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Sugestões

Viver a natureza na Madeira

Um dos maiores atrativos turísticos da Madeira é a sua vegetação luxuriante e variada, que combina as características tropicais com as mediterrânicas, originando um mosaico vegetal diversificado e rico em tonalidades de verdes, formas e portes.

Visando a salvaguarda deste vasto património natural, que constitui uma raridade a nível mundial, foi criado, em 1982, o Parque Natural da Madeira, parque classificado como Reserva Biogenética, na qual podemos encontrar uma flora e fauna únicas com alguns espécimes raros, como é o caso da Orquídea da Serra, única no Mundo, e ainda árvores de grande porte, pertencentes à família das Lauráceas - o til, o loureiro ou o vinhático e arbustos, fetos, musgos, líquenes e outras plantas de pequeno porte, características da Laurissilva.



Visitar este parque é descobrir a natureza! O parque engloba cerca de 2/3 do território da ilha e nele estão definidas um conjunto de áreas protegidas, terrestres e marítimas, tornando a Madeira um destino ecológico. Dos 1300 aos 700 metros de altitude no Sul da Ilha e aos 200 metros no Norte concentra-se a maior área de Floresta Laurissilva da Macaronésia, que a UNESCO incluiu na lista do Património da Humanidade. A área de proteção deste parque inclui ainda a Ponta de São Lourenço, a Reserva Natural das Ilhas Desertas, a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a Reserva Natural Parcial do Garajau, a Reserva Natural da Rocha do Navio e a Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo.

A peculiar orografia deste arquipélago aliada à diversidade de terrenos e riqueza paisagística possibilita um sem número de atividades ao ar livre. Seja em terra, no mar ou pelo ar, as opções são várias para qualquer amante da natureza. Os inúmeros trilhos e Levadas que cruzam a floresta endémica da Laurissilva encantarão os caminhantes com as suas vistas arrebatadoras sobre as montanhas, e para os mais audazes a subida aos Picos do Areeiro e Ruivo, promete ficarmos acima das nuvens, com a ilha aos nossos pés.



Já os mergulhadores poderão explorar as águas turquesas da Reserva Natural do Garajau. Entre a fauna marinha residente contam-se alguns peixes de grande porte, como os Meros, cartaz turístico da reserva. Rodeadas por escarpas íngremes, quase inacessíveis, as Ilhas Desertas são o último refúgio atlântico da foca-monge, a foca mais rara do mundo. Igualmente desabitadas, as Ilhas Selvagens são consideradas um santuário ornitológico. Para visitar estas reservas, o melhor é fazermos um passeio de barco numa das muitas empresas de animação que organizam passeios à volta arquipélago, nos quais temos oportunidade de observar espécies marinhas de grande porte como baleias, golfinhos, cachalotes, tartaruga boba, assim como Lobos-Marinhos.

Podemos ainda explorar a zona costeira, repleta de falésias majestosas, praias de seixos e piscinas rochosas naturais que atestam as origens vulcânicas da ilha. Ou, então, apanhar um ferry ou um voo para Porto Santo e desfrutarmos de vários quilómetros de praias douradas.



Para os que gostam da observação de aves, este arquipélago não deixará de os surpreender, pois aqui podemos avistar algumas espécies exclusivas desta parte do globo como o Pombo-Trocaz, o bisbis ou a freira-da-Madeira. Para não esquecermos estes momentos, a máquina fotográfica é mesmo obrigatória.

Quando visitar a Madeira não perca a oportunidade de conhecer de perto todas estas maravilhas e cenários majestosos. Será difícil resistir à tentação de descobrir os atrativos deste paraíso.


Terceira, A Ilha Festiva

A ilha da Terceira, um dos principais pontos de entrada dos Açores, forma conjuntamente com as ilhas de Graciosa, São Jorge, Pico e Faial o grupo Central do Arquipélago.

Tal como o próprio nome indica, esta foi a terceira ilha do arquipélago a ser descoberta, embora no início fosse chamada de Ilha de Jesus Cristo. Começou a ser povoada no século XV, tendo-se desenvolvido de forma consistente desde então, muito devido à sua localização geográfica.

Mas o que torna a Terceira tão especial é o magnífico contraste entre a beleza natural desta ilha vulcânica e o admirável trabalho do homem no centro histórico de Angra do Heroísmo, a sua capital, fundada em 1534, primeira localidade dos Açores a ser elevada a cidade e classificada Património Mundial pela UNESCO. Aliás, o título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a esta cidade realça a importância que teve ao longo da História de Portugal. A baía de Angra ganhou grande relevância não só como entreposto comercial interno dos produtos regionais produzidos nas demais ilhas, como assumiu ainda maior protagonismo como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as Américas e Índia.

Observado do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, o centro histórico de Angra do Heroísmo é um testemunho dos reis e dos nobres que por ali passaram, deixando para trás uma bela arquitetura que se estende num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que foi preservado até aos dias de hoje.

Não podemos deixar de visitar os fortes de São Sebastião e de São João Baptista, exemplos singulares de uma arquitetura militar com mais de 400 anos, a Sé Catedral, do século XVI considerada o maior templo do arquipélago dos Açores, o Palácio dos Capitães-Generais, os Paços do Concelho, a Igreja de São Gonçalo, o Palácio Bettencourt, o Museu de Angra, localizado no antigo convento de S. Francisco, e o Jardim Duque da Terceira, com variadas espécies bem cuidadas, entre outros monumentos.

A partir de Angra podemos explorar a zona costeira da ilha. Vale a pena fazer o passeio de carro até à Praia da Vitória, tendo como pano de fundo os Ilhéus das Cabras, passando pela Baía da Salga e pelas praias de areia negra cercadas por falésias, como Porto Novo. Nesta cidade com um extenso e abrigado areal que constitui uma das mais acolhedoras praias dos Açores, a riqueza do seu património arquitetónico concentra-se sobretudo na Igreja Matriz, e ainda no Forte de Santa Catarina, um dos muitos que foram construídos para defesa da baía da Praia. De referir a casa do escritor Vitorino Nemésio, que na sua obra literária evocou constantemente o arquipélago onde nasceu. Do ponto de vista panorâmico, o miradouro Riviera, na ponta do Cabo, oferece uma excelente vista sobre a cidade e sobre a costa.

Continuando a volta à ilha pela estrada litoral, podemos visitar Agualva com a sua ribeira e azenhas, Biscoitos, zona onde se produz o afamado Vinho Verdelho, onde se visita o Museu do Vinho e a zona balnear com piscinas naturais, tal como na Ponta do Queimado. Passamos a seguir pela Mata da Serreta, um parque florestal com exuberante vegetação e excelente miradouro sobre o mar e sobre Doze Ribeiras, popular zona balnear já próxima da cidade de Angra de Heroísmo.

Na Estrada das Doze Ribeiras, temos acesso ao ponto mais alto da ilha, a Serra de Santa Bárbara com 1.021 m de altitude, donde se tem uma vista espetacular não só sobre grande parte da costa sul da ilha, como também para a belíssima cratera da Caldeira de Santa Bárbara, classificada, pelo seu valor botânico, científico e paisagístico, como Reserva Florestal Natural.

Conhecida muitas vezes por a ilha festiva, na Terceira podemos encontrar durante todo o ano um rico calendário de celebrações religiosas ou tradicionais, bem como diversas instituições e agremiações culturais, grupos de teatro e locais de exposição temporárias ou permanentes que contribuem para a promoção da cultura da ilha.

Por todas estas razões, esperamos que não visite esta ilha apenas na sua terceira visita aos Açores.


Monte

O Monte, também conhecida como “a freguesia dos carrinhos”, é uma das mais emblemáticas freguesias da cidade do Funchal, e local “obrigatório” a visitar, não só pela sua história, mas também pela vista panorâmica sobre a baía do Funchal.

Por entre jardins e imenso arvoredo, o centro da pequena localidade do Monte permite tranquilos passeios a pé, com paragens na Igreja de Nossa Senhora do Monte, erguida em honra da padroeira da Madeira e que inclui, no seu interior, o túmulo de Carlos I, Imperador da Áustria, e na Quinta Jardins do Imperador, última morada do referido monarca. Aqui se celebram todos os anos a 15 de Agosto, as festas em honra de Nossa Senhora do Monte, padroeira da ilha.

Ainda merecedor de paragem, o Jardim Tropical Monte Palace possui uma coleção de plantas exóticas provenientes de todos os continentes e inúmeras obras de arte espalhadas pelos jardins, para além das que estão reunidas no Museu que faz parte deste complexo.

Explorando os jardins do Parque Municipal do Monte, também conhecido como Parque Leite Monteiro, podemos descobrir muitas espécies endémicas e exóticas e árvores centenárias.

Para visitar o Monte e posteriormente regressar ao Funchal, sugerimos duas excelentes opções: subir no teleférico e descer nos carros de cesto.

O Teleférico do Monte efetua a ligação entra a zona histórica do Funchal e o Monte. A viagem tem uma duração aproximada de 15 minutos e permite desfrutar de uma vista panorâmica da cidade.

É do Monte que partem os tradicionais carros de cesto, feitos em vime e montados sobre patins de madeira, que são arrastados por dois homens, os "carreiros" (tipicamente vestidos de branco e com chapéu de palha) os quais controlam a velocidade do carro com a ajuda de cordas. O percurso de 2 km vai desde o Monte até ao Livramento, em aproximadamente 10 minutos e é o ideal para complementar a subida ao Monte por teleférico.


À descoberta do Funchal

Em qualquer altura do ano, o Funchal com o seu clima ameno, é o destino ideal para umas miniférias. São muitos os locais a visitar nesta cidade com mais de 500 anos de existência e, alguns, são mesmo a não perder…

A melhor forma de visitar o centro histórico da cidade do Funchal é fazê-lo pé. O passeio tem início na Sé, de estrutura gótica erguida no século XVI. Ao entrar, devemos olhar para cima para admirar o precioso teto de alfarge, em madeira de cedro trabalhada ao gosto mudéjar. A visitar também a Igreja do Colégio, com a fachada sóbria a esconder um exuberante interior rico em talha dourada, retábulos e painéis de azulejaria do século XVII.

Do lado oposto do Largo do Município, no antigo Paço Episcopal, está o Museu de Arte Sacra, de cuja coleção se destaca o núcleo de arte flamenga dos séculos XV-XVI, testemunho dos contactos comerciais com a Flandres, para onde era vendida a cana-de-açúcar cultivada na ilha. Para provar esse e outros sabores locais, no Mercado dos Lavradores, teremos muito com que ocupar os sentidos: das frutas exóticas às delícias tradicionais como o bolo de mel, sem esquecer as lojas de artesanato, as vendedoras de flores trajadas a rigor e as animadas bancas de peixe.

Para rematar este itinerário sugerimos uma visita à vila da Camacha, a apenas nove quilómetros do Funchal, bem conhecida pelo artesanato em vime e pelo folclore. Destaca-se a dança tradicional da região - o animado “Bailinho da Madeira”, cujo ritmo é marcado pelo “brinquinho”, uma curiosa peça de artesanato. Podemos assistir a uma exibição ao vivo, enquanto jantamos num restaurante típico, saboreando especialidades gastronómicas como a espetada em pau de louro com milho frito. Uma delícia!


Fado, Música do Mundo

Um xaile, uma guitarra, uma voz e muito sentimento. Símbolo reconhecido de Portugal, esta simples imagem pode descrever o Fado, uma música do mundo que é portuguesa.

Na sua essência, canta o sentimento, os desgostos de amor, a saudade de alguém que partiu, o quotidiano e as conquistas. Afinal, os encontros e desencontros da vida são um tema infinito de inspiração. Estilo que valoriza acima de tudo a atuação da voz, que dá cor ao repertório cantado, traz ao mesmo fulgor o intérprete, os músicos e o ouvinte.

Dizem que o fado é o fado, vem de dentro da alma portuguesa e não há divisões a fazer. Mesmo assim, há quem arrisque a distinguir entre profissional e amador. O primeiro é cantado por quem faz da voz a sua forma de vida. O segundo, também conhecido como vadio, tem outras características, embora a natureza saudosista seja a mesma. De novo aparecido nos bairros populares de Lisboa, o fadista nunca é convidado... convida-se a si próprio e não tem repertório estabelecido.

Esta espontaneidade remonta a meados do século XIX, os inícios do fado, que se pautavam pela transgressão, em ambientes frequentados pelas margens da sociedade. Foi nesta fase que nasceu a narrativa mais célebre da história do fado, sobre a relação entre o Conde de Vimioso e Maria Severa Onofriana (1820-1846), uma cantadeira famosa da época. O casal esteve na raiz de um célebre romance (A Severa, 1901), até hoje adaptado em vários meios.

As casas de fados concentraram-se nos bairros históricos de Lisboa, principalmente no Bairro Alto, a partir dos anos 30. A partir daí, a reputação deste género musical muito português escalou e foi na década de 50 que o prestígio de Amália Rodrigues se cristalizou, figura-bandeira do Fado. 

A canção que teimava em não se calar viu nos anos 80 o seu lugar assegurado no espaço público, enquanto património nacional, altura em que se renovava o interesse popular. Em 2011, o Fado, símbolo identitário da capital e do país, foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Para mergulhar neste mundo, nada como visitar o Museu do Fado, situado em Alfama, simbólico e resistente bairro histórico de Lisboa. A partir de um vasto espólio, fruto de centenas de doações, é possível conhecer a história do fado desde o primeiro quartel do século XIX até à atualidade. Também em Lisboa, perto da Madragoa, fica a casa onde viveu a grande Amália, falecida em 1999, hoje transformada em museu. A mais carismática das fadistas tem aqui o seu derradeiro tributo. A si se deve a imagem de marca da fadista: o clássico vestido preto, adornado com xaile.


Prove Portugal

Não deixe de…
  • tomar um café acompanhado dum pastel de nata ou de qualquer exemplar da pastelaria portuguesa
  • provar as excelentes azeitonas portuguesas
  • provar um simples peixe grelhado, temperado com azeite português
  • deliciar-se com o excelente marisco português
  • provar à sobremesa um dos muitos doces conventuais: arroz doce, leite creme, pão-de-ló, barriga de freira, papos de anjo, toucinho do céu e muitos outros
  • provar a pera rocha do oeste, a maçã bravo de Esmolfe e a maçã de Alcobaça, a ameixa d’Elvas, as cerejas da Cova da Beira ou o ananás dos Açores. São todos frutos DOP
  • provar um vinho verde ou um branco, frescos, em dias de calor

Portugal é um segredo bem guardado no que respeita à gastronomia. Que tem tudo para agradar aos paladares mais exigentes porque se baseia em produtos de genuína qualidade, cozinhados segundo receitas tradicionais ou de acordo com tendências mais inovadoras e inusitadas.

Podemos afirmar que a gastronomia portuguesa se estrutura em cinco ícones fundamentais.

Comecemos pelo peixe da nossa extensa costa atlântica, o melhor peixe do mundo, na opinião de conceituados chefs internacionais. O habitat e localização geomorfológica específica no Atlântico proporcionam-lhe condições únicas de nascimento e crescimento que o fazem adquirir um sabor e textura difíceis de igualar noutras paragens.

Os melhores peixes são pescados à linha e por métodos artesanais. Beneficiam depois de alta tecnologia no armazenamento e distribuição, o que os faz, juntamente com os mariscos, chegar nas melhores condições aos restaurantes de categoria superior da Europa e da América para serem confecionados pelos mais qualificados chefs mundiais. Que não dispõem, contudo, de outro ícone da cozinha portuguesa, a cataplana, um utensílio que faz as delícias de gourmets e de quem aprecia a convocação de todos os sentidos em volta da mesa.

O terceiro ícone da gastronomia portuguesa é o Vinho do Porto, considerado sumptuoso e sensual. São o solo, trabalhado pelo homem, e o sol que amadurece os frutos, que lhe conferem características únicas. Se nos lembrarmos que as uvas crescem na mais antiga região demarcada do mundo, classificada Património Mundial pela Unesco tal como as Caves de Gaia onde estes vinhos envelhecem, sorrimos ao perceber que a natureza e o homem souberam unir-se para criar um produto de exceção.



Falamos agora da doçaria portuguesa. Que faz dar louvores a Deus, tal como as antigas monjas enquanto preparavam receitas de açúcar, ovos e amêndoa na reclusão dos conventos. Também por isso e pelo equilíbrio entre sabor, cremosidade e estaladiço, temos outro ícone da gastronomia portuguesa que pode ser considerado um doce celestial: o pastel de nata!



O quinto ícone da gastronomia portuguesa reside no fator humano. São os nossos chefs, cada vez mais talentosos e premiados, que estão a revolucionar a riqueza da culinária portuguesa com criatividade, ousadia e bom gosto. Presentemente Portugal orgulha-se de poder contar com uma plêiade de chefs que praticam uma cozinha de grande nível, através de receitas seculares ou por caminhos menos percorridos que muitas vezes realçam o sabor e qualidade dos produtos locais.



Mas falta-nos falar ainda de vários outros produtos que também contribuem para distinguir o que se come em Portugal. As carnes DOP são provenientes de raças autóctones - o porco bísaro e o porco preto, a vitela Arouquesa, Maronesa, Mertolenga, Barrosã ou de Lafões, o cabrito do Barroso, charnequeiro ou transmontano, o borrego terrincho ou Bragançano – cujos produtores porfiam em manter o seu capital de sapidez e suculência. As frutas e legumes frescos estão na base da gastronomia portuguesa e das suas características mais mediterrânicas duma cozinha saudável, simples e variada. São o produto duma terra fértil, que está a saber converter-se a novos processo de produção biológica, amiga do homem e do ambiente. Para os temperar temos outro produto mediterrânico, um azeite puro e aromático que conquista mercados internacionais a cada dia que passa. Com ele temperamos o peixe, as sopas, as saladas, os queijos. Sim, os maravilhosos queijos serranos produzidos em Portugal, que o mundo ainda não descobriu. Cremosos, untuosos ou secos, são de cabra e de ovelha e fazem-nos igualmente bendizer os céus.

Para acompanhar tudo isto, temos outro segredo que começa agora a ser desvendado: os nossos excelentes vinhos de mesa. Fruto duma nova geração de enólogos e produtores e duma nova visão quanto à cultura da vinha, os vinhos portugueses são a bebida certa para acompanhar a refeição e temos sempre um vinho de grande qualidade conforme o local do país onde nos encontremos.

Agora só falta sentarmo-nos à mesa e brindar a uma experiência deliciosa.


Ilha de Porto Santo

Na Ilha do Porto Santo encontramos um refúgio dourado e azul, um local onde tudo acontece num ritmo calmo, convidando à descontração e ao relaxamento.

Em pleno Oceano Atlântico, com 11 km de comprimento e 6 km de largura, Porto Santo é desde há muito apelidado de Ilha Dourada, devido à sua extensa e fantástica praia de 9 km de areia fina e sedosa banhada por águas azul-turquesa. O clima do Porto Santo, moderado durante todo o ano e com uma temperatura do mar que oscila entre os 17ºC e os 22ºC, faz com que esta ilha nunca perca o seu encanto mesmo nos meses de Inverno.

Em 1418, os navegadores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram à Ilha do Porto Santo, primeira das descobertas ultramarinas portuguesas. Tendo sido desviados por ventos fortes da sua rota de exploração da costa ocidental de África, a Ilha do Porto Santo deu-lhes um porto seguro, ganhando assim o seu nome. Em 1446, o Infante Dom Henrique nomeou Bartolomeu Perestrelo governador da ilha, dando-lhe razões para ficar famosa: a filha de Perestrelo veio a casar-se com Cristóvão Colombo, que aqui passou algum tempo nesta Ilha a preparar a grande viagem da Descoberta da América. Hoje em dia é possível visitar a casa do século XV que Cristóvão Colombo terá habitado. Situada em Vila Baleira, exibe retratos de Colombo e também mapas com as diferentes rotas por ele percorridas.



Apesar de pequena, a capital da ilha, Vila Baleira, tem as suas atrações. A cidade está centrada na sua praça principal, à volta do Largo do Pelourinho, e dos Jardins do Infante. As ruas ladeadas de palmeiras e buganvílias são ideais para agradáveis e relaxantes passeios. Os restaurantes abundam, pelo que temos muitas oportunidades para experimentar as especialidades da ilha: espetada de vaca grelhada em pau de louro regada com manteiga de alho, ou o famoso bolo do caco, o pão com batata-doce que é também servido com manteiga de alho. Um passeio pelo cais permite-nos ver o artesanato, feito com matérias-primas locais como conchas, folhas de palmeira, canas e barro. Para um toque de história e cultura, além da casa museu de Cristóvão Colombo, os belíssimos painéis de azulejos na vizinha Igreja de Nossa Senhora da Piedade do século XVII valem bem uma visita.

O Porto Santo anima-se nos dias 23 e 24 de Junho para as Festas de São João em honra do padroeiro da ilha. E a animação continua em Agosto com as festas religiosas de Nossa Senhora da Graça na noite de 14 para 15, da Nossa Senhora da Piedade de 30 para 31 e no final do mês com a Festa das Vindimas. Em setembro, o Festival de Colombo relembra as passagens e vivências deste navegador pelo arquipélago da Madeira, bem como toda a epopeia da época dos Descobrimentos. As celebrações de Natal e da Passagem de Ano continuam até ao Dia de Reis, quando as festividades noturnas incluem visitas para ver a Lapinha (presépio) e na noite de 15 de Janeiro para celebrar o Santo Amaro.

Mas o cartão-de-visita do Porto Santo é sem dúvida a sua praia. Com fama de terem poderes curativos, as areais e águas são ricas em iodo, cálcio e magnésio, tornando-as muito benéficas para o tratamento de reumatismo e doenças dos ossos.

No Centro de Talassoterapia, podemos experimentar um tratamento antisstress e num passeio a pé até à Ponta da Calheta exercitar o nosso corpo. Podemos também libertar o stress de forma mais ativa, praticando uma das diversas variedades de atividades ao ar livre que a ilha oferece- passeios de barco, pesca desportiva, mergulho, windsurf, kite surf, esqui aquático, BTT, ou parapente. Os amantes de golfe podem também dar umas tacadas no Porto Santo Golfe, projetado pelo campeão espanhol Ballesteros.



Em alternativa, podemos passear pela ilha e descobrir a beleza duma paisagem que se formou graças a sucessivas erupções vulcânica num dos vários miradouros: o da Portela, com os moinhos de vento circundantes, o da Pedreira no Pico Ana Ferreira e, no extremo oeste da ilha, o miradouro das flores com vista sobre a Madeira e as ilhas Desertas. A não perder, a subida ao Pico do Facho, o ponto mais alto da ilha com 517 metros e ao Pico do Castelo, de onde se avistam os vales encaixados e os ilhéus que parecem ter sido "semeados" em redor.

Com crianças, podemos visitar a Quinta das Palmeiras e desfrutar de um mini-zoo e minijardim botânico ou então ver a fonte da Areia e a erosão causada pelas águas nas rochas. Para retemperar forças, fazer um piquenique nos Morenos e depois dar um mergulho nas águas cristalinas na pequena enseada do Zimbralinho é uma sugestão que toda a família vai adorar.

Para terminar o dia, bebendo um sumo de frutas ou uma Poncha numa das diversas esplanadas junto à praia, deixamo-nos embalar pelo som mágico das ondas e ao cair da noite, na hora crepuscular, contemplamos um pôr-do-sol indescritível.


Navegar na costa algarvia

Com cerca de 200 quilómetros de costa, um clima excelente e águas calmas, o Algarve é ótimo para navegar, mesmo não sendo dono de um barco, já que há sempre a hipótese de alugar ou de nos juntarmos aos cruzeiros que dão a conhecer a beleza do litoral. 

E conhecer a região a partir do mar é algo completamente diferente, que nos surpreende a cada instante. Dos rochedos dourados em que a erosão esculpiu grutas e formas exuberantes, sobretudo entre Lagos e Albufeira, às falésias avermelhadas e dunas brancas que emolduram amplos areais, a variedade da paisagem é grande. O mar agitado a ocidente, perto de Sagres, aquece e acalma conforme nos dirigimos para leste, tornando esta aventura mais relaxante. 

Também há rios navegáveis, como o Arade, que entre Portimão e Silves possui recantos de grande beleza, com fontes de água cristalina, uma vegetação imensa e memórias da presença árabe. Já no extremo leste, a subida do Guadiana é um passeio agradável entre vastas margens, onde podemos avistar moinhos, casas típicas e campos de pastoreio. E pelo meio a Ria Formosa, uma área protegida de sapais, dunas e ilhas quase desertas com areais que parecem não ter fim banhados por águas transparentes. 

Podemos conhecer esta diversidade a bordo das pequenas embarcações licenciadas ou nos passeios organizados por diversas empresas. Muitos deles incluem almoço a bordo, ou uma típica sardinhada portuguesa numa baía recatada. E existem também passeios com uma vertente de ecoturismo para observação da fauna e flora no Parque Natural da Ria Formosa e na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. 

Mas para quem está habilitado, não há nada melhor do que navegar ao leme de uma embarcação e descobrir enseadas escondidas entre dunas e falésias, praias desertas e selvagens inacessíveis por terra. Mergulhar nestas paragens debaixo do sol quente do verão algarvio faz-nos sentir no paraíso. E nem é preciso ter barco, já que há diversas empresas que os alugam por algumas horas ou dias. E aqueles que gostam de pescar testando a sua adrenalina ao tentar capturar espécies grandes, encontram no Algarve um bom destino para pesca grossa, sobretudo nas águas mais ocidentais. 

Com mar e ventos de feição, encontram-se aqui ótimas condições para a realização de provas de vela que atraem participantes de diversas partes do mundo. Como cenário ou ponto de escala, o Algarve é presença constante nos calendários dos mais prestigiados eventos internacionais da modalidade. E velejar está ao alcance de todos, já que há muitas escolas e clubes náuticos na maioria das cidades e vilas do litoral onde é possível aprender. É outra forma de descobrir o Algarve, basta traçar uma rota, içar velas, soltar amarras e partir à aventura!


Praias do Algarve

Dos longos areais protegidos por falésias douradas às pequenas baías aninhadas entre rochedos, o Algarve tem praias para todos os gostos. Em comum oferecem a certeza de umas férias perfeitas ao sol.

E quais são os ingredientes desta oferta? O clima ameno, que conta com a presença do sol cerca de 300 dias por ano. O mar de águas límpidas, quase sempre tépidas e tranquilas. E as areias, finas e brancas, um convite irrecusável à descontração, num gesto tão simples como estender a toalha ao sol para ganhar um bronzeado invejável, ou brincar a construir castelos à beira-mar na companhia dos mais pequenos.

Da costa sudoeste perto de Aljezur até ao extremo leste junto a Vila Real de Santo António são cerca de 200 quilómetros de praias muito diversas entre si. A maior parte tem boas condições de segurança e qualidade reconhecida pela bandeira azul da Europa, com equipamentos que garantem o desporto e a diversão. Muitos são areais de grande beleza que oferecem cenários idílicos para momentos românticos, e outros ficam perto de locais de animação noturna, procurados por aqueles que não dispensam música e dança nas férias. Mas também há praias quase desertas, em que a natureza se preserva num estado praticamente selvagem.

Há um grande número de praias acessíveis a pessoas com dificuldades de locomoção e muitas têm mesmo equipamentos que permitem que todos usufruam dos banhos de mar. E também há praias reservadas aos naturistas, e outras que por serem pouco frequentadas têm áreas em que essa prática é tolerada. 

As praias mais inexploradas estão na Costa Vicentina, em contraste com a zona central, entre Lagos e Faro, onde se encontram areais cosmopolitas, consequência da maior densidade de oferta hoteleira, que inclui muitos resorts de alta qualidade. O Parque Natural da Ria Formosa é uma reserva de sossego, uma área de águas plácidas recortadas por ilhas, canais e lagoas, que marca a transição para leste, onde os mares são mais quentes e suaves e os areais muito extensos. 

Quase todas as praias possuem restaurantes e bares para descansar e tomar um refresco quando o sol está a pique, saborear o peixe fresquíssimo da região ou ficar a apreciar o entardecer, com o sol a esconder-se nas águas do mar. O remate perfeito para um dia bem-passado. 


Bicicleta

Descobrir Portugal de bicicleta é uma experiência única. Que se faz ao ritmo de cada um, sentindo aromas e sons que de outra forma talvez passassem despercebidos. Com o mar por companhia, subindo e descendo montanhas, ou a passear por aldeias e cidades, as opções são inúmeras! É só começar a pedalar!

Com um clima agradável, sem grandes extremos de temperatura, e um sol que brilha ao longo do ano inteiro, Portugal oferece boas condições para ser explorado de bicicleta. Percorrendo poucos quilómetros passamos das serras à praia, do bulício citadino à pacatez da vida campestre, já que no nosso país a diversidade de paisagens é muito grande, sempre a curtas distâncias. E de bicicleta é ainda mais fácil fazer os desvios necessários para chegar àquele local de onde as vistas são absolutamente deslumbrantes. 

Cycling_Shutterstock
Photo: Lisboa Região © Yves Callewaert

A variedade de traçados possibilita todas as experiências – da estrada à montanha, para bicicletas de touring e de btt, fazendo viagens tranquilas ou seguindo percursos desafiantes que elevam os níveis de adrenalina ao máximo. Muitos dos itinerários estão georreferenciados, e são disponibilizados em podcasts ou através de aplicações para smartphones. Mas quando não é possível aceder ao roadbook há sempre gente simpática e disponível que ajuda a encontrar o caminho perdido.

Turismo do Alentejo
Photo: © Turismo do Alentejo

Em Portugal, há cada vez mais percursos cicláveis. Junto ao litoral, nos parques naturais e florestas e nas cidades, são muitas as vias sinalizadas, bem como áreas de apoio e lojas específicas para os utilizadores. Alguns hotéis também estão equipados para receber os praticantes com todos os serviços necessários à sua recuperação e à do veículo, de modo a que tudo funcione sempre na perfeição. E é ainda possível combinar o uso da bicicleta com os transportes públicos, e assim aproveitar todas as possibilidades para passear pelo país.

Aqueles que não trazem a sua bicicleta podem optar pelo aluguer para dar voltas pequenas ou passeios mais prolongados. E em muitas localidades são disponibilizadas bicicletas de utilização gratuita, uma forma saudável e ecológica para passar o dia a descobrir as suas atrações.

Caminhos da Natureza - Portugal Nature Trails
Photo: © Caminhos da Natureza/Portugal Nature Trails

Para os que querem conhecer Portugal de bicicleta mas com a comodidade de uma viagem organizada, encontram várias empresas que organizam programas em que tudo está incluído. Dos melhores hotéis aos guias especializados, dos restaurantes onde se saboreia a gastronomia mais autêntica às visitas a monumentos e museus, há propostas para todos os gostos. E aqueles que preferem manter a sua independência podem optar pelos “self-guided tours” e viajar de forma individual, sem guia e sem horários, mas usufruindo dos serviços de apoio que lhes forem mais convenientes. Enfim, umas férias com muito exercício mas sem nenhuma preocupação!

Caminhos da Natureza - Portugal Nature Trails
Photo: © Caminhos da Natureza/Portugal Nature Trails

Também é possível combinar os percursos de bicicleta com outras atividades na natureza, como os passeios a cavalo ou a observação da fauna e flora. Assim, é possível desfrutar de mais experiências que permitem conhecer melhor os encantos de Portugal.

Mais informações em:
www.portuguesetrails.com


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