Sugestões
Em plena Serra do Açor
Junto à Serra do Açor, Fajão e Benfeita são duas aldeias acolhedoras que esperam a sua visita.
A frescura da água é uma constante na aldeia de Fajão. Bem no centro, junto ao adro da igreja, a Fonte Velha distribui o líquido precioso a quem se quiser refrescar. Percorra os pátios da cadeia, visite o Museu Monsenhor Nunes Pereira e atinja o topo da aldeia, onde vai encontrar a piscina, ideal para os dias quentes de verão. Mas se preferir os cursos naturais, procure os açudes do rio Ceira. Como está perto da sua nascente, as águas são muito límpidas, um verdadeiro convite ao mergulho. Já os mais aventureiros encontram ótimas condições para a prática de escalada, nos altos penedos que rodeiam a aldeia. E quando chegarem ao topo, a 900 metros de altura, têm mais um bónus - uma paisagem a perder de vista que se estende pela Beira Baixa.
Siga agora para norte em direção a Benfeita. Pelo caminho vale a pena descobrir a Paisagem Protegida da Serra do Açor através dos trilhos da Mata da Margaraça, uma reserva biogenética considerada o último reduto da vegetação original do centro do país.Visite também a Fraga da Pena, de onde a água se precipita a 70 metros de altura e se estiver calor, aproveite e descontraia na área de recreio e lazer.
Já em Benfeita, passeie pelas ruas, ruelas e passadiços por entre o casario branco. Decerto vai reparar na Torre da Paz, que se destaca pelas suas paredes de xisto. Se a sua visita coincidir com o dia 7 de maio, não estranhe se lhe parecer que o sino não para de tocar. Isto acontece desde 1945, quando terminou a II Guerra Mundial; o sino repica 1620 vezes, o número de dias que durou a “Paz portuguesa”, uma vez que o nosso país se manteve neutral. É a celebração da paz, que nestas aldeias tranquilas vai encontrar em qualquer altura do ano.
Para melhor organizar a sua viagem consulte as ofertas de atividades e de alojamento que as Aldeias do Xisto têm para si em http://aldeiasdoxisto.pt
Ao longo do Rio Zêzere
O Rio Zêzere abre caminho por entre serras e montanhas, perfumadas por uma densa vegetação de pinheiro bravo, criando paisagens deslumbrantes.
Nestes cenários idílicos integram-se harmoniosamente cinco aldeias de xisto, que o convidamos a visitar. Seguindo o Zêzere de norte para sul, comece pela Barroca. Veja os antigos moinhos que eram movidos pela força da água e atravesse a ponte pedonal para admirar gravuras desenhadas nas rochas há milhares de anos, certamente pelos antepassados dos atuais habitantes. Se se interessa por estes temas, vá à Casa Grande onde está o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto e peça informações sobre a Rota da Arte Rupestre do Pinhal interior.
Em Janeiro de Cima, vai ouvir um som que talvez não conheça. São teares manobrados por mãos experientes, que criam peças de linho, na Casa das Tecedeiras. Junto à margem do rio, descanse na Praia fluvial e repare na barca de madeira. Trata-se de uma réplica da que antigamente estabelecia a única ligação entre as duas margens, levando as pessoas a outra povoação que, pela sua localização, foi chamada Janeiro de Baixo. Aprecie a forma engenhosa como foi construída a azenha, escavada na rocha, aproveitando o exíguo espaço natural.
Mais à frente o Zêzere é plácido e já se sente a paz da Albufeira do Cabril. Estendendo-se pela encosta sobranceira ao rio, Álvaro é uma das “aldeias brancas” da Rede de Aldeias do Xisto, assim designadas porque a pedra está escondida pelo reboco. Visite o rico património religioso, herança das Ordens Religiosas que aqui viveram durante séculos, e não deixe de saborear o delicioso cabrito estonado, uma especialidade gastronómica desta zona.
Em Pedrógão Pequeno, o rio alarga-se na Barragem do Cabril, local privilegiado para o lazer. Na Aldeia, também ela branca, de arquitetura nobre, há monumentos para descobrir num passeio que culmina na antiga ponte Filipina, ou seja de novo entre as margens do Rio Zêzere.
Do outro lado do rio, Mosteiro fica no fundo de um vale na margem direita da Ribeira de Pena. A água, outrora aproveitada pela população nos moinhos e levadas, faz as delícias dos que no verão utilizam a sua Praia Fluvial, que bem enquadrada na paisagem, mantém um caráter rural em que nem falta um antigo lagar transformado em bar de apoio.
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Aldeias de Góis
Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena e Comareira.
Estas quatro aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.
Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.
Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.
Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela Liga de Amigos da aldeia.
Deixamos-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
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Xisto na Serra da Lousã
Habitat de veados, javalis e corços, a Serra da Lousã guarda aldeias de xisto onde encontra uma tranquilidade que decerto julgava já não existir.
Muito procurada para a prática de desportos radicais, a Serra da Lousã tem o ponto de altitude máximo no Alto do Trevim, um dos seus melhores miradouros. A vegetação frondosa é atravessada por inúmeros cursos de água que, aqui e ali, formam praias fluviais onde apetece relaxar.
Comece a sua visita pelo Candal. Situada numa colina voltada a sul, esta bonita povoação fica perto da Estrada Nacional que liga a Lousã a Castanheira de Pera. Suba as ruas íngremes que culminam no miradouro sobre o vale e aprecie a paisagem. Entre na Loja da Aldeia, para retemperar forças com os saborosos produtos regionais, adquirir artesanato ou obter informações sobre as atividades disponíveis na região.
A seguir, visite Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro, aldeias ligadas entre si pela história e cultura comuns, mas sobretudo pela genuína forma de viver das suas gentes.Sinta o pulsar destas terras percorrendo as ruas estreitas e aventure-se também pelos caminhos sinuosos que as rodeiam entre sobreiros, castanheiros, carvalhos e pinheiros, excelentes trilhos para passeios pedestres e de btt.
Prossiga para Cerdeira. Logo à entrada, uma pequena ponte de pedra parece ser a travessia do mundo real para outro, muito mais fantástico. Um punhado de casas surge por entre a folhagem num cenário romântico, de onde decerto não vai ter vontade de sair tão cedo. Se escutar algum ruído que o desperte deste encantamento, ele terá certamente origem no “Atelier da Cerdeira”, onde a madeira e o xisto são transformados em peças de artesanato.
É assim o quotidiano destas aldeias preservadas. Venha descobrir por si.
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A encosta oeste da Serra da Lousã
Na vertente ocidental da Serra da Lousã visite três povoações que são a primeira apresentação da Rede de Aldeias do Xisto, para quem chega vindo de oeste.
Comece por Casal de São Simão. Escondida entre a vegetação, esta aldeia de uma só rua, com fonte e capela, é o cenário perfeito para uns dias de absoluta tranquilidade, em que não falta sequer uma praia fluvial, encaixada entre as Fragas de São Simão.
Bem perto, situa-se Ferraria de São João, outra aldeia a descobrir. Pode chegar lá, através de um encantador caminho pedestre e aproveitar para encher os pulmões do ar puro e fresco que aqui se respira. A aldeia situa-se numa crista da Serra da Lousã, em que já não é só o xisto mas também o quartzo que marca a paisagem, numa transição perfeita entre os dois tipos de rocha.
Percorrendo estradas serranas de beleza exuberante atinge a outra povoação deste grupo – Gondramaz. Logo à entrada, o espaço que serve de parque de estacionamento é também um miradouro, em que não faltam sequer bancos de madeira.Instale-se confortavelmente e contemple a paisagem, antes de percorrer as ruas estreitas e os recantos da aldeia. Aqui vai sentir a forte presença do xisto, não só nas paredes das casas, mas também no próprio chão que pisa. Repare nos tons da pedra trabalhada artesanalmente e na forma como foi colocada à mão, resultando numa verdadeira obra de arte. Para trazer consigo uma lembrança deste passeio, procure as esculturas de pedra produzidas por um artesão local.
Se ainda tiver fôlego, siga o percurso sinuoso que tem início junto ao Pátio do Xisto, nos limites da aldeia. Quando chegar ao final atinge o Penedo dos Corvos, um bloco de pedra gigantesco que parece quase suspenso no ar. Descontraia e aprecie a magnífica vista sobre o imenso vale de castanheiros. Este deslumbrante panorama é a recompensa do seu esforço.
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Santa Maria, a ilha sol
A ilha de Santa Maria integra o Grupo Oriental do arquipélago dos Açores, juntamente com São Miguel, da qual dista 81 quilómetros. O verde dos campos, as culturas tradicionais, as chaminés das casas caiadas de branco, o ocre escuro da terra, o dourado das praias e as suas águas azul-turquesa diferenciam Santa Maria das restantes ilhas do arquipélago.
Por ser a ilha dos Açores mais a sul e mais a oriente, Santa Maria apresenta um clima mais quente e seco, que contribui para uma maior aridez dos terrenos e secura da vegetação de tonalidade amarelada, sendo por isso também apelidada de Ilha do Sol.
A ilha apresenta duas áreas com relevos e características distintas: uma zona aplanada e de cotas mais baixas a poente, onde está implantado o aeroporto e o casario de Vila do Porto, a maior povoação da ilha e as freguesias de São Pedro e de Almagreira. Uma zona mais acidentada na metade nascente da ilha, com vegetação mais luxuriante e que inclui o maciço do Pico Alto, o ponto mais elevado da ilha com 590 metros de altitude, de onde se tem uma vela vista panorâmica. Nesta região situam-se ainda as freguesias de Santa Bárbara e de Santo Espírito.
A primeira ilha a ser descoberta pelos navegadores portugueses e a primeira ilha a ser povoada, Santa Maria foi igualmente a primeira ilha dos Açores a formar-se, tendo por isso registadas nas suas rochas vulcânicas e sedimentares, o seu diversificado passado geológico. Isto mesmo pode ser observado na Pedreira do Campo, onde uma escoada basáltica a mais de 100 metros de altitude, alberga no seu seio inúmeros fósseis de organismos marinhos, provando que esta ilha esteve a alguns milhares de anos atrás submersa. Esta riqueza geológica pode ainda ser admirada no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, bem no centro histórico de Vila do Porto.
Destacam-se também os chamados “barreiros” de Santa Maria, colorações avermelhadas a laranja vivo, com aspeto árido e natureza argilosa, sendo o mais famoso, o Barreiro da Faneca, conhecido por “deserto vermelho”. É considerado uma área de Paisagem Protegida Única nos Açores, que inclui as Baías do Raposo, do Tagarete e da Cré.
As formas vulcânicas da ilha assumem uma grandeza ímpar na Ribeira de Maloás, onde o vale fluvial é caracterizado por uma queda de água de cerca de 20 m de altura, resultante do contacto do mar com uma escoada lávica.
Santa Maria é também conhecida pela costa recortada com as suas altas pontas rochosas e baías de águas calmas e cristalinas, que são um convite permanente à descoberta. É o caso das baías da Cré, do Raposo e do Tagarete, entre tantas outras.
Em São Lourenço, a beleza natural da baía em forma de anfiteatro, é complementada pelas vinhas cultivadas em socalcos encosta acima, pelo branco do casario junto ao mar e pela enseada que acolhe uma maravilhosa praia de areia branca e piscinas naturais. No extremo desta, situa-se o Ilhéu do Romeiro.
A Praia Formosa constitui um dos locais mais apreciados da ilha, quer pelo seu extenso areal de areia fina e clara, quer por ser um dos melhores spots para a prática de surf.
O casario de Vila do Porto mantém vestígios do início do povoamento nalgumas casas que ostentam portas ogivais e janelas de traços manuelinos. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da vila, é uma das igrejas mais antigas do arquipélago, embora tenha sofrido ao longo do tempo diversas alterações. No Forte de São Brás, os canhões apontados ao mar recordam os tempos de ataques de piratas. Em Santo Espírito vale a pena ver a fachada barroca da Igreja de Nossa Senhora da Purificação, bem como visitar o Museu de Santa Maria, instalado numa casa típica, com as suas duas chaminés tubulares e a forma bojuda do forno, elementos característicos da arquitetura rural de Santa Maria.
Nos Anjos, para além da sua bela baía, de destacar uma estátua de Cristóvão Colombo, bem como a Ermida de Nossa Senhora dos Anjos, onde segundo reza a história, o navegador assistiu a uma missa na viagem de retorno da América.
Os jogos cromáticos marcam igualmente presença nas casas tradicionais de Santa Maria, inspiradas na maioria na arquitetura tradicional do Alentejo e Algarve, de onde eram provenientes os primeiros povoadores desta ilha. Estas casas são marcadas pela forma retangular de onde desponta uma chaminé cilíndrica assente numa pirâmide incompleta, tendo cada uma das cinco freguesias da ilha adotado uma cor diferente para contrastar com o branco da alvenaria.
Levar Portugal para casa
Quando fazemos uma viagem ou conhecemos um lugar novo, gostamos de levar uma lembrança ou aproveitamos para comprar algumas prendas. E habitualmente procuramos objetos ou produtos que sejam representativos do país e da sua cultura, que sejam únicos.
Não será difícil encontrar uma das peças referidas quando visitar Portugal, mas pode sempre incluir no seu programa lojas mais antigas e tradicionais, que pode encontrar no projeto “Comércio com História”. Quando visitar um museu, não deixe de passar pela respetiva loja e deixe-se surpreender pelas peças portuguesas.
Aqui deixamos algumas ideias do que pode levar para casa.
Cortiça
É um dos produtos naturais mais caraterísticos do país. Portugal é o maior transformador mundial de cortiça e detentor de 53% da produção. Para além disso, a área de sobreiro no território corresponde a 25% da sua distribuição no mundo.
Embora as rolhas sejam o objeto mais conhecido, encontram-se muitos artigos em cortiça, em particular nas áreas de produção como o Alentejo, onde se concentram 72% do total. Recentemente foi criado o tecido de cortiça e é possível encontrar muitos objetos, acessórios, roupa e sapatos feitos com este material que tem propriedades muito apreciadas, como o facto de ser resistente, versátil, reciclável, hipoalergénico e ter qualidades térmicas.
Ourivesaria
A joalharia tem tradição em Portugal e existem atualmente muitos criadores que são reconhecidos pela qualidade do design dos seus trabalhos em prata, ouro e pedras preciosas. No Porto e Norte, o ouro é trabalhado em filigrana, em que se combinam fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho ornamental muito minucioso. Também pode ser também feito em prata. Ainda hoje as participantes nas festas tradicionais, como as de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do castelo, ostentam as suas peças de filigrana em que fazem parte dos trajes folclóricos de noiva.

Filigrana, Viana do Castelo
Têxteis
A indústria têxtil é uma das mais representativas na economia portuguesa, atingindo 10% das exportações nacionais. Os tecidos são reconhecidos pela sua qualidade, sendo a escolha de muitas marcas a nível mundial, seja de vestuário ou de artigos para o lar. Estilistas portugueses como Ana Salazar, Fátima Lopes, a dupla Manuel Alves/José Gonçalves, José António Tenente, Filipe Faísca ou os Storytailors, entre outros, são uma referência na moda e no design e reconhecidos internacionalmente.
As fábricas de lanifícios da Serra da Estrela têm tradição, mas em todas as regiões onde ainda se criam ovelhas é possível encontrar artigos de lã, sejam mantas, tecidos ou peças de roupa feitas à mão. Entre os tecidos mais artesanais, o burel, feito completamente de lã, tem grande resistência e durabilidade. Estas qualidades resultam do seu particular processo de fabrico, em que o tecido, após a tecelagem, passa por uma máquina que bate e escalda a lã, o que dá a aparência compacta e resistente ao pano. A lã em fio é utilizada na arte da tapeçaria.
© Loja do Burel, Lisboa
Em todas as regiões o trabalho artesanal tem expressão nos bordados. Entre os diversos tipos de trabalho que se podem encontrar por todo o país, destacam-se alguns que já ganharam mais tradição. No norte do país, na região de Viana do Castelo, são populares os coloridos lenços de namorados com pequenos pássaros e mensagens de amizade e de amor. Junto ao mar, Vila do Conde, Peniche e o Algarve são referência nas rendas de bilros, feitos na origem pelas mulheres dos pescadores. Feito à mão há mais de 150 anos, o trabalho delicado do bordado da Madeira também é muito apreciado.
Tapeçarias
Os trabalhos portugueses mais representativos são os tapetes de Arraiolos, bordados à mão desde o século XV. Na tapeçaria de referir a manufatura de Portalegre, mais utilizada em decoração mural. As peças são feitas em tear numa técnica única que permite a reprodução rigorosa de trabalhos de pintura, graças às caraterísticas do ponto de Portalegre e da possibilidade de utilizar meios-tons no tingimento do fio. Muitos artistas portugueses como Vítor Pomar, Vieira da Silva e Almada Negreiros têm obras reproduzidas em tapeçarias de Portalegre.
Fique a saber mais sobre as artes tradicionais do Alentejo em www.visitalentejo.pt ou sobre os modos de fazer característicos do Algarve em www.visitalgarve.pt. Para conhecer mais detalhadamente a história do Bordado da Madeira, consulte www.visitmadeira.pt.
Calçado
É também um setor muito expressivo na economia portuguesa. Portugal tem algumas marcas de sapatos reconhecidas internacionalmente pela qualidade e pelo design. Cerca de 90% da produção é dirigida à exportação.
As marcas com maior projeção internacional são: Fly London, Camport, Eject, Exceed, Hard Hearted Harlot Shoes, Mackjames, Prophecy, Softwaves (GoAir, Go Green), Luís Onofre, Paulo Brandão, Miguel Vieira e Carlos Santos. Estes últimos são reconhecidos no segmento de luxo.
Azulejos
Bastante representativo da cultura portuguesa, em Portugal o azulejo encontra-se por todo o lado, nas ruas, nas fachadas dos prédios e no interior das casas mas também aplicado em pequenos objetos utilitários e decorativos. O pequeno quadrado vidrado é único e é sempre uma boa lembrança.
© Museu Nacional do Azulejo
Olaria
Por todo o país, é habitual encontrar-se trabalhos em barro nos mercados e feiras tradicionais. No Alentejo, a olaria é ainda uma das principais expressões artesanais e onde é possível encontrar os artesãos a trabalhar, mantendo os processos de produção antigos. De referir a loiça de barro pintada do Redondo, Viana do Alentejo e São Pedro do Corval, os centros de produção de Flor da Rosa e de Estremoz e a olaria pedrada de Nisa, em que se decora o barro com desenhos feitos com pequeninas pedras brancas incrustadas.
De mencionar que a singularidade da manufatura da olaria preta de Bisalhães (perto de Vila Real) e da técnica de modelação das figuras de barro de Estremoz foram já reconhecidas pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. 
© dvoevnore / iStock
Cerâmica
Nas artes da cerâmica, destaca-se a loiça pintada de Viana do Castelo, de Coimbra ou de Alcobaça, réplicas das peças dos séculos XVII e XVIII, e algumas marcas portuguesas, como a Vista Alegre, reconhecida internacionalmente e caraterizada pelo equilíbrio entre tradição e modernidade das suas peças. Nas cerâmicas utilitárias e decorativas, a Fábrica Bordallo Pinheiro é também uma referência, com peças inspiradas em elementos da natureza, como plantas e animais. As Andorinhas, que decoravam muitas vezes as casas dos portugueses pelo mundo fora, são uma das peças mais populares atualmente.
Se passar pelo Centro de Portugal, siga a Rota da Cerâmica.
Vinho
Uma garrafa de vinho é sempre apreciada, seja dos clássicos vinhos generosos do Porto ou Madeira, seja um bom vinho de mesa ou de reserva, de uma das regiões demarcadas de vinhos. Afinal Portugal é o 11º país produtor de vinho a nível mundial e o 10º em exportação.
Podem ser adquiridos numa loja de vinhos, com aconselhamento mais especializado e personalizado, mas em qualquer supermercado pode encontrar uma boa oferta. Na dúvida e como a escolha é vasta, é sempre útil consultar a Wines of Portugal, com lojas nos aeroportos principais.
Centro de Portugal, Luz Houses Fátima © Emanuele Siracusa
Produtos gourmet
Alguns produtos que fazem parte da gastronomia portuguesa são também boas ideias para pequenas ofertas ou simplesmente para levar para casa os sabores de Portugal.
No sul, no nordeste de Portugal e no interior do Centro de Portugal, o olival é predominante e o azeite português tem qualidades reconhecidas no mundo inteiro, com prémios ganhos na agricultura biológica a nível europeu. As azeitonas são presença constante na gastronomia portuguesa e muito apreciadas como aperitivo, habitualmente servido no couvert dos restaurantes.
A pesca e a indústria das conservas de peixe é uma das principais atividades económicas dos portugueses, entre as mais tradicionais. Nos últimos tempos, tem havido uma aposta forte na revitalização das marcas de conservas portuguesas, cuja qualidade é muito apreciada mundialmente.
Merecem ainda referência os queijos, as compotas e os doces conventuais e os frutos secos como nozes, amêndoas, avelãs, pinhões, figos, passas e castanhas. Na pastelaria, o pastel de nata tem-se evidenciado, sendo uma das especialidades portuguesas mais apreciadas.
Termas no Porto e Norte de Portugal
- visitar as cidades de Monção e Melgaço e provar o vinho alvarinho
- visitar outras cidades à beira do rio Minho: Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha
- visitar, à beira do rio Lima, as cidades de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Ponte da Barca
- visitar Arcos de Valdevez, à beira do rio Vez, ou Barcelos à beira do Cávado
- visitar Braga, cidade de rico património
- visitar localidades emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, como Lindoso, Soajo, Castro Laboreiro, e as suas barragens
- fazer um passeio pelo Douro para conhecer cenários de grande beleza paisagística
A região do Porto e Norte é particularmente rica em Termas, com águas que brotam da terra por vezes a alta temperatura, cujos efeitos terapêuticos são bem reconhecidos.
Nalguns casos os seus benefícios são conhecidos desde a Antiguidade, como nas Termas de Caldelas, São Vicente, das Taipas ou em Chaves, assim designada graças ao nome do Imperador romano Flávio Vespasiano e suas legiões, que já utilizavam estas fontes naturais de bem-estar há 2000 anos. Outras águas são conhecidas desde a Idade Média, como as das Caldas da Saúde e das Caldas de Aregos.
Se as estâncias termais baseiam ainda hoje os seus programas nas propriedades mineromedicinais das águas, é bem verdade que hoje oferecem também programas complementares de saúde e bem-estar que se destinam aos mais diversos fins. Através de duches, banhos, massagens e muitas outras técnicas atuais, encontramos nestes modernos equipamentos programas de relaxamento, tratamentos revitalizantes, de estética e muitos outros, de curta ou mais prolongada duração, com o objetivo de reequilibrar o corpo e a mente. Com bom clima todo o ano, são locais de repouso e bem-estar que promovem a saúde, contribuindo para descontrair e melhorar a qualidade de vida.
Além disso, estas unidades situam-se todas em ambientes naturais de grande inspiração e beleza, que só por si induzem paz e tranquilidade. Basta referir as várias termas existentes no verde Minho, nomeadamente no Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde flora e fauna contribuem para nos inebriar de frescura e beleza. Aqui podemos observar cavalos selvagens e costumes tradicionais que nos fazem regredir no tempo e mergulhar na natureza.
Muitos destes balneários termais ficam no interior de reputados complexos hoteleiros, alguns centenários mas exemplarmente remodelados, outros com modernos spas, havendo nomes maiores da arquitetura mundial que lhe estão associados, como é o caso de Siza Vieira nas Termas de Pedras Salgadas e no Spa de Vidago. Outros possuem parques naturais com rica vegetação e integram no cenário envolvente motivos vários que enriquecem a estadia, desde percursos pedestres a monumentos ou mesmo um campo de golfe de 18 buracos, como também acontece em Vidago.
Uma grande parte fica junto a rios que lhes acrescentam pitoresco e complementam os momentos de fruição. Desde logo o Douro, cenário duma paisagem classificada Património Mundial pela Unesco. Ou ficam perto de cidades cujos centros históricos merecem visita, entre eles Guimarães ou o Porto, também classificados Património Mundial.
No total, nesta região encontramos quase duas dezenas de resorts termais à espera de ser fruídos por quem quiser um programa holístico ou um programa específico de acordo com as caraterísticas minero naturais das águas de cada nascente. Enquadrados e complementados por aromas e sabores de campo, aqui mergulhamos em ambientes naturais em estado puro, verdadeiros refúgios que nos ajudam a recuperar a harmonia e a vitalidade.
Ilha do Corvo
A Ilha do Corvo, considerada pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera, forma em conjunto com a ilha das Flores o Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. De origem vulcânica, o Corvo é a menor das nove ilhas, com uma área de apenas 17,1 km2.
Terá sido descoberta pelo navegador português Diogo de Teive pela mesma altura que a ilha das Flores, ou seja em por volta de 1452 e Insula Corvi foi a sua primeira designação.
O único povoado da ilha, Vila Nova do Corvo, está implantada numa fajã lávica que constitui a principal superfície aplanada da ilha. É uma vila pitoresca e invulgar caraterizada pelas fachadas de pedra negra, com debruado branco nas janelas e nas portas, e pelas ruas estreitas, localmente designadas por canadas, calcetadas com seixos rolados e lajes polidas pelo uso. O uso de fechaduras em madeira nas portas das habitações, fabricadas pelos artesãos do Corvo, é uma das tradições que se mantêm simbolizando a vivência de uma ilha pacífica onde todos se conhecem.
Merece visita a Igreja de Nossa Senhora dos Milagres (padroeira da Ilha do Corvo) que guarda uma imagem - a Virgem e o Menino, de origem flamenga - e um crucifixo de marfim indo-português, bem como o Centro de Interpretação do Corvo.
No Alto dos Moinhos, junto à Ponta Negra, pequenos moinhos de vento enfeitam a beira-mar. Ao contrário dos que existem nas restantes ilhas do arquipélago, estes são de influência mediterrânica, mais parecidos aos que encontramos em Portugal continental. Têm um tronco cónico, com um mecanismo que faz rodar a cúpula de madeira, de modo a que a vela acompanhe a direção do vento.
De Vila Nova do Corvo ao Caldeirão, o ex-libris da ilha, são seis quilómetros sempre a subir. No percurso vêm-se os muros baixos que dividem as propriedades, longas linhas de hortênsias e as manchas negras dos "palheiros", casas rústicas feitas de basalto onde se guardavam as alfaias e as forragens.
Ao chegarmos ao miradouro do Monte Gordo, deixamo-nos encantar com a paisagem ímpar que podemos observar do Caldeirão, que conjuntamente com a sua Lagoa constituem o principal elemento paisagístico da ilha. Esta caldeira vulcânica, resultado do colapso do topo do vulcão central do Corvo, tem uma forma elíptica com uma profundidade de 305 metros e o seu interior é ocupado pela Lagoa do Caldeirão, pouco profunda e por vários cones vulcânicos de pequena dimensão que recortam a massa de água e que muitos dizem delinear o desenho das ilhas açorianas.
A Sudoeste, erguem-se duas formações rochosas muito curiosas, a que chamam Cavaleiro e Marco.
Do Miradouro do Pão de Açúcar, no morro do mesmo nome, temos uma excelente panorâmica não só sobre a própria ilha e sobre a Vila Nova do Corvo, como ainda sobre a Ilha das Flores.
Toda a ilha é rodeada por falésias altas e abruptas e o ponto mais alto da ilha é o Morro dos Homens, situado no rebordo sul do Caldeirão, com 718 metros de altura.
Um passeio de barco à volta da ilha constitui uma experiência inesquecível, revelando as suas zonas mais inacessíveis, permitindo observar a paisagem, um grande número de aves marinhas e até golfinhos ou baleias.
São vistas que não devemos perder!
Graciosa, a ilha branca
A Ilha Graciosa, classificada pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera, é a ilha mais a norte das cinco que compõem o Grupo Central do arquipélago dos Açores. É conhecida como a Ilha Branca, designação inspirada nas características geomorfológicas e nos elementos toponímicos da ilha, com especial destaque para os nomes dados a locais como Pedras Brancas, Serra Branca e Barro Branco.
A ilha tem um concelho, Santa Cruz da Graciosa, constituído por quatro freguesias: Vila de Santa Cruz, Vila da Praia, Guadalupe e Luz. Santa Cruz destaca-se pelas casas típicas, pelas ruelas de pavimento empedrado, ramificadas a partir da ampla praça central, onde se vê o coreto, tanques de água e araucárias. Vale a pena visitar a Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa, a do Santo Cristo, a Cruz da Barra e o Museu Etnográfico, que reúne peças ligadas à cultura do vinho, com tradições na ilha, e à atividade baleeira. Na vila da Praia, o destaque vai para a Igreja de São Mateus que possui um órgão de tubos de 1793, um dos mais bonitos dos Açores e em Guadalupe, a Igreja com o mesmo nome, datada do séc. XVII.
No Monte Nossa Senhora da Ajuda temos uma agradável vista panorâmica sobre Santa Cruz, a parte norte da Ilha. Nesta zona podemos ainda visitar três ermidas dedicadas a S. João, S. Salvador e Nossa Senhora da Ajuda. Esta última é um dos melhores exemplos de “arquitetura religiosa fortificada” nos Açores. Tem anexado a “casa dos romeiros” destinada a acolher os que ali se deslocavam em peregrinação.
O património arquitetónico da ilha está preservado em vários tipos de edificações, com destaque para igrejas, ermidas, casas rurais, e uma curiosa “arquitetura da água” associada a uma centenária rede de reservatórios e sistemas de abastecimento de água potável. Outro apontamento bem característico da paisagem desta ilha são os moinhos de vento com cúpulas vermelhas, de inspiração flamenga, que testemunham a abundante produção de cereais de outros tempos.



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