Sugestões
Grandes desafios de Golfe
Portugal é reconhecido internacionalmente como um destino de golfe e muitos dos seus campos, desenhados por arquitetos de renome, são bons desafios para os golfistas.
Sempre com preocupações de integração na paisagem, a maior parte dos campos tem percursos com traçados adequados a vários níveis de dificuldade. Entre todos, destacam-se alguns greens que se evidenciam pela sua dificuldade ou pela sua envolvência e são um verdadeiro teste à perícia e à técnica.
Praia d’El Rey
Com nove buracos à beira-mar, os caprichos dos ventos marítimos transformam ao Praia d’el Rey num campo que pode ser diferente todos os dias, o que só por si já é um bom desafio. No entanto, a grande prova pensada por Cabell Robinson são os 570 metros para atingir o buraco 17. No buraco 2 avista-se a Ilha das Berlengas ao longe e a paisagem marinha a partir do fairway do buraco 12 é muito apreciada. Foi considerado o sétimo melhor percurso da Europa pela Revista Golf World.
Quinta da Marinha Golf Club
No links imaginado por Robert Trent Jones, o buraco 13 é um espetacular par 4 com 339 metros que desce em direção ao mar, terminando num green com o oceano como cenário de fundo. Com cinco pares 5 e seis pares 3 entre pinheiros, o campo tem vistas espetaculares sobre o mar e a Serra de Sintra.
Belas Clube de Campo
Tem um percurso de campeonato bastante completo e diversificado, desenhado por Rocky Roquemore, que exige a definição de uma estratégia de golfe cuidada mas agrada a golfistas de diferentes handicaps. O grande estímulo do jogo está no green final, o “Big Hole”, protegido por um lago assustador. O buraco 2 também merece destaque, batizado com o nome Augusta em homenagem ao buraco 13 do campo onde se realiza o US Masters.
Photo: Troia Golf Championship Course
Troia Golf Championship Course
No links de Troia desenhado por Robert Trent Jones como o seu campo ideal, destaca-se o buraco 3, um famoso par 4 sobre as dunas onde Sam Torrence ganhou o portugal Open com dois pontos abaixo do par.
Campo de Golfe do Montado
No campo imaginado pelo arquiteto Jorge Santana da Silva, que se desenvolve entre sobreiros, o grande desafio é chegar ao buraco 18 que fica situado numa ilha.
Royal Golf Course de Vale de Lobo
No traçado que Sir Henry Cotton definiu no topo da falésia da costa algarvia combinando os fairways com áreas de pinheiros, a estrela é o green do buraco 16, com uma vista deslumbrante sobre o mar. Este par 3 obriga a uma tacada de 218 metros para sobrevoar três falésias até ao green! É um dos buracos mais fotografados da Europa e é presença assídua na promoção do golfe da região.
Pine Cliffs Golf & Country Club
Tem uma localização única, no topo de uma extraordinária falésia da costa algarvia, a 60 metros da areia dourada da praia. A joia do campo é o buraco 6, o famoso "Devils Parlour", à beira de uma ravina, onde se tem de jogar por cima da praia para chegar a um green estreito, com uma tacada de 198 metros.
Sir Henry Cotton Championship Golf Course
Este campo foi escrupulosamente desenhado por Sir Henry Cotton para que cada buraco fosse um verdadeiro desafio à estratégia de golfe. Mesmo assim existem dois destaques a fazer. O buraco 5 mostra a importância da água, com doglegs para a esquerda numa extensão de 451 metros e com obstáculos de areia e água lateral para a direita. O buraco 13, um par 3, é o mais marcante exigindo uma tacada longa por cima da água. Foi considerado um dos melhores 500 buracos em todo o mundo.
Quinta do Lago Sul
William Mitchel imaginou este campo com greens a poderem ser jogados de várias maneiras diferentes o que o torna num dos mais versáteis campos de golfe, anfitrião do Open de Portugal durante muitos anos. Para além dos bunkers estrategicamente localizados, destaca-se o buraco 15, um par 3 que requer um shot de 200 metros sobre um lago, para um green ladeado por pinheiros.
Pestana Alto Golf
O destaque deste campo desenhado por Sir Henry Cotton com vista sobre a baía de Lagos vai para o buraco 16, um dos mais compridos da Europa, exigindo um par 5 de 604 metros batizado “O Gigante”. O golfista que conseguir fazer um birdie terá direito a receber um certificado e será inscrito no quadro de honra do clube.
Talassoterapia, o bem que faz a água do mar
Não é por acaso que nos sentimos bem sempre que estamos ao pé do mar. Para quem procura bem-estar e quer cuidar da saúde, as propriedades terapêuticas das águas atlânticas que banham a costa portuguesa são uma fonte de equilíbrio.
É sabido que Portugal tem uma ligação muito estreita com o Atlântico em várias vertentes, económicas ou de lazer. Mas este oceano tem também caraterísticas na sua composição que o tornam uma das águas mais ricas para a prática da talassoterapia. É uma fonte de elementos vitais e tem uma composição semelhante ao plasma humano, o que lhe permite ter uma ação virtuosa no bem-estar físico e mental. Entre os seus oligoelementos encontram-se magnésio, iodo, lítio, zinco, cobre, selénio e cálcio, entre muitos outros sais minerais essenciais ao corpo.
A utilização combinada da água, do ar marinho e de substâncias extraídas do mar como as algas, as areias e as lamas têm efeitos regeneradores. Os programas dedicados a situações de cansaço e stress ou de recuperação e convalescença são os mais habituais, mas há uma grande variedade e sempre um adequado a cada caso.
Existem centros dotados de equipamento moderno e especializado em várias regiões - no Porto e Norte, no Centro de Portugal, em Lisboa, no Algarve e nas ilhas da Madeira e do Porto Santo. Tonificar, hidratar e rejuvenescer são algumas das palavras de ordem que têm em comum.
No Algarve, com a praia a chamar, pode experimentar-se, entre muitos outros programas, um de “cura adelgaçante” ou um especial para “pernas tonificadas”. O corpo vai agradecer e os dias de sol terão outro valor.
Na bela ilha de Porto Santo, o clima subtropical e o ambiente tranquilo ajudam a encontrar o mais profundo bem-estar. Os benefícios terapêuticos da areia fina das praias e das águas ricas em iodo, cálcio e magnésio são ideais para libertar o cansaço da vida diária. E com um programa de algas, lamas e areias pode recuperar-se facilmente aquele brilho especial na pele.
Às sessões nas piscinas de água salgada, podem aliar-se outras técnicas de relaxamento como a aromaterapia, as pedras quentes, o ioga ou a meditação. Tudo para cuidar do corpo e restabelecer a mente, sempre à beira mar.
Integrados em resorts e unidades hoteleiras de qualidade, os centros de talassoterapia estão normalmente situados em áreas de grande beleza natural e tranquilidade, o que permite aproveitar os tempos livres para praticar desporto ou fazer atividades ao ar livre. Jogar ténis, fazer uma partida de golfe, fazer passeios a pé e de bicicleta ou então optar por um relaxante passeio de barco são sugestões que facilmente se põem em prática e combinam na perfeição com a talassoterapia.
Em Portugal, o corpo e o espírito são objeto de toda a atenção que merecem.
Património Mundial
Em Portugal, a cultura e o património têm caraterísticas únicas que resultam dos acontecimentos históricos e da maneira de ser de um povo que foi aprendendo com o resto do mundo e adaptando essas novidades à sua forma de estar e ao território.
Vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem parte da personalidade portuguesa. Encontram-se em cidades, monumentos e paisagens que de uma maneira ou de outra contam também uma parte da história do mundo. E foram, por isso, classificados Património da Humanidade.
Em Portugal, a UNESCO já classificou em Portugal 17 Sítios Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais e parques naturais e 11 manifestações de Património Cultural Imaterial da Humanidade. Estes contributos portugueses para a história mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul.. Estes contributos portugueses para a história mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul.
Sítios Património Mundial
Centro Histórico de Guimarães
Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa, por ter sido aqui que Portugal teve origem no séc. XII. A cidade, muito bem preservada, reflete a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. As técnicas especializadas de construção que aí se desenvolveram foram aplicadas no mundo inteiro, nas colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo.
Centro Histórico do Porto
Todo o casario que se vê na colina descendo até à Ribeira, junto ao Rio Douro, e a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia retratam a história desta cidade ligada à atividade marítima desde os tempos romanos. A Sé e a Torre dos Clérigos, símbolos do Porto, a riqueza dos edifícios, as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de uma história milenar.
Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro
As vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto crescem no grandioso vale do Rio Douro, a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. As suas caraterísticas e o trabalho do Homem que moldou o vale em socalcos durante séculos transformaram-na numa paisagem única e de grande beleza.
Universidade de Coimbra, Alta e Sofia
Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas na Europa. Com particular incidência no séc. XVIII determinou o desenvolvimento do caráter estudantil da cidade, a nível urbano, arquitetónico, artístico e social. Disso são exemplo o Paço das Escolas, os Colégios da Graça e de Jesus, a Biblioteca Joanina, o Jardim Botânico, a Alta de Coimbra, a Rua da Sofia e as tradições e práticas académicas seculares. Desde a sua origem, a universidade tem sido um polo difusor de conhecimento científico e uma referência da língua e cultura portuguesas em todo o mundo.
Parque Arqueológico do Vale do Coa
No Vale do Rio Coa encontra-se uma imensa galeria ao ar livre de arte rupestre, ao longo de uma área com 17 km, mas com uma leitura concentrada no moderno edifício do Museu do Coa. Esta excecional concentração de gravuras rupestres do Paleolítico superior (de 22 000 a 10 000 anos a.C.) constitui o exemplo mais importante das primeiras manifestações da criação humana, até agora desconhecido a um nível semelhante em qualquer outra parte do mundo.
Convento de Cristo, Tomar
Pelo significado histórico e pela importância artística, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templário formam um conjunto monumental único. As intervenções ao longo dos séculos refletem artisticamente a história de Portugal, com testemunhos da arte românica, da simbologia templária, dos estilos gótico e manuelino, próprios do tempo dos Descobrimentos, prosseguindo com a arte do renascimento, depois o maneirismo nas suas várias facetas e por fim o barroco dos ornamentos arquitetónicos.
Mosteiro de Alcobaça
É uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, um símbolo de Cister. Foi fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval. A Igreja, iniciada pela cabeceira como era prática corrente, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
Mosteiro da Batalha
Obra-prima do génio criativo, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. É o grande monumento do gótico final português, onde surgiu um dos primeiros exemplos do estilo manuelino. Testemunho da troca de influências nas artes, é um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.
Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Lisboa
O Mosteiro dos Jerónimos é uma notável peça de arquitetura mandada construir pelo Rei D. Manuel I no início do séc. XVI. É considerado a “joia” do estilo manuelino, exclusivamente português, integrando elementos arquitetónicos do gótico final e do renascimento e associando-lhe uma simbologia régia que o torna digno de admiração.
D. Manuel I ordenou também a construção da Torre de Belém, concretizando uma plano inovador e eficaz na defesa do rio e na proteção de Lisboa, cruzando-a com outras estruturas defensivas à entrada do estuário. Símbolo do prestígio do Rei, é decorada com motivos próprios do Manuelino constituídos por nós, cordas, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.
Paisagem Cultural de Sintra
No séc. XIX, Sintra foi um dos primeiros locais na Europa onde a arquitetura romântica foi ensaiada. O rei consorte D. Fernando de Saxe-Goburgo Gotha, casado com a rainha D. Maria II, transformou as ruínas de um mosteiro em castelo, reunindo de forma genial elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas, envolvido por um parque de vegetação exuberante e exótica, ao gosto da época. O mesmo modelo foi seguido noutros palácios da Serra de Sintra e serviu de inspiração noutras paisagens europeias.
Centro Histórico de Évora
Évora, com origens na época romana, teve a sua idade de ouro no século XV, quando foi residência dos reis de Portugal. O seu carácter único vem das casas caiadas de branco, das decorações interiores em azulejo e dos balcões de ferro forjado tornando-a num conjunto urbano representativo de um período histórico (séculos XVI a XVIII). Os seus monumentos tiveram uma influência decisiva na arquitetura portuguesa no Brasil.
Elvas e as suas Fortificações
Perto da linha de fronteira, encontramos em Elvas a maior fortificação abaluartada do mundo, com cerca de 10 km de perímetro e uma área de 300 ha. Testemunho único da evolução das conceções estratégicas militares, integra vários monumentos: o castelo, dois fortes, três fortins, as muralhas e o grandioso Aqueduto da Amoreira, com os seus 7 km e 843 arcos.
Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores
Angra do Heroísmo, com um conjunto arquitetónico singular, foi um porto de escala obrigatório entre a Europa e os outros continentes desde o século XV até ao aparecimento dos barcos a vapor, no século XIX. As suas imponentes fortificações, construídas há mais de 400 anos, são caso único na arquitetura militar.
Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico, Açores
Na Ilha do Pico encontramos um exemplo notável da transformação de um terreno rochoso, de origem vulcânica, aparentemente improdutivo, numa paisagem vinícola extraordinária. As encostas até ao mar, marcadas por um quadriculado de muros de pedra negra a separar as vinhas, são o testemunho do trabalho de gerações de pequenos agricultores que souberam criar, num ambiente hostil, um modo de vida próprio e um vinho de grande qualidade.
Floresta Laurissilva da Madeira
Nas encostas viradas a norte, numa superfície de 15 mil hectares equivalente a 20% da ilha, a floresta primitiva da Madeira sobrevive, resistindo a cinco séculos de humanização. Tendo quase desaparecido do continente europeu, mantém aqui as suas características subtropicais, representando a mais extensa e bem preservada Laurissilva das ilhas atlânticas.
Real Edifício de Mafra
O Real Edifício de Mafra integra o Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada. É uma das obras mais emblemáticas construídas no séc. XVIII por ordem do rei D. João V, tendo transformado o local num dos mais relevantes exemplos do Barroco. De referir, no conjunto, a histórica e monumental Biblioteca com um acervo bibliográfico do séc. XV ao séc. XIX.
Santuário do Bom Jesus, Braga
O Santuário do Bom Jesus em Braga constitui um conjunto arquitetónico e paisagístico, onde se evidenciam os estilos barroco, rococó e neoclássico, tendo a sua construção sido iniciada no séc. XVI.
Património Cultural Imaterial da Humanidade
Fado
Cantado a solo e acompanhado por viola e guitarra portuguesa, o Fado nasceu nos bairros históricos de Lisboa - Mouraria, Alfama, Bairro Alto e Madragoa, ligado à fatalidade do destino e ao amor, cantado de forma intensa e com alma. Hoje é uma música do mundo, símbolo reconhecido de Portugal.
Dieta Mediterrânica
A Dieta Mediterrânica faz parte do bilhete de identidade da gastronomia portuguesa. Na sua base encontramos produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas (feijão, grão, favas, etc.), frutos secos e oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas, passas, etc.), o azeite como principal fonte de gordura e o consumo de peixe.A Unesco considerou-a um verdadeiro estilo de vida, destacando também o convívio, celebração e transmissão de saberes em volta da mesa.
Manufatura da olaria preta de Bisalhães, Vila Real
A louça preta da aldeia de Bisalhães, no concelho de Vila Real, composta sobretudo por peças de caráter utilitário, foi classificada pela especificidade do processo de produção, em que se utilizam técnicas ancestrais. Um dos aspetos que a torna singular é a cozedura feita em fornos escavados no solo, o que confere ao barro o tom preto caraterístico.
Arte da Falcoaria Real, Salvaterra de Magos
Praticada em Portugal desde o séc. XII e ainda preservada em Salvaterra de Magos, a arte da falcoaria é uma forma tradicional de caça ecológica, de baixo rendimento, com séculos de existência. Quem a pratica evidencia a parceria entre homem e ave de presa, a comunhão com a natureza e a estética do lance de caça.
Cante Alentejano
Cantado em coro, por grupos de homens e mulheres, sem recurso a instrumentos musicais, o Cante Alentejano é uma expressão musical única e genuína da região do Baixo Alentejo. Não sendo específico de género ou estrato social, consolidou-se desde o início do séc. XX com as classes rurais de uma região em que se desenvolveu a indústria agrícola e a exploração mineira.
Fabrico de Chocalhos
O Fabrico de Chocalhos, considerado Património Cultural Imaterial, é uma arte singular que existe na região do Alentejo há mais de dois mil anos. Este instrumento de percussão tem um som inconfundível e um papel fundamental na paisagem sonora das áreas rurais onde ainda se pratica o pastoreio. Em todo o país, existem apenas 13 mestres neste ofício tradicional.
Bonecos em Barro de Estremoz
Vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz”, a produção do figurado em barro é uma arte popular com mais de três séculos, a que se dedicam vários artesãos do concelho. Esta arte consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e é realizada manualmente segundo uma técnica que remonta ao século XVII. Estão inventariados mais de uma centena de bonecos diferentes que são simbólicos e representam figuras, ideias e valores das comunidades tradicionais e rurais.
Carnaval de Podence, Macedo de Cavaleiros
Os Caretos de Podence são uma manifestação ancestral da aldeia de Podence, na região norte de Portugal. Durante o Carnaval, rapazes mascarados com trajes coloridos, caras de nariz pontiagudo e chocalhos à cintura percorrem as ruas da aldeia fazendo barulho e metendo-se com as pessoas, sobretudo com as raparigas. Na origem, estavam associados à figura do “diabo à solta” e representavam os excessos, a euforia e a alegria permitidos nesta altura do ano, depois dos meses frios de inverno, celebrando também a fertilidade da primavera que se aproximava.
Arte equestre portuguesa
A arte equestre portuguesa possui uma expressão erudita e outra mais popular, interligando as dimensões funcionais e artísticas; distingue-se das escolas de outros países pelos trajes dos cavaleiros e a sua posição na sela, pelos arreios dos cavalos e sobretudo pela forma de lidar com o cavalo. O cavaleiro desenvolve um conhecimento do animal, incentivando a sua colaboração sem recorrer ao uso da força.
Os cavalos utilizados são na maioria de raça puro-sangue lusitano, o cavalo de sela mais antigo do mundo, um animal de tamanho e porte majestosos.
Festas do Povo de Campo Maior
As Festas do Povo de Campo Maior distinguem-se pela sua capacidade de fortalecer a identidade local e o sentido de pertença da população. Quando o povo quer e decide, as ruas de Campo Maior são decoradas por milhares de flores de papel feitas à mão e transformam-se num cenário efémero invulgar, expressando a criatividade coletiva. As festas são organizadas de forma espontânea e representam um extraordinário exemplo de participação, solidariedade e transmissão de saberes entre gerações.
Barco Moliceiro de Aveiro
O barco moliceiro, símbolo maior da Ria de Aveiro, tem as suas origens na necessidade de recolha do moliço, utilizado como fertilizante agrícola. Reconhecido pelas suas formas elegantes, cores vivas e painéis pintados com humor e criatividade, o moliceiro reúne conhecimentos tradicionais de construção naval, decoração e navegação transmitidos ao longo de gerações. A classificação pela UNESCO destaca a preservação deste saber-fazer ancestral e o seu papel na identidade cultural das comunidades locais.
Santarém, cidade miradouro
- Fazer o itinerário do gótico em Santarém
- Provar a sopa da pedra em Almeirim
No alto de um planalto, Santarém é um miradouro sobre a região fértil da lezíria, o vale do rio Tejo conhecido pela agricultura, pela criação de gado e pela arte tauromáquica.
A cidade integrou as terras da Ordem de Cristo que apoiou financeiramente as Descobertas dos portugueses tendo-se desenvolvido muito nessa época, o que se reflete ainda hoje nos monumentos, tão importantes para a história da arte portuguesa.
O ponto de encontro para começar a visita de Santarém é normalmente o Jardim das Portas do Sol, a alcáçova do antigo castelo que D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, tomou de surpresa aos mouros, numa escalada noturna em 1147. Depois de admirar a paisagem deste miradouro natural, onde se encontra o Centro de Interpretação UrbiSacallabis, podemos então ir explorar a cidade.
Em direção ao centro histórico, iremos encontrar a Torre do Relógio, do séc. XIV, hoje o Núcleo Museológico do Tempo. Também é chamada Torre das Cabaças, relembrando os objetos que estão no topo e que serviam para propagar o som dos sinos que davam as horas, mas que alguém disse que representavam as cabeças ocas que a projetaram. Muito perto, fica a românica Igreja de São João do Alporão transformada em Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia, com a cabeceira construída em estilo gótico, um dos primeiros exemplos da aplicação deste estilo arquitetónico em Portugal.
Photo: Igreja da Graça © José Manuel
Começa aqui a viagem pelo gótico português, que evoluiu para a inspiração manuelina da Igreja de Nossa Senhora de Marvila, com um revestimento de azulejos também exemplar, do séc. XVII. Já na Igreja de Nossa Senhora da Graça, temos o gótico flamejante. No interior, encontramos o túmulo de Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil. Ao lado, podemos visitar a Casa do Brasil, que pertenceu à família desta grande figura da história portuguesa.
Para completar este breve percurso pelo gótico português, deixaremos para mais tarde a passagem pela Igreja de Santa Clara, mostrando o estilo na sua forma mais simples e austera, de acordo com a ordem religiosa das Clarissas. Neste lado da cidade, passaremos ainda pela Igreja do Santíssimo Milagre, do séc. XVI, uma das mais importantes para os escalabitanos.
Passeando-nos ao acaso pelas ruas onde encontramos edifícios de origem renascentista, chegamos à Praça Sá da Bandeira, onde vemos a Igreja de Nossa senhora da Conceição, atual Sé de Santarém, e à Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Muito perto, o Convento de São Francisco, do séc. XIII, recuperado recentemente da sua longa história de destruições e reconstruções.
Para além de apreciar os monumentos, em Santarém poderemos deliciar-nos com a gastronomia. Afinal estamos na capital do Ribatejo, constituído por regiões ribeirinhas, férteis, que o rio inunda regularmente. O Tejo é a alma da região e por isso os peixes de rio sobressaem na cozinha, com enguias que se comem fritas ou em ensopado, açordas de sável (na primavera, quando o peixe desova e é mais saboroso) ou ainda lampreia, que os apreciadores consideram divina.
Nesta zona de campinas onde pasta o gado bravo, o cozido de carne é uma especialidade, como a sopa da pedra ou as migas ribatejanas, uma deliciosa mistura de legumes e pão. Os doces também não desiludem, todos com muitos ovos e açúcar.
É evidente que todas estas iguarias têm um vinho certo para acompanhar. Almeirim, Cartaxo, Santarém, Chamusca e Coruche são os principais produtores integrados na Rota do Vinho do Ribatejo.
Visitar Braga
- assistir à Procissão noturna do Senhor Ecce Homo nas Solenidades da Semana Santa
- visitar o evento Bracara Augusta
- visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês
- visitar o Santuário de S. Bento da Porta Aberta ou o Santuário de Nossa Senhora da Abadia.
Sendo uma das mais antigas cidades do país, Braga é uma cidade vibrante, cheia de jovens que estudam nas suas universidades.
Construída há mais de 2000 anos, “Bracara Augusta” foi justamente fundada por Augusto, ficando numa das principais vias romanas da Península Ibérica, pois era sede administrativa do Império. A Diocese de Braga, província romana da Galécia, atual Galiza, é a mais antiga de Portugal e, na Idade Média, chegou a rivalizar com Santiago de Compostela em poder e importância. Aqui passava um dos Caminhos de Santiago, quando este culto começou a ter maior expressão, com a reconquista cristã e a fundação de Portugal.
A Sé Catedral é também a mais antiga do país e foi mandada construir no séc. XII pelos pais do primeiro rei de Portugal, D. Henrique e D. Teresa, que ali têm os seus túmulos. Braga continua a ser hoje um dos principais centros religiosos do país, onde as Festas da Semana Santa e do São João são ponto alto no calendário litúrgico e turístico.
Além do Tesouro-Museu da Sé, vale a pena visitar o Museu dos Biscainhos, instalado num palácio barroco, o período mais marcante no património de Braga, ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa, já que a cidade é rica também em vestígios da época romana. Propomos um passeio sem pressas pelo centro histórico para visitar algumas das muitas igrejas, apreciar o casario e edifícios históricos, como o Palácio do Raio, o Theatro Circo, o Arco da Porta Nova, ou tomar um café na emblemática Brasileira com vista para a azáfama da Avenida Central. Mas esta é considerada a cidade mais jovem de Portugal e entre as suas marcas contemporâneas destaca-se o Estádio Municipal de Braga, traçado por Souto Moura, um dos mais notáveis arquitetos portugueses, galardoado com o Prémio Pritzker. A fixação da Universidade e a qualidade da arquitetura contemporânea conferiram a esta cidade milenar uma imprevista modernidade.
Quem visita Braga não pode deixar de subir ao Santuário do Bom Jesus, um ícone da cidade, com o seu monumental escadório. No meio de espaços verdes, oferece uma excelente panorâmica sobre a cidade, tal como duas outras igrejas dos arredores: O Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, importante local de culto mariano do país, e ainda a Igreja de Santa Maria da Falperra. Fora do centro histórico, são também dignos de visita, pela sua beleza e importância histórica, o Mosteiro de São Martinho de Tibães e a Capela de S. Frutuoso de Montélios. No Parque Nacional da Peneda-Gerês, existem desportos náuticos na marina de Rio Caldo, um caminho romano marcado por marcos miliários designado Geira Romana, cavalos selvagens e um sem número de espécies botânicas que o tornam um local de natureza privilegiada.
Entre as especialidades gastronómicas de Braga é forço referir o Bacalhau à Braga, à Narcisa ou à minhota, o cabrito assado e o Pudim Abade de Priscos. No último fim-de-semana de maio, Bracara Augusta é um evento que recria a época romana com um mercado de época, acampamento militar, cortejos e gastronomia tradicional.
Vila Real
- visitar a Feira dos Pucarinhos que se realiza pelo S. Pedro (29 Junho)
Situada no alto dum promontório, Vila Real conserva um casario aristocrático com casas armoriadas, janelas manuelinas e varandas tradicionais em ferro forjado.
É uma cidade antiga, situada junto à confluência dos rios Corgo e Cabril, enquadrada pelas Serras do Alvão e do Marão a oeste, e pela Serra de Montemuro, a sul. Cidade interior, tem uma avenida marginal sobre uma profunda ravina onde corre o rio Corgo.
A Av. Carvalho Araújo, debruada por passeios de calçada portuguesa, atravessa a cidade e é rematada num dos topos pelo edifício dos Paços do Concelho, do séc. XIX. Mais à frente fica a Sé, gótica, e em frente, numa casa quinhentista com janelas manuelinas, está hoje instalado o Posto de Turismo.
Prosseguindo o passeio entre a avenida Carvalho Araújo e a avenida Marginal por entre casas senhoriais e ruas comerciais, encontra-se a parte mais viva e característica de Vila Real. Aqui ficam a Igreja da Misericórdia e a Igreja dos Clérigos, esta uma obra-prima do arquiteto italiano Nicolau Nasoni. No passeio vale a pena observar as varandas decoradas com grades de ferro e janelas emolduradas de granito, que formam uma galeria de arquitetura civil genuinamente portuguesa.
Visita a Coimbra
- na Universidade, visitar a Biblioteca Joanina e subir à torre para apreciar as vistas.
- Conhecer a Sé Velha, um dos mais belos edifícios românicos portugueses
- visitar o Portugal dos Pequenitos
- conhecer o Mosteiro de Santa Clara-a-velha
- passear nos Jardins da Quinta das Lágrimas
- apreciar o criptopórtico - o que resta da Coimbra da época romana - no Museu Nacional Machado de Castro
- saborear os pastéis de Santa Clara ou as arrufadas num dos cafés históricos da Baixa
Nas margens do rio Mondego, Coimbra é conhecida pela sua Universidade, a mais antiga em Portugal e uma das mais antigas da Europa, que ao longo do tempo lhe moldou a imagem tornando-a “a cidade dos estudantes”.
Iniciamos esta visita, precisamente na Universidade fundada no século XIII que a UNESCO integrou na lista do Património mundial, numa classificação que engloba também a Rua da Sofia e a alta da cidade. Vale a pena subir à sua torre, onde estão os sinos que marcavam o ritmo das aulas, para apreciar a soberba vista de 360º sobre Coimbra. Mas no piso térreo há muito para visitar: o Pátio das Escolas, a Sala dos Capelos onde têm lugar as cerimónias mais importantes, a Capela de São Miguel com um imponente órgão barroco e a Biblioteca Joanina, que possui mais de 300 mil obras datadas entre os séculos XVI e XVIII dispostas em belíssimas estantes ornamentadas com talha dourada. O conjunto de edifícios ocupa o lugar do Paço onde viveram os primeiros reis de Portugal, que aqui chegaram a fixar a capital do reino.
São desses tempos vários monumentos que apresentam o esplendor da arte românica. Localizados na Baixa, zona de compras e de cafés históricos, merecem visita obrigatória o Mosteiro de Santa Cruz que alberga o túmulo do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, e na outra margem, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, recuperado e resgatado das águas do rio que o invadiram ao longo dos séculos. Ou ainda a Sé Velha, em cujas escadas tem lugar a serenata monumental em que os estudantes trajando capas negras cantam com muito sentimento o Fado de Coimbra. Este é um dos eventos da Queima das Fitas onde todos os anos em Maio os finalistas celebram a conclusão do curso, numa festa cheia de cor. Essa animação, no entanto, sente-se ao longo de todo o ano nas muitas tasquinhas e nas Repúblicas, as residências dos estudantes, exemplos de vida em comunidade.
Mas há muito mais para ver. O Museu Nacional Machado de Castro conserva o Criptopórtico romano, entre um acervo de grande valor e dá a conhecer a história da cidade. Também são muitos os jardins a não perder como o do Choupal, o da Quinta das Lágrimas, cenário do romance de D. Pedro e Inês de Castro ou o Jardim Botânico. As crianças (e não só) vão adorar o Portugal dos Pequenitos, um Parque que reproduz à escala dos mais pequenos, os principais monumentos portugueses.
Coimbra não é só tradição; possui estruturas modernas que vale a pena conhecer como o Pólo II da Universidade, a Ponte Pedonal Pedro e Inês, o Pavilhão Centro de Portugal no Parque Verde do Mondego. E para ter uma perspetiva diferente de toda a cidade aconselhamos um passeio de barco no Rio Mondego.
Segundo um fado cantado pelos estudantes, “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, mas talvez não seja preciso chegar a esse momento para o descobrir …
Levadas da Madeira
Cerca de 3.000 km de levadas para seguir e explorar, descobrindo paisagens de cortar a respiração, num encontro único com a Natureza.
A par das suas belezas naturais, a Madeira tem para oferecer uma outra beleza não menos surpreendente: a obra grandiosa do seu sistema de irrigação - as Levadas.
Estes cursos de água são o documento vivo de um esforço titânico dos antepassados para repartir pelas encostas e vales a água abundante que brota de nascentes no cimo das serras. Integram-se num conjunto de áreas protegidas, das quais se destacam o Parque Natural da Madeira e o Parque Ecológico do Funchal.
As maiorias dos percursos são acessíveis a qualquer um, existindo, no entanto, vários graus de dificuldade, pelo que se aconselha a consulta a profissionais da área e de publicações específicas sobre o tema, bem como a utilização de equipamento adequado.
Para além dos percursos pedestres que proporcionam, as levadas são por vezes as únicas vias de acesso a determinados locais tão isolados que merecerão certamente uma visita. Fora das estradas principais descobrimos a alma da ilha percorrendo algumas destas levadas.
Estes magníficos passeios, dão a oportunidade de vislumbrar paisagens de cortar a respiração num encontro perfeito com a natureza. Do azul profundo do mar ao verde das altas montanhas, a emoção dos 0 aos 1862 metros é garantida!
Entre levadas e veredas e desfrutamos os melhores panoramas que a exuberante natureza da Madeira proporciona. Um verdadeiro tónico para o dia-a-dia!
Viver a natureza na Madeira
Um dos maiores atrativos turísticos da Madeira é a sua vegetação luxuriante e variada, que combina as características tropicais com as mediterrânicas, originando um mosaico vegetal diversificado e rico em tonalidades de verdes, formas e portes.
Visando a salvaguarda deste vasto património natural, que constitui uma raridade a nível mundial, foi criado, em 1982, o Parque Natural da Madeira, parque classificado como Reserva Biogenética, na qual podemos encontrar uma flora e fauna únicas com alguns espécimes raros, como é o caso da Orquídea da Serra, única no Mundo, e ainda árvores de grande porte, pertencentes à família das Lauráceas - o til, o loureiro ou o vinhático e arbustos, fetos, musgos, líquenes e outras plantas de pequeno porte, características da Laurissilva. 
Visitar este parque é descobrir a natureza! O parque engloba cerca de 2/3 do território da ilha e nele estão definidas um conjunto de áreas protegidas, terrestres e marítimas, tornando a Madeira um destino ecológico. Dos 1300 aos 700 metros de altitude no Sul da Ilha e aos 200 metros no Norte concentra-se a maior área de Floresta Laurissilva da Macaronésia, que a UNESCO incluiu na lista do Património da Humanidade. A área de proteção deste parque inclui ainda a Ponta de São Lourenço, a Reserva Natural das Ilhas Desertas, a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a Reserva Natural Parcial do Garajau, a Reserva Natural da Rocha do Navio e a Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo.
A peculiar orografia deste arquipélago aliada à diversidade de terrenos e riqueza paisagística possibilita um sem número de atividades ao ar livre. Seja em terra, no mar ou pelo ar, as opções são várias para qualquer amante da natureza. Os inúmeros trilhos e Levadas que cruzam a floresta endémica da Laurissilva encantarão os caminhantes com as suas vistas arrebatadoras sobre as montanhas, e para os mais audazes a subida aos Picos do Areeiro e Ruivo, promete ficarmos acima das nuvens, com a ilha aos nossos pés.
Já os mergulhadores poderão explorar as águas turquesas da Reserva Natural do Garajau. Entre a fauna marinha residente contam-se alguns peixes de grande porte, como os Meros, cartaz turístico da reserva. Rodeadas por escarpas íngremes, quase inacessíveis, as Ilhas Desertas são o último refúgio atlântico da foca-monge, a foca mais rara do mundo. Igualmente desabitadas, as Ilhas Selvagens são consideradas um santuário ornitológico. Para visitar estas reservas, o melhor é fazermos um passeio de barco numa das muitas empresas de animação que organizam passeios à volta arquipélago, nos quais temos oportunidade de observar espécies marinhas de grande porte como baleias, golfinhos, cachalotes, tartaruga boba, assim como Lobos-Marinhos.
Podemos ainda explorar a zona costeira, repleta de falésias majestosas, praias de seixos e piscinas rochosas naturais que atestam as origens vulcânicas da ilha. Ou, então, apanhar um ferry ou um voo para Porto Santo e desfrutarmos de vários quilómetros de praias douradas.
Para os que gostam da observação de aves, este arquipélago não deixará de os surpreender, pois aqui podemos avistar algumas espécies exclusivas desta parte do globo como o Pombo-Trocaz, o bisbis ou a freira-da-Madeira. Para não esquecermos estes momentos, a máquina fotográfica é mesmo obrigatória.
Quando visitar a Madeira não perca a oportunidade de conhecer de perto todas estas maravilhas e cenários majestosos. Será difícil resistir à tentação de descobrir os atrativos deste paraíso.
Terceira, A Ilha Festiva
A ilha da Terceira, um dos principais pontos de entrada dos Açores, forma conjuntamente com as ilhas de Graciosa, São Jorge, Pico e Faial o grupo Central do Arquipélago.
Tal como o próprio nome indica, esta foi a terceira ilha do arquipélago a ser descoberta, embora no início fosse chamada de Ilha de Jesus Cristo. Começou a ser povoada no século XV, tendo-se desenvolvido de forma consistente desde então, muito devido à sua localização geográfica.
Mas o que torna a Terceira tão especial é o magnífico contraste entre a beleza natural desta ilha vulcânica e o admirável trabalho do homem no centro histórico de Angra do Heroísmo, a sua capital, fundada em 1534, primeira localidade dos Açores a ser elevada a cidade e classificada Património Mundial pela UNESCO. Aliás, o título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a esta cidade realça a importância que teve ao longo da História de Portugal. A baía de Angra ganhou grande relevância não só como entreposto comercial interno dos produtos regionais produzidos nas demais ilhas, como assumiu ainda maior protagonismo como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as Américas e Índia.
Observado do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, o centro histórico de Angra do Heroísmo é um testemunho dos reis e dos nobres que por ali passaram, deixando para trás uma bela arquitetura que se estende num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que foi preservado até aos dias de hoje.
Não podemos deixar de visitar os fortes de São Sebastião e de São João Baptista, exemplos singulares de uma arquitetura militar com mais de 400 anos, a Sé Catedral, do século XVI considerada o maior templo do arquipélago dos Açores, o Palácio dos Capitães-Generais, os Paços do Concelho, a Igreja de São Gonçalo, o Palácio Bettencourt, o Museu de Angra, localizado no antigo convento de S. Francisco, e o Jardim Duque da Terceira, com variadas espécies bem cuidadas, entre outros monumentos.
A partir de Angra podemos explorar a zona costeira da ilha. Vale a pena fazer o passeio de carro até à Praia da Vitória, tendo como pano de fundo os Ilhéus das Cabras, passando pela Baía da Salga e pelas praias de areia negra cercadas por falésias, como Porto Novo. Nesta cidade com um extenso e abrigado areal que constitui uma das mais acolhedoras praias dos Açores, a riqueza do seu património arquitetónico concentra-se sobretudo na Igreja Matriz, e ainda no Forte de Santa Catarina, um dos muitos que foram construídos para defesa da baía da Praia. De referir a casa do escritor Vitorino Nemésio, que na sua obra literária evocou constantemente o arquipélago onde nasceu. Do ponto de vista panorâmico, o miradouro Riviera, na ponta do Cabo, oferece uma excelente vista sobre a cidade e sobre a costa.
Continuando a volta à ilha pela estrada litoral, podemos visitar Agualva com a sua ribeira e azenhas, Biscoitos, zona onde se produz o afamado Vinho Verdelho, onde se visita o Museu do Vinho e a zona balnear com piscinas naturais, tal como na Ponta do Queimado. Passamos a seguir pela Mata da Serreta, um parque florestal com exuberante vegetação e excelente miradouro sobre o mar e sobre Doze Ribeiras, popular zona balnear já próxima da cidade de Angra de Heroísmo.
Na Estrada das Doze Ribeiras, temos acesso ao ponto mais alto da ilha, a Serra de Santa Bárbara com 1.021 m de altitude, donde se tem uma vista espetacular não só sobre grande parte da costa sul da ilha, como também para a belíssima cratera da Caldeira de Santa Bárbara, classificada, pelo seu valor botânico, científico e paisagístico, como Reserva Florestal Natural.
Conhecida muitas vezes por a ilha festiva, na Terceira podemos encontrar durante todo o ano um rico calendário de celebrações religiosas ou tradicionais, bem como diversas instituições e agremiações culturais, grupos de teatro e locais de exposição temporárias ou permanentes que contribuem para a promoção da cultura da ilha.
Por todas estas razões, esperamos que não visite esta ilha apenas na sua terceira visita aos Açores.

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