Sugestões
Festivais de Música
Portugal Music Festivals – Headliners
Património, oceano, diversidade, sol, bem-estar, sabores, cultura e natureza - são estas as grandes estrelas que sobem ao palco nos festivais em Portugal.
Aqui, os festivais são oportunidades para mergulhar nos elementos que tornam um destino especial em qualquer estação do ano. De norte a sul e do litoral ao interior são os ativos naturais e culturais de Portugal que fazem de cada festival uma celebração maior. E, como em qualquer grande lineup, há cabeças de cartaz que se destacam.
The Sunrise Conspiracy – O Sol
Em Portugal, a música começa com a luz e o sol é sempre o primeiro a subir ao palco. Com mais de 300 dias de sol por ano, o clima ameno é uma presença constante e um atrativo para quem visita o país. A luz suave banha praias e montanhas, aquece tardes de concertos e prolonga os dias de quem dança até anoitecer. E se à beira-mar o reflexo dourado nas ondas convida a mergulhos entre atuações, no interior, os últimos raios de sol criam o ambiente perfeito para encontros ao ar livre e fins de tarde inesquecíveis. 
Future Rainbows – A Diversidade
A diversidade em Portugal não é tendência, é essência. E está em todo o lado - nos estilos musicais, nas paisagens, nas pessoas e nas experiências. É possível ouvir música eletrónica junto ao oceano, descobrir sonoridades tradicionais numa aldeia ou assistir a um concerto sinfónico num monumento secular. Cada região oferece festivais com características únicas e esta pluralidade vive-se em eventos que recebem diferentes públicos e preferências, criando comunidades unidas pela música. 
The Silent Thunders – O Bem-estar
Muitos eventos incluem práticas de bem-estar como yoga, meditação, massagens ou alimentação saudável. Há espaços de silêncio, zonas de descanso, envolvimento com a natureza e tempo para respirar. Em Portugal, sentir-se bem não é um extra: faz parte da experiência. As paisagens tranquilas, as águas termais, os retiros naturais e o ritmo calmo das aldeias criam o cenário ideal para recuperar o equilíbrio. O bem-estar estende-se à forma como se é recebido: com simpatia, segurança e hospitalidade. 
Full Table Nation – Os Sabores
A música pode alimentar a alma, mas em Portugal, a mesa alimenta tudo o resto. A gastronomia é património cultural e um dos maiores prazeres para quem nos visita. Nos festivais, ela faz parte da experiência já que se pode saborear o país ao som da música. É impossível resistir às tentações locais: do peixe fresco e mariscos nas zonas costeiras aos enchidos e queijos do interior, passando pelos doces conventuais e terminando num copo de vinho. Cada região tem os seus sabores, e cada prato conta uma história. Comer em Portugal é partilhar, conviver, experimentar. 
Random Castles – O Património
Portugal é um país onde a história está sempre por perto. Os castelos, igrejas, palácios e monumentos são testemunhos vivos de séculos de cultura, trocas e influências. Muitos festivais acontecem em locais repletos de significado: fortalezas medievais, conventos transformados em palcos, centros históricos ou aldeias que parecem suspensas no tempo. Assistir a um concerto entre muralhas ou numa praça renascentista é mais do que ouvir música - é vivê-la com o peso da memória e a beleza do passado. 
Waves of Solitude – O Oceano
Em Portugal, a música tem maré - e o oceano nunca está longe. O mar faz parte da identidade portuguesa. Está presente nas paisagens, na gastronomia, na cultura e no imaginário coletivo. Ao longo da costa atlântica, o oceano molda festivais com um ambiente muito próprio: brisa salgada, sons ao pôr do sol, surf ao amanhecer e noites embaladas pelo som das ondas. Há locais onde se pode participar em atividades náuticas, fazer passeios de barco ou apenas contemplar o horizonte sem fim. O mar é também inspiração para artistas e público, um símbolo de liberdade e de abertura.
The Art Attacks – A Cultura
Desde festivais urbanos com curadoria artística cuidada a eventos rurais que celebram a identidade de uma região, a cultura é sempre protagonista. A cultura portuguesa é multifacetada e vai muito além da música, uma vez que se estende à literatura, ao teatro, à dança, à arquitetura e às tradições populares. Em muitos festivais, estas formas de expressão cruzam-se e enriquecem o programa: há exposições, performances, instalações artísticas e atividades participativas. A ligação às comunidades locais permite conhecer as festas populares, os trajes, os rituais e as artes tradicionais. 
Fields of Infinity – A Natureza
Em Portugal, a natureza é palco e plateia; e cada paisagem apresenta-se como uma experiência sensorial. O país tem uma geografia diversificada e numa curta distância encontram-se montanhas verdejantes, planícies douradas, vales encaixados, rios cristalinos, florestas densas e lagoas serenas. Já as ilhas dos Açores e da Madeira oferecem cenários de sonho, com vegetação exótica e trilhos por entre vulcões e falésias. Alguns festivais acontecem em plena natureza, onde é possível caminhar, pedalar, nadar ou simplesmente descansar num prado. A natureza também é fonte de energia e de consciência ambiental e muitos eventos promovem práticas sustentáveis. 
Siga a melodia
Se gosta de música, em Portugal encontra sempre um festival à sua medida. Dos espetáculos com nomes internacionais a encontros alternativos em cenários idílicos, haverá sempre um lugar onde a música se cruza com a essência do país. Porque aqui, o verdadeiro espetáculo está não só em quem sobe ao palco, mas também em tudo o que o rodeia.
Descubra o lineup completo em visitportugal.com
Festas dos Santos Populares
Junho é o mês dos Santos Populares com festas e arraiais por todo o país nas noites de Santo António, de São João e de São Pedro.
As principais são as Festas de Lisboa, de 12 para 13 de junho, dia de Santo António, e as do Porto, na noite de 23 para 24 de junho, quando se celebra o S. João. São festas muito animadas, em que a população vem para a rua comer, beber e divertir-se pelas ruas dos bairros populares, decoradas com arcos, balões coloridos e manjericos.
Em Lisboa, as marchas populares de cada bairro desfilam pela Av. da Liberdade em direção ao Rossio, enchendo a rua de centenas de figurantes, música e cores. Mas a enchente e a animação não são menores nas ruas desses bairros, com destaque para Alfama, mas também para a Graça, Bica, Mouraria ou Madragoa. Nos largos e vielas, come-se caldo verde e sardinha assada, canta-se e dança-se pela noite dentro. Outro momento forte é a procissão de Santo António, que no dia 13 sai da sua igreja, situada em Alfama, junto à Sé, no local onde este santo nasceu, por volta de 1193.
No Porto, a festa é idêntica em cor e alegria nos bairros mais tradicionais, como Miragaia, Fontainhas, Ribeira, Massarelos e outros. Mas nesta cidade há ainda outros usos e costumes: se antigamente os foliões batiam com o alho-porro na cabeça dos companheiros, hoje usam martelinhos de plástico; por outro lado, além do exuberante fogo-de-artifício que é lançado à meia-noite em pleno rio Douro, também se lançam balões de ar quente multicores, numa das mais bonitas celebrações destes festejos populares. A noite acaba para muitos junto à praia, para ver nascer o sol ou para um banho matinal, como manda a tradição.
A 29 de junho comemora-se ainda o São Pedro, também com festas populares em várias localidades do país, como Sintra ou Évora, ambas na lista do Património Mundial. Évora, aliás, tem a particularidade de celebrar dois santos populares, pois realiza desde o séc. XVI a feira de S. João, uma das maiores da região sul de Portugal, comemorando também o dia de S. Pedro como feriado municipal.
Nestas festas resistem práticas como saltar a fogueira e oferecer à namorada ou namorado pequenos vasos de manjerico, acompanhados de quadras escritas, que muitas vezes falam de amor, ou não estivesse a origem destas festividades ligada ao solstício de verão e a antigos rituais de fertilidade.
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Aquaparques em Portugal
Em Portugal encontram-se parques aquáticos de norte a sul do país que garantem momentos de boa diversão, sob o generoso sol português.
O sol e o mar são uma constante neste país de mais de 800km de costa, mas já não é preciso passar o dia na praia para guardar recordações de horas bem passadas dentro de água, com ou sem crianças. Os parques aquáticos mais concorridos encontram-se no Algarve (Slide & Splash), mas existem outros igualmente divertidos em todo o país, com piscinas e escorregas para todos os gostos, tubos, túneis e pistas aquáticas, jacuzzis e muitas outras formas de cativar o interesse, quer se procurem experiências mais radicais ou mais tranquilas, sem tanta adrenalina.
As diversões aquáticas fecham no inverno e abrem no verão. Mas alguns também têm animais, seja só para os admirar ou conhecer melhor, seja para brincar com eles dentro de água, como no Zoomarine no Algarve. Todos oferecem, porém, áreas de lazer bem cuidadas, restaurantes, e alguns até alojamento, contando sempre com infraestruturas desportivas e diversões alternativas para que não falte nada ao visitante mais exigente.
Assim, mesmo quem está no interior ou não quer ir à praia, encontra o Parque Aquático de Amarante e o Naturwaterpark de Vila Real no norte de Portugal, o Panorâmico Aquaparque junto a Pombal, o Norpark na Nazaré ou o Sportágua em Peniche, estes no Centro de Portugal. E ainda podemos visitar o Aquaparque Santa Cruz, na ilha da Madeira.
Se mencionámos apenas alguns dos parques aquáticos, merecem referência também algumas praias artificiais: no Centro de Portugal encontram-se a Live Beach Mangualde, perto de Viseu, e a Praia das Rocas (com ondas artificiais), em Castanheira de Pera. Tal como os parques, oferecem dias bem refrescantes a mergulhar, saltar, deslizar, brincar com os filhos… Enfim, dias cheios de emoção!
Férias em Família
Portugal oferece excelentes condições para umas férias em família, já que é um pequeno país à beira do Atlântico, ideal para atividades de exterior ou interior.
Portugal tem cerca de 800 km de comprimento máximo no território continental, que se percorrem facilmente, proporcionando uma grande variedade de experiências, sempre a curta distância. É um país seguro, brindado com o maior número de horas de sol por ano de toda a Europa e dispõe duma excelente rede viária e de aeroportos internacionais junto dos principais destinos turísticos, o que o torna sempre uma escolha certa para miúdos e graúdos.
Aqui, os mais novos vão adorar conhecer um sem número de locais, a começar pelos parques de animais. O Oceanário e o Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, o Fluviário de Mora, os vários zoos, com destaque para o Jardim Zoológico de Lisboa ou o Badoca Safari Park, no Alentejo, são alguns dos mais conhecidos. Tal como o Zoomarine no Algarve, que faz a ponte entre um parque temático e os concorridos parques aquáticos que abundam na região, mas se espalham um pouco por todo o país: Nazaré, Amarante, Pombal ou Santa Cruz, na Madeira, são algumas das localidades onde se podem encontrar piscinas e escorregas de todos os tamanhos e feitios com diversão garantida para todos. Mas podem divertir-se também, e aprender, nos vários Centros de Ciência do continente e ilhas, onde sobressaem o Planetário Calouste Gulbenkian e o Pavilhão do Conhecimento, ambos em Lisboa. São ainda muito procurados o Museu da Marioneta em Lisboa, os museus do brinquedo e os centros de equitação que se encontram por todo o país ou o Portugal dos Pequenitos que, em Coimbra, atrai crianças desde há muitas gerações.
Um bom momento para os mais novos também pode ser um piquenique no Parque do Campo Grande ou de Monsanto, em Lisboa, no Parque da Cidade ou de Serralves, no Porto, e em tantos outros de norte a sul de Portugal. Assim como um passeio de burro. Ou de barco. Porque não ir ver os golfinhos no estuário do Sado? Até a história pode ser palco para umas férias em cheio quando, num castelo, pais e filhos aprenderem algo das batalhas que ali se travaram, ou perceberem melhor a vida de reis e princesas num dos vários palácios que podem visitar.
Mais ou menos didáticas, mas sempre animadas, as crianças vão adorar participar em atividades à sua altura, com ou sem a companhia dos pais.
Páscoa em Portugal
Com dias de sol a lembrar o verão que se aproxima, a Páscoa é uma excelente altura para visitar Portugal.
Durante este período, as tradições ganham vida em cada rua e lar, com o aroma do folar e a alegria das festividades a fazerem parte do ritual. É um momento de renovação e de união, onde as famílias se reúnem em torno da mesa, celebrando as partilhas, as tradições e a gastronomia.
Nesta altura do ano, as temperaturas já convidam a passear na praia e a banhos de sol e mar, sobretudo no Algarve e na Madeira. Ou a mergulhar na natureza que se renova na primavera numa explosão de cores e aromas, a descobrir nos Parques Naturais no Porto e Norte e Centro de Portugal, no Alentejo ou nas ilhas dos Açores.Portugal é um destino de sol particularmente popular durante as férias da Páscoa.
Barragem da Aguieira ©Paulo Magalhães
E porque não aproveitar para fazer umas compras, procurar as novas tendências e coleções nas lojas de Lisboa e do Porto? Ou para apreciar as especialidades gastronómicas como as amêndoas cobertas de açúcar ou chocolate e os deliciosos folares? No domingo de Páscoa, ao almoço, há que fazer como em boa parte das casas portuguesas e saborear o cabrito assado no forno.
As experiências e atividades de bem-estar ou de relaxamento também são uma opção muito procurada para retemperar energias durante as férias da Páscoa.

Óbidos ©Isabel Pinto
Em Portugal, a Páscoa é uma quadra de profundo significado católico que se celebra por todo o país. Em Braga a Semana Santa vive-se com toda a solenidade da Igreja e tem como momentos altos a 5ª Feira Santa (Última Ceia e cerimónia do lava-pés), a 6ª Feira Santa (dia da crucificação e morte de Jesus Cristo), o Sábado de Aleluia (ascensão aos céus) e o próprio Domingo de Páscoa (Ressurreição). Já em Óbidos recriam-se os últimos momentos da vida de Cristo na Via Sacra, e em Castelo de Vide as tradições judaicas enriquecem as celebrações.

Mercado de Loulé ©Associação Turismo do Algarve
Noutros pontos do país há outros motivos para festejar. Em Loulé, são as Festas da Mãe Soberana que atraem muitos visitantes e em Constância as coloridas procissões de barcos nas Festas da Senhora da Boa Viagem. A natureza e as atividades ao ar livre são também muito apreciadas durante as férias da Páscoa, altura em que se podem explorar trilhos destinados a caminhadas, as reservas naturais e outras aventuras ao ar livre em Portugal.
Estas são apenas algumas sugestões de visita, mas decerto irá encontrar muitas mais! E que tal agendar já a sua viagem?
Passeios a pé
Com um clima agradável ao longo de todo o ano, passear a pé por Portugal é uma das melhores formas de descobrir cantos e recantos que de outro modo nunca chegaríamos a conhecer.
Pelas ruas de cidades e vilas, através dos campos ou à beira mar, os passeios podem ter pontos de partida e de destino bem definidos, ou desenvolverem-se simplesmente ao sabor da vontade, pelo prazer de andar e de observar o que se encontra pelo caminho.
Para orientação podemos usar mapas ou então seguir as marcas deixadas no terreno pela passagem daqueles que os percorreram antes.
Photo: Ilha do Pico (Açores) ©Veraçor
Mas também há percursos sinalizados no terreno, com itinerários certificados e bem definidos que oferecem segurança a todos os que os queiram seguir. Estes são homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo, a entidade com competência para tal. De acordo com a sua extensão são classificados de Grandes Rotas, Pequenas Rotas ou Percursos Locais. As Grandes Rotas (GR) têm sempre mais de 30 quilómetros e algumas estendem-se mesmo por outros países, são transeuropeias, como o Caminho do Atlântico (GR–E9) que tem início em São Petersburgo na Rússia e atravessa toda a Europa. Com extensão inferior a 30 quilómetros, as Pequenas Rotas são normalmente definidas na área de um concelho e os percursos locais abrangem distâncias mais reduzidas. Caminhar é assim uma atividade ao alcance de qualquer um, que apenas precisa de seguir os sinais no terreno para não se perder. 
Photo: ©Turismo Centro de Portugal
Para maior segurança podemos levar outros meios de orientação, como os mapas detalhados do terreno a grandes escalas, que são produzidos pelo Instituto Geográfico Português. Ou a tradicional bússola e outras aplicações disponíveis num telemóvel, bem como guias e roteiros com informações que complementem aquilo que se observa. Podemos aliar a caminhada à busca de pequenos “tesouros” praticando geocaching com o auxílio indispensável do GPS. Fundamental para todos é o tipo de roupa e calçado que devem ser confortáveis e adequados ao clima e ao terreno. E como nem sempre se pode contar com estabelecimentos que sirvam bebidas e refeições, convém levar água e alguns alimentos. 
Photo: Pico do Areeiro (Madeira) ©DRT Madeira
Existe ainda a possibilidade de participar numa atividade organizada por uma empresa, seguindo percursos guiados por profissionais especializados, que já exploraram o terreno. Deste modo são eles que marcam o ritmo e orientam o caminho, chamando a atenção para os pontos de interesse e detalhes que cada etapa esconde. As propostas são muito variadas e permitem usufruir em pleno do passeio sem nos preocuparmos com os aspetos práticos, bem como de distribuir melhor o esforço ao longo da caminhada. Assim, quando chegarmos ao fim da jornada, teremos mais vontade de apreciar a excelente gastronomia de cada região e o conforto de uma unidade de turismo rural.
Mais informações em:
www.portuguesetrails.com
Dieta Mediterrânica
- provar as sopas de legumes como o caldo verde, originário do norte de Portugal, ou o gaspacho, sopa fria que se come no verão no sul do país
- comprovar que o melhor peixe do mundo é o português, comendo-o simplesmente grelhado numa esplanada à beira-mar
- deliciar-se com as saborosas receitas alentejanas à base de pão, onde abundam ervas aromáticas, como o poejo, coentros e muitas outras
- saborear um prato de cataplana, muito frequente no Algarve
- provar a castanha assada, que se vende na rua, durante o inverno
A Dieta Mediterrânica, classificada Património Mundial pela Unesco, faz parte do bilhete de identidade da gastronomia portuguesa.
Na sua base encontramos produtos vegetais, nomeadamente produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas (feijão, grão, favas, etc.), frutos secos e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas, passas, etc.), mas também o azeite como principal fonte de gordura e o consumo de peixe em detrimento de carnes vermelhas.
Todos estes alimentos, que preferimos consumir na época - e adquirir no comércio local, senão mesmo nos mercados tradicionais, ao ritmo das colheitas ou da faina - fazem parte duma cozinha simples e frugal que os prepara de forma a preservar os seus nutrientes. E assim temos as sopas, os cozidos e guisados, os ensopados e as caldeiradas, que mantêm as propriedades antioxidantes dos ingredientes, contribuindo para uma maior longevidade aos seus consumidores.
A dieta mediterrânica distingue-se ainda pelo consumo moderado de lacticínios, uso de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal, consumo moderado de vinho e apenas à refeição, consumo de água como principal bebida ao longo do dia e, não menos importante, o convívio à volta da mesa. Com efeito, uma característica bem portuguesa é a partilha da mesa, um ritual que junta familiares e amigos e marca a nossa hospitalidade.
Na mesa portuguesa encontramos todos os valores da dieta mediterrânica: a diversidade de produtos da terra e do mar, sejam eles originários do nosso país ou trazidos de além-mar na época dos Descobrimentos, mas também a convocação e transmissão de saberes, a celebração intercultural e entre gerações.
O clima, as paisagens, as culturas que confluíram e assimilámos neste território, o estilo de vida, fazem dum país de extensa costa atlântica como Portugal uma verdadeira pátria da dieta mediterrânica.
Gastronomia de Lisboa
A começar na sardinha assada acabando nos pastéis de Belém, Lisboa tem uma gastronomia tão convidativa como a cidade e a região.
A sardinha assada come-se em todo o país, mas em Lisboa tem especial tradição nas festas dos Santos Populares, em junho. Sobretudo no verão, é prato obrigatório num restaurante típico ou esplanada de praia, com pimentos assados, temperada com o excelente azeite português.
Porém, os barcos que dão cor aos portos de pesca da região - Ericeira, Cascais, Sesimbra ou Setúbal - fornecem muitos outros peixes e mariscos de suculentas caldeiradas, sopas de peixe ou simples peixes grelhados. Como o salmonete de Setúbal e o choco frito. É que em Portugal temos o melhor peixe do mundo!
Muitas tentações doces só por si justificam a viagem, todas elas nos arredores da capital: as nozes de Cascais no fim da bonita linha da Costa do Estoril; as queijadas e travesseiros de Sintra ou os fofos de Belas na verde Paisagem Cultural de Sintra, pontuada de palácios e classificada Património Mundial pela Unesco; e, logo passando o Tejo para sul, encontramos as tortas de Azeitão. A nossa doçaria não acaba, mas há algo que ninguém pode perder numa visita a Lisboa: na zona monumental de Belém, onde também ficam dois expoentes do Património Mundial, é obrigatório provar os gulosos pastéis de Belém, um ex-libris da doçaria conventual que faz parte da imagem de marca da gastronomia portuguesa.
Já agora temos outra sugestão para início ou fim da refeição: o queijo de Azeitão, na bonita paisagem do Parque Natural da Arrábida, é dos melhores de Portugal e aqui encontramos também alguns dos melhores vinhos da região, nomeadamente o moscatel de Setúbal. Além destes, temos ainda os excelentes vinhos de mesa de Colares, maioritariamente tintos, mas se preferirmos um branco, o de Bucelas é muito boa opção.
É claro que a riqueza duma refeição é feita não só pela excelência dos produtos utilizados, mas também pela competência e talento dos chefs que a preparam. Em Lisboa encontramos alguns dos restaurantes portugueses premiados com estrelas Michelin e alguns dos mais conceituados chefs nacionais. Entre eles estão Bertílio Gomes, Henrique Sá Pessoa , José Avillez, José Cordeiro, Leonel Pereira, Luís Baena ou Vitor Sobral, para mencionar apenas alguns dos que mais se têm distinguido pela inovação e criatividade com que têm atualizado a nossa culinária.
Contudo, em Lisboa e arredores o paraíso dos bons gourmets está ao alcance de todos. Um peixe grelhado pode ser um manjar dos deuses, acompanhado do sol duma esplanada e dum vinho branco bem fresco, com o mar como pano de fundo.
Xisto na Naturtejo
Entre rochas cobertas de fósseis e serras habitadas por grifos e cegonhas-negras, as aldeias de xisto do Geopark Naturtejo são lugares hospitaleiros, onde apetece demorar.
Para além dos geossítios classificados e da variedade ecológica, o Geopark Naturtejo da Meseta Meridional integra povoações onde o Homem sabiamente se fundiu com a natureza, adaptando-a gentilmente às suas necessidades. Martim Branco, situada entre penedias de xisto e quartzo é um exemplo dessa harmonia. Nesta aldeia com poucas casas, os fornos comunitários são verdadeiros espaços sociais que lançam no ar os aromas daquilo que vão cozendo no interior – seja cabrito, pão ou bolos, decerto que o cheiro vai abrir o seu apetite.
Prossiga para Sarzedas, terra de povoamento muito antigo que já foi vila e sede de concelho. Hoje em dia, esta aldeia pacata mantém um ar nobre, com casas de belo traçado que se distinguem pelas suas fachadas rebocadas, com apontamentos de cor.
Aqui, o mundo rural está vivo e presente. E se a grande riqueza da região é o azeite de qualidade, proveniente das oliveiras que crescem em socalcos entre muros de xisto, estas terras fornecem muitos outros produtos de grande importância na economia local. Na aldeia de Figueira há sempre uma horta junto a cada casa, um carro com feno acabado de apanhar, ou um bando de galinhas que passeia indiferente a tudo. Mas também encontra atividades para se exercitar. Para-quedismo na Escola do Aeródromo das Moitas, equitação na Sobreira Formosa, ou uns mergulhos na Praia Fluvial de Froia são as sugestões que lhe deixamos.
Situada a 10 km do marco geodésico que assinala o centro de Portugal, Água Formosa fica já fora dos limites do Geopark Naturtejo, mas nem parece. Faça a sua visita seguindo os sons da água que dá nome à aldeia e que corre puríssima nas fontes e na Ribeira da Galega. Mate a sua sede de descanso, enquanto descobre todo o encanto das aldeias do xisto.
Para melhor organizar a sua viagem consulte as ofertas de atividades e de alojamento que as Aldeias do Xisto têm para si em http://aldeiasdoxisto.pt
Do Rio Alva à Serra da Estrela
Passeie pelas estradas do interior centro e entre rios, ribeiras e serras descubra aldeias onde o xisto marca a paisagem.
Numa zona montanhosa de vegetação luxuriante, Vila Cova do Alva conserva um ar de nobreza que a distingue. Respire-o num passeio pelas ruas, onde pode apreciar solares do século XVII e igrejas do século XVIII. E se vier num dia quente de verão, refresque-se na praia fluvial no Rio Alva, enquanto se deslumbra com a beleza da vegetação que a rodeia.
Já na encosta norte da serra do Colcurinho, a uma altitude de cerca de 500 metros, a Aldeia das Dez proporciona uma vista privilegiada para as serras envolventes. Toda ela oferece excelentes pontos de observação, mas um dos melhores é sem dúvida o Miradouro Penedo da Saudade de onde se pode apreciar o confluir dos Rios Alvôco e Alva na Ponte das Três Entradas. Uma paisagem que não apetece deixar de contemplar!E para o ajudar na identificação daquilo que os seus olhos veem, encontra aqui também um painel informativo em azulejo com os principais locais históricos a visitar.
A caminho da Serra da Estrela, na vertente oriental da Serra do Açor, situa-se Sobral de São Miguel, um povoado muito antigo associado à Rota do Sal, o caminho que os mercadores seguiam para trazer este condimento indispensável do litoral para o interior. Percorra as ruas da aldeia e aprecie o casario tradicional, os fontanários, moinhos e lagares, ou os fornos comunitários, ainda hoje utilizados pela população. Para retemperar forças, termine este passeio provando as iguarias locais como o mel, os enchidos ou as tigeladas, e leve consigo o sabor destas aldeias preservadas.
Para melhor organizar a sua viagem consulte as ofertas de atividades e de alojamento que as Aldeias do Xisto têm para si em http://aldeiasdoxisto.pt



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