Sugestões
Guarda – Itinerário Acessível
Na Guarda, a cidade mais alta de Portugal, respira-se um ar saudável e leve, próprio da montanha onde está inserida - a Serra da Estrela, a maior área protegida portuguesa.
É também da serra que provém o granito predominante nos edifícios do centro histórico e no pavimento das ruas, que pelo bom estado de conservação permitem uma circulação estável e confortável. No entanto, por se tratar de uma zona montanhosa, a inclinação natural do terreno poderá em alguns pontos criar dificuldades à locomoção.
Propomos que inicie a visita da cidade no importante núcleo que remonta à Idade Média, época em que a Guarda estava completamente cercada por muralhas, interrompidas em locais estratégicos por entradas que davam acesso às principais estradas da região. São exemplos disso a Porta da Erva (4), também conhecida por Porta da Estrela, e a Porta d’El Rei (1) um arco ogival em estilo gótico. Nesta zona, perto da Rua e Largo de São Vicente situa-se a antiga Judiaria (2), um núcleo de ruas estreitas com casas que mantêm a arquitetura original e onde poderá descobrir símbolos gravados na pedra. Outro local a visitar é a Igreja de São Vicente (3), um templo originário do séc. XIII, mas reconstruído no período barroco, a cujo interior amplo e espaçoso poderá aceder através de uma entrada nivelada na lateral direita. 
Guarda – Rua do Amparo © Pedro Sousa|Amatar
A Praça Luís de Camões (5), também conhecida por praça velha é o principal espaço público da cidade. Entre os edifícios que a circundam destacam-se as casas nobres que pertenceram a famílias abastadas como o Solar dos Póvoas, os antigos Paços do Concelho com arcadas no piso inferior, e especialmente a imponente Catedral (6). Esta igreja-fortaleza em estilo gótico possui um interior totalmente acessível onde poderá admirar um magnífico retábulo em pedra de Ançã, uma obra marcante do renascimento tardio. 
Guarda – Catedral © Shutterstock - Liane M
Nas proximidades, junto a uma das antigas portas das muralhas, situa-se a Torre de Ferreiros (7), e um pouco mais abaixo a pequena Capela de São Pedro (8), cuja entrada por escadas dificulta o acesso a um espaço interior estreito. Esta zona possui um pavimento mais irregular e com maior trepidação que coloca dificuldades à circulação.
O percurso continua pelo Largo João de Almeida, onde se destaca o Pelourinho e a Igreja da Misericórdia (9) construída em estilo barroco já fora das muralhas medievais. O seu interior espaçoso tem o acesso dificultado por alguns degraus na entrada, um obstáculo que também irá encontrar no Museu da Guarda (10). Instalado no antigo Paço Episcopal, este museu expõe interessantes coleções de arquitetura, numismática, pintura e escultura, oferecendo um acesso autónomo apenas no piso inferior, já que é necessário subir escadas para alcançar o andar superior. 
Guarda – Catedral © ARPT Centro de Portugal
Para uns momentos de repouso sugerimos o Jardim Municipal José de Lemos (11), um espaço verde muito aprazível antes de culminar este passeio na Torre de Menagem (12), situada a 1056 metros de altitude, cujo acesso apresenta algumas dificuldades por se tratar de uma rua inclinada e pelos degraus junto à porta de entrada. Esta torre isolada fazia parte da alcáçova do antigo castelo e possui um centro de receção, num edifício totalmente acessível. Aqui irá encontrar um núcleo expositivo de materiais arqueológicos e um centro de informação sobre os principais pontos de interesse cultural do concelho, onde poderá ficar a saber ainda mais sobre os locais que visitou.
Portugal: próximo destino de férias
Portugal tem 7 regiões, o que por si indica que tem muito para visitar e conhecer, mas existem mais razões que justificam que seja uma boa escolha e que esteja na lista das viagens a fazer na vida.
Entre as principais atrações destacam-se a história e a cultura, a gastronomia e os vinhos, as praias, o surf, o golfe, a variedade das paisagens e, sobretudo, o povo português, considerado afável, aberto e sincero.
Muitos guias, escritores de viagem, bloggers e órgãos de comunicação social de todo o mundo, especializados em viagens e turismo reconhecem que Portugal continua a ser uma escolha acertada para passar férias. E sabe porque é que Portugal tem estado nas bocas do mundo? Aqui apresentamos várias razões para visitar o país.
1. As cidades, Lisboa e Porto
Se tem poucos dias, Lisboa e o Porto são duas cidades muito atrativas a poucas horas de voo das mais importantes cidades europeias. Ambas banhadas por um rio que lhes concede um ambiente caraterístico e diferente, são locais acolhedores com os seus bairros históricos e ruas com fachadas de azulejo, para conhecer de dia ou sair à noite, a par dos exemplos de arquitetura moderna e arte urbana, para além de terem uma agenda cultural bastante diversificada e criativa. Lisboa é uma cidade com uma luminosidade especial, que lhe vem do rio Tejo e da proximidade do mar. O Porto, cidade antiga, com um centro histórico classificado Património Mundial, é o ponto de chegada do Rio Douro, em cujas encostas se cultiva o famoso vinho do Porto.
2. Sol, Praia, Mar
A presença do Oceano Atlântico e o clima, de verões com muito sol e invernos suaves e amenos, faz de Portugal um destino reconhecido para fazer férias de sol e mar e passeios na praia ao longo de todo o ano. Na verdade, a costa portuguesa é quase uma praia única com mais de 850 Km e com uma diversidade de paisagens que permite escolher entre o mar mais agitado e fresco do norte e as águas quentes e calmas do sul. Existem grandes extensões de areia dourada, para quem aprecia um horizonte largo, e também pequenas enseadas com rochas e arribas cor de laranja. Entre a grande diversidade de praias, mais de 300 têm condições de excelência e são galardoadas como praias Bandeira Azul e cerca de 200 são Praias Acessíveis.
3. Passeios, a pé e de bicicleta
Os Parques e Reservas Naturais, os Geoparques e as Reservas da Biosfera reconhecidos pela UNESCO fazem de Portugal também um destino muito apreciado para a prática de atividades ao ar livre, sejam mais contemplativas, como a observação de aves, ou mais radicais como o canyoning. Nos últimos anos. os trilhos na natureza, a pé ou de bicicleta, têm sido uma boa opção para quem gosta de combinar o exercício físico e o contacto com a cultura local.
4. Caminhos da Fé
Mas os caminhos que se percorrem são também um encontro com a espiritualidade. O Caminho Português de Santiago e os Caminhos de Fátima são cada vez mais procurados por quem gosta de caminhar com um propósito de conhecimento, natureza e cultura. Portugal é também reconhecido como um importante centro do culto mariano. O Santuário de Fátima, que celebrou em maio de 2017 o Centenário das Aparições de Nossa Senhora, é o seu expoente máximo, atraindo milhares de visitantes do mundo inteiro todos os anos.
5. Surf
Esteja no continente ou nos arquipélagos da Madeira e Açores, é fácil perceber que Portugal dispõe de condições ideais para a prática do surf. Surfistas de todas as modalidades encontram na costa portuguesa o maior número de spots a menor tempo de distância entre eles, onde se disputam provas dos mais importantes campeonatos do mundo, como o Rip Curl Pro Portugal. Existem ondas tubulares perfeitas, em Peniche, ondas gigantes, na Nazaré, e as mais longas da Europa, na Figueira da Foz. A Ericeira, por sua vez, foi a 1ª Reserva de Surf da Europa e a 2ª a nível mundial. Como vê, pode vir várias vezes a Portugal e apanhar sempre uma onda diferente!
6. Golfe
Nos últimos anos, Portugal tem conquistado consecutivamente o prémio de Melhor Destino de Golfe da Europa e do Mundo, nos World Golf Awards. Algo que não admira se nos lembrarmos que é um país de clima privilegiado ao longo de todo o ano e que, particularmente no Algarve e na região de Lisboa, se encontram muitos campos várias vezes premiados, onde se encontram bons desafios e se pode assistir às grandes provas dos circuitos profissionais da modalidade.
Muitos campos de golfe são traçados por arquitetos de renome como Robert Trent Jones, Rocky Roquemore, Sir Henry Cotton, Arnold Palmer, entre outros. Porém, o que melhor os define é a sua incontestável qualidade e beleza paisagística, implantados com frequência em zonas preservadas e com o mar como pano de fundo.
7. Património Mundial
Nas classificações existentes em Portugal está retratada a história e a cultura do país, do seu povo e dos povos que habitaram o território desde tempos imemoriais. Mosteiros e conventos de importância histórica e artística, monumentos dignos de relevo, centros históricos, paisagens culturais, que oferecem alguns dos mais deslumbrantes cenários naturais em Portugal, foram considerados pela UNESCO como fazendo parte do Património de toda a Humanidade.
Completa-se a lista com ícones que definem um modo de ser e de estar de um povo nos seus momentos de celebração, o Fado, o Cante Alentejano e a Dieta Mediterrânica. E ainda com artes e ofícios que integram o Património Cultural Imaterial, como o Fabrico de Chocalhos, a Manufatura da Olaria Preta de Bisalhães, a Arte da Falcoaria Real, a manufatura dos Bonecos de Barro de Estremoz e celebrações como o Carnaval de Podence e as Festas do Povo de Campo Maior.
Estes contributos portugueses para a História mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul.

8. Ler Portugal
Os autores portugueses podem ser bons guias de viagem, através das histórias e da memória dos locais que se visitam. Passe pelas cidades e serras descritas por Eça de Queiroz, encante-se com o cenário idílico do Vale do Douro que inspirou tantos escritores portugueses ou descubra o apelo do mar Atlântico descrito por Raul Brandão. Em Lisboa, siga os caminhos preferidos de Fernando Pessoa ou de José Saramago para conhecer a cidade. Num roteiro literário ou num sítio especial para quem gosta de livros, viaje... e leia Portugal.
9. Gastronomia
A gastronomia portuguesa é muito apreciada e costuma deixar boas recordações. A localização e a proximidade atlântica justificam o lugar de destaque que é dado ao peixe e ao marisco, que sabem ainda melhor saboreados à beira-mar sob o agradável sol português, a que se junta uma enorme variedade de vinhos de mesa de qualidade. A Dieta Mediterrânica é uma das suas caraterísticas mais marcantes, evidenciando-se a utilização do azeite, dos legumes e das ervas aromáticas.
O vinho do Porto é desde há séculos um grande embaixador de Portugal, hoje em dia acompanhado por outros produtos genuinamente portugueses, como o pastel de nata e a doçaria conventual.
A mestria de talentosos chefs tem igualmente elevado a nossa culinária à altura das melhores gastronomias do mundo.
10. Os Vinhos
Escolha um vinho português para o acompanhar na descoberta do país. Surpreenda-se com os vinhos portugueses, descontraindo no final do dia, depois de um passeio na natureza, depois de apreciar uma obra de arte ou de arquitetura ou durante um bom espetáculo. Há combinações que são perfeitas. Descubra como o vinho combina com Portugal em www.portuguesewinetourism.com.
11. As Pessoas...
Um dos aspetos que os turistas evidenciam mais, quando nos visitam, é a hospitalidade e a amabilidade dos portugueses, sempre disponíveis para ajudar quando são interpelados na rua. Talvez seja o sol que nos dá a boa disposição, para receber bem seja quem for, de onde quer que venha.
Viseu - Itinerário Acessível
Cidade antiga, onde predominam as cores cinza do granito e o verde dos muitos jardins que a embelezam, Viseu já foi distinguida várias vezes pela qualidade de vida que proporciona aos seus habitantes.
Acompanhe este itinerário com o mapa
O cuidado com as pessoas que nela vivem ou que a visitam está também patente ao nível da acessibilidade já que as ruas pedonais possuem pavimento estável, regular e em bom estado de conservação que garante uma circulação confortável para todos. É frequente a presença de corredores centrais com lajetas de granito como por exemplo na Rua Direita, ou de guias tácteis como se verifica na área envolvente à Praça da República. Na generalidade, os passeios são amplos com passadeiras rebaixadas permitindo a circulação autónoma das pessoas com mobilidade reduzida.
Photo: Viseu - Funicular © Emanuele Siracusa
Para conhecer esta cidade sugerimos que comece o itinerário nos seus arrabaldes, junto a um dos monumentos mais antigos - a Cava de Viriato - uma fortificação em terra com mais de dois mil anos que se pensa remontar à época da ocupação romana. Próximo fica o Largo da Feira de São Mateus, bem como a estação do Funicular, um meio de transporte acessível a pessoas com mobilidade reduzida que liga esta zona ao centro histórico. Como esta é a forma mais cómoda de vencer a inclinação do terreno sugerimos que a utilize e que inicie o seu passeio por Viseu no Adro da Sé (7) que fica perto da Estação.

Photo: Viseu - Adro da Sé © ARPT Centro de Portugal
A Sé Catedral (8), com uma fachada majestosa coroada por duas grandes torres que definem o perfil da cidade, faz parte de um conjunto monumental imponente em granito conhecido como o Paço dos Três Escalões. A entrada possui escadas que impossibilitam o acesso autónomo ao interior, onde se destacam as imponentes abóbadas com decoração em estilo manuelino e o retábulo barroco. Num edifício contíguo fica o Museu Grão Vasco (9) que possui um espaço interior amplo e sem barreiras e que entre outras obras notáveis exibe um conjunto notável de telas do séc. XV-XVI da autoria do pintor que lhe dá nome. Do outro lado do largo, a Igreja da Misericórdia, (6) com a sua fachada profusamente decorada em estilo rococó, introduz uma nota de alegria e faz o contraponto ao conjunto granítico. A entrada possui uma escadaria, mas existe uma plataforma elevatória que facilita o acesso.
Photo: Viseu - Igreja da Misericórdia Sé © Shutterstock | Álvaro German Vilela
A partir daqui sugerimos um percurso totalmente acessível para conhecer o centro de Viseu. Comece na Praça D. Duarte (5), uma das principais da cidade, onde poderá admirar a estátua do rei que lhe dá nome ou apreciar o majestoso Passeio dos Cónegos que é o seu cenário de fundo. Prossiga pela Rua Direita (4) e pela Rua Formosa (3), as principais artérias, onde, para além das muitas lojas tradicionais encontra também diversos restaurantes e cafés onde poderá saborear as especialidades regionais em que se destaca a Vitela à Lafões ou os doces como as castanhas de ovos e os viriatos. 
Photo: Viseu © Emanuele Siracusa
A Praça da República, popularmente conhecida por Rossio, é o coração da cidade e está rodeado por alguns dos seus edifícios mais interessantes. A sombra das tílias e as esplanadas são aproveitadas tanto pelos habitantes como pelos turistas para uns momentos de descanso em que podem admirar o painel de azulejos que cobre as paredes e representa uma alegoria ao mundo rural. Desta praça parte a escadaria que dá acesso à Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (2), um belo exemplar da arquitetura religiosa do séc. XVIII. Para conhecer o seu interior onde se destacam os azulejos alusivos à vida de São Francisco e os retábulos rococó, opte pela entrada lateral esquerda, onde encontra, no entanto, um degrau que poderá dificultar o acesso se não tiver ajuda para o transpor. 
Photo: Viseu © Arquivo Turismo de Portugal
Já que Viseu é tão rica em jardins, sugerimos um deles para final deste itinerário - o Parque Aquilino Ribeiro (1). Considerado o pulmão verde da cidade este é um espaço aprazível com diversas espécies botânicas, um lago e zonas relvadas onde poderá usufruir do contacto com a natureza. Tentando aguçar a sua curiosidade para novas descobertas, mas agora literárias, lembramos que o parque deve o nome ao escritor Aquilino Ribeiro (séc. XX), oriundo deste distrito, que nas suas obras tão bem retratou a alma e o carácter destas gentes.
Guimarães - Itinerário Acessível
Situada no Norte de Portugal, Guimarães possui um centro histórico medieval, bem preservado, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade e que merece uma visita demorada.
Esta cidade, que teve um papel fundamental na formação do país, facto orgulhosamente lembrado nas suas muralhas pela inscrição “Aqui nasceu Portugal”, distribui-se por um terreno com inclinações que implicam diversas subidas e descidas, nem sempre fáceis para pessoas com dificuldades de locomoção. Nalgumas ruas os passeios são estreitos, o que também coloca obstáculos nas deslocações, mas o pavimento apresenta um bom estado de conservação, permitindo uma circulação estável e confortável.
Acompanhe este itinerário com o mapa
Para descobrir os seus muitos encantos propomos um itinerário que tem como ponto de partida a Plataforma das Artes e Criatividade (1) um edifício resultante da reconversão do Mercado Municipal através de um projeto de arquitetura premiado. Albergando salas de espetáculos, espaços para exposições e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, este é um espaço totalmente acessível a todos, o que já não acontece no próximo local a visitar. Com efeito, o Museu Arqueológico Martins Sarmento (2), um dos mais antigos museus do género não permite um acesso autónomo devido às barreiras existentes. 
Photo: Largo do Toural © Shutterstock_saiko3p
Muito próximo fica o Largo do Toural (3), um espaço amplo e totalmente acessível onde vale a pena apreciar as fachadas dos edifícios circundantes, harmoniosas e bem preservadas. Num dos extremos desta, que é uma das principais praças da cidade, fica a Igreja de São Francisco (4) originalmente em estilo gótico e que na época barroca ganhou profusa decoração com azulejos e talha dourada. O acesso está facilitado por uma rampa, mas a circulação interior nem sempre é possível porque os espaços são estreitos.
Photo: Igreja da Consolação e dos Santos Passos © Shutterstock_Sergey Peterman
Prosseguindo pela Alameda de São Dâmaso, vai encontrar um amplo espaço verde enquadrado pela Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos (5) onde, em agosto, têm lugar as principais festas da cidade – as Gualterianas. O jardim é totalmente acessível, mas a igreja possui escadarias na entrada que impedem o acesso autónomo. A emoldurar este cenário, vê-se no horizonte a Montanha da Penha, uma área a que se pode aceder de automóvel e que possui diversos espaços de lazer, uma mata secular e um Santuário que atrai peregrinações concorridas.
Photo: Igreja de Nossa Senhora da Oliveira © Shutterstock_saiko3p
O itinerário prossegue em direção ao núcleo central da cidade, passando pelo Museu de Alberto Sampaio (6) que possui uma importante coleção de estatuária em pedra, mas que não é acessível a pessoas em cadeira de rodas, pela presença de um degrau logo à entrada e pela dificuldade no acesso ao primeiro piso. O museu ocupa grande parte da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, cuja Igreja (7), fundada no do séc. XIV, possui uma escadaria na entrada que impossibilita o acesso autónomo a pessoas em cadeiras de rodas. 
Photo: Largo do Toural © Shutterstock_PN_UN_cristovao
Em frente à entrada da Igreja, o Padrão do Salado (8) comemora a vitória naquela Batalha que decorreu em 1340 e possui uma envolvente acessível no Largo da Oliveira (9) um espaço amplo, onde as esplanadas podem por vezes colocar obstáculos à circulação, tal como os passeios estreitos ou não rebaixados. São de destacar também o conjunto de edifícios que rodeiam este largo, que tal como os da Praça de São Tiago (10) e da Rua de Santa Maria (11) conservam a traça medieval. Já da época barroca são o Convento de Santa Clara (12) onde está instalada a Câmara Municipal e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (13) com acesso difícil para quem se desloca em cadeira de rodas. 
Photo: Paço dos Duques de Bragança © Shutterstock_PN_UN_StockPhotosArt
Para final da visita deixamos os monumentos mais emblemáticos de Guimarães. O imponente Paço dos Duques de Bragança (15), belíssimo exemplar da arquitetura senhorial do século XV é um edifício gótico que apresenta características pouco comuns em Portugal pela influência normanda. Este é um espaço que poderá ser usufruído por todos - a entrada é nivelada, os espaços são amplos e existe um elevador para acesso ao piso superior. É também disponibilizado equipamento áudio de apoio à visita, um roteiro em Braille e peças para toque que propiciam uma experiência táctil.
Photo: Paço dos Duques de Bragança © Shutterstock_PN_UN_StockPhotosArt
Já a visita ao Castelo (17) é bastante mais complicada para pessoas com dificuldades de locomoção, uma vez que existem diversos degraus, tanto na entrada como nos acessos aos espaços interiores, e o pavimento é irregular. Nesta fortaleza que remonta ao século X nasceu D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, que segundo a lenda foi batizado na Igreja de São Miguel (16) um pequeno templo que não é acessível de forma autónoma. Este monarca é evocado numa estátua (14), outro símbolo incontornável da cidade de Guimarães e a imagem que encerra este passeio.
Tomar - Itinerário Acessível
Tomar é habitualmente designada como a “Cidade Templária”, numa alusão ao papel fundamental que a Ordem Militar dos Templários teve no seu desenvolvimento e que aqui fundou o Castelo e o Convento de Cristo, classificado como património mundial pela UNESCO.
Faça este percurso com o mapa
Este conjunto monumental que está situado num dos pontos mais altos da cidade, é a primeira etapa do itinerário que lhe sugerimos. A partir do centro histórico da cidade, o acesso faz-se pela Avenida Dr. Vieira Guimarães, uma via bastante inclinada, sem passeios ou atravessamentos que poderá ser pouco segura, pelo que o melhor será fazer este percurso de automóvel ou nos autocarros da TUTomar, adaptados a pessoas com dificuldades de locomoção. Pelo caminho encontra a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (1), uma pequena capela em estilo renascença, nem sempre aberta a visitas e com acesso dificultado por uma pequena escadaria.

Photo: Convento de Cristo, Tomar @ Shutterstock_kelifamily
Para visitar o Convento de Cristo (2), que, pelas épocas de construção que abrange, é como que uma verdadeira lição de história de arte, aconselha-se a reserva prévia de modo a conhecer as condições especiais disponibilizadas. As pessoas com mobilidade reduzida deverão optar pela entrada da fachada norte do convento, que dá acesso ao piso térreo onde existem percursos com rampas de acesso próprias para cadeira de rodas e um elevador de serviço para acesso ao primeiro piso. Para os invisuais e amblíopes existe uma visita apoiada por áudio-guias e um percurso onde poderão contactar com as formas e texturas que a arquitetura revela.
Photo: Tomar@Shutterstock_Alena Zharava
Junto ao convento, encontra-se a Mata Nacional dos Sete Montes (3), um espaço verde muito agradável e acessível a todos com entrada pela Avenida Dr. Vieira Guimarães, a mesma via que o levará de volta ao centro de Tomar. A próxima etapa da visita fica do lado sul da cidade e é o curioso Museu dos Fósforos (4) instalado no Convento de São Francisco (5), um espaço acessível e com visitas adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida. Depois poderá prosseguir até à Igreja de Santa Maria do Olival (12), uma referência da arquitetura gótica portuguesa. A entrada lateral direita possui uma rampa e dá acesso ao interior do templo que, tal como o seu exterior, é despojado e alberga os túmulos de alguns Mestres da Ordem dos Templários.
Photo: Tomar@Shutterstock_CN_Marvlc
O percurso prossegue em direção à Igreja de Santa Iria (11) dedicada à padroeira da cidade, cuja visita não poderá ser feita de modo totalmente autónomo já que a entrada possui degraus e existem algumas barreiras no interior. Esta igreja situa-se na margem do Rio Nabão que atravessa a cidade proporcionando vistas deslumbrantes e a frescura tão apreciada nos dias mais quentes. As suas águas, contidas por diversos diques formam vários planos e rodeiam o Parque do Mouchão (10), uma área totalmente acessível muito procurada para uns momentos de lazer. Nas proximidades, outro espaço a não perder – o Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal (9), que é totalmente acessível e com visitas adaptadas às necessidades de pessoas com mobilidade reduzida. 
Photo: Igreja de São João Baptista, Tomar @ ARPT Centro de Portugal
A última parte do itinerário percorre a zona mais central da cidade, um conjunto de ruas planas onde os percursos não apresentam dificuldades de maior. Bem no centro, fica a Praça da República (6), onde afluem os grandiosos cortejos das Festas dos Tabuleiros que se realizam de quatro em quatro anos. É aqui que se situa a Igreja Matriz (7) dedicada a São João Baptista, cujo belíssimo portal manuelino dá acesso a um espaço amplo sem barreiras. Perto, na Rua Dr. Joaquim Jacinto, uma rua estreita de pavimento irregular encontra-se a Sinagoga, hoje Museu Luso-Hebraico Abrãao Zacuto (8) e que apresenta uma valiosa coleção epigráfica e documental num espaço amplo sem barreiras a que se acede transpondo um degrau.
O percurso que lhe sugerimos termina nesta que é a zona mais movimentada da cidade, onde se encontram diversas lojas de comércio tradicional, bem como as pastelarias que apresentam o melhor da doçaria local em que se destacam as “Fatias de Tomar”, que podem ser um bom complemento para repor a energia gasta nos passeios pela cidade.
Urban Sketchers em Lisboa
A viagem dos Urban Sketchers por Portugal não podia deixar de passar por Lisboa. Desta vez foram representados pela britânica Lis Watkins e pelo anfitrião português José Louro.
Visitaram os sítios mais importantes da cidade como os bairros históricos da Baixa, Bairro Alto e Belém, e o Parque das Nações, numa zona da cidade recuperada recentemente. Numa experiência certamente diferente do cenário urbano habitual aceitaram o desafio de desenhar durante o Festival NOS Alive, em Algés, um dos mais importantes Festivais de Música realizados em Portugal.
Perto de Lisboa, o Parque Natural de Sintra, a Costa do Estoril, Cascais e o Parque Natural da Arrábida foram a inspiração para desenhar e admirar a diversidade de paisagens que se encontra em Portugal.
Um passeio pelos bairros históricos de Lisboa
BAIXA / CHIADO
Praça Luis de Camões © José Louro 
Bairro Alto © José Louro 
© Lis Watkins

Rua Augusta © Lis Watkins
Praça do Comércio © Lis Watkins
GRAÇA
Senhora do Monte © Lis Watkins
PARQUE DAS NAÇÕES
Estação do Oriente © José Louro
Oceanário © Lis Watkins
Ponte Vasco da Gama © Lis Watkins
BELÉM
MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia © Lis Watkins
Padrão dos Descobrimentos © José Louro 
Torre de Belém © Lis Watkins
Um dia para assistir ao festival NOS Alive, em Algés
© Lis Watkins
© José Louro
SINTRA
Palácio Nacional de Sintra © José Louro 
Castelo dos Mouros © Lis Watkins
Casa Raul Lino, Azenhas do Mar © José Louro
COSTA DO ESTORIL E CASCAIS
Baía de Cascais © José Louro
Farol da Guia, Cascais © Lis Watkins
PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA
Convento da Arrábida © José Louro 
Convento da Arrábida © Lis Watkins
Setúbal © Lis Watkins
Lisboa vista por... Lis Watkins
Lis Watkins aceitou o convite com entusiasmo pois nunca tinha visitado Lisboa, embora gostasse muito de ver as fotografias de amigos que já tinham estado em Portugal, das ruas, das casas coloridas e dos azulejos. A cidade onde vive no sul de Londres, Croydon, também tem elétricos, tal como Lisboa, e isso foi logo um motivo para pensar que se ia sentir em casa.
A sua técnica original de aguarela em suporte A3 atraiu o interesse de muitos curiosos enquanto desenhava. Na altura de preparar a viagem, fez questão em reforçar a paleta de aguarelas com amarelos claros e azuis fortes, para conseguir captar melhor a luz e o ambiente únicos de Lisboa.
Ficou surpreendida com a variedade de paisagens, tão perto de Lisboa. No entanto, se tivesse de escolher um ponto alto da visita, seria Sintra, de que nunca tinha ouvido falar, um sítio com uma envolvência especial e uma paisagem incrível.
Bairro Alto
Praça do Comércio
Rua Augusta 
Graça
Belém – Mosteiro dos Jerónimos
Torre de Belém

Belém – MAAT
Parque das Nações - Oceanário
Parque das Nações – Ponte Vasco da Gama
NOS Alive, Algés 
Cascais
Azenhas do Mar
Sintra
Seteais 
Castelo dos Mouros
Setúbal
Convento da Arrábida
Lis Watkins
Lis Watkins é ilustradora. Encontra muita da sua inspiração nas pessoas e nos lugares de South East London e Croydon. Formou-se nas escolas de arte de Brighton e Kingston e tem publicado os seus trabalhos em livros e revistas, sendo atualmente uma das participantes londrinas na comunidade online dos Urbansketchers.org cuja missão é “ver o mundo, um desenho de cada vez”.
Blog: www.lineandwash.blogspot.co.uk
Twitter: @lineandwash
Lisboa vista por… José Louro
O anfitrião português em Lisboa da Sketch Tour Portugal foi José Louro. Embora preocupado inicialmente em corresponder a uma expectativa que a britânica Lis Watkins já pudesse ter de Lisboa, a surpresa em descobrir a cidade foi mútua pois são sempre possíveis novos olhares sobre os sítios em que vivemos.
Um passeio pelos bairros históricos de Lisboa
Bairro Alto
Praça Luís de Camões
Praça do Comércio
Belém – Padrão dos Descobrimentos 
Belém – MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia 
Parque das Nações - Estação do Oriente
Parque das Nações - Oceanário
Um dia para assistir ao festival NOS Alive, em Algés
A norte de Lisboa: Cascais e Sintra
Baía de Cascais
Casa de praia de Raul Lino nas Azenhas do Mar
Sintra, Palácio Nacional
Castelo dos Mouros
A sul de Lisboa: visita à península de Troia
Saída de barco de Setúbal para Troia
Serra da Arrábida
José Louro
José Louro é licenciado em Design de Equipamento pelo IADE e Mestre em Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Trabalha como professor e formador. Participa em exposições, conferências, workshops e encontros sob o tema do Diário Gráfico. É membro da direção dos Urban Sketchers Portugal e um dos fundadores dos Urban Sketchers.
Blog: ajaneladealberti.blogspot.pt
Os Urban Sketchers nos Açores
Jenny Adam, da Alemanha, foi à descoberta dos Açores acompanhada pela portuguesa Alexandra Batista e juntas desenharam os encantos das Ilhas Terceira, de São Miguel e do Pico. A beleza natural, os lugares mais emblemáticos e a hospitalidade dos açorianos são bem visíveis nos desenhos destas duas sketchers.
A viagem começou em São Miguel, a maior ilha do arquipélago e onde vive mais de metade da população açoriana. A beleza das Lagoas das Sete Cidades e do Fogo impressiona, assim como sentir a força da terra nos geiseres, nas águas termais quentes e nos lagos vulcânicos. Tomaram banho nas águas quentes da Caldeira Velha e ficaram a saber que a ilha é o único local da Europa onde se planta chá. Fizeram o pequeno cruzeiro até ao imperdível Ilhéu de Vila Franca do Campo e, em Ponta Delgada, tiveram tempo para desenhar o Mercado da Graça e as Portas do Mar.

Lagoa do Fogo © Jenny Adam

Caldeira Velha © Alexandra Baptista
Parque Terra Nostra © Jenny Adam

Ilhéu de Vila Franca do Campo © Alexandra Baptista
Ponta Delgada © Jenny Adam
Mercado da Graça © Alexandra Baptista
Mas a sul do arquipélago, nos 3 dias que estiveram no Pico, usufruíram de vários momentos para desenhar tranquilamente. Na ilha onde se situa a montanha mais alta de Portugal, fizeram o percurso das lagoas, visitaram o Museu dos Baleeiros, o Museu do Vinho e passearam entre as Vinhas separadas por muros de pedra de basalto, uma paisagem única classificada Património Mundial. 
Ilha do Pico © Jenny Adam
Museu dos Baleeiros © Jenny Adam
Rota da Faina Baleeira © Alexandra Baptista
Vinha da Ilha do Pico © Jenny Adam
Vinha da Ilha do Pico © Alexandra Baptista
O dia que dedicaram à Ilha Terceira foi muito bem passado, com uma série de atividades que revelaram a autenticidade dos Açores. Visitaram a cidade património mundial de Angra do Heroísmo a pé, descobriram algumas lojas tradicionais, provaram as delícias gastronómicas e, à noite, ainda foram às Festas Sanjoaninas.
Na volta à ilha, passaram pela vila de Biscoitos, no litoral, onde se produz o vinho verdelho. Também tiveram a oportunidade de descer ao Algar do Carvão, a quase 100 metros de profundidade. É um monumento natural impressionante, onde se podem ver estalactites, estalagmites e uma lagoa interior.
Angra do Heroísmo © Alexandra Baptista
Loja em Angra do Heroísmo © Alexandra Baptista
Festas Sanjoaninas © Jenny Adam
Biscoitos © Jenny Adam
Algar do Carvão © Jenny Adam
E ainda tiveram tempo para provar as especialidades locais da gastronomia dos Açores.
Delícias dos Açores © Alexandra Baptista
Ancoradouro, Ilha do Pico © Alexandra Baptista
São Roque do Pico, Ilha do Pico © Alexandra Baptista
Os Açores vistos por… Jenny Adam
Para a Jenny Adam é difícil dizer o que mais a impressionou nas Ilhas dos Açores. Encontrou uma paisagem de cortar a respiração, com crateras vulcânicas e lagos, num cenário de nuvens, céus impressionantes, sempre a ver o mar ao fundo. Foram momentos desafiantes para uma skectcher. A intensidade das experiências, a amabilidade das pessoas e a boa gastronomia foram alguns dos aspetos mais marcantes da viagem.
“I had never been to a black beach, let alone a natural swimming pool formed by masses of lava rushing into the ocean. I didn't know that thermal water can be tinted bright orange, or that a volcano crater can be completely green because its walls are covered in ferns.”
Agora, quando pensa nos Açores, a primeira ideia que lhe surge é saber quando é que poderá voltar, para conhecer e explorar cada uma das ilhas, incluindo as que já conheceu.
ILHA DE SÃO MIGUEL
Ponta Delgada

Lagoa do Fogo

Caldeira Velha

Furnas

Parque Terra Nostra

Chá Gorreana

Caloura

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Angra do Heroísmo


Angra do Heroísmo - Impérios do Divino Espírito Santo

Angra do Heroísmo - Festas Sanjoaninas

Biscoitos

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Lajido da Criação Velha - Vinhas da Ilha do Pico

Museu do Vinho

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Montanha e Madalena

Museu dos Baleeiros

A Jenny Adam é designer industrial e ilustradora e vive na Alemanha, em Frankfurt. Juntou-se aos Urban Sketchers em 2009. Desenhar é a sua ferramenta de design preferida e uma forma de registar o dia a dia em caderno. Participou no Simpósio Urban Skectching 2013 e 2014, deu formação no Simpósio de 2016, em Manchester, no Reino Unido, e organizou as aulas Urban Sketchers 10x10, em Frankfurt, em 2017.
Website: www.jennyadam.com
Blog: www.jennyadamdraws.blogspot.de

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