu revelo particular, graças à barreira natural que as serras existentes no território criaram para proteger da poluição luminosa das cidades mais próximas.

A região das Aldeias do Xisto, um destino de excelência por si só, estende-se por 5000 km2 e inclui 27 aldeias espalhadas por 19 municípios dos distritos de Castelo Branco, Coimbra e Leiria. Apesar de concentradas, dividem-se por quatro zonas de morfologias diferentes - Serra da Lousã, Serra do Açor, Zêzere e Tejo-Ocreza -, cada uma oferecendo paisagens e experiências inesquecíveis a quem as visita.

A ligação destas populações com a Natureza sempre foi um dos pontos fortes, mantendo vivas as tradições das aldeias. Entre as serras da Lousã, do Açor e do Muradal encontramos um mar de verde serpentado por rios como o Zêzere, a Ceira, o Alva e o Ocreza e por espelhos de água como as barragens do Alto Ceira, de Santa Luzia, do Cabril, da Bouçã, da Aguieira, de Fronhas e de Castelo de Bode.


Aldeias do Xisto, Pampilhosa da Serra ©Miguel Claro - Aldeias do Xisto Starlight Destination 

Sendo as Aldeias do Xisto já um cartão de visita ao Centro de Portugal, o reconhecimento do Starlight Destination é mais um convite a um programa que começa com a descoberta das aldeias durante o dia e termina com a observação dos seus céus limpos e estrelados durante a noite.


Visita a Leiria

Leiria é uma Cidade Criativa da Música. Esta distinção, feita pela UNESCO, reflete o espírito inovador de uma cidade vibrante onde a música é apenas o mote para a descoberta do património cultural, arquitetónico e paisagístico de uma cidade criada em 1142, por D. Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal.

A descoberta da cidade banhada pelo Rio Lis, começa na Praça Rodrigues Lobo. O nome da Praça, com várias esplanadas e calçada portuguesa, homenageia o poeta e escritor nascido em Leiria, em 1580. É ponto de encontro de Leirienses e visitantes e serve de palco a várias iniciativas culturais e desportivas que ocorrem ao longo do ano. O romance “O Crime do Padre Amaro do escritor Eça de Queiróz, publicado em 1875 e considerado a primeira obra literária do realismo português, faz várias referências à Praça e a outros locais da cidade que serviram de inspiração ao enredo.

Do coração da cidade, rapidamente se chega à Casa da Cidade Criativa da Música, uma obra da autoria do Arquiteto Gonçalo Byrne. O edifício espelhado reflete numa das suas fachadas o Castelo de Leiria, tornando-o ainda mais imponente. É um espaço dedicado ao desenvolvimento e promoção de projetos culturais, com residências artísticas, corporizando a missão traçada para a cidade: criatividade, cultura e desenvolvimento sustentável.

Vale a pena subir ao Castelo, que assume uma posição incontornável na identidade e na imagem de Leiria. A partir da emblemática galeria de arcadas, a vista sobre a cidade é deslumbrante. No interior das imponentes muralhas, é possível observar inúmeros vestígios das várias fases de ocupação e construção, entre as quais se destacam as obras de requalificação feitas pelo arquiteto suíço Ernesto Korrodi, no final do séc. XIX. Figura importante na história da cidade, são também da sua autoria inúmeras obras edificadas que poderá encontrar nas ruas de Leiria, como o atual Banco das Artes, edifício onde funcionou uma agência do Banco de Portugal, ou o Centro Cultural Mercado de Sant’Ana.

No largo que dá acesso ao Castelo e nas imediações da Igreja medieval de S. Pedro, um edifício moderno chamará a atenção. É o m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento, um espaço dedicado ao cinema e à fotografia que vale bem a pena visitar. 


M|i|mo - Museu da Imagem em Movimento

Voltando em direção ao centro da cidade, percorra as ruas estreitas do centro histórico. A Rua Barão de Viamonte ou Rua Direita, como é vulgarmente conhecida, liga o Largo da Sé à Praça do Terreiro. É uma das ruas principais, com lojas de comércio local, restauração e artesanato bem como ponto de passagem em percursos culturais dedicados a rotas literárias, à arte urbana ou na animação de rua.

Continue até ao Largo da Sé, para conhecer a Catedral de Leiria, uma igreja construída em 1550 que tem como característica única o facto de a Torre Sineira estar afastada do edifício principal. Aquando do Terremoto de 1755, a Igreja sofreu sérios danos e foi necessário construir uma nova torre, em estilo barroco, junto a uma das antigas portas da muralha do castelo, a Porta do Sol ou do Sul. Ainda no largo, destaca-se um edifício antigo, com vários painéis em azulejos do período romântico, séc. XIX. No edifício funcionou a farmácia da Família Paiva e a fachada azulejada é um dos poucos exemplos deste período em Leiria e um interessante recurso publicitário.

No Largo Paio Guterres, também conhecido como Largo do Gato Preto (ao olhar para a calçada rapidamente se percebe a origem do nome), merece atenção a Casa dos Pintores. Este pequeno edifício, que integra atualmente o Centro de Diálogo Intercultural de Leiria, é uma peça de arquitetura histórica relevante, exemplo do traçado urbano medieval da cidade e representa o tipo de habitação mais antigo no centro histórico de Leiria. É assim chamada devido à grande quantidade de artistas que retrataram a sua fachada.

Ainda no centro histórico da cidade, mas agora na Rua Afonso de Albuquerque, um novo elemento arquitetónico da autoria do Arquiteto Korrodi embeleza o percurso. Trata-se da Casa do Arco, local onde existiu o Hospital e a Casa da Misericórdia.

Mas há muito para ver e fazer na cidade. Passear nas margens do Rio Lis através do percurso pedonal identificado - Percurso Polis, é uma proposta acessível a todos, seja contemplando calmamente a paisagem ribeirinha e as diferentes pontes ao longo do trajeto, ou aos que pretendem usufruir de um espaço para a prática desportiva em qualquer altura do ano. Junto à margem esquerda do Rio Lis, encontra-se a Igreja e o Convento de Santo Agostinho. O conjunto destes dois edifícios, onde atualmente está instalado o Museu de Leiria, está classificado como Imóvel de Interesse Público. O retábulo da capela-mor da Igreja foi projetado pelo Arquiteto Ernesto Korrodi no início do séc. XX. O espólio do Museu de Leiria inclui coleções municipais e a reserva arqueológica, que testemunham as vivências de um território longamente habitado. O museu é muitas vezes palco de concertos e desde a sua abertura já recebeu inúmeros prémios nacionais e internacionais.

Um pouco mais adiante e ainda na margem esquerda do rio, vê-se o Moinho de Papel. A sua história remonta a 1411 e terá sido um dos primeiros engenhos deste género a surgir na Península Ibérica. O edifício foi reabilitado pelo Atelier do Arquiteto Siza Vieira.

 Moinho do Papel, Leiria
 Moinho de Papel

Durante a visita ou, se preferir, no final, poderá desfrutar de uma Brisa do Liz, uma iguaria da doçaria conventual local que consiste num pequeno bolo feito de gemas de ovo, açúcar e amêndoas. Melhor ainda se o fizer no topo da colina onde se situa o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, monumento edificado no séc. XVI, a que se chega por um escadório barroco, do séc. XVIII, com 162 degraus. A Nossa Senhora da Encarnação é a padroeira de Leiria e a festa realiza-se a 15 de agosto, todos os anos.


Viajar com calma em Portugal

Vá, vagueie, perca-se

Portugal é um destino perfeito durante todo o ano. Mas para experienciar verdadeiramente a alma de Portugal, é essencial abrandar e "perder" tempo a explorar os tesouros ocultos e as regiões menos conhecidas do país.

Deixe-se levar e saboreie tudo que temos para oferecer: as diferentes paisagens, os aromas e sabores da nossa gastronomia, as tradições culturais únicas, os sons da natureza, do Fado e da guitarra ou explore o interior de Portugal pela Estrada Nacional 2 que cruza o país de uma ponta à outra e interaja com as comunidades locais, ao seu próprio ritmo e com a liberdade de poder escolher o que quer ver ou o que quer fazer.

Em Portugal, viajar lentamente é especialmente gratificante. O país conta com uma abundância de pequenas aldeias, como as Aldeias do Xisto ou as Aldeias Históricas no Centro de Portugal, onde o tempo passa mais lentamente e as pessoas têm sempre tempo para dar as boas-vindas aos visitantes e partilhar as suas tradições.

Os Parques e Reservas Naturais, Geoparques e Reservas da Biosfera reconhecidos pela UNESCO asseguram que Portugal é também um destino de preferência para atividades ao ar livre, quer sejam mais contemplativas, como observação de aves ou observação de estrelas, ou mais ativas, como canoagem, rafting ou passeios por trilhos de natureza a pé ou em bicicleta. Pode seguir o seu próprio ritmo, sentindo os aromas e os sons que, de outro modo, passariam despercebidos. Quer escolha ter o mar como companhia, tal como na Rota Vicentina que atravessa a Costa Alentejana e Vicentina, ou subir e descer montanhas, como nos Arquipélagos dos Açores ou da Madeira, as opções de trilhos são infinitas e são uma ótima escolha se preferir combinar exercício físico com o contacto com a população local.

Para muitos viajantes que optam por viajar lentamente, não pode faltar uma visita à região do Alentejo. O ritmo sem pressas da região encoraja-o a abrandar e a apreciar as coisas simples da vida, como o sol quente na sua pele, as suas colinas onduladas, as vinhas e olivais, almoços demorados com amigos, e, claro, Évora, a cidade histórica do Alentejo, que será a Capital Europeia da Cultura em 2027, com um conceito baseado no “Vagar", a filosofia de apreciar a vida com uma abordagem de vida “lenta”.

Durante a sua visita, saboreie a nossa Dieta Mediterrânica, classificada como Património Mundial pela UNESCO e parte da identidade da gastronomia portuguesa.  Está baseada em produtos frescos, naturais e maioritariamente de origem local, na utilização de azeite, na presença constante de peixe fresco e no consumo limitado de carne vermelha, no papel da fruta, leguminosas e legumes – tudo nesta dieta forma parte de um estilo de vida saudável. Apoie também a economia local, ao preferir o consumo de alimentos da época, ao ser mais sustentável e ao optar por comprar em lojas e mercados locais.

Lembre-se: estas experiências não devem ser apressadas, portanto leve o seu tempo a mergulhar profundamente em tudo que Portugal tem para oferecer e será recompensado com memórias para a vida.


Páginas

Pesquisa avançada
Planeamento Veja os favoritos que selecionou e crie o seu Plano de Viagem ou a sua Brochura.
Esqueceu a sua password?
Faça login através de redes sociais
*Aguarde por favor. *As instruções de recuperação de password serão enviadas para o seu e-mail. *E-mail não enviado. Tente novamente.
Faça login através de redes sociais