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Jardins, Parques e Quintas da Madeira

Famosa pelo mundo fora devido à sua beleza natural, a Ilha da Madeira é também frequentemente conhecida como “o jardim flutuante do Atlântico”. Aqui, as tonalidades da vegetação que cobrem as encostas só encontram rival nas exóticas flores que desabrocham em todos os recantos.

Graças ao seu clima suave e moderado, podemos ao longo de todo o ano, e em ambiente natural, admirar flores e plantas oriundas de quase todos os continentes, como as orquídeas, as estrelícias, os antúrios, as magnólias, as azáleas, as proteias entre muitas outras. 

Algumas destas plantas tropicais e subtropicais chegaram à ilha nos séculos XVIII e XIX, pelas mãos de comerciantes ingleses enriquecidos com o comércio do vinho Madeira, e escolheram as freguesias do Monte, da Camacha, do Santo da Serra e do Jardim da Serra para construir as suas quintas. A escolha destes locais estava relacionada com o clima mais fresco e húmido, mais próximo das condições atmosféricas da Inglaterra, melhor para a aclimatação das plantas daí trazidas.

As Quintas da Madeira são atualmente uma das grandes atrações da região, que podemos conhecer durante a visita à ilha. Muitas foram recuperadas para vários fins como alojamento para férias, museu, café, entre outras. As Quintas da Madeira integram enormes e espaçosos jardins floridos, repletos das mais raras e variadas plantas, e com espaços convidativos ao descanso e relax ou à simples contemplação da natureza. São sem dúvida um ótimo lugar para passear ou para passar férias em família. 


Fim de semana em Troia

Não deixe de…
  • Passear na praia
  • Andar de bicicleta na ciclovia que atravessa a península de Troia
  • Fazer um passeio de barco para ver os golfinhos

Passeios de barco à procura de golfinhos, praias a perder de vista, restaurantes com peixe fresquinho e esplanadas em cima da areia... é a mais simples descrição de umas férias em Troia, ideal para viajar em família.

A cerca de uma hora de Lisboa, em Setúbal, podemos apanhar o ferry-boat que atravessa o rio Sado e chegar ao complexo turístico de Troia. Nessa margem, encontramos um dos mais extensos areais de Portugal, com 18 km de comprimento, que ficará por nossa conta. Seja verão ou inverno, o microclima com temperaturas amenas permite-nos passar uns dias repletos de atividades.

No areal dourado a perder de vista, com o mar de água límpida de um lado e pinhal do outro, podemos divertir-nos com toda a família e se o tempo o permitir, até podemos aproveitar para nos dedicarmos aos desportos náuticos. A zona é muito propícia ao windsurf e à vela, como se poderá perceber pela ocupação da Marina de Troia.

Outra ideia é aproveitar para fazer umas férias de golfe. O campo de Troia, desenhado pelo famoso arquiteto americano Bobby Jones é ótimo para ter a experiência de um bom desafio de golfe, verdadeiramente integrado na paisagem. Está na lista dos melhores campos de golfe da Europa e faz parte de algumas competições internacionais.

Neste ponto de encontro do rio Sado com o mar, é muito frequente ver golfinhos e fazer um passeio de barco com tempo para os observar é sempre uma boa sugestão. Ou para fazer observação de pássaros, com o Parque Natural da Serra da Arrábida e a Reserva Natural do Estuário do Sado motivos de interesse não faltam. Não muito longe, fica a Carrasqueira, um porto de pesca muito tradicional, construído sobre palafitas.

Em Troia, encontram-se sinais de ocupação humana desde há muitos séculos. As Ruínas Romanas são um dos vestígios arqueológicos mais importantes, datadas do séc. I. Eram o maior complexo de produção de conservas e molho de peixe no ocidente romano, o que também comprova a importância da pesca na economia local desde longa data.
Seguindo a estrada que atravessa esta língua de areia chega-se a outras praias, como a da Comporta, do Carvalhal ou do Pego, onde é muito fácil encontrar um bom restaurante para almoçar peixe fresco ou provar os petiscos da gastronomia local. Mas basta andar poucos quilómetros para variar de cenário. A seguir à praia da Galé, as dunas interrompem-se para dar lugar, à lagoa de Melides, com uma falésia de arenito com cinco milhões de anos, e à Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha.

Já perto de Grândola, encontramos o Badoca Park, motivo de divertimento para toda a família, onde podemos fazer um "safari" e ver veados, búfalos, avestruzes, girafas, antílopes, zebras e outros animais ao ar livre que miúdos e graúdos vão adorar, bem no meio do Alentejo.



Um passeio por Portalegre, Marvão e Castelo de Vide

Não deixe de…
  • visitar o Museu das Manufaturas de Portalegre
  • trazer uma recordação em cortiça
  • subir ao ponto mais alto a sul do Rio Tejo, o Pico de São Mamede a 1025 m. de altitude
  • ir a Castelo de Vide durante a Páscoa
  • saborear a água de Castelo de Vide
  • subir à torre mais alta do castelo de Marvão

Num instante atravessamos Portugal e chegamos ao norte do Alentejo para descobrir um refúgio de horizontes largos e gente hospitaleira, no Parque Natural de São Mamede. Numa primeira visita, sugerimos um passeio de carro com paragens em três lugares incontornáveis: Portalegre, Castelo de Vide e Marvão.

Antes de entrar no Parque, visitamos Portalegre
Com uma longa história, Portalegre foi uma cidade próspera e rica nos séculos XVII e XVIII, devido ao investimento na indústria têxtil e ainda hoje é conhecida por essa tradição. Devemos por isso visitar o Museu das Tapeçarias da Manufatura de Portalegre, instalado num antigo solar nobre. As Tapeçarias são peças únicas feitas numa técnica de tear manual que permite reproduzir na perfeição as gradações e as tonalidades de uma pintura ou de um desenho. Têm grande valor e são muito apreciadas por artistas contemporâneos para reprodução das suas obras de arte.

Ao passear pela cidade, vemos muitos palácios e monumentos que relembram os tempos áureos passados. Como o Castelo de origem medieval, a grande , onde podemos admirar um conjunto único de pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII e painéis de azulejos com cenas bíblicas, ou a Casa Museu José Régio, onde viveu este poeta, também colecionador apaixonado de peças de arte sacra e popular. Antes de seguirmos viagem, visitamos a Igreja do Convento de São Francisco, espaço integrado na área da antiga Fábrica de Cortiça Robinson, muito importante para o desenvolvimento da cidade.

Muito perto, a 15 km fica o Pico de São Mamede, o ponto mais alto do Parque Natural. Havendo tempo, vale a pena ir até Alegrete, um tradicional vila alentejana de casas brancas, entre muralhas.

Já a caminho de Marvão, passaremos por Portagem, onde nos podemos refrescar nas piscinas. Faça uma pausa e prove os sabores da cozinha tradicional alentejana, acompanhados com um bom vinho tinto da região. Não muito longe, vale a pena visitar a cidade arqueológica romana de Ammaia.

Subindo até Marvão
Qualquer pessoa que conheça em Marvão vai com certeza dizer que estamos num ponto tão alto que se podem ver as costas dos pássaros a voar. E é bem verdade. Basta subir ao Castelo e apreciar a paisagem imensa.

Esta vila medieval, protegida por muralhas, é uma das preciosidade de Portugal, onde somos bem acolhidos e sentimos uma tranquilidade inesgotável. Marvão dá-se a conhecer nas ruas estreitas e nos recantos pitorescos, no pelourinho manuelino, nas janelas góticas e nas varandas de ferro forjado.

Podemos visitar o pequeno convento gótico da Senhora da Estrela e as Igrejas de Santiago, do Espírito Santo e de Santa Maria. Nesta última, está instalado o Museu Municipal, onde ficamos a saber mais sobre a história desta pitoresca localidade. Desde que foi conquistada aos cristãos, em 1116, até às guerras da Restauração da Independência entre Portugal e Espanha, em 1640, chegou a ser considerada a praça-forte “mais inconquistável de todo o reino”. Mas é hoje um lugar de paz e sossego.

De Marvão seguimos viagem para Castelo de Vide.

Ao chegar a Castelo de Vide
Somos surpreendidos pelo castelo rodeado de casario branco que se destaca na paisagem. Mas a maior surpresa maior está dentro da vila, onde encontramos uma das mais bem preservadas judiarias de Portugal.

Deixamo-nos facilmente encantar pelo charme do cenário medieval. Visitamos a antiga sinagoga, atualmente um museu, e passeamos pelo labirinto ruas, onde aprendemos a ver a presença judaica nos nomes das ruas e os sinais do culto de gerações hebraicas nas portas de granito. A rua das Espinosas, por exemplo, remete para o célebre filósofo do séc. XVII, Spinoza, filho de um habitante de Castelo de Vide.

Depois de subir ao Castelo, voltamos ao centro onde entramos na Igreja Matriz de Santa Maria. Aqui têm lugar uma parte das cerimónias pascais onde se misturam as duas crenças, cristã e judaica. Resta ainda tempo para apreciar a água fresca nas fontes que encontrar pelo caminho, muito conhecida pelas suas propriedades termais.

Sempre presente, o Parque Natural
Para além da sua herança cultural e histórica, o Parque Natural de São Mamede é um lugar de grande biodiversidade, onde se podem encontrar javalis, raposas, coelhos, texugos e gatos bravos e aves raras como a águia de Bonelli, o símbolo desta área protegida, e o grifo, os gaviões, as águias cobreiras e as corujas do mato.

A paisagem é muito rica do ponto de vista geológico e a natureza exprime-se de forma muito particular nas imponentes formações de rochedos quartzitos que chamam a atenção. Quem puder, poderá desfrutar deste ambiente especial numa caminhada ou num percurso em BTT, optando por um dos percursos assinalados.

Para fazer este passeio, o ideal será guardar cerca de 4 dias, mas facilmente se percebe que é muito natural que apeteça ficar mais tempo.


Visitar Braga

Não deixe de…
  • assistir à Procissão noturna do Senhor Ecce Homo nas Solenidades da Semana Santa
  • visitar o evento Bracara Augusta
  • visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês
  • visitar o Santuário de S. Bento da Porta Aberta ou o Santuário de Nossa Senhora da Abadia.

Sendo uma das mais antigas cidades do país, Braga é uma cidade vibrante, cheia de jovens que estudam nas suas universidades. 

Construída há mais de 2000 anos, “Bracara Augusta” foi justamente fundada por Augusto, ficando numa das principais vias romanas da Península Ibérica, pois era sede administrativa do Império. A Diocese de Braga, província romana da Galécia, atual Galiza, é a mais antiga de Portugal e, na Idade Média, chegou a rivalizar com Santiago de Compostela em poder e importância. Aqui passava um dos Caminhos de Santiago, quando este culto começou a ter maior expressão, com a reconquista cristã e a fundação de Portugal. 

A Sé Catedral é também a mais antiga do país e foi mandada construir no séc. XII pelos pais do primeiro rei de Portugal, D. Henrique e D. Teresa, que ali têm os seus túmulos. Braga continua a ser hoje um dos principais centros religiosos do país, onde as Festas da Semana Santa e do São João são ponto alto no calendário litúrgico e turístico. 

Além do Tesouro-Museu da Sé, vale a pena visitar o Museu dos Biscainhos, instalado num palácio barroco, o período mais marcante no património de Braga, ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa, já que a cidade é rica também em vestígios da época romana. Propomos um passeio sem pressas pelo centro histórico para visitar algumas das muitas igrejas, apreciar o casario e edifícios históricos, como o Palácio do Raio, o Theatro Circo, o Arco da Porta Nova, ou tomar um café na emblemática Brasileira com vista para a azáfama da Avenida Central. Mas esta é considerada a cidade mais jovem de Portugal e entre as suas marcas contemporâneas destaca-se o Estádio Municipal de Braga, traçado por Souto Moura, um dos mais notáveis arquitetos portugueses, galardoado com o Prémio Pritzker.


Serra da Estrela

Não deixe de…
  • subir à Torre, o ponto mais alto da Serra da Estrela
  • esquiar nas pistas de neve, verdadeira ou sintética
  • saborear e trazer Queijo da Serra
  • comprar meias de lã ou peças de design contemporâneo em burel
  • admirar os vales glaciares do Zêzere, Loriga e Unhais da Serra
  • descobrir a frescura das praias fluviais durante o verão
  • visitar o Museu do Pão em Seia
  • voar de parapente em Linhares da Beira
  • beber água de uma nascente
  • seguir um longo percurso pedestre e descobrir o esplendor da natureza

De verão ou de inverno, a montanha mais alta de Portugal continental é o cenário perfeito para uns dias descontraídos em contacto com a natureza.

Com uma altitude máxima de 1993 metros na Torre, a Serra da Estrela é uma zona de rara beleza paisagística com desníveis montanhosos impressionantes onde podemos viver intensamente o silêncio das alturas. E aproveitar esses momentos de comunhão com a natureza para observá-la, reparando na variedade da vegetação, nas aves ou nos rebanhos de ovelhas guiados por cães da raça a que a Serra deu nome.

Mas também podemos seguir o curso dos grandes rios portugueses desde as suas nascentes – o Mondego no Mondeguinho, o Zêzere no Covão de Ametade e o Alva no Vale do Rossim são locais deslumbrantes. Ou apreciar os vales glaciares de Loriga, Manteigas, ou o Covão do Urso e o Covão Grande. Nos meses mais quentes, a melhor sugestão será decerto a Rota das 25 lagoas que nos guia por espaços refrescantes.

Já com o tempo frio, a Serra da Estrela é o único sítio em Portugal onde podemos praticar esqui na neve, bem como andar de trenó, de snowboard ou de motoski. Existem diversas pistas com infraestruturas de apoio, e ainda encontramos pistas de neve sintética para esquiar em qualquer época do ano.

Este parque natural é excelente para passeios pedestres, a cavalo ou em bicicleta. Existem cerca de 375 quilómetros de trilhos marcados no terreno, com vários níveis de dificuldade, pelo que decerto haverá algum adequado às nossas condições físicas. E quem já não sonhou voar como um pássaro? Podemos experimentar essa sensação num parapente em Linhares da Beira sobrevoando esta aldeia histórica, que também é obrigatório explorar pelo próprio pé. 


Pico, a ilha montanha

Com 448 Km2 de superfície, a Ilha do Pico é a segunda maior do arquipélago e aquela onde se situa a mais alta montanha de Portugal, precisamente o Pico, que lhe deu o nome, com 2.351 m de altitude. Muitas vezes apelidada como Ilha Montanha, é um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”, a que fica mais a sul do grupo central do arquipélago e apenas a 6 km do Faial.

O seu clima seco e quente em conjunção com a riqueza mineral dos solos de lava e a organização do terreno num impressionante mosaico de pedra negra - os “currais” - permitiu um crescente sucesso da cultura da vinha, com predomínio da casta verdelho. Aos poucos, o vinho e a aguardente tornam-se apreciados dentro e fora da ilha. Exportado para a Europa e para a América, o verdelho atinge fama internacional, e chega inclusivamente a marcar presença na mesa dos czares russos.

Os extensos campos de lava que marcam a paisagem da ilha, e que a população local denomina de “lajidos” ou “terras de biscoito” formam a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, declarada Património da Humanidade da UNESCO em 2004. Destes merecem destaque os sítios do Lajido da Criação Velha e do Lajido de Santa Luzia.

Enquanto no chão de lava negra se destacam as “rilheiras”, sulcos deixados pelas rodas dos carros de bois que transportavam uvas e barris, nos portos e portinhos junto à beira-mar são os “rola-pipas”, encostas talhadas para facilitar o deslize das pipas até aos barcos, que ainda hoje representam esta atividade.

O imenso cone vulcânico da Montanha do Pico, o terceiro maior vulcão do Atlântico, impõe-se na paisagem da ilha. Na sua cratera principal aloja-se um cone de lava designado de Piquinho, no topo do qual fumarolas permanentes encarregam-se de lembrar a sua natureza vulcânica. A cerca de 1250 metros de altitude, onde se inicia a subida pedestre à Montanha, já se avista grande parte da ilha, bem como as vizinhas Faial e São Jorge. A subida até ao topo é cansativa, mas recompensada por panorâmicas fantásticas e únicas, que nos dias límpidos nos premeia adicionalmente com o vislumbre das ilhas Graciosa e Terceira.

É no Pico que encontramos um dos maiores tubos lávicos visitáveis do mundo, a Gruta das Torres, que se estende por cinco quilómetros embelezados por diversos tipos de estalactites e estalagmites lávicas e paredes estriadas.

Para os amantes do geoturismo, há outros locais obrigatórios de visita: as Furnas de Frei Matias, da Silveira e dos Montanheiros, bem como os Mistérios de Santa Luzia, Prainha e S. João – formados pela lava de erupções vulcânica que se verificaram no mar e que se uniram à ilha, e ainda os Arcos do Cachorro, impressionante aglomeração de lavas perfuradas por numerosos túneis e grutas por onde o mar passa em turbilhão.

Outras paragens são as Lagoas do Capitão, do Caiado e do Paul, e ainda o Miradouro da Terra Alta situado na estrada que circunda a ilha pelo Norte, de onde podemos observar a Ilha de São Jorge, bem como a paisagem que a riqueza florestal da Ilha do Pico nos oferece.

O Pico é uma terra de fortes tradições baleeiras. A sua área divide-se por 3 concelhos, Madalena, São Roque e Lajes e, tal como nas restantes ilhas dos Açores, o valor do seu património arquitetónico concentra-se, sobretudo, nas igrejas e ermidas existentes nas diferentes freguesias: a Igreja de Santa Maria Madalena, na Vila da Madalena, a de São Roque e o Convento e Igreja de São Pedro de Alcântara, em São Roque do Pico, a de Nossa Senhora da Conceição e Ermida de São Pedro, nas Lajes e tantas outras.

De destacar ainda o Museu do Pico, com os seus três pólos: o Museu dos Baleeiros, nas Lajes, o Museu da Indústria Baleeira, em São Roque, e o Museu do Vinho, na Madalena, locais obrigatórios de visita que retratam uma época importante da história do Pico. O Museu do Vinho ocupa as antigas instalações do Convento das Carmelitas, proporcionando visitas às vinhas, provas de vinho e, em Setembro, participação nas vindimas.

A ilha do Pico para além da sua riqueza natural oferece também um bom património gastronómico, muito baseado em pratos de peixe e marisco, de onde sobressaem as famosas Caldeiradas, o polvo guisado com vinho de cheiro, linguiça com inhame, molha de carne e os caldos de peixe. Afamados são também os seus figos, de interior vermelho vivo, o mel produzido com a flor do incenso e o Queijo do Pico – um queijo de leite de vaca de pasta mole (nomeadamente os de São João e do Arrife). Tudo regado, claro está, pelo Vinho Verdelho, ou pelos muito apreciados vinhos tintos e brancos da Ilha.

Terra de grande tradição baleeira, o Pico prima pelas variadas peças artesanais em osso e dente de baleia, bem como pelos chapéus de palha, as flores de escama de peixe e miniaturas em madeira dos botes baleeiros, tudo boas sugestões para levar como recordação.


Terceira, A Ilha Festiva

A ilha da Terceira, um dos principais pontos de entrada dos Açores, forma conjuntamente com as ilhas de Graciosa, São Jorge, Pico e Faial o grupo Central do Arquipélago.

Tal como o próprio nome indica, esta foi a terceira ilha do arquipélago a ser descoberta, embora no início fosse chamada de Ilha de Jesus Cristo. Começou a ser povoada no século XV, tendo-se desenvolvido de forma consistente desde então, muito devido à sua localização geográfica.

Mas o que torna a Terceira tão especial é o magnífico contraste entre a beleza natural desta ilha vulcânica e o admirável trabalho do homem no centro histórico de Angra do Heroísmo, a sua capital, fundada em 1534, primeira localidade dos Açores a ser elevada a cidade e classificada Património Mundial pela UNESCO. Aliás, o título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a esta cidade realça a importância que teve ao longo da História de Portugal. A baía de Angra ganhou grande relevância não só como entreposto comercial interno dos produtos regionais produzidos nas demais ilhas, como assumiu ainda maior protagonismo como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as Américas e Índia.    

Observado do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, o centro histórico de Angra do Heroísmo é um testemunho dos reis e dos nobres que por ali passaram, deixando para trás uma bela arquitetura que se estende num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que foi preservado até aos dias de hoje.


Peniche

Não deixe de…
  • fazer uma aula de surf
  • assistir a uma prova do Campeonato Mundial de Surf
  • atravessar a língua de areia até ao Baleal
  • fazer uma caminhada revigorante na praia
  • provar o marisco e o peixe grelhado

Peniche e o mar são indissociáveis. É um dos maiores portos de pesca tradicional de Portugal e um grande centro atlântico de atividades marítimo-turísticas.

Antes de chegar à praia, a visita de Peniche deverá incluir uma passagem pelo centro histórico. Para além do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, das Igrejas de São Pedro e da Misericórdia, destacamos o Forte de Peniche, construído no séc. XVI/XVII para a defesa da costa em cruzamento com o Forte da praia da Consolação e o forte na Ilha das Berlengas. Foi importante para a história de Portugal em vários momentos, mas importa referir que o seu contributo mais recente foi como prisão política durante o Estado Novo, em que aqui estiveram algumas das figuras públicas mais importantes da resistência ao regime. No interior, ficaremos a saber todo os pormenores pois é atualmente o Museu Municipal de Peniche. 

Para além das artes da pesca que, naturalmente, sempre foram uma das fontes de rendimento da população, Peniche é também conhecida pela arte das rendas de bilros, que as mulheres se dedicaram a aperfeiçoar enquanto os homens andavam no mar.

O mar continua a ser um dos principais pontos de interesse e desenvolvimento e as praias de Peniche são muito apreciadas. Se as baías da Consolação e do Baleal proporcionam um bom resguardo para dias de praia em família, as ondas desta costa oeste, como as da Praia de Medão Grande, conhecida como Supertubos devido às suas grandes ondas de forma tubular, são muito procuradas por surfistas e bodyboarders de todo o mundo. Num concurso a nível nacional foi nomeada como uma das “7 Maravilhas de Portugal”. Juntamente com a Praia do Lagido, são o palco do grande campeonato mundial de surf Rip Curl Pro Portugal, uma prova que integra o World Surf League Tour.

A uma viagem de barco de distância fica a Ilha das Berlengas, Reserva Natural. As suas águas translúcidas são ideais para os mergulhadores que aqui encontram um reduto natural de fauna e flora marinha. O mar agitado e o isolamento da Ilha são também o mote para muitas histórias misteriosas de pescadores e de barcos afundados nesta costa. 

Como não podia deixar de ser, o mar domina também as especialidades gastronómicas. Não se deve por isso deixar Peniche sem provar a caldeirada, o arroz de marisco ou a sardinha assada no carvão, sempre acompanhados dos vinhos da região Oeste. Para sobremesa, recomendam-se os doces de amêndoa, seja um “Amigo de Peniche” ou os biscoitos chamados “Esses”.


Festas e Devoções

Não deixe de…
  • visitar Fátima no dia 13 de Maio, momento alto das celebrações religiosas, ou em qualquer dia 13 entre maio e outubro
  • visitar as muitas igrejas e santuários de Braga, a mais antiga diocese nacional criada ainda no Império romano.

Num ato de fé ou pelo simples prazer da descoberta, encontramos em Portugal vários motivos de visita e celebração religiosa e outros tantos percursos de busca interior. 

Portugal, a mais antiga nação da Europa, com fronteiras definidas desde o séc. XII, é constituído por território conquistado aos mouros que à época aqui habitavam. Nesse esforço de Reconquista Cristã, os reis portugueses foram ajudados pelos movimentos das Cruzadas, nomeadamente pelos Cavaleiros do Templo. Por isso é um país tradicionalmente católico e ainda hoje muitos templos e cultos religiosos mergulham nas raízes históricas da fundação nacional. O culto mariano é um desses exemplos e aqui encontramos inúmeros Santuários Marianos e diversas formas de veneração à Virgem Maria. Mas Fátima, local das Aparições de Nossa Senhora aos três Pastorinhos em 1917, é sem dúvida o mais importante local sagrado do país. É uma terra de forte espiritualidade, conhecida como a Cidade da Paz, a que ninguém, crente ou não, fica indiferente.

Em honra de Nossa Senhora e de muitos outros Santos, muitas devoções manifestam-se em festas, romarias e peregrinações de grande significado popular. É o caso das Festas da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, das peregrinações em redor de Braga (a Nossa Senhora do Sameiro, ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta e ao de Nossa Senhora da Abadia), ao Santuário de Nossa Senhora da Penha em Guimarães ou a Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, para referir apenas as mais concorridas no norte do país. Mais a sul mencionem-se as Festas da Rainha Santa em Coimbra, as romarias e círios a Nossa Senhora da Nazaré e a Nossa Senhora do Cabo (Cabo Espichel, Sesimbra), ao Santuário de Nossa Senhora de Aires, perto de Viana do Alentejo e ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa também no Alentejo. Já no Algarve são de referir em particular as Festas da Mãe Soberana, em Loulé, talvez a maior manifestação religiosa a sul de Fátima.


Buçaco, Luso, Curia – um passeio na Bairrada

Não deixe de…
  • apreciar a vista do miradouro da Cruz Alta na Serra do Buçaco
  • visitar o Vale dos Fetos e a Fonte Fria
  • seguir os trilhos da Mata Nacional
  • beber água nas nascentes do Luso
  • andar de gaivota no Lago do Parque Termal da Curia
  • provar o Leitão assado
  • fazer um brinde com espumante da Bairrada

Entre a majestosa floresta do Buçaco e as estâncias termais do Luso e da Curia, encontramos uma região que nos oferece tudo para nos tratarmos bem.

Começamos pela beleza das paisagens que tem como expoente a Serra do Buçaco, um sítio mágico, que no século XVI foi protegido por decreto papal e transformado em retiro monástico isolado do resto do mundo. Ainda hoje, espalhadas pela serra, se encontram as ermidas e capelas que formam a Via Sacra, e que podem ser visitadas seguindo um dos trilhos para descoberta da Mata Nacional. Mas há outros percursos e visitas guiadas que nos levam a conhecer árvores centenárias, muitos lagos e cruzeiros e em que vamos encontrar lugares que permanecerão na nossa memória como o Vale dos Fetos ou a Fonte Fria.

Outra imagem inesquecível será decerto a do Palace Hotel que emerge entre a vegetação frondosa. Em estilo neomanuelino, o palácio foi construído no final do séc. XIX para os últimos reis de Portugal ocupando parte do Convento de Santa Cruz, de que hoje ainda subsistem os claustros e algumas celas. É mais um lugar encantado neste ambiente propício ao romance e ao contacto com a natureza.


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